Vagão-Restaurante

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Vagão-Restaurante

Mensagem por Destino em Seg Ago 13, 2012 8:41 am

Vagão-Restaurante.

Entre os oito vagões de passageiros iniciais e os oito vagões de passageiros finais estava o vagão-restaurante. Devido à ausência das cabines, o vagão-restaurante era amplo e espaçoso, com uma ornamentação que lembrava um clássico pub inglês. As paredes pareciam ser de rocha pura, embora o chão demonstrasse azulejos de madeira, que ampliavam o som dos passos em um som mais agradável – e ocasionava alguns ocasionais passos de sapateado por parte de alguns alunos com ascendência irlandesa. Próximo ao início do vagão, pegando metade do vagão em comprimento havia um balcão, com bancos altos ao longo de todo o balcão para as pessoas sentarem e por trás dele uma estante com diferentes tipos de bebidas, todas sem álcool – desde cerveja amanteigada a milk-shakes, passando por sucos e vitaminas dos mais variados tipos, além dos refrigerantes muggle. Um homem robusto, baixo, com a barba aparada e um chapéu coco encontrava-se por trás do balcão. Ele usava o uniforme auror, apesar da ausência da proteção da cabeça e presença de um colete, com um broche com o nome Patrick. Sério, ele permanecia atrás do balcão, atendendo os clientes e limpando os copos nas horas vagas.

Do mesmo lado, mas um pouco mais pro fundo do vagão, próximo à porta que leva aos oito últimos vagões de passageiros, havia quatro portas: dois banheiros masculinos e dois banheiros femininos. O restante do lugar era ocupado por mesas ao lado das janelas e algumas pelo meio do vagão. No exato meio do vagão, inclusive, havia uma coluna de madeira como se ela sustentasse o teto. Próximo à entrada ao lado do balcão, do lado oposto, havia um pequeno tablado de madeira, grande o suficiente para caber uma pequena banda com cinco componentes, apesar de serem mais os passageiros que o utilizavam, apresentando-se em alguma atividade artística, como canções, músicas ou danças – sendo aplaudidos ou xingados de acordo com sua apresentação. Quando não havia apresentações, uma música ambiente podia ser ouvida tocando pelo vagão-restaurante, geralmente algum jazz ou blues, de origem muggle ou bruxa.

Além de Patrick, havia uma segunda auror atendendo no vagão, essa responsável pela comida. Com um bloco de papel na mão e um lápis, além de um avental por cima do uniforme, uma jovem garota, aparentemente recém-formada em Hogwarts, seguia de mesa em mesa anotando os pedidos, ao qual retornava para o balcão e os retirava de algum espaço por baixo do balcão. O atendimento era rápido e preciso e a garota, de nome Isabo, não costumava ter tempo de conversar, apesar de demonstrar cordialidade em seus atos.




Olá. Copiando identicamente o quote do post da partida Expresso. E com essa postagem inicia-se o segundo playtest. Conforme anunciado no post de trancamento do primeiro, esse valer-se-á do uso das regras do sistema como referência. E apesar da ficha não ser obrigatória por causa que o RPG ainda não abriu, quem se envolver em situações que seja necessária consulta à ficha, terá uma ficha padrão feita por mim para uso até o final do playtest. Então, colocarei em pontos, para fácil leitura e consulta os principais pontos desse segundo playtest:
1. Será usado o sistema como referência, então se fizer alguma ação que saia do comum e envolva algum risco ou tensão pode ocorrer do narrador postar pedindo rolagem de dados, tá? Quem não tiver ficha terá uma ficha padrão feita por mim, supermegagenérica;
2. O trem só chega em Hogwarts quando eu postar encerrando esse playtest. Até lá são horas de viagem e podem ocorrer alguns eventos, estejam atentos;
3. Coloquem em cada post um resumo do seu post. Insira juntamente em que vagão seu personagem se encontra e a hora que acontece a descrição da cena do post (a legenda do lugar é: locomotiva, vagão-professor, vagão-enfermaria, vagão 1, vagão 2, vagão 3, vagão 4, vagão 5, vagão 6, vagão 7, vagão 8, vagão-restaurante, vagão 9, vagão 10, vagão 11, vagão 12, vagão 13, vagão 14, vagão 15, vagão 16, vagão-carga).
4. Vocês podem criar RP's pra vocês. Estarei postando 4 cabines fixas e esse tópico aqui em exclusivo é mais pra corredor e vagão-restaurante e cenas genéricas. Qualquer dúvida, procurem por Leish (Elliot B. Pointer) via PM ou no chat mesmo. Eu leio tudo aquilo ali, sempre.
5. Isso é apenas um jogo, a realidade é muito pior. Então, divirtam-se. Com sensatez. HAUHAUAHUAHAUHAUHAUAHAUHAUHAUAA!
Estarei postando os posts fixos de cabines pra quem não gosta de abrir RP – se você não sabe o que é RP, você pode junto com alguns amigos criar um tópico e postarem nesse tópico realizando a ação de vocês, sem precisar estar em um dos tópicos fixos... Só fique atento ao cabeçalho exigido por uma RP e aos acontecimentos em outras RP’s e no fixo, pra não ocorrer incoerência, certo? Acho que seja isso. Por isso... GL and HF! Let’s Play! Bonanças.


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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Kim Blayr em Seg Ago 13, 2012 8:40 pm


Um par de olhos desinteressados fitava a massa compacta de bruxos na plataforma nove três quartos. Parecia um grande enxame de abelhas de sobretudos negros, com pequenas variações de marrom ou bege escuro. Entre elas, mal se poderia perceber a movimentação silenciosa e eficiente dos Aurores, mas Kim os observava com uma certa atenção. Por fim, fitou seu próprio reflexo contra a janela e uma garota de ar displicente a encarou de volta.

Entre cerveja amanteigada e amendoins que ocupara as horas em que os alunos ficaram retidos. Seus olhos não procuravam pelos vultos de Aurores que de quando e quando surgiam através das janelas do expresso: na verdade haviam passeado demoradamente pela multidão, observando as expressões que eram ora aflitas, ora indignadas e mesmo vazias. Virara-se uma única vez para Douglas Corday e somente apenas para anunciar, em voz neutra que ainda não vira o ‘viado do Dereck”.

O trem percorria a paisagem de vegetação levemente densa e o verde tornara-se um borrão indistinto, mas contínuo que cercava o antigo trem. Kim agora trazia as cartas de seu baralho nas mãos e as misturava de modo habilidoso, como se já fizesse isso há tempos. Ia começar a distribui-las quando uma mão quente e pesada pousou em seu ombro.

-Mudança de visual, Blayr? .

Dereck Simpson era um corvinal de quem Kim gostava relativamente. A verdade é possuíam muito mais interesse que amizade um pelo outro. Simpson era o tipo desenvolto e sua moral, assim como a de Blayr, era um tanto quanto flexível, de modo que invariavelmente Dereck estava envolvido nas andanças de Kim por Hogwarts.

-Como tem passado, Blayr? Movimentou muito nas férias essa sua vida “perigosa?” .

- O ano mal começou e você já vem pedir favor, seu corvinal escroto? Sente aí e jogue conosco. E me diga o que quer. – ela deixou mais uma mão de cartas deslizar pela mesa de madeira escura e brilhante e pigarreou – e bem, eu vou bem. E você, Dereck, férias agradáveis? como tem passado com os dvds de The L Word que me prometeu, Hein,Dereck?

Dereck apenas riu baixinho da piada de Kim.

-Digamos que esse material não venha ao caso. .

Kim desviou os olhos para as cinco cartas que trazia e quase suspirou ao ver que possuía somente um Flush. Abaixou-as contra a mesa e deslizou um pedaço de pergaminho que trazia escrito, em uma caligrafia fina “ o corpo de Douglas Corday”.

- Aposto que Standford vai adorar ganhar essa– e deixou escapar um risinho.

Viu que Lou passou a jogada, que Doug oferecia “um beijo de Kim Blayr” com um sorrisinho vingativo e que Dereck, por fim, deixava com que o levassem para jantar ; foi somente quando se recolheram todas as apostas pelas mãos de Doug que Kim apoiou o cotovelo contra a mesa e encarou Simpson.

- Ganhou sua meia, Elfo. Eaí Simpson veio me pagar ou o quê?

- Está na hora da sua inteligência ser usada pra alguma coisa benéfica a sociedade, Blayr. . – ele respondeu com um ar entre sarcástico e misterioso

- Acho que já temos lufanos fazendo isso demais, Simpson – e olhou rapidamente para Louise – agora pare de enrolar. Sutileza não é o nosso forte. Qual é a merda da vez? .

Dereck Simpson não era dado a dramatizações e Blayr quase riu quando ele olhou disfarçadamente para os lados antes de lhe entregar o pergaminho rabiscado, e que apesar de estar ilegível na maior parte de seu texto, era bem claro quanto ao título: Amortentia, nome da poção do amor. Dessa vez, contudo, não pode evitar e um sorriso levemente diabólico se espalhou por seu rosto.

- Poção do amor Simpson? Quem você quer conquistar? A Marge? Mas, é certo. Doug, o que acha disso? Sim ou com certeza? Standford, se aproxime. Talvez você seja útil. Talvez. .

- Poção do amor? - A lufana riu sarcástica. - O gostosão não consegue conquistar a pessoa normalmente? - Ela pisca os olhos e torce a boca, num claro questionamento.

-Falem baixo. . – a expressão de Dereck revelava um misto de súplica e vergonha, essa última tendo sido causada pelo comentário de Louise, que corou levemente as bochecas do rapaz. – A questão não é essa, senhorita Stanford, a propósito, muito prazer, Dereck Simpson. .

Dereck exibiu um sorrisinho levemente irônico em direção a lufana, e depois de olhar novamente para os lados e certificar-se que a mesa deles não era alvo de olhadelas, continuou:

-Caso queiram que sejamos mandados direto pra detenção assim que chegarmos na escola, continuem falando nesse tom. Iremos precisar de descrição, acima de tudo.Vocês sabem que, apesar de muitos burlarem as regras, esse tipo de poção é proibido em Hogwarts.. – Dereck olhou para Kim, com um sorriso no rosto e levemente corado. – Quem eu quero conquistar é assunto para outros capítulos, Blayr. .

- O que você disse, Stanford? Insinuou que o Simpson não é capaz de conquistar sem trapaças, igual eu fiz com você, né? .

- Acho que se você quiser me conquistar, vai precisar do amortentia. - Ela pisca pra Kim e sorri charmosa.

- Amortentia é uma poção poderosa demais, Simpson. Tem certeza que quer usa-la? Você ama tanto assim essa criatura? - Doug finalmente dava seu parecer e sua testa se contraiu

- Digamos que eu goste o suficiente para achar que um pouco de poção em uma caixa de bombons não fará tão mal assim. . -Dereck sorriu amigavelmente para Douglas. – Quanto aos riscos da poção, li muito durante o verão e estou plenamente inteirado onde estou me metendo. – uma leve pausa- e metendo vocês. .

- Você deve amar a pessoa quase tanto quanto a Standford ama a mim, acho .– Kim comentou

- Então não vale a pena fazer uma poção. – a garota retrucou com um esgar de ironia.

- Bem, é isso. Estamos dentro. Eu sabia que uma hora ou outra minha verdadeira vocação apareceria, mas não esperava que seria de cupido. – a sonserina sorriu e cruzou as mãos na nuca , relaxando na cadeira macia – mas eu já deveria desconfiar, afinal, não é de hoje que a Standford cai de amores por mim, eu, Eros, a deusa da paixão. .

Dereck riu do comentário de Blayr, em seguida, continuou falando calmamente, baixo, e com a malícia de um bruxo que estava prestes a combinar um assalto aos cofres de Gringotes.

-O que posso dizer, no momento, é que é por uma boa causa. . – riu sozinho consigo quando parecia pensar em alguma coisa, e logo depois prossegiu. – É uma poção um tanto quanto chata, mas não é das mais complexas de se preparar, se comparada com outras. Dediquei muito do meu tempo em Hogwarts à me aperfeiçoar no preparo de poções, nesse sentido, não teremos muitos problemas. .

Dereck tirou mais uma parte da mão da folha, de modo que já dava pra se ver alguns ingredientes e outras anotações rabiscadas.

- Já tenho comigo os ovos congelados de Cinzácaro e os chifres de arpéu, além das figueiras cáusticas de abissínia. . – fez uma pausa para mais uma checagem na lista e nas pessoas ao redor. – O acônito licoctono está incluso nos nossos materiais próprios de poções, então não é difícil eu retirar um pouco do meu próprio. O único ingrediente que nos falta são as raízes de Mandrágora, que realmente não havia como eu conseguir fora de Hogwarts. Imagino que nas estufas deva haver um estoque desse material, e, isso não será problema para nós quando se está compactuando com uma das maiores gatunas que essa escola já viu, estou certo, Blayr? .

Kim Blayr apenas sorriu.

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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Dereck Simpson em Qui Ago 16, 2012 8:11 pm

Nunca havia passado pela cabeça de Dereck que, dentro do seu perfeito histórico escolar de aluno destaque em Corvinal – casa tradicionalmente conhecida por abrigar os alunos mais inteligentes de Hogwarts – ele estaria um dia numa mesa, rodeado de pessoas (como numa quadrilha) reunindo artimanhas e pormenores de uma poção do amor que seria preparada dali a algum tempo. Era realmente intrigante, principalmente para aqueles que conheciam o rapaz em seu íntimo.
Ao elogiar os dotes de ladra de Kim, e a mesma soltar um risinho sarcástico para ele, veio a tona que uma das coisas mais incoerentes daquela situação – além de ela por si só já estar acontecendo – era um Corvinalense puro estar mancomunado com uma Sonserina pura. Sim, pois Blayr possuía todos os atributos que um aluno dessa casa dispunham. Entretanto, como Dereck, tinha alguns conceitos que a faziam mudar rapidamente de ideia, o que a tornava – assim como ele – uma pessoa de moral levemente abalável.

Dereck nunca pensou que, um dia, alguém fosse despertar nele o desejo por quebrar uma das regras da Escola. Não que ele nunca tivesse quebrado-as, mesmo porque, na opinião dele, poucos conseguiram atravessar os sete longos anos em Hogwarts sem tê-lo feito. Contudo, fazendo uma análise de si próprio, nunca se julgou capaz de interferir na ‘sanidade’ de alguém para conseguir algo que fosse de sua vontade. Esse pensamento mudou completamente quando Kian Weismann atravessou o seu caminho, há pouco menos de um ano da data de embarque no Expresso.
Na época, o garoto era um Lufano do quinto ano, loiro, cabelos cacheados, charmoso e simpático. Apesar de introspectivo, e não demonstrar muito interesse em relacionamentos, Kian parecia a pessoa certa para Dereck. Há alguns meses, o garoto havia se convencido de que era gay. Queria uma menina pra dividir confidências, recorrer quando fosse preciso, compartilhar ideias e deitar no colo. Definitivamente, as experiências que tivera nesse campo com garotas não foram bem sucedidas. Para ele, naquele momento, as garotas não passavam de amigas, ou – no caso de Blayr – colegas que trocam favores.

Teve a ideia de preparar a poção do amor para Kian tomar quando percebeu que o garoto não dava importância para relacionamentos. Havia trocado boas conversas com ele no ano anterior, tornando-se amigo do rapaz, mas, qualquer investida mais pesada que Dereck tencionasse dar, ele já revelava aquilo que a sua personalidade traduzia. “Todos, um dia, despertarão o interesse pelos relacionamentos. Se me interessei por ele, oras, não há mal algum em eu antecipar essa data para ele” Esse era o pensamento de Dereck, uma oportunidade para os dois, pois ele tinha certeza que Kian também gostava da companhia do garoto, só era levemente fechado ou tímido demais para admitir isso.
O corvinalense tentava admitir para si mesmo que havia tentado por todos os meios legais conquistar o garoto, contudo, tudo em vão. Quando levou em consideração que a Amortentia seria a últiima saída, começou a se preparar, recolher o que precisiaria e reunir vários manuais sobre poções e métodos para estudar durante as férias. Depois de dispor de todo a base teórica e recolher quase todo o material que precisaria, se deu conta que já estava no fim das férias, e que era chegada a hora de pôr isso em prática.
Havia considerado a hipótese de pedir a ajuda de Kim Blayr, mas aquele incidente do trem e a conversa dele com a garota e seus dois amigos havia vindo muito bem a calhar, já que o apoio dela viera de muito mais bom grado do que ele esperava, pelo menos aparentemente. Blayr gostava de diversão perigosa, talvez esse fosse o motivo.

-Por enquanto, não precisaremos dos seus dotes de ladra, Blayr. – Acrescentou Dereck retribuindo o sorriso – Deveremos ter a nossa disposição as raízes de mandrágora como material para poções esse ano. Isso não será difícil. A nossa maior preocupação é foco, e descrição.

Dando uma olhadela de leve para Louise e depois de volta para Kim, Dereck resolveu transpassar um pouco de leveza a situação:
- A propósito, me parece que você já ministrou Amortentia para alguém aqui, Blayr. Dereck riu sarcasticamente.
-Nada de Amortentia, Dereck, chame de natural . Retrucou a garota
- Se você acha, REALMENTE, que alguem aqui sente algo, esse alguém é o Corday, pena que ele é burro, e em vez de dar para a Lufana, acabou tomando tudo e tá idiota por ela faz anos. - Doug olha pra ela com um bico enorme, cruzando os braços.
- Eu nunca usaria isso para sair com ela. E obrigado Lou, é isso que eu ganho por desabafar com você as coisas.
Dereck gostava de Douglas. E riu com certa pena do colega no momento em que Louise pronunciou aquelas palavras.
Já Kim Blayr não parecia, até aquele momento, a pessoa adequada para ser uma aliada à quem se contasse os seus segredos mais íntimos. Contudo, se precisava de um trabalho sujo, isso era o que ela fazia de melhor. Nesse caso, estar com a moça sempre rendia boas risadas, risadas perigosas, entretanto.

-Já temos os métodos e praticamente todos os materiais. – acrescentou Dereck voltando ao seu ar de líder de uma quadrilha que ia assaltar Gringotes. – Precisamos agora discutir sobre o local onde iremos preparar a poção. - O garoto guardou, por segurança, o papel com os ingredientes e o modo de preparo na mochila, dentro de um livro. Após fechar a mochila, continuou:
- Isso parece ser uma pergunta para a sua área, Blayr, tem ideia de algum lugar de segurança onde seja difícil nos acharem? Com calma, prosseguiu: - Sabe que existem alunos bisbilhoteiros em Hogwarts, e depois desse ataque ao trem, provavelmente vão reforçar a segurança na Escola, durante as primeiras semanas. E digo ainda, principalmente nos períodos noturnos..
- Meu caro dereck, há duas coisas que sempre existem: a) segredos b) lugares para guardar segredos. iremos descobrir. Até mesmo um trasgo pode se esocnder naquele castelo.
Tinha que confessar: apesar de ser esperto e sempre pensar na maioria das coisas, a capacidade de Blayr em criar um plano B,C e D para fugas, além de resolver empecilhos aparentemente impossíveis nesse tipo de situação era realmente louvável. Dereck deu um sorriso satisfeito, olhando ao mesmo tempo para os três:
-Não teremos problemas maiores, então.
Dereck nunca enunciou palavras com tanta certeza em toda a sua passagem por Hogwarts.

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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Kian Weisman em Sab Ago 18, 2012 11:37 am

Ao embarcar no trem, separando-se de Aidan, Gerry e Sam, Kian seguiu em direção de outro vagão, observando de longe Dereck Simpson. Sem colocar a carroça na frente dos bois, até porque nas pressas que foi o embarque, muitos alunos estavam pelos corredores procurando cabines completamente vazias pra se acomodarem com seus grupos. O que fez o jovem Weisman lembrar que ia ter que procurar cabine por cabine, até encontrar seus amigos.

Mas isso ia ser um problema pra mais tarde. A questão agora é:

Há uma possibilidade de Kian estar começando a gostar de alguém. E o que ele faz quando percebe isso? Afasta-se. No entanto, não sei dizer o que realmente estava passando pela cabeça dele. O lufano já havia percebido investidas discretas por parte de Dereck, que conhecera enquanto cursava o quinto ano, mas nunca demonstrou alguma retribuição. Muito menos pediu para o garoto desistir. Talvez seja por nunca ter demonstrado motivos ao quintanista (mesmo que exista em algum sentimento) ou talvez fosse apenas amizade e ele esperava pacientemente que Dereck desistisse.

De repente o inglês se deparava com um vagão enorme, podendo ter real noção do tamanho de um, já que no que acabara de chegar - o vagão-restaurante - não possuía cabines. Foi uma novidade não nova, já que não costuma frequentar aquele lugar nas viagens de ida/volta. Sequer se lembra em qual ano foi a última vez que esteve ali. Por que comprar comida quando se tem amigos que trazem a mochila recheada de coisas gostosas?

- Já que eu to aqui...

Kian tirou os olhos do amigo, que acabara de sentar em uma mesa com outros alunos, e então se dirigiu até uma perto de uma das janelas. Não demorou muito até que uma moça veio lhe atender. Simpática, ela, o inglês pediu um suco retribuindo o atendimento com um sorriso. Não teve nem tempo de piscar algumas vezes e já estava sendo posto na mesa um copo com líquido amarelo. Agradeceu e colocou a comanda embaixo de um porta guardanapo, pegou um canudo e experimentou do suco e logo em seguida abriu um sache de açucar e virou parte do conteúdo no copo. Mexeu e experimentou mais uma vez. Agora satisfeito e tomando o suco lentamente, começou a observar os rostos dos alunos ali, sempre dando uma olhada rápida na mesa que Dereck estava. Queria ir falar com o rapaz, mas não queria interromper a conversa do grupo.

E então resolveu ficar olhando.

Sabe quando alguém está te observando e você, de alguma forma, sente-se incomodado e ao olhar pro lado da de cara com o responsável por aquilo? Pois é. Kian ia tentar ter a atenção do quintanista daquela forma. Só esqueceu de parar de tomar o suco, esquecendo-se do quanto ia ficar constrangido se visse alguém o observando enquanto toma algo com canudo na boca...

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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Katrina Collin em Seg Ago 20, 2012 2:00 pm

Vagão Restaurante 9 a 16


Katty fez uma careta ao ouvir as palavras de Chloe e se encolheu um pouco porque um arrepio subiu pela sua espinha. Não gostava daquele tipo de assunto e a simples possibilidade de mais confusão já a deixava sem ar. Preferiu não responder e continuou a seguir em frente pensando se os seus pais ficariam sabendo daquelas pequenas confusões, poderia apostar e ganhar que receberia um berrador assim que soubessem que uma meio veela foi vista provocando garotos na estação e ainda por cima estava tentando distrair dois aurores. Bom, ficaria de castigo no mínimo durante as férias inteiras e as aulas, nem haviam começado.

Finalmente conseguiram atingir a tranquilidade tão desejada por Katrina bom, nem é preciso repetir que aquele dia começou com 13 pés esquerdos, todos de uma só vez e tudo o que a jovem lufana queria, era tomar uma soda de maçã verde enquanto tentava tirar aquela paranoia da cabeça de Henri e Chloe. Tudo bem que era estranho ver tantos agentes de segurança no expresso, porém era difícil para a jovem crer que estava no meio de uma conspiração. Mexeu no bolso e tirou alguns galões e sicles, não era muita coisa, mas pelo menos o suficiente para tomar o refresco.

-Podemos sentar ali? – Apontou uma mesa pequena, do lado da janela, foram prontamente atendidos por Isabo que anotou os pedidos de todos e rapidamente saiu enxugando as mãos no avental. Chloe e Docinho se acomodaram de frente para Henri e Katty, como sempre o gato mal humorado, demonstrava a mesma insatisfação da dona com a vida, o universo e tudo mais sem qualquer motivo aparente. Como a lufana era incapaz da indelicadeza de deixá-los sozinhos, deixou a cabeça tombar para trás de alívio emendando um suspiro para relaxar, ao voltar para a postura normal, seus olhos se arregalaram e ficou ainda mais pálida. Não queria falar, não queria ser notada, mas era praticamente impossível.

- Que foi Kitty? Parece até que viu fantasma... - dizia enquanto olhava lentamente para trás. Levou a mão no coração de susto. - Quanta ironia... E não é que são assombrações mesmo. - dizia baixo só para Katrina ouvir.

-Papagaio! – Katrina deixou seu corpo escorregar pelo assento da cadeira e tampou o rosto com a mão enquanto Chloe tentava ser uma parede e Henri, bem, o monegasco olhava para as duas loucas sem entender nada. O que está acontecendo? – O rapaz perguntava entre dentes.

Não olha, não respira, não fale, não faça nada, elas podem sentir o medo a quilômetros de distância! – Dito isto, o gato amarelo soltou um miado e eriçou o pelo da nuca em posição de ataque.
-Mein Gott!É o que eu sempre falo, esse trem já foi melhor frequentado, como estão as loosers do meu coração? Nem precisam responder, sempre fazendo besteira, gaguejando e... Olha só, agora arrumaram um namoradinho, magrelo mas, tem potencial, isso é se parar de andar com essas duas pestinhas e o gato pulguento! – Disse a garota com sotaque alemão, rosto felino e olhos verdes, ao lado dela duas outras meninas também do quinto ano Mariana Lengruber e May Lionheart respectivamente.

Katrina ia abrir a boca novamente para dar uma resposta para aquela garota mal educada, algo digno de impacto, todos ririam das meninas entituladas Altamente Malvadas. Pensou em várias citações literárias e a única coisa que conseguiu falar foi: Oi, Hunter. - Que saiu fraco, praticamente um gemido, sem encarar diretamente nenhuma delas. Era difícil acreditar, mas todo mundo no castelo, principalmente a ala masculina enxergava a jovem Hunter dessa forma;

Spoiler:
Enquanto Chloe e Katty enxergavam de outra maneira:
Spoiler:

- Olha só se não é o trio das metidinhas que se acham e só sabem ficar fofocando por aí... - imitava a voz irritante de Hunter enquanto se referia a elas. - E o gato tem nome, e é mais limpo que muita gente viu...

- Agnes, sinceramente não sei porque você ainda perde tempo com elas... São um caso perdido.[/b] - fazia cara de nojo e desprezo. Reiterou a Srta Lengruber.

-Mariana, elas são divertidas, engraçadas, ás vezes ariscas mas, sempre loosers. – Ela abriu aquele sorriso de colar de pérolas que no fundo, possuía uma alta dose de recalque e poderia ficar ali, o resto da viagem irritando as terceiranistas quando algo aparentemente mais interessante despontava na porta do vagão restaurante, um rapaz alto, loiro, muito forte, nem parecia ser um aluno.-Luicas!-Naquela hora, Agnes deixava a máscara de menina má cair e assumia o papel de menina tola que corria atrás do veterano por todos os cantos do castelo. -Luicas!Onde você está indo? Havia esquecido das meninas e apertava o passo pelo restaurante enquanto Lengruber e Lionheart trocavam olhares de extrema decepção do tipo: “Ela corre atrás, eles brigam, fazem as pazes e nos expulsam da cabine!”

-Srta Lionheart aceita uma cerveja amanteigada antes de ser exposta a cenas impróprias para menores?

Absolutamente! – Respondeu a falida May. Deixando o trio em paz, enquanto as duas se afastavam, Katty se recompôs e tomou um gole do refresco que acabara de chegar.

Antes que você pergunte... – Dirigiu-se a Henri enquanto Docinho voltava ao normal.Elas nos perseguem desde o ano passado, porque Chloe não deixou Mariana pintar o Docinho de pink, sabe, ela achava que se o gato fosse de outra cor ficaria melhor humorado e no meu caso, foi porque Luicas W. G. P. me disse, oi! As vezes eu queria voltar para Beaux! –Fez uma cara de muxoxo.

Resumo: O Trio (chloe, katty e henri deixam o vagão jardim e vão para o vagão restaurante quando são surpreendidos pelas meninas do MAM - May, Agnes e Mariana que resolvem provocá-las um pouco. Tudo autorizado0

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Katrina S2 Henri
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Poquer.

Mensagem por Douglas Corday em Seg Ago 20, 2012 8:13 pm

resumindo:
Bem, é um pouco sobre como Doug é, dai ele se encontra com os amigos, e dao altas gargalhadas chamando certa atençao para a mesa do canto. Pôquer incluso. no más, continua com o post da Anne StandFort.


Confusão-barra-Clube-barra-QUECETÁMEOLHANDO,VEI?


Fora um dia movimentado. Primeiro, acordou, tomoubanhoescovouosdentes FINGIU galantear sua paixão desde a primeira serie. (Serio, como não se apaixonar por uma garota como Rebecca Weasley Lehner? Ela era desbocada, sabia ter opinião própria, era delicada, baixinha, cabelos vermelhos e aquele narizinho. Ahhhhhhhh o narizinho. Além de não parar quieta e sempre estar com as amigas, não havia defeito nela.)

- Então... Vem sempre aqui? – Disse galante para o seu reflexo. Sorriu idiota ao imaginar Re em sua frente, estufando o peitoral (não muito definido, já que ele não praticava quadribol, MAS BABAVA em uma certa batedora) colocando a mao na pia e escorregando quase dando com o queixo no lugar. Se levantou rápido e respirou fundo. Ok, ‘vir sempre aqui’ é a coisa mais idiota do mundo todo vezes dois. Limpou a garganta e tentou de novo.

- Er... Não seu idiota, começar com Er é ruim. Burroburroburro. – Não sei por que Doug caiu na corvinal. A única coisa que ele sabia bem era estudar, mas também tinha a coisa de reconhecer quando estava agindo feito idiota. Mas o que é o amor platônico se não a coisa mais idiota já existente?

- Certo, então, esse ano tem baile... quer ir... com... migo? – Dizia para o espelho, fingindo ser um cachorro perdido. Alias, falando em cachorro, quando Doug estudou essa especialização de animagia em transfiguração, na hora bateu que queria ser um animal. Meninas curtem animais, e era mais fácil interagir com elas assim. Sim, magina se o seu eu interior fosse um animal fofinho? Tipo um gato ou panda vermelho? Cara, as minapira.

Por isso nas férias, além de treinar o convite do baile, ele também leu muito sobre animagia. Muito tipo MUITO. Por isso ao se deparar com seu reflexo, seus olhinhos de Golden Retriever o fitavam, desolado, precisando de amor.

Alguém precisa dizer ao Doug que se fingir de coitado NÃO ADIANTA NADA COM MULHERES COMO A REBECCA. – Ok, pensamento da Player aqui, voltamos a programação normal.

Tentou o modo engraçado. Rindo de uma piada interna.

- Hehe, então, gata. Você, eu, o som da banda, dançando até o amanhecer? – Nossa, esse foi bom, precisaria treinar com kim para saber se colaria.

- Hei, você esqueceu uma coisa. – Pausa para ela dizer ‘oque’ e terminar marotamente com um. – Dizer sim para ir comigo ao baile.

Sim, essa era boa também, precisava anotar essas coisas, como faz para ser um bom cara e mesmo assim, ganhar as garotas? Sera que teria que ser o tipo BadBoy?

- Não aceito não como resposta. Te pego as seis. – Hm, ele estava melhorando. Tirando aquela arminha com o polegar e indicador, e o ‘tsc tsc’ feito pelo estalar da língua no ceu da boca, estava perfeito. Doug, o pegador. Perdeu o BV com a amiga, e a fez descobrir que não era homens que queria. Aquilo foi um trauma, MAS levou na brinks. Já que, vamos combinar, Kim Blayr NUNCA mais ficaria com um cara e ele foi o único. Era especial. E seu amigo sutiã. Era capaz dela dar mais dicas sobre mulheres para ele, do que ao contrario. Mas estavam os dois fodidos nesse mato sem garotas, e ter quinze anos com todos esses hormônios aflorando, era tenso.

Pelo menos Antonin tinha dicas o suficiente para os dois, e cá entre nós, o único que conseguia o que queria. Era engraçado pensar que ele tentou ficar com a melhor amiga de Re. Magina, na cabeça doentia do corvinal já imaginava saídas em quatro, as duas lufanas e os dois amigos. Suspirou ao pensar nisso aquela altura do campeonato, já que a coisa do sonserino e a lufana deu em nada. Pelo menos ele a beijou.

E Doug? Ah... Rebecca nem o nota, coitado. Tudo bem que babar por ela era seu esporte preferido, e ria das piadas que ela contava, baixinho, e também notava como sua atenção nas aulas era extrema, menos quando as amigas mandavam bilhetinhos voadores a ela, e Re os abria, ria, respondia e continuava esperta no que o professor dizia. Virou noites estudando por que tinha esquecido de prestar atenção nas aulas como deveria, mas pelo menos passou em tudo.

- Sei que nem me conhece direito, faço o quinto ano como você... mas não jogo quadribol. Sou doido pelos seus movimentos... no quadribol, e ahm... bem... acho você inteligente, engraçada, e seria uma honra, sabe... tem o baile, e dai eu pensei. Te pego as seis? – Sem jeito mandou lembranças, Douglas. Mas nem contou. Aquela ficou boa para mim, player, mas para o coitado. Ele descartou. Tinham tempo para isso. Muito tempo. Talvez conseguisse um encontro a quatro se dissesse que tinha um amigo sem par...

Antonin o mataria, MAS IDAI?

Se ela for sozinha, ou não, se der a mão a ele. Já terá muito o que pensar.

Batidas na porta do banheiro o fizeram acordar, o pai gritando um ‘NÃO TOMOU BANHO UMA SEMANA PRA NÃO SAIR DAI AGORA?’ também. Deu uma penteada nos cabelos revoltos, pôs uma faixa para os cabelos não cair nos olhineos, e de toalha enrolada no quadril, saiu do banheiro cheio de vapor para o quarto.

- Desculpae.

Se arrumou rápido, para o empregado da família o levar ao expresso. O pai estava bravo por ter que andar num veiculo trouxa em vez de usar a rede podeflu convencional, mas aqueles negocio de magia bruta eram tão reais e perigosos que a mãe de Douglas o convenceu. O pai tinha uma situação financeira estável, fora um negocio próprio sobre coisas que não vem ao caso. Vamos dizer que a máfia ainda existe, por assim dizer.

Doug nem ligava para aquilo, porem. Mas usava o que o pai dava. Na real, ele nem sabia do que se tratava, mas sabia que daqui a um ano, iria começar a trabalhar com o pai, e não importava seu internato em Hogwarts, quando começasse a trabalhar corujas com anotações iriam para a Corvinal e ele estudaria. Assim ao se formar, já entraria com um emprego fixo e tocaria os negócios da família.

Ele não queria isso, btw. Não tinha escolhas também.

Colocou um calção comprido, camisa azul escura e um tênis trouxa da Adidas. Lou disse que era moderno, dera as indicações onde comprar e ele comprou. Obvio que os pais não curtiram, sabe? Mas idai? Estava naquela idade de “amores platônicos” e “enfrentar os pais” mesmo.

Chegando la, encontrou Ton. Trocou palavras com o colega, mas o sonserino tinha uma puta vontade de sumir, por que ao encontrar uma cabine para ficar, se deparou sozinho com Louise e Kim, uma kim macho demais para uma blusa daquelas com seus micropeitinhos quase a mostra.

A chuva não deixou o corvinal triste, o pior foi salvar a amiga. Quase joga-la pra fora da cabine pela janela quando aquela coisa explodiu, isso que tinha ido em busca do Antonin de novo, tinha umas coisas pra conversar com o amigo, e só ele sabia o que dizer naquela hora. (Convidar ela assim, ou assim? Sera que rola um encontro a quatro?) Em vez de achar o amigo, achou confusão, voltou rápido a cabine nove e tentou ajudar Lou a tirar a sonserina dorminhoca de lá.

Tudo tranquilizado, e a adrenalina do corvinal a mil, viu Ton conversando com um garoto do sexto ano, acenou e ele ignorou. Não era dado a demonstração de amizade em publico, mas vai saber. Conversou com Kim e Lou sobre o acontecido. Ficou fascinado com as magias usadas para rever o que aconteceu no lugar. Se fosse estudar algo, seria aquilo. Imagina, poder fazer o espectro da pessoa voltar ao local... isso lhe daria ideias. Talvez treinar com uma Re Spectral era mais fácil que com o espelho. Vaisaber. Ok, Doug boy, você esta passando um pouco dos limites.

Quando Kim falou de Dereck viado, ele riu emendando um “Já o viado do Antonin nos ignora”. Mas quando virou novamente para aquela jogada de cabeça para mostrar onde o amigo estava, ele desapareceu. Fez bico. Com um cutucão nas costelas percebeu que as pessoas estavam entrando no trem. Uma cabeça vermelha, sendo puxada pela morena da lufa-lufa brilhou naquela manha estranha. Seu coração deu saltos, ahhh, como ela estava linda. As férias fizeram um bem danado a Rebecca, não fizeram? Suspirou e acompanhou Kim, com sua forma renovada, ate o vagão restaurante. Começaram por um almoço regado a pôquer, apostas vem e vão, até Derek dar o ar da graça.

O problema é que quando Dereck aparece, coisas ruins acontecem. Kim é suscetível. Louise pode negar, mas acaba sempre se deixando levar. E Douglas. Bem. Perdeu o BV com Blayr, não que alguém saiba disso, mas a sonserina gosta de dizer que Doug é seu Dog. Não deixando ele fugir dessas enrascadas. O único que pode se salvar é Ton, até por que Kim não mantem esse controle no sonserino.

Dessa vez, o Corvinal, coleguinha de quarto, resolveu trazer a poção amortentia a mesa. Uma vozinha interna dizia “eusabia” sempre que olhava para o colega. ‘shitshitshit’. Pelo menos dessa vez esperariam chegar a Hogwarts para se envolver em encrencas. Não queria passar o ano limpando o banheiro masculino com uma escova de dente DENOVO.

Blayr podia ouvir o gemido de ‘não dá pra ser verdade’ que o amigo soltou ao ouvir a historia. Mas ok, Doug ia dar uma chance ao coleguinha. Respirou fundo, limpou a garganta, e com a mao direita no queixo ele perguntou coisas. Sim, Doug é bem bom em perguntar coisas. Como ‘O QUE VOCE TEM NA CABEÇA, CRIATURA?’ ou ‘Porque?’ aparentemente Lou também não curtiu muito, afinal, sabia o que o amor causava. Tudo bem que desabafou com ela sobre a lufana, e ela sobre o lufano do sexto ano. Mas ambos sabiam a coisa sobre Kim. E nem por isso ele jogou nas fuças dela quando precisava.

Lufanas. Ultimamente acha que elas não falem muito que sonserinas. Ok, talvez só Lou fosse assim, mas enfim, que seja. Merda, o problema foi que aceitou ajudar. Talvez pensando que pudesse ajudar seu caso com a Re dar um docinho com Amortentia pra ela, mas não. Ele nunca faria. Nem em um milhão de anos.

- Sabe que existem alunos bisbilhoteiros em Hogwarts, e depois desse ataque ao trem, provavelmente vão reforçar a segurança na Escola, durante as primeiras semanas. E digo ainda, principalmente nos períodos noturnos...

Teve que concordar. Ainda bem que estava levando escova de dente reserva naquele ano.

- Meu caro Dereck, há duas coisas que sempre existem: a) segredos b) lugares para guardar segredos. iremos descobrir. Até mesmo um trasgo pode se esconder naquele castelo.

Droga, a sonserina olhou para Doug, que na maioria das vezes tentava escapar com maior sagacidade do que os amigos, mas tinha aquele péssimo habito de não conseguir mentir, sempre se fodia se fosse pego, e deu o sorrisinho de “não é, Douglas?”. Acenou positivamente, comendo seu almoço enquanto o assunto poker foi novamente a mesa. Olhou ao redor e percebeu uma gama de olhares sobre eles.

- Não teremos problemas maiores, então.

- Espero. Não to a fim de perder minhas escovas de dente novamente.

Nisso, comendo um sanduiche natural e bebendo suco de laranja, a garçonete-auror dançava entre as mesas. Por sorte eles estava num lugar pouco acessível, mas podia jurar que suas insinuações seriam ouvidas por ela a qualquer segundo. Fora aquela sensação de que alguém entrava em sua mente para descobrir o que pensava. Merda. Tinham que falar de outra coisa, ou o plano de Dereck nem daria frutos e já estaria podre. Se é que me entendem.

- Então, vamos apostar alguma coisa?
- Minha mão está péssima, já sabem o que isso significa.
- Não, meu corpo não é teu, não pode apostar mais.
- Posso sim, você é meu, Corday.
- Por que não param de criancice e achem algo que se podem apostar, mesmo?
- Vou apostar você então, StandFord.
- Never. – Ela solta baixinho, quase ronronando para a colega de ano ao seu lado. Doug achou aquilo meio pornô, quase mandou-as para alguma cabine se esfregar, mas tossiu.
- Que tal... o que tiver nos bolsos?

Nos seus bolsos, ele achou uma pena de repetição rápida. As cartas em suas mãos estavam boas, por isso não ia se livrar das bichinha tao cedo. Louise foi a próxima, tirou do bolso um Gloss de pimenta e jogou no meio, junto da pena. Quando olhou o gloss sorriu. Mas quem se divertiu com aquilo, foi Kim, que já passou a mão no gloss e levou para perto dos olhos lendo as letrinhas miúdas.

- Para apimentar a relação, o Gloss de Chocolate com Pimenta Vermelha busca deixar os lábios mais femininos, cheios e sedosos. – Kim arqueou a sobrancelha direita com a expressão BEM significativa, e olhou para Lou, que tirou logo o Gloss de suas mãos e colocou no meio da mesa.

- Nada de mexer nos prêmios antes de ganha-los.
- Ta funcionando, Standfort?
- Hm... Eles funcionam em peitos? Por que podem ser uma boa pra Blayr...
- É? Eu sei onde você poderia passar esse Gloss, Corday.
- Duvido, meus lábios já são grossos, ó. – Doug faz bico, e pisca o olho direito. O bico se desfaz com o sorriso enorme que se abre ao ver a amiga rindo com ele.
- Seu filho da p...
- Certo, Vão ou não?

Kim passa, Dereck passa. Apenas Doug e Lou. Lou se xingou audivelmente, o corvinal ganhou. Sorrindo, guardou a pena no bolso externo do calção(magicamente ampliado para ter o que ele quisesse ali) e pegou o gloss de pimenta. Será que Re iria curtir isso?

- HAAAA! In your face, Standfort. – Abriu o gloss e deu uma cheirada. – Cara, isso é pra aumentar os lábios mesmo? – E passa um pouco (MUITO) do produto nos lábios. OK que esperava que ninguém visse, mas na mesa o grupinho já começava a rir. O problema foi que aquela merda ARDIA.

Se abanando, gemendo de dor, e tentando tirar com um guardanapo, o corvinal quintanista sente as lagrimas surgirem no canto dos olhos. Nenhum beijo, lábios maiores ou o que for, vale a pena por aquele sofrimento!

- Oh meu Merlim. Voce se fudeu, muito. – Sim, Kim Blayr era um amor de pessoa. Seu apoio moral era tocante. Louise rindo feito uma condenada, ia pegar seu copo de agua gelada e ia jogar na cara do corvinal. Que leva um susto desgraçado com o choque. A sorte que o Doug estava virado pra parede, e a única coisa que molhou além da fuça dele, foram às costas quando a agua escorregou da parede para o banco fixo.

- Vei, que merda de pimenta ardida do...
- Bom, Doug, melhor fazer uma visita ao banheiro AGORA, se é que isso vai adiantar. – Enunciava Dereck mal conseguindo conter o próprio riso.

Os risos dos três amigos da mesa estavam beeeeeeem audível. As pessoas olhavam pra eles, mas Doug dava um sorrisinho de “não aconteceu nada, só tentei tomar agua e o copo MAGICAMENTE virou na minha cara.”. A auror que servia as mesas foi até eles pedir se estava tudo bem, e ele a dispensou, pedindo apenas mais guardanapos.

Triste, molhado, envergonhado e ardido, o corvinal tirava aquela bosta de gloss dos lábios – provavelmente mais grossos, e fungava pela emoção. Pegou os guardanapos da moça e limpava a agua, deu graças a deus por nem Re, nem tom estarem naquele vagão restaurante naquele momento.

- Certo, pra mim deu. Não jogo mais com vocês. – Doug limpou o rosto, a boca e os olhos e a boca. A boca principalmente. Pegou um dos gelos e segurou sobre os lábios, tentando acalma-los.

- Por que? Só por que colocou na boca a coisa que deveria ir na boca alheia?
- Não, engraçadinha. Por que em Hoggs não pode.
- Não pode o que? Usar batom? Esqueceram de avisar ao dereck, então.
Dereck não riu. Fez uma expressão reprovativa ao que a amiga dizia.
- Não. – Respondeu o corvinal rindo da sonserina. – Esse tipo de jogatina que lesa os envolvidos.
- OHHHHH, CHAAAAAAAMEM O MDM! – Kim dizendo ministro da magia de um jeito que os aurores ali, não se alarmassem. Não pode controlar o sorrisinho ao ouvir aquilo.

- Fora que ia ser bem chato ganhar de vocês sempre. – Murmura ate as risadas não serem mais tao audíveis. Lou ria tanto que chorava.
- Ohhh Corday, poupe-me. Como se VOCE ganhasse frequentemente.
- Se fosse pra fazer o que tem nesses papeizinhos que ganhei, e tá la na minha bolsa, já tinha te pego umas quinhentas vezes, Blayr.

- Doug, definitivamente, você não é tão bom jogador. SE fosse para fazer o que tem nesses papeizinhos, você meu querido, já teria sido violado há muito tempo.

- Então, por isso não quero mais papeizinhos. Se for pra apostar, que seja algo que valha a pena ganhar. Não essa merda de coisa de pimenta ardida. – E joga o gloss no bolso da perna, pensando se sua lufana ia curtir aquela coisa horrível. De qualquer forma, usaria como arma.

- Voce deveria ter passado no cérebro, e não na boca Corday. OK, vamos oficializar nosso pôquer. Num clube. – Kim ia dizendo, batendo na mesa. Engraçado como Dereck estava calado. Tomando um suquinho e disfarçando. Doug virou pra ele, e ele olhava para um reflexo da janela, onde de certo o ângulo ia direto em um alvo visível. Mas pelo o que Doug viu, nada de especial. O vagão estava cheio. O que será que faria Dereck se calar daquele jeito?

A resposta poderia vir a seguir:

- Tem alguém que eu quero que vocês observem. – Enunciou Dereck risonho, e ao mesmo tempo preocupado, sugando seu suquinho de forma misteriosa.

-


Douglas Corday.
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Douglas Corday
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Série 5º Ano

Escócia
Age : 19
Sangue Puro

Cor : Cordouglas

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Coisas que se fazem por amizade, nao é facil.

Mensagem por Anne Standfort em Seg Ago 20, 2012 8:37 pm

resumo:
Sabe o clube das Pimentas Ardidas? Pois é, é fundado NESTE post.

Musica.:

Dizer que suas férias foram as piores de sua vida seria mentira. Afinal. Não havia vivido as próximas férias ainda pra saber. Mas sim, tinha um leve pressentimento de que aquele ano, aqueles malditos meses em casa, foram mais do que suficiente para chutar o pau da barraca e tentar mandar tudo pra puta que o pariu.

Contudo, respirou profundamente e relaxou.

Não valia a pena. Tudo bem que seu pai, aquele trouxa imundo, não sabia o significado de “paternidade” muito menos o que significava a palavra “humanidade”. Desde que desenvolvera os poderes, sua vida se transformou num inferno. Vinda de origem simples, o poder e responsabilidade que carregava, eram quase insuportáveis para uma criança de oito anos(tentar ganhar uma grana fazendo bicos, limpar e cuidar da casa, fazer almoço). Dificilmente conseguira ser uma criança normal, e quando atacou o pai com magia para salvar a mae, não foi de caso pensado.

Tudo bem que o ministério da magia foi informado, e teve um escândalo na vizinhança. Vários aurores foram vistos, aquela coisa toda. E enfim, explicaram o caso(Alem de fazer um feitiço que todos esquecessem o que aconteceu. Uma explosão de gás, disseram). Não acreditando naquilo e achando que era balela, o pai de Lou mudou de pais. Não precisou muito cérebro para saber que a carta de Hogwarts teria chegado até AnneLouise de qualquer jeito.

E que a surra tomada naquele dia fora quase de deixa-la na cama por uma semana. Porem, fingindo estar bem, foi sozinha para o beco diagonal, encontrando coisas a preços acessíveis. Mas vocês não querem saber como ela conheceu a pequena Kim, e a amizade delas foram praticamente instantânea. Compraram as coisas tudo juntas, Kim pequena não parava de falar sobre como era melhor e mais legal ser sangue pura, e que mesmo Lou sendo sangue ruim não era necessariamente ruim, só não tivera sorte.

Foi a primeira vez que conseguiu se distrair da família, que se divertira. Por isso conforme os anos passam, ela se apega ainda mais naquela espevitada magrela. Depois que chegou nos quatorze anos, Kim mudou. Ainda era a mesma Kim de sempre, mas agora falava sobre garotos e garotas. Lou não curtia falar sobre esse assunto. Sentia ciúmes das pessoas que eram visivelmente atraente para a amiga. Pensou que fosse algo normal, alguma coisa que logo ela teria também, e dai encontrou uma pessoa para ter seus chiliques de “AIQUEGATO”. Aidan. Garoto legal, um ano mais velho. As vezes pede os livros que ele não usa mais para ter como base de estudos, já que era tao pobre que nem a bolsa dava conta. Afinal, seu pai sempre sabe de algo e pega tudo para outra coisa. Conforme conversava com o lufano – não sempre, mas qual é, lufanos conversam. – foi admirando sua inteligência. Era um cara legal, e como Doug tinha seu amor platônico, Kim suas amizades coloridas, e Ton aquele rolo absurdo, ela também queria alguém para admirar.

Aidan foi o coitado escolhido.

Mas voltando as férias daquele ano. 2012. Pediu os livros que Aidan não usava mais emprestado, estava copiando o livro de historia da magia tudo em cadernos trouxas baratos que sua mãe tinha lhe dado, quando o padrasto viu. Apanhou por praticar bruxaria. Por blasfemar contra deus e sua criação. Por ter nascido.

Como era filha única, acabava sobrando sempre pra ela. A mae vinha definhando conforme o tempo passava, desde que descobriu que a filha tinha aquele dom, um raio de esperança brilhou sobre elas. Como foi avisada a não usar magia na frente de trouxas, mesmo sendo seus pais, ela apanhou em silencio. Não via a hora de voltar ao colégio e sair de la. Não voltaria para aquela casa pequena e suja nas férias de inverno nem que a vaca tussa.

Por isso quando pegou um ônibus trouxa, e parrou na estação, deu graças a deus por sair daquele lugar.

E quando achou uma cabine sozinha, seus olhos se perderam nas pessoas ainda fora da locomotiva, conversando e dando conselhos. Aquela pontada de ciúmes da família perfeita que aparentavam sempre batia. E os hematomas causados pelo pai estavam bem escondidos sob todo aquele casaco preto com detalhes amarelos e um capuz. Nas pernas uma calça jeans, e coturno nos pés. Os cabelos desgrenhados e soltos, sem cuidados, molhados pela chuva mal se acostumavam com o tempo e já enrolavam.

Quando ouviu os passos, e o som da voz, sorriu. Porem seu interior pulsava vivo. Era difícil explicar. Difícil separar aqueles sentimentos. Uma hora a queria, na outra, achava aquilo absurdo demais. Conversou com Kim(Ela não ficou linda com aquele corte de cabelo?), Doug veio e foi, e dai, Kim ficou confundindo sua mente.

Ela tinha o dom de fazer isso. Deixar seus pensamentos embaralhados e tentar cravar um não, enquanto galgava pelo sim.

Deixou-a dormir, não queria que ela lhe encostasse, nem chegasse muito perto. Os hematomas podem não aparecer, mas o menor toque ainda deixa tudo mais dolorido.

Foi ai que o mundo explodiu, Doug veio ajuda-la a pular pra fora, o caos reinava. Curtia o amigo corvinal por isso, pode ser um inútil em todos os casos, mas quando precisava, ele estava la, firme e forte.

Confabularam sobre o acontecido, olhou fascinada os aurores agindo, procuraram Dereck, seu humor até melhorou um pouco, já que os cortes em Kim eram mais bem humorados. Mas ainda ficava longe de qualquer contato físico. Se mostrasse qualquer dor, sabia que a sonserina poderia fazer algo contra seu progenitor, não que isso desagradasse a lufana, mas queria fazer isso ela mesma. Se fosse para a cadeia bruxa, que fosse em belo estilo.

Voltaram ao trem, jogaram, apostaram, e foi ai que a conversa começou a ficar boa. Virada para Doug e Reky e seu sex appel estava alto demais, já que suas insinuações para Blayr beiravam ao “tá dando mole demais, Standfort.” Que gritava em sua mente.

- Oficializar? Clubes clandestinos são mais... – Lou abriu um sorrisinho meio maroto, olhando para Kim de soslaio e seus longos cílios piscaram pelo menos uma vez. – Que tal um clube “Pimenta Ardida”? As pessoas vao pensar que é uma coisa, e no fuuundo... estaremos numa sala vazia qualquer, apostando o que encontrarmos. – Deu de ombros suavemente, seus dedos finos e gelados seguravam as cartas com maestria. Embaralhava-as. O fator pobreza +infinito que tinha, era algo absurdo. Já que não tinha grana para apostar assim, e o que ganhava nas férias eram para o material que não arrecadava com Aidan.

- Como assim o que encontrarmos? Você está sugerindo que devemos... roubar? – Naquele ponto da conversa, as vozes estavam cada vez mais baixas, para que os aurores não notem a movimentação de mentes trabalhando para o lado negro da força. Douglas abaixou o guardanapo numero 30 e olhou assustado para todos. Ai, esse corvinal é tão mole.

- Tipo quando eu encontrei seu corpo na minha cama, Standford? – Disse Kim, fazendo a lufana abrir um sorriso de descrença. Estava no quinto ano. Lufana. Não podia entrar na sonserina sem levar pelo menos mil cruciatos. Fora que a origem dela era tensa. Sofria bulling suficiente para dar uma de idiota e arrombar a sonserina para dormir com Kim.

Se bem que... Não. Melhor não dar ideias.

- Claro, só que dessa vez não será em sonho, Blayr. – Estalou os dedos. – Agora para de fantasiar e acorda? – Se voltou para os demais, com sua baixa voz de segredo secreto de quem esconde algo secretamente.Vamos fazer assim, sem roubar. Mas o que tem na floresta... proibida... poderia ser usado. Não é de ninguém, é?

- Tipo a nova professora de Adivinhação?
- Acho que ela não vai curtir muito a ideia. Fora que pelo o buchicho, deve tar nas ultimas lá no vagao de enfermagem. Porra Blayr, a mulher nem chegou direito a Hogwarts, e você já agourando a mulher. – Disse o corvinal, sorrindo.
- Fora que eu não ia querer ganhar ela nem fo...
- Babão de veia, vai ver é útil naquela poção do Simpson. – E riu, de forma que só Blayr ri quando está de bom humor.
- Prefere as velhas? Entao por que vive dando em cima de mim? – Sim, Lou tinha esse habito de quando ficar feliz, acabar enfiando os dois pés na jaca. PENSE NO AIDAN. SEU CABELO sedoso, aquele sorrisinho maroto, o olhar aluado quando falar de tecnologia trouxa. Eles são compatíveis, sabem as mesmas cosias, embora o lufano mais velho ainda fosse mais aficionado em cultura geral oriental.

- Eu curto as novinhas... Novinha vai, novinha veeeem. Grawr.

Por essas e por outras, que Louise ficava vermelha. Bateu na mesa para desviar o assunto que estava ficando chato novamente e pigarreou.

- Ok, está aberta a temporada de caça. Vamos nos reunir assim que chegar em Hogwarts, quem sabe no domingo a tarde, caçar alguma coisa na... vocessabemonde... e usar isso como moeda no pôquer. Quem topa?

- Tá, eu topo.
- Mas... lá-onde-ninguém-pode-ir-se-não-ganha-detenção?
- Serio, Corday? – Pediu Lou virando para Doug que ainda se secava de seu copo de agua na cara e tinha aqueles olhos de cão sem dono. Mas ela não tinha pena, amigos eram isso, sofrer nas piores horas, blablabla. Só sabia que a sua cara de ‘Ta de brinks com my face’ era bem visível e o corvinal até se encolheu perante a lufana.
- Serio, Corday? – Kim fez coro. Seus olhinhos mostravam aquela coisa que pensava. “TINHA que ser corvinal”.

- Medroso.
- Se fosse corajoso estava na Grifinoria.
- Cagão.
- Calaboca StandFort.
- Mulherzinha.
- Porra, nem lufano você é, seu cuzão. – Lou se injuriou nessa frase, afinal, ELA tinha dado a porra da ideia, e agora levava isso. Bufou.

- Vai se foder, que eu dei a ideia, Blayr. – Socou o ombro da sonserina, que teatralmente passou a mao no local e sussurrou com sua voz rouca um –Assim eu gamo, StandFort.

- Ok, Sem mim vocês vao morrer naquela merda de lugar mesmo. Droga. Se por ventura EU morrer, juro que mato vocês. – Diz o menino fazendo bico e tomando seu suco enquanto olhava pro lado. Lou sorriu, e se virou para Blayr com aquela cara de “há. Aventura”

- Fechado. Gosto dos seus acordos, Corday. Mas... Se for um grupo secreto, e tiver interessados em entrar? Não que eu digo para anunciar para todo canto, mas vai que né?

- Dai teremos que fazer uma prova de iniciação. – Kim disse, animada. Lou apenas sorriu, sua mente estava A MIL com ideias, como por exemplo, algumas provinhas de socialização primaria, regados a depreciação e bulling alheio. Fundadores do clube não inclusos. Obviamente. Virou para kim, Que estranhamente brindava para alguém em outra mesa(a sonserina estava sentada de lado, encostada na parede junto a janela, perna dobrada em cima do banco próxima a Lou, seu cotovelo sobre a mesa e o outro sobre o encosto do banco. Beeeeem despojada.)

- Que tal correr nu em volta do... lago? – Ela riu, olhando para Doug que soltou um gemido com a ideia. Ele era mais lufano que a própria Louise, será que não existe mais inocência nessa casa além do próprio Aidan?

- Não... Que tal um...?
- Ta com medo de mostrar seu nenesinho, Corday? – Sim, ela falava como um bebe e fazia biquinho. Se o garoto estivesse perto, até apertaria suas bochechas e o chamaria de “lindinho da titia”. Ter Lou como amigo, era furada gente. Principalmente se for intimo.

- Nhoi meu bebezinho, fala oi pra mamãe, fala meu menininho gooooostoso! – Sim, Kim blayr era a única má influencia que Lou tinha, e acaso forem pegas, era ela que culparia. Por que as duas juntas, eram o terror. Alem de fazerem zuaçao alheia, e bulling com os mais fracos, ficavam insuportáveis quando tinham um pobre bode expiatório. Corday sempre sofria.

- Cara, vocês são chatas demais. Cansei, falou? – Ele se levanta e logo senta. Seus olhos estavam virados para uma pessoa que Lou teve que virar o rosto para saber quem é. Notou um colega de casa, com um canudo BEM ENTREGAVEL, na boquinha, fazendo um movimento sensual de sucção.

Sera que...?

- Serio. Diz que aquele cara, não tá chupando aquilo olhando pra mim. – O Corvinal ficou vermelho, Kim e Lou não queriam mais nada na vida, riram de sair lagrimas dos olhos. Foi ai que o garoto se zangou, e levantou. – Paguem ai, Bitches.

E vazou.

Sabe quando algo nem é tão engraçado, mas na hora é? ENTÃO.

- Ei, EEEEEEEEEEI Doug! – A sonserina chamou o garoto, que fez uma pausa com seu semblante vermelho envergonhado ao se virar para Kim. Com um movimento de cabeça ele “Que foi?” pediu e logo ve a Blayr fazer um movimento de chupar o dedão.

-SEU BEBEZINHO CHORAO DA MAMAE!

Não queria mais nada. Riu tanto que as lagrimas começaram a brotar no canto dos olhos. Segurou o estomago e tombou a cabeça pro lado, perto do ombro da sonserina, colocando uma mao no joelho dela e tentando se acalmar. As duas gargalhavam feito loucas, a auror voltou ate a mesa delas, sera que tinha algo naquele milk-shake? OMG, NÃO PODIA NEM VER O MILK-SHAKE QUE LEMBRAVA DA CENA ANTERIOR E RIA MAIS AINDA.

Ai, seu dia estava melhorando, pelo menos. Rir com os amigos por causa de bobeiras assim era o que define a amizade. E chorar o que estreita. Então se chora de tanto rir, a amizade é para sempre.

As duas já estavam secando as lagrimas, quando um sensual e divido Corvinal, Dereck, espalmou as duas mãos na mesa e levantou o corpitcho sarado. Piscou de forma çaliente para as amigas, ele foi até a mesa onde um cara estava. Virando o rosto pra ver o que estava acontecendo, Lou conseguiu vislumbrar que Dereck convidava Kian, seu colega de casa, para ir... até a mesa deles? Trocou um olhar com Kim. Aquele olhar que diz ‘SIGNIFICA’.

Deu pra ouvir ele passando o xaveco no guri.

- Kian, como foi de férias? – Ouve uma pausa, talvez para dar um sorriso galante ao lufano, e depois abocanhar a presa. - Adoraria que você sentasse comigo e com meus amigos, o que acha?

- Serio? – Murmurou a lufana, tentando não rir mas era impossível. Ok, se controla, se controla, nada de mais sentar com quem se gosta... de conversar. Dai o corvinal estendeu a mao, e chamou, esperando que o guri pegasse sua mao ele ficou ali, observando APENAS.



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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Kelly W. Parker em Seg Ago 20, 2012 9:25 pm

Spoiler:
Foram longas férias com novas descobertas e decepções. Sua situação com o irmão não melhorou em nenhum aspecto e Kelly vem sentindo cada vez mais falta de seus amigos e principalmente de Elliot. Seguiu para o vagão-restaurante quando percebeu que não iria encontrar nenhuma cabine vazia, decidindo que ali ficaria até o final da viagem.

Durante as férias as únicas palavras trocadas entre os irmãos foram “obrigado”, “bom dia”, “oi” e “tchau” todas ditas por Kelly e ignoradas por John. Nathan (seu tio) vivia dizendo que ela precisava entender a situação e ter paciência com o irmão que acabará de perder os pais. Foram longos dias, e somente uma semana antes do embarque tiveram sua primeira “conversa”.

[Uma semana antes]

Nathan acabará de sair de casa para mais uma de suas expedições e havia feito tudo como de costume – comprado os ingredientes para que Kelly cozinhasse, pago a uma simpática senhora para limpar o apartamento e deixado um dinheiro extra para emergências. O combinado era que John deveria ajudar sempre que fosse preciso, já que ele era o “homem” da casa quando o tio não estava. Nesses momentos de “camaradagem” Kelly sentia como se fizesse parte de algo muito importante, família. Era inexplicável e especial o modo como se entendiam sem ao menos trocar uma palavra. Porém durante uma dessas noites solitárias em que Kelly preparava o jantar sozinha um rato cruzou a cozinha em direção a garota que no mesmo instante deu um pulo e derrubou a panela com molho no chão. Ao ouvir o barulho John pegou sua varinha e desceu correndo as escadas seguindo em direção a cozinha, provavelmente um grande erro, o rato passou por baixo de suas pernas e no segundo seguinte se deu conta de que estava no chão, Kelly havia acertado-o com a vassoura ao tentar acertar o roedor. A garota desculpou-se o ajudando a levantar e exclamando um: “solta essa varinha, nós não podemos usar magia fora de Hogwarts”, entregando então a vassoura para ele, que partiu em disparada atrás do rato. Foram necessárias horas para conseguir captura-lo e colocá-lo em uma caixa, quando conseguiram se dirigiram ao terreno abandonado e soltaram o roedor que saiu em disparada para o bueiro.

- Ufa! – Disse Kelly repousando a cabeça no ombro do irmão, que logo em seguida deu um passo para trás e seguiu em direção ao prédio deixando a garota sozinha com seus pensamentos e angústias.

[Uma semana depois – dia do embarque]

Quando Kelly entrou no taxi vestia seu shorts jeans azul, sua camisa xadrez rosa, seu tênis combinando e sua mochila branca (onde dentro havia sua varinha, seu onióculos e seu jogo de bexigas). O caminho foi longo até a estação, era a primeira vez que garota ia sem a companhia da avó e não havia tido noticias dos seus amigos (nem de Elliot) as férias inteiras. Não sabia o que iria encontrar quando voltasse para Hogwarts e sentia-se totalmente sozinha, mas não queria pensar nisso agora “o que tiver que acontecer vai acontecer” pensou a garota entretendo-se com a paisagem.

Embarcou no expresso com uma hora de antecedência, certificou-se antes de entrar no trem de colocar as bagagens onde deveria e seu gato preto junto com os outros bichinhos. Procurou durante séculos por uma cabine desocupada, mas não conseguiu achar nenhuma e não estava com vontade de confraternizar. Decidiu que iria se trocar e passar o resto da viagem no vagão-restaurante. O trem começará a se mover quando Kelly deixará o banheiro trajando suas vestes extremamente limpas e engomadas da grifinória. Só se deu conta de que não tinha visto o irmão quando chegou ao vagão-restaurante, que já estava ocupado por alguns jovens. Dirigiu-se ao balcão sentando-se afastada de todos, foi prontamente atendida por um homem robusto e baixo que usava um chapéu coco.

- Uma cerveja amanteigada, por favor. – Pediu a garota educadamente.

- Aqui está. – Respondeu o homem entregando-lhe a caneca. – Não deseja comer nada?

- Por enquanto não, obrigado. – Disse Kelly pagando por sua cerveja.

Concentrou-se em sua bebida por alguns instantes, logo em seguida voltou-se para o ambiente procurando por caras conhecidas, mas nada. “Provavelmente Elliot está metido em alguma encrenca e os outros não devem ter voltado para Hogwarts”, pensou a garota temendo que o seu quarto ano fosse um desastre. Quando pediu seu segundo copo de cerveja distraiu-se com um tremendo barulho vindo de uma das mesas, virou-se para saber o que estava acontecendo e deparou-se com uma sonserina erguendo a caneca em sua direção. Kelly levou alguns segundos até que lançasse um sorriso e erguesse a sua em retorno acenando positivamente com a cabeça. “Talvez se você fosse menos fechada conseguisse ainda fazer alguns amigos”, pensou a garota voltando-se para sua cerveja. Se tivesse um pouco de sorte veria seu irmão antes de desembarcarem e quem sabe conseguiriam se acertar.
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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por John W. Parker em Seg Ago 20, 2012 10:16 pm

O ultimo verão de John não tinha sido um dos melhores, desde a morte de seus pais, que até ali eram de sangue, em um acidente de carro que ninguém conseguia explicar até a descoberta de que seus pais que haviam acabado de morrer não eram seus pais e sim um casal que o roubou de seus verdadeiros pais e o criou como filho, e para completar seus pais de sangue estavam mortos e a única coisa que deixaram de lembrança foi sua Irma gêmea, Kelly, uma grifinoria, ou seja, tudo o que John mais odiava. Kelly tentava de vez em quando conversar e conhecer John, mas ele não estava bem ainda para trocar uma palavra que fosse com a sua irmã gêmea, que de parecida não tinha nada com ele. John adorava Nathan, pois com ele em casa Kelly passava o tempo todo com seu tio e mal olhava na cara de John, o que para ele era um sonho. O maior contato entre os irmãos Parker foi a noite em que seu tio Nathan não estava, isso aconteceu pouco antes da noite que antecederia o embarque para Hogwarts.

[Uma semana antes do embarque para Hogwarts]

Naquela noite, como de costume, John ficava em seu quarto após um longo dia andando pelas ruas e conhecendo melhor Vancouver, que por sinal John se identificou bastante, naquele dia John estava exausto, pois estava sem nenhum dinheiro e voltou a pé para casa de seu tio por esse motivo ele já estava deitado e lia um livro que contava a historia dos grandes nomes da Sonserina, enquanto isso Kelly cozinhava algo para ela no andar debaixo. Quando John lia o episodio sobre Hóracio Slughorn ele ouve um grito de Kelly no andar debaixo, no mesmo instante meio que por instinto John levantou correndo e já imaginando o pior pegou sua varinha e desceu correndo pela escada. Quando desceu o ultimo degrau a única coisa que conseguiu ver foi um vulto preto passando por baixo de suas pernas e logo depois uma vassoura acertando sua perna que fez com que ele caísse no chão. Logo após cair no chão mesmo sem saber o que havia acontecido já via a mão de Kelly esticada para ajudá-lo a levantar em quanto ela resmungava algo sobre regras de que não se podia fazer magia fora da escola,"outra certinha da Grifinoria" pensou ele enquanto ela resmungava e pegava a vassoura par a correr atrás do rato.Passaram-se horas até que John conseguisse pegar o rato, que mesmo depois de muita correria acabou sendo preso em uma jaula.Após os colocarem na jaula Kelly teve a ideia de soltar ele no terreno abandonado ao lado da casa.Enquanto o rato corria livre, John pensou por um minuto que esse podia ser um começo de uma amizade entre os dois mas quando Kelly encostou a cabeça em seu ombro ele já se afastou lembrando de todos os episódios daquele verão.

[Noite que antecedia o embarque para Hogwarts]

Sua cabeça não parava mesmo deitado na cama parecia que sua cabeça girava em uma montanha russa com tanta informação nova e sentimentos que ele não entendia, essa montanha russa de emoções o deixou acordado a noite inteira olhando apenas para o teto de seu quarto, de cor branca com algumas manchas amarelas de vazamento do encanamento do apartamento.
John não via a hora de sair daquela casa, se sentia um completo estranho naquele ambiente um verdadeiro peixe fora da água, passou grande parte das férias ou na rua andando e conhecendo vários lugares, mas sempre sozinho ou em seu quarto arriscando e misturando feijõezinhos de todos os sabores para ver qual gosto novo ele encontrava.
Logo que John avistou o primeiro raio de sol entrar pela janela logo se levantou e foi ao banheiro. Lavou o rosto e escovou os dentes, voltou ao seu quarto checou o que faltava na mala, uma mala grande de metal de cor preta com listras verdes e um símbolo da Sonserina na parte de destaque da mala, amassou alguns cachecóis e algumas camisas verdes que John usava costumeiramente por baixo do uniforme. Feita a mala, John se trocou colocou uma calça jeans, um tênis preto, uma blusa preta, um casaco verde e colocou um óculos escuros para esconder as olheiras da noite mal dormida e para proteger do sol forte que fazia naquela manha em Vancouver. John desceu para o andar debaixo arrastando a mala escada a baixo, pegou um pedaço de pizza velho que estava na mesa da noite passada e saio rapidamente pela porta para que não encontrasse com Kelly caso ela ainda estivesse em casa. John havia juntado dinheiro durante o verão todo e contratou um motorista para levá-lo até a estação e foi dormindo a viagem inteiro em que teve sonhos em que retornava ao seu passado e lembrava-se dos bons momentos, mas era acordado constantemente pelo mal habito de motorista de frear bruscamente o que fazia com que John caísse do banco que estava deitado na parte de trás do carro.

Chegando a estação John percebeu que estava atrasado e o trem já estava ligando e partindo, sem mais delongas saio correndo esbarrando em vários alunos e derrubando outros de propósito, por serem da Grifinoria, conseguiu entrar no vagão a tempo após guardar as malas veio a questão, “em qual vagão eu vou??”Pensou rapidamente, naquele momento depois daquele verão que acabou com John seu plano não era fazer amigos foi então para o vagão restaurante pensando em tomar uma cerveja, chegando ao vagão e vendo que sua irmã Kelly estava no bar, desistiu da cerveja e ficou sentado em uma das mesas apenas olhando para a janela e comendo seus feijõezinhos, esperando pelo melhor momento para que conseguisse sua cerveja amanteigada que tanto desejava.Após 5 minutos do expresso ter partido, vem uma jovem morena para retirar algum pedido de John:

-Olá, você deseja algo? – pergunta a jovem de cabelos morenos

-Claro, gostaria de uma cerveja amanteigada, por favor – disse John sem olhar muito para a atendente.

-Muito bem, já venho com o seu pedido. – disse ela já se voltando para o balcão.

Enquanto esperava pela chegada de sua cerveja John ficava olhando sua irmã apreciar a cerveja dela e olhar para os lados procurando seus amigos que John tanto ouviu falar nas conversas de Kelly com seu tio Nathan. Algum tempo depois a garçonete trouxe o pedido, John agradeceu e tomou sua cerveja amanteigada e logo pensou “daqui para frente o ano só pode melhorar”.Enquanto apreciava sua cerveja olhava para os lados vendo os alunos e companheiros de casa andando e conversando
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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Kian Weisman em Qui Ago 23, 2012 12:43 am

Kian só foi perceber a situação vexatória que se encontrava - tomando suco com o canudo na boca, enquanto observava Dereck, como se quisesse seduzir de alguma forma -, quando um dos amigos do quintanista, um loiro que parecia ter a mesma idade que ele se levantou e acabou olhando para Weisman diretamente. E neste mesmo instante o lufano parou. Melhor dizendo: seu coração parou. E nos dois segundos posteriores que o órgão voltou a bombear sangue, acabou engasgando e derramando em sua roupa um pouco do líquido. Abaixou o rosto querendo ver sua vestimenta, mas não havia com o que se preocupar. O pouco que havia derramado logo secaria. E então levantou sua cabeça, avistando a mesa em que Dereck ocupava com seus amigos e que o loiro desconhecido os acompanhava mais uma vez com a bunda no assento.

Então preocupado, Kian Weisman tentava disfarçar, mas não conseguindo deixar de olhar para o grupo, já que o amigo de Dereck parecia comentar o que tinha acabo de ver e olhares eram lançados até o sextanista. E então prosseguiram com risada. O inglês então parou de tentar disfarçar, já não mais olhava. Estava com o rosto corado. Ajeitou-se na cadeira e tomou mais um gole do seu suco, tentando não mais se preocupar com aquilo e tentando traçar um plano de fuga.

E o melhor que conseguiu elaborar diante aquela situação vergonhosa foi algo que dividira em duas alternativas. A primeira ele contaria até dez na esperança que alguém conhecido chegasse e fizesse companhia a ele ou o tirasse dali (o que era melhor). A segunda opção, caso ninguém aparecesse, ele contaria sessenta segundos e iria até o bar, discretamente, ficaria por mais um minuto, pagaria a conta e iria embora procurar seus amigos por todos aqueles vagões.

Contando: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7...

Se Dereck adivinhou o plano do lufano, ele teve fez sua interrupção com sucesso. Weisman não terminou nem de completar sua contagem e viu diante de si um moreno sorridente perguntando-lhe como havia sido suas férias. Uma pergunta um tanto quanto desnecessária, já que Kian tinha tomado a iniciativa e mandado próximo do final do período de recesso, uma coruja para o quintanista perguntando como ele estava e adiantando no final da carta que estava tendo férias agradáveis. Mas tudo bem, no mundo há quem faça perguntas estranhas, não é verdade? Dereck não passara vergonha, no final das contas. O envergonhado ali era Kian.

- Adoraria que você sentasse comigo e com meus amigos, o que acha?

Não respondeu de imediato. Acabou surpreso com o convite e até acreditou por um instante que o menino sentaria ali. Seria mais fácil se Dereck fizesse companhia ao cantor. Não que Kian tivesse problema com pessoas, conversar com elas e fazer novas amizades. Pelo contrário, ele gostava daquilo. Mas ele iria mesmo direto ao zoológico que estava rindo dele?

Deu mais uma olhada para a mesa onde o amigo da corvinal estava sentado. Sorriu para as meninas e depois olhou para o menino ali na sua frente. Lembrou que o convite havia iniciado com um agradável "adoraria" e... é, não tinha como negar o pedido. Mas quanto àquela mão estendida?

- Tudo bem. - Disse entregando o copo de suco ao garoto. - Toma o resto? Nem quero mais. - Colocou-se de pé, pondo a mochila em um dos seus ombros, mantendo um sorriso no rosto. Observou a face de Dereck por um breve segundo e lhe deu as costas, indo até a mesa em que havia sido convidado a ocupar e cumprimentando quem ali estava com um oi.

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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Fae B. Pointer em Qui Ago 23, 2012 5:50 am


VIII
Shepparian!!!

Fae Blake Pointer. Esse era o nome da menina que andava ligeiro nos corredores do trem, percorrendo os vagões em busca do vagão restaurante que Elliot dissera para ela ir. Sua vontade era ir correndo e pulando, pois assim chegaria mais rápido. Mas uma ruivinha serelepe correndo seria algo bastante chamativo e isso não condizia com quem era ela. Fae podia ser classificada como tendo vários parafusos a menos (o que, era verdade e Turdi confirmaria), mas ela sabia como ninguém andar na surdina e se fazer “sumir”, então andava com um ritmo rápido apenas o suficiente para não chamar atenção e escolhia caminhar entre os grupos de alunos que encontrasse, ora seguindo um grupo, ora seguindo outro como se fizesse parte. Por vezes abria uma porta, fazia aquela cara de “oh, você não é a mamãe” , pedia desculpas e fechava novamente depois de dar uma boa olhadela em tudo. Mentalmente ela ia fazendo suas observações sobre o que encontrava, tal como Elliot gostaria que fizesse.

“Olha, o auror grandalhão até é simpático” – a menina pensou dando tchauzinho para o hell’s angel sentado no vagão 2 . Não gostou daquele vagão. Limpo demais. Parecia uma prisão high-tech.

“Não para de andar! Aquela mulher...” – Turdi encolheu apavorado procurando refugio entre o cabelo e o capuz da menina – “Os cabelos delas se mexem como cobras!!!”

Turdi nunca mentia. Fae apertou o passo, mas deu uma boa olhadela na auror estranha e em seus cabelos dançantes. Mais alguns vagões e de repente pensou que estava na casa de vó Pandora e do vô Dandelion. “Só que as coisas aqui parecem bem mais organizadas. Os moveis nem estão brigando para ver quem fica perto da janela.” acrescentou Turdi dando uma olhadela e crescendo os olhinhos em busca da torta de maçã. Era bonito o tal vagão 6 e quando ela pensava em como cada parte do trem era diferente ficava ainda mais intrigada. Nunca tinha visto ou ouvido algo semelhante sobre o trem que ia para Hogwarts. E isso era estranho. Muito estranho.

Então percebeu um garoto mais velho e um cachorro com uniforme de auror deitado numa cestinha. O garoto era um lufano que Fae conhecia de vista e, como boa observadora que era, já tinha percebido que o humor dele mudava conforme a proximidade de um outro garoto, e aquilo era exatamente o que acontecia com Alleborn e Blanche. A menina estreitou os olhos para ver se o outro garoto, o grifinório de orelhas avantajadas, não estava por perto e não o achando em lugar nenhum teve a confirmação. Do alto de sua experiência de 13 anos de vida, Fae Blake pointer sabia bem reconhecer um caso de romance não-resolvido e aquele era o caso! Mas talvez os dois meninos estivessem receosos por assumir seu amor. Bobagem, Ru Paul estava ai para apoiar e todo ano havia a parada do arco-íris em Londres. Eles logo descobririam que não eram os únicos.

- Oi! Eu sou a Fae. Dia difícil? – Ela perguntou ao lufano sem a menor cerimonia e dando um imeeeeenso sorriso de quem vai salvar o dia. Agachou-se para fazer uma festa ao auror de quatro patas. – Tem uma coisa aqui que talvez te ajude. Pera que eu acho. – E começou a procurar no bolso do moletom magicamente ampliado para caber muito mais coisas. Vidro de agua benta. Vidrinho de pó-de-mico. Diário do caçador. Bilhete do Elliot. Casaco extra que mamãe mandou levar. – Ah, está aqui! Desculpa se está meio velho, mas vai te ajudar a se encontrar. Tenho certeza! – Fae disse estendendo um mangá um tanto destruído, já sem a capa, que colocou próximo do garoto. – Agora preciso ir! – Deu alguns passos rumo ao próximo vagão, então se lembrou de dizer mais alguma coisa ao lufano. – Ah, lembre-se: não se reprima!

“Eu ainda acho que ele vai querer te matar” – Turdi dava sua opinião sobre lufanos e mangás – “Ele tem cara de doido”. Fae deu de ombros e apressou os passos. Vagão 7, vagão 8 e pronto, chegou ao tal vagão-restaurante. Olhou em volta procurando algum conhecido, mas viu só muitos grupinhos de alunos mais velhos. “Que Ssaco!” pensou a menina e decidiu ficar próximo do balcão mesmo. Foi quando viu uma das amigas de Elliot e resolveu sentar-se próximo dela.

- Olá, cê é amiga do Elliot, acertei? – disse sorridente – Tudo bom? Viagem turbulenta a desse ano, né?

Então, mais à frente avistou Katrina, Chloe e um loirinho desconhecido. Não sabia como os tinha deixado passar quando mapeou o lugar.

- Katty! CLOOOOOTILDE!! – gritou para a lufana e a sonserina. O “Clotilde” saindo ligeiramente mais alto e comprido. - Venham para cá!

"O que aconteceu???":
Fae faz o trajeto do vagão dos professores até o vagão restaurante observando tudo e todos. No vagão 6 ela se comove com o dia de cão de Aidan e entrega a ele um mangá que “deveria” ajuda-lo a compreender sua situação. Chegando ao vagão restaurante ela puxa conversa com Kelly W. Parker e chama Katrina, Henri e Chloe para se juntarem as duas grifinórias (mas não perde a oportunidade de trollar a sonserina “clotilde”)

Tudo autorizado!

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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Henri Le Blanc em Qui Ago 23, 2012 9:26 pm

O trio seguiu para o vagão-restaurante para recuperar seus animais de estimação. Henri tentou ir o mais rápido possível, pois sabia que logo Napoleão ficaria impaciente – característica herdada do dono – e sairia voando para encontrar ratos (algo que Docinho e ele tinham em comum), provavelmente só aparecendo de novo semanas depois já em Hogwarts. A coruja era dessas que quando não tinha a atenção requerida se isolava do mundo por algum tempo até achar que seu dono já sofreu bastante a procurando, tomando cuidado inclusive de se manter a uma distancia a qual o loiro não conseguiria contatar seu animal.

Tentou ocupar sua cabeça de outra coisa que não fosse uma provável bomba no trem, pensando em como Katrina estava mais alta e mais bela ainda. Já fazia um ano e alguns meses desde aquele ultimo dia em Beauxbatons, o dia que ele decidiu que o amor que sentia pela meio-veela era muito para ser esquecido. Decidiu que eles iam ficar juntos, custe o que custasse. Mas a timidez dele, juntando a intimidação da beleza da moça, não o permitiu se declarar para ela naquele ultimo dia. Ficou para o próximo ano, quando o monegasco soube que Katrina não voltaria para a Academia.

Agora estavam juntos mais uma vez, dessa vez, se Merlim quisesse, para valer. Porém Chloe ainda estava com eles, impedindo que falasse o que estava trancado na sua garganta há tanto tempo e teria que esperar mais um tempo.

Como já era esperado, Napoleão estava fazendo guarda de Docinho (com uma cara nada boa) no vagão-restaurante. Mal o garoto abaixou-se para fazer carinho na cabeça da coruja e ela voou para fora da janela. Henri suspirou devido ao drama da coruja e foi se juntar às garotas, sentando em uma mesa e pedindo bebidas para aproveitar a viagem até aquele vagão.

Katrina parecia tensa e ficou mais tensa ainda quando viu um papagaio (?) “Onde?” e tentou esconder-se debaixo da mesa. Henri olhava para as garotas na mesa sem entender o que estava acontecendo quando decidiu perguntar. A resposta não foi nada boa, entretanto o garoto tomou um gole de sua bebida fingindo naturalidade. Três garotas, visivelmente mais velhas, se puseram ao lado da mesa do nosso trio, bullynando as garotas. Henri corou ao ouvir o termo ‘namoradinho’ e mais uma vez bebericou o copo, olhando a paisagem pela janela e ignorando as garotas.

Só quando elas foram embora ele voltou o olhar para a mesa. Até tentou abrir a boca para começar um dialogo quando ouviu alguém gritar os nomes das garotas que o acompanhavam, causando um breve susto no loiro, ocasionando algumas gotas de bebida perdidas, caídas na mesa.

Henri foi o primeiro a se levantar para trocar de mesa, segurando seu copo e o de Katrina nas mãos e cuidando para o balanço, quase mínimo, do trem não fazer um desastre com as bebidas. Sentou-se na mesa junto com a fonte da voz, uma ruiva, e outra garota, mais uma loira. Deixou o copo de Katrina ao lado de onde tinha sentado, indicando o lugar da garota.

- Bom dia. – sorriu, estendendo a mão para a ruiva. – Apesar de que pelo atraso do trem na plataforma acho que por essa hora já deve ser boa tarde. Vai querer pedir algo? Chamo o garçom para você...

Resumo escreveu:Henri tenta esquecer seu pensamento sobre a bomba e ocupar sua cabeça com visões melhores até chegar ao vagão-restaurante, onde encontra Docinho e Napoleão, este ultimo não espera nem o carinho do dono para sair voando descontente com aquela situação. Sentou-se com Katrina e Chloe em uma mesa, pedindo bebidas. Foi quando foram abordados por três garotas, mas Henri preferiu ignorá-las e se atentar a ver a paisagem do lado de fora do trem. Só quando as garotas saíram de perto o garoto voltou a atenção para a mesa, porém uma garota (Fae) chamava por eles, trocando de mesa. O garoto tenta ser gentil com seus prováveis novos amigos.

-

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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Chloe Hertsgaard em Sex Ago 24, 2012 9:36 am

Docinho ainda resmungava sentado no colo de Chloe por ter sido tirado do frango assado que comia. Sim, ele resmungava, porque ele não era um gato comum, não mesmo. Quem visse até poderia achar que era um animago. Nos tempos atuais nunca se sabe quem é quem realmente. Explicaria muita coisa. Mas também explicava o fato dele ser como era por ter sido comprado no Beco Diagonal, em um beco escuro de um cara que trajava sobretudo e chapéu pontudo preto. Ou podia ser marrom já que não dava para ver quase nada. Além disso, o senhor tinha sotaque arrastado que lembrava um russo. Se o gato fosse russo realmente como o dono dizia, então explicava também seu comportamento mais agressivo e nervoso. No entanto isso são apenas suposições.

Pediu uma limonada quando Isabo perguntou o que iriam tomar. Estava olhando para frente distraída quando Katrina ficava mais pálida que talco de neném. Motivo tinha nome e sobrenome... Que Chloe não lembrava. Mas quando olhou na direção que a loira olhava viu o rosto de quem era e lembrou vagamente. Uma chata junto com outras duas, mais chatas ainda, que andavam sempre juntas fofocando da vida alheia e se achando o último biscoito do pote. Comentava apenas para a lufana ouvir que eram assombrações mesmo. O loiro magrelo perguntava o que estava acontecendo enquanto Collin quase escondia embaixo da mesa.

- Mein Gott! É o que eu sempre falo, esse trem já foi melhor freqüentado, como estão as loosers do meu coração? Nem precisam responder, sempre fazendo besteira, gaguejando e... Olha só, agora arrumaram um namoradinho, magrelo, mas tem potencial, isso é, se parar de andar com essas duas pestinhas e o gato pulguento! – falava a alemã com sotaque marcante. O final até parecia de desenho trouxa do tipo do Scooby-Doo: ‘se não fosse por causa dessas crianças e esse cachorro...’

- Olha só se não é o trio das metidinhas que se acham e só sabem ficar fofocando por aí... – plagiava a voz de Agnes com perfeição, só que não. – E o gato tem nome, e é mais limpo que muita gente viu... – Chloe teria dito o nome, se não tivesse levemente esquecido por alguns segundos.

Depois disso a alemã que também era loira e magrela, - assim como os dois ali presentes na frente de Chloe -, saiu correndo atrás de outro loiro, magrelo e alto. Por Merlim! Estamos vendo um padrão ali? E as duas morenas saíram para tomar uma cerveja amanteigada antes de sair correndo atrás da loira. Quão original aquilo era? Nem um pouco. Nesse meio tempo Docinho estava mais arisco que o normal com a presença da morena Lengruber. Já que, como explicava Katrina, a sonserina havia tentado tingi-lo de rosa com o intuito de deixá-lo mais humorado. Foi uma confusão e tanto. Se Chloe se lembra bem, a própria Lengruber saiu com uma mexa de cabelo rosa.

Assim voltaram à paz de sempre, só que ao contrário. No mesmo instante que Hertsgaard bebia de sua limonada uma voz escandalosa e alta entrava por seus ouvidos. E pior, a voz chamava por uma CLOOOOOTILDE, que não existia. Pra finalizar ainda convidava Katty, Henri e a tal de Clotilde para sentar com ela e outra amiguinha. Tentou não cuspir o suco e engoli-lo, mas aconteceu de engasgar com o líquido, ali sozinha, já que seus ‘amigos’ já estavam longe e a tinham deixado para trás. Ficou tossindo por um bom tempo, disfarçando. Não ia atender ao chamado de ‘Clotilde’ tão facil assim. Mais uns minutos... Outro minuto. Assim, levantou-se da mesa com Docinho, - certificando de que ninguém a olhava -, pegou a limonada e sentou no balcão próximo à turminha feliz ali reunida. Deixando uma cadeira de distância entre eles e ela. Nessa cadeira colocou Docinho.

- Oi Fannyenne. Quem é essa aí? - de novo Chloe não era nada sutil. Depois se contentou em ficar tomando sua limonada e observando o movimento à sua volta.

Le Resumo: Depois da pequena ceninha entre ela, Katty, Henri e o MAM, a sonserina achava que estaria em paz mais uma vez. Só que Fae apareceu do nada e chamou por eles, para que se sentassem no balcão junto com ela e Kelly. Chloe disfarçou um pouco, depois de se engasgar com o suco por ouvir o nome de Clotilde, e resolveu se juntar a eles. Murmurou um oi para Fae, perguntou quem era a garota do lado dela, e ficou observando o movimento.

-


Hertsgaard, Chloe.
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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Virgínia Del Aguirre em Sex Ago 24, 2012 6:46 pm


I
Spanish lullaby?



A menina sozinha na cabine. Sua pele branca como o mármore dos castelos de outrora. Cascos batendo no piso dos salões. Cabelos cor de piche esparramados pela poltrona vermelha. O que sonha ela? Quais sonhos de guerra ou de bonecas? Quais sonhos que a algemam gentilmente, que colocam um riso tímido em seus lábios de carmim? Quais sonhos não deixam que ela acorde e veja a guerra do lado de fora da cabine. Raios de cores variadas saídos de varinhas sem nome, sem rosto. Sonha ela com feitiços também? Com uma guerra particular de cavaleiros trajando o vermelho e o amarelo da bandeira espanhola? Ou sonha com o cavaleiro renegado, aquele sem gentileza, que todos temem e só anseiam quando os ceús caem em pedaços.

Oh, só uma menina sonhando na cabine sozinha. Tão imóvel como uma estatua bucólica e adormecida até começarem os espirros. Fumaça nos pulmões. Ela sufoca e desperta, há uma massa cinzenta e disforme entrando pela fresta da porta.

- Mi madre de Dios! – Virginia exclamou sobressaltada, já totalmente desperta. Correu para a porta e tentou abrir. A maçaneta queimou seus dedos – Mierda! – A espanhola pegou o tecido do forro do casaco e girou firme até escancarar a porta. Mais fumaça. Ela elevou o tecido da blusa e levou até o nariz na esperança de conseguir respirar melhor e saiu para o corredor. Só havia as chamas lambendo o teto do vagão, tão concentradas em sua dança de destruição. O calor, as chamas, a fumaça. Vermelho, laranja, dourado. Tudo tão bonito e ela não soube fugir, embora sua mente gritasse desesperadamente “corre”, seus pés continuaram parados e seus olhos hipnotizados miravam as chamas em seu bailado.

- Corre, sua louca! – ouviu alguém dizer antes de ser carregada por outra pessoa para fora do trem, longe das chamas.

***

Virginia suspirou fundo contendo a irritação. Não entendia porque não havia corrido de uma vez para a saída, mas também não achava necessário ter sido trazida para fora carregada como um saco de batatas por um desconhecido. Uma hora ela iria sair. Decididamente não precisava de ajuda, só precisava que a deixassem sozinha e em paz!

“¿Y desde cuándo un Del Aguirre tiene paz en su vida?” pensou antes de decidir que não queria paz. Queria era saber quem tinha sido o idiota que havia tacado fogo no trem para acertar contas com o filho da mãe depois. Onde já se viu iniciar um incêndio em um ambiente fechado e cheio de gente! PIOR! Um ambiente fechado onde ela, Virginia Alejandra Ruiz Navarro Santiago Castañeda Orellana Del Aguirre, herdeira do famoso clã Del Aguirre, estava dormindo! Aquilo era praticamente uma tentativa de assassinato ao seu azul sangue espanhol. E havia as criancinhas, os primeiranistas todos enfileirados do lado de fora do trem. Olhinhos assustados em expectativa pelo futuro. Mas ela jurava que aquela injuria teria volta quando sentiu um leve formigamento se espalhar através do corpo. Tocou o próprio braço e sentiu sua pele levemente mais aquecida. Fogo. A menina estancou os próprios passos e encostou-se a parede. Olhos fechados com força. Os nós dos dedos ainda mais brancos na mão fechada.

El invierno ya llegó
Corre, corre, corre
Y tendrás calor
Y tendrás calor


Cantarolava baixinho, lembrando-se de um tempo longinquo, de uma voz encorpada e doce como as noites de sua terra. Precisava só respirar, se tranquilizar e voltaria ao normal. Sempre voltava ao normal. Decidiu que não precisava se envolver. Que os professores dariam jeito naqueles inconsequentes, não era certo? E que ela deveria continuar calma e tranquila. Girou nos calcanhares e seguiu os proprios passos de volta.

Iria para sua cabine mais ao final do trem e tentaria dormir ou ler seu livro novo sobre poções venenosas. Faria realmente isso, mas o cheiro bom vindo do vagão restairante a fez mudar de ideia. Não havia almoçado com toda aquela confusão e um lanche faria bem, talvez até ajudasse a se concentrar durante o resto da viagem. Foi dessa forma que fez e entrou no vagão-restaurante altiva como se costuma dizer que as melheres andaluzas são, seus passos ressoando no piso encerrado. Olhou em volta a procura de algum amigo e não viu nenhum, optou então por se sentar nos bancos enfileirados próximo ao balcão, um pouco afastada dos terceiranistas que já se encontravam lá. Virginia era reservada, não possuia muitos contatos na escola e preferia assim. Seus amigos ela escolhia a dedo e eram antigos como os vinhos da adega de seu avó no castelo da familia.

- Por favor! – Pediu gentilmente ao auror que fazia as vezes de barman quando ele se aproximou. Seu sotaque é perceptivel, mas ela se esforça para falar bem o inglês. - Eu gostaria de pescaitos fritos para começar, depois um salmorejo e de sobremesa uma quesada pasiega. Pode trazer uma caneca de cerveja amanteigada para acompanhar. Obrigado! – E sorriu educadamente para o anão, esperando que seu pedido não demorasse muito.


"¿Qué ha pasado? ":
Virginia lembra que ficou hipnotizada pelas chamas durante o incêndio e precisou “ser salva” por alguém desconhecido. Um tanto quanto zangada, ela é mais uma das que tenta obter informações sobre os autores do incêndio, mas percebe que não vale a pena a irritação e que os prefessores darão conta sozinhos. Então decide almoçar no vagão restaurante.

OFF escreveu:Post um cadito grande, Foi malz...mas é apresentação da personagem. Sorry =x

-
Tan cerca. no importa lo lejos
No pudo ser mucho más que del corazón
Por siempre confiando en quienes somos


Y nada más importa

That's is my secret, cap

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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Katrina Collin em Sab Ago 25, 2012 8:45 pm

Vagão Restaurante 9 -
16


Meio Veela com Meio Veela dá problema? Katrina não sabia disso. Apesar de ter vivido por um tempo em Beaux onde sempre encontrava garotas que compartilhavam suas características incomuns, nunca precisou competir com elas por atenção. Qual foi sua surpresa ao ver que havia uma menina meio veela próxima a Fae? Um filme passou em sua cabeça, o modo como Elliot ficou atordoado apenas por olhar para Katrina, como o Auror ficou encantando com sua presença, agora aconteceria a mesma coisa com Henri, mas não por causa dela.

Talvez fosse esse motivo pelo qual o menino se prontificou tão rapidamente a se enturmar. Mordeu os lábios e tentou reparar na menina sem parecer grosseira e logo ficou envergonhada. A outra veela estava arrumada apesar dos últimos incidentes, parecia ser de outra turma e provavelmente não era tão alta como a lufana, por outro lado Collin sentia-se deslocada, suas roupas não eram de marca, muito menos alinhadas, aquele seu suéter era velho e com as mangas excessivamente cumpridas, tentou esconder os cabelos desalinhados com a touca de crochê e começou a prestar atenção nas atitudes de Le Blanc.

Soltou um leve suspiro, sentia uma forte afeição pelo garoto, era como se o conhecesse desde sempre, seu melhor amigo e companheiro porque estava com ciúmes? Oras, ela era só uma menina mas, uma menina que passava boa parte do tempo lendo romances, sabia que gostava do monegasco e agora estava com medo de perdê-lo, tentou manter a pose mesmo sabendo que era impossível competir com qualquer pessoa. Acenou delicadamente para as recém-chegadas e continuou a beber seu refresco observando o menino sendo simpático e cordial.

Resumo: Post apenas para posicionar minha personagem com os demais. Katrina sente ciúmes de Henri quando encontram outra meio veela amiga da Fae.

-

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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Agnes Hunter em Dom Ago 26, 2012 8:05 am

Spoiler:
Luicas W. G. Pendragon http://i48.tinypic.com/swfxh2.jpg
Aggy veste: http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=33342755

Vagão restaurante 9 a 16

-Como você está chato! – Cruzou os braços e fez um beicinho típico de garota mimada quando era contrariada. Ainda reclamando, arrumou a gola do colarinho do rapaz, era sempre assim, o lufano apressado deixava a gravata torta, não era muito elegante para um monitor.

-Eu te odeio – Ela se recusava a entender os motivos pelos quais Luicas não podia mais estar o tempo todo disponível. Para ela não importava qualquer suspeita de bomba ou coisa parecida, não importava se os alunos encrenqueiros queimassem em suas próprias cabines, muito menos dava a mínima para aqueles vagões novos idiotas. Pendragon era SEU namorado e estava automaticamente condicionado as suas vontades e não as vontades do departamento de ensino mágico. O agora formando já estava acostumado com as crises da sonserina e se despediu com um beijo comportado na testa da garota antes de sair para terminar de preencher mais um monte de papelada sobre os N.I.E.M.S.

Infelizmente aquele seu “jeito” de lidar com as pessoas nunca funcionava com Pendragon, ele possuía uma maneira de amolecer seu temperamento por isso, o deixou partir, caminhando entre os corredores do Expresso, desviando dos obstáculos em forma de crianças excessivamente elétricas devido ao consumo exagerado de açúcar sem supervisão. Soltou o ar e rodou a varinha entre os dedos, como manobras de pen spinning enquanto caminhava devagar na direção oposta, era orgulhosa demais, mesmo assim, usou sua visão periférica para ver o rapaz sumindo entre as cabines.

Seria difícil se acostumar este ano, não haveria mais encontros escondidos pelas salas pouco utilizadas do castelo, muito menos expedições malucas, nem aventuras mágicas, muito menos encontros à surdina ou noites especiais. Girou a varinha e fez um charge enquanto se encaminhava novamente para o vagão restaurante, já havia esquecido das remelentas sem graça do terceiro ano, na verdade, elas eram garantia de diversão apesar da baixinha sonserina ter presenteado Srta Lengruber com uma mecha de cabelo pink antes do recesso de Natal. Não havia problemas, este ano elas colocariam a garota e aquele gato fedido dentro de algum vaso sanitário apenas para descontrair, o problema é que nem essa ideia fazia a sonserina se sentir feliz.

Voltou para o vagão restaurante com o seu andar sinuoso, parecia um felino desviando de obstáculos e não demorou a perceber Virginia sozinha. Tentou manter um pouco de classe depois de ser praticamente dispensada por Pendragon e puxou uma cadeira para sentar-se com a grifinória e tratou de ir logo despejando todos os seus problemas adolescentes. Apoiou o queixo fino com as mãos, piscando os olhos esmeralda demonstrando desanimo. - A gente se dedica tanto, compra presentes e no final? No final aparece um professor idiota com essa “coisa” de N.I.E.M.S e acaba com toda a diversão!


Resumo: Agnes retorna ao vagão restaurante após conversar com Luicas WGP (NPC) e encontra Aguirre.
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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Kelly W. Parker em Dom Ago 26, 2012 1:51 pm

Spoiler:
Kelly viu seu irmão entrar no vagão e sentar-se longe, depois de muito tempo pensando decidiu lhe pedir um de seus pratos preferidos e mais uma cerveja. Logo em seguida Fae entra no vagão e senta-se com ela, chamando seus amigos para perto.

Depois de terminar seu segundo copo de cerveja amanteigada Kelly pediu um suco de morango e batata frita (seu prato de comida preferido depois que começou a morar com seu tio). Já havia comido metade da porção quando notará seu irmão sentado em uma das mesas tomando o que parecia ser uma cerveja. “Isso sempre acontece, acabamos juntos no mesmo ambiente sem nem mesmo querermos” pensou a garota tomando um gole do seu suco, “E agora o que eu faço? Se eu for atrás dele, com certeza vou ter que aturar grosseria e se eu não for vai parecer que eu não me importo... Não que seja uma má ideia, eu deveria mesmo mostrar pra ele que ele não é tão importante, já que todas as vezes que eu tentei me aproximar tudo que recebi em troca foi grosseria! Quem ele pensa que é?”.

Kelly é uma garota muito previsível, sempre que era desprezada procura colocar diversos defeitos nessa pessoa para se forçar a não se importar, mas isso nunca funciona. Com seus 14 anos na cara já devia ter superado essa mania, porém não se sentia preparada nesse momento, preferia mascarar alguns sentimentos com essa “raiva”. Durante esse “vou e não vou” sua porção de batatas havia acabado junto com o seu suco, e o vagão já abrigava mais jovens. A mesa antes tão barulhenta encontrava-se um pouco (só um pouco mesmo) mais silenciosa, como se os jovens contassem algum segredo uns aos outros e no balcão, além de Kelly, havia uma garota morena (que parecia ser espanhola).

Alguns minutos haviam se passado desde que se deparara com o irmão (segundos mais novo, só para constar), já não pensava mais como era insuportável conviver com ele, muito pelo contrário, agora passava pelo estágio da culpa. “Eu devia ter mais paciência ele tá passando por um momento difícil na vida dele, não teve a oportunidade nem de conhecer seus pais de sangue e seus pais de criação haviam acabado de morrer...”, pensou a garota sentindo-se envergonhada pelo primeiro pensamento (há alguns minutos atrás). Respirou fundo e acenou para que a jovem aurora viesse até o balcão.

- Bom dia, eu queria saber se você poderia entregar uma cerveja amanteigada e uma porção de cebolas fritas até aquela mesa ali? – Perguntou Kelly apontando para a mesa em que seu irmão estava sentado.

- Claro. – Respondeu a aurora sorrindo.

- Obrigado, mas não precisa falar que fui eu quem mandou entregar tudo bem? – Agora Kelly estendia o dinheiro para a jovem, junto com sua gorjeta e um leve sorriso em agradecimento.

Levantou-se e foi até o banheiro, como era de se esperar já que tinha ingerido muito liquido. Quando voltou do banheiro observou rapidamente a mesa do irmão, que já havia recebido o seu pedido. Não queria trocar olhares com ele nesse momento, esperava que ele tivesse aceitado aquilo como um pedido de trégua, já que para Kelly a comida era uma das coisas mais importantes (pode parecer até engraçado e fica ainda mais se tratando de uma meio veela). Seguiu até o seu banco e pediu mais um suco de morango, foi quando Fae (irmã mais nova de Elliot que cursava o terceiro ano) entrou no vagão e se dirigiu até o balcão, avistando Kelly disse:

- Olá, cê é amiga do Elliot, acertei? Tudo bom? Viagem turbulenta a desse ano, né?

- Oi, sou sim... Tudo certo e você? Parece que sim, não sei de muitas coisas, ouvi alguns comentários pelos corredores sobre uma grande confusão que vocês se meteram.

- Katty! CLOOOOOTILDE!! Venham para cá! – Gritou Fae em direção a suas amigas.

Duas meninas e um menino se levantaram da mesa em que estavam sentados, pegaram suas bebidas e vieram em direção as garotas. Rapidamente Kelly notou que uma das garotas era uma meio veela, assim como ela. Empolgada com a ideia de poder conviver com alguém da mesma raça lançou um sorriso simpático para a garota.

- Bom dia. Apesar de que pelo atraso do trem na plataforma acho que por essa hora já deve ser boa tarde. Vai querer pedir algo? Chamo o garçom para você... – Disse o menino para Fae, estendendo-lhe a mão.

- Oi Fannyenne. Quem é essa aí? – Perguntou uma das garotas (a que não era meio veela).

- Prazer, meu nome é Kelly... Sou amiga do irmão da Fae. – Respondeu Kelly distribuindo sorrisos, como de costume. – Como vocês se chamam?
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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Henri Le Blanc em Dom Ago 26, 2012 8:16 pm

- Você já percebeu que erras o nome de todo mundo, Clotilde? – virou para a garota, rolando os olhos.

Ele não estava naquela brincadeira de zoar com o nome dela, ainda nem tinha escutado seu nome verdadeiro no pouco tempo em que estavam juntos. Apenas a tratavam como Clotilde e para ele aquele era o verdadeiro. E também não sabia do dom que a garota tinha de não se lembrar dos nomes das pessoas e acabar inventando apelidos, mas estava cansado da garota chamar Katrina de Kitty e a mais nova conhecida – Fae, como Kelly falou – de Fannyenne. Não chegava nem mesmo perto!

Ao virar-se para Chloe acabou por encontrar também Katrina sentada do seu lado, bebendo seu suco e observando-o estranhamente. Fixamente. Henri mudou sua feição, se perguntando se tinha feito algo errado ao seu levantar e dirigir-se para o balcão onde estava Fae e Kelly. Tinha quase certeza que era aquilo que a meio-veela faria, sendo ela ou qualquer outro que tomasse a iniciativa de levantar-se da mesa. No entanto ele sentia que ela não estava muito feliz em ter mudado de ambiente.

- Está tudo bem, am... amor - ... amiga? – Okay, não foi um bom jeito de arrumar sua quase declaração de amor. – Tem algo no meu rosto? – passou a mão devagar na face tentando tirar algo que maculasse sua vaidade.

Nesse meio tempo ele havia escutado Kelly se apresentar e perguntar pelo seu nome, mas como se encontrava de costas para ela, olhando para Katrina e Chloe, pensou ter parecido um tanto grosso e logo voltou a olhar para a nova loira do grupo para corrigir sua ação.

- Perdão. – sorriu. – Bom... Não sei quem é o irmão da Fae. – coçou a cabeça, olhando para a ruiva. – Então você será só Kelly para mim. – riu. – Me chamo Henri e essas são Katrina, Docinho e Clotilde. – apontou devidamente para as pessoas enquanto as apresentava.

Resumo escreveu: Após reprimir Chloe por trocar o nome das pessoas, Henri percebe que Katrina está estranha e pergunta se está tudo bem com ela e com ele. Por fim, faz as apresentações das pessoas para Kelly.

-

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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Fae B. Pointer em Seg Ago 27, 2012 9:55 am


IX
O jornal FAEcional

A menina sorria mostrando todos os seus dentes branquinhos. E os olhos brilhando não deixavam dúvidas quanto ao que a divertia mais. Esperou as duas meninas se aproximarem, mas quem chegou primeiro foi o guri novato, muito educado, cheio de salamaleques e sotaque afrancesado, estendendo a mão para ela.

- Você não é daqui, cara-pálida! - Apertou a mão dele. – A tal espanhola pinga-fogo andou incendiando Beauxbatons de novo para todos os alunos pedirem transferência? – perguntou em tom de gracejo, afinal seu pai era professor aposentado e por vezes comentava algo dos colegas de profissão. Fingiu não perceber que a filha da espanhola estava sentada ali próximo e lhe dirigia um olhar mortal.

Katrina veio logo em seguida enquanto Chloe procrastinava ao máximo seguir os companheiros, fingindo que não era com ela. Como se alguém fosse acreditar que o loirinho recém-chegado se chamasse “Clotilde”. Nada disso passou despercebido aos olhinhos de lince de Dona Fae Blake Pointer, para o azar da sonserina – aliás é digno de nota que Turdi - até agora calado – revirou seus olhinhos já sabendo o que esperar e pensou lá com seus botões inexistentes “Mimi e Elliot ameaçaram o Chapéu Seletor para que você não fosse pra Sonserina, só pode!” ao que foi sumariamente ignorado pela ruiva: para Fae não existia grifa no terceiro ano mais insanavalente que ela.

Chloe chegou perto finalmente e ensaiou trollar a menina Poiter com um novo apelido, mas não contava com a astúcia da escocesa. Fae levantou-se e a abraçou efusivamente, bem apertado, com direito a tapinhas nas costas, falando em um tom bem alto:

- AHHHHHHHHH CLOOOTILDE, pensei que você não chegava mais! Ficou lá demorando por quê? Deixa pra lá, o importante é que demorou, mas chegou! – A verdade é que para a trollagem dar certo necessita que a pessoa se importe muito e Chloe, querendo ou não, demonstrava o quanto não gostava de ser chamada de "Clotilde", diferente de Fae que pareceu nem ouvir o apelido novo, talvez mais interessada em como a sonserina reagiria ao seu momento "amiguinha da Clotilde". Nesse meio tempo o novato havia apresentado as meninas para Kelly, a amiga de Elliot, e Fae lembrou de responder a pergunta que ela fizera antes do grupinho chegar.

- Ah, nem conto para vocês! – disse acomodando-se no banco e abaixando bem o tom de voz, o que forçaria os demais a se aproximarem dela. Não ia comentar o que sabia para qualquer um ouvir. – Sabe o Chester? Aquele corvina que vende coisas muggles lá na escola. Então, ele estava vendendo coca-cola, uma bebida muggle, no trem e dai um bando de sonserino e um corvina frescaram com a cara dele. Resultado é que ele estuporou o corvina e a noiva dele, aquela cegueta, lançou um sectusempra no cara! Já pensou? Dai o Elliot e a Mimis foram lá e salvaram o Chester antes que matassem o coitado, mas o bando lá era louco e, pasmem, colocaram fogo no trem! Olha que inteligentes que eles são: colocar fogo no trem fechado em que eles estavam! Tipo: quem ia reparar em um foguinho a toa saindo no Expresso de Hogwarts, né? – perguntou irônica, revirando os olhos cor de oliva. – O resultado vocês já sabem e agora meu irmão está preso lá no vagão dos professores com os outros pra já tomar a primeira detenção do ano! Injustiça teu nome é Hogwarts! Se não fosse o Elliot e a Mimis eles iriam ter que lidar era com um caso de homicídio entre alunos! E cá para nós – ela abaixou ainda mais a voz e aproximou o rosto para o meio do grupo – tão falando que esses aurores estão aqui por causa de uma ameaça de bomba e vamos combinar que eles parecem tudo, menos preocupados com a nossa segurança! Mas... e vocês? Viram coisas estranhas por ai pelo trem? - perguntou interessada em reunir todas as informações possíveis.

"O que aconteceu???":
Fae trolla mais um pouquinho a Chloe e conta ao grupo reunido quase tudo o que sabia sobre o incêndio no trem e a presença dos aurores na viagem.

-
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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Katrina Collin em Seg Ago 27, 2012 11:58 am

Katrina ainda estava se fazendo de vítima em seus pensamentos, um pouco de drama adolescente diário não fazia mal a ninguém, nem mesmo a veela que ultimamente andava meio lá, meio cá, não sabia se era criança ou mocinha, ser humano ou criatura como reforçavam os livros das aulas de Tratos de Criaturas Mágicas, gostaria apenas que em nenhum momento da sua vida fosse usada como exemplo de qualquer coisa na frente da sala.

Suas suspeitas estavam corretas, Kelly não havia caído de paraquedas em Hoggy e com certeza era um tanto mais velha apesar de ser mais baixa que Katty, nesse momento não pode deixar de pensar em como era uma figura estranha misturada entre os demais alunos. Ainda estava absorta com o seu azar quando Le Blanc chamou sua atenção. Ele havia falado amor? Não, ele falou amiga! Amiga! AMIGA! Collin sentiu as bochechas queimarem levemente e encarou o monegasco enquanto ele tocava seu rosto.

Spoiler:

Felizmente Fae começou a levar a conversa para outra direção, muito mais curiosa em relação aos fatos que estavam ocorrendo, sensível do jeito que era e a favor das minorias (acreditava que todas elas deveriam se juntar e lutar pela diversidade em Hoggys mas, como era uma Inocente, imaginava que esse dia chegaria com ou sem sua ajuda). Não pode deixar de levar as mãos aos lábios em demonstração de espanto, quer dizer que havia mais sonserinos psicopatas? E não eram apenas sonserinos? Balançou a cabeça negativamente quando soube que Elliot e Mimi estavam presos com aqueles baderneiros! Naquele momento eles deveriam estar amarrados e amordaçados, prontos para serem cozidos e servidos aquele bando de monstros, que destino cruel!

O irmão mais velho de Fae e a melhor amiga Mimi prestes a serem transformados em Brunch e a “foguinho” preocupada com outras coisas! Fae!Eu acho que você deveria estar mais preocupada com o seu irmão e sua amiga do que com as coisas do Expresso. Realmente! Neste momento, você deveria era tentar se comunicar com os seus pais e explicar tudo, talvez Elliot nem fique de detenção, não há nada pior do que isso no histórico escolar, as pessoas perdem bolsas universitárias por conta dessas coisas. E quanto aos aurores, bem, é uma longa história... –Ela nunca perdia a oportunidade passar um sermão sobre comportamento mas, pulou propositalmente a parte em que tentou distrair os aurores por pura vergonha. – O importante é que descobrimos que eles estão nos defendendo de uma coisa, parece que estão sustentando uma forma de proteção e antes que você pergunte, sim, tentamos entrar no vagão de cargas. – Pronunciou aquelas palavras em tom de sussurro, tentando evitar que mais alguém fora daquele núcleo prestasse atenção.

Resumão: Katrina conta sem muitos detalhes o que eles descobriram no vagão jardim.

-

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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Vincenzo S Ambrosio em Seg Ago 27, 2012 3:55 pm

“The sun goes down
The stars come out
And all that counts
Is here and now”





Finalmente estava em Londres, indo para uma escola bruxa que tanto meu pai havia falado, estava ansioso, a fila de alunos era imensa tudo parecia realmente organizado como meu pai falava, ainda não tinha visto a bagunça de que ele comentava que acontecia algumas vezes. Mas o que realmente queria era entrar logo no trem, já tinha despachado as minhas malas.

Queria me acomodar logo em uma cabine, já estava bocejando mais que o normal, tinha certeza de que meus olhos estavam vermelhos e cheios de lágrimas, pois estava sentindo a areia dentro deles. Cada vez que piscava queria mantê-los fechados. Por isso estava impaciente, levando a mochila nas costas empurrava os que estavam à minha frente.

- Sai da frente baixinha – disse ao empurrar uma garota para o lado enquanto passava

Estava tão cansado da viagem que fiz até chegar à Londres, que ao me acomodar no no trem que me levaria à Hogwarts apaguei, abraçando o travesseiro que tirei da mochila. Sempre carregava um desses, nunca se sabe onde teremos que dormir, com um toque da varinha ele ficou no seu tamanho normal e macio. Acordei no meio de uma gritaria, achei que tinha roncado tanto que havia assustados os outros que estavam naquele instante me acordando ou ainda que havia acordado no meio da torcida do corinthians quando ganho a libertadores....

Olhei pela porta do vagão, aberta, com algumas pessoas correndo de um lado para o outro, ainda não havia me dado conta do que estava acontecendo. Verifiquei se a minha varinha estava no jeans puído que usava. Sim estava.

Senti um cheiro estranho, fumaça. Coloquei-me em pé em um pulo, tinha que sair daquele vagão e um pivete passou correndo, quase trombando em mim voltei para dentro, e dessa vez antes de sair olhei para um lado e para o outro. Como se fosse atravessar uma avenida movimentada.

Ali no fundo do vagão uma garota estava hipnotizada, a louca parecia querer entrar nas chamas. Mas que fogo que ela tinha.... Estava indo deixando a garota lá, mas no meio do caminho parei, olhei por cima do ombro e me xinguei.

- Ô infeliz, lazarento, por que tem que pensar em ajudar? Nunca foi do seu feitio.. E agora Vince é? Vai ser bom moço agora? - Falava sozinho, e quando vi já estava com a garota nos ombros, mesmo ela me xingando, dizendo para colocá-la no chão, eu fiz isso, mas em um lugar que não trazia perigo. Apenas a coloquei no chão e sai, não me apresentei nem nada do tipo.

Tudo parecia voltar ao normal, finalmente poderia continuar dormindo, apesar da adrenalina estar correndo nas minhas veias, logo tudo ficaria calmo e o cansaço do dia anterior daria as caras novamente. Aurores, professores todos com ar de preocupação quem tentou fazer aquilo, era o que deveriam estar se de perguntando, assim como eu.

De volta ao trem o ser que vive dentro de mim falou mais alto, a minha barriga roncava de fome, também pudera estava várias horas sem comer, não era para menos. A fera que habitava o meu corpo estava reclamando, estava faminto. Por isso antes de continuar a dormir, decidi ir ao vagão do restaurante para matar quem estava me matando.

Ao entrar no restaurante estava com tanta fome, que estava pensando no que pedir, mas me deparei com a garota de cabelos escuros e uma outra loira de olhos claro. Ambas dignas de uma atenção especial. Mas primeiro fui ao balcão pedir alguma coisa...

- Patrick, meu velho! – estendi a mão cumprimentando-o – Me vê aquele lanche esperto e duplo? Com um shake tamanho família? – Ele era pequeno parecia se esconder atrás do balcão, parecia os aurores que meu pai havia me falado. – Vou esperar ali com aquelas garotas, quando estiver pronto me chama? – pisquei para ele e fui em direção às garotas.

- A gente se dedica tanto, compra presentes e no final? No final aparece um professor idiota com essa “coisa” de N.I.E.M.S e acaba com toda a diversão! – disse a loira.

- A diversão apenas acaba se você quiser. – Entrei na conversa sem ser convidado, olhei da loira para a cabelos negros com um sorriso alvo – Sabia que o fogo pode te queimar essa pele branquinha e macia– disse ao tocar no rosto, da garota que tirei de perto das chamas, com os dedos – Prazer Vincenzo! – disse às garotas, já puxando uma cadeira para sentar.


Spoiler:
Vincenzo esta cansado e procura um lugar para descarregar a sua mochila e dormir, no caminho esbarra em uma baixinha. E quando acorda no meio da bagunça tira uma garota que estava paradona perto das chamas em um ato de coleguismo. No final está morto de fome e decide ir ao restaurante para comer alguma coisa, e lá encontra a tal garota e uma outra que acha que os exames são a ultima coisa do mundo e com elas senta esperando o seu lanche.


Última edição por Vincenzo S Ambrosio em Seg Ago 27, 2012 8:14 pm, editado 1 vez(es) (Razão : Alguns erros de portuga)
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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Chloe Hertsgaard em Seg Ago 27, 2012 7:13 pm

Era fato que Chloe não havia encontrado nada interessante para olhar. Estava ocupada bebendo sua limonada que não viu Fae se aproximar sorrateiramente e falar para todos ouvirem um apelido feio que a sonserina não gostava, mas que a grifinória fazia questão de dizer, até porque fora a própria que inventara. Quer dizer, de apelido aquilo não tinha nada, estava mais para uma humilhação, bullying. Além disso, a ruivinha fazia questão de abraçar bem apertado e dar uns tapinhas nas costas da sonserina, e de envergonhar mais ainda a garota Hertsgaard com suas palavras.

E se não bastasse a trollagem de Fae, Henri juntou-se ao grupo ‘vamos envergonhar a Chloe’ e repetia aquele apelido abominável enquanto perguntava para a sonserina se ela havia percebido que errava o nome de todo mundo. Seu olho pulava e uma veia saltava da testa tamanha sua irritação com aquelas pessoas. E depois Le Blanc insistiu em apresentar a sonserina como sendo Clotilde. E ninguém falava nada, ninguém a defendia daqueles insultos. Aquilo já ficava fora de controle. Dali para Hogwarts inteira começar a chamá-la de Clotilde era só um pulo.

Não estava contente, não esboçava sorriso, pelo contrário, sua expressão era de quem havia acabado de chupar um limão azedo. Seu rosto formigava e quem encostasse na garota naquele instante levaria um choque de tão tensa que estava. Não se importava nem um pouco de errar o nome das pessoas, inventar, trocá-los. Mas se tinha uma coisa que a deixava prestes a ter um ADP era trocarem seu nome ou inventar um apelido. Era tão simples... Chloe. C-H-L-O-E. Cinco letras, apenas. Para ninguém errar. Não permitia ser abreviado de tão curto que já era. Mas não. Eles ali pareciam gostar de ver o sofrimento alheio, brincando assim com a pobre garotinha.

Não, não era nenhum drama tolo ou bobagem. Era sim um trauma de infância. Chloe nunca havia contado para quem quer que fosse, mas sofreu quando era mais nova. E a maioria dos acontecimentos estavam relacionados ao seu nome. Mas se contasse também, quem se importaria? Por isso continuaria guardado em sua memória, em uma parte escura que ninguém nunca teria acesso. Ela mesma fazia questão de esquecer, era como se bloqueasse aquilo. Melhor deixar como estava.

Voltando à cena em questão, ela não ficaria de braços cruzados os vendo rirem enquanto a chamavam de Clotilde. Já nem prestava mais atenção no que falavam. Não deveria ser nada de muito importante que já não soubesse. Ou melhor, começava a achar que estavam falando mal dela. O pior é que faziam isso bem na sua frente, para que ela ouvisse. Sim, em momentos como aquele Chloe não pensava direito, só via o que queria ver, e escutava o que achava que escutava. Talvez sofresse algum problema mental... Vai saber. O caso é que se levantou da cadeira, pegou Docinho no colo e abaixou a cabeça enquanto palavras saiam de sua boca.

- O meu nome é Chloe... C-h-l-o-e! – repetiu devagar frisando o nome. – E vocês são as piores pessoas do mundo for ficarem falando de mim e inventando apelidos feios. – sentiu o rosto ficando quente e os olhos marejados. – Eu não preciso de vocês, nem de ninguém! Continuem sendo... vocês aí, não me importo. Mas eu cansei! Cansei! – deu as costas para os ‘amigos’ e saiu dali com Docinho nos braços e a cabeça cheia de idéias erradas. Talvez, e só talvez, era mesmo problemática.

Le Resumo: Chloe após ouvir várias vezes a chamarem de Clotilde começa a achar que estão fazendo aquilo só para divertirem às suas custas e também pensa que estão falando mal de si. Algumas palavras meio sem sentido saem de sua boca enquanto seus olhos produzem lágrimas. Então, sai dali com Docinho nos braços sem rumo.

Spoiler:
O post tá um pouco dramático mesmo. XD Desculpa se ele estiver chato. Só pra tentar desenvolver que ela não é muito normal.

-


Hertsgaard, Chloe.
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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por John W. Parker em Seg Ago 27, 2012 8:09 pm

Spoiler:
John passou grande parte do tempo em seu canto tomando sua cerveja e lendo um livro que trouxe na sua mala de mão.Até que recebeu na sua mesa uma cerveja e uma porção de cebolas fritas que não haviam sido pagas por ele e foram um presente de sua irmã, Kelly, que não tivera uma boa relação o verão inteiro.Foi quando John vio a oportunidade de mudar isso e se juntou a sua irmã no balcão para tentar algo bom com sua irmã


John estava em seu canto, tomando uma cerveja amanteigada, olhando o percurso que o trem fazia e como de costume brincava com seu canivete descobrindo novos usos para ele.Após tomar sua primeira cerveja John acenou para a aurora que veio rapidamente.

-Olá, você pode trazer mais uma cerveja para mim, por favor? – falou John enquanto entregava o dinheiro para pagar a cerveja já consumida e a nova que ele pediu

-Ok, só um minuto- disse a aurora pegando o dinheiro e se voltando para o balcão.

Enquanto John olhava a aurora indo até o balcão para pegar seu pedido percebeu que sua irmã já percebera que ele se encontrava no vagão e que ela já havia olhando 2 vezes para trás para verificar se ele teria alguma reação ao perceber que estava lá.”Será impossível conviver com ela, se em casa já não era fácil imagine na escola,isso precisava mudar, mas não seria eu que começaria com essa mudança”pensava John enquanto analisava as roupas de Kelly.

Distraído com seus pensamentos nem percebeu que sua cerveja já havia chego na mesa faz uns 5 minutos, quando se deu conta já não estava mais tão interessado pela cerveja, mas mesmo assim tomou rapidamente em 4 longos goles o que refrescou sua garganta.John então lembrou que tinha um livro que estava lendo e que guardará o mesmo em sua mala de mão,rapidamente se virou pegou o livro e começou a ler.

Estava tão entretido que não deu muita atenção em que entrava e quem saia, só quando levantou os olhos e deixou o livro de lado, devido ao fato de estar um pouco enjoado de tanto ler, foi ai que percebeu que sua irmã, Kelly, já não estava mais no vagão.Logo após abaixar o livro viu que uma aurora vinha em direção a sua mesa e estava para colocar mais uma cerveja amanteigada e uma porção de cebolas fritas.

-Oi, desculpe, mas não fui eu que pedi essa cerveja amanteigada nem essa porção de cebolas fritas. - disse John pegando o copo de cerveja vazia e dando para aurora.

-Não, mas pediram para o senhor e já esta paga- disse a aurora com um sorriso no rosto e apoiando o pedido na mesa.

- Serio? – perguntou John estranhando, devido ao fato de que não conhecia ninguém que estava naquele vagão – Mas, quem foi?

-Ela pediu para não disser – disse a aurora, pegando o copo vazio e pondo na bandeja.

-Não custa nada me dizer, ela não vai saber- John disse sorrindo para a aurora

-Ok, foi àquela moça ali que entrou agora e sentou- disse a aurora apontando para sua irmã, Kelly, que retornara do corredor de vagões-mas não esta aqui quem disse-rapidamente pegou a bandeja com o copo e foi novamente para o balcão

-Muito obrigado- disse John, estranhando o fato de sua irmã ter pagado algo para ele assim, de graça.

John ficou por um tempo pensando “Será que esse é o melhor momento para começar a tentar algo com Kelly. Para ela fazer isso, ela não teria problema em começar a ter uma relação mais fraternal”, ficou por um tempo com essa ideia na cabeça e decidiu fazer algo. Foi então que John guardou seu livro, colocou na sua mala de mão, pegou a mala, pegou com a mão direita a porção de cebolas fritas e a sua cerveja e foi em direção do balcão na ponta em que os amigos de Kelly não estavam, sentou ao lado de Kelly, apoiou sua mala no chão, colocou a cebola e a cerveja no balcão e com a mão direita empurrou as cebolas e deixou no meio entre Kelly e John e disse:

-Me desculpe por te tratar mal o verão inteiro é que você merece, digo, você é da Grifinoria- disse John com um sorriso de canto de rosto- vamos recomeçar com o pé direito.

Deu uma tossida e voltou a falar:

-Prazer, meu nome é John e sou seu irmão gêmeo- disse ele sorrindo e estendendo a mão para Kelly- não tem graça comer cebolas fritas sozinho-disse John empurrando a cesta com cebolas fritas para mais perto de Kelly.
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John W. Parker
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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Logan C. Villeneuve em Seg Ago 27, 2012 10:04 pm

    FAR AWAY
    Ano escolar novo, vida nova. Hora de crescer e abstrair tudo o que me fazia mal. Retornava, cansado, a Hogwarts para meu penúltimo ano. Sem qualquer vontade, sentia falta de uma coisa que me supria, era uma grande abstinência. Sentia um vazio cruel, inquietante. Um vazio que só os solitários demais podem sentir. Eu sobrevivera, como sempre sobrevivi. Clamava pelo destino de forma absurda, e sabe-se lá o que eu faria para desvendá-lo. Mas, agora, dentro daquele vagão, apenas bebericava um café e lia as notícias do dia. Ora ou outra fechava os olhos, no entanto, o sono jamais me alcançava. Não estava ansioso, mas me peguei olhando para o relógio. Lembrei-me instantaneamente do fuso horário diferente. Lembrei-me do Canadá. Lembrei-me, mais precisamente, de Vancouver. Lembrei-me de minha casa e de minha pequena irmã, Bridget. Um ano e meio, este era o tempo correspondente ao que não a via. Minha irmã amada e querida. Sentia sua falta.

    Não era somente saudade que preenchia o meu ser naquele instante. Em minha mente, processava-se uma enorme linha do tempo. Dentre os acontecimentos trágicos do final do ano, um desponta livremente em relação aos outros. A garota que me causou dor, sim, aquela que por pouco quase jurei amar e pedir – de forma completamente insana - em casamento... Me deu um pé na bunda. “Homens que se apaixonam perdidamente tornam-se cegos e tolos”, sábias palavras, as do meu avô. Antes de retornar à escola, recebi seu presente junto a um pedido de desculpas. Conhecidos comentavam entre si sobre o assunto, como cobras venenosas, e faziam cara de pena ao olhar para mim quando atravessava os corredores. Foi terrível. Ela amava outro. Burro, ingênuo. Duas características que enxergo com clareza hoje, depois do fim. Mesmo tendo penado um bocado na época, tento superar dando-me por satisfeito. Apesar de tudo, consciente do atestado de idiota que receberei, não lhe desejo mal algum. Eu ainda a amo.

    Quanto aos amigos, conservei alguns. Stwart Dawson e Sophia Ignaz de Noir, meus grandes e verdadeiros amigos. Estreitei laços com Dawson durante o último ano. Apesar do jeito nerd e politicamente correto, Stw e eu encontramos grandes semelhanças entre nossos gostos. Eu bem me lembrava que um dia fora tal como ele: um garoto desajeitado e estudioso. Sinto falta dessa época. Quanto a Sophia, acho que nunca necessitei tanto de sua companhia quanto durante o recesso. Algumas coisas aconteceram e estou tentando digerir suas ideias e planos futuros. Nada que realmente seja um mistério para todos, mas fica em sigilo entre nós até entrarmos num acordo. Vi os amigos do quadribol também – sim, eu joguei por algum tempo -, mas não pudemos nos falar muito, pois no mesmo dia em que os vi, precisava ir urgentemente ao aeroporto - viajar para a França.

    Em Paris, visitei minha mãe e meus avós maternos. A cidade mostrou-se mais interessante do que apenas um mero lugar de belos cartões postais. Era bom estar na companhia de minha mãe, sentira falta dela e de todo o carinho que me ofertava. Aos poucos, as más lembranças que tinha do meu pai foram se extenuando, bem como as brigas que tivemos. Pais separados... Isso é um problema. Há, irremediavelmente, coisas que o coração esquece ou se faz de bobo para não sofrer muito mais na vida. Maximillian, meu pai, mandou-me uma carta e desculpou-se por seus erros com o “bastardo” da família – no caso, eu. A bem da verdade, não acreditei em sua vontade de ser perdoado, mas respondi-lhe. Não disse que o isentava de todo seu sentimento de culpa, e sim que não guardava remorso. Se ele estivesse realmente arrependido, aquela carta lhe serviria de consolo.

    Sinto pontadas na cabeça. Tenho andado taciturno, perdido peso, cheio de horários desordenados. Estou um caco desde que voltei para a Inglaterra. Se o primeiro mês de férias foi bom e passou rápido, o segundo foi arrastado, melancólico e devastador. Devastador porque morar numa pensão durante as férias não é nada agradável. Devastador porque, sem qualquer amigo, peguei-me pensando nela. Devastador porque tanta divagação acaba com meus neurônios. Passei o mês inteiro a pensar sobre isso. Devo estar pior do que um velho caquético, em seus últimos dias de vida, analisando o que poderia ter feito melhor. Meu tempo é precioso, segundo meus tios, mas a verdade é que ainda há em mim um tolo indômito e, portanto, é preciso policiar-me.

    Sorvi o último gole de café e deixei que meu olhar repousasse na poltrona da frente. Chegara atrasado à Plataforma. Se todos os eventos que levaram ao atraso do trem não tivessem acontecido, provavelmente não estaria retornando à Hogwarts. A movimentação nos corredores não assustava, a única coisa estranha que ali havia era o estado em que se encontravam os vagões. Notando, por fim, certo silêncio, meu estômago roncou. Tentar viver à base de cafeína não é fácil. Levantei, dando-me por vencido. Abri a porta da cabine e dei de cara com aquele sujeito. O ódio subiu vagarosamente pelas têmporas. Respirei fundo e evitei olhar para o seu rosto. A desforra que tive antes das férias foi o suficiente. “Não há nada pior do que a fúria do que a ira de um homem gentil”, dissera meu avô em um de seus momentos comumente poéticos.

    Recordo-me da última festa do meu quinto ano em Hogwarts. Catastrófica? Talvez. Válida? Muito. Embora seja na maioria das vezes pacífico, naquele dia eu estava embriagado. Ah, mais do que isso... Estava fulo da vida. Este foi o dia que ela me deixou e foi também o dia que tive um acerto de contas com o meliante que a roubou de mim – bom, não a roubou, porque, de fato, ela nunca foi minha. Impulsividade, eis aí algo que preciso controlar – ou pelo menos dosar. No entanto, não me arrependo. Fiz o que tinha de ser feito . “Logan Villeneuve está fora do sério pela primeira vez”, alardeavam os fofoqueiros de plantão. Todos vermes patéticos, por sinal.

    Passando por aquele sujeito, que por sorte não me viu, segui a passos largos até o final do vagão. Havia pessoas por todos os lados. Acho que nunca vi tanto movimento naquele Expresso. Foi então que encontrei o caminho para o restaurante. Simples, há de se dizer, mas com aquele mundaréu de gente, quase que inacessível. E foi curiosamente quando a vi pela primeira vez. Uma garota loira de rosto angelical. Parecia estar bem, mas havia algo de errado ali. O ombro. Nele apresentava-se um machucado... Uma marca estranha. A loira mexia constantemente no ferimento. Um garçom abordou-me, fiz-lhe o pedido e aguardei sentado pela chegada do mesmo. Inquieto, ainda a tinha na mira. Será que havia acontecido uma coisa muito séria ali!? Oras, mas que pergunta...! Impulsivamente, pus-me em pé e quando vi, já andava em direção à garota. Ela estava de costas, aparentemente sozinha. Toquei-lhe o braço levemente, com o intuito de que não levasse um susto grande demais. Quando se virou, as palavras fluíram de meus lábios rapidamente:

    - Moça, precisa de ajuda? – indaguei, preocupado, olhando para a marca em seu ombro.

    Spoiler:
    Logan está em seu numa cabine, sozinho. Ele divaga enquanto toma café e tenta se distrair com um jornal, lembrando-se dos acontecimentos que permearam sua vida nos últimos tempos. Voltando à realidade devido à fome, vai até o restaurante e lá se depara com uma garota que possui um ferimento no ombro. Inquieto, vê-se na obrigação de ajudá-la.
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Logan C. Villeneuve
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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Kim Blayr em Seg Ago 27, 2012 10:08 pm

Spoiler:
Kim avalia Kian e depois, resolve ir até o bar cumprimentar Kelly e John Parker

Foi com a mesma estranheza que os Dursley receberam Harry Potter que Kim Blayr deixou que a diferença entrasse em sua vida. Entrar era na verdade um eufemismo, uma vez que a diferença, na realidade, era a própria Kim.

A diferença sempre esteve ali, fitando-a através de seus próprios olhos nos espelhos. Trazia consigo uma pitada de medo e no fundo das pupilas ligeiras, certo ar de curiosidade. Era sua cópia perfeita, mais fiel e mais verdadeira que a Kim que a encarava de um universo oposto ao seu, universo este formado após a película de vidro que a refletia, imersa em uma ignorância não proposital. Ignorância, pois desconhecia e não se reconhecia naquela que, em pouco tempo, viria a se tornar.
De modo que quando seu olhar cruzou Kian Weisman ela a reconheceu quase que instantaneamente.

Kim Blayr observou o lufano com um ar divertido.

- Então, o sr canudinho tem nome? – ela observou, não sem satisfação, que a diferença, aquela velha bruxa, agitou-se inquieta nos olhos do garoto.

- Kian, né? - Disse Lou, mais simpática. Eram praticamente o guarda bom e o guarda mau da historia. - Tudo bem? como foram suas ferias? – Kim repartiu o baralho, fatiando-o sucessivas vezes e por fim, o dispôs na mesa, um monte de cartas emborcadas, cuja estampa exibia uma mulher de feições finas que naquele instante bebia hidromel, absorta e indiferente aos que a cercavam.
Seu nome era Ardith e, no circulo familiar, era conhecida por apreciar bebidas alcoólicas trouxas. Dela se diz que em uma viagem ao Brasil, acabou por lá ficando, encantada com os” festejos, a água santa que chamavam de cachaça, o povo tão acolhedor, a cachaça, o clima tropical, a cachaça “– como ainda se pode ler, em um pergaminho velho, trancafiado entre os registros da família; O Brasil e a religiosidade exacerbada daquela gente de cidade pequena fizeram com que se refugiasse além dos limites da cidadela, em uma floresta que os nativos chamavam Mata Atlântica e que, naquela época, costumava margear as estradas de terra e aquelas casas simples. Não havia perdido, porém, os costumes: adorava beber e soltar azarações (quando não queimava fogueiras imensas de livros de astronomia). Pois foi que um matuto ( obs.: Ardith era maravilhada com o som da palavra e seu filho acabou tendo, por segundo nome, matuto), um desses caboclos morenos, de cabelos presos e tez forte, perdeu-se na mata, desorientado pela luz que já caia. Esse matuto, esse caboclo, vislumbrou entre as arvores de tronco fino, aquela mulher de cabelos pretos e lisos tanto quanto os dele, que soltava estranhos feixes de luz por meio de um “pedaço de pau” e alimentava sua capivara.

Foi com surpresa que Ardith recebeu os boatos de um “espirito pevelso, de fogo” que habitava sua floresta. Pensou se tratar de gnomos, diabretes e cinzais. Só percebeu que aquele espirito de que tanto falava aquela gente era ela mesma quando , caçando capivaras, acabou por conseguir três caboclos, um dos quais aquele que espalhara o boato, que gritou: “VALEI-ME NOSSA SINHORA, É O ESPIRITU PEVELSO!” – Ardith quase riu. Os homens, libertos, passaram a achar que ela os capturara por estarem a caçar animais e que, com seus cabelos que desciam bem abaixo da cintura, protegia a floresta.

Ela pediu cachaça ou do contrário os perseguiria e elas a traziam, toda fim de tarde, junto a um rolo de fumo, e vinham depositar nas margens da floresta. E foi assim, meus caros – ela costumava dizer, enquanto fumava seu cachimbo- que eu me tornei a comadre florzinha.
Kim Blayr ergueu os olhos de seu devaneio e foi fitar, ela mesma, a loira que, de esguelha, lançava esporádicos olhares curiosos. Apoiou as mãos na mesa e ergueu-se, anunciando:
- Vou pedir uma cerveja amanteigada para você, rapaz, e sem canudos! . Sentiu o olhar de Louise Standfort, meio inquisitivo, mas o ignorou e foi-se chegando, com aquele seu passo displicente, arrogante, de Kelly Parker e um sonserino, que costumava avistar e que tinha alguma coisa de Parker no nome.

- Três cervejas amanteigadas, uma para o rapaz da mesa – coloque um canudo junto, por precaução – e dois para esses aqui, por favor. – pediu e virou-se, com seu sorriso largo, para a grifinória – Kim Blayr, prazer. – estendeu a mão – e você deve ser a menina que vai me dar um sorriso pela cerveja amanteigada e você, bem, você é O Parker. E juntos, vocês são os dois que vão comigo até a mesa. Temos poker!

Kim sabia ser charmosa, aliás, era um atributo de família. Fazia amizades com facilidade, e tratava todos com um jeito desinibido que parecia atrair para si mais e mais companhias.

OFF
Spoiler:
Gente, foi MAL a demora. Tive uns probs. pessoais.

-
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Re: Vagão-Restaurante

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