Vagão dos Professores

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Vagão dos Professores

Mensagem por Destino em Seg Ago 13, 2012 9:00 am

Vagão dos Professores.

O primeiro dos vagões era o vagão dos professores, que podia ser dividido basicamente em dois: a primeira metade era o local de estar e a segunda metade de repouso. A primeira metade do vagão possuía poltronas circulares, tão confortáveis quanto puffs, uma mesa de centro com algumas revistas e livros, além de bandejas com petiscos e um pequeno balcão, com uma estante por trás com diferentes tipos de bebidas: todos os tipos encontrados no vagão-restaurante, além de bebidas alcóolicas. Por trás do balcão, um auror sem a proteção da cabeça do uniforme, com um bigode aparado e entradas de cabelos brancos nas laterais do cabelo, limpava copos e organizava as bebidas, além de providenciar qualquer tipo de comida que fosse solicitado. Além do balcão havia uma mesa com diferentes e variados petiscos e pratos para os professores menos exigentes que gostassem de se servir à vontade. Uma vitrola antiga tocava algumas músicas mais eruditas e culturais, embora em um som baixo, enquanto os professores descansavam sentados nas poltronas. Em uma poltrona larga, no canto da parede, por baixo da janela estavam os alunos detidos por balbúrdia sob a jurisdição do professor Maor Coen, a citar, em ordem alfabética: Charles Baudelaire (tentativa de incêndio), Chester Lewis (venda ilegal de produtos muggle e estuporar um aluno), Elliot Pointer (explosão de latas de refrigerante no corredor), Gabriella Alleborn (briga e disparos de feitiços na plataforma), Isadore Baudelaire (uso de arte das trevas), Kayra Leigh (destruição de portas e ferimento de aluno) e Mimi Wolfsbane (uso de feitiços que podiam causar cegueira).

O clima da cabine era agradável, como se ele fosse refrigerado pra manter a temperatura por volta dos vinte graus, sem ser afetado pela temperatura externa. O som da chuva mal chegava ao vagão. Na segunda metade do vagão havia um corredor longo e quatro portas, uma com banheiro e as outras três eram cabines. O banheiro era do mesmo tamanho das cabines, contendo um lavabo, um sanitário e uma banheira com chuveiro para uso. Além disso, continha um armário com toalhas, roupas secas, sabonetes líquidos, shampoos e até escovas dentárias ainda na embalagem. A banheira tinha modo de hidromassagem e o modo verão e inverno da água, controlando a temperatura da mesma. As cabines ao eram uniformes: todas possuíam uma cama grande redonda, com colchão de água, um armário com roupas e lençóis limpos, cortinas grossas para fechar a janela, deixando o ambiente escuro para uma soneca e um criado mudo com livros e alguns doces. O chão era coberto por um carpete e as paredes à prova de som, evitando que se ouvisse algo lá fora – como o barulho da chuva ou a música. Ao lado da entrada das cabines e do banheiro havia apenas um corredor que levava à porta que conduzia aos demais vagões. Ao lado da porta, sentada em um puff, estava uma auror, com uniforme completo, incluindo proteção da cabeça, embora o longo cabelo prateado indicasse a ascendência veela. Ela permanecia sentada, encostada na parede, apenas imóvel, como se observasse a tudo e a todos discretamente.




Olá. Copiando identicamente o quote do post da partida Expresso. E com essa postagem inicia-se o segundo playtest. Conforme anunciado no post de trancamento do primeiro, esse valer-se-á do uso das regras do sistema como referência. E apesar da ficha não ser obrigatória por causa que o RPG ainda não abriu, quem se envolver em situações que seja necessária consulta à ficha, terá uma ficha padrão feita por mim para uso até o final do playtest. Então, colocarei em pontos, para fácil leitura e consulta os principais pontos desse segundo playtest:
1. Será usado o sistema como referência, então se fizer alguma ação que saia do comum e envolva algum risco ou tensão pode ocorrer do narrador postar pedindo rolagem de dados, tá? Quem não tiver ficha terá uma ficha padrão feita por mim, supermegagenérica;
2. O trem só chega em Hogwarts quando eu postar encerrando esse playtest. Até lá são horas de viagem e podem ocorrer alguns eventos, estejam atentos;
3. Coloquem em cada post um resumo do seu post. Insira juntamente em que vagão seu personagem se encontra e a hora que acontece a descrição da cena do post (a legenda do lugar é: locomotiva, vagão-professor, vagão-enfermaria, vagão 1, vagão 2, vagão 3, vagão 4, vagão 5, vagão 6, vagão 7, vagão 8, vagão-restaurante, vagão 9, vagão 10, vagão 11, vagão 12, vagão 13, vagão 14, vagão 15, vagão 16, vagão-carga).
4. Vocês podem criar RP's pra vocês. Estarei postando 4 cabines fixas e esse tópico aqui em exclusivo é mais pra corredor e vagão-restaurante e cenas genéricas. Qualquer dúvida, procurem por Leish (Elliot B. Pointer) via PM ou no chat mesmo. Eu leio tudo aquilo ali, sempre.
5. Isso é apenas um jogo, a realidade é muito pior. Então, divirtam-se. Com sensatez. HAUHAUAHUAHAUHAUHAUAHAUHAUHAUAA!
Estarei postando os posts fixos de cabines pra quem não gosta de abrir RP – se você não sabe o que é RP, você pode junto com alguns amigos criar um tópico e postarem nesse tópico realizando a ação de vocês, sem precisar estar em um dos tópicos fixos... Só fique atento ao cabeçalho exigido por uma RP e aos acontecimentos em outras RP’s e no fixo, pra não ocorrer incoerência, certo? Acho que seja isso. Por isso... GL and HF! Let’s Play! Bonanças.


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Re: Vagão dos Professores

Mensagem por Chester Lewis em Seg Ago 13, 2012 12:24 pm

VI - FOMOS SEQUESTRADOS? O.o


Chester após puxar Fae encarava a porta da cabine como se a qualquer momento o demônio fosse aparecer, contudo foi surpreendido com um tapa violento na cabeça, seguido dos seguintes dizeres - ERA PARA VOCÊS SAÍREM, ANIMAL òó !- antes que pudesse ter alguma reação além de uma expressão involuntária de dor, ela deu outro tapa e prosseguiu - ESSE É POR ME PUXAR CONTRA VONTADE òó - Chester olhou para Mimi e fez uma cara de dúvida que claramente deixava transparecer a seguinte questão "Não era para puxá-la?", Mimi percebendo o choque de decisões que o garoto passava disse - Acho que esta eu estou te devendo, Chester - aquela risadinha sem graça de Mimi despertou um receio em Chester, mas ele ignorou, existiam coisas mais importantes para serem resolvidas naquele momento e resoluto continuou encarando a porta da cabine.

"Que cheiro esquisito é esse?", sentiu o cheiro de algo queimando, mexendo o pescoço cheirou debaixo de cada braço achando que aquele fedor pudesse ser alguma "subaqueira", mas o fedor não vinha de Chester e logo percebeu que o trem estava pegando fogo, olhando para trás viu Elliot e Fae já do lado de fora do expresso, engoliu seco, ele tinha que ficar ali, sentia que era responsável pelos acontecidos e já tinha uma suspeita de quem pudesse ter feito posto fogo no trem, refletia "Se aquela maluca me lançou magia negra, provavelmente é ela que ta queimando todo o trem, tenho que ir lá impedi-la". Perdido em seus pensamentos não ouvia nada que os outros falavam, até ser cutucado por Mimi, olhou nos olhos dela deixando perceptível que ele precisava fazer algo a respeito e disse - Desculpa Mimi, mas eu vou ficar, eu que fiz essa sujeira então eu vou limpar, ALOHOMORRA - com uma magia realizada em potencial, removeu o Colloportus e agora a porta da cabine abria lentamente, viu o "inferno", alunos correndo para fora de suas cabines, monitores tentando manter a ordem e alguns sonserinos, entretanto nenhum desses estavam anteriormente na "cabine da humilhação". (Pedir 1 no teste de Colloportus)

- COMO? Nós entramos nessa por sua causa e agora você quer morrer? - ainda incomodado com a visão do corredor do expresso foi empurrado por Mimi, ao tombar na janela perdeu o equilíbrio e caiu de cara no chão, levantando do chão com o nariz sangrando viu Mimi pulando a janela também, então perguntou furioso - Que p**** foi essa? Você quase quebrou meu nariz, sua maluca, vem vamos dar o fora daqui - levantou-se e saiu disparado no encalço de Elliot e Fae. Corria no meio do tumulto sendo guiado pelos cabelos ruivos esvoaçados de Fae, mas devido ao enorme fluxo de alunos se perdeu deles. Chester perdido colocava a mão na sua necrose que ainda não cicatrizara completamente e sentia o gosto do sangue que descia do nariz, além disso a bandagem começava a criar uma enorme mancha vermelha e o garoto suava igual leitão à pururuca. Um flash apareceu, um portal foi aberto e agora a estação apresentava um grupo de homens vestidos de preto, como Chester não estava acostumado com o uniforme dos aurores pensou “É A SWAT! ESTAMOS SALVOS!”.

O grupo começou a deslocar-se e entrar no expresso, Chester não ia segui-los, na verdade era melhor ficar longe de lá. Olhando em volta viu um grupo vestido de branco que prestava assistência à possíveis feridos, dando mais uma olhadela no braço, marchou em direção a esse grupo. Sentou em uma das cadeiras e disse – Moça, pode dar uma olhada no meu braço e no meu nariz? Está doendo muito – a mulher tirou vagarosamente a bandagem do garoto e vendo o grau da infecção causado mais os claros sinais de magia negra disse – Isso é magia negra, quem fez isso em você? – Chester engoliu seco, não poderia falar que participou de uma guerra dentro do expresso e que toda aquela confusão era parte por culpa dele, mas preferiu ficar calado com um feição que dizia claramente “Por favor, não me denuncia”, a mulher continuou – Enfim, primeiro temos que curar isso – com um movimento da varinha a ferida começava a cicatrizar, foi rápido, Chester ficou impressionado com a perfeição da execução daquele feitiço, mas a mulher levantou e disse – Fique sentado aqui repousando, não se mova – Lewis obedeceu, não é bom contrariar médicos.

Perto de onde ele estava sentado, o grupo de assistência social oferecia lanches às pessoas, Chester levantou a mão e disse – Pode me dar um? To morrendo de fome – começou a comer feliz e despreocupado, sempre que um lanche acabava o garoto pegava outro e continuava a aproveitar aquela boca livre, mas não por muito tempo. Junto com a médica que cuidara dele, caminhavam em passos largos na sua direção um dos caras de preto e alguém que aparentava ser algum novo professor, Chester percebendo que a coisa ia ficar feia, levantou-se da cadeira, então ouviu uma voz – Pare agora garoto, não vamos te machucar! – A última vez que Lewis ouviu isso, acabou na cadeia por mais de duas horas porque um policial branco pensou que ele estivesse vendendo drogas, na melhor das expectativas do garoto, ele achava que sua mãe seria informada e por isso ele iria ser morto por ela.


"O que ele ouviu da mãe após ser resgatado da cadeia trouxa"

O garoto desatinou a correr na direção contrária, começou a ouvir os passos dos homens acelerarem, mas ninguém era um “fujão” melhor do que ele, Lewis pulava por cima de cadeiras, contudo ouviu – Estupefaça – sentiu o corpo ficar pesado e tudo virou um breu. Mesmo desacordado sentiu alguém pegar seu corpo e então perdeu a consciência. Chester acordou sendo cutucado por alguém que dizia - Acorda presunto! - abriu os olhos lentamente e fitou o rosto de Gabriella Alleborn, naquele momento o garoto preferiria ver o diabo ao invés dela, com a voz ainda meio rouca disse - O anjo da morte é a Alleborn? Sempre suspeitei disso - tomou um cascudo da garota enquanto se levantava, com a mão na cabeça olhou em volta e viu um grupo de alunos sentando em uma larga poltrona que ele logo identificou os rostos, vendo os Baudelaire questionou - Aqueles caras de pretos eram pistoleiros dos Baudelaire que vieram sequestrar a gente?

Spoiler:
Após Mimi jogá-lo para fora do expresso a força, Lewis se perde do grupo de amigos e vai para a ala de atendimento médico, entretanto é surpreendido por um homem de preto que ele não reconhece, sai correndo, é estuporado e agora está na cabine onde estão Charles, Isadore, Elliot, Mimi, Kayra e Gabriella que o acorda.
OFF¹: Temporalmente, o Chester acordou uns 10 minutos depois do trem partir.
OFF²: Ficou uma porcaria, mas prometo que melhoro o próximo. Smile

-

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Re: Vagão dos Professores

Mensagem por Charles Baudelaire em Seg Ago 13, 2012 3:55 pm

Spoiler:
Resumo: Após o alerta de Isadore, Kayra, Charles e sua prima voltam para a cabine (deixei a ação dos outros em aberto). No meio do caminho encontram Codi Walcnevar, que fica indignado com a ação de Isadore. Em seguida, Roxanna aparece na porta da cabine contando as novidades e, como ela prediz, os aurores chegam e mandam esvaziarem o trem. Charles sai, mas logo é escoltado para dentro novamente, pelos próprios aurores, para seguir até a cabine dos professor junto de Kayra e Isadore (supus que continuaram juntos). Chegando na luxuosa cabine, conhece o novo professor de poções, Maor Coen, e gentilmente cumprimenta Chester Lewis.

OFF: Todas as falas e ações foram combinadas. Desculpem pelo post grande ._.



ATENTADO TERRORISTA E A PATRULHA DA NOITE


Charles não pôde expressar toda a indignidade que sentiu ao ver Michael tentar estragar seu plano, portanto apenas olhou pra ele com o cenho franzido. Que Anna Blanche explodisse, pensou o corvino sextanista. Ele pouco se importava com ela, ainda que fosse de sua casa e ainda que trocassem raras palavras de vez em quando. Sabia que a monitora namorava Michael, mas era obrigação dele manter a moça ao seu lado, não solta por aí. No mínimo, Blanche merecia fogo na cabeça simplesmente por estar no vagão errado.

Entretanto, antes que pudesse manifestar verbalmente qualquer tipo de incredulidade, Kayra apareceu, explodiu meio mundo, arrancou gritos de pessoas inocentes, e tocou o terror no Expresso de Hogwarts. O caos estava começando a se instalar, e foi Isadore quem logo se prontificou a bater em retirada. Visto que Michael o traíra e a névoa de Kayra impedia que Charles identificasse qualquer pessoa pelo corredor, o rapaz nada pôde fazer senão acompanhar as sonserinas de volta para a cabine de onde saíram.

E no meio do caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no caminho do caminho. Todavia ao contrário do que pensava Carlos Drummond de Andrade, a rocha tinha nome, e era Codi Walvcnevar. Ele falou alguma coisa, depois Michael falou outra, e por mais que Charles estivesse alheio àquilo - mais concentrado em se sentir frustrado por seu plano falho - não pôde deixar de perceber um quote:

— Pô, Isadore, precisava ter sido logo um Sectumsempra? - Disse o traidor sonserino.
— Você atacou o Ch--, Lewis, Isie? — Quis saber a pedra.
— Ele teve menos do que merecia.


Num insight, o corvino pôde concluir o que era óbvio: sua prima resolvera vingar o golpe que ele recebera de Chester - e de uma maneira bem drástica, diga-se de passagem. Não sabia se achava o fato engraçado ou... reconfortante. Não pôde evitar sorrir, ainda assim. A sua sorte era que ela nunca poderia ver.

Depois de todo o falatório sensitivo de Codi, que durou o tempo necessário para que Charles tivesse visualizado a cena de uma Isadore possessa de raiva lançando magia negra num Chester desesperado, o grupo pôde seguir para sua cabine, deixando a baderna para trás por pelo menos alguns instantes.

Enquanto caminhavam lado-a-lado, Isadore e Charles, noivo e noiva, primo e prima, o corvino pô então notar que ele realmente conseguia sentir o ódio dela. Chegava a incomodá-lo em seu âmago, e a deixá-lo vermelho. E misturado com sua própria sensação de desgosto pelo que Michael fizera - e não só por ele, mas por não ter conseguido se vingar de Chester - seu mau humor só piorou. Mesmo assim, inclinou-se um pouco para falar-lhe, de modo que só ela ouvisse:

- Sectusempra?

- Tem mais de onde veio este. - Isadore ameaçou em resposta, mas Charles não precisou se esforçar pra perceber que ela não falava a sério. Não naquele momento, pelo menos.

- Não quero nem imaginar o que você teria feito se eu tivesse sangrado.

- Seria menos um sangue-ruim no mundo - Ela começou, visivelmente vermelha. Depois se corrigiu - Não que eu precise de grandes motivações para querer exterminá-los, é claro.

Num lapso mental inexplicável, Charles deu uma risadinha e apertou a mão de sua prima, que balançava ao seu lado. Quando ela virou a cabeça, constrangida - o que foi um alívio, já que ele pensou que, pela enésima vez, Isadore o desprezaria; algo que ela faz sempre que seu noivo tenta ser gentil - Charles soltou seus dedos e finalmente entrou na cabine onde outrora estivera tranquilo lendo seu livro de bolso.

Sentou e começou a canalizar todo seu stress, para que pudesse pensar com clareza, calma e inteligência. Assim que o fez, percebeu que incendiar o teto do trem tinha sido, no mínimo, imprudente, e não precisou pensar duas vezes para concluir que em breve estaria encrencado. Ocultar-se dos alunos tinha sido fácil, mas professores tinham cartas na manga que os estudantes desconheciam. No fim, Charles percebeu que pouco se importava com tudo aquilo. O importante era voltar para Hogwarts e se vingar de Lewis lá.

Num dado momento, a cabeça de Roxanna surgiu pela porta da cabine, e ela soltou um suspiro de alívio ao encontrar os colegas:

- Todos bem? - Quis saber, ignorando os outros que não eram Charles, Isadore ou Kayra. - Ouvi boatos nos corredores, mas voltei para confirmar os fatos. O sangue-ruim morreu com um Sectusempra na cara? A quem eu devo cumprimentar?

- O mérito é todo da Isadore. - Respondeu Kayra - Mas um escoteiro-mirim deu o ar de sua graça por aqui e levou o moribundo com ele. Aliás, como graças ao Kamikaze eu estou sem minha bagagem, alguém vai ter de me emprestar um casaco, do contrário, nossa cabine inteira estará encrencada.

- Ok, agora que confirmei os fatos, vou jogar a bomba: neguem até a morte qualquer coisa que tenha acontecido. Tem aurores entrando no trem e tem rumores de várias coisas por aí, principalmente de um suposto atentado. Se acharem que o uso de Artes das Trevas teve alguma coisa a ver com o que quer que o Esquadrão de Corvos esteja procurando, vocês todos podem entrar em uma bela encrenca. - Ela já estava saindo quando concluiu - Vou ficar na Plataforma e descobrir o que eles estão procurando.

Charles imediatamente olhou para sua prima, mas sabia que ela não sentia um pingo de remorso mesmo sob a triste expectativa de ser presa, ou pior: ter que prestar serviços comunitários.

Não demorou muito para que os aurores aparecessem. Foram todos primeiramente obrigados a saírem do trem - o que seria uma oportunidade ótima para uma fuga, mas, oras, tentar fugir seria no mínimo estúpido e Charles estava cansado. Portanto, deixou-se escoltar tranquilamente pelos guardas quando eles o encontraram (sem muito esforço) e o escoltaram, junto de Kayra e isadore, até onde logo descobriu ser a cabine dos professores. Ao contrário do que Roxanna recomendara, se lhe perguntassem se tinha mesmo tocado fogo no teto do vagão, confirmaria sem arrependimento. Na verdade, só o fato de ter ido em paz era sua confissão. Afinal, se os aurores estavam ali e ele fora pego, certamente havia provas de seu crime, não precisava ser muito esperto para desconfiar disso. E mentir provavelmente só o faria passar por ridículo. A única coisa da qual se lamentava era não ter pelo menos queimado metade dos alunos que estavam lá, já que seria punido.

Foram os primeiros a chegarem na cabine, mas isso não demorou a mudar. Logo alguns foram chegando, inclusive um Chester Lewis desacordado e também Gabriella Alleborn, cujo crime só Merlin poderia saber qual era.

- Olha só... - Começou um homem desconhecido que já estava ali, quando todos os detentos estavam juntos. O que diabos Alleborn tinha feito para estar ali, além de ter sido selecionada pra Grifinória? - Acho que todo mundo aqui tem idade suficiente pra saber a asneira que fez - aliás, parabéns. - Bateu palmas lentamente, debochando dos culpados. - Ser fichado pelo Ministério antes da maioridade não é pra qualquer um. Mas a questão é: vocês já estão encrencados e eu - um otimista nato, vejam bem - tenho fé de que vocês não são estúpidos o bastante pra querer piorar o caso. Então, de agora em diante, todo mundo pianinho, apreciando a paisagem pela janela, ou o que for.

- E o senhor é...? - Quis saber Charles, calmo.

- A primeira parte do prêmio de vocês pelas gracinhas todas, olha que sorte. - Respirou fundo após sentar-se novamente e se apetecer com um pacote de salgadinhos - Maor Coen, seu professor de Poções que tá achando ótimo já poder conhecer as pérolas da escola assim de perto. - Ele concluiu com ironia.

“Quem estabelece os critérios de premiação nesse lugar?” pensou Charles, mas manteve a boca fechada inteligentemente. Entretanto, tinha gostado do professor. Seu jeito pouco preocupado e debochado lembrava seu pai, as únicas diferenças eram que Alain era mais bonito, provavelmente mais velho e muito mais pomposo que aquele homem ali, fazendo seus “crack crack crack” enquanto mastigava.

Dessa vez, Charles se virou para Chester, agora começando a acordar:

- É bom ver que ainda está saudável, Lewis. - Comentou, com amabilidade na voz.

Pegou seu livro de bolso e desatou a ler enquanto esperava que alguém lhe dissesse seu destino.


Última edição por Charles Baudelaire em Seg Ago 13, 2012 10:00 pm, editado 2 vez(es)
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Re: Vagão dos Professores

Mensagem por Roxanna Miloslaviniacova em Seg Ago 13, 2012 5:56 pm


THE GODMOTHER – “AMICUS CURIAE”




Esse post é melhor apreciado ao som de Sweet Child of Mine – Guns n' Roses.

Roxanna veste ISSO

O caos. Ah, o caos. Ele se espalha de forma tão rápida e vertiginal que é como pólvora de rastilho. Mal tinha acabado de sair linda e diva de dentro daquela cabine blasé praticamente tropecei em uma sucessão de eventos. Tinha caminhado até o fim do vagão quando me lembrei que eu não conhecia ninguém praticamente e que não estava a fim de novas amizades. Refiz parte do meu caminho e vi um grupo de alunos resgatando o tal do sangue-ruim. Uma explosão daquela meleca borbulhante, gritaria, simplesmente o caos.

Claro que a culpa ia ser toda NOSSA. Não é permitido afirmar ser melhor do que os outros e provar isso, os bruxos da atualidade acham que isso é indigno da raça. Ao invés, temos que partilhar da mesma mesa como iguais. Eca. A cabine tinha ficado em silêncio, e com a explosão de luzes pelo corredor não consegui ver quem eram os traidores e nem para onde tinham ido.

Pensei em voltar mas pelo vidro da janela, vi de relance várias pessoas vestindo o negro agindo com precisão do lado de fora. Por uma fração de segundos eu me deixei iludir pensando que os Comensais da Morte tinham resolvido fazer uma aparição, mas a nesga de sol que me cegou por dois segundos me permitiu ver o escudo ministerial nas vestes da trupe. Eram os corvos.

Essa eu tinha que ver. Pulei do trem de volta à Plataforma bem em tempo de ver o maquinista conversando de forma séria com um dos Aurores e a barreira se rompendo revelando um homem de feições rígidas e caminhado imponente. Será que tinham tirado Potter finalmente da chefia? Eu teria gostado disso. Do lado de fora, os caciques e pajés faziam todo o tipo de previsão. Inclusive, a teoria que mais se adequava era que tinham sido achados dispositivos explosivos dentro da locomotiva.

Andei por mais um tempo a fim de descobrir mais alguma coisa, mas tudo parecia muito vago. E eu ainda tinha a chance de cruzar com Lestat sem a figura masculina de Charles para ser usada de escudo. Resolvi voltar para dentro do trem e partilhar de minhas informações. Contudo, enquanto eu voltava pelo caminho de onde vim, uma avalanche de gente veio correndo do fim do Expresso aos berros. Pensei comigo mesma que talvez estivéssemos sendo atacados, única explicação plausível para que aquele maldito trem ainda estivesse parado. Mas consegui ouvir entrecortado pelos gritos as palavras: “Sectusempra”, “estão tacando fogo em tudo” e “explodiram uma cabine”.

Explodiram uma cabine? Kayra. Só podia ser coisa de Kayra que tinha manias explosivas, inclusive, sua vinda para Hogwarts tinha sido um meio acordo conseguido pelo seu tio Theodore dos Países Baixos para que ela não fosse expulsa. Estava claro que eu estava do lado errado da força.

Nadando contra a maré xexelenta, sai empurrando gente, pisando em quem quer que estivesse no caminho até chegar no vagão em que estávamos. Quando finalmente consegui, porém, o que quer que tivesse acontecido já tinha acabado. Só pude ver o teto chamuscado e uma porta escangalhada.
Recuperando a pose, alisei as vestes um pouco amassadas do vuco-vuco do corredor e enfiei a cabeça pela porta constatando que aparentemente entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Bom, agora eles tinham que me contar o que tinha acontecido. Eu estava verde de curiosidade.

- Ouvi boatos nos corredores, mas voltei para confirmar os fatos. O sangue-ruim morreu com um Sectusempra na cara? - abri um semblante como se estivesse falando de algo casual - A quem eu devo cumprimentar?

Imediatamente Kayra começou uma tagarelice rápida do que tinha acontecido. Aparentemente tinha sido a revolta do proletariado. Mal esperei que ela terminasse e resolvi soltar minhas informações, era melhor alertá-los do que estava por vir.

- Ok, agora que confirmei os fatos, vou jogar a bomba: neguem até a morte qualquer coisa que tenha acontecido. Tem aurores entrando no trem e tem rumores de várias coisas por aí, principalmente de um suposto atentado. Se acharem que o uso de Artes das Trevas teve alguma coisa a ver com o que quer que o Esquadrão de Corvos esteja procurando, vocês todos podem entrar em uma bela encrenca. - claro, eu podia muito bem ter dito o que eu sabia logo que entrei. Podia se eu estivesse mais preocupada com o que ia acontecer do que com o que tinha acontecido.

Por fim, achei melhor não ser ligada a eles. Claro, são meus amigos, mas eu tecnicamente não fiz nada de errado. E não ia pagar MESMO o pato em solidariedade só porque Isadore quis bancar o Romeu. Ainda mais em favor do Charles. Tipo já não bastava eles estarem noivos? Tinham também que se apaixonar? Não, eu não posso aceitar isso. Todo mundo tem que ser infeliz no matrimônio da mesma forma que eu. Isso já me dá satisfação o bastante.

FINALMENTE quase uma hora depois o Expresso estava liberado. A conversa de bombas encontradas ainda rolava. Tanto frisson por uma explosão que nunca aconteceu. Sério? Hogwarts é uma bagunça! Não bastasse os assentos de classe econômica do Expresso ainda estávamos obrigados a dividir o ambiente com a criadagem e a vassalagem e a pobretagem. Era muita AGEM para a minha consciência moral.

Além disso, nem mesmo o tão elogiado horário britânico tinha sido respeitado. Não fosse a Rainha uma trouxa, eu teria sentido vergonha por ela. Todavia, meus companheiros de viagem foram interceptados, aparentemente em virtude de um feitiço delator que teoricamente anunciou quem fez o quê.

Eu ainda acho que na verdade o feitiço era uma desculpa para não citar que alguém fez denúncias anônimas. Mas minhas conjecturas tiveram de ser interrompidas pela minha indignação. Imune aos alunos delinqüentes, fui excluída sumariamente da lista dos “presos políticos”. Olhei para os lados atarantada e me vi na situação mais from hell da minha vida. Sozinha em meio a estranhos. Me senti uma desenturmada e se necessário se fizesse eu explodiria o primeiro vaso sanitário que aparecesse se isso significasse passagem V.I.P. para o babado atual.

Assim, marchei cheia de minha própria razão até o Vagão dos Professores onde rezava a lenda entre os fofoqueiros do trem, encontravam-se os alunos detidos. Sem vacilar, firme, bati na porta que foi aberta por um Auror que montava guarda. Encarei o homem com sinal de respeito, afinal, ele era uma autoridade, mas não a autoridade que eu precisava. E então me dirigi a ele em alto e bom tom.

- Solicito uma audiência imediata com o responsável pelos alunos detidos. – até eu me surpreendi com o tamanho de minha ousadia e voz empostada. Parecia que eu realmente sabia o que estava fazendo.

Pouco depois o homem sério da Plataforma se aproximou falando com o Auror coisas que eu não consegui ouvir, mas pelo que percebi, assentiu em me conceder um minuto de seu tempo. Esbocei um meio sorriso em agradecimento, mas sem perder a pose empertigada.

- Ok, estou ouvindo. – gesticulou para que eu pudesse continuar meu discurso. Era hora de ser profissional.

- Boa tarde senhor, sou Roxanna Miloslaviniacova, e venho tratar do melhor interesse dos alunos. – falei pausadamente – Fui escolhida dentre os alunos do colégio no fim do meu primeiro ano para fazer intercâmbio em Durmstrang a fim de solidificar os costumes mágicos entre as escolas e representar os alunos da Europa ocidental. – tá que isso não era uma completa mentira mas talvez eu estivesse valorizando demais o passe. Prossegui muito séria – Na condição de representante em outro país, venho pedir a extensão até a Escócia, uma vez que não há mais alunos representando o corpo discente de Hogwarts fora de solo escocês. - e finalmente disse a que vim - Sei que o senhor tem pleno conhecimento de que estão sob custódia vários alunos menores de idade sem a presença de seus representantes legais o que é uma ilegalidade e que nem mesmo o Ministério tem poder para furar suas próprias leis. Há necessidade de alguém para representar os direitos dos alunos garantindo que eles não tenham nenhum direito lesado. Sei que essa função não é bem a minha, mas insisto em permanecer no recinto como testemunha imparcial dos acontecimentos dentro dessa cabine até o fim da viagem, na ausência dos pais ou tutores dos alunos, garantindo tratamento isonômico. Solicito a posição de Amiga da Corte. - as aulas de política e debates dos alunos da Aubrey até que serviram para alguma coisa.


Spoiler:
Resumo: Roxanna assiste a todo o ataque de Elliot e Mimi à cabine, porém, devido a distância e aos feitiços de luz, não consegue ver quem de fato salvou Chester e nem para onde foram. Temendo levar a culpa, saiu pelos vagões até ver do lado de fora um grupo de aurores. Foi até a Plataforma sapear o que estava acontecendo e ouviu rumores de que tinham bombas implantadas no expresso. Voltou à bordo a fim de contar para os amigos sobre a fofoca e foi surpreendida pelo reboliço que diziam vir do fim do expresso. Chegou com o fim da confusão onde despejou a novidade dos aurores depois de ouvir o que tinha sucedido. Revoltada por estar sozinha, foi até o Vagão dos Professores solicitar sua presença no grupo para resguardar possíveis direitos violados dos alunos detidos.

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Roxanna Miloslaviniacova
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Re: Vagão dos Professores

Mensagem por Mimi D. Wolfsbane em Seg Ago 13, 2012 8:56 pm


O Cara .V

”Que atire a primeira pedra aquele que não tem nenhuma culpa no cartório.” Pensava a menina acompanhando o suposto novo professor até o Auror mais próximo. As pessoas lhe olhavam com um ar de superioridade como se ela fosse uma criminosa assassina andando no corredor da morte. Seus grandes olhos claros observavam o chão, pois reconhecia uma batalha perdida, apesar de saber que a guerra estava apenas começando. O Sr. Robustão ia mais a frente, mas a garota podia sentir o olhar perverso dele em sua direção. Uma mãe disse ao filho acolhido em seus braços, provavelmente primeiranista, ‘Nunca se envolva com essa ai filhinho...’ e Mimi não podia falar nada em sua defesa, era triste, mas aceitava com dignidade seu cruel destino. Suas roupas ainda resistiam como restos mortais, o cabelo despenteado, o nariz vermelho e a certeza que desta vez iria cumprir a maior de todas as detenções permitidas – e ainda bem que torturas estavam fora deste grupo.

17 minutos e 33 segundos antes.

Ela sorria contente por estar viva e potencialmente com sua integridade física intacta. Não podia perdia de vista os amigos, mas era um serviço complicado dado a multidão enlouquecida. Os homens de preto estavam por todas as partes, reconheceu os Aurores, (Ela não viu quando eles saíram do portal.) para controlar o estardalhaço causado pela trupe de alunos. Satisfeita de que tudo se acertaria ela deu uma última olhada para trás, certificando-se de ter saído da área de caos em que estava, mas ao se virar novamente para frente ela tromba em um armário de duas portas. - AIIIIIIIIIIIIIIIIIII! – leva as mãos ao rosto esfregando freneticamente o nariz que ardia. - Mimi Wolfsbane, não é? – uma voz fria sobressaiu ao som da multidão.

Assim que escutou seu nome o corpo paralisou. Ela encarou primeiros os sapatos do armário nutridão, depois as pernas, o tronco, o rosto. ”Eu morri?” Apoiou as mãos no chão e respirou fundo. - Han? Quem? – Ergueu uma das sobrancelhas, curiosa. Como ele sabia o nome dela? Ela não conhecia ninguém daquele ‘tipo’. Algumas gotas de sangue escorreram até sua boca, passou o braço limpando. - Quem está procurando por esta tal de Momo? Como é mesmo o nome? – Ela fez uma careta séria. ‘O Cara’ não parecia muito feliz, entre suspiros e revirada de olhos. Ele estava impaciente, talvez ela estivesse brincando com o lobo mau. - Anda, Wolfsbane. – Ele estendeu a mão o que deixou a jovem ainda mais em polvorosa. - Levanta daí... – Ele ainda parecia contrariado, talvez pelo estado da menina, talvez porque estava tendo um péssimo dia.

Mimi deu uma afastada do ‘T-Rex’ se apoiando nos pés e mãos. - Me ensinaram a nunca falar com estranhos. - Teve vontade de dizer um 'rá, te peguei com essa', mas permaneceu calada observando ele. "Wolfsbane? Pelo sobrenome." - Intimidade... - falou baixinho - Você não é amigo do meu padr... - reformulou a frase - Você não possui nenhum tipo de envolvimento com uma pessoa chamada Azazel, certo? - Se sim então era seguro, se não ela preferia voltar ao trem e morrer queimada, pois a última coisa que precisava era seu pai ou seu padrinho sabendo daquela confusão, pelo menos sem não antes ela escrever um testamento ou ter a chance de fugir. Apertou os olhos e balançou a cabeça para tirar o cabelo do rosto. Parada o vento parecia mais gelado machucando sua pele e intensificando o estrago visível por todo seu corpo. Bateu os dentes pelo frio e por ainda estar molhada. - Esquece, pivete. Hoje o seu problema é comigo. – Ele tinha uma certa satisfação estampada no sorriso. - Anda logo, que eu não tô a fim de perder o trem. – Demonstrava ele cada vez mais impaciente de que as coisas aconteceriam como ele queria.

A situação estava ficando deveras estranha. Não que pudesse dizer levar uma vida normal, primeiro porque seus amigos eram os 'Pointer', segundo porque era grifinória. Ela se levantou meio que saindo de uma 'ponte' curvando a coluna e parando em pé. Manteve a direita como pé de base para correr, não que esta atitude realmente fosse funcionar, mas. Agora aquele toque de satisfação em 'hoje seu problema é comigo' junto a abordagem do brutamontes social foi a última gota d'água do deserto do Atacama.- Você sabe que eu sou uma criança, né? - estava meio assustada - Mas vem cá, eu te conheço? - mexeu os ombros. "Eu estou sendo assediada?Tudo bem que ele é um tiozão bonito, mas eu sou novinha..." pensou. - Não, acho que não. Mas fica tranquila, que a gente tem um longo ano pela frente... E chega de papo. – A conversa durava menos que cinco minutos e ele já estava ganhando certa repulsa da menina, não pela aparência física, pois isso seria um crime, mas pela atitude debochada e aquele risinho.

"Ele vai me sequestrar e me manter em cárcere privado por um ano" Onde estavam os Aurores para protegê-la desse maluco? Ela colocou a força na perna para disparar e então concluiu. - Você deve ser um professor novo. - passou a mão no cabelo sem jeito. - Mas ainda não entendi porque preciso ir com você. - Arregalou os olhos. - Todos estão indo ali, olha. - apontou para a fila que se formava ordeiramente. - Eu não sou especial e nem de elite. - entortou os lábios. "Esse vai ser uma daqueles professores que eu gostaria de evitar para minha segurança física e psicológica" - Haaa...já sei. - passou a mão no queixo. - Você está ajudando os alunos com as malas, que gentil. - ela sorriu - Mas infelizmente eu não tenho bagagem. - teve uma expressão triste e se olhou avaliando o que restava de suas roupas sujas e rasgadas. - Acho melhor eu não te atrapalhar e seguir meu caminho. - Ela se virou, mas não teve tempo de mais nada. - Passeio VIP na cabine dos professores, Wolfsbane. Olha só que sorte! - Deu o primeiro passo mas não saiu do lugar.

Alguma coisa estava lhe segurando pela gola. - Não quero ser VIP... Não querooooooo... - com voz doce misturada a um desespero - Seu valentão...isso é covardia. - cruzou os braços desistindo de resistir. - Me larga, me larga, AGORA. Por favor. - no ‘por favor’ ela foi bem educada. - Eu irei de livre espontânea vontade aceitar meu destino cruel. - colocou a mão na testa. - Não fiz nada, estava aqui andando livre como uma borboleta. Sou uma boa menina e inclusive não tenho nem varinha. - teve vontade de gritar um 'Rá, não posso ser acusada de flagrante se nem a arma do crime eu possuo" - Sinceramente, me desculpe pelos meus modos. O Sr. poderia estar descansado neste momento quando na verdade tem que estar aqui cuidando de crianças. - respirou tentando colocar todo o típico formalismo de Elliot em prática. - Posso entender sua frustração, mas não é necessário nenhuma medida extrema. Não vou me recusar em acompanha-lo nem de arcar com qualquer responsabilidade sobre meus atos. - falou séria tentando tirar um mínimo de respeito e menos ironia/deboche por parte do suposto professor. - Pela madrugada, Wolfsbane, você fala demais. – Ele a soltou e foi andando na frente resmungando, assim como Mimi fazia quando era trollada por Elliot.

Ao ser largada ela dá um sorriso de satisfação e arruma as vestes como se isso fosse fazer alguma diferença. - Você acha que eu falo demais? Você quem disse que vamos ter um longo ano pela frente juntos. – resmunga também. Faz aquele gesto de quem está trancando a boca e jogando a chave fora.Com muito pesar ela olha as várias oportunidades que teria para correr, mas agora não iria ser tão infantil e sair correndo por ai. Ela riu refletindo sobre o 'pela madrugada' pensando "Que tipo de gente usa esta expressão?" e acompanhou o professor em silêncio. Não gostava de acreditar ter tido um começo tão ruim assim e concluía que teria de evitar, com certeza, o 'encorpadinho' e seu padrinho. A escola parecia ficar cada ano mais perigosa.

O caminho até a cabine V.I.P. foi daquele jeito triste. Corredor da morte. Mas fazer o que, já estava condenada mesmo e já até podia escutar o sermão que levaria. No meio do caminho o ‘Marrentinho’ do Professor trocou algumas palavras com um Auror, que prosseguiu o resto do caminho acompanhando Mimi. No vagão dos professores ela estava sozinha com outro cara esquisito guardando a porta. Ninguém aprecia gostar muito de falar, então ela apenas se sentou e esperou. A próxima vítima foi sua amiga Alleborn. - Born, você por aqui. – Ela sorriu como se estivessem se encontrando para um belo passeio. Logo em seguida o dito professor entrou verificando quem já estava ali. Mimi correu para cutuca-lo antes dele sair. - Eu sei que prometi não falar mais nada, mas sabendo que tem um chuveiro aqui na cabine será que posso usá-lo? – Ela foi indicando com as mãos seu estado. O dito cujo fez aquela careta e respondeu com toda a sensibilidade que ele provavelmente não herdou da mãe. - Só vê se não faz sujeira no banheiro. E não demora. – ela abriu um sorriso maior ainda e agradeceu com a cabeça.

Agora o problema era o que iria vestir. Seus olhos pousaram em Alleborn e nas coisas dela, meio sem jeito ela se aproximou. - Ele nem é tão marrento e malvado assim. – comentou com a amiga. -Born, será que você poderia me emprestar um dos seus conjuntos de roupa da Grifa? – bateu um dedo no outro sem jeito. A amiga por outro lado sorriu prestativa indo até a mala, mas então parou fitando os MIB. Com aquele olhar que só a apanhadora da Grifinória sabia fazer ela encarou todos e foi empurrando Mimi até o banheiro, onde separam um conjunto de roupas e depois a outra voltou para sala esperando.

Primeiro ela tirou tudo dos bolsos fazendo um montinho de várias moedas no chão, depois ela tirou a roupa concluindo que o melhor lugar para as mesmas era o lixo. Tomou um bom banho, cantarolando baixinho para não incomodar ninguém. Lavou o cabelo e se esfregou muito para tirar a ‘nhanca’ do dia. Vestiu os trajes que ficaram um pouco grande, mas até que bem ajustados ao corpo. Voltou com o dinheiro para os bolsos e enrolou a toalha no cabelo deixando o banheiro tão impecável como estava quando ela entrou. Sentiu-se renovada, sempre era assim depois de uma boa chuveirada. Quando voltou a cabine de fato o expresso já estava em movimento fazia algum tempo e agora o lugar parecia mais cheio com Alleborn, Charles, Isa, Chester, Elliot e uma outra menina estranha. Provavelmente todos sentiram o cheiro de banho de frutas vermelhas, doce, que Mimi exalava e perceberam uma nuvem acompanhando a garota por causa da ducha quente.

O homem que agora se apresentava como professor de poções tinha acabado de passar um sermão daqueles, que a garota pode escutar do espaço entre o corredor e o lugar dos bancos. Ela apenas se sentou trocando olhares e ainda com a toalha no cabelo. Não concordava com ele em ser chamada de pérola, preferia uma pedrinha menos extravagante – pura inocência. Charles parecia irritado, bem como toda a turminha do mal. Chester estava preocupado e Elliot, bem, Elliot sempre era um caso a parte. A garota ficou cutucando as unhas até o final do discurso, quando então foi se juntar a Elliot e Chester dando um sorriso sem graça para o amigo Charles. Trocou algumas frases, mas mais olhares com o grifo para então ser interrompida por batidas na porta. A jovem inclinou o corpo para trás ao ver quem estava de volta ao castelo. Milonashduasdaksndasguy alguma coisa, um perigo. Ela abriu aquele típico ‘blábláblá’ dos sonserinos e em parte ela até gostava, pois se tratava de defesa Mimi precisaria também, mas suspeitava de que iria ser ajudada bem como Lewis e o Pointer. Lá de onde estava ela apenas soltou um involuntário. - Ele não gosta de quem fala demais. – se referindo ao professor para a sonserina de seu ano. Talvez ela tivesse que ficar calada, talvez não. Já estava ali mesmo, provavelmente passaria o resto do ano na detenção, não iria se privar do direito dos comentários.

Resumo:
Mimi está fugindo quando tromba com o carrasco-mor. Maor Coen a leva para a cabine dos professores onde depois ela pede permissão para tomar um banho devido seu estado. Após algum tempo aproveitando as bolhas de sabão ela se junta aos outros condenados para ouvir o sermão quando então uma sonserina aparece e Mimi não perde a oportunidade de ficar quietinha.

OFF:
Digitei rápido e daquele jeito, mas está tudo autorizado. ^^


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Re: Vagão dos Professores

Mensagem por Kayra Leigh em Ter Ago 14, 2012 6:41 pm

O circo estava montado.

O apito do trem nem sequer havia tocado, mas o caos já havia tomado conta do seu interior. A fumaça produzida por Kayra, unida ao cheiro de queimado do feitiço de Charles, começava a causar pânico entre os viajantes. A alguns metros de distância, alguém gritou “FOGO!”.

– Isso é só fumaça, sua anta! – respondeu a grega, enquanto corria e procurava, por entre as portas abertas, a cabine em que estivera alguns instantes antes. Não fora difícil encontrá-la: bastava olhar para o chão, para toda aquela bebida nojenta derramada. Kayra ainda derrapou por alguns metros, caindo sentada sobre a poltrona. Reparou, então, que o salto de um de seus sapatos estava quebrado. Praguejou contra o vendedorzinho ambulante e seu timing perfeito, atirando com força os sapatos na janela fechada.

O fato é que, agora, precisava seria cada vez mais difícil esconder sua responsabilidade em tudo aquilo. Mesmo assim, tentou se ajeitar. Com a habilidade de sempre, prendera o cabelo em um coque alto, a fim de que não se notassem as mechas úmidas e grudentas. As roupas, no entanto, eram um caso perdido. Enquanto os colegas voltavam e ocupavam os lugares de outrora, a garota tentava, sem sucesso, um feitiço de limpeza para resolver o problema das manchas no vestido. Bufou e se jogou para trás. Por mais que tentasse, o feitiço parecia não funcionar, como se algo a estivesse delatando precocemente. Só podia ser praga de radmanta...

Ela tirava o sapato inteiro quando um estudante entrou e fez todo um discurso sobre “não direi nada” e “vou limpar a bagunça”. Kayra, que se negava a pedir ajuda a quem quer que fosse, apenas o olhou com aquela cara de “quem foi te chamou pra conversa?”, e tão-logo o garoto saiu, deu, definitivamente, o caso do vestido como perdido. Além de Kamikaze, o vendedorzinho e o garoto dos cabelos lambidos certamente pagariam por aquela tragédia. Afinal, Louboutin não cresce em árvore.

Para sua irritação, o vendedorzinho lembrava-lhe Montsho, um colega de Durmstrang que, entre outras peripécias, conseguira entrar no dormitório feminino, no ano anterior, e lhe roubar o diário. De posse de um dos bens mais preciosos que Kayra possuía, o cretino subnutrido chantageou-a para que ela lhe acompanhasse ao baile, obrigando-a a desistir das dezenas de convites que recebera (claro que não foram tantos assim, mas ela gosta de contar vantagens). Apenas a aparência já seria suficiente para que a grega importunasse o garoto até o dia da formatura – depois disso, só se o encontrasse esmolando pelas praças ou saqueando pelas estradas. Mas contribuir para a destruição de um vestido feito sob medida por um estilista brasileiro que – só mesmo naquele país em que a população usa o voto como livro de piadas – chegara à câmara dos deputados – AKA Clodovil – significava guerra! Do outro lado da cabine, longe dos pensamentos insanos da grega, Charles e Isadore discutiam sobre o feitiço usado pela jovem. Instantes depois, Roxanna volta à cabine, trazendo notícias do mundo exterior.

– Aurores? Pra resolver pendengas no trem? Isso é ridículo! É bem provável que...

Mas ela não concluiu a sentença, guardando para si o que pensava a respeito, pois, neste exato momento, homens de vestes negras abriram a porta intimando o grupo a sair. Encurralada sob o olhar inquisidor do enorme homem que a escoltou, descalça, para fora do trem, ela abdicou do ar de superioridade para adotar um novo papel: o de vítima. Então, olhando para o vestido sujo, pensando no quanto lhe custou para se fazer entender por aquele estilista exótico e no fato de que deveria ficar suja até chegar em Hogwarts, desatou a chorar.

As lágrimas, porém, não lhe bastavam. Elas se uniam a soluços ritmados e bochechas muito vermelhas. Uma vez fora do trem, mantendo certa distância do grupo, ela aumentou o drama, sentando-se no chão da plataforma, com as mãos sobre o rosto, os soluços erguendo os ombros de tempos em tempos. Quando permitiram que voltassem ao trem, o grupo fora guiado para outra cabine. Kayra, mantendo a encenação, seguia sem dizer uma palavra, mas observando toda a austeridade dos homens de preto. Aquilo não estava cheirando nada bem.

Ao entrar na cabine para onde a levaram, a grega fora praticamente jogada em uma poltrona larga, ao lado de Isadore e Charles. O silêncio constrangedor da sala era frequentemente interrompido por uma ou outra fungada de nariz – agora, nem que ela quisesse, ele pararia de escorrer –, mas, além disso, nada. Instantes depois, outros foram chegando – algumas caras desconhecidas, outras, nem tanto. Kayra não pôde deixar de encarar o garoto de cabelo lambido e lançar um olhar inquisidor para Lewis, ainda que ele estivesse fora do ar.

Charles fora o primeiro a trocar palavras com o responsável por aquela apreensão ilegal de menores. Tratava-se de ninguém menos que o professor de Poções da escola – e era notório que Kayra, por estar diretamente envolvida com poções, tinha um certo desdém por profissionais da área, principalmente aqueles que, de alguma maneira, colocavam-se em posição de tutor. E ele dera um sermão daqueles no grupo, A seguir, Roxanna adentrara a cabine, impondo sua presença como membro do grupo, ainda que esta não tivesse sido solicitada. Por fim, cansada de toda aquela situação, Kayra ergueu-se da poltrona, olhos e nariz úmidos e a postura arrogante de sempre.

– Eu saí de uma escola cuja educação dizem ser para bárbaros! Mas em todos os meus anos de Durmstrang, nunca me receberam dessa maneira – ela soluçou, mostrando as vestes manchadas, a mão direita trêmula, puxando uma mecha grudenta do cabelo. – É isso? Essa escola não nos dá direito à defesa? – bradou, mais lágrimas escorrendo dos seus olhos. Sua prepotência era tanta, que esperava sua conversa dúbia e a umidade no seu rosto surtisse algum tipo de resultado convincente. Tinha certeza apenas de uma coisa: se aquela história saísse do trem, alguém iria pagar por isso.


Spoiler:
RESUMO: Após voltar para a cabine, Kayra e os colegas são levados por aurores até a cabine dos professores. Sabendo que estava muito encrencada, apela para a encenação, em uma tentativa de convencer o professor Maor Coen de sua inocência.

Spoiler:
[OFF]Eu pretendia fazer um teste pra usar o feito ENGANAÇÃO, mas como estamos sem rolador, fica por isso mesmo. O drama fica ridículo sem o teste, mas...[/OFF]

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Re: Vagão dos Professores

Mensagem por Isadore Baudelaire em Ter Ago 14, 2012 8:55 pm

OFF

1- As ações foram devidamente combinadas com os players em questão, mas se eu tiver entendido alguma passagem errado ou qualquer coisa do gênero, podem mandar uma MP que eu terei o maior prazer em editar. Se isso tiver acontecido, já peço desculpas rs.
2- Meu post ficou GIGANTE, então eu dividi em dois: a primeira parte está escondida no spoiler, e a segunda traz apenas os acontecimentos da cabine dos professores. Podem ignorar o spoiler rs
3- Eu entendi que a Isadore não ouviu o que a Roxanna falou, porque a Russa estava do lado de fora da cabine e a Isa tava distraída. Mas se entenderem que foi incoerente, edito também xp

Spoiler:
Charles não disse nada, mas tampouco precisava. A garota conseguia sentir a raiva do corvino, emanando de seu corpo como se fossem ondas de calor. Portanto, não tinha que ser nenhum gênio para deduzir quais as intenções do mesmo quando ele saiu da cabine, com algumas pessoas em seu encalce. Isadore, claro, foi atrás.

Ficou pensando se contava para ele que o tal do Chester a essa hora deveria estar perdendo mais sangue que namorada de vampiro por causa de seu Sectumsempra, mas a verdade é que isso seria admitir que ficara furiosa por ele ter sido atingido, então permaneceu em silêncio. Estavam todos caminhando para Isadore não sabia onde quando de repente topou com alguém maior que ela. Não tendo como confudir o cheiro, soube que foi Charles quem parara de torpe.

- Avisa, idiota - alfinetou, amarga, mas o primo não disse nada; estava absorto demais em alguma ideia para isso. Não sabia bem qual era o seu plano, mas, mesmo ao ouvi-lo pedir para fazer o Lumus Solem, não perguntou. Assim que ouviu o barulho de uma porta se abrindo, não hesitou:

- Lumus Solem - entoou, com calma. Não tinha como saber se tinha dado certo, é claro, mas se errasse um feitiço fácil como aquele nem iria querer descobrir. Momentos depois, ouviu Charles fazer um feitiço para queimar a cabine e ficou seriamente preocupada, porque não sabia que ele estava apontando para o teto. Chegou a colocar uma mão em seu ombro, tentando alertá-lo de que matar primeiroanistas inocentes talvez não fosse uma ideia tão boa quanto parecia, embora sim, tão divertida quanto, quando sentiu alguém a empurrando para o lado. Por ter chiado em seguida, pôde reconhecer a voz de Michael Alleborn, dizendo que sua namorada poderia estar lá.

- Quem é a namorada dele? - perguntou a Kayra.

- Anna Blanche - alguém respondeu. Isadore gravou na sua lista negra, já que estava passando na sua cabeça era caçar essa tal de Blanche até a morte, só para se vingar de Michael e sua ideia infeliz de atrapalhar os planos misteriosos de Charles ao apagar o fogo.

No entanto, foi interrompida pela voz de Kayra pronunciando um bombarda, seguido do som característico do mesmo. Sorriu. Amava o caos. Quase colocou os braços para cima para comemorar esse evento maravilhoso que se deslindava diante dos seus olhos - inúteis, mas conseguiu conter sua euforia e ficou apenas no sorriso mesmo. Em seguida, a grega ainda invocou uma nuvem de fumaça para acobertá-los, e esse era um tipo de feitiço de que Isadore gostava. Agora todos eles dependiam dela para “enxergar”.

Não demorou quase nada, porém, e Kayra topou com ela. Não ficou aborrecida com isso, porque sabia como era não conseguir ver, mas, principalmente, porque conseguiu ouvir passos se aproximando deles.

– Silêncio! –Estou ouvindo passos... passos pesados nesta direção - e eram vários. Não tinha como isso ser bom. Aparentemente, Kay pensou a mesma coisa, porque propôs que fugissem. Isa concordou.

Estavam tentando encontrar a cabine enquanto Michael ladrava alguma coisa que teve o prazer de ignorar - gostava cada vez menos dele - mas antes que pudessem voltar ao conforto de seus assentos, Codi, outro corvino, apareceu.

Isadore sentia que o rapaz era um agente duplo. No seu âmago, achava ser, em absoluto, impossível que ele fosse sinceramente amigo tanto dos sonserinos quanto dos grifinórios, de modo que a garota tinha certeza de que ele preferia um dos lados. E como ele era rico, descendia dos Ravenclaw e era influente, talvez um dia fosse útil que este lado fosse o seu. Sorriu para ele, ouvindo a sua pergunta a respeito do sectumsempra.

- Teve menos do que merecia - aquele sangue-ruim completou mentalmente, tendo omitido esta parte porque sabia que Codi se sentia incomodado com seu racismo.Ficou pensando se ele contaria sua ameaça implícita para seus amiguinhos, e descobriu que até queria que ele o fizesse. Então o corvino, sabidamente habilidoso com seus feitiços, tentou reinstaurar a ordem, limpando a sujeira que haviam feito, e então se afastou - provavelmente para verificar se havia restado algum membro no corpo de Chester, mas Isadore não era otimista o bastante para pensar que não.

A garota ainda estava com péssimo humor, indignada tanto pelo que Chester fizera quanto pela traição de Michael, enquanto caminhavam em direção à cabine que ocupavam outrora, quando Charles a surpreendeu, dizendo ao pé de seu ouvido:

- Sectumsempra? - Isadore mordeu o lábio inferior: fora flagrada. No entanto, havia algo no tom de voz do primo que a acalmou um pouco. Ele parecia quase orgulhoso.

- Tem mais de onde veio este - ameaçou, sem dar o braço a torcer. Charles, contudo, que havia crescido com ela, poderia detectar com facilidade um micro-sorriso que teimou em se abrir no canto de sua boca.

- Não quero nem imaginar o que você teria feito se eu tivesse sangrado - ele continuou, ignorando o que ela disse. A hipótese de Charles a incomodou tanto que viu-se em cólera novamente e, sem pensar direito, respondeu:

- Seria menos um sangue ruim no mundo - ouvindo a si mesma, notou o que estava dizendo, e ficou muito vermelha. Tratou, então, de desviar a atenção - Não que eu precise de grandes motivações para querer exterminá-los, é claro.

Para a sua total surpresa, porém, Charles riu e apertou a sua mão. Parecia que haviam dado um choque no coração de Isadore, tão brusca foi sua arritmia. Virou o rosto para o lado, tentando esconder o rubor das bochechas, mas qualquer um poderia perceber seu sorriso encabulado. Só quando Charles soltou seus dedos, voltou a sentir sobre os ombros toda a carga dos acontecimentos recentes, então quase pediu para que ele a tocasse outra vez.

Sentados novamente na cabine, ficaram bastante quietos, e com isso uma série de questões a atingiram como uma onda: havia exagerado na sua vingança? Estava arrependida? Se tivesse como voltar atrás, faria tudo de novo? Inspirou profundamente, recebendo uma mistura dos cheiros de Kayra e Charles. Sorriu. Constatou que se alguém machucasse um dos seus outra vez, não faria tudo de novo: faria pior. Neste instante, perguntou-se onde estaria Rox, que desapareceu há o que lhe pareceram horas, e não demorou para que a mesma abrisse a porta da cabine, perguntando quem deveria parabenizar pelo sectumsempra.

Isadore sorriu, mas não disse nada, apenas ouvindo Kayra dar a ela os devidos créditos. Era reconfortante ter todos juntos, como se estivesse mais segura; no entanto, logo a noiva de seu primo voltou a sumir, dizendo que verificaria as coisas que aconteciam na plataforma - já que, aparentemente, esta estava apinhada de aurores - e os orientando a negar se perguntassem qualquer coisa a eles. A francesa suspirou. Já estava cansada o bastante para ainda por cima ter que lidar com o assédio da polícia.

O que aconteceu em seguida foi um tanto quanto confuso para Isadore, porque ela mal sabia quem havia entrado na cabine deles, e muito menos para onde esses estranhos os guiavam. Sabia, ao menos, que Charles e Kayra estavam por perto, e isso era um pouco menos desolador. Além disso, poderia ouvir a grega chorando copiosamente, o que era tão hilário para Isadore que ela sentia dificuldades para manter-se séria. Sempre achava graça de quem abria o berreiro, sob qualquer circunstância, mas pior ainda naquela em específico, já que sabia que a amiga não era de se derramar em lágrimas. Deu até alguns tapinhas nas costas da loira, em solidariedade.

Finalmente pararam em uma cabine cheirosa e de temperatura amena, e Isadore buscou o braço de Kayra para que pudesse sentar-se ao seu lado direito. Do esquerdo, sentou-se Charles. Logo foram chegando outras pessoas, o que Isadore pôde concluir pelo barulho dos passos, mas não sabia quem eram. Também desconhecia a identidade do homem que disparou um sermão contra eles, cheio de ironia - o que a sonserina sempre encarou como um sinal de inteligência. E então ouviu Charles verbalizando uma dúvida que também era dela: quem era aquele sujeito?!

- Maor Coen, seu professor de Poções- esta foi a primeira frase que Isadore considerou relevante de tudo que ele dissera. Era bom saber que tinham um novo professor de poções, porque já havia perguntado para os anteriores a respeito de um antídoto para a sua cegueira, mas todos eles eram como os médicos que visitara: inúteis. Com sorte, este seria diferente.

Estava se preparando para chamar o tal do Coen para um particular quando a voz do primo desviou sua atenção: ele comentava com Lewis como era bom ver que ele ainda estava saudável. A ameaça de Charles parecia bem clara aos ouvidos de Isadore, mas ela não esboçou nenhuma reação, porque tinha voltado a ficar pensativa. Quer dizer tinham colocado aquela criatura na mesma cabine que eles?! E, pior, ele estava vivo?! E se estava, por que todo aquele escândalo de aurores e sermões? Nem tinha matado o sangue ruim!

De repente, porém, Kayra colocou-se em pé e começou a choramingar sobre o tratamento que estava recebendo. Isadore, que não tinha se preparado para isso, quase soltou uma gargalhada bem do fundo da garganta, e para se conter enfiou as unhas com todas as forças na perna. Fez uma cara de “olha aí, gente, que dó”, mas não falou nada, porque se abrisse a boca, sua risada iria escapar com certeza.

Resolveu que desviaria sua atenção dos fatos para não entregar a amiga, e passou a tentar identificar quem mais poderia estar naquela cabine, apurando os ouvidos e o olfato, quando, de repente, Isadore sentiu a mão de alguém acertá-la na face, deixando uma ardência até agradável na região. Foi pega de surpresa - até porque surpreender um cego não é assim tão difícil - então acabou mordendo o lábio inferior.

Ficou por alguns segundos petrificada, reconhecendo Gabriella Alleborn pelo perfume e ainda sem acreditar na audácia da grifinória, mas logo passou o polegar no machucado e, sorrindo, o colocou na boca, deixando o gosto de sangue se espalhar na língua. A garota ainda disse: - Fica o aviso.

Isadore começava a duvidar da capacidade do chapéu seletor para decidir quem iria para qual casa. Primeiro, o Alleborn macho, que apesar de se dizer sonserino, colocou sua armadura reluzente na primeira oportunidade que teve para apagar o incêndio de Charles. Em suma, sonserino de discurso, lufano de fato. Depois, a Alleborn fêmea, que batia no peito para se dizer grifinória, mas foi capaz de atacar uma garota cega e distraída. Muito nobre e corajoso de sua parte. Gryffindor ficaria orgulhoso.

Contudo, diferente do que pode ter parecido aos espectadores de sua vingança contra Chester, Isadore era muito calma e era praticamente impossível que abrisse mão de toda sua superioridade para reagir a ofensivas como aquelas. O mesmo, entretanto, não poderia dizer sobre Charles, já que podia sentir uma áurea de ódio emanando do primo, o que a fez levar a mão para o seu braço imediatamente, tentando adverti-lo a não fazer nada na frente dos aurores. O que, claro, foi inútil: o primo levantou-se ainda assim e disse, todo lindo e bravo:

- Se fizer isso de novo, vai ficar sem a mão. - Isadore sorriu tão abertamente que suas bochechas ficaram doloridas. Aproveitando o gancho, também colocou-se em pé, ao lado de Charles, e completou, com desdém:

- Fica o aviso - imitou a sua fala e ainda provocou um pouco mais, fazendo o seguinte gesto:



"resumo":
Isadore acompanhou seus amigos na vingança mal sucedida de Charles e retornou à sua cabine quando ouviu passos suspeitos. Momentos depois, foi levada pelos aurores e pelo professor Coen para a cabine dos delinquentes, onde levou um tapa de Gabriella Alleborn.
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Re: Vagão dos Professores

Mensagem por Maor Coen em Ter Ago 14, 2012 9:59 pm

I'll sing to the lot, now you got me going
La la la la, la la la lie
All God’s children, have all gotta die

- The Curse of Millhaven (Murder Ballads)




Oh, Hogwarts.

Havia quem se iludisse falando em tempos de paz. Asneira. A maré apenas variava, e era de se esperar uma ressaca depois de um período de maré baixa. As coisas eram assim desde que o mundo começou a girar. Era apenas questão de querer ver.

O problema era que, dessa vez - mais uma vez - ele acabou se deixando arrastar. Pensar nisso mexia um pouco com seu orgulho, sabia ser plenamente capaz de evitar esse tipo de situação, mas que é que haveria de fazer? Ossos do ofício. Para estar entre eles, era bom dançar conforme a música.

E foi assim que, numa manhã chuvosa de sábado, vestiu um capote e sua melhor expressão de ovelha conformada, preparado para apertar algumas mãos e dizer o que seria de se esperar de alguém de sua posição, mesmo que as quase 27 horas em claro acompanhando um jogo de quadribol de quinta estivessem começando a cobrar seu preço. (Nem sequer era uma partida oficial da Liga, mas era a última que conseguiria assistir em muito tempo, se as coisas corressem como deveriam. Bom que aproveitasse, portanto.)

O maldito jogo, aliás, havia sido, em última instância, o responsável por sua nomeação para assumir o evento (qualquer que fosse) de King's Cross. Não tivesse adiado até o último instante sua chegada a Hogwarts, não estaria entre os potenciais escolhidos para lidar com aquilo. Decerto havia outros ali que estariam mais dispostos a resolver o caso. Como Arundell, por exemplo: havia sido uma surpresa encontrar rostos conhecidos na reunião pedagógica, sem dúvida, mas aquele ali era um caso especial – e vê-lo agora, ainda do lado trouxa da estação, era quase um alento naquele dia modorrento. Saudou o velho diabo com um tapinha nas costas, roubou um pedaço do bolovo que ele tinha acabado de comprar e foi-se embora, acenando com o máximo de simpatia que se pode ter com o sono que sentia, avisando que “ó, não pensa que esqueci daquela história não, hein?”

(A história em questão era a promessa de que o Cavaleiro da Rainha ia acabar morto por saber demais, mas isso não vem ao caso.)

Atravessou a pilastra assoviando uma canção que vinha arranhando o fundo de sua mente desde que acordara, o ar de enfado uma constante em seu rosto. Reconheceu mais algumas figuras na plataforma, mas mesmo os desconhecidos não traziam novidade alguma. Era sempre a mesma coisa. Alguém arriscou chamá-lo e o homem girou nos calcanhares para apertar a mão de um auror e então ser conduzido ao Chefe da operação. Mais um aperto de mãos – metade do truque de qualquer conversa estava ali –, um pouco de conversa (bomba? Essa era boa!) e voilà: as estrelinhas da escola mostravam suas caras.

Hogwarts, Hogwarts. Era quase como uma piada repetida ad eternum em jantares, até perder completamente a graça.

De posse da lista, o que restava era buscar os pivetes, um a um – e havia uma piada tentando se formar ali, mas não se deu ao trabalho de formular sem ter com quem dividir. Sete pivetes com anos de menos e ego demais, cada um a sua maneira. Sempre a mesma coisa, no fim. Só se perguntava se teria alguma chance de tirar um cochilo durante a viagem. Talvez, se tivesse sorte – ou mordaças.

Com os moleques reunidos, explicou as regras da casa: ninguém cria problema. Não que qualquer palavra pudesse surtir efeito naquelas cabeças de vento, mas ao menos assim aurores e a direção não poderiam culpá-lo por qualquer medida um pouco mais extrema que viesse a tomar. Precaução. Mas Hogwarts ainda era Hogwarts, e todo mundo queria um lugar ao sol: como se as estrelinhas do show não fossem o bastante, mais uma veio bater à porta da cabine, solicitando uma audiência.

Aquilo prometia ser divertido – mas infelizmente provou-se mais tedioso que qualquer outra coisa. Recostado no portal, braços cruzados, o homem ouviu por alto as palavras da loirinha, descontando o juridiquês que não fazia a menor questão de entender. Definitivamente, as crianças de hoje falavam demais.

– Olha só, querida... – Sequer tentou deter o riso frouxo que lhe escapou pelo nariz, meneando a cabeça. – Acho que você não entendeu bem o que tá acontecendo aqui. Ministério? Custódia? Pff! Que isso. – Revirou os olhos, a cabeça tombando para trás em um suspiro pesado. – Os aurores estão aqui pra dar uma força, como no resto do trem. Os seus coleguinhas aqui estão sob a minha jurisdição – e não tem ninguém mais interessado nos direitos dos alunos de Hogwarts que o corpo docente, não é?

O rosto do homem se torceu no que deveria ser um sorriso, mas não se parecia em nada com um.

– Então por que é que a gente não faz o seguinte? – Continuou em um tom condescendente, endireitando a postura ao se desencostar do portal. –Vai passear, e enquanto isso, eu continuo aqui zelando pra que... Como é que era mesmo? Ah, que ninguém tenha seus direitos lesados – fora, claro, todo mundo que já explodiu, apanhou e o diabo a quatro, porque por esses aí eu não posso fazer nada além de manter essa porta aqui fechada.

E fechou mesmo a porta, mas antes que sequer tivesse a chance de voltar para o pufe que ocupava anteriormente, outra primadonna reclamou, aos brados, o foco da cena. A segunda sonserina a citar Durmstrang em sequência, aliás; talvez fosse bom sugerir ao conselho pedagógico de Hogwarts o fim dessa história de intercâmbio, porque pelo visto os velhos nórdicos não estavam ensinando nada que prestasse. Bem, talvez o curso extracurricular de teatro fosse bom, mas aquela insistência em falar de direitos já estava passando dos limites. Malditos liberais.

– Pela madrugada, vocês... – Respirou fundo, trocando um olhar com Arundell, que também parecia incapaz de extrair qualquer humor da situação. Llywelyn, por sua vez, continuava desenhando com o mesmo empenho de uma criança autista perdida em seu mundinho particular, parecendo muito satisfeito com tudo. De certa forma, era melhor que continuasse assim. – Na verdade, boneca – começou, mas se interrompeu logo em seguida, pegando novamente a prancheta para conferir a lista. –... É. Acho que não tem muita defesa não. Mas se você quiser mesmo tentar, segura as lágrimas aí pra usar mais tarde, não comigo. Não vai colar. Aliás! – Riu consigo mesmo, estalando os dedos no ar para chamar a atenção do colega que lecionava História da Magia. – Sabia que por muito tempo os ingleses foram considerados bárbaros? Inclusive pelos normandos. Não é isso, Arundell?

– Guilherme I, o bastardinho. – Foi o único comentário do outro professor, naquele típico ar empertigado. Por um instante, pareceu muito satisfeito (e até divertido) consigo mesmo.

– Pois é. Fazer o que, se Hogwarts é uma escola que honra as raíz—

A fala morreu com o som estalado que ecoou pela cabine, o tapa mais ouvido que visto. Uma das grifinórias tinha decidido dar um tabefe na sonserina cega, bem diante do professor. Uma coisa ele tinha que admitir: aquelas bestinhas andavam mais ousadas (ou estúpidas) do que nunca.

– Fica o aviso. – A garota completou e, como se não fosse bastante, um corvinal decidiu aumentar o drama, levantando-se de peito inflado para defender a agredida. Tudo muito bonito, não fosse pela ficha corrida dos dois. – Se fizer isso de novo, vai ficar sem a mão – rosnou o garoto.

– Fica o aviso. – A provocação da cega chegou aos ouvidos de Coen enquanto ele trocava mais um olhar com Arundell, que já havia sacado a varinha em meio àquela palhaçada. Os aurores também estavam de prontidão (não podia ser diferente), mas era de se esperar que fosse possível lidar com aquelas pestes sem uso de magia, ainda mais considerando que todas as varinhas haviam sido confiscadas. Na arte do improviso, sempre se podia aproveitar bolas de meia para calar bocas e blusas para amarrar tornozelos e punhos. Não duvidava que Hogwarts talvez pudesse se beneficiar de tratamentos um tanto antiquados, mas de eficácia garantida.

– Ok, acabou a zona, todo mundo abaixando a crista. – Impostando a voz e batendo palmas com o intuito único de chamar atenção para si, o homem avançou na direção do trio que gerara a comoção, empurrando o corvinal de volta para o assento que ocupava. – Senta aí, moleque. E você – voltou-se então para a garota da grifinória – tá lembrada do que a gente falou sobre Azkaban? Mais uma dessas e você vai acabar querendo ser mandada pra lá. Vai se sentar. – A empurrou pelo ombro, sem paciência. – Por mim vocês podiam muito bem se matar. Se duvidar, era até um jeito de animar a viagem: fazer uma roda, jogar um lápis no meio e ver quem sobra. Garanto que a escola teria menos prejuízo, a longo prazo. Mas infelizmente parece que eu também tenho que garantir que vocês cheguem vivos em Hogwarts.

Respirou fundo para tomar fôlego; o sono tinha passado em definitivo, deixando um rastro de mau humor em seu lugar. Mas ao menos se instalou na cabine um silêncio tão denso que era quase palpável.

Isso, claro, por não mais que um segundo ou dois.

– Professor! – Ao se voltar, viu que o chamado tinha vindo do corvinal que havia fugido dos aurores na estação. Era uma surpresa que ele tivesse coragem de abrir a boca. – Por que o monitor da Corvinal tá aqui junto com os detentos? Ele fez algo de errado além de se deixar ser apagado por um aluno dois anos mais novo?

Um sorriso quase inumano se desenhou lentamente no rosto do professor. Quem precisava de um lápis quando se tinha uma pergunta daquelas?

– Ooooh, espera um pouco. – A expressão exagerada de surpresa não resistiu a um riso breve. – Quer dizer que nós estamos aqui reunidos nesse amor todo e vocês nem sequer sabem direito como cada um conquistou esse privilégio? Ah, que isso, não pode! – Desfez-se em deboche se aproximava do garoto, dando-lhe um tapinha no ombro como cumprimento. – Pergunta pertinente, moleque. Vamos ver se você continua assim nas aulas.

Pegou mais um petisco antes de voltar ao seu pufe cativo, mastigando preguiçosamente enquanto relia as informações contidas no documento que recebera dos aurores. – Vejamos... – Antes de começar, contudo, pigarreou para limpar a garganta e fingiu uma expressão muito solene, para só então anunciar em alto e bom tom a infração de cada um. – Alleborn, Gabriella: briga e disparo de feitiços na plataforma. – Ergueu os olhos para a grifinória com uma expressão descrente. – Falta de criatividade, hein? Mas ok, vamos lá... Baudelaire, Charles... Não, me deixa fazer suspense aqui, porque a pergunta era sobre você. Baudelaire, Isadore: uso de arte das trevas. Leigh, Kayra: destruição de portas e ferimento de aluno. Lewis, Chester: venda ilegal de produtos trouxas e estuporar um aluno – que eu estou supondo ser o nosso monitor aqui, certo? Hm. Pointer, Elliot: explosão de latas de refrigerante no corredor. Wolfsbane, Mimi: uso de feitiços que podiam causar cegueira. E agora... – Vibrando baquetas imaginárias no ar, imitou o rufar de tambores para prolongar a espera. – Baudelaire, Charles: tentativa de incêndio.

Com um tapa na própria perna, o novo professor de Poções de Hogwarts abriu o que talvez fosse o sorriso mais divertido que dera ao longo de todo o dia. Ainda assim, não havia muita coisa além de sarcasmo em sua expressão.

– Mas é ou não é um time e tanto que temos aqui?

-

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.::Capítulo V::.

Mensagem por Elliot B. Pointer em Qua Ago 15, 2012 11:18 am

No episódio anterior...:
. Capítulo V .

Calculando a distância exata entre o chão e a janela, ele saltou, esperando que o tênis aparasse qualquer inconveniente. Flexionando o joelho ao tocar o solo, ele evitou que o choque fosse mais drástico. Levantando-se, ergueu as mãos, ajudando a pequena irmã a passar pela mesma janela. Podia ver a fumaça e princípios de labaredas no vagão... Mas seu plano dera certo, estavam a salvo por enquanto. Observando os monitores em conjunto com um professor se mobilizar, preferiu manter-se na dele, mesclando-se à multidão, guiado por Fae que prestava mais atenção nisso do que ele. Estava preocupado com o incêndio que alguém iniciara, provavelmente um dos perseguidores, mas no momento precisavam de discrição... Elliot suspirou, olhando pro teto, enquanto sua cabeça mantinha-se apoiada pelo encosto macio da poltrona. Ouvira falar que o vagão dos professores era confortável, mas não tinha imaginado que era tão confortável assim. Quase... Quase chegava a não se preocupar com o que aconteceu depois...

A garota parecia um pouco preocupada, mas ele acreditava que poderia ajudá-la. Fazer algo, já que a colocara no meio de toda aquela confusão... Parecia ser escocesa e pela forma como observava e agia, ele podia intuir que não era acostumada com aquilo tudo... Estava imerso nesse pensamento quando percebeu a aproximação do homem acompanhado por dois membros do Esquadrão. O homem estava com uma expressão de enfado e ele reconhecia claramente o significado desse sinal... Não precisava ser tão inteligente pra fazer uma dedução óbvia: Bombarda + latas explodindo + corredor de vagão + alunos inocentes. Normalmente bastaria não ser pego pra conseguir escapar, o que seu plano de fuga garantira... Mas ele não contava com a variável de aurores na estação, nem deles vasculhando o trem. Sentiu a mão de Fae pegar a sua e voltou-se na direção da irmã, dando um sorriso simples. Ela entenderia. Caminhando na direção do professor, ele retirou Falkor do bolso. Sentiu a varinha oscilar, uma mostra do seu temperamento difícil, mas não havia nada que pudesse fazer, então apenas sussurrou “Confie em mim”. Chegando ao professor, entregou-lhe a varinha antes mesmo que o professor se pronunciasse e prosseguiu na direção por onde ele viera... Sem falar nada, sem perguntar nada. Ele era inteligente o suficiente pra saber que aquele não era um momento de agir, mas apenas de observar. Erguendo as sobrancelhas, enquanto mascava um mento’s, ele olhou na direção da mesa dos petiscos. Pelo canto de olho observava o auror no balcão e os demais professores. Os professores estavam relaxados, tranquilos. O auror estava vigilante, embora se mostrasse desinteressado em tudo. Ótima maneira de tentar manipular os outros pra que o subestimem. A com a máscara provavelmente era mais impulsiva, por isso não retirara a proteção da cabeça pra que não a notassem observando tudo descaradamente. Dissimulação era pra poucos.

Observava os demais colegas, como quem tentava fingir um pouco de tédio. A jovem recém-chegada procurava apelar pro emocional, embora ele não pudesse dizer exatamente quão verdadeiro era o seu ímpeto ou não. Ela não parecia ter a postura de alguém frágil, parecia alguém resoluta, decidida, que aprendera a sobreviver confiando apenas em si e em suas capacidades. Mas, de qualquer jeito, não importava se ela estava mesmo baixando a muralha emocional que parecia ter... Não mudaria em nada. O professor de poções estava despachando uma garota na porta do vagão, que aparentemente tentara entrar e prosseguir o resto da viagem no vagão dos professores. Ele não parecia estar muito satisfeito com isso tudo... Mas estava conseguindo manter a postura, bem mais que o Azazel. Apostava como o professor de DCAT demonstraria sua passionalidade emotiva quando eles chegassem lá, mesmo que tentasse usar uma máscara de razão. Ele não perderia essa oportunidade, mesmo que tivesse que sacrificar a dignidade – aliás, ele nem perceberia que estaria fazendo isso, seu narcisismo desmedido o fazia enganar-se a si mesmo...

Falando em passionalidade, Gabi e Baudelaire estavam trocando farpas. O garoto era muito passional, apesar de ter indícios de possuir uma intelectualidade mais elevada... De que adiantava poder voar na razão se na hora de agir apenas se rastejava na emoção? Um verdadeiro intelectual era senhor de si. E não se pode ser senhor de si se você se deixa dominar pelo momento, se é escravo do furor emocional ativado pelos hormônios que percorrem seu corpo, como uma besta selvagem que rosna e ataca para garantir seu respeito. Esquecendo que no momento em que se torna uma besta, você passou a perder qualquer direito a respeito em meio à civilização. Gabi pelo menos era sincera consigo mesma, ela era tão uma com suas emoções que suas ações eram honestas e seu intelecto e pensamentos eram voltados a agirem junto com a emoção. Normalmente ele falaria algo, argumentando... Mas apenas pôs-se a observar os acontecimentos. Com o canto de olho fitou o auror... É, Baudelaire tinha um ponto fraco e sua emoção relacionada a esse ponto o deixava tão vulnerável que ele podia ser facilmente manipulado, com as peças certas no tabuleiro. E havia uma boa parte delas ali... Se fosse preciso, Elliot saberia como agir. Deixaria como uma carta na manga, embora esperasse que não precisasse utilizá-la. Desde a noite que caíram da janela, ele tinha uma boa relação com Isadore e pretendia mantê-la o máximo que pudesse.

Meneando a cabeça, Elliot apenas retirou outro mento’s do bolso e mastigando-o, espreguiçou-se no sofá, sorrindo costumeiramente. Chester deveria estar pensando no que sua mãe faria quando descobrisse e Gabi estava demonstrando claramente o que pensava, ela era sincera consigo mesma a ponto de não lutar contra sua natureza, e vez disso aproveitava-a para alcançar seus objetivos. O problema era descobrir o que os professores estavam pensando sem chamar muita atenção e se ele ficasse observando demais, não passaria tão despercebido. Mas provavelmente o professor que respondera o Professor Coen estava pensando na sorte que teve de não ter de monitorar as crianças, senão ele jogaria mesmo uma faca, trancaria todo mundo numa ilha e diria que só podia sair um. O outro professor tinha um senso de justiça mais apurado, embora num tom mais descontraído. Estaria pensando em coisas para que os alunos tivessem ciência de sua situação e sobre ações e consequências. Esse era o palpite do garoto.

Ouvindo as palavras do Professor Coen, Elliot apenas acomodou-se. Não entendia porque estava todo mundo tão preocupado assim, era apenas mais uma detenção. A diferença é que essa começara antes mesmo de chegarem a Hogwarts... Ele já estava acostumado a isso, era apenas mais um dia na Escola de Magia.


Spoiler:
Relembrando sobre os acontecimentos que ocorreram antes da chegada no vagão e analisando o cenário em que se encontrava, Elliot fez reflexões sobre os presentes procurando assim elaborar pontos de ação SE caso fosse preciso agir, algo que ele não esperava ter de fazer pois o vagão estava muito confortável.


Capítulo VI



-
"Se o Destino for mesmo um Moinho...
Nós somos a razão que o faz se mover."



"Avançamos acreditando na sua infalibilidade,
Para além de onde as forças se encontram."



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Re: Vagão dos Professores

Mensagem por Chester Lewis em Qua Ago 15, 2012 3:00 pm

VII - E MEUS DIREITOS?


- Pistoleiros? Nãão, eram aurores - disse Gabriella rindo da imaginação fértil de Chester, ela prosseguiu - Na verdade, chegou uma tropa de aurores no trem, parece que ocorreu algum problema, olha lá aquela auror ali no canto da sala - Chester virou o pescoço e viu uma meia-veela com uma farda similar ao do cara de preto que tinha apagado ele, as coisas poderiam estar menos piores do que ele pensou, contudo olhou para Gabi e disse - Entendo, mesmo assim minha mãe vai me matar quando.... - Alleborn cortou a fala do garoto perguntando - Pera aí, por que você está aqui? - naquele momento a dúvida pairou os pensamentos do garoto, ele realmente não sabia o motivo exato de estar ali, entretanto logo pensou em uma possibilidade - Ok, eu lembro que fui vender coca-cola porque na cabine dos 'riquinhos idiotas', daí eu fui intimidado e coagido, quando eu estava saindo aquele garotão ali estourou minha paciência e eu apaguei ele, depois disso a louca da namorada dele usou magia negra em mim, eu fui jogado para fora do trem pela Mimi, saí correndo pela estação, fui curado por uma das médicas e um cara de preto que eu acho que é alguém pago por aquele cara ali para me sequestrar me apagou. É isso - disse isso apontando para Charles Baudelaire, o garoto rico provavelmente não ouviu dado que Chester e Gabi conversavam baixinho, entretanto quando viu ser apontado disse - É bom ver que ainda está saudável, Lewis - Chester olhou para ele com cara de desprezo enquanto refletia "Filho da P***! Ele me fez lamber o chão e agora fica aí nesse sacarmo", naquela situação ele já não tinha mais medo, pois havia olhado em volta e visto alguns amigos dentro da cabine com ele, desvantagem numérica não era problema, então disse - Sim, muito saudável, mas da próxima vez me avisa quem do casal sabe usar a varinha para eu apagar a pessoa certa - disse isso olhando para Isadore.

Gabriella Alleborn parecia maquinar para entender o que acontecera, enquanto isso Kayra começava a fazer um teatrinho típico de sonserinos, foi o tempo suficiente para Alleborn chegar à conclusão de que algo deveria ser feito e caminhar até Isadore dando-lhe um tapa no rosto seguido dos dizeres - Fica o aviso - Chester não acreditava naquilo, a grifinória que odiava ele desde o segundo ano acabava de tomar suas dores, enquanto ficava perdido refletindo sobre a atitude da garota, Charles levantou e disse - Se fizer isso de novo, vai ficar sem a mão - Chester sentiu que era obrigado a retribuir o favor feito por Alleborn, mas antes de conseguir Isadore disse - Fica o aviso - após isso ainda sentado apontou o dedo para Charles e disse - Arranca a mão dela que eu arranco seus olhos e faço de vocês um casal cego - tentando fazer um tom ameaçador que acabou saindo bem neutro até. O sangue ia começar a descer, estava com a mão no bolso da mochila tateando ele em busca da varinha, contudo o professor Coen tentou manter a ordem - Ok, acabou a zona, todo mundo abaixando a crista[ - Chester rapidamente percebeu que o professor deveria ter recolhido as varinhas e ainda estava sentado quando Coen empurrou Charles e Gabriella.

- Por mim vocês podiam muito bem se matar. Se duvidar, era até um jeito de animar a viagem: fazer uma roda, jogar um lápis no meio e ver quem sobra. Garanto que a escola teria menos prejuízo, a longo prazo. Mas infelizmente parece que eu também tenho que garantir que vocês cheguem vivos em Hogwarts - Chester ouvindo o discursso e fazendo a contagem de alunos de cada lado pensou "É até uma boa ideia, eu tenho certeza que eu levo um comigo", mas logo parou de pensar nisso, pelos comentários do professores era óbvio que todas aquelas pessoas ali presentes estavam lá por detenção, sendo assim o garoto ficou curioso sobre o que Charles teria feito para dividir o espaço com ele, Lewis imaginava que ele estava ali por ter coagido ele, contudo não fazia mal perguntar - Professor! - viu Coen se virar para ele ainda meio impaciente - Por que o monitor da Corvinal tá aqui junto com os detentos? Ele fez algo de errado além de se deixar ser apagado por um aluno dois anos mais novo? - a última frase claramente foi dita em um tom de ironia. Chester percebeu um leve sorriso no rosto que falou surpreso - Ooooh, espera um pouco - o riso fechado se abriu em uma breve gargalhada, ele continuou - Quer dizer que nós estamos aqui reunidos nesse amor todo e vocês nem sequer sabem direito como cada um conquistou esse privilégio? Ah, que isso, não pode! - aproximou-se de Chester e deu-lhe um tapinha no ombro, o garoto ainda sem entender esperou ele prosseguir - Pergunta pertinente, moleque. Vamos ver se você continua assim nas aulas.

O professor foi até a mesa onde estavam servindo petiscos, pegou um deles, voltou até o seu pufe e começou a ler uma espécie de "lista criminal" que provavelmente haveria recebido do grupo de aurores - Alleborn, Gabriella: briga e disparo de feitiços na plataforma. Falta de criatividade, hein? Mas ok, vamos lá... - Lewis olhou para Alleborn com um rosto que dizia claramente "Eu não esperava menos dela" e seguiu atento aos dizeres do professor - Baudelaire, Charles... Não, me deixa fazer suspense aqui, porque a pergunta era sobre você - Chester fez um "Ahhh, que pena", mas deixou o professor seguir - Baudelaire, Isadore: uso de arte das trevas - Chester olhou para ela ainda sério vendo a marca do tapa no seu rosto e interrompeu rapidamente levantando o braço direito dizendo - Em mim por sinal - o professor deu uma olhada e continuou - Leigh, Kayra: destruição de portas e ferimento de aluno. - "OMG! Aquelas explosões foram feitas por ela? E ela ainda se acha no direito de fazer esses discursinhos?" pensou ele sem soltar uma palavra ou expressão, Coen prosseguiu - Lewis, Chester: venda ilegal de produtos trouxas e estuporar um aluno – que eu estou supondo ser o nosso monitor aqui, certo? Hm - Chester fez um aceno positivo com a cabeça como se aquilo fosse um motivo de orgulho para ele, não estava arrependido e se pudesse teria feito pior, o professor já estava quase terminando a lista - Pointer, Elliot: explosão de latas de refrigerante no corredor. Wolfsbane, Mimi: uso de feitiços que podiam causar cegueira - olhou para os amigos com um sorriso no rosto, eles fizeram aquilo para salvá-lo e conseguiram, tinha uma dívida enorme com os dois e iria pagar no que eles precisassem.

E agora... Baudelaire, Charles: tentativa de incêndio - a maioria no recinto fez uma cara de espanto, Charles então era o motivo do expresso ter sido parado? Ninguém havia se importado com toda a humilhação pública que Chester passara? Isso não podia ficar assim, Maor finalizou dizendo - Mas é ou não é um time e tanto que temos aqui? - Chester levantou a mão direita, o professor apenas apontou para ele em sinal de "fale", o garoto então levantou-se e começou - Eu não sou entendido de leis bruxas igual essas sonserinas que eram de durmstrang, mas eu sei que fui coagido e humilhado publicamente, além de ser alvo de magia negra por aquela garota ali que quase fez eu perder o braço – apontou para Isadore - quais são as medidas jurídicas cabíveis para isso? Eu sei que errei vendendo bebida trouxa no expresso, mas essa é a única maneira que eu tenho para comprar meus livros de feitiços avançados e eu só estuporei ele em legítima defesa – apontou agora para Charles - lamber o chão não é nada agradável - Lewis tentava esboçar um rosto que pudesse fazer as pessoas sentirem pena, mas o máximo que conseguia era uma feição de assustado (exatamente a imagem do avatar).

Spoiler:
Após acordar ainda meio tonto, Chester conversa um pouco com Gabriella sobre o que poderia ter acontecido, a garota explica tudo e uma discussão se instaura no expresso. O professor Coen faz com que os alunos parem de discutir, Lewis pergunta o motivo pelo qual Charles estava no expresso e o professor então começa a listar os delitos cometidos por todos, um a um. Após isso Chester sentindo que sua humilhação foi ignorada começa um discurso.
OFF¹: Então, só combinei com o Coen, faltou a Gabriella, mas ontem a noite ela deixou claro que teríamos uma conversa similar a essa, sendo assim os únicos pontos sujeitos a mudanças são as primeiras falas
OFF²: Tentei inserir falas do Chester no meio das outras falas que já haviam ocorrido, não recebi PM de ninguém então me meti à força. HDSUHSA³

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Re: Vagão dos Professores

Mensagem por Gabriella Alleborn em Qua Ago 15, 2012 4:36 pm

Vagão dos Professores
13h da tarde (acho), pouco depois da saída do trem.


Largada no bando de uma cabine qualquer, tendo tido basicamente tempo para jogar suas coisas embaixo do referido banco, segurando a vassoura pela mão (afinal, ela não confiava de estar dormindo sozinha numa cabine, tinha sono pesado, muitos inimigos e ele não levariam sua vassoura) e no máximo dez minutos de descanso, Gabriella teve o enorme desprazer de começar a escutar gritos desesperados que nada tinham haver com ela. Tentou ignorá-los por mais longos cinco minutos, a cabeça quase explodindo de raiva e os olhos com pesadas olheiras, mas finalmente sua consciência, absolutamente ciente que havia gritos demais mesmo sendo a estação e o trem que levava crianças de todas as idades, a fez levantar, abrir a porta da cabine – deparar-se com um bocado de gente correndo para as saídas – e colocar a cara para fora da janela do corredor.

Ela olhou o ambiente, com os olhos semicerrados. Havia uma fumaça negra tomando conta da estação, crianças chorando, pais com cara de paspalhos e em meio a gritos desconexos ela ouvira a palavra “incêndio”. Ainda ficou mais alguns segundos parada, esperando ouvir algo mais útil, com pessoas quase a empurrando pra fora da janela do trem, pelo desespero, antes de desistir. Entrara novamente na cabine, conferira a varinha no bolso, e pegara sua vassoura (o que ressalta dois pontos: novamente, Gabi jamais abandonaria sua vassoura, segundo, ela ambidestra, estava duplamente armada). Maldição, ela gostava de lutar, mas daí a ter seu sono interrompido duas vezes – ambas após eventos categoricamente estressantes – num dia só, era demais.

Saiu andando pelo corredor, indo de vagão em vagão, já que sim, o melhor jeito de resolver a coisa era ir direto ao foco. Ao que caminhava, os vagões ficavam mais vazios e a fumaça parecia mais densa. Ajudou cinco ou seis crianças choronas sem presença de espírito entre 11 e 12 anos a sair do trem, no percurso, e chutara alguns maiores para fora, porque barravam as portas, atrapalhados com suas bagagens, impedindo a saída dos outros.

Não demorou muito e estava tossindo. Levantara a camisa ligeiramente, cobrindo o nariz: “Arranjem-me um capuz e eu encarno a kunoichi.”, pensou, lembrando das aulas que tivera sobre a cultura do Oriente com Elliot (um grifinório que juntamente com a irmã, Fae, eram praticamente irmãos mais novos de Gabi).

Seu caminho fora interrompido por um bando de caras vestidos com o uniforme que ela sabia de cara ser do Esquadrão de Aurores, embora fosse um que não era muito conhecido. Sua tia, mãe de Anna e Anthony, fazia parte do Esquadrão “normal” ou o que quer que fosse. E uma ligeira ideia de que deveria ficar em pânico começou a surgir em sua mente, antes que seu corpo pudesse agir. Se os aurores estavam envolvidos não era um simples incêndio. E se sua tia estivesse por ali, ela estava completa e fatalmente ferrada. O que não ouvira do avô sentiria na pele, da tia.

Eles a expulsaram do trem quando ela pisara no vagão ao lado do que havia ocorrido o incêndio (“Ok, ok, estou saindo. Sou inocente dessa vez, juro.”, dizia ela, com uma mão e uma vassoura para cima), provavelmente para averiguar o local. O que até fora proveitoso, porque esbarrara em Anthony na mesma hora: Não teria caído , apesar do impacto forte que é tomar uma rota de colisão com um armário loiro e lindo, mas certamente foi boa a sensação de estar sendo salva pelos braços de seu amado, abraçando-a pela cintura.

Sua reposta ao “Cherie!” claramente aliviado do rapaz fora:

- Mas que bosta está acontecendo que chamaram os aurores? – Questionou o loiro que, segurando sua mão, começara a lhe arrastar pelo caos que estava a plataforma, provavelmente procurando alguém.

- Além da cisma em colocar fogo nas coisas? – Respondeu, com uma expressão sarcástica que só ele sabia fazer: erguendo a sobrancelha e dando um sorriso irritante que era sedutor mesmo assim. Alguma coisa em Gabriella sabia que ele estava mordido com alguma coisa que acontecera. – Não sei ainda, mas se nossos avós ainda estiverem na plataforma devem saber. – Engraçado é que ele parecia mais calmo com a segunda parte que com a primeira. Absurdo.

E não fora difícil achar quem estavam inconscientemente procurando: Anthony colidira com todas as forças – de propósito – com que Gabriella imaginara ser a bunda de Anna, mas na verdade era o pedestal que estava segurando-a. Michael colocara a namorada nos ombros e saíra levando-a como se fosse um saco de batatas com as pernas se balançando sem motivo algum, porque, bem, a batalha já estava perdida. Embora parecesse manter uma expressão contente pelo feito – pelo menos até ter que se equilibrar com todas as forças para não cair para trás e fazer Anna dar de cara com o chão – cuidava para que as pessoas não olhassem demais para a menina, ameaçando-os com o olhar e a varinha que havia na outra mão.

As entranhas de Gabriella reviraram. Ela odiava profundamente quando Anthony fazia isso com ela. E pelas histórias que ouviam de seu avô, era genético.

Michael xingou alto Anthony, até aliviar sua raiva com alguma coisa que escandalizaria as pessoas ao redor, se elas não estivesse em pânico. Quando achara que era o suficiente, recobrou a consciência de que não poderia perder tempo e disse:

- Não acredito que tudo isso tenha sido por ele.

~~~~~~~~~

Finalmente estavam em relativa paz. Os quatro netos do renomado Inominável (isso soa engraçado) Hathway estavam em uma rodinha, debatendo sobre o que raios acontecera. Michael – no qual Gabriella estava a fim de dar umas vassouras, para varinhas – e Anthony parecendo um tanto retraídos quanto o assunto. Gabriella sentia que o Blanche escondia algo, mas não tivera tempo de interrogá-lo.

Um bando de aurores e um cara barbudo que não parecia ser ninguém importante, mas aparentemente liderava o grupo, marchavam em sua direção. Por onde passavam, atraiam olhares dos passantes consigo. Todos os pelos da nuca da garota se erriçaram: estava enrascada. Mas como a imprudência monstruosa coragem da garota, por felicidade, sempre falava mais alto, ela estufara o peito, assumindo uma posição de defesa imediata.

- Eu não fiz nada pra ir pra Azkaban! Podem ir todos dando meia volta! – Despejou, quando o líder da Comissão de Abate estava próximo o suficiente para ouvi-la. A mão direita da menina indicando que poderiam voltar para o lado do qual vieram.

- E pra meu profundo desgosto, eu não posso te mandar direto pra lá. – Disse o Carrasco-Mor, com um tom de voz de quem realmente mandá-la-ia até pro Inferno, se fosse para ter menos trabalho. Não o culpava por isso, ela não gostava de facilitar a vida de ninguém. – ... E você é...? – Como a menina não iria soltar a informação tão fácil para desconhecidos, por isso o homem teve tempo de olhar o que quer que fosse, na prancheta que carregava. – Ah. Certo. – Disse após alguns segundos (com o sorriso que os sentidos experientes de Gabriella diziam ser muito sonserino, e isso normalmente significavam a existência de socos em futuros não tão distantes), para completar em seguida com um seco “Anda.” que consistia em uma mensagem completa escrita em termos jurídicos que no final das contas só queria dizer “Se f****, HAHA”.

É claro que com a grande percepção que Gabriella tinha, a coisa que mais a chamara atenção nisso tudo fora a prancheta e o que supôs que havia nela.

- Pera, você me conhece? Eu já tenho ficha no Ministério? – Questionou a menina, os olhos ligeiramente mais abertos, parecendo ter recebido um belo presente – primeiro daqueles dois dias trágicos.

Olhou para trás, vendo a cara de pânico dos Blanche e a de Enfim me livrei de vocêbem feito” de Michael. Merlin, eles não haviam entendido a beleza da coisa: ela, Gabriella Alleborn, tinha uma ficha no Ministério da Magia. Ela tivera seus feitos reconhecidos! Tinha dado, aos 15 anos, um passo para o reconhecimento da sua luta contra a opressão! Dali para frente só precisava expandir sua reputação e viraria um ícone. Em dez anos seu nome estaria no Hogwarts, Uma História, como inimiga pública da ordem (sim, porque todos os poucos trechos que ela lera dos livros de história da magia didáticos eram tão pragmáticos que ela não entendia como já não haviam matado os autores de porrada por tanta falta de percepção da realidade*).

Voltou-se para o barbudo, já tentando negociar os termos de rendição. Sabia que não ia pra Azkaban, não tinha cometido nenhum crime grave (a não ser matar um pufoso e umas plantas nas aulas de herbologia... E pisar no calo de estimação de Cooper, num estouro de raiva do velho resmungão.), que de mal poderia lhe acontecer? Além do que, ele definitivamente não parecia ser um cara disposto a qualquer coisa. Ela poderia tirar proveito disso.

- Pra onde você vai me levar dá pelo menos pra dormir? – Perguntou, sua mente instantaneamente entendendo que provavelmente onde quer que fosse, aquele seria o lugar mais seguro para recuperar seu tão perdido sono. E a melhor parte: como tinha um sono pesado, eles provavelmente não conseguiriam acordá-la. Seu despertador era um loiro ambulante e ninguém desconfiaria daquilo... Não pelo menos ninguém que não a conhecesse profundamente.

- Espero que sim, porque eu preciso de um cochi— – Apesar do ligeiro sarcasmo na voz, Gabriella não deixara de notar que eles tinham pelo menos um interesse em comum. Oba, ganhara uma carta. – ah, desculpa. A pergunta é se você vai poder dormir? Hmm... – E ele coçara o queixo, obviamente fingindo-se pensativo. Não sabia se era pela confiança que ela inspirava, mas ele já ia andando na frente. Gabriella despediu-se da família com um rápido sorriso maroto, deixando sua vassoura muito bem guardada com Anthony, e teve que dar uns passos a mais para acompanhá-lo. – Improvável.

A grifinória suspirou alto, demonstrando toda a sua descrença na resposta. Aos seus olhos, improvável significava “com certeza”. Ao passo que Impossível significava “morra tentando”.

- Essa palavra numa foi empecilho.

Em certa altura, o homem solicitara sua varinha (que Gabriella entregara tranquilamente, porque afinal ela sabia resolver seus problemas com ou sem ela mas se ele tivesse pedido sua varinha, ela iria ou correr ou tentar estuporá-lo) e indicara um auror para acompanha-la até a cabine dos professores. Ela convencera o rapaz a permitir que pegassem suas coisas, que haviam ficado em alguma cabine do trem. Demoraram quase vinte minutos procurando a maldita cabine. Na confusão, simplesmente a memória de Gabriella insistira em esquecer onde diabos era... Para sua sorte, a cabine estava ocupada apenas por primeiranistas saltitantes que se assustaram a beça quando viram uma loira mais velha entrar com um auror em seu encalço.

Chegando ao espaço reservados aos professores (havia uma plaquinha de ouro na porta, indicando) notara duas coisas: a primeira, Mimi Wolfsbane, uma grande amiga de travessuras, estava lá também o que era bastante reconfortante porque teria alguém em quem confiar (embora a primeira vista não tivesse certeza se a menina fora atropelada por uma manada de centauros ou se peço professor encapetado de Defesa Contra as Artes das Trevas); a segunda era que o mundo era absurdamente injusto e aquilo lhe causava um ódio profundo. Os professores dispunham do vagão – sim, um vagão inteiro – mais luxuoso que ela já vira na vida. Tinha de tudo: de confortáveis poltronas circulares à um sistema de refrigeração, além de algumas portas que ela supunha que se as abrisse iria se indignar mais ainda. A única coisa ruim era a música clássica que a colocaria para dormir em menos de cinco minutos.

(E os alunos lá... Crianças jogadas a própria sorte em espaços limitadíssimos, impossíveis de descansar – a viagem para a escola durava praticamente um dia todo –, sofrendo de acordo com o clima e tendo de desprender-se de alguns galeões para ter direito a alimentação descente. Quem era o filho de uma mãe que regulava a distribuição do orçamento para a escola?)

Mimi retirara-se por alguns longos momentos para voltar à normalidade (até lhe pediu umas roupas emprestadas, o que ela só fez quando pôde abrir seu malão na segurança do banheiro, porque... Ern) e nesse meio tempo juntaram-se a elas Chester “Presunto” Lewis, um corvinal que era alvo da maioria das ideias que Gabriella tinha para ferrar alguém, Elliot Pointer, um carinha sem igual que estava na lista de Gabriella de “melhores companheiros de aventuras” e uma trupe sonserina, amigos de seu irmão e de seu namorado, que só dava desgosto. Gabriella jamais entenderia, por mais cruéis que fosse os dois – quando queriam –, porque andavam com aquele tipo de gente que tinha pose demais e miolos de menos.

Não se surpreendera em ver o corvinal apagado: do jeito que era covarde, capaz de ter feito alguma besteira e ter sido apagado por isso (Gabriella podia dizer aquilo por experiência). Sua primeira ação fora cutuca-lo o mais forte que podia, aos sons de “Acorda, Presunto!”. Ao que parecia, tinha funcionado, porque ele abrira os olhos a chamando de Anjo da Morte (e levara um cascudo final por isso).

- Aqueles caras de pretos eram pistoleiros dos Baudelaire que vieram sequestrar a gente? – Perguntou Lewis e Gabriella respondera “Idiota.”, ignorando a cara de Chester. Mas a informação “pistoleiros dos Baudelaire” fora captada e mandada para a caixa de “Não Esquecer” em sua mente, que só era aberta quando seu cérebro tinha vontade...

Não puderam conversar nada por hora, porque o mensageiro da morte barbudo que viera lhe capturar resolvera que já era de passar o sermão.

- Olha só... Acho que todo mundo aqui tem idade suficiente pra saber a asneira que fez - aliás, parabéns. – Ele bateu palmas, Gabriella deu os ombros. Estava para chegar o sermão de professor que iria lhe culpar ou lhe frear de alguma forma. – Ser fichado pelo Ministério antes da maioridade não é pra qualquer um. – E aqui um ligeiro sorriso se formara na sua cara enquanto pensava “Eu sou o prodígio que salvará o mundo, é justo.” – Mas a questão é: vocês já estão encrencados e eu - um otimista nato, vejam bem - tenho fé de que vocês não são estúpidos o bastante pra querer piorar o caso. Então, de agora em diante, todo mundo pianinho, apreciando a paisagem pela janela, ou o que for.

Gabriella novamente dera os ombros e colocara os braços atrás da cabeça, encostando-se no apoio da poltrona. Sua cabeça refletia um bom modo de expulsar pelo menos os sonserinos, para que fosse capaz de deitar e dormir até chegar a Hogwarts, ou sinceramente acabaria babando em seu prato. Elliot parecia morrer de tédio enquanto ela começava a conversar baixinho com Chester, questionando-o porque diabos viera parar ali.

- Ok, eu lembro que fui vender coca-cola – Gabriella esperava que as latas estivessem bem, porque ela estava precisando e algumas. Era viciada na bebida. – porque na cabine dos 'riquinhos idiotas', daí eu fui intimidado e coagido, quando eu estava saindo aquele garotão ali estourou minha paciência e eu apaguei ele – A menina ergueu a sobrancelha aqui, tentando processar se Chester estava tentando tirar com a sua cara. Ela nunca o vira reagir a nada. Se bem que diziam que Chester era bom duelista e estuporar um amigo de Michael não deveria ser complicado. – , depois disso a louca da namorada dele usou magia negra em mim...

Todo o resto da fala se perdera. Das batidas na porta até o choro ridículo de sonserina. Sua mente entrara num estado de torpor que a desligara do mundo.

Não haveria palavras para descrever o ódio que se apoderara da menina na hora. Normalmente ela não se importava com estado de Chester, mas jamais aceitaria que qualquer um tivesse atentado contra o bem-estar de quem quer que fosse usando magia das trevas. E, por mais que não admitisse para si mesma, Chester era uma pessoa boa, mesmo com defeitos imperdoáveis aos olhos de Gabriella, mas se enquadrava no grupo de Amigos. E atacar seus amigos daquela forma era um bom modo de ganhar não apenas uma encrenqueira, mas uma inimiga.

Jamais perdoaria a menina Baudelaire. Quando escutava histórias assim a única conclusão que chegava é que a pessoa não tinha a menor noção do que eram as magias proibidas e o motivo delas serem repudiadas. Ela sabia, seu pai fazia questão de tentar lhe ensinar a se “defender adequadamente”, segundo ele. E quanto mais sabia, mas repudiava... Magias proibidas anulavam qualquer chance de recuperação do alvo, causavam dores inumanas, transtornos irreversíveis, e, principalmente, tiravam qualquer forma de liberdade do individuo. E não havia pecado maior do que forçar as pessoas a sua vontade.

Gabriella treinava sua mente incansavelmente para resistir a todo tipo de tortura mental e dor que pudesse lhe acertar: sabia que um dia precisaria disso, porque sua forte ideologia a levava por caminhos sem volta, que embora não demonstrasse, a menina tinha o mínimo de consciência de quais eram. Mas não poderia realmente cobrar a mesma postura dos demais, portando sua batalha real era contra quem provocava aquele tipo de coisa.

Parte de seu treinamento era continuamente lembrar-se das palavras raras de seu pai lhe dirigia, mas que pretendiam ter o peso de mudá-la completamente: “Se um dia quiser vencê-los, terá que agir como eles. Não há dor maior do que ser atingido pelo próprio veneno: as pessoas não se previnem contra si mesmas.”. Recusava-se com todas as suas forças a se submeter aquilo: jamais iria agir contra os seus sentimentos, jamais iria se submeter a jogos, sacrificando sua liberdade para sujar ainda mais o mundo.

Num mundo onde as pessoas boas achavam que deveriam que se submeter a coisas que não queriam, ela seria a carta que daria o exemplo e daí toda a sua rebeldia, aparentemente motivada apenas por impulsos infantis. Ela queria ser o furacão que mostraria que há uma segunda escolha. Seria igual a sua mãe, confiando em si mesma e em seu coração. Certamente iria cair, mas cairia com honra, ciente de que tudo que fizera limpara sua consciência.

Chegará a hora em que você também não poderá suprimir sua maldição.

A voz do pai ecoou por sua mente, finalizando suas reflexões subconscientes de ódio, ao mesmo tempo em que um tapa realmente forte, com todo o peso de sua mão e braço, estalava na cara da sonserina cega. Não era certo bater em pessoas que não tinham como se defender, e cegos, por mais espertos se sensitivos que fossem, não eram dotados de superpoderes, por outro lado, ter dificuldades físicas ou mentais jamais justificaria a crueldade. Pelo contrario, uma pessoa que tinha deficiências deveria saber melhor do que ninguém o terror de se sentir incapaz de algo. E Gabriella acreditava que as pessoas eram capazes de mudar e se desprender das coisas que as faziam medíocres (em todos os sentidos), se não haviam superado isso era porque mereciam serem tratados como lixo.

- Fica o aviso. – Completara. A voz carregada de uma seriedade que seus colegas não deveriam ter notado, mas era peculiar. Um aviso velado de que ela estava sendo vigiada e o próximo passo seria pior. Ela pagaria o preço de bom grado, se fosse para livrar aquele tipo de gente do mundo.

O Baudelaire macho – corvinal por algum motivo jamais comprovado, porque sequer vira-o provar-se inteligente uma única vez, em todos aqueles anos – levantara-se logo em seguida para encará-la. Defender a coisinha nojenta que agora lhe dirigia caretas, mostrando-se completamente sem arrependimentos, e consequentemente cavando para sempre uma espada de rancor e ódio no coração da grifinória.

Abrira a boca para responder ao Baudelaire, a mão preparada para encher de sangue a cara daquele quase andrógino que ela mesmo não sendo forte era capaz de derrubar com um chute, mas a gratificante surpresa de pela primeira vez na vida presenciar Chester agindo como um homem lhe desligara um pouco da nuvem negra de pensamentos que pairava sobre sua cabeça.

- Arranca a mão dela que eu arranco seus olhos e faço de vocês um casal cego – Disse ele. Gabriella oferecera-lhe um sorriso realmente sincero de surpresa e um certo orgulho da atitude. E iria incrementar a coisa... Até que o barbudo milagrosamente se lembrara de que era professor. O que até foi bom, porque Gabriella não tinha medo de ser atingida por feitiços nem de aurores.

- Ok, acabou a zona, todo mundo abaixando a crista. – Disse, batendo palmas e indo até os três. Isso não interrompera o fluxo de pensamentos de Gabriella, mas a deixara com a sensação de perigo enquanto ele forçava o Baudelaire a se sentar. – Senta aí, moleque. E você – voltou-se para ela, que na verdade ainda mantinha os olhos na Baudeleira fêmea. – tá lembrada do que a gente falou sobre Azkaban? Mais uma dessas e você vai acabar querendo ser mandada pra lá. Vai se sentar. – E sentiu a mão pesada do homem sobre seu ombro, a empurrando para o estofado, absolutamente sem delicadeza nenhuma. Gabriella simplesmente ignorou a menção a Azkaban por motivos já citados. – Por mim vocês podiam muito bem se matar. Se duvidar, era até um jeito de animar a viagem: fazer uma roda, jogar um lápis no meio e ver quem sobra. Garanto que a escola teria menos prejuízo, a longo prazo. Mas infelizmente parece que eu também tenho que garantir que vocês cheguem vivos em Hogwarts.

Gabriella não estava processando muito bem as coisas no momento, por isso as ironias do professor resvalaram em sua mente, enquanto ela cruzava os braços, seu humor passando longe de estar nos melhores dias. Chester resolvera animar as coisas questionando porque todos estavam ali e tudo que ela escutara fora ele dizendo que ela não tinha criatividade no caso da plataforma (o que ela não contestou, porque nisso ele a mais completa tinha razão) e que Charles Baudelaire resolvera que era um bom dia para fazê-los experimentar o inferno. Ela automaticamente o colocara na mesma lista da parente cega e fechara os olhos enquanto a conversa na sala prosseguia.

Post um cocozinho, perdão os erros.
É que têm pessoas que sofrem de síndrome de
trasgo, e só atropelam as coisas.
Mas como são elas que vão passar mal lendo
(ou não, tanto faz), eu não estou nem aí. <3

-

Were you born to resist or be abused? / I swear I'll never give in / I refuse
(The best of You – Foo Fighters)

SUNDAY, BLOODY SUNDAY / ANNA E MICHAEL: SOLUÇÃO DEFINITIVA. / ELQWUQUHSA DOLBEN... / ... and all the wounds are reopening again.

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Re: Vagão dos Professores

Mensagem por Molly MacDowell em Qua Ago 15, 2012 9:18 pm

Aquele dia estava ficando cada vez mais estranho, e aquelas pessoas também.

Primeiramente, tudo que Molly disse foi solenemente ignorado, e os invasores de sua cabine conversaram longamente enquanto ignoravam sua presença. Até mesmo Morag parecia ter esquecido que a jovem MacDowell estava na cabine, e roía a gravata de Elliot como se não houvesse amanhã.

Em segundo lugar, depois que a menina abriu a saída de emergência, por alguma razão obscura, o espírito ruivo que estava do lado de fora foi puxado para dentro, permaneceu alguns segundos na cabine com um olhar ligeiramente confuso e, em seguida, o espírito e Elliot se retiraram pela janela. O menino ferido e a moça de cabelos negros permaneceram na cabine, pois o garoto cismou que queria entrar no vagão em chamas. A moça, porém, indignou-se com essa atitude e o empurrou para fora do vagão, se retirando também logo depois. Molly cogitou fingir que tudo aquilo nunca acontecera e só permanecer na sua cabine, mas a ausência da janela tornava isso um pouco complicado. Ela bufou e revirou os olhos, mas resignou-se a guardar sua gaita de foles na bolsinha de couro de dragão, juntar seus pertences e descer novamente à estação lotada.

A plataforma parecia ainda mais caótica que antes, e Molly se perguntou se as pessoas suspeitas de roupas pretas que circulavam por ali e falavam com seus próprios pulsos teriam algo a ver com isso. Ela olhou ao redor. Não via Elliot, nem Morag, nem o espírito, nem ninguém do vagão. À sua volta, ouviu pessoas comentando que a partida do trem seria adiada. A menina estava sozinha, desorientada, confusa, sem vagão e não fazia ideia do que fazer em seguida. Vir para Hogwarts estava começando a lhe parecer uma péssima decisão. Molly sentou no chão e fechou os olhos, respirando fundo. Permaneceu algum tempo dessa forma, seu único movimento perceptível sendo o da respiração, até que...

- Não se preocupe, moça. Vai dar tudo certo. Quer um bolovo?

- LADRÃO DE ESQUILO!!! – A cabeça de Molly virou-se tão rapidamente para a direção da voz, que seu pescoço estalou. A menina se levantou da forma mais veloz que conseguiu e quase esbarrou no espírito ruivo (que, agora, olhando assim de perto, não parecia realmente um espírito).

Antes que ele pudesse se defender, porém, um homem alto e grande surgiu ao lado do rapaz. Molly estava se perguntando o que raios era um bolovo, quando o homem disse que Elliot deveria acompanhá-lo. A garota ruiva (parecia, de fato, ser uma menina) apertou o braço do garoto, parecendo assustada, antes de deixa-lo partir.

As meninas observaram o homem conduzir Elliot de forma um tanto brusca através da multidão. Nas costas de Elliot, pendurado pelos dentes na parte de trás da gravata e ainda roendo a mesma, estava Morag, que acenava entusiasmado para Molly.

- ELLIOT! DEVOLVE O MEU ESQUILO! – o fato das mãos do jovem parecerem meio imobilizadas não amenizava e raiva que começava a crescer na escocesa. Virou-se para a outra menina ruiva e disse, de supetão - Meu nome é Molly MacDowell, prazer.

- Pointer, Fae Blake Pointer! - respondeu Fae Blake Pointer, ainda meio desorientada.

- Nós precisamos ir atrás dele, você está me entendendo? Morag é meu único conhecido por aqui! Mato todo mundo aqui a dentadas se alguma coisa acontecer com ele! – Molly estava tão alterada, que nem dera a devida atenção ao fato de Fae também apresentar um sotaque escocês, ou ter o mesmo sobrenome de Elliot.

- Sim! SIM! Nós TEMOS que ir atrás deles! E nós vamos, mas segure ai esse negócio de dentadas! – ela se virou para olhar Molly nos olhos - Deixe as dentadas para os sonserinos que fizeram essa bagunça toda! Foram eles que fizeram você se separar do seu er...conhecido! Vamos, vamos descobrir para onde estão levando o Elliot!

Fae então afastou-se um pouco, e pareceu tentar ouvir a conversa de um grupo de pessoas. Um sapo, que pulara do ombro da garota, também parecia estar procurando informações. Não querendo explorar a menina e o sapo, ou se sentir inútil, Molly decidiu tentar descobrir algo também. Aproximou-se de duas meninas .

- Menina, você não sabe o que aconteceu! Eu tava no vagão, né, daí adivinha quem chegou pra falar comigo, perguntando como tinham sido minhas férias! Você não vai A-CRE-DI-TAR!

A escocesa revirou os olhos e chegou perto de outro grupo.

- Alguém aí aceita uma banana?

Andou um pouco mais.

- Como assim, um terrorista no trem?!?

Há! Isso, sim, parecia promissor!

Antes que pudesse ouvir mais, porém, Fae surgiu bruscamente ao seu lado, dizendo:

- Seguinte, colega! Levaram o Elliot para o vagão dos professores, então o plano é: embarcarmos normalmente e esperarmos o trem partir. Dai tentamos entrar lá por bem ou por mal! Então você recupera seu esquilo e eu troco duas palavrinhas com meu irmão. O que você me diz? Ah, você tem ai algo para comer? Faz parte do plano.

Ao ouvir a pergunta, Molly prontamente enfiou a mão no bolso do vestido, voltando com algo de mais ou menos 10cm de comprimento e 7cm de largura, envolto em um tecido laranja. A menina levantou uma parte do pano, exibindo parcialmente um alimento que lembrava bastante uma barra grande de... porridge.

~~~

Após terem despachado seus malões (Molly ficara apenas com sua mochila e Fae, com alguns objetos misteriosos), as ruivas se esgueiraram até um dos primeiros vagões. Quando estavam se aproximando do vagão dos professores, Fae fez um sinal para que Molly parasse de andar. O sapo pulou novamente da nuca da menina Pointer, e seguiu uma jovem loira, que bateu à porta e começou a fazer um discurso para alguém que Molly não conseguia ver, do ângulo em que estava. A escocesa também não conseguiu acompanhar tudo que a menina dizia – ela tinha um sotaque peculiar e falava bem rápido – mas identificou palavras como “Escócia” e “Amiga da Corte”. A resposta do homem, porém, pôde ouvir claramente:

– Olha só, querida... Acho que você não entendeu bem o que tá acontecendo aqui. Ministério? Custódia? Pff! Que isso. Os aurores estão aqui pra dar uma força, como no resto do trem. Os seus coleguinhas aqui estão sob a minha jurisdição – e não tem ninguém mais interessado nos direitos dos alunos de Hogwarts que o corpo docente, não é?

Prosseguiu dispensando a menina e fechando a porta.

O sapo de Fae retornou e a garota o guardou em seu... ahn... Molly não conseguiu entender onde exatamente o sapo era guardado, mas isso não era de grande importância, no momento. Fae andou determinada até a mesma porta onde a moça loira havia batido, e Molly a seguiu. Ela bateu na porta, que foi rapidamente atendida por um homem de uniforme preto. A jovem Pointer pediu para falar com um professor, e um homem que não parecia estar muito contente em vê-las aí apareceu à porta. Fae abriu um grande sorriso e disse, num tom meigo:

- Boa Tarde, Senhor! Meu nome é Fae e eu estou procurando o meu irmão, Elliot Pointer – Molly virou-se bruscamente para Fae, com os olhos arregalados, à luz dessa chocante revelação. Isso explicava muitas coisas. Ainda processando essa nova informação, a jovem voltou a encarar o professor, já que Fae não havia parado de falar – e me disseram que ele estava aqui. Gostaria de falar com ele e entregar o lanchinho que nossa mãe fez e está comigo para dividirmos. É que nós seguimos uma dieta rígida e o Elliot é cheio de alergias! Coitado! Ah, esta é a senhorita Molly, ela acha que o Elliot está com o esquilo de estimação dela e o quer de volta! Podemos falar rapidinho com ele?

Molly quis acrescentar que ela tinha CERTEZA que Elliot estava com Morag, e que ela gostaria que “roubo de esquilo” fosse acrescido à acusação do rapaz, mas, antes que pudesse abrir a boca, Fae fez uma cara semelhante à que a pequena Ishbel MacDowell fazia quando queria mais doces, e deu uma cotovelada leve em Molly, provavelmente para lembra-la de usar seu charme e carisma naquele momento crucial.

Sem saber exatamente o que fazer Molly moveu alguns músculos faciais, de forma que seu rosto passou de para .


Pois é, ela não era lá a menina mais carismática de Hogwarts. Mas pelo menos era limpinha.


Spoiler:
Molly e Fae B. Pointer (que não era um espírito, afinal) se aliam, traçam um plano para reencontrar Elliot, também conhecido como o Ladrão de Esquilos, e começam a colocá-lo em prática.

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Re: Vagão dos Professores

Mensagem por Fae B. Pointer em Qua Ago 15, 2012 9:20 pm


VI
Castiel abençoa as ruivas

"E então o apocalipse Zumbi começa assim?" - Fae perguntou a Elliot enquanto observava a movimentação na plataforma. A fumaça ainda sutil que havia atraído ela a janela da cabine onde os amigos estavam se transformou em um incêndio de grandes proporções e um portal se abriu dando passagem a um grupo de homens, mulheres e criaturas trajando o negro.

A caçula segurou a mão do irmão, não porque estivesse assustada, mas seu instinto previa confusão para ele que estava envolvido de alguma forma no que ocorrera dentro do trem. Elliot já havia contado a caçula por alto o que havia acontecido: Chester tentando ganhar uma grana na cabine dos sonserinos e bem... o resultado foi aquele. Certamente daria em detenção caso fossem pegos e ela queria manter o irmão longe das vistas de possíveis captores, então escolhia por onde andavam, na tentativa de passarem despercebidos. O que conseguiu por algum bom tempo.

Olhou para trás, em busca de Mimis, Chester, Aubrey e da outra ruivinha que estava na cabine. Não viu nenhum deles. Haviam se perdido na muvuca da multidão em polvorosa. Turdi estava curioso quanto a movimentação e , mesclando momentos de coragem a outros de medo, espiava e se escondia novamente entre os cabelos e o capuz de Fae. "Calma, Turdi" ela pensou e sabia que ele a entenderia de alguma forma "não vai acontecer nada demais. Está tudo bem". “Desde quando homens de preto aparecem quando as coisas estão bem? Melhor tomar cuidado para eles não apagarem nossa memória com um neuralizador!” a resposta do sapinho surgiu na mente da menina e ela não pode deixar de rir. Mas Fae sabia que algo não ia bem, um incêndio, ainda que no trem de Hogwarts, não atrairia a atenção de tantos aurores. Não! Bastaria os monitores e os professores que por ventura estivessem ali para contornar o estrago! Turdi estava certo, aquilo não cheirava bem!

- Hey Elliot, aquela não é a garota que estava com vocês na cabine? - perguntou apontando para uma Molly cabisbaixa mais a frente, sentada no chão.

O garoto fez questão de ir lá falar com a novata, apesar da insistência de Fae de continuarem se movimentando. E a menina não conseguiu reprimir que um " bem feito" saísse de seus lábios, quando Molly reagiu um tanto brava ao chamado do irmão. Já ia pedir que todos continuassem andando quando um homem alto e grande, que ela jamais tinha visto antes, os abordou e disse com um tom sardônico que Elliot deveria acompanha-lo. A menina apertou o braço do irmão, pronta a perguntar quem aquele homem era e porque ele se achava no direito de levar Elliot, mas o mais velho pressionou a mão dela e com um olhar acalmou seus ânimos já prestes a se rebelarem. Eram crianças, o cara era adulto. Pouco podiam fazer batendo de frente. Então ela soltou-o e observou o desconhecido leva-lo, seu cérebro quase fritando por debaixo da cabeleira vermelha, tentando desesperadamente encontrar uma solução para aquilo, algo que o inocentasse ou algo que pudesse libertar o outro Pointer! Ao seu lado ouvia a voz da outra escocesa.

- Meu nome é Molly MacDowell, prazer.

- Pointer, Fae Blake Pointer! - ela respondeu sem olhar para a menina. Tico e teco discutiam dentro da cabecinha da ruiva, com intervenções pontuais de Turdi para dar o tom de sensatez a conversa.

- Nós precisamos ir atrás dele, você está me entendendo? Morag é meu único conhecido por aqui! Mato todo mundo aqui a dentadas se alguma coisa acontecer com ele!

- Sim! SIM! Nós TEMOS que ir atrás deles! E nós vamos, mas segure ai esse negócio de dentadas! - Ela se virou para olhar a outra escocesa. Turdi se encolheu entre os cabelos vermelhos de Fae. Ele não gostava de dentadas. - Deixe as dentadas para os sonserinos que fizeram essa bagunça toda! Foram eles que fizeram você se separar do seu er...conhecido! Vamos, vamos descobrir para onde estão levando o Elliot!

Então Fae colocou seus ouvidos e olhos para trabalharem, se aproximando de um e de outro grupo, ouvindo o que aurores e civis diziam sem ser percebida (ou ao menos ela achava isso). Turdi também saiu para trabalhar e pulando próximo de um e próximo de outro, trouxe boas informações para as meninas. Descobriu que os aurores não estavam lá por conta da bagunça ocorrida na cabine dos sonserinos, mas por uma ameaça de bomba. Descobriu que havia um terrorista disposto a atacar todos os alunos de Hogwarts . E isso era sério, muito sério. Soube que o homem alto que havia levado Elliot era um dos professores, novato certamente, e que todos eles haviam sido descobertos pelas investigações dos aurores, que entregarem os alunos baderneiros à direção da escola para serem supervisionados de forma mais enérgica . E a informação de ouro: descobriu que todos os infratores fariam a viagem no vagão dos professores. Era tudo o que precisava.

Então se voltou para Molly e disse:

- Seguinte, colega! Levaram o Elliot para o vagão dos professores, então o plano é: embarcarmos normalmente e esperarmos o trem partir. Dai tentamos entrar lá por bem ou por mal! Então você recupera seu esquilo e eu troco duas palavrinhas com meu irmão. O que você me diz? Ah, você tem ai algo para comer? Faz parte do plano.

***

Seguindo seu plano Fae despachou sua mala do Gizmo, não sem antes retirar um pouco da agua benta para uma garrafinha menor e o Diário do caçador. Guardou ambos os objetos no bolso do moletom magicamente ampliado por dentro e também o pacote com o lanche de Molly. Dai aguardou até a saída do trem e se esgueirou em companhia da outra escocesa até a proximidade do vagão dos professores quando percebeu que uma sonserina ia pelo mesmo caminho. Parou e fez Molly parar também. Turdi entendeu que era sua deixa e pulando da nuca da menina, seguiu a loira se ocultando pelos cantos. Observou toda a ação que se desenrolou na porta e a forma pouco educada com a qual o homem que havia surrupiado Elliot tratou a outra garota. Esperou o sapo voltar e escondeu-o novamente atrás de seu pescoço, bem oculto pelo cabelo e o capuz.

Concluiu que a abordagem mais simples pensada por ela talvez funcionasse melhor e, junto com Molly, seguiu decidida até a porta. Bateu com vontade e aguardou o auror atende-la. Então pediu para falar com um dos professores. Quando alguém veio atendê-la abriu um sorriso de um canto a outro da orelha e disse.

- Boa Tarde, Senhor! Meu nome é Fae e eu estou procurando o meu irmão, Elliot Pointer, e me disseram que ele estava aqui. Gostaria de falar com ele e entregar o lanchinho que nossa mãe fez e está comigo para dividirmos. É que nós seguimos uma dieta rígida e o Elliot é cheio de alergias! Coitado! Ah, esta é a senhorita Molly, ela acha que o Elliot está com o esquilo de estimação dela e o quer de volta! Podemos falar rapidinho com ele?


E então a ruivinha fez sua habitual carinha de gatinho do Shrek, dando uma cotovelada de leve em Molly para que ela seguisse seu exemplo e tentasse não ameaçar ninguém com dentadas (pelo menos não por agora).



"O que aconteceu???":
Fae e Molly decidem entrar no vagão dos professores e dão inicio a “União das Ruivas Escocesas”. Elas observam de longe o dialogo entre Roxana e Coen, então resolvem fazer uma abordagem mais simples e tentam levar o satanás professor na conversa e obter permissão para entrar.
Que Cass as ajude!

-
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Re: Vagão dos Professores

Mensagem por Anna Blanche em Qua Ago 15, 2012 9:59 pm

Spoiler:
Anna está na sua nova cabine quando após um diálogo com seu namorado resolve ir checar se a prima está bem. No meio do caminho, seu nervosismo é duplicado pelo nervosismo de Alleborn. Ao notar as duas grifinoriana na porta, espera pacientemente pela sua vez


    Mirava a paisagem conjurada na janela da cabine sem realmente se ater ou apreciar o nível de magia exercido para um feitiço tão bem executado. A mão fechada apoiava o fino queixo, e era suportada pelo cotovelo no batente da janela de madeira.

    Madeira, fogo, confusão, aurores – detenção. Como alguém podia deixar as coisas chegarem àquele ponto, por vontade própria? Qual a graça, pelo prisma lógico, em gerar caos puro e simples? Caos é desordem e a mente lógica funciona por métodos, escalas, ordem – tudo o que aquela situação não era, naturalmente. Aquilo. Não conseguia adjetivar de maneira melhor, nada lhe parecia suficiente ou extremo o bastante.

    Tentava achar razão ali, um pingo de racionalidade ao menos, mas à analise de cada relato escutado, seja de seu irmão, seu namorado ou sua prima, juntando a tudo o que tinha visto, o conjunto parecia cada vez mais confuso e insensato. Desproporcional. Era de se estranhar que o intelecto não tenha sido utilizado em nenhum momento realmente. Trem com tinta a óleo, corredor estreito, alunos das mais diversas idades e professores a bordo. Isso não era uma boa mistura nem para o próprio Voldemort, o bruxo das trevas tinha atacado em Hogwarts afinal das contas, segundo qualquer livro bobo de História da Magia.

    Gerry Vakarian comentava algo, seus ouvidos começavam a se ater novamente a conversa, seu irmão perto da porta ainda estranhamente calado. Virou a cabeça na direção do comentário, arregalando os olhos azuis em uma clara expressão de descrença. Como era?

    - Trote? – questionou incrédula, repetindo a palavra para ver como soava. E só piorava quando proferida em voz alta por ela.

    Codi até onde a francesa sabia era um garoto esforçado, não tinha conseguido uma desculpa menos... Incoerente? E porque ele queria tanto proteger os envolvidos? Aonde, aonde Merlin estava a lógica, a boa e velha lógica em seu colega corvinalense? Porque tentar ser o querido dos professores ainda era razoável, acobertar um crime... Bem, era crime se for pelo prisma jurídico, e falta de caráter se for pelo prisma social.

    Meneou com a cabeça, sua têmpora começava a querer latejar, deixou o ar escapar pelos lábios entreabertos, o sinal mais claro de cansaço que se permitia mostrar. A falta de lógica que adornava a situação era uma afronta à qualquer um que buscasse razão – porque não foram atos racionais, não podem ter sido.

    Parou finalmente para mirar as pessoas na cabine, piscando algumas vezes ao notar um claro descontentamento entre a maioria dos presentes. Entreolhou-se com Michael, os olhos cinzentos, já menos nebulosos, expressavam a mesma falta de entendimento da quintanista. Encostou-se nele, que colocou um braço ao redor de sua cintura, procurando deixá-la mais confortável ao que a menina fechou os olhos, sua mente ainda trabalhando.

    Além da falta de lógica nos fatos que antecederam a partida do trem, atrasando o mesmo por sinal, o que era uma mácula em todo o tempo que o trem seguira para o castelo (a pontualidade era um dos aspectos citados em Hogwarts, uma Historia); ainda tinha o fato da sua prima, Gabriella Alleborn, estar em um vagão separado, com os professores e alguns aurores. E como se isso não fosse tudo, tinha descoberto que a loira tinha uma ficha, pelas barbas de Merlin, no Ministério da Magia!

    Franziu o cenho, seus olhos ainda cerrados, abraçando de lado o sonserino, o ligeiro biquinho em seus lábios se fez presente. Sentiu ele fazer carinho em seus cabelos com uma das mãos, enquanto com o braço ainda ao redor de sua cintura a puxava mais para ele; era um alivio encontrar um pouco de sobriedade e segurança depois de todos os eventos. Se encolheu um pouco, aproveitando a proteção e quase esboçando um sorriso.

    - Vai ficar tudo bem, sério. – a morena não via como isso ser possível. Irracionalidade nunca acabava bem, era contra as leis universais, a maioria dos seres pensantes sabia disso. – Nada que Gabriella não mereça, mas é uma Alleborn. Não existem muitas pessoas capazes de prender um Alleborn. – abriu finalmente os olhos, olhando para cima e dando um sorriso triste.

    - Ao menos por agora tudo está "menos pior"... – baixou o olhar, mirando o silêncio sepulcral ao seu redor. Gerry parecia um pouco insatisfeito, fixando seu olhar na janela, e Aidan também não parecia muito feliz. Sam e Adela estavam no seu mundo, mas o grifinório lançava as vezes olhares ofendidos pra Anthony, que por sinal ignorava a todos como lhe era peculiar, mas tinha um olhar centrado que não era nada bom – Quer dizer, fora o clima pesado aqui na cabine. – disse em voz alta com um sarcasmo quase ilusório. Aquilo dava uma boa idéia falando nisso – Por isso – desencostou-se de Michael a contra gosto, fazendo uma careta por sair do abraço. – Vou sair rapidamente e já volto. Acho que todo mundo aqui precisa de um pouco de glicose...- Vakarian pareceu se segurar para não dizer algo e pela cara, a francesinha achava que não deveria nem querer saber – Ou de uma feitiço pra acabar com o ar que separa todo mundo...

    - Vai aonde? – foi a pergunta pronta de Michael, naquele usual tom preocupado e ligeiramente enciumado. Anna sorriu abertamente, dando um rápido beijo no namorado antes de se levantar do banco, pegando o distintivo de monitora na calça jeans em seguida.

    - Dar uma volta pelo trem. – disse usando a voz etérea que era assinatura de sua avó, dando uma risadinha em seguida. – Não devo demorar muito. – emendou, tendo certeza que o sonserino acabaria contando os minutos e a travessia pelo trem demoraria um bocado. Colocou o distintivo azul reluzente na blusa branca, não perdendo o fato de que Alleborn estreitou os olhos.

    - Eu não acredito nisso, você sabe né? – Evidente. Não precisava recorrer nem aos seus dons divinatórios para isso, eles se conheciam muito bem, e às vezes sentiam até as mesmas coisas, oras. Anthony finalmente deu sinal de vida, revirando os olhos visivelmente enfadado, como também o usual e ela o ignorou por hora. "Claro que não acredita, afinal você me conhece." respondeu enigmática, abrindo a porta sem mais delongas e a fechando atrás de si em um movimento.

    Passou pela simpática senhora tricotando, a quem deu um sorriso simpático e educado, afagou os pelos dourados do cachorro, abaixando-se ligeiramente e prosseguiu na sua caminhada. Iria a cabine dos professores, tentar ver o estado físico de sua prima. Não precisava ser nenhuma gênia para saber como estava o psicológico dela, mas queria que a loira ao menos soubesse que eles já estavam bem e instalados, e nada como saber pela própria Alleborn se ela estava bem. Não era novidade nenhuma elas se tratarem como praticamente irmãs.

    As mãos dentro das luvas de veludo começaram a suar frio, ao que ela suspirou audivelmente. Michael; ele estava nervoso e o que é pior, a estava deixando nervosa por consequência. Como se já não bastasse a visão de alguns aurores com uma aparência pouco amigável, conforme ia avançando pelos vagões, ainda tinha isso! Sabia que o namorado ficava preocupado com sua ausência, mas... do que estava falando? Se preocupava com o alemão tanto quanto.

    Parou um pouco distante, ao notar que já havia pessoas na porta. Apertou as próprias mãos em um gesto nervoso, seguido de um mordiscar do lábio inferior, a ponta de seu nariz tremeu ligeiramente. Respirou fundo, reunindo coragem para prosseguir, assim que fosse a sua vez. “Só quero informações, só isso”repetia mentalmente como um mantra, tentando se acalmar.


-

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Re: Vagão dos Professores

Mensagem por Charles Baudelaire em Qui Ago 16, 2012 5:54 pm

Spoiler:
Resumo: Charles ameaça Gabriella, sente muito por Roxanna, ignora Chester e lê seu livro de bolso depois de desmentir o que o corvino diz. Também ignora as grifinórias na porta tentando entrar.

OFF: Bem, resumidamente, Charles apenas ficou sentado, lendo e panz. Ia colocar umas ações combinadas com a Ray, mas disseram que quanto menos ação, melhor, então aí está.

PS: Não achei necessário o rolamento de dados para a fala de Charles que desmente Chester justamente pelo fato de não haver testemunha a favor dele ali, mas caso seja, por favor, gostaria que a adm responsável por esta mestragem me avisasse xD



SEM TÍTULO


A situação toda deixava Charles entediado. Primeiro, Kayra aos prantos tentando comover o professor; depois, Chester soltando ameaças inofensivas. Desejou imensamente ter queimado todos, porque o faziam ficar com sono e também porque era culpa deles o monitor estar ali. Para Charles, aquela situação era no mínimo exagerada. Ninguém tinha sido queimado e, além disso, estavam todos ilesos, provando, por exemplo, que a tentativa de assassinato de Isadore fora falha.

No mesmo momento que pensou gostar de Maor, o monitor mudou de ideia com rapidez. Mimi alegara que ele não gostava de quem falava demais, mas, na visão do corvino, o homem era o único ali que até então estava tagarelando como um papagaio. E por mais que suas palavras dissessem o contrário, ele parecia fazer questão de mostrar quem estava no comando, o que foi provado quando simplesmente expulsou Roxanna da cabine como se ela não fosse ninguém. Lançou um olhar para a amiga, sugerindo para ela que deixasse aquilo pra lá e que mais tarde tomariam uma providência juntos. Não precisou verbalizar nada, claro.

Charles já estava perto de cair no sono enquanto lia as palavras de seu pequeno livro quando, em sua visão periférica, viu Gabriella Alleborn se aproximar, soltando um sonoro tapa na face de Isadore. Imediatamente, seu sangue ferveu, como se a agressão tivesse sido nele próprio. Pôs-se de pé e por intervenção divina não soltou um belo feitiço nas fuças da grifinória, o que ele poderia ter feito se quisesse, já que não precisava da varinha. Porém, conseguiu manter um resquício de bom-senso no fundo da mente e apenas ameaçou Gabriella. Esperou, inclusive, que uma resposta viesse dela, mas esta veio de Chester:

- Arranca a mão dela que eu arranco seus olhos e faço de vocês um casal cego.

Naquele momento, sua raiva até se esvaiu. Se fosse a grifinória – que de grifa não tinha nada, já que aparentemente não tinha vergonha de ser covarde – quem tivesse dito, ele provavelmente teria perdido o que sobrou do seu raciocínio são, mas como foi Chester, achou graça. E com as sobrancelhas erguidas em resposta, ia começar a rir da cara do corvino quando foi obrigado a se sentar com o empurrão do professor.

E tudo caminhava para voltar ao tédio de origem quando Chester resolveu voltar a falar, dessa vez mandando uma linda e sarcástica indireta para Charles sobre seu estuporamento.

- (...) Ele fez algo de errado além de se deixar ser apagado por um aluno dois anos mais novo?

“Estranho. Ele parece estar se vangloriando disso.” pensou ao franzir o cenho, afinal, para Charles, não fora nenhum mérito de Chester atacá-lo de surpresa quando estava desarmado (por opção, mas mesmo assim). Fosse primeiranista, quartanista ou até setimanista, a ação continuava sendo tão indigna quanto a tentativa parva do americano de se gabar dela. Por isso, Charles apenas respirou fundo e deixou que Maor explicasse tudo que aconteceu.

- E agora... Baudelaire, Charles: tentativa de incêndio.

A verdade era que o método que os aurores utilizaram para descobrir o nome dos malfeitores e também o que cada um fez exatamente seria para sempre um mistério para Charles. Conhecia o Prior Incantatem, o Veritasserum e outras mil formas de descobrir a identidade de um criminoso, mas qualquer que tenha sido o método das autoridades, fora bem eficaz. E contra provas não há argumentos, portanto, o corvino nem fez questão de se mostrar incomodado e tampouco resolveu se fazer de vítima. Na verdade, quase sorriu, porque chegava a ser cômico a maneira como encaravam tudo como o fim do mundo. Entretanto, procurou o olhar de Mimi, que naquele momento provavelmente estava planejando altos sermões em russo para lançar sobre o amigo mais tarde. Com os olhos, tentou dizer a ela que em momento algum planejou matar alguém, mas que também não teria se importado se isso tivesse acontecido.

Fora distraído, então, pelo falatório de Chester:

- (...) Eu sei que errei vendendo bebida trouxa no expresso, mas essa é a única maneira que eu tenho para comprar meus livros de feitiços avançados e eu só estuporei ele em legítima defesa... Lamber o chão não é nada agradável .

“Legítima defesa? Em que hora o agredi?”. Dessa vez Charles não se conteve e riu baixinho.

- Não me lembro de ter encostado a mão no senhor, sr. Lewis. E tampouco tenho culpa se o senhor tem gosto pelo sabor dos carpetes, não o obriguei a fazer nada. – Abaixou os olhos para seu livro, cruzando as pernas. – Quando tiver provas do que está dizendo, ficarei feliz em assumir a culpa. Até lá, lavo minhas mãos.

E virou uma página, despreocupado, ignorando inclusive as batidas na porta.

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Re: Vagão dos Professores

Mensagem por Roderick Carwyn Llywelyn em Sex Ago 17, 2012 2:17 am

What has happened to it all?
Crazy, some'd say
Where is the life that i recognize?
Gone away


Anteriormente...



Pela milésima vez, Roderick perguntava a si mesmo porque cargas d'água tinha se metido a dar aulas em Hogwarts. Não era como se fosse morrer de fome, se quisesse, seu cunhado poderia facilmente lhe garantir um cargo na sua empresa, provavelmente como representante comercial, e ele faria muito mais dinheiro do que o salário que a escola lhe pagava e que não era nem de longe o suficiente para abranger a profissão de bombeiro, salva-vidas e, agora, corretor educacional.

Mas Hogwarts era divertida, isso ele não podia negar.

Quanto mais ouvia um bando de moleques inconsequentes – vejam só, ele, Roderick Carwyn Llywelyn chamando alguém de inconsequente, tempos modernos! - mais e mais tinha certeza de que estava na profissão errada mas que, ao menos, podia se divertir com tudo aquilo. Porque enquanto uns tentavam um juridiquês mais capenga que o seu para cima do professor Coen – como se ele fosse magicamente o único adulto por ali – Llywelyn se divertia deixando as mãos trabalharem sem pressa alguma em todos os retratos e caricaturas de cada um daqueles lindos anjinhos e deixava sua mente vagar, estender um braço além do seu corpo e abrir as portas para as mentes de cada um daqueles alunos destaques.

E Deus do céu se o que viu não podia ter deixado um homem de menor fibra em choque!

O mais engraçado eram as dissimulações, os falsos pretextos, e o desespero ao empregar táticas jurídicas que só os prejudicavam. Roxanna, a pobre menina, alegando que os alunos deviam ter um representante legal e que ela mesma seria tal representante quando, aos quatorze anos, não podia sequer representar a si mesma.

O pior de tudo era que todo aquele drama, muito melhor do que qualquer novela mexicana, era só por uma detenção. E, naquele exato momento, Llywelyn foi capaz de perceber, mesmo sem ler mente alguma, quais eram os alunos que estavam mais do que acostumados a pegar detenção e quais eram aqueles que se sentiam ultrajados com sua primeira correção – mesmo com condutas inconsequentes e, porque não dizer, tão desleixadas e imbecis quanto usar Arte das Trevas em um trem cheio de criancinhas – tendo uma deficiência visual, por que não salientar? - ou atear fogo no trem. Com o próprio aluno dentro.

Gênios do crime – só que não.

Ele estava tentando deixar o professor Coen, seu veterano na época de Hogwarts, no comando da situação, principalmente porque ele não queria saber dessa dor de cabeça, mas porque também era importante mostrar coesão e união, mas estava prestes a falar qualquer coisa que desmentia a garota sonserina fazendo um pequeno teatro quando uma onda de pensamentos muito mais fortes quase o esbofeteou: Gabriela Alleborn – que também não tinha o melhor dos históricos e parecia gostar de um show pirotécnico, mas em escala menor, graças a deus, do que o monitor corvinal – bem planejava usar sua mão de cinco dedos na cara de Isadore Baudelaire.

E ele podia ter impedido, podia realmente. Mas não estava no comando da situação e, com todo o espírito daquelas crianças, seria acusado de invadir a privacidade de suas mentes e blablabla e ele não estava disposto a realmente dar uma explicação maior do que um sorrisinho benfazejo. Então, escutou o tapa duas vezes, a segunda o eco da mente de Alleborn.

Mas daí o circo começou a aumentar e o número de pessoas que achavam que ali era a porta do banheiro crescia vertiginosamente. Quando o auror abriu a porta para as duas ruivas e ele ouviu toda a conversa mole que elas tentavam jogar para cima dele, o professor de astronomia se viu obrigado a se levantar de seu lugar cativo, o caderno de rascunhos enfiado sob o braço, e caminhar para a porta, fazendo um gesto de entendimento com o auror. Coitado, também devia estar se perguntando o que tinha acontecido a Hogwarts desde a época deles. Era uma excelente pergunta, aliás.

- Senhorita Pointer e Senhorita MacDowell, não é isso? – claro que era, mas ele precisava disfarçar – Eu sempre admiro as pessoas que estão preocupadas com o bem-estar alheio acima de qualquer coisa, viu? Sério mesmo, fico feliz de encontrar alunos assim depois de tamanho... imprevisto. Por isso, eu, pessoalmente, irei garantir que o seu irmão, Senhorita Pointer, receba apenas a alimentação adequada, não tema. – e se elas tinham entendido ou não o recado dele, isso já não era problema seu. O que fez foi estender a mão sem cerimônia alguma e tomar para si os tais lanches, ainda sorrindo benevolente – Não se preocupem, senhoritas, eu pessoalmente irei entregar a sua encomenda para o jovem Elliot. – o sorriso, aquele sorriso que acalmou a boa senhorinha dos doces, foi o que ele estendeu deliberadamente, dando dois tapinhas no ombro de Fae B. Pointer e um no alto da cabeça de Molly MacDowell.

E então, ainda sorrindo, ele voltou a fechar a porta.

No entanto, ainda estava com a mão na maçaneta quando um outro contingente de pensamentos o atiginiu e ele reconheceu aquela voz, Anna Blanche, uma das monitoras que tinham ajudado a evacuar as crianças do trem – ainda que ele a tinha perdido de vista no meio do processo todo. Llywelyn não disse nada, mas esticou o pescoço para fora da porta e piscou um olho da forma mais tranquilizante e verdadeira que podia imprimir. Ela provavelmente estava preocupada com a menina Alleborn e, de verdade, entre tanta gente que se meteu a usar feitiços muito mais perigosos, Alleborn não parecia tão encrencada ou bagunceira assim. Tudo uma questão de perspectiva, seu irmão diria.

E a perspectiva balançava cada vez mais cada vez que um aluno abria a boca e uma ruga quase invisível se formava ao redor dos olhos de Maor Coen. Llywelyn mal teve tempo de voltar ao seu lugar cativo de retratista quando os dois corvinais começaram a falar, só conseguiu cruzar os braços, estacionar ao lado do professor de Poções e erguer uma sobrancelha, incrédulo.

Eu sei que errei vendendo bebida trouxa no expresso, mas essa é a única maneira que eu tenho para comprar meus livros de feitiços avançados e eu só estuporei ele em legítima defesa... Lamber o chão não é nada agradável .

- Não me lembro de ter encostado a mão no senhor, sr. Lewis. E tampouco tenho culpa se o senhor tem gosto pelo sabor dos carpetes, não o obriguei a fazer nada.  Quando tiver provas do que está dizendo, ficarei feliz em assumir a culpa. Até lá, lavo minhas mãos.

Perplexo, Llywelyn se perguntava se Baudelaire realmente acreditava que, depois de toda a projeção astral que os aurores conseguriam retirar no trem, que era muito mais eficiente do que uma câmera de vídeo trouxa, aurores esses que, o galês devia salientar para si mesmo, eram chefiados por ninguém menos que Harry Potter, O Garoto Que Sobreviveu, O Garoto Que Mandou Voldemort Comer Grama Pela Raíz E Salvou A Bunda de Muita Gente. Será que o corvinal acreditava mesmo que a palavra dele, a mísera palavra dele, valia mais do que todas as provas reunidas por aurores treinados por Harry Potter? Santo Deus, o que tinha acontecido à Corvinal – e a todas as outras casas, porque ele não era de discriminar ninguém – depois de todos os anos que ele estudou?

-Charles, por favor, respeite sua inteligência. A ação de vocês foi toda registrada pelos feitiços de segurança. Se quer mesmo que seus direitos não sejam lesados eu sugiro que você não se comprometa mais, rapaz. – aquela, senhores, era a voz da sensatez vinda de ninguém menos do que Sir Arundell, Cavaleiro da Rainha e pelo menos mais um título, com pensamentos que eram o puro retrato do enfado e desapontamento. Llywelyn só pode assentir, empático.

- Quer dizer que, além de tudo, obrigaram um pobre garoto nascido trouxa, vindo lá do outro lado do oceano que sim, estava infringindo as regras, mas era quase por necessidade, a lamber o chão? É isso mesmo que eu entendi? Coagiram uma pessoa que já sofre preconceito tanto no mundo bruxo quanto no mundo trouxa, por sua condição financeira e cor da pele, a lamber o chão? Tsc. Os gregos e normandos tinham razão. Todo mundo aqui é bárbaro viu. E o bastardinho. – ele olhou de esguelha para Sir Kenneth, só para dizer que não tinha sido um completo autista durante os fatos anteriores.

- E que saber mais uma coisa? Não sei porque é que vocês estão tentando fazer tanto drama assim. O quê? Não pararam para pensar no que é que estavam fazendo ao estuporar, usar as Artes das Trevas, explodir, incendiar, quase cegar um bando de criancinhas e agora querem o que? Serem parabenizados por isso? Ganhar estrelinhas? Porque não é assim que a coisa acontece não, viu. E enquanto vocês pleiteiam belamente aqui por direitos que nunca foram lesados, porque isso aqui é uma detenção que está no pleno direito dos professores aplicarem, regras as quais vocês expressamente aceitaram assim que se matricularam nessa escola, nós estamos nada mais e nada menos do que zelando também dos interesses dos pobres coitados que vocês quase mataram no processo! – ele não levantou a voz mais do que um décimo, mas suspirou quase cansado, talvez mais desapontado do que o colega. - É sério isso? Porque me desculpa, esqueci de trazer um cookie para cada um. Vá. Vocês fizeram tudo isso – e nem adianta espernear, por mais que não entre na cabecinha de vocês, temos sim provas – e agora, meus queridos, vocês que aguentem as consequências.

E, sem mais, muito satisfeito consigo mesmo e ainda completamente decepcionado com seus alunos, ele deu um passo para trás ao mesmo tempo que dava um tapinha no ombro do professor Coen e entregava o comando de volta a ele. Até porque, depois de todo esse sopro, precisava de um copo d'água.

- É isso aí, cambada, vocês ouviram o Professor Llywelyn. - o chefe da sonserina parecia quase impressionado, se é que ele podia se impressionar com alguma coisa, enquanto gesticulava vagamente em sua direção - Se vocês quiserem brincar de júri popular aqui, lavar roupa suja, ok, façam como quiser. Mas eu já adianto que não vai adiantar de nada. Nesse exato momento, eu não tô aqui pra bancar o juiz. Nenhum de nós, aliás. – ele olhou para os outros professores ao falar, ganhando confirmações em resposta, para depois dar de ombros e se afundar ainda mais no seu pufe - Minha sugestão? Guardem o blábláblá de vocês pra depois, como já alertei a amiguinha chorosa ali. Porque, até agora, vocês não fizeram muita coisa além de afundar mais na detenção. Né, Alleborn? – ele acrescentou, com um gesto de cabeça enquanto olhava para a grifinória.

E depois de caminhar para Elliot Pointer, entregar a ele o tal lanche hipoalergênico preparado especialmente para sua pessoa, Llywelyn também se sentou, o copo d'água em suas mãos logo em seguida, se perguntando quanto é que Hogwarts cobraria pela quebra do contrato que eles tinham firmado.


Antes de mais nada, Llywelyn tem os Feitos “Sensitivo: Pensamentos” e “Maestria em Percepção” e, nesse caso, o combo faz com que seja possível que ele tenha leituras de todos os presentes, salvo aqueles que possuem, por exemplo, o Feito Oclumante.

Resumo:
Depois de muito tempo no seu canto, apenas preparando alguns presentes do dia dos pais e fazendo algumas leituras dos alunos, Llywelyn finalmente chega a um nível de irritação que o faz sair de seu lugar, atender a porta e despistar a dupla de ruivas – momento o qual ele percebe Anna Blanche no corredor e sorri tranquilizante para ela antes de realmente fechar a porta. Depois, ao ouvir toda a discussão dos corvinais e ficar ainda mais chocado do que já estava, não consegue ficar calado e acaba fazendo um quase discurso. No final, depois de respirar, entrega a merenda para Elliot Pointer e finalmente parte em busca de um copo d'água e deixa que o colega chefe da sonserina termine.


Última edição por Roderick Carwyn Llywelyn em Sex Set 07, 2012 5:31 pm, editado 1 vez(es) (Razão : Editando para se adequar à nova regra de ter um link para o post anterior.)

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Re: Vagão dos Professores

Mensagem por Mimi D. Wolfsbane em Sex Ago 17, 2012 4:17 am


Mimimi .VI

Mimi pensava em bolhas e depois em borboletas, então em borboletas dentro de bolhas. Insistia em arrumar a toalha no cabelo, que deslizava frequentemente, apenas empurrando o montinho de um lado para o outro. A sonserina parada a porta parecia daquele tipo bem ‘Não me toque’ e a grifinória nem fazia questão. “Não gosta da minha cara então que alfinete seus próprios olhos, pois não vou mudar.” Pensou depois de ser fuzilada e jogada de lado. Na verdade aquilo não tinha importância nenhuma, pois sua consciência estava limpa em tentar ajudar a recémchegada, mas que já era figurinha repetida do baralho de Hogwarts. Voltou a seu lugar de origem ao lado dos colegas.

Enquanto alguns faziam drama Wolfsbane meditava sobre uma viagem interplanetária. Nunca conseguia ficar com os pés no chão por muito tempo, quando estava entediada então é que tudo piorava. Não prestou atenção conscientemente – o que não exclui o inconscientemente – na discussão, apenas consentindo com a cabeça toda vez que escutava seu nome. Pediu uma bala para Elliot esticando a mão, se ela estava entediada, ele então. A dupla da grifinória costumava ter passagens frequentes em detenções, portanto aquela burocracia trivial não era nenhuma novidade, mas agora o pessoal chorando por algumas horas de serviço tão precipitadamente era deprimente.

Um sorrisinho confuso surgiu na boca de Mimi ao ver o tapão que Isadore levava. Não pensou em fazer alguma coisa, primeiro porque conhecia a Alleborn e, portanto, respeitava a forma de expressão da amiga. Segundo que por mais que Isadore fosse cega ela ainda era toda cheia de ‘nhemnhemnhem’ e desprezo. Aquela briga não parecia desproporcional, aos olhos de Mimi, assim continuou sentada viajando no ritmo do tapa. Vez ou outra ela olhava Elliot, procurando algum tipo de sinal, ou então os outros membros da cabine, mas todos pareciam concentrados no teatro típico dos ‘pomposos’. Era, de fato, amiga do Baudelaire, mas ela mesma sentiu vontade de estuporar ele várias vezes por ter sido um irresponsável ao botar fogo no trem. ”Muito esperto, não é a toa que nem consegue amarrar a própria prima.” Seus pensamentos não eram maldosos, apenas não apreciava quando Charles tinha aqueles surtos de loucura, provavelmente de família, e saia por ai causando. Não gostou também de ouvir a história sobre Chester e na verdade ela não gostou de nada, quer dizer, gostou do banho no banheiro luxuoso do Expresso, mas em relação aos fatos que colocaram a turminha ali, ela não gostou de nada. (Não sabia exatamente os detalhes do problema da Born, mas podia imaginar as proporções.)

Levantou-se ignorando o falatório, mas com os olhos meio que encarando o chefe de poções. Ele até que parecia um cara diplomático, mas estes sempre são os piores quando estouram, e não queria estar na mira dele caso ele ficasse realmente bravo como Azazel costumava ficar. Na mesa dos aperitivos ela preparou sanduichinhos, pensou em levar para todos, mas certo grupo em especial parecia ocupado (Coen, Alleborn, Isadore, Charles, Chester e Kayra) então ela pegou um com um guardanapo e colocou ao lado do homem com a prancheta, depois pegou mais dois sanduichinhos com guardanapo, um em cada mão e levou para Elliot se sentado ao lado dele. - Então você ouviu sobre o atentando? – entregou o lanche e falou baixinho enquanto todos pareciam distraídos. - Quando me trouxeram para cá ouvi dois Aurores conversando. O que você acha? – perguntava pensativa como se o amigo tivesse escutado a mesma conversa que ela.

Deu a primeira mordida no pedaço de pão quando sua atenção se voltou para porta, onde via sua melhor amiga e a outra garota, provavelmente, escocesa da cabine. Prendeu sua atenção ao que estava acontecendo, mas continou devorando o lanche. O homem discursava sobre os atos inconsequentes do grupo e Mimi sentia vontade de rir de ”Como eu posso pegar detenção por quase cegar uma pessoa cega? mas se segurou ao ser lembrada que seu ato envolveu crianças inocentes que poderiam se ferir no processo. Realmente, não tinha graça. O professor então veio entregar o ‘suposto’ lanche de Elliot. - Não me lembro dele ser hipoalgumacoisa. – comentou para si mesma e dando de ombros para o fato.

Levantou-se novamente pegando o restante dos sanduiches e entregando aos outros, inclusive ao auror na porta. Voltou saltitando para seu lugar, como se sua situação fosse trivial demais para qualquer outra reação. Dobrou as pernas em cima do estofado apoiando o queixo na mão e o cotovelo na perna. - Elliot será que estamos voltando aos tempos difíceis? – Perguntava realmente interessada em saber a resposta. Falar com Elliot era quase como falar consigo mesma, não costumava esperar respostas dele, mas desta vez sim.

Resumo:
Mimi está indiferente à discussão da cabine, pois está acostumada demais ao clima de detenção. Ela prepara sanduiches servindo todos e especula com Elliot sobre o atentado.

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.::Capítulo VI::.

Mensagem por Elliot B. Pointer em Sex Ago 17, 2012 9:50 am

No episódio anterior...:
. Capítulo VI .

Elliot observou a mão estendida de Mimi e depositou alguns mento’s na mão da garota. Por mais que ele adorasse trollar a garota, tirar onda com ela, deixá-la enfurecida e cositas más... Ele tinha que admitir, após andar com todos os Pointers, ela aprendera a ter dignidade o suficiente a não gastar energia com o que é desnecessário – exceto em casos de trollagem por parte dele, mas ele pagara “Especialização: Trollar Mimi” e “Maestria em Perícia: Trollar Mimi” na ficha dele e por isso ele dava um desconto, afinal era um caso especial. Olhando pra garota e olhando de volta pros demais, ele deu de ombros, como se dissesse “é, né”. Vendo-a levantar-se pra pegar comida, arqueou a sobrancelha e deu uma risada silenciosa, deixando o ar escapar pelo nariz. Era muito folgada mesmo. Só Mimi pra estando em detenção, aproveitar-se disso pra usar o banheiro dos professores e pra ficar pegando comida assim, como se fosse uma convidada ali, na maior cara-de-pau. Quase gargalhou alto, mas isso chamaria atenção demais. Por demais, depois faria companhia a ela na ida à comida, primeiro queria terminar de sentir o ambiente.

— Então você ouviu sobre o atentando? — ele pegou o lanche entregue pela garota, enquanto prestava atenção na pergunta dela. — Quando me trouxeram para cá ouvi dois Aurores conversando. O que você acha?

— Eu bem tinha achado estranho esse trem partindo num sábado, quando o semestre letivo começa numa segunda e o domingo será vago... É dispêndio demais. — murmurou ele. — Mas se for a sério que queriam explodir o Expresso, acho que isso só pioraria as discussões acaloradas da independência da Escócia... Seja como for, não eram Hit-Wizards que estavam envolvidos. Eram aurores. — Elliot olhou de canto de olho para o homem que limpava copos. — E eles ainda estão aqui... Não é só questão de explosão, envolve Magia Negra. E nesse sentido, as bombas podem ser mais criativas do que um simples “e de repente... Boom”. Talvez Fae estivesse intuitivamente certa quando perguntou ao descermos pela janela “Se é assim que o Apocalipse Zumbi começa”. Hogwarts é um internato isolado, tudo bem que continua mantendo contato com o mundo exterior, mas é um ótimo laboratório pra coisas como experimentos com magia negra. Uma ou duas crianças, vulneráveis, infectadas por um vírus ou uma bactéria... Quando mais pessoas estiverem infectadas e o vírus eclodir, sabe-se lá quantos estarão intactos e, mais importante, quanto tempo permanecerão assim. Olha esse vagão, com ar climatizado. Uma única ampola aqui e todos estaríamos perdidos e podíamos nem perceber isso... Talvez estivesse na comida. — e dito isso ele mordeu o sanduíche. — A confusão que a gente realizou não colocaria quarenta aurores aqui... Eu no lugar deles teria aproveitado a deixa para colocar meus agentes no trem pra investigar de forma discreta. Talvez não tenha apenas uma bomba... Talvez alguém aqui, um dos alunos em meio a esse trem, seja a bomba... — ele deu de ombros, deixando-se encostar no sofá. — Eu sei, teria sido mais simples cancelar a viagem. Mas aí perderiam o rastro de alguém que podem estar tentando prender há anos... O Sr. Potter pode ser o chefe dos aurores, mas Skinner também era o chefe do FBI e a gente sabe como o grupo do canceroso manipulavam as coisas... Pra bem ou pra mal.

Elliot abriu um sorriso pra ela, quando viu na porta sua irmã e a outra escocesa, Molly. Ele ficou sério, vendo Fae tentando conversar com o professor Coen. Fae, tudo bem... Mas por que a Molly estava ali? Ela parecia muito mais alguém que queria ficar fora daquilo tudo, não iria vir mexer no cacho de marib... Ele lembrou-se da gravata. Enfiando a mão no bolso do sobretudo, percebera um pequeno movimento dentro dele. Retirando o que restara da gravata, ele viu um esquilo vermelho. O esquilo da Molly. Com uma expressão de poker face, ele abriu um sorriso sem graça pra Molly, que ele podia ver mudando o tom de expressão facial pra o de alguém que vai entrar e mordê-lo até fazer com ele o que o esquilo fizera com a gravata. Pensando rapidamente, puxou um lápis e um bloco de notas do bolso e escreveu instruções pra irmã.

O vagão-restaurante está no meio do trem, se houver movimentação, os aurores terão de passar por lá. Permaneça lá e observe tudo, mas não os provoque.

Terminado o bilhete, ele o prendeu na pata do esquilo. Apontando pra Molly, direcionando o esquilo na direção dela, ele soltou o mamífero que correu na direção da dona, ainda com restos de uma gravata na boca. Vendo o esquilo subir no ombro de Molly, enquanto o professor fechava a porta, ele gesticulou pra Fae, girando a mão direita no pulso esquerdo e apontou pro esquilo. Com a porta fechada, ele enfiou a ao no bolso do sobreturo e retirou uma bow-tie, colocando-a. Vendo que Mimi o observara, apenas deu de ombro e falou baixo:

— Disse pra ela ir pro vagão-restaurante e observar os aurores sem mexer com eles. Depois vou querer saber tudo com detalhes, porque se tem alguém que pode dar mais informações sobre o que está acontecendo, são eles.

Recebendo o lanche do professor, ele abriu um sorriso largo e agradeceu com um aceno de cabeça. Sentindo o cheiro, ele cerrou um pouco o olhar e colocou na mochila. Devolveria depois pra Molly, certamente era da garota – Fae nunca prepararia porridge e estavam sem tempero, o que indicava que o sal e o açúcar seria adicionado depois, ao gosto da pessoa, o que ia contra algo que pudesse ser comprado industrialmente. Então era algo artesanal e como o vestido da garota escocesa era bordado à mão, ele não precisava ter torrado tanto ponto e Inteligência pra fazer a dedução óbvia de que dois mais dois é quatro. Pegando novamente um sanduíche de Mimi, que já estava sentindo-se tão em casa que estava servindo a todo mundo na maior cara-de-pau – ato esse que o fizera quase gargalhar novamente. Ouvindo a pergunta da garota sobre tempos difíceis, ele respondeu com outra pergunta:

— Quando eles estiveram fáceis? Acho que a diferença de antes e agora é que estamos crescendo e isso tenderá a nos envolver... “Você encontra a Aventura ou a Aventura encontra você”. — ele abriu um sorriso e voltou a comer o sanduíche.


Spoiler:
Elliot apresenta para Mimi suas ponderações a respeito do ocorrido na plataforma, bem como envia um recado para sua irmã para que fique no vagão-restaurante observando os aurores ao devolver o esquilo vermelho de Molly.


Capítulo VII: Em breve...



-
"Se o Destino for mesmo um Moinho...
Nós somos a razão que o faz se mover."



"Avançamos acreditando na sua infalibilidade,
Para além de onde as forças se encontram."



"Você encontra a Aventura
Ou a Aventura encontra Você".
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Re: Vagão dos Professores

Mensagem por Gabriella Alleborn em Sex Ago 17, 2012 10:19 am

Spoiler:
Gabriella fica com um péssimo humor após todos os acontecimentos da manhã, tenta ir dormir, mas inicia um papo sobre o jogo de quadribol do dia anterior com Maor Coen. Encerrado os planos para aniquilar a carreira do arbitro do jogo, ela finalmente entregou-se ao sono dos justos.

    A raiva pelas atitudes dos Baudelaire ainda continuava ali, entocada, mesmo com todo o discurso. Apenas alimentando o monstrinho que havia dentro de si. Quase não vira quando Fae, uma menina que ela não conhecia e logo após, bateram a porta falando alguma coisa sobre alimentar Elliot... O que ela sabia ser apenas uma jogada para invadir o recinto. O que não dera certo, então provavelmente a próxima tentativa seria entrar como uma bomba... Ou então havia alguma coisa no pacote para Elliot dar um jeito de se virar sozinho. Ou era alguma coisa mais criativa do que o aborrecimento a permitia pensar.

    E com a reação discreta do professor de Astronomia (que ela preferia chamar de Dolben II para não ter que se preocupar com a pronúncia) – que resolvera poupar o auror que as acompanhava de exercer também a função de porteiro – para Anna Blanche, sequer notou a presença da menina, o que era até bom: Anna sabia diferenciar seus níveis de aborrecimento, ficaria em pânico se a visse naquele estado. Podia contar nos dedos as vezes que ela sustentara aquele olhar rancoroso e a maioria delas envolvia as atitudes duvidosas de Alleborns.

    Não estava preocupada com os cochichos dos demais, mas não pudera, também, deixar de captar a voz alta de Chester dizendo que fora obrigado a lamber o chão e aquilo só a fez fechar os punhos com mais força. Era aquele tipo de atitude submissa que Gabriella odiava em Chester, além da tendência a pagar de traidor se fosse para salvar a própria vida. O garoto tinha potencial para Duelos, era corvinal mas não necessitava temer, não precisava se curvar as vontades de ninguém. Dos males o menor, porque ele reagira finalmente. Duas vezes se contar com a defesa que acabara de lhe proporcionar.

    Para seu próprio bem, ignorou a defesa desesperada do Baudelaire de calças, afinal, com uma tia no Esquadrão de Aurores ela nem fazia questão de mentir para eles, o jeito era se entregar e esperar o chicote. A bronca homérica que proveio de Dolben II, logo em seguida, agora finalmente colocando o professor cretino de História da Magia em jogo, no entanto, foi o mais estranho de tudo e isso que a chamara atenção em definitivo. Pela primeira vez na vida ela não se sentia o alvo. Tinha a leve e incomoda sensação de que estava levando esporro demais por coisa de mais.

    Primeiro que o incêndio que ela havia provocado dificilmente se alastraria, e a amiga que criara para Dolben em sua bochecha não era motivo para alarde, porque ela merecia. Depois, ela não havia usado Arte das Trevas – pelo contrário, esperava ter deixado bem claro que odiava aquilo mais que qualquer coisa –, não havia tentado cegar ninguém (... Ok, talvez só Dolben em algum golpe mal mirado no rosto), não havia explodido nada, e ela jamais tentava se defender de suas culpas, como informou a Gupta (sentira uma pontada de tristeza misturando-se ao caos interno, enquanto se educava mentalmente a chama-lo pelo sobrenome).

    De fato, a única coisa que ela sentiu que estava dirigindo-se severamente a ela veio do carrasco barbudo.

    - É isso aí, cambada, vocês ouviram o Professor Llywelyn. Se vocês quiserem brincar de júri popular aqui, lavar roupa suja, ok, façam como quiser. Mas eu já adianto que não vai adiantar de nada. Nesse exato momento, eu não tô aqui pra bancar o juiz. Nenhum de nós, aliás. – Ela jamais esperaria apoio da parte docente, de qualquer forma, seu ponto era sempre deixar bem claro suas opiniões, principalmente em casos como aqueles. – Minha sugestão? Guardem o blábláblá de vocês pra depois, como já alertei a amiguinha chorosa ali. Porque, até agora, vocês não fizeram muita coisa além de afundar mais na detenção. – Coisa que Gabriella também não ligava, por sinal. Ainda tinha calos nas mãos por conta da última detenção antes das férias. – Né, Alleborn?

    Gabriella respondeu o olhar do professor virando o rosto. Infelizmente não poderia demonstrar mais toda a sua falta de respeito cruzando os braços, porque eles já estavam cruzados.

    - Grandes coisas. – murmurou, deixando todo o seu péssimo humor do momento ser expresso. Sua visão periférica captou outro sorriso irritante do professor. Preferiu ignorar o que quer que fosse que o gesto queria dizer.

    Na verdade, ao mesmo tempo em que Mimi voltava da mesa de quitutes e começava a cochichar com Elliot alguma coisa que deveria ser importante (pela cara que ambos faziam), Gabriella levantara-se indo em direção do que parecia ser a porta.

    - E a senhora, vai aonde? – A voz do barbudo soara num tom de quem não se importava. O que chegava a ser irritante de tão contraditório: ele não perguntaria se não se importasse realmente. E certamente bem queria sair e encontrar o aconchego do namorado, mas apenas fora até a segunda maior poltrona que achara, que felizmente ficava bastante visível aos professores, porque ela não estava afim de ser pega de surpresa enquanto dormia.

    - Superar uma vaca – para que maneira o vocabulário com professores, se eles já haviam escutado coisas piores ao longo de suas vidas, não é mesmo? – tentando roubar meu namorado, a perda de uma amizade de anos – a voz de Sanjaya Gupta dizendo “Do time não” repercutira em sua cabeça –, um feitiço de Artes das Trevas – a careta de quem não estava arrependida nem um pouquinho da Baudelaire piscou em vermelho em sua cabeça –, e, ah, um jogo de merda de 27 horas. – E a cena do árbitro ignorando uma das batedoras das Harpias empurrando o artilheiro dos Falcões para cima do goleiro fora a cereja do bolo. Ah, aquela era a trigésima falta contra os Falcões que ele ignorara.

    O que ela não esperava era que Coen novamente fosse abrir a boca, por outro motivo que não fosse um sermão.

    - ... Ok, aquele jogo é motivo pra uma tromba dessas. – Ele disse e pela primeira vez ela captara um tom de sinceridade que não era coberto por uma camada de três quilos de tédio ou indiferença.

    A menina Alleborn erguera a sobrancelha, como resposta inicial, ao que se deitava confortavelmente, com os pés no apoio da poltrona, e os braços apoiando a cabeça. Seu olhar cravado no teto. Não era porque descobrira que havia professores de Poções que, por alguma intervenção divina, gostavam de quadribol que aquilo iria amenizar seu humor. Pensou, inclusive, que o homem se daria bem com Arundell (aliás, parecia já conhece-lo mesmo) – outro milagre divino considerando a matéria que ensinava –, cujo único assunto interessante que conseguia propor na aula era relacionado a quadribol. As únicas aulas de História que Gabriella não só não caia no sono, como participava.

    - Aquele juiz existir é que é um motivo pra se cometer um crime. – Respondeu, a mente vagando entre as imagens revoltantes do jogo.

    - Verdade. Mas- – ele suspirou –, como eu disse, eu sou um eterno otimista. Consegui passar umas oito horas acreditando que a arbitragem tinha começado mal, mas ainda podia se salvar. – E fora ali que Gabriella começou a duvidar do que seu cérebro andava apitando desde que o vira: ele não podia ser tão sonserino com uma expectativa tão lufana daquelas.

    - Cara, em 3 horas meu namorado estava tendo que me segurar pra eu não invadir o campo e usar o bastão na cara de todo mundo ali. – Um de seus pés começara a balançar impacientemente. – Os Falcões tiveram uma atuação muito frouxa e aquelas menininhas ficaram abusando disso. – Virou o rosto para o professor. – 'Tava querendo mandar pó-de-mico por carta, pro cara, que acha? – Gabriella não sabia direito dizer se aquilo era mais um teste para saber os limites do professor ou era sua vontade absurda de prejudicar o árbitro.

    - Por que não um berrador descarregando tudo que ele errou em detalhes, entregue em algum local público? – O impacto a frase, dita num tom bastante sugestivo, acompanhada de um olhar de canto, a fizera arregalar um pouco os olhos. – A entrada da Liga, por exemplo? – Mas como ela não era de ficar muito tempo surpresa, um sorriso maroto logo veio à tona. E pensando bem, era um milagre que alguém tivesse lhe arrancado um naquelas condições... Sua cérebro estava se empolgando demais – provavelmente o juiz pagaria pelos pecados da sonserina cega.

    Além do que, a coisa toda ser feita na entrada da Liga era pedir para o cara nunca mais ter coragem para colocar o pé fora de casa. O mundo toda vinha para os jogos.

    - Taí, gostei. – A ideia fora tão empolgante que ela se prestara a virar o corpo todo de lado, para que pudesse debater melhor. – Mas bem, podia ser um em cada jogo. Digo, se a coisa for longa demais vai dar tempo fazerem algo pra ajudar o cara. – E ninguém queria um filho da mãe daqueles sendo socorrido. Até porque, imaginava que a torcida estaria ávida para ouvir até o final tudo que cuspiu durante o jogo, que o cara ignorara (apesar de que em 15h de jogo a torcida dos Falcões já tinha até rima pronta pro cara e isso ele com certeza ouvira).

    - Agora você tá começando a pensar. Ponto. – Ele alfinetou, com um sorriso preguiçoso no rosto. Recebeu uma careta feia de retorno.

    - Eu sempre penso. Só que minha mente funciona especialmente nesses casos de fazer justiça. – Bom, o problema, para os outros, supunha ela, é que ela chegava a conclusões tão rápidas que os demais não conseguiam acompanhar sua linha de raciocínio... E aí lhe davam detenções, ou começavam a achar que ela era uma praga bíblica. Fez uma pequena pausa antes de continuar, refletindo sobre as possibilidades. – Tipo, 'cê vai participar da coisa também ou só vai querer ver o resultado?

    - Da coisa? – Ele pareceu pensar por uns momentos antes de lembrar o assunto principal da conversa. Ele era lento mesmo assim? Se fosse, as aulas de poções seriam mais animadas do que nunca... Ela poderia dormir em paz sem que ele nem notasse. – Ah, certo. O berrador. – Disse, com o ar pensativo, que aparentemente morreu com o bocejo que ele dera. – Pode me manter a par dos resultados. Me contento em ser o mentor intelectual.

    Gabriella bufara, a impaciência voltando um pouco. Era esperar demais que um professor fosse tão longe, mas tudo bem, ela podia remediar aquilo. E que era aquilo de mentor intelectual? Uma hora ele saberia que, na verdade, era bem capaz de ser o contrário.

    - Puff. Gente sem coragem. Mas relaxa, vou te dar os créditos no berrador. – E escutando um “Fechado” de resposta, voltou-se novamente para o teto, fechando os olhos, dando um último pequeno sorriso. O plano era dormir pelo resto da viagem, saciar a fome de trasgo que lhe acometeria (porque após tudo aquilo a coisa que menos sentia era fome), e em seguida dormir de novo, desta vez nas camas de colunas do dormitório feminino. Dentre isso tudo, poder superar todas as mazelas do dia e ter seu humor de volta. Era cansativo demais odiar e sentir tristeza ao mesmo tempo.

-

Were you born to resist or be abused? / I swear I'll never give in / I refuse
(The best of You – Foo Fighters)

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Re: Vagão dos Professores

Mensagem por Charles Baudelaire em Sex Ago 17, 2012 1:49 pm

"Resumo e OFF":
Resumo: Inconformado com tanta ignorância por parte da docência, Charles resolve ignorá-la e então conversa com sua prima.

OFF: Já que é a segunda playtest, eu queria fazer uma observação puramente construtiva para evitar confusões e atritos futuramente. Eu tinha escrito uma obs GIGANTE antes que explicitava todas as minhas opiniões, mas isso é atirar muita m*rda no liquidificador, então apenas peço que da próxima vez o professor Roderick - ou qualquer outra pessoa que tente ler os pensamentos do meu personagem ou de todos no recinto - lance os dados. Afinal, mesmo que não sejam oclumentes, precisam ter a chance de se defender.



tititi


( vamos ver como fica em primeira pessoa... )



- (...) Coagiram uma pessoa que já sofre preconceito tanto no mundo bruxo quanto no mundo trouxa, por sua condição financeira e cor da pele, a lamber o chão?

Bom, quem está dizendo isso é você, pensei com impaciência. Se sabiam então que eu havia coagido Chester, onde estava o resto dos malfeitores? Afinal, Roxanna - principalmente ela - e Michael também participaram da brincadeira e ainda assim não estavam ali. Aliás, ninguém ao menos tinha citado o ocorrido quando Rox apareceu na porta. Se aquela era a justiça de Hogwarts, qualquer coisa que eu dissesse realmente só me comprometeria, como falara o respeitável professor Arundell.

- Bem, eu disse que, se houvesse provas, ficaria feliz em assumir a culpa... - Repeti para que os surdos ouvissem, mas Roderick estava tão entretido em seu monólogo que nem se deu ao trabalho de me responder. Ademais, se eu soubesse que ele estava lendo meus pensamentos, nem me daria ao trabalho de verbalizá-los - e se ele o estava fazendo, certamente não precisava parar para me dar atenção. Não que eu fizesse questão dela, só não gosto quando deturpam minhas palavras.

Não bastasse isso, o muito preocupado professor de Poções resolvia bater um papo quadribolístico com a estúpida Alleborn. Olhar pra ela me dava asco, então tratei de não fazê-lo por muito tempo. Sinceramente, eu ainda estava me castigando por ter ficado tão vulnerável e de uma maneira tão fácil quando Isadore fora agredida, mas sabia que, em tudo que tivesse relação com ela, eu jamais teria muito auto-controle. E isso era desesperador pra mim. Odiava a simples ideia de fugir à minha racionalidade, mas eu também tinha consciência de que aquilo estava acontecendo com frequência no Expresso. E era tudo culpa de Isadore, afinal, ela que tinha acabado com meu bom-humor algumas horas antes. Se não fosse por isso, nunca teria perdido meu tempo dirigindo a palavra a um sangue-ruim como Chester, consequentemente nunca teria o coagido e, portanto, não teria sido estuporado e tampouco teria tocado fogo no trem.

Ainda assim, ignorei completamente o sermão patético do professor porque se tinha uma coisa que eu não era obrigado a fazer era prestar atenção em gente que não sabe o que fala. Sabia que minha arrogância muitas vezes poderia me cegar ou prejudicar meu bom-senso, mas honestamente? Nada mais que qualquer docente dissesse naquela cabine poderia me deixar mais entediado, e depois que Maor simplesmente lavou as mãos ao ver uma aluna ser agredida - e inclusive resolvera fazer amizade com a agressora - percebi que, se os outros professores fossem daquele jeito, aquele ano em Hogwarts seria insuportável e a docência estava comprometida. Na verdade, eu esperava esperançosamente o momento em que me botassem em qualquer detenção e me livrassem de ter que olhar para aquelas caras sujas e mestiças, inclusive a dos professores. Cheguei a quase mentalizar uma súplica para que me deixassem lavar latrinas - ainda que isso fosse a coisa mais humilhante que eu poderia fazer na vida - porque nem isso seria tão tortuoso quanto ter que continuar naquele recinto cheio de gente dramática e tagarela.

Virei-me então para Isadore. Àquela altura e com tanta gente me enchendo o raio do saco, nem me concentrei em odiá-la.

- Precisamos comunicar Damién. - Eu disse para que somente ela ouvisse. Damién era o advobruxo da família, e provavelmente o melhor de toda a França. - Se Gabriella não for obrigada a pelo menos ficar amarrada pelos pés e mãos numa sala escura e fria enquanto alguém lhe dá chicotadas, faço questão que Gaius meta um processo nas fuças dela. E naquela criatura que chamam de professor também, por ter sido negligente. Aliás, nele e em todos os docentes, porque ninguém aqui parece se sentir inclinado a punir a Grifinória.

O que era verdade. Bateram a porta na cara de Roxanna quando ela estava só tentando ser justa, mas receberam as duas outras grifinórias com todo amor, carinho, atenção e mimimi. Não era possível que só eu conseguisse enxergar a tamanha injustiça que estava sendo feita naquela cabine. E é, eu nem me preocupei muito com meus próprios direitos, tudo que me importava era acabar com a vida de Gabriella. Na verdade, aquela era meu novo objetivo de vida, visto que todos os outros eu já tinha alcançado. Chester que se contentasse com seu troféu de "estuporei um sextanista", porque a mínima importância que outrora eu dera a ele já havia acabado.

- Bien sûr, Charles - Respondeu Isadore, muito séria, e depois aumentou um pouco o tom de voz quase que para que a ouvissem propositalmente - Se aqui as cartas estão marcadas, teremos que trazer nosso próprio baralho.


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Re: Vagão dos Professores

Mensagem por Chester Lewis em Seg Ago 20, 2012 11:55 pm

VIII - EU QUERO MINHA VARINHA! Sad


- Não me lembro de ter encostado a mão no senhor, sr. Lewis. E tampouco tenho culpa se o senhor tem gosto pelo sabor dos carpetes, não o obriguei a fazer nada. Quando tiver provas do que está dizendo, ficarei feliz em assumir a culpa. Até lá, lavo minhas mãos. - Lewis ouvia Baudelaire falar cada palavra com um sinismo incrível, embora muito convicente, parecia uma característica nata daquele sujeito enganar as pessoas. Os pensamentos de Lewis se ordenavam entre "Mato ele agora na porrada ou quando conseguir pegar minha varinha de volta?", com pesar tinha em mente que sua palavra não valeria nada contra a palavra do herdeiro das vassouras, que armas ele teria para lutar judicialmente? Não tinha dinheiro nem para comprar um livro de feitiços avançados, quem dirá contratar um advogado bruxo, ouviu o professor Coen responder - Charles, por favor, respeite sua inteligência. A ação de vocês foi toda registrada pelos feitiços de segurança. Se quer mesmo que seus direitos não sejam lesados eu sugiro que você não se comprometa mais, rapaz. - Um leve sorriso foi esboçado no rosto de Chester, as coisas não estavam tão ruins assim, com imagens ficaria fácil conseguir provar o ocorrido, o jogo começava a se reverter, ele só precisava usar as cartas certas.

O professor de Astronomia agora entrava no assunto dando seu parecer sobre a situação - Quer dizer que, além de tudo, obrigaram um pobre garoto nascido trouxa, vindo lá do outro lado do oceano que sim, estava infringindo as regras, mas era quase por necessidade, a lamber o chão? - Chester ouvia os dizeres do professor fazendo movimentos com a cabeça e com a mão como se dissesse "É isso aí!", enquanto isso o professor deu continuação - É isso mesmo que eu entendi? Coagiram uma pessoa que já sofre preconceito tanto no mundo bruxo quanto no mundo trouxa, por sua condição financeira e cor da pele, a lamber o chão? Tsc. - A feição do garoto começou a mudar aos poucos meio que como se pensasse "Ok, ok, todo mundo aqui já entendeu que eu sofro, não precisa esculachar também", entretanto Roderick prosseguia - Os gregos e normandos tinham razão. Todo mundo aqui é bárbaro viu. E o bastardinho - Chester viu o professor fitar Sir Kenneth no canto da sala e logo após dar continuidade ao falatório - E que saber mais uma coisa? Não sei porque é que vocês estão tentando fazer tanto drama assim. O quê? Não pararam para pensar no que é que estavam fazendo ao estuporar, usar as Artes das Trevas, explodir, incendiar, quase cegar um bando de criancinhas e agora querem o que? - "Eu só queria minha varinha" pensou o menino Lewis ainda procurando seu único pertence que poderia ter algum valor, aliás, onde estaria? Onde o professor Coen guardaria as varinhas?

- É sério isso? Porque me desculpa, esqueci de trazer um cookie para cada um. Vá. Vocês fizeram tudo isso (...) e agora, meus queridos, vocês que aguentem as consequências. - "Desculpa professor, mas não faz meu estilo ficar aqui sentado enquanto aurores estão no vagão", era óbvio que uma hora Chester iria desconfiar daquilo, qual seria o real sentido de um esquadrão de "policiais bruxos" estar vistoriando um trem de crianças? Claro que existia alguma coisa além de um possível incêndio e Lewis iria descobrir isso, matutava coisas que claramente faziam alusão a filmes de ficção científica e ação, alguma coisa estava acontecendo e ele iria descobrir. Viu o professor Coen se direcionar até Elliot e entregar um embrulho, claramente parecia um lanche, mas porque receber um lanche em um local cheio de comida como aquele vagão? Alleborn não estava mais próximo dele, estava conversando com o professor Coen que já estava um pouco distante de Elliot, só deu para ouvir algumas palavras que deram para Chester deduzir que se trava sobre quadribol. Levantou da cadeira e foi até a mesa, olhando atentamente todo o recinto, procurando portas, janelas e qualquer lugar onde seria possível o professor Coen ter guardado as varinhas dos alunos. Pegando um dos sanduíches sobre a mesa caminhou até Elliot e Mimi e disse - Ok, não sei como a banda toca aqui no mundo bruxo, mas o alto esquadrão policial trouxa não vai apagar fogo em expressos, existem os bombeiros para isso, vocês viram algo de estranho?

- Concordo com você...Tem caroço nesse angu, mas ouvi sobre um atentado e uma bomba. - Disse Mimi arqueando a sombrancelha, Chester fez um aceno positivo e Elliot prosseguiu- 40 aurores vieram aqui hoje, parece que vieram remover uma bomba e alguns deles estão no trem - "Como assim uma bomba?" pensou Lewis, sentou do lado de Mimi e continuou - Então se ainda estão aqui é porque é possível haver mais bombas - Olhou de canto de olho para a linda meia-veela no canto da sala, mas antes de tomar qualquer medida deveria encontrar sua varinha, como já havia mapeada toda a sala no ato de pegar o sanduíche, tentava investigar onde Coen teria colocado ela.

Spoiler:
Chester ouviu o professor de poções e astronomia e após isso pega um sanduíche e vai se sentar com Mimi e Elliot, no percurso analisa bem a sala procurando um local onde Coen teria guardado sua varinha
OFF: Teste de investigação para achar a varinha, rola os dados aí
OFF²: Esse foi meu pior post, nem é digno de leitura, só quero que rolem meus dados. xD

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Re: Vagão dos Professores

Mensagem por Chester Lewis em Ter Ago 21, 2012 3:11 am

Não sabia que tinha mudado e agora tinha que rolar o dado no post. X.X
Sendo assim, rolando o dado agora para teste de PERCEPÇÃO

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Re: Vagão dos Professores

Mensagem por RPG Enervate em Ter Ago 21, 2012 3:11 am

O membro 'Chester Lewis' realizou a seguinte ação: Rolar Dados

'd20' :

Resultado : 20
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Re: Vagão dos Professores

Mensagem por Fae B. Pointer em Ter Ago 21, 2012 7:19 pm


VII
E se alguém lesse o diário de Fae Blake Pointer?

E conforme escutava o professor de Astronomia o sorriso de Fae foi se desvanecendo no rosto como se desfez o sorriso da Sam Winchester ao chegar em casa e descobrir Jéssica pregada no teto. "Os bonzinhos só se ***** nessa mierda" - ela escutou ao mesmo tempo a voz de Turdi ecoar na sua cabeça. - " E depois reclamam quando a gente apronta por trás deles! Quando a gente usa a educação ó só o que ganha" - ela respondeu mentalmente ao sapo enquanto o professor tomava o lanche de Molly de sua mão e se distraia olhando para alguém no corredor atrás delas.

Então a ruivinha aproveitou, esticou-se na ponta dos pés (porque além de todos os defeitos, o cara era grande como a porta na qual estava parado) e olhou dentro do vagão, tentando achar Elliot e analisar todos os pormenores que pudessem ser úteis caso ela quisesse fazer alguma traquinagem. Observou rapidamente os alunos presentes e o clima hostil em suas faces, os professores com seus olhares ferozes cerceando-os como se a qualquer minuto fosse desencadear uma nova guerra bruxa, mas logo seus olhinhos se encontraram com os de Elliot, que estava ao lado de Mimi. Então se sentiu mais confortada, porque nada que aquele homem dissesse iria conforta-la, mas a visão de seu irmão e de sua melhor amiga inteiros, sim! E ele estava mandando o esquilo de Molly e fazendo um gestual que deixou a menina em alerta! Ele ia mandar algo para ela! Fae sorriu para Elliot e deu um tchauzinho, enquanto o professor batia a porta na cara das duas garotas como se elas fossem membros pouco confiáveis da Londres below.

"A dona dentadas-de-grátis não é novata?" Perguntou Turdi naquela forma que eles se comunicavam, um falando diretamente nos pensamentos do outro. "Sim ela está chegando agora e..." a menina abriu a boca ao perceber o que o sapinho queria dizer " Ele SABIA o sobrenome dela! O meu tudo bem ele saber, afinal eu sou aluna dele, mas ela não é! Se ele..."

- Hey, Molly! Você conhecia essa cara antes de hoje? - perguntou a outra ruivinha, seus olhos cor de oliva semi-cerrados em expectativa. Queria ter certeza.

-Não! Você não tem ideia de onde eu vivo, sério. Antes de hoje, eu nunca nem tinha visto um homem que tivesse cabelos muito mais curtos que os meus.

A Fae ficou com muita, mas muita raiva. Se havia algo que ela odiava com todas as forças era que invadissem seus pensamentos, seus segredos sem a sua permissão, apenas porque ela não sabia como bloquear, apenas porque ela era ainda uma menina. Isso era muito injusto! Muito covarde! Era como se tivessem lido seu diário caso ela fosse muggle e escrevesse um! E não havia outra explicação para o professor saber o nome completo de Molly se não tivesse lido seus pensamentos! Fae apenas a havia apresentado como "Molly", e ele a chamou por "MacDowell"! Precisava contar aquilo à Elliot! Precisava vingar-se pelos seus pensamentos roubados, mas sabia que não podia fazer muita coisa contra um adulto, pelo menos não de frente, não de uma forma que ele pudesse saber que havia sido ela. E ainda mais um adulto legilimente. Seu rosto se iluminou com a ideia de aproveitar que os professores estavam trancafiados no seu vagão particular e ir até o vagão de bagagens deixar um pouquinho do seu pó-de-mico recém-adquirido nas cuecas do Senhor Llywelyn. Seria divertido quando ao chegar de viagem excelentíssimo professor trocar de roupa e...e...e...

- Acho que é pra você. – Molly estendeu o bilhetinho para a caçula Pointer e ela lembrou-se do recado de Elliot. Pegou o papelzinho da mão da outra menina com avidez e leu seu conteúdo fazendo uma cara azeda. “ Certo, o acerto de contas vai ficar para mais tarde” pensou a menina Pointer enquanto comunicava a outra ruiva escocesa para onde estavam indo. Ou melhor para onde ela estava indo, já que a outra Molly decidiu navegar por aguas mais calmas e procurar um vagão para dormir. Fae deu um soquinho de leve no braço da outra menina e sorriu antes de dizer:

- Obrigada pela companhia, Molly-dolly! Foi um prazer te conhecer também! Tenha bons sonhos e se algum incubus metido a pedobear aparecer não se esqueça de... – e lá foi uma infinidade de conselhos sobre como lidar com criaturas sobrenaturais safadinhas. Pobre Molly teria sonhos pavorosos, isso SE conseguisse dormir. – Ah, e se alguém mexer com você pode me chamar, eu vou lá e esmago òó/ !


"O que aconteceu???":
Após o insucesso da tentativa de entrar no vagão dos professores, Fae descobre o poder Legilimente de Roderick e promete a si mesma acertar as contas com o professor de astronomia mais tarde. A caçula Pointer recebe o bilhete de Elliot. Molly avisa que está cansada para uma nova aventura e irá dormir o resto da viagem. Fae segue sozinha para o vagão restaurante após se despedir de uma forma excêntrica da nova amiguinha.

"OFF":
Encerrando as ações aqui para ir pro vagão restaurante

-
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Re: Vagão dos Professores

Mensagem por Molly MacDowell em Ter Ago 28, 2012 11:41 am

O professor que Molly nunca vira antes começou a falar:

- Senhorita Pointer e Senhorita MacDowell, não é isso?

Como raios ele sabia o sobrenome dela?!? Será que os professores tinham fichas de todos os alunos, com pequenas fotos de cada um coladas no canto superior direito, e ficavam estudando-as durante as férias? Ou o professor teria se utilizado de meios menos éticos para obter a informação?

Distraída com tais devaneios, Molly só voltou a prestar atenção quando percebeu que o homem tomava das mãos de Fae o embrulho artesanal, com um sorriso falso no rosto.

- Não se preocupem, senhoritas, eu pessoalmente irei entregar a sua encomenda para o jovem Elliot – Ainda sorrindo, o professor deu dois tapinhas no ombro de Fae, e um no alto da cabeça de Molly, que a fez estremecer levemente.

Antes que fossem expulsas mais explicitamente, a escocesa percebeu uma movimentação ruiva em sua visão periférica, e logo sentiu Morag escalando rapidamente seu vestido. Em seguida, o professor fechou a porta.

- Hey, Molly! Você conhecia essa cara antes de hoje? - a menina ouviu Fae perguntar, parecendo desconfiada.

- Não! Você não tem ideia de onde eu vivo, sério. Antes de hoje, eu nunca nem tinha visto um homem que tivesse cabelos muito mais curtos que os meus – talvez ela pudesse ter parado no “não”.

Molly então percebeu algo preso à pata de Morag. Com cuidado, removeu o que parecia ser um pedaço de papel enrolado ao redor da patinha do esquilo. Desenrolou-o e leu silenciosamente seu conteúdo. A menina levantou então os olhos para Fae e estendeu-lhe o papel, dizendo:

- Acho que é pra você.

A outra ruiva pegou o bilhete, lendo-o imediatamente. Começou a informar Molly dos seus próximos planos, e perguntou se gostaria de acompanha-la. A garota refletiu um pouco, antes de responder:

-Bem... Desculpa, eu realmente queria ir com você, mas acho que hoje já foi um pouco demais pra mim. Minha cabeça dói e estou meio confusa e desorientada. Acho que vou procurar um vagão vazio e tentar dormir um pouco, para organizar as ideias. Mas foi um prazer te conhecer e... ahn... saltar pela janela de uma cabine. Além de, claro, tentar entrar, sem muito sucesso, no vagão dos professores – Molly riu meio sem graça e concluiu, com um sorriso no rosto - Enfim, nos vemos por aí. Boa sorte com suas investigações!

Fae sorriu de volta e deu-lhe um soquinho de leve, no braço.

- Obrigada pela companhia, Molly-Dolly!

COMO ASSIM?!? O MALDITO E HUMILHANTE APELIDO A PERSEGUIRIA ATÉ AQUI?!? Molly-Dolly ficou tão desconcertada que não conseguiu apreender muitos dos conselhos que Pointer lhe dava, relacionados a criaturas sobrenaturais, principalmente. Porém, prestava atenção, quando a menina disse:

- Ah, e se alguém mexer com você pode me chamar, eu vou lá e esmago!

Com um sorriso no rosto, Molly se separou de Fae, em busca de uma cabine vazia. Fora um dia bastante estressante e com mais emoções do que a garota estava acostumada, mas até que não terminara tão ruim. O ladrão de esquilos estava preso, Morag estava de volta e, aparentemente, Molly havia feito uma nova amizade! Ainda meio chocada com essa última revelação, a jovem MacDowell tinha dificuldades em parar de sorrir, enquanto atravessava os corredores, procurando a cabine ideal.

- Squeak, squeak squeak, squeak!

- Eu sei, menino, eu sei.

Molly revirou os olhos, rindo um pouco, e acariciou a cabeça do esquilo. Então abriu a porta de uma das primeiras cabines de um dos últimos vagões e se recolheu.


Spoiler:
Não conseguindo entrar no vagão dos professores, Molly se consola pelo fato de ter, pelo menos, conseguido seu esquilo de volta. Depois de um dia tão cheio de emoções, a escocesa decide se separar de sua nova amiga e tentar dormir lindamente até o trem chegar a Hogwarts.

-


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