Vagão-Restaurante

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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Virgínia Del Aguirre em Ter Ago 28, 2012 1:20 pm


II
I fell in love with San Pedro. Oh, WAIT!


Soundtrack

O burburinho no vagão-restaurante era agradável, uma mistura boa de bebidas quentes e conversa fiada entre amigos. Mesmo estando sozinha, Del Aguirre sentia-se bem naquele ambiente e incrivelmente esfomeada para falar a verdade. Sorriu verdadeiramente quando o auror Patrick trouxe seu pedido e começou beliscando os pequenos peixes fritos em um dos pratos a sua frente.

- A tal espanhola pinga-fogo andou incendiando Beauxbatons de novo para todos os alunos pedirem transferência? - perguntava uma das terceiranistas sentadas um pouco adiante, atraindo o olhar daquela espanhola que, por ironia, ainda era filha da outra espanhola citada pela menina. Virginia lançou um olhar letal para a ruivinha, um olhar-aviso, daqueles que é possível sentir como um fio de lâmina brandindo contra o sol. Então ela voltou-se ao seu prato, ignorando-as. Eram terceiranistas apenas, mas não tinham o direito de se meter na vida da família dela, principalmente com a mãe dela. No fundo pensava se algum dia conseguiria se livrar do estigma de “passional extremada” que a família ganhou após as muitas loucuras de Luz e Miguelito Del Aguirre. Ela não era assim, não tinha que ser assim somente porque esperavam que erguesse a varinha cada vez que se sentisse incomodada com algo. Não, Virginia era diferente, queria ser diferente agora e aquela era sua batalha diária. Pegou mais um peixe porque soldado bem alimentado era um soldado motivado.

Percebeu Agnes se aproximando e conseguiu ler, pelo rosto da amiga, antes que ela falasse qualquer coisa, que a alemã estava precisando mais dos peixinhos fritos que ela. Esperou que Agnes sentasse e desabafasse, então empurrou um pouquinho o prato em direção da sonserina. Fez um gestual para que se servisse. Já se preparava para responder a pergunta da amiga, quando um garoto chegou perto delas e sentou-se sem pedir permissão. Pior, se atreveu a tocar em seu rosto e dizer gracejos que pelo teor das palavras denunciava ele como o tal intrometido que a havia “salvo” do trem em chamas. Mas será que o lufano viu a mudança tão rápida no rosto da menina andaluza? Será que ele notou as feições simpáticas a presença de Agnes tornarem-se duras como ferro? Será que teria percebido um lampejo negro que passou tão rápido nos olhos verdes da espanhola? Não, certamente não havia percebido, pois Virginia era mestra em controlar a si mesma e apenas um leve tremor foi perceptível quando ela desviou o rosto da mão do lufano. Odiava que tocassem nela. De verdade. Muito mesmo. Mas era dia ainda e o vagão restaurante estava lotado de pessoas.

- Eu sou Virginia Del Aguirre e esta é Agnes Hunter. O prazer naturalmente é seu! E somente seu! – Disse tão altiva como só uma andaluza saberia ser. Virginia se dignava a ser uma Del Aguirre boazinha apenas quando lhe convinha. Sua voz era melodiosa e agradável como o toque do veludo, mas o olhar era afiado e condizia bem com as palavras que vieram a seguir. – Eu agradeço a sua “ajuda” para desembarcar do trem, mas espero que em oportunidades futuras suas mãos fiquem bem longe dessa pele branca e macia.

Próximo a elas, algo não ia bem com as terceiranistas: a menina sonserina parecia brigar com os demais, especialmente a grifinória que tinha a língua tão grande que não cabia dentro da boca. Deu uma risada, mostrando com o olhar as meninas para Agnes.

-Lembra como fomos assim nos primeiros anos? – perguntou a alemã , enquanto piscava um olho.


"¿Qué ha pasado? ":
Virginia mostra que é marrenta e dá uma resposta malcriada para Vicenzo . Depois retoma a conversa com Agnes.

OFF escreveu:E eu que não ia colocar música tema, mas quem disse que a pessoa aqui resiste? Cara, eu só faço personagem espanhol pelas músicas látinas, só pode ¬¬


-
Tan cerca. no importa lo lejos
No pudo ser mucho más que del corazón
Por siempre confiando en quienes somos


Y nada más importa

That's is my secret, cap

I'm always angry
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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Roxanna Miloslaviniacova em Ter Ago 28, 2012 2:45 pm


TIME AFTER TIME




Esse post é melhor apreciado ao som de Time After Time – Cindy Lauper.

Roxanna veste ISSO

Por que é que eu estava indo de volta para um interanto na Escócia mesmo? Ah sim, porque eu tinha uma vaga ali desde o dia em que nasci. E aparentemente meu prazo de validade em Durmstrang tinha vencido, meu intercâmbio de dois anos acabou e ninguém quis renovar o meu visto. Depois da expulsão de Kayra eu bem que queria voltar à Hogwarts mesmo. Mas eu tinha me esquecido por completo de como o lado que não cutuca um dragão adormecido da força era.

TUDO em Hogwarts era normal. Alunos não podiam tacar um fogozinho no Expresso, um queimadinho de nada, mas aurores podiam plantar um jardim, invadir as trevas, transitar com cachorros e inclusive, danificar magicamente material governamental. E depois eu que era uma reacionária sem causa.

Aos poucos fui recobrando minha consciência até então limitada, revirando os olhos diante das ironias de Lara que aparentemente copiava alguma coisa em um papel e eu ainda só não tinha percebido o quê. Alguns minutos depois é que eu vi que de fato ela copiava uma marca que estava em meu ombro. What the hell! Como diabos aquilo tinha ido parar ali? Será que tinha sido na hora em que Alucard me abraçou? Seria eu marcada agora feito gado para o abate?

Infelizmente minha consciência não me permitia agir. Por mais que por dentro eu ainda fosse apenas eu, exteriormente minhas atitudes não condiziam com minha personalidade, simples assim. Lara agora brigava com Leslie por estar sendo um completo idiota tentando nos salvar. Tive ganas de puxar as vestes da garota e dizer “deixe que ele morra, no final é por mim, então vale a pena”. Mas nem isso eu conseguia fazer.

Foi quando eu comecei a imaginar que o auror estava oferecendo conhecimento em troca da inteligência do garoto. Ele não tem coragem para aceitar, ofereça a mim! Ofereça o mundo a mim que eu pago o preço que for preciso para reinar linda e gloriosa sambando na cara de todos. Eu não sei que veneno era aquele, mas eu precisava de mais. Eu queria o poder, queria o poder de Alucard.

Leslie, como eu previra, se recusou a ceder aos encantos do auror e voltando à nossa barreira de proteção me lançou um feitiço. E então toda aquela malemolência e pensamento estranho e autista se foram. Firme e de pé, altiva e digna como quando entrei na Plataforma, desamassei com as mãos o meu vestido. Encarei aquela mancha carcomida em meu ombro. Aproximei-me de Leslie e fiz um sinal qualquer em agradecimento. Poderia tê-lo beijado no rosto mas eu não sabia com que tipo de gente ele andava, nem sabia sua posição social e a MAIS IMPORTANTE, a sanguínea.

- Plebeus! – me dirigi para os aurores e girei nos saltos sem nem olhar para trás ou me despedir de ninguém.

Aquilo era um ultraje! Nunca em toda a minha vida tinha sido tão maltratada e o pior nas terras da Rainha! Primeiro aquele professor horrível tinha a audácia de bater a porta na MINHA CARA como se eu fosse uma aluna mequetrefe qualquer. Depois um auror me seqüestra taradamente e eu fico babando feito uma doente mental e agora, qual o próximo passo?

Segui direto para o vagão restaurante, eu queria comer um enorme pedaço de torta e ovos Benedict só para extravasar o meu ódio por aquela instituição e governo liberal de uma figa. Não conseguia, porém, parar de mexer na marca que tinha aparecido em mim. Fiquei parada procurando pela figura de Scott, mas nem vi sua sombra. Resolvi entrar e esperar porque se tinha um lugar em que Anastácia estaria, esse lugar com certeza era perto de crème brûllè e suspiro de morango. No entanto, nem vi a cabeleira platinada de minha prima. E dado ao fato de que não tinha ouvido nenhum gritinho frenético, então ela não deveria estar ali.

Foi quando senti uma mão tocando meu ombro e meu corpo inteiro retesou porque eu já não suportava que me tocassem e estava em estado letárgico depois da mão de Midas podre de Alucard que tinha me encantado para me marcar. Eu tinha absoluta certeza disso agora que minha mente trabalhava com todo o vigor. Prontamente agarrei aquela mão cheia de dedos e torci. Claro que eu não tinha força para quebrar nenhuma falange do dedo do rapaz, mas era o suficiente para lhe causar alguma dor.

- E o que é que você pensa que está fazendo? – me virei brava ignorando por completo o fato de ainda estar agarrada à mão dele e dei de cara com incríveis olhos azuis que confesso, me fizeram estremecer um pouco nas bases da irritação. Soltei sua mão agora um pouco mais contida. E tentei puxar a manga de meu vestido para tampar melhor a marca de maloqueiro que eu ganhara - Me desculpe, mas é que essa viagem está sendo um sacrilégio. Meus amigos estão detidos e não tenho acesso à eles, não conheço praticamente ninguém e a hospitalidade daqui tem sido tão horrível quanto essa gentalha.

Bom, ninguém podia me acusar de não ser sincera, no fim das contas. Ao menos eu não estava fazendo um escândalo, estava apenas externando os meus profundos sentimentos de repulsa pela forma com que fui tratada rudemente pelo professor Coen e pelo auror Alucard. Sem contar as espirituosas piadinhas irônicas de Lara e os feitos heróicos de Leslie. Eu estava exausta e precisava descansar para terminar a viagem de alguma forma, sã.







Spoiler:
Resumo: Roxanna é acordada por Leslie e se recuperando da tontura, faz um agradecimento informal ao garoto. Xinga Alucard e Swain de plebeus e vai até o Vagão-Restaurante procurar Scott e Anastácia. Acaba conhecendo Logan e descontando sua frustração no rapaz, tentando esconder sua marca recém ganhada, chamando a maioria massiva do Expresso de gentalha.

[OFF] Mauro e Lara, não achei necessário finalizar a ação lá na cabine, por isso finalizei por aqui mesmo. [/OFF]

-
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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Kelly W. Parker em Ter Ago 28, 2012 8:53 pm

Spoiler:
Kelly tentou fazer com que Chloe não fosse embora, acabou se acertando com o irmão e fez uma nova amizade com Kim. Perguntou então aos amigos se não queriam se juntar com os amigos de Kim para, talvez, jogar Poker
Kelly observou atentamente a situação se desenrolar, começando pelo garoto francês (que em alguns segundos descobriria seu nome, Henri) quase chamando a meio veela de “amor?” e cometendo a gafe de apresentar a sonserina por um apelido que não lhe agradava nenhum pouco (pelo que pareceu a seguir). “Katrina, Docinho e Clotilde... Calma, Clotilde? Quem teria esse nome?” pensou a garota enquanto olhava as duas garotas e a gata e repetia os nomes internamente como se tentasse memoriza-los (já que sua memória com certeza é a pior do mundo).

Em seguida tentou acompanhar Fae e sua história que incluía um Chester que vendia Coca-Cola no trem, um corvinal estuporado, um Sectusempra lançado, um vagão pegando fogo e um Elliot tomando uma detenção (só pra variar um pouco) junto com outros alunos. Logo veio o sermão da meio veela, Katrina, sobre como a ruiva deveria se preocupar em falar para os seus pais sobre tudo o que tinha acontecido ao invés de se preocupar com o resto das fofocas. John, seu irmão gêmeo, sentou-se do seu lado direito e pediu desculpas pelo verão, apresentando-se novamente para que os dois começassem sua relação do zero.

- Não precisa dizer mais nada, John... Tá tudo certo! – Respondeu pegando uma das cebolas e dizendo. – Mas cara, depois escova os dentes se não já viu né. E precisamos ter uma longa conversa e esclarecer algumas, várias, duvidas que você deva ter em relação a nossa família, mas eu acho melhor esperar para quando chegarmos a Hogwarts. A história é longa! - Então uma Chloe (“Viu? Ninguém poderia se chamar Clotilde!”) revoltada se levantou e despejou toda sua raiva em cima dos amigos.

- Qualé Chloe não vai embora, aposto que ninguém quis te aborrecer e nem fazer com que você se sentisse mal... Deve ter sido só uma brincadeira de mau gosto, fica vai e daí a gente toma alguma coisa, logo todos nós chegaremos a Hogwarts e você pode até se livrar de nós, pessoas desagradáveis!

Kelly estava sentada no banco ainda esperando uma reação de Chloe quando viu a garota que havia levantado à cerveja em sua direção (minutos antes) levantar de sua mesa (aquela mais barulhenta do vagão) e vir em sua direção. A sonserina não parecia ser nada arrogante (apesar da sua aparência de “bad girl”, com seus cabelos sempre curtos e seus olhos castanhos avermelhados), muito pelo contrário, parecia bem simpática e decidida. Kelly não precisou ter uma longa conversa com Kim para deduzir que era diferente.

- Três cervejas amanteigadas, uma para o rapaz da mesa, coloque um canudo junto, por precaução, e dois para esses aqui, por favor. Kim Blayr, prazer. – Estendeu a mão – E você deve ser a menina que vai me dar um sorriso pela cerveja amanteigada e você, bem, você é O Parker. E juntos, vocês são os dois que vão comigo até a mesa. Temos poker!

- Kelly White Parker, mas pode me chamar só de Kelly. – Disse a grifinória estendendo-lhe a mão em retorno. - Não acha meio presunçoso esperar que eu sorria em troca de uma cerveja? – Perguntou ainda segurando sua mão e observando Kim com... interesse.

- Bom, espero que não seja presunçoso você sorrir por minha causa, então. - Retrucou, piscando.

- Muito mais presunçoso do que pela cerveja. – Respondeu soltando sua mão.

- Então me dê um sorriso presunçoso, para combinar. - Kelly observou a garota por alguns segundos, chamou o auror no balcão e pediu mais uma cerveja, pagando-o.

- Certo, o sorriso vai pela... Simpatia. A cerveja é só por eu ser boazinha mesmo e retribuir a sua cortesia. – Disse Kelly esboçando um leve sorriso e entregando a cerveja para Kim.

- Um brinde? - Ela ergueu a garrafa e abriu um sorriso maroto - Bom, espero que você continue boazinha e aceite meu convite.

- Então que o brinde seja feito. - Disse a grifinória sorrindo e batendo sua garrafa contra a da mais nova amiga. – Tá afim John? – Perguntou virando-se para o irmão.

- É John, tá afim?

- Sim, por que não? Não gosto de cadeiras altas de bares mesmo. - Disse John pegando o copo e brindando com sua irmã.

- Vamos pessoal? Se juntar com os amigos da Kim? – Perguntou Kelly sorrindo para seus amigos.


Última edição por Kelly W. Parker em Ter Ago 28, 2012 8:56 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Agnes Hunter em Ter Ago 28, 2012 8:55 pm

Agnes arqueou uma sobrancelha e depois mexeu no cabelo por puro nervosismo. Não havia mais sossego no Expresso, um simples vacilo e todo mundo queria se intrometer na sua vida pessoal. Lutar pelo fim dos exames ninguém estava disposto, agora, para fazer papel de ridículo era preciso pegar senha.

A alemã sentia que seu espaço havia sido invadido por um garoto selvagem que saiu sabe-se lá da onde. Para começar ele tinha cara de pobre, jeito de pobre, daqueles que chamam o garçom de “Champz”, estalam os dedos no meio do restaurante e ainda por cima agradecem com um “Chapa”. Faltou só pedir uma média e dois pingados para completar o atestado de Classe Média. Não. Pior. Faltou pedir dois ovos fritos em cima do bife.

Jogou o cabelo para o lado, simplesmente para não ter que encarar aquela figura intrometida que havia acabado de levar um sapeca Iaiá da sua amiga andaluza e mesmo assim parecia devorar o lanche como se tivesse chegado a Londres nadando. Tentou não prestar atenção no garoto, porém a falta de classe e sutileza impediu que o mesmo saísse da mesa e procurasse um lugar mais afastado, de preferência escondido das pessoas que sabiam a diferença e a ordem dos talheres em um jantar de no mínimo 6 pratos.

Ainda girando a varinha entre os dedos olhou na direção que Aguirre indicava. – Parece que foi ontem, éramos apenas menininhas aguardando o début, infernizando as pessoas, sem se preocupar com quase nada, esperando boas notas e fazendo tranças antes de dormir. Muito diferente dessas coisas magrelas e esquisitas, olha aquela veela ali, parece um poste, qualquer dia desses, ela vai envergar igual a uma folha de papel, sem contar a anãzinha que vive cheia de pelos de gato e cheiro de xixi e não podemos esquecer é claro, a catarrenta de cabelo vermelho que se acha muito esperta. Definitivamente éramos terceiranistas muito mais graciosas, infelizmente temos que crescer, mas nunca, nunca podemos esquecer quem realmente somos.

Mirou a garganta de Vincenzo no meio da manobra com a varinha, cortou o ar de cima para baixo e mentalizou . - ih-tch s-lãã-gs


Resumo: Agnes se irrita com a intromissão de Vincenzo e tenta lançar um Eat slugs de forma silenciosa.

Dados: para magia silenciosa e feitiço, como não sei quantos serão necessários, rolarei 3!
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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por RPG Enervate em Ter Ago 28, 2012 8:55 pm

O membro 'Agnes Hunter' realizou a seguinte ação: Rolar Dados

#1 'd20' :

#1 Resultado : 17

--------------------------------

#2 'd20' :

#2 Resultado : 1

--------------------------------

#3 'd20' :

#3 Resultado : 5
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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Fae B. Pointer em Qua Ago 29, 2012 10:28 am


X
Era uma vez um sapo sentimental.

-Querida, Katty, - Fae olhou para Katrina com indulgência. A menina era doce e boa, apesar de bobinha às vezes e não tinha culpa de não entender a forma como os Pointers lidavam com detenção. Gostava dela! Katty lembrava um pouco Turdi antes que ele se acostumasse totalmente a ela. Talvez ambos fossem feitos daquele mesmo material do qual eram feitos os sonhos e os contos de fada. – Eu e meu irmão temos uma regra: O que acontece em Hogwarts, fica em Hogwarts! E isso inclui o trem para Hogwarts também. Mas não se preocupe, essa é só mais uma detenção da nossa lista – e continuou com a cara mais sapeca do mundo - e aquele mala saiu na frente esse ano! Vai ver a sala do Azazel primeiro!

- O meu nome é Chloe... C-h-l-o-e! E vocês são as piores pessoas do mundo for ficarem falando de mim e inventando apelidos feios. Eu não preciso de vocês, nem de ninguém! Continuem sendo... vocês aí, não me importo. Mas eu cansei! Cansei!

Era a voz chorosa da sonserina do grupo (e quem imaginaria que a logo a sonserina teria sentimentos e seria corajosa o suficiente para mostra-los). Pois a grifinória não era do tipo sensível e pensava lá com seus botões, ou melhor, pensava lá com seu sapinho: “Ah Clotilde, não sabe brincar, então não desce pro play” [/joselitos’swayoflife]. Turdi observava a tudo de seu posto vigilante no alto dos ombros da menina, entre os cabelos vermelhos e o capuz preto, tão escondido como sabia ser desde sempre e era ele que chamava a menina a atenção “Não é porque você sabe aguentar a brincadeira que todos aguentam, Fae! Parte disso é sua culpa e você, diferente do menino francês, sabia exatamente o que estava fazendo”.

A Pointer caçula revirou os olhos e evitou maldizer sua sina de Pinóquio sempre sendo cerceada pelos bons conselhos do Grilo Falante. Amava aquele sapinho como se fosse seu sangue. Uma parte sua que faria mais falta que um pé ou uma mão. E sabia que Turdi tinha razão, tanto que a outra grifinória foi a primeira a se manifestar tentando aplacar os ânimos da sonserina em AdP. Era a vez dela, então se levantou e caminhou decidida até a outra menina, segurando-a pelos ombros para que ficassem frente a frente.

- Chloe, olha pra mim! – ela iniciou enfatizando o nome da menina - Agora você sabe como é ser chamado por um nome que não é o seu. Lembre-se disso e de que as pessoas vão te tratar da mesma forma que você trata-las. Agora você não precisa ir embora por causa disso! Não precisa ser sozinha se não quiser! Nós somos os seus amigos, quer você queira, quer não. Isso significa que você tem um lugar cativo aqui conosco. E que queremos que você fique porque gostamos de você, sua boba!

Nesse instante, Kelly voltava sua atenção para o grupo e perguntava para eles se queriam ir com ela juntar-se à alguns dos meninos mais velhos sentados. Fez assentiu com a cabeça que iria. Afinal eles podiam ter mais informações que ela poderia reunir.

"O que aconteceu???":
Fae se desculpa - ao seu modo bem caracteristico - com Chloe e aceita o convite de Kelly.

-
Saving people hunting things...

The family business.




Esquadrão Exorcista.........


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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Vincenzo S Ambrosio em Qua Ago 29, 2012 10:40 am

“My life come a humming like a hit plane
To be easy, yeah with the insane”





Nós sabemos quando estamos incomodando alguém, principalmente quando você percebe os olhares tortos na sua direção. Sei que não agradamos Gregos e Troianos, mas não agradar os dois fica dificil, não era besta estava vendo que as garotas estavam incomodadas com a minha presença. Tinha que sair dali o quanto antes, minha integridade dependia disso.

A garota de cabelos escuros apresentava-se como sendo Virginia e a loira de olhos verdes, Agnes. Olhei para as duas, belas, mas sentia a maldade no ar, era melhor ser cauteloso. Principalmente quando uma delas brincava com a varinha. Para parar na minha direção e eu não ter saída tinha certeza que não demoraria.

Analisei o que uma delas havia dito, não sou bobo para entender que elas estavam tramando. Notava uma piscada nada discreta, de uma para outra, coisa boa não poderia sair dali. Olhei para Agnes cujo foi direcionada a piscadela.

Patrick me chamava enquanto Agnes começava a falar, fiquei ali por um instante, até ela terminar de falar sobre a infancia, olhei a veela de que falavam fiquei encantado pelo caminhar da garota, era o charme da raça. O veneno escorria da garota, ela precisava de um lenço.

O que ela falava estava tão interessante que minha atenção foi desviada para uma garota sentada no bar, ela parecia estar furiosa com o rapaz que aparecia ao seu lado e como eu havia tocado na garota. Pelo jeito as garotas daquele castelo eram do tipo não rela em mim sou de cristal e quebro.

Estava com fome e logo vi Patrick colocando no balcão tudo que havia pedido e olhando feio para mim, pois tudo ali iria esfriar, meus olhos brilharam, e levantei rápido assim que a garota parou de falar. Vi que a varinha dela estava parada ao ar fazendo um movimento, só não sabia o que era, por sorte teria escapado da direção do feitiço.


Spoiler:
Entediado e com fome Vince deixa a mesa assim que Agnes para de falar sobre a sua infancia e das outras garotas, por sorte ele desviaria de um feitiço que ela parecia ter feito.

Off: não sei quantos dados serão necessários... tbm lançarei 3


Última edição por Vincenzo S Ambrosio em Qui Set 13, 2012 6:40 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por RPG Enervate em Qua Ago 29, 2012 10:40 am

O membro 'Vincenzo S Ambrosio' realizou a seguinte ação: Rolar Dados

#1 'd20' :

#1 Resultado : 8

--------------------------------

#2 'd20' :

#2 Resultado : 3

--------------------------------

#3 'd20' :

#3 Resultado : 4
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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Mariana Lengruber em Qua Ago 29, 2012 2:24 pm

O dia já não era dos melhores, tinha chuva, o tempo estava feio, era volta às aulas e estava com uma leve dor de cabeça. Se não bastasse aquilo tudo ainda tinha que aturar o de sempre que não suportava no Expresso de Hogwarts: primeiranistas. Era uma praga. Corriam de um lado para o outro devido a todas as porcarias que comiam e ao açúcar em excesso dos doces bruxos. E se não bastasse aquilo ainda gritavam ferindo seus ouvidos delicados e cultos. Tinha vontade de torcer o pescoço de todos eles, mas infelizmente não era possível.

Continuou andando pelos corredores do Expresso com Agnes e May, suas amigas inseparáveis desde o primeiro ano em Hogwarts. Haviam passado por tantas coisas juntas que não era cabível de listar. O sexto ano delas não seria diferente, seria melhor do que todos os outros, pelo menos era o que esperava. Mas de fato já havia começado diferente. Explosões, fogo, tumultos, atrasos, nunca antes haviam ocorrido no primeiro dia letivo. E ela que já não era muito paciente só ficava mais agitada de não chegarem logo ao castelo, fazendo com que sua dor de cabeça aumentasse.

Conversavam banalidades sobre o tempo, ou como faltava classe e bom gosto em vários alunos que passavam por elas. Também comentavam sobre alguns vagões estarem com uma temática própria por causa dos aurores que lá se encontravam. Aurores. Outro ponto estranho naquele dia. Muitos especulavam sobre ameaças terroristas, bombas, fim do mundo, entre outras coisas, pelos corredores e cabines que estavam abertas. A sonserina só girava os olhos e achava tudo aquilo um exagero. Tinha outras coisas para se preocupar. Como o fato de ainda não ter arrumado um namorado desde que se entende por gente. Ainda assim estava melhor que May Lionheart, com suas paranóias, livros de auto-ajuda, e sem namorados.

Acabaram por entrar no Vagão-Restaurante, já que a srtª Lengruber ficava insuportável quando estava com fome, mais do que já era. Mas antes ainda de poderem comer, Agnes resolveu ir zoar com Katrina e Chloe, duas garotinhas do terceiro ano que não eram tão importantes assim, nem tinham classe, nem nada. Perdedoras. Trocaram alguns comentários e a morena impaciente dizia que ainda não sabia o motivo de Agnes perder o tempo com elas. Não que não fosse divertido, mas tudo tinha hora certa. Hunter só parou porque viu Luicas ao longe e como boa perseguidora namorada que era foi atrás, claro, deixando as outras duas amigas ali sozinhas. Mariana puxou May para tomarem uma cerveja amanteigada e comerem alguma coisa, se ofereceu para pagar para a amiga, assim saíram de perto daquele grupinho bizarro.

Mariana pediu uma porção de batatas fritas e outras coisas a mais para ela e May comerem. Enquanto as duas esperavam o pedido ficar pronto, comentavam sobre como Agnes parecia desesperada quando fazia coisas daquele tipo. Sair correndo atrás de homem. As más línguas e invejosas com certeza não perderiam tempo e espalhariam pra todo o castelo. Isso até Agnes descobrir e mandar cortar as cabeças. Sempre a mesma história. Assim que o pedido chegou, a inglesa viu Agnes voltando ao Restaurante e sentando-se à mesa com Virginia, e logo depois um rapaz chegando e sentando. Cutucou May para que olhasse e também. Era uma cena digna de atenção. Pareciam numa sala de cinema, comendo e vendo um filme de ação. Estava estampado na cara de Agnes o que ela faria a seguir. A loira não perdia oportunidade de lançar feitiços em alguém. E aquele lá seria sua vítima.

Então quando as coisas pareciam mais calmas, ou quase isso, Lengruber e Lionheart levantaram do balcão e seguiram para a mesa onde estava Agnes, Virginia e o rapaz, que naquele momento tinha ido buscar seu pedido. A morena nunca o tinha visto antes por Hogwarts, não que se lembrava. Feio pelo menos ele não era. Mas a julgar pela reação de Agnes e a feição diferente do normal de Virginia, ele não devia ser lá muita coisa, só mais um chato e irritante como muitos outros por aí. Puxou a cadeira e logo sentou, sem ser convidada.

- Sou eu ou o clima aqui parece estar quente? – Rá! - E aí, qual a boa meninas? - depois que o rapaz voltasse se apresentaria, conforme manda o bom costume.

Resumo: Lengruber após todos os incidentes anteriores tomava uma cerveja amanteigada com May quando viu que certamente Agnes aprontaria das suas. Esperou um tempo e arrastou Lionheart com ela para a mesa onde estavam. Assim esperou pelas respostas.

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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Chloe Hertsgaard em Qua Ago 29, 2012 2:52 pm

Anteriormente... Chloe tem um momento de loucura e acha que todos estão falando mal de si, lhe botando apelidos malignos e conclui que não precisa de ninguém. Após dizer basicamente isso para seus amigos ia saindo dali com seu gato nos braços. Ou melhor, era a intenção sair de lá o mais rápido possível, só para aumentar o drama de toda sua cena. Talvez se pedissem desculpas depois ela perdoaria. Só porque era melhor que eles, mais legal, divertida, bonita. Até lá os ignoraria. Não sabia se tinha ou não tinha razão realmente, o fato era que achava que tinha toda a razão do mundo sempre. E era o que bastava. Mesmo que ainda tivesse uma mínima parcela de culpa em todas as situações. Ia saindo, mas ouviu a voz de Kelly.

- Qualé Chloe não vai embora, aposto que ninguém quis te aborrecer e nem fazer com que você se sentisse mal... Deve ter sido só uma brincadeira de mau gosto, fica vai e daí a gente toma alguma coisa, logo todos nós chegaremos a Hogwarts e você pode até se livrar de nós, pessoas desagradáveis! – até que parecia que a menina não era de todo ruim e chata. Suas palavras até agradaram um pouco nossa sonserina dramática.

Parou de andar ainda estava de costas pensando se já era o momento de perdoar todos ali por simplesmente existirem. Ainda não. Esperou mais um pouco e sentiu Fae a virando de modo que ficassem frente a frente. A ruiva falava o nome certo dela e dizia para que olhasse para ela. E depois dizia algo que talvez Chloe merecesse ouvir.

- Agora você sabe como é ser chamado por um nome que não é seu. Lembre-se disso e de que as pessoas vão te tratar da mesma forma que você tratá-las. Agora você não precisa ir embora por causa disso! Não precisa ser sozinha se não quiser! Nós somos os seus amigos, quer você queira, quer não. Isso significa que você tem um lugar cativo aqui conosco. E que queremos que você fique porque gostamos de você, sua boba! – Fae sabia dar um tapa na cara de Chloe da sociedade, quando precisava. Depois acenava para Kelly concordando que se juntaria aos amigos da grifinória.

- Clotil... quer dizer Chloe fique conosco! Não vou ficar sossegada com esse monte de confusões acontecendo e você por aí... – falava a sempre gentil Katrina. Uma fofa. Chloe daria um abraço nela se fosse mais dada a sentimentalismo, na verdade sugeriria um abraço grupal.

Enquanto Chloe pensava em uma resposta e se acompanharia os amigos para uma mesa com os amigos de Kelly visualizou uma garota chegando ao Restaurante. Pelos traços ela devia ser mais que ela, certamente. Mais alta e desenvolvida, não digo que era mais bonita porque tudo depende do referencial e da situação. Se perguntasse à Hertsgaard ela diria que era bem mais bonita, obviamente, do que a loira. Falando nela a sonserina não sabia de onde, mas tinha impressão de conhecê-la. Certamente já devia a ter visto pelos corredores de Hogwarts, e talvez pela Sonserina. Mas não, não era lá onde tinha uma lembrança forte... Onde poderia ser?

De repente foi como se um tapa atingisse sua cabeça e um flash viesse diante de seus olhos. Algumas horas atrás a vira pela plataforma de Hogwarts. Seria qualquer uma se não fosse pelo pequeno detalhe de que aquela loira a jogara um rapaz e um monte de lixo. Aquela lá a deixara com mau cheiro e suja, com a moral e estima também jogada no chão, igual as cascas de banana e outros alimentos ali caídos. Finalmente tinha encontrado a garota! Era ela. Estava bem ali, na sua frente. E o pior... Chloe ainda não tinha ideia do que fazer.

- Tudo bem, eu perdôo vocês e... – parou um pouco e suspirou. – Vou pensar no que disseram... E também não vou abandonar vocês, e essas coisas todas... Mas agora, no momento preciso resolver um assunto pendente... Já volto. – ou não.

Precisou de alguns minutos ali parada com Docinho nos braços e uma expressão de pensativa no rosto. A primeira ideia que veio a sua mente era jogar o gato na garota. Ela parecia ser do tipo que prezava e muito ter a aparência impecável. E o felino com certeza faria uma obra prima no cabelo da loira. Também pensou em jogar alguma comida na roupa dela, só para ela saber como era a sensação. Mas por fim, resolveu lidar com aquela situação de modo pacífico, pelo menos no começo. Aproximou-se da garota que conversava com um rapaz, e cutucou o ombro dela, a fim de que ela a olhasse.

- Você! Quem você pensa que é pra fazer o que fez? Assim, eu não sei quem você é, e também não me importa. Mas jogar alguém junto com um monte de lixo em cima de uma pobre garota indefesa não é nada digno. – pausou por um momento para respirar fundo. – Mas tudo bem. Não precisa pedir perdão, eu sei que você deve estar muito envergonhada pelo que fez... Eu te perdôo. Não se acostume! Da próxima posso não ter tanta classe assim. – deu seu sorriso que não era bem um sorriso simpático e esperou pela reação da outra. Qualquer coisa tinha um gato e não tinha medo de usá-lo.

Le Resumo: Chloe escuta o que Kelly e Fae falam para ela e diz que vai pensar no assunto, mas antes precisa resolver uma coisa pendente. Daí vai falar com Roxanna sobre o incidente de mais cedo na plataforma.

Spoiler:
Tudo autorizado (: e sim, vão ter que ler dois posts meus seguidos de duas personagens diferentes, haha. Ounão.

-


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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Logan C. Villeneuve em Qua Ago 29, 2012 4:59 pm

    MONUMENTS
    Gentileza. Há quem reaja bem a ela, há quem reaja mal. Não culpo de todo quem atira pedras naquele que deseja apenas ser cortês. A bem da verdade, até entendo e me coloco, muitas vezes, no mesmo lugar, já que uma parcela das pessoas age meramente em benefício próprio, fingindo uma modéstia inexistente e apoiando o próximo somente pelo fato de visar algo além. Interesse, esta é a palavra. Naquele momento, sinceramente não sei se fui apenas gentil ou se fui interesseiro. Não me leve a mal, mas meu interesse é meramente o fator curiosidade e minha gentileza refere-se puramente ao fato de querer ajudar. Cego eu também não sou e seria hipócrita se deixasse de atribuir à beleza sutil da desconhecida parte do súbito interesse – ou curiosidade, como quiser – que tive e da gentileza que, por consequência, tentei realizar.

    Levando em conta que, antes mesmo de decidir ir ao encontro dela, minhas pernas já iam a sua direção, devo dizer que fiquei um tanto quanto surpreso diante da ríspida maneira portada pela garota ao tratar comigo. A surpresa não durou mais do que dois milésimos de segundo. Se bem me conheço, o indicativo do meu iminente desconforto deveria estar estampado em meu rosto, que queimava. Qualquer contato físico existente até então, foi abruptamente cortado pela ira da loira. Pigarreei. Talvez percebendo que estava envergonhado, suas feições foram mudando. A face, antes carrancuda, suavizou-se. Forcei um sorriso - quem sabe assim não me recriminasse tanto ou achasse que fosse simpático. Não sou bom ator. Se meu fingimento nem a mim convencia, imagine aos outros.

    A garota me encarou, enquanto, numa tentativa de tampar a marca do ombro, puxava a manga do vestido para cima. Nas palavras que vieram a seguir, desculpas. É ridículo dizer isso, mas meus músculos ficaram um pouco menos retesados, porque, apesar de tudo, mesmo não mais sendo um rapaz solitário sem qualquer amigo, eu ainda sou um pouco introspectivo... Em outras palavras, sou bastante tímido. Não aquele tímido que se enfia dentro de sua casca e dificilmente sai, mas um tímido que espontaneamente sai de seu ambiente, e que, quando vê que foi muito longe de suas fronteiras, sente vontade de voltar. Certo, cruzei a linha da fronteira, e me mantive ali. Se agora eu estava nervoso? Acho que não é preciso resposta. Bom, já passara por situações bem mais constrangedoras, que me nego a pontuar aqui, porque, até mesmo analisando-as neste momento, são vergonhosas demais.

    - Sem problemas. Eu é que devo me desculpar por ter te abordado dessa forma. Perdão, sou impulsivo demais... Bom, pelo menos é o que sempre dizem – disse mais para mim do que a ela e ri, nervosamente. – Vi seu machucado e pensei que talvez, só talvez, estivesse precisando de ajuda – não, definitivamente, ela não desejava ajuda. Ao menos, não se portava como tal. Resolvi deixar o assunto de lado e olhei para os lados, reparando nas outras pessoas. – Não sei o que houve aqui, mas notei que está tudo meio que de pernas pro ar. Na verdade, nem me dei ao trabalho de procurar saber sobre o que aconteceu. O que houve? – e, subitamente, notei que ali faltava algo. - Ah... Já ia quase me esquecendo. Meu nome é Logan, prazer.

    Estendi-lhe a mão e ela fez o mesmo movimento. De forma graciosa e cordial, cumprimentou-me.

    - Roxanna Miloslaviniacova. Prazer – disse ela, formalmente.

    Levantei a cabeça e sorri ao ouvir seu nome. Sequer havia prestado atenção nos resquícios de sotaque que havia cá ou lá. Caso esteja certo, ela é russa. Devo confessar que não tenho boas impressões de seus conterrâneos. Da última vez que conheci um, levei um soco no meio do supercílio e sangrei bastante. Coincidentemente, este episódio aconteceu na mesma noite em que ela me deixou. Não há dúvida, creio eu, de que aquela tenha sido a pior noite da minha vida. Deixando estes pensamentos de lado, vejo que talvez esta menina seja um pouco diferente dos outros russos que conheci. Ela aparenta ser boa pessoa, apesar de, num primeiro instante, tê-la achado um pouco agressiva.

    - Você não soube o que houve? – indagou. - Ouvi o maquinista dizendo que foram achadas bombas no trem. Por isso os aurores estão aqui. E alguém explodiu um monte de bebida trouxa em uma cabine e todos os envolvidos na cena estão no Vagão dos Professores guardados pelo urubuzão que é o Mestre de Poções da escola - terminou tudo, pegando fôlego. - Eu tentei ver o que estava acontecendo, mas o tal professor fechou a porta na minha cara. Quer dizer, não era assim que eu me lembrava de Hogwarts no meu primeiro ano... E quanto a essa marca não faço ideia do que seja, acabei de notá-la. Deve ser a ideia que alguém faz de uma brincadeira boba.

    - Estranho isso ter acontecido. Nunca presenciei um problema desses no Expresso. Parecia ser bem seguro aqui, mas, pelo jeito... Bom, ainda bem que já está tudo resolvido. Talvez devesse ir à enfermaria mais tarde pra verificar o ombro - cocei a cabeça, ainda inquieto quanto ao estado do machucado da garota. Bombas no meio do trem? Bebida trouxa explodida? Aquela história era bem estranha. Enquanto maquinava os pormenores, reparei na mesa em que antes havia me sentado. Lá estava o garçom, lá estava o pedido. Voltei-me para a loira, completamente embaraçado, mordendo, angustiado, o lábio inferior. - Hm... Meu pedido acabou de chegar. Estou com as minhas coisas ali – apontei para a mesa. - Se quiser se juntar a mim, estou sozinho - e ri, meio sem graça.

    - Só nos resta saber se Hogwarts será mesmo fiel a todos que a ela recorrerem... – suas palavras eram céticas demais, o que não era de se surpreender, já que passara por inúmeras desventuras num só dia. Seu olhar rumou ao ombro ferido. - Esqueça essa marca, me recuso a ser tratada por funcionários mal remunerados do sistema, não há de ser nada – decidi não argumentar, afinal, a escolha era dela e eu mal a conhecia. Só temia que aquilo piorasse diante de uma infecção ou algo do tipo. E então se virou para a mesa, que antes eu mostrara - Bom, eu estou com fome e não tenho lugar nenhum para ir – riu - então acho que posso me juntar a você.

    Um sorriso se formou em meus lábios. Acompanhei-a até a mesa, deixando que andasse sempre um pouco à frente. Chegando lá, notei um olhar inquisidor e achei engraçado, porque imaginava seu significado. Aquela garota estava acostumada a ser bem tratada, presumi. Não que eu não fosse bem-educado, mas, naquele instante, notei um ar de prejulgamento quanto a mim. Bem, talvez seja só coisa da minha cabeça, mas, por via das dúvidas, agi de acordo com a educação que me foi dada. Puxei vagarosamente a cadeira para trás, a fim de que a loira ali se sentasse. Sentei-me depois, na cadeira do lado oposto. Um garçom, diferente do primeiro que me servira, veio à nossa mesa. Olhei para minha comida, que soltava fumaça de tão quente, e logo pensei que esfriaria, porque estava disposto a esperar que minha acompanhante também estivesse servida.

    Spoiler:
    Logan conhece Roxanna Miloslaviniacova, uma aluna russa, que aparenta estar completamente insatisfeita em relação aos últimos acontecimentos. Compreensivo, o rapaz simpatiza com a garota e a chama para sentar-se junto a ele.
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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Henri Le Blanc em Qua Ago 29, 2012 8:46 pm

Embora Henri não soubesse dizer quem era o tal Chester que Fae falava, ele se interessou em ouvir aquilo. Muitos achavam que, por ser “riquinho”, o garoto era daqueles que não se importavam com os menos favorecidos, porém depois que o garoto foi vitima de um incêndio nas calças em um baile no seu primeiro ano em Beauxbatons, ele sabe como é estar do lado prejudicado da história e passou a apoiar as minorias. Talvez, mas só talvez, isso foi ajudado também pelo fato de Katrina ser conhecida por ajudar a todos, principalmente aqueles que não muito tinham.

Tão logo Fae acabou de contar as novidades e mencionou o que passava pela cabeça do monegasco sobre uma bomba, Katrina abriu a boca e falou tudo que ELE tinha contado para elas. O rapaz ficou vermelho e teve de enfiar as unhas na própria carne para se controlar e não explodir em cima dela. Apenas virou para a meio-veela, com um sorriso no rosto enquanto a mão ficava cada vez mais apertada e sussurrou, suavemente e transbordando gentileza:

- Não sabia que nós tínhamos concordado em contar para os outros o que se passou. – soltou o ar que segurava e afrouxou a mão, observando as marcas das unhas na palma. – Mas tudo bem.

Também não teria muito mais tempo para reclamar, já que Chloe se enraiveceu por se chamada de Clotilde diversas vezes e desabafou saindo com Docinho nos braços. Henri se sentiu mal por ter trocado o nome dela, mesmo sem querer, e queria pedir desculpas, mas as garotas foram mais rápidas e deram argumentos para Chloe ficar com eles ali. O loiro, enquanto Chloe falava que ficaria ali, pediu desculpas e virou para o resto do grupo vendo a sonserina ir resolver suas pendências antes de se juntar novamente a eles.

Kelly, junto com outros garotos, propôs trocar de mesa para jogar pôquer. Henri não tinha liberdade em casa para jogatinas, o máximo que os Le Blanc jogavam juntos era Monopoly, até o monegasco se irritar com o jogo demorado e jogar o tabuleiro nos ares, portanto era contra abandonar o balcão para o pôquer. Pelo visto, o grupo ia se unir ao outro para jogar, então ele logo se adiantou.

- Tudo bem, mas ficarei só olhando. Não sou muito de jogar. – e assim como antes, foi um dos primeiros a levantar.

Resumo escreveu:Henri toma cuidado para não se revoltar contra Katrina pelo fato dela ter falado o que ele tinha visto no vagão de cargas e concorda em se unir ao outro grupo, desde que não jogue.

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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Kian Weisman em Qua Ago 29, 2012 10:37 pm

E então a certeza chegou até Kian por uma brincadeira: Kim, sonserina, antes de se retirar da mesa recebeu o lufano chamando de "sr. canudo". Ele não teve outra reação a não ser de um sorriso envergonhado que surgiu em seu rosto. Por sorte, uma aluna da casa amarela que ali estava, perguntou, querendo confirmar, se seu nome era Kian. O inglês apenas confirmou balançando a cabeça positivamente e abriu a boca apenas para responder a pergunta que veio em seguida. A mesma que Dereck havia lhe feito agora pouco:

- Essas semanas em casa foi bem tranquilo. - Puxou uma cadeira vaga e sentou-se, olhando pra Dereck e depois percebendo que Kim falava com o cara do bar, apontando para a mesa deles. - Foi basicamente no meu quarto olhando pinturas em livros, cantando, brincando com meu irmão de dois anos, escrevendo cartas... - olhou mais uma vez pro quintanista que o convidara para estar ali, riu, desviando o olhar para as cartas que eram distribuídas na mesa.

Kian ficou calado olhando para baixo, tentando lembrar qual a última vez que participou de qualquer tipo de jogo que envolvesse baralho. Bom, ele talvez não lembrasse por nunca ter sido muito fã. A sorte parecia nunca estar ao seu lado quando em suas mãos havia cartas.

- Ah, não precisa! Não quero jogar. - avisou. E ficou calado, bem calado e pensativo. Acabou pensando no que tinha dito sobre suas férias, pra ser mais claro, na parte em que falou sobre escrever cartas. O lufano ficou preocupado se Dereck considerou a afirmação como uma provocação, para chamar sua atenção. E pelo contrário, foi algo apenas da boca pra fora, sem intenções. Lembrou-se do sorriso lançado, inocente, mas que podia ser mal interpretado.

Sempre rola alguns arrependimentos depois de agir com terceiros. Não com qualquer contato, mas sim quando há possibilidade grande de estar algo maior envolvido, como sentimentos. Indo direto ao ponto: amor. Todo o momento ele fica tentando se moderar, às vezes acaba esquecendo e agindo naturalmente, só que logo em seguida acaba criando ideias na cabeça, preocupando-se bastante como as pessoas podem ter lido sua mensagem.

Um pouco neurótico.

Na sua frente foi colocado uma caneca de cerveja amanteigada e, pra sua surpresa, um canudo. Riu um pouco e olhou pro cara que logo olhou em direção de Kim, que agora conversava com uma garota loira que estava acompanhada por outros alunos. Informou que a menina havia pago para ele. Weisman agradeceu pelo serviço e disse para os demais, em tom cômico:

- Já me gongaram mesmo, né? - E levou o canudo até a boca. - E, opa! - Depois de um gole, observando Kim e mais um grupo de alunos se aproximando. - Alguém quer jogar no meu lugar? - Perguntou, ficando de pé e deixando vago para quem estivesse afim. Olhou melhor os alunos, lembrando de alguns dos corredores da escola, parando os olhos em Katrina, encantado com sua beleza.

"Resumo":
Kian chega à mesa dos amigos de Dereck, recebe a bebida que Kim mandou pra ele e “recepciona” o grupo de alunos que se aproxima, perguntando se alguém quer jogar poker em seu lugar.

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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Roxanna Miloslaviniacova em Qui Ago 30, 2012 11:17 am


PAOLA BRACHO TE DESPREZA




Roxanna veste ISSO.

Eu tinha sido ríspida mesmo. Mas por que não haveria de ser? Papai sempre me ensinou que os fins justificam os meios. E até então eu tinha tentado de tudo naquela espelunca e nada tinha dado certo. Tentei impor minha superioridade mostrando ao aluno trouxa o seu lugar na sociedade, o que de fato era um favor que eu estava fazendo. No entanto, perdi meus amigos que ficaram presos em uma cabine com professores.

Fui benevolente.

Tentei demonstrar minha preocupação com toda a docência e dicência do Castelo, o que era outro favor e levei uma portada na cara. Engoli meu ego e minha raiva e sai dali sem sapatear, sem dar birra ou impor a minha verdade que convenhamos, era absoluta.

Fui caridosa.

Enfiei-me em um vagão protegendo com um Patrono poderoso meus colegas desconhecidos enquanto eles me tratavam na mais absoluta frieza. No meu ato de heroísmo ganhei uma marca tenebrosa que só o futuro me diria a que pertence.

Fui magnânima.

E em todas as minhas várias virtudes acabei só me ferrando. Por que é que eu deveria ser boa com alguém naquele lugar cheio de poréns e não-me-toques? Porque ali jazia uma alma que era quase tão grandiosa quanto a minha.

Em poucos segundos ensaiei o início de uma conversa com Logan, deixando-o a par de todos os acontecimentos do Expresso até então. Eu, porém, não tinha a menor vontade de ficar relembrando a tatuagem que ganhei forçada e muito menos pensar que aquilo podia ser permanente em minha pele de porcelana. Aceitei seu convite para me juntar à ele, aguardando que ele puxasse minha cadeira para que me sentasse. Meu bom Grindewald permitiu que ele fosse cavalheiro ao ponto. A partir daí, eu já o olhava com outros olhos, com olhos de quem pode vir a se tornar um amigo.

- E então, eu entendo os motivos de eu estar sozinha no trem, mas e você, qual a sua história?


Conversávamos amenidades quando de repente, não mais que de repente, senti um dedo cutucando meu ombro e meus frágeis nervos que já estavam em carne viva e não apenas à flor da pele, surtaram de vez.

[off]Música tema do momento[/off]


Por quê? Mil vezes por quê? Por que é que as pessoas tinham que insistir em ME TOCAR quando eu NÃO SUPORTAVA SER TOCADA? Virei imediatamente em um ato reflexo jogando minha cascata de cabelo na cara da menina por acidente mas que eu nem fiz questão de me desculpar dada a afronta de suas palavras.

Encarei a garota de alto abaixo, pois sim, eu era maior do que ela e franzi levemente meu nariz diante do seu mascote peludo. Já ia me dirigir à ela no mesmo tom de desprezo que me dirigi à garota do cabelo ensebado – Mimi Wolfsbane – no vagão dos professores, do tipo “e você quem é?”. Mas ante a matraquice da menina eu me lembrei que tinha jogado Lestat em cima de uma garota na estação e que os dois se embolaram no meio das latas de lixo.

Mas é o quê? Ela estava me perdoando? Pelo quê? Ironicamente, soltei minha risada pois de fato seria trágico se não fosse cômico.

- Mas o que é que está passando nessa sua cabecinha mal penteada para achar que pode falar assim comigo? – disse fria de forma categórica, e isso era claro e cristalino, pois eu não peço, dou ordens. Também era uma mentira capenga porque o cabelo dela estava tão bem penteado quanto o meu, mas eu tinha que ser melindrosa. E de fato eu tinha até ficado com pena da garota que levou o Lestat de brinde, sinceramente eu preferia rolar no lixo a rolar com ele, mas agora eu tinha acabado de perceber que tinha sido merecido.

– Mal cri-á-da! – continuei rígida como se estivesse ralhando com a minha boneca favorita – Pois pegue o seu perdão, - abaixei um pouco para encará-la nos olhos - o engula – aproximei meu rosto do dela para que ficássemos praticamente de narizes colados - e morra engasgada. – voltei a minha posição inicial girando a varinha que eu não tinha guardado desde que sai da cabine de Alucard, nos dedos.

E essa, querida, era a minha classe.



Spoiler:
Resumo: Roxanna acaba de conhecer Logan e começa a confiar no grifinório, apesar de ser extremamente desconfiada. Foi abordada por Chloe, irritando-a profundamente por ter-lhe dado estocadas com o dedo e acabou despejando toda a sua raiva na menina de forma um tanto quanto injusta.



-
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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por John W. Parker em Qui Ago 30, 2012 11:54 am

-Não precisa dizer mais nada, John... Tá tudo certo! – Respondeu pegando uma das cebolas e dizendo. – Mas cara, depois escova os dentes se não já viu né.E precisamos ter uma longa conversa e esclarecer algumas, várias, duvidas que você deve ter em relação a nossa família, mas eu acho melhor esperar para quando chegarmos a Hogwarts.A historia é longa!

John se sentiu mais leve com o que Kelly disse, ficou um tempo pensando em se falava algo ou não, mas não teve chance momentos depois de Kelly completar sua frase uma de suas amigas ficou nervosa e começou a discutir o que desviou a atenção de Kelly para o outro lado do bar.John não queria se intrometer, então ficou quieto, tomou mais um gole de sua cerveja e pegou mais algumas cebolas fritas e comia enquanto esboçava um sorriso de canto de rosto vendo a situação no bar.

Enquanto a situação se resolvia no bar e John tomava sua cerveja e de quebra pensava em alguns jogos de quadribol que havia visto durante o verão, e lembrava do jogo da final da Copa do Mundo que foi ganho para o Brasil em uma Final espetacular contra a Holanda.Foi quando ouviu uma outra voz feminina diferente de Kelly, e ouviu alguém dizendo o seu sobrenome.Virou a cadeira do bar para dar atenção a conversa.

-Três cervejas amanteigadas,uma para o rapaz da mesa, coloque um canudo junto, por precaução, e dois para esses aqui, por favor.Kim Blayr,prazer. –Estendeu a mão – E você deve ser a menina que vai me dar um sorriso pela cerveja amanteigada e você, bem, você é O Parker. E juntos, vocês vão comigo até a mesa. Temos poker!

John achou Kim meio estranha e ao mesmo tempo uma otima pessoa por estar oferecendo cerveja de graça e chamando para jogar poker.Mas adorou a ideia já tomando o resto de sua cerveja e pegando outra paga por Kim.”Quatro cervejas, e duas de graça...esse começo de ano não poderia estar melhor” pensou John dando um sorriso de canto e olhando enquanto Kim e sua irmã conversavam.

-Kelly White Parker, mas pode me chamar só de Kelly. – Disse a grifinória estendendo-lhe a mão em retorno. - Não acha meio presunçoso esperar que eu sorria em troca de uma cerveja? – Perguntou ainda segurando sua mão e observando Kim com... interesse.

- Bom, espero que não seja presunçoso você sorrir por minha causa, então. - Retrucou, piscando.

- Muito mais presunçoso do que pela cerveja. – Respondeu soltando sua mão.

- Então me dê um sorriso presunçoso, para combinar. - Kelly observou a garota por alguns segundos, chamou o auror no balcão e pediu mais uma cerveja, pagando-o.

- Certo, o sorriso vai pela... Simpatia. A cerveja é só por eu ser boazinha mesmo e retribuir a sua cortesia. – Disse Kelly esboçando um leve sorriso e entregando a cerveja para Kim.

- Um brinde? - Ela ergueu a garrafa e abriu um sorriso maroto - Bom, espero que você continue boazinha e aceite meu convite.

- Então que o brinde seja feito. - Disse a grifinória sorrindo e batendo sua garrafa contra a da mais nova amiga. – Tá afim John? – Perguntou virando-se para o irmão.

- É John, tá afim?

John já estava se perdendo na conversa quando ouviu seu nome abaixo o copo de cerveja, olhou para as duas e disse:

-Sim, por que não? Não gosto de cadeiras altas de bares mesmo. - Disse John pegando o copo e brindando com sua irmã.

John Levantou, olhou para sua irmã e disse:

-Estou logo atrás de você – pegando a cerveja e bagunçando o cabelo de sua irmã- você é a líder do grupo aqui.
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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Fae B. Pointer em Qui Ago 30, 2012 6:03 pm


XI
The lion's awakening.

"Ela me perdoa? Really?” A caçula Pointer revirava os olhos. “Seja magnânima, Fae, lembre de perdoa-la também por ser sonserina!” Turdi ria jocoso ante a reação de ex-Clotilde (se botar sua amizade na vitrine nem vai valer 1,99) aos apelos do grupo. Fae já havia esquecido. Sua cabecinha era como uma chama flamejante, sempre seguindo a direção do vento que a instigava e no momento a ruivinha estava instigada com a ideia de ir para a mesa do grupo de alunos mais velhos que Kelly havia arranjado. Geralmente meninas novinhas ficam um tanto mais tímidas em um meio tecnicamente mais “experiente” que ela, talvez ruborizem ante a proximidade de rapazes mais maduros ou ainda tentam fazer valer o velho ditado de que “meninas sempre amadurecem mais cedo”

Caros leitores, esse não é o caso de Fae.

Pois ela não só tomou a frente, indo em direção à mesa que os colegas de Kelly estavam, como ainda aproveitou que um dos garotos mais velhos estava cedendo um lugar e pegou o assento vago antes que o menino pudesse terminar oferecer.

-Olá, eu sou a lenda Fae! Quem dá as cartas? – disse e mostrou todos os seus dentes branquinhos tal qual o gato de Cheshire faria se convidado fosse a jogar em uma mesa de alunos bruxos. Bom, percebam a situação: ela era a ladina e eles estavam jogando qualquer coisa. Quais as verdadeiras intenções da pestinha me digam vocês!

Não, não me digam! Pois a verdade é que jamais saberemos o que teria acontecido se Fae tivesse realmente jogado aquela partida. Não, pois justamente na hora em que a menina iria se oferecer para dar as cartas sua atenção foi desviada para uma risadinha peculiar que ecoava no vagão. Pouco distante dali uma louca gritava com uma garota menor do que ela. Perai, a garota era Ex-Clotilde! A loura tinha a audácia de gritar com um dos SEUS amigos? (Sim, aparentemente Ainda Shepparian não era o único possessivo com as amizades no castelo de Hogwarts e Fae tinha certeza que só quem podia gritar com seus amigos era ela).

“Oh, não...de novo não! Fae você não gostaria de pensar mais no assunto e...Tem aurores aqui caramba! Não faz isso! Por favor!” Turdi fechava os olhinhos e se agarrava como podia a nuca da ruiva, pois o vagão restaurante assistiu a seguinte cena: era uma vez uma tampinha de cabelo muito vermelho e olhos faiscantes que puxou a caneca de cerveja amanteigada com canudinho do garoto mais velho, subiu em cima da mesa onde os garotos estavam jogando. E tascou caneca, cerveja, manteiga e canudinho em direção a garota que ousara mexer com alguém da sua gangue.

- Ó FEDREGOSA! Morra engasgada você que procura alguém menor pra brigar porque não tem cu**** para peitar alguém do seu tamanho òó ! – e colocou as mãos na cintura em desafio. Era coragem e impulsividade. Era Peter Pan de saias. Chamem o Capitão Gancho e Michael Alleborn que ela ainda dirá "Não é o suficiente". Era Fae Blake Pointer. Sem mais.

"O que aconteceu???":
Fae fica toda serelepe para jogar com os meninos mais velhos quando ouve Roxanna maltratar Chloe e joga uma caneca de cerveja amanteigada em direção a sonserina.

OFF escreveu:OFF: Sem dados! Cella, se vc quiser ser acertada fique a vontade, senão quiser tudo bem também! Se outra pessoa desejar levar cervejada na cabeça be my guest!


"Cena extra":
“Admite, você não quer ficar atrás de Elliot e está desesperada para achar uma forma de ir pra detenção antes de chegar a Hogwarts. E achou que iniciar uma guerra de comida no vagão restaurante era a melhor pedida!”

Turdi afirmava categórico, escondido debaixo do capuz. A ruiva conteve o riso.

“Fica quieto, sapo! Geronimo!”

-
Saving people hunting things...

The family business.




Esquadrão Exorcista.........


Eu SHIPPO: SHEPPARIAN
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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Shanira Jacques Rousseau em Qui Ago 30, 2012 7:27 pm

"Kære dagbog, er du den eneste, jeg kan stole fra min ydmyge eksistens ... Hvad fanden! Jeg lover at stoppe med at være sentimental, som kun du kender, men har brug for at lufte ...
To uger før han kan redde dig fra mit skab, jeg havde en frygtelig discursão med Charles. Jeg ved ikke, hvad der foregår i hovedet på den dreng, meget mindre i min! Kend det kunststykke han havde modet til at gøre? Mens vi var i en brugt i Irland, fandt nogle bundter og som du ved, at på et vist tidspunkt ikke længere have mishandlet nogen, jeg besluttede at jage et offer. Når stink bombe parat til at spille mod pigerne og gøre en kat hoppe på hovedet af en af ​​dem, Charles kommer og redder dem fra at give en helt. ARGH! Hvordan det dræber mig! Pigerne opdagede mig, og hvis det ikke var min perfektion i person - hvorfor ikke dig? Du ved jeg er perfekt! - Ville være død! Disse mocreias kom sammen for at danne et hjul for at få tilfredsstillelse og slå mig, men da de begyndte op, kunne min krop spille en kløft mellem mig og dodge. Politiet straks skrevet op Real og de ​​blev anholdt. Charles, venligt, gjort et punkt for at stirre alt kabine ... HVAD Jeg hader den fyr! Tøv ikke med, jeg gik hen til ham og kastede et skud mellem benene! Jeg råbte til ham …
Hvordan kan han røre andre piger, undtagen mig?
Hvor vover? Ved du hvad? Han er den, der altid får mig revideres, men i år vil være anderledes! Lad ikke dette ske, vil jeg ikke tillade selv at røre hans læber på mine og ... Hvad laver jeg? Ligner jeg er mere nervøs ved det faktum, at han nærmede sig og reddede pigerne end at have forrådt mig ... Betyder det er jaloux?
Jeg ville ønske jeg kunne skrive mere, men jeg har tænkt mig at mødes med min bror, Hans. Jeg vil tilbringe tre uger med ham før han vendte tilbage klasser og give håb til at kende det bedre. Desværre ikke sikker på, om jeg kan give dig skrive komme her i løbet af disse uger, men når du ankommer til Hogwarts, jeg lover at opdatere alle mulige oplysninger …"

Spoiler:
Tradução:
Querido diário, você é o único que posso confiar desde a minha humilde existência... Que merda! Prometo deixar de ser a sentimental que somente você conhece, mas antes preciso desabafar...
Duas semanas antes de conseguir te resgatar do meu armário, tive uma terrível discursão com Charles. Não sei o que passa na cabeça daquele garoto, muito menos na minha! Sabe a façanha que ele teve a coragem de fazer? Enquanto estávamos em um passei na Irlanda, encontrei umas trouxas e como você sabe que a um certo tempo não mais tenho maltratado ninguém, resolvi caçar uma vítima. Quando preparei a bomba de fedor para jogar contra as meninas e fazer um gato pular sobre a cabeça de uma delas, Charles surge e as salva dando uma de herói. ARGH! Como isto me mata! As meninas me descobriram e se não fosse a minha perfeição em pessoa - porque né? Você sabe que eu sou perfeita! - estaria morta! Aquelas mocreias vieram juntas formando uma rodinha para tirar satisfações e me bater, mas quando partiram para cima, consegui jogar meu corpo entre uma brecha e me esquivar. Imediatamente acionei a Polícia Real e elas foram detidas.
Charles, o bondoso, fez questão de ficar olhando tudo de camarote... AI QUE ÓDIO DAQUELE GAROTO! Não hesitei, me aproximei dele e lancei um chute entre as pernas dele! Gritei com ele... Como ele pode encostar em outras garotas a não ser a mim? COMO OUSA? Sabe de uma coisa? Ele é o único que sempre consegue me trolar, mas este ano será diferente! Não deixarei isto acontecer, não permitirei nem mesmo seus lábios encostarem sobre os meus e... O que estou fazendo? Parece que estou mais nervosa pelo fato dele ter se aproximado e salvado as meninas do que ter me traído... Será que isto é ciúmes? Gostaria de poder escrever mais, mas estou indo ao encontro com meu irmão, Hans. Passarei três semanas com ele antes de voltar as aulas e espero que dê para conhecer ele melhor. Infelizmente não darei certeza se poderei vir escrever aqui durante estas semanas, mas assim que chegar em Hogwarts, prometo atualizar todas as informações possíveis...Antes que me esqueça, fui em um show de uma banda onde o Bono é o vocalista e... Apesar de ver ele em Hogwarts, nunca tinha reparado totalmente nele como no dia do Show... Por que será?
ps: Eu sinto meu coração se despedaçar só de lembrar que chutei o passarinho do Charles e gritei com ele. Foi merecido sim, mas... Por que sinto este vazio, triste e solitário?

Mansão de Hans, Inglaterra, 3 semanas antes do fim das férias...
Quem diria que uma manhã de Sol, deitados em pleno quintal de uma mansão isolada na Inglaterra, não seria uma boa ideia? Tão boa que foi aprovada por Shanira com seu espírito de paz renovado. Nada melhor que um pouco de silêncio e afastamento para acalmar suas férias turbulentas e ainda sim ter a chance de conhecer melhor o seu irmão, que segundo sua mãe, seria uma forma de saber se realmente ele é digno de possui o mesmo sangue que ela. Se tudo ocorrer bem, Mitchell, seu pai, seria mais flexível quanto ao garoto... Ao menos era isto que Shanira entendia. A verdade é que seu entendimento estava errado. Seu pai jamais iria aceitar Hans como alguém de sua família e só Merlim sabe o motivo de Constance ainda estar viva.
A ruiva girou seu corpo ficando de lado e colocando seu braço esquerdo dobrado abaixo de sua cabeça para poder encarar melhor Hans que estava ao seu lado. Ele reclamava novamente de Charles, de alguma forma não gostava do garoto e não queria vê-la junto com ele, muito menos casada, como Mitchell ordenara. Shanira suspirou e soltou um leve sorriso encarando o gramado. - Por que você odeia tanto o Charles? Tá que estamos brigados com aquele babaca, mas... - Ele a interrompeu relembrando que ela estava triste por causa dele. Sem ter muito o que fazer, Jacques continuou olhando para o gramado próximo de Hans, sabia que ele estava certo, mesmo não tendo contado o que o Charles fez nas férias, ela sabia que por causa “daquilo”, estava triste. - É melhor irmos, amanhã partiremos para a Escola e mais um ano começa... - Indagou Jacques na tentativa de mudar de assunto e desfazer o clima desagradável que havia ficado entre eles naquele momento.


Estação, Expresso de Hogwarts...
Jacques olhou para o seu elfo e rapidamente encarou Hans com uma certa preocupação: será que perderam o Expresso? Por causa dos doces que havia comprado no meio do caminho, perderam um pouco da noção do tempo e assim passaram a correr o risco de perder a “carona” para Hogwarts. A ruiva passou sua mão sobre sua franja a jogando para trás em um gesto atraente e voltou atenção para o elfo que falava sobre o expresso ter se atrasado por um curto tempo e por isto sua “carona” estava assegurada. - Então, vamos... - Assim entraram e no mesmo instante – por ironia do destino – seu olhar esverdeado encontrou o seu tão desejo oculto: Charles. Entrava em outro vagão e a encarava ao longe. O tempo congelou, seu corpo estremeceu e, involuntariamente suas pernas seguiram para dentro enquanto seu olhar tentava o máximo possível permanecer fora, na tentativa de continuar encarando o seu objeto de desejo.

Viagem...
Após passarem um tempo conversando e comendo doces na cabine – como estava distraída com seu irmão, não notou muito o tumulto que teve antes do trem partir em viagem -, Hans reclamava dizendo que estava com fome, o que fez Shanira o acompanhar para o vagão-restaurante por pura chantagem mimada de seu irmão. - Duas cervejas amanteigadas e uma barra de chocolate – Pediu Hans e assim que recebeu seu pedido, fez questão de entregar o chocolate e a cerveja para Shanira. - Você vai me deixar mau acostumada. - Soltou um belo sorriso recebendo a cerveja e tomando um gole.

Enquanto o líquido refrescante passava sua garganta à dentro, sua mente começava a se perder em pensamentos. Seu olhar era para o nada, como se não tivesse ninguém ali... Automaticamente suas mãos abraçaram sutilmente a cerveja e novamente a imagem da briga com o Charles, passava em sua mente. Seu olhar ficou confuso até encontrar a cerveja de Hans e sua respiração tornou-se um pouco pesada, forçando-a a soltar um enorme suspiro. - Jacques... Jacques! - Piscadelou entreabrindo os lábios e encarando seu irmão a sua frente. Visualizava claramente os lábios de Hans se mexerem como se ele falasse algo para ela, mas não conseguia ouvir nada. - Você está me ouvindo? - Finalmente sua audição acordou. Serviu-se um pouco mais de sua cerveja e encarou Hans. - Sim, sim... - Atuou, não sabia se desta vez ele acreditaria em sua mentira, mas não custava nada tentar. - Não vamos falar do Charles... Prometo tentar outros homens. - Indagou para seu irmão com um sorriso sutil.

Por mais que alguns alunos começavam a aprontar pelo vagão, Shanira não se importava muito, preferia ficar na dela com seu irmão. Quem a observasse agir daquele jeito, provavelmente pensaria que ela era uma princesa ou uma passiva... Para o azar daqueles que pensavam assim, era completamente o contrário. Nada melhor que mentalizar alguns daqueles alunos sendo enforcados e dependurados no teto com uma corrente quente. Enquanto ficavam presos pelo pescoço, eram queimados na garganta de forma dolorosa. Os gritos de pavor, eram óperas para os ouvidos e, talvez por isto, soltou um enorme sorriso em direção a bagunça. - Ei... Já imaginou se alguns daqueles ali fossem enforcados, com correntes? - Ergueu a sobrancelha falando mais baixinho para Hans. - E se... Ainda estivessem altamente quente para que pudessem queimá-los pela garganta?! Gostoso, não? - Sorriu de canto de rosto umedecendo seus lábios como se aquela imagem em sua mente fosse a comida mais saborosa do mundo. - Seria muito diver... - Sua fala sumiu ao olhar por cima do ombro de Hans e encontrar as íris mais azuis que já tinha visto. Seu dono era Bono, o vocalista da banda que tinha tocado em um Show e seu veterano... - Quem é ele? - Voltou a prestar atenção em seu irmão quando este lhe interrogou. - Bono... - Explicou terminando de tomar sua cerveja amanteigada e finalmente degustando um pedaço do seu chocolate.

Shanira ajeitou seu cabelo atrás de sua orelha de forma discreta enquanto encarava novamente Bono e voltava o olhar para Hans. - Você quer? - Ofereceu um pouco do seu chocolate, por ironia do destino, no mesmo instante em que inclinou o pedaço da barra doce para seu irmão, uma mão intrusa e familiar tomou o pedaço. Shanira entrabriu os lábios, ficando boquiaberta e encarou as costas do garoto. Era Charles, da forma mais covarde e infantil roubou o pedaço das mãos da ruiva de forma vitoriosa e saiu como se não tivesse feito nada, provocando-a. A ruiva respirou profundo, segurou uma das mãos de Hans, impedindo-o de fazer alguma atitude idiota e se conteve. - Depois... Ainda tem mais um pedaço da barra. - Indagou tirando mais um pedaço do chocolate e entregando ao Hans.

Jacques bem sabia o que fazia, sabia que de alguma forma estavam sendo observados e, principalmente, por Bono. Se fizesse algo estúpido ou agisse por impulso, poderia não ter o garotão ao seu lado. Seria uma tacada em dois coelhos de uma vez só: faria ciúmes pro Charles e teria mais um em sua lista... Shanira voltou sua atenção a Bono e no encontro de olhares, uma simples piscadelada, foi o suficiente para a irlandesa compreender o que Bono queria. Piscadelou em resposta com um leve sorriso digno de princesa e tornou a comer seu chocolate que já estava no fim. A garota parecia que além de ter uma aparência de princesa era bem controlada e atenta ao redor, mas será que era tão santa assim e neutra assim?


Resumo: A primeira parte é ela escrevendo no diário sobre a briga que teve com o Charles, depois indo passar as ultimas 3 semanas de férias com o irmão e por fim, entrando e embarcando, como também entrando no vagão restaurante sendo mimada pelo irmão e ao mesmo tempo ficando perdida em seus pensamentos. Quando menos espera, encontra Bono no mesmo vagão que ela e passa a encará-lo. Depois volta sua atenção para seu irmão e quando oferece um pedaço de chocolate, Charles aparece e toma este pedaço de surpresa com a tentativa de provocá-la. Ao finalzinho, recebe uma "cantadinha discreta" de Bono e esta responde à sua altura.

Spoiler:


Bem, este é o primeiro post. Desculpem se ele estiver fraco, prometo melhorar, todos sabemos que no começo é assim... Super adoraria saber o que tem de errado no post, adoro ajudas e quem quiser interagir adorarei! Não vou dizer para gostarem porque é neutro, não tem o que gostar ou o que não gostar, por enquanto...
E não revisado... Leve preguicinha, prometo nas próximas sempre revisar =]
A linguagem do diário dela é Dinamarquês pegada do googletradutor.
Ações de Charles, Hans foram autorizadas e a de Bono..

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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Hans Schimidt em Sex Ago 31, 2012 3:58 pm

Quem diria que eu estaria junto de minha irmã por três semanas na mesma casa? O ódio que sentia pela família Rousseau estava me consumindo por completo, mas como sabia muito bem disfarçar, eu consegui fazer com perfeição. E Charles? Aquele metido a besta, que achava que podia mexer com a minha irmã como queria. Imaginar aquele desgraçado casado com Shanira parecia outra realidade, e um ódio repulsivo vinha sempre que eu pensava tal coisa. Mitchell estava no topo da minha lista de pessoas odiáveis, e que eu mataria sem um pingo de piedade, junto de minha “amada” mãe. Era o assunto que estávamos tendo na ultima tarde de férias. – Sha, eu não gosto de Charles. O que você vê nele? Eu o mataria num piscar de olhos. Ele não é bom para você. É igual Mitchell para sua mãe. – Ela olhou me fuzilando – Ops eu esqueci que você não sabe que seu pai é um idiota e que deveria perecer no inferno pelo resto da eternidade. Mas este não é o caso. Eu não gosto de Charles, repito, e eu não sei o que você vê nele. Seria aquele cabelo de boiola? - Dei uma risada amargurada, e pensei com meus botões, se eu nunca seria feliz por que sempre havia pedra no meu sapato. – É por causa dele que você está triste, Sha. Esqueceu-se disso? – Eu sabia muito bem o porquê de ela estar triste, mas eu não falaria, pois causaria uma discussão entre a gente, o que eu não gostaria nem mesmo com o fim do mundo. – Tudo bem Shanira, desta você escapou. – Levantei-me junto de minha bela irmã, e segui para o meu quarto, onde a bagunça era imensa, e eu tinha certeza que demoraria horas para achar todo o material escolar que eu precisaria.

**

- Pega a trufa de brigadeiro também, Shanira. – Pedi, apontando para uma trufa embrulhada num papel marrom. Eu adorava brigadeiro, era o meu vicio, aliás, um de meus vícios. Os vícios era um assunto a parte, que nem meu pai sabia, e nem minha irmã, então era bom deixar em oculto. Ela me passou o embrulho marrom, e eu logo abri e enfiei a trufa inteiro na boca. Escutei-a reclamar que estava tarde, e nós iríamos perder o Expresso. Fiz um gesto negativo com a mão, e engoli a trufa. – Eu estou pegando este trem pelo sexto ano consecutivo, Sha, nós não iremos perder a carona. E se perdemos, tenho gente que pode nos levar. – Dei de ombros. Passei as mãos em meu cabelo, arrepiado cuidadosamente. Em minha visão a estação ficava cada vez mais visível. – Olha lá, para que se preocupar? – Meu estomago de uma cambalhota. Se eu perdesse aquele trem eu estaria ferrado, ferradíssimo. Peguei em sua mão e comecei a correr. Chegamos sem fôlego á estação. O serviçal de Shanira a veio tranquilizar, e eu fiquei estupefato em como ela o tratava bem. Aquilo não era gente, nem era para tratar como ela o tratava. Passamos pela parede já tão conhecida por mim, e percebi que o Expresso ainda estava ali, vermelho e reluzente como sempre. Puxei Shanira mais uma vez, e percebi que ela olhava um ponto fixamente. Segui seu olhar. Charles. Será que aquele moleque não nos deixaria em paz, nunca?? Puxei-a mais uma vez, agora com força. E ela foi despertada do tupor, seguindo junto de mim para o vagão, para logo em seguida encontrar um compartimento vazio.

**

- Ai, que fome! Vamos comigo comprar comida Sha? – Perguntei, com os olhos de gato de botas. Depois de comer tantos doces, eu precisava de um salgado urgentemente. As conversas que tiveram até ali haviam sido banalidades, como sobre torturar uma pessoa mais cruelmente. Claro que para um humano normal isto seria barbaridade, mas para mim era como beber água, algo de minha essência. Eu ainda não sabia por que o trem havia atrasado, mas para mim estava totalmente sem utilidade àquela informação. Meus amigos não haviam nem aparecido em minha frente por uns pequenos avisos que eu mandara para eles por minha coruja. – Você gosta de chocolate, que eu sei. Se você não for comigo não comprarei uma barra gigante que eu sei que é sua preferida. Vem. – Dei um sorriso malicioso, e logo ela me seguia derrotada para o vagão-restaurante. - Duas cervejas amanteigadas e uma barra de chocolate. – disse para a jovem bruxa que ali se encontrava. Logo sentávamos em um grande banco. Senti em minha garganta o liquido quente descer raspando, e quase engasguei. Eu odiava cerveja amanteigada, preferia whisky de fogo, ou hidromel, mas como eu tecnicamente era menor de idade, não era possível. Entreguei a outra cerveja para minha irmã e a barra de chocolate prometida por mim. Sorri ao ouvir aquelas palavras, mas logo o sorriso desapareceu, e foi transformado em uma carranca. – Você vai andar comigo este ano, não vai, não te quero perto de quem te faz mal. – Aquele olhar distante, de novo! – Shanira, você está me ouvindo? – Aquela resposta não me enganava mais. A habilidade dela me impressionava, e eu pensava em meus desejos sombrios que eu poderia usá-la. Mas não. Não. – É Charles de novo, não é? Para de pensar nele, Sha!! – Outros homens, como assim? Ela estava querendo me matar de ciúmes?

A loucura vinha de família, para mim já estava mais do que um fato. O meu prazer era ver as pessoas morrendo torturadas em meu pensamento, queimadas como no meio dum inferno. Shanira parecia que compartilhava a minha loucura mas um pouco menor. Escutando aquelas palavras sádicas, eu as imaginava com perfeição. A minha mão esmagando um daqueles pescoços, deixando a minha marca. Um corte que iria da nuca até a nuca, dando uma volta completa no pescoço. Arrancar cada pedaço dos imundos. Sim, seria delicioso. Minhas mãos começaram a coçar de vontade, mas eu as guardei em meu bolso. Eu estava mais controlado. Observei que minha irmã parara de falar, e virei-me para onde ela estava olhando. – Quem é ele? – perguntei curioso e com raiva. Que nome estranho. Repeti a mesma pergunta em meu pensamento. Será que eu nunca teria meu caminho livre? – Quero sim, preciso de um pouco de calor. – O pedaço apetitoso estava quase em minhas mãos quando algo aconteceu. A mão apareceu e roubou o meu pedaço. Olhei para o dono e senti uma ira instantânea. Charles. Aquele garoto estava acabando comigo. Eu precisava fazer alguma coisa. Com a expressão de puro ódio, e os punhos cerrados, comecei a avançar para cima do garoto, mas fui interrompido por Shanira, que pediu que eu não fizesse nada. Depois. Bom, eu faria depois. Peguei o chocolate de má vontade. Não estava com nenhum pingo do prazer que eu sentira antes ao ver um pedaço. Ciente de que Charles olhava e o outro garoto também, fiquei com o corpo rígido, e com a expressão fechada, esperando para atacar, quando precisasse. A casa caiu para mim quando vi minha irmã piscar para o garoto de olhos azuis. Apertei seu braço e a fiz olhar para mim. – Você está com problema Shanira? Nem o conhece, e já está dando bola? Está fazendo ciúmes para Charles, é isto? Bom, se você quiser ficar fazendo seus joguinhos, fique, mas eu não estou a fim de participar!

Spoiler:
Resumo:

Hans passa as três semanas de férias com sua irmã, que adora. Embarcando no Expresso de Hogwarts, não perdendo o trem por um triz, conversa muito com Shanira, e a leva para comprar comida, fazendo chantagem. Lá encontra Charles, que provoca sua irmã, e consequentemente Hans, e antes dele fazer algo Shanira o impede. A irmã para provocar Charles flerta com um garoto, e isto irrita Hans.

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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Benjamin Jernigan em Sex Ago 31, 2012 11:58 pm



Depois de ter saído da cabine das meninas, quando fui seriamente intimado por meu irmão, descobri um pouco tarde que nossa banda tinha planejado um show no vagão-restaurante. A ideia me pareceu péssima, porque havia resquícios de incêndio nas minhas roupas e no meu cabelo, e aquilo seria terrível para uma apresentação frente ao público do Expresso. Que primeira impressão eu causaria nos novatos? E minhas malas não estavam comigo, portanto não dava pra mudar de roupa.

- Venha, clone. Vamos pegar nossos instrumentos. - Peguei no ombro de Phillip e acompanhei-o na caminhada. - No bom sentido viu, querido? Ew.

Ignorei a ingenuidade de Pips ao me responder que "não havia mau sentido" e apertei o passo. Bem, eu não ia recusar um show por qualquer frescura, tinha lá meus traços de "macho". Posso ser muito bruto, determinado e valentão quando quero, tenham certeza disso, queridos. Mas o que importa é que estava na hora de fazer fama, com ou sem cabelo cheirando a fumaça. Ninguém ia me cheirar mesmo.

Fomos até o vagão de carga, peguei meu baixo e Phillip sua guitarra, e em seguida nos dirigimos apressadamente até o vagão-restaurante, onde estava combinado de ser o show. Inclusive, já tinha várias pessoas ali - e nem sinal do resto da banda. Passei os olhos pelo ambiente, tentando reconhecer algum rosto e ignorando os vários olhares que me seguiam à medida que eu andava, e sentei numa mesa antes de Phillip, deixando meu baixo apoiado no chão.

- Pips. - Chamei. - Mas que merda é essa no seu braço?

- Ah... Ro...bert... San..ders - Ele leu enquanto girava o braço - acho que esse era confundiu nós dois, bro. Parece que ele quer que você dê mais atenção a ele neste ano.

Revirei os olhos.

- Pfff. - Soprei, azedo. - Quem dá atenção é avó, meu bem. Ele tá querendo que eu dê outra coisa, isso sim. Só que esse corpo aqui é mais sagrado e imaculado que a santa virgem Mar...

Fui interrompido, porém, por uma cerveja voadora que quaaase me acertou. Continuei limpo - entre aspas, já que, né, o cabelo ainda fedia - mas a displicência da menina de cabelos ruivos foi suficiente pra me fazer levantar e me dirigir a ela, que estava numa distância suficiente pra que eu não precisasse gritar:

- Amor, olha só - QUASE coloquei a mão na cintura e girei o dedo num gesto "gueto", mas em certas situações ser muito gay faz a moral abaixar, então só cruzei os braços. - Da próxima vez que quiser despejar algo em alguém, faça isso de perto, porque acredite, se UMA gota disso tivesse acertado o meu cabelo, não me interessa o seu tamanho, ia fazer você sair daqui numa caixa de fósforos.



Resumo: Ben e seu irmão se encontram e depois de buscarem seus instrumentos seguem para o vagão-restaurante, onde estava marcado de fazerem um show. Antes disso, porém, eles presenciam o início de uma confusão entre algumas garotas, quando uma cerveja quase acerta Ben.
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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Phillip Jernigan em Sab Set 01, 2012 12:32 am

    Com os instrumentos já encostados na mesa, os gêmeos resolveram permanecer no vagão-restaurante, à espera dos demais integrantes da banda. Phillip ficava calmo e relaxado na presença do irmão, então aproveitava essas sensações enquanto podia, já que logo seria tomado pela ansiedade que sempre sentia antes de se apresentarem. Tinha plena confiança em sua guitarra, bem como nas habilidades de todos os seus amigos, mas ainda assim via cada show como um jogo de azar, em que tudo poderia acontecer.

    Estava com os olhos fechados e a cabeça voltada para o teto, quando ouviu seu irmão chamá-lo, perguntando a respeito do nome que um corvino havia escrito em seu braço mais cedo. - Ah... Ro...bert... San..ders - leu, girando o braço - acho que esse era confundiu nós dois, bro - e deu uma risadinha, feliz, antes de completar: - Parece que ele quer que você dê mais atenção a ele neste ano.

    Phillip não costumava conversar com o irmão sobre suas relações com as outras pessoas. Não que tivessem qualquer tipo de pudores um com o outro, ou que o assunto fosse uma espécie de tabu; só nunca tinham achado relevante. Desta feita, não sabia bem qual seria o envolvimento do gêmeo com o tal de Robert, e justamente quando parecia que ele ia explicar, ambos viram uma menina ruiva atirando cerveja em direção a uma distinta sonserina loira, a errando por pouco.

    Os dois Jernigans levantaram-se da mesa no mesmo momento, revoltados, embora Ben tenha chegado à cena um pouco antes, já tratando de dizer à agressora, bem mais jovem que todos eles, para tomar cuidado antes de jogar cerveja nos outros.

    Phillip queria ter acrescentado que ideal mesmo fosse se ela não jogasse mais nada em ninguém, porque algumas pessoas poderiam ficar chateadas com isso, mas estava concentrado demais na sonserina, que quase fora atingida pelo líquido. Ela era de uma beleza extraordinária e parecia ser uma criatura tão doce e delicada que com certeza não mereceria um tratamento tão hostil por parte da grifinória. Finalmente, conseguiu perguntar à vítima, preocupado:

    - Está tudo bem, senhorita? - e tomou a liberdade de beijar com leveza as costas da mão da garota, sem fazer a menor ideia da aversão que esta sentia quando a tocavam. Aliás, mesmo se soubesse, Phillip não conseguia evitar de agir de maneira antiquada e formal quando ficava nervoso, então provavelmente o teria feito mesmo assim.


Resumo:
Phillip estava conversando com o irmão quando Fae quase acerta cerveja em Rox. Os gêmeos resolvem intervir e Pips fica imediamente encantado pela sonserina

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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Bo Wagtail em Sab Set 01, 2012 2:05 am

AS CRÔNICAS DE WAGTAIL: O BELO ADORMECIDO.


Malgrado a porca tinha corrido para o lado de onde viera, Bo nem teve tempo ao certo para entender o que tinha se passado. Ficou lá estirado no chão enquanto todo mundo ao seu redor parecia achar mais interessante discutir o que diabos podia estar acontecendo.

Benjamin e Phillip ficaram escorados no vagão rindo da situação do nosso galã, Ryleigh se limitou a tentar pedir por ajuda enquanto Rene tomava a frente da situação controlando o fluxo de garotas escandalosas que tinham se amontoado ao redor de Wagtail. E a bela moça que ele malandramente tirara vantagem ainda estava em estado de choque. Meio sem saber o que tinha se passado, como se a qualquer momento Sérgio Malandro fosse brotar detrás de uma porta de correr de alguma das cabines e fosse gritar: “Glu-glu-glu, pegadinha do Malandro, Yeah, Yeah”.

Em meio a confusão, Bo levou uma sapatada na cabeça e fingiu que desmaiou, porque tecnicamente em vias de ser soterrado e linchado por boa parte do corpo feminino estudantil de Hogwarts, seu instinto de lobo mandava que ele deitasse e se fingisse de morto .

Ryleigh e a garota super hot acabaram carregando Bo para uma cabine enquanto Rene ainda dispersava a multidão e os gêmeos providenciavam os instrumentos da banda. Enquanto o irmão discutia apressadamente com Katherine se deveriam levá-lo de volta para a Enfermaria ou se deveriam tentar algum feitiço, Bono abria os olhos esporadicamente e voltava a se fingir de desacordado. Até que passados uns cinco minutos Ry pegou o irmão abrindo os olhos e conteve uma risada mantendo-se sério quando ele piscou e soltou um sorriso cretino.

- Ok, ele vai matar Rene se a Brotherhood entrar no Vagão-Restaurante para tocar apenas instrumental... Vamos tentar algo mais efetivo. – e assim abriu os braços em um gesto digno de paramédicos prontos para entrar em ação – Enervate!

E nada aconteceu, pois de fato, Bo já estava acordado então o feitiço não fez o menor efeito. A garota se aproximou talvez para ter certeza de que Bo não estava morto, afinal, tinha sido um Imobilus e uma sapatada, oras, ou talvez ela tivesse sacado o fingimento! Fato é que quando ele a sentiu próxima, num gesto audaz, o sonserino puxou Katherine pelo braço e tascou-lhe um beijo nos lábios.

- Você acabou de salvar o show da nossa banda. – terminou ele dando aquele sorriso safado que só ele sabia fazer – E então, você vem? – pondo-se de pé num salto, Wagtail estendeu a mão para sua princesa recém descoberta e já se encaminhava para fora junto do irmão.

Próxima parada: VAGÃO-RESTAURANTE!

Bono tinha a mania de começar seus shows conjurando o símbolo da banda, assim, o sonserino saiu tilintando a varinha entre os dedos, isso porque se encontrasse a besta quadrada que lhe azarara daria o troco tão bem dado que Salathiel Blackburn ia parar pra lá de Marrakesh!

Qual não fora sua surpresa, porém, quando ao entrar no Vagão-Restaurante viu uma menina se desviando de uma caneca errante e a banda toda pronta para começar uma guerra de comida. Era, no mínimo, o que iria acontecer se aquele líquido pegasse em alguém. De imediato, ainda remoendo o feitiço que lhe acertara, Bono por improviso e reflexo, lançou sua magia:

- Imobilus! - Blackburn manda cobrar pela patente de originalidade.

E a caneca e seu conteúdo pararam no ar. Ao caminhar pelo recinto, sentiu como se o tempo tivesse congelado e todos olhassem pra ele, tipo Matrix, mas ele sabia que isso era só por causa da adrenalina em seu cérebro e nada mais, até porque Benjamin estava todo eufórico com a possibilidade da cerveja acertá-lo. Displicente aos dramas alheios, Wagtail pegou a cerveja imobilizada e bebeu. Depois se enfiou entre as garotas que brigavam e as abraçou, solícito:

- Queridas, façam amor, não façam a guerra. – e saiu fora da loira que Phillip tinha se aproximado, puxando a outra, a que tinha um gato para outro abraço. Não era característico da irmandade furar o olho de ninguém. A pequena de cabelos rubros não parecia nada satisfeita com a intromissão daqueles marmanjos que arruinaram seu plano amanteigado, Bo achou graça do espírito guerreiro da menina que se debatia para se soltar do cantor – Calma, pimentinha, hora de gastar um pouco dessa sua energia!

Convencido como só ele, Bo passou pelas mesas e lançou sorrisos para todos os lados, demorando-se uns dois segundos a mais, em uma garota que ele tinha certeza já ter visto na Sonserina e que o olhava como se ele fosse a última Coca-Cola do deserto. Shanira era o seu nome, mas ele não era lá tão bom com a memória assim, só com a fisionomia. Voltou sua atenção para Katherine que ainda seguia perto de Ryleigh e passou o braço por seu ombro.

- Você fez sua boa ação do dia me salvando – falou bem na maciota – e eu fiz a minha apagando um incêndio. Hora de lhe agradecer, apropriadamente. – e piscou para ela, subindo no palco improvisado, enquanto a banda tomava os seus lugares. – Hello, HOGWARTS! – rapidamente mesas e cadeiras foram se afastando bem como o Vagão foi se enchendo mais e mais, enquanto gritinhos eufóricos respondiam animados ao chamado do vocalista – ARE YOU READY TO SWING A LITTLE MORE? ARE U REA-DYYY? – mais gritos enquanto a banda já iniciava os acordes da canção – LET’S GO! We're all just dancers ON THE De-viiiiiiiiiiiiil's Dance FLOOR!





Spoiler:
Resumo: Bo Wagtail fingiu que tinha desmaiado enquanto seus colegas de banda cuidavam da muvuca no Vagão-Enfermaria. Foi ajudado por Ryleigh e Katherine e acabou beijando a moça num rompante. Já no Vagão-Restaurante evitou que a cerveja de Fae acertasse alguém, paralisando-a com um "Imobilus". Bebeu o drink e ainda tirou onda com as briguentas com uma filosofia barata do tipo "faça amor não faça guerra". Voltando suas atenções para Katherine, dedicou à ela a performance, enquanto a Brotherhood começou a esquentar o Expresso ao som de Devil's Dance Floor, novo hit da banda.

[OFF]Inventei tudo porque tô com medo do Leish fechar e não dar tempo e sou dessas. Post corrido dá nisso. Mandei um milhão de Mp's pedindo pelas ações mas como não tem ninguém ON praticamente, postei assim mesmo, qualquer coisa mandem MP na Rox que eu penso se eu edito rsrs brimks, que eu edito.

E pra quem tava esperando os BackStreet Bruxos, não é bem esse o estilo deles xDD

PS: O lance da cerveja foi combinado com a Fae xDD

PS2: Pus o fim das falas em inglês porque pareceu tosquíssimo em português, mas lá vai a tradução +/-: Vocês estão prontos para balançar um pouco mais? Vocês estão prontos? Vamos lá. Nós somos todos dançarinos na pista de dança do diabo".

PS3: Se alguém quiser postar interagindo com ele durante a apresentação, à vontade, ele é do tipo que se joga na presença de palco rsrs[/OFF]
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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Katrina Collin em Sab Set 01, 2012 7:40 pm

O canudo fez aquele barulho estranho, típico de quando não havia mais nenhum líquido no copo, talvez ninguém tivesse ouvido após a pequena confusão formada entre Chloe e outros alunos. Sua amiga, sim Katty a considerava como amiga apesar da sonserina nunca acertar seu nome, mas o problema era que Hertsgaard também não possuía outra pessoa mais próxima do que a lufana em Hoggy e Collin possuía um coração mais mole que manteiga. Para falar a verdade, os miolos também eram moles, tanto que revelou a pequena descoberta de Henri para Fae.

Não precisava ter o feito destinado conhecer muito Le Blanc para saber que ele estava nervoso, sentiu até uma espécie de nó no estomago quando o menino deixou bem claro sua intenção de não revelar nada. Para sua sorte, Kelly e John não haviam prestado atenção, pareciam mais preocupados com seus outros amigos, quanto a Fae, bem, essa também não demonstrava estar interessada em tal causo porém, a meio veela sabia que a grifinória sempre estava ligada em tudo, parecia um coelhinho da duracell.

Estava pensando em algo para dizer, tentar consertar a situação e logo mudou de ideia, parecia que o deus da confusão estava solto pelo expresso, alguém desceu das tamancas, gatas mostraram as unhas, outros se afastaram para continuar a se entreter com tabuleiros até que... Bem, Katty não conseguiu entender, quando deu por si, estava acontecendo um show no vagão restaurante e não era qualquer um, era simplesmente a banda mais falada da Teen Witch, Brotherhood. Sim, a lufana era uma adolescente que gostava muito de música, porém, não se sentia bem com aquele monte de garotas histéricas.

Será que elas não sabiam que os meninos estavam na mesma escola? – PAUSA – Por todas as Ondines! Collin estudava na mesma escola que aqueles garotos famosos, bem, esse ano seria mais agitado que o normal, até sentiu pena dos meninos que com certeza seriam perseguidos em por todos os cantos. A terceiranista também sabia como era ser seguida com os olhos, receber encaradas e outras coisas, por isso mesmo, era melhor sair do restaurante, não era preciso muito para que alguma menina enciumada quisesse tirar satisfação com a veela por simplesmente ter chamado um pouco de atenção.

O problema era conseguir ser ouvida no meio daquela balbúrdia, acenou para Fae como se dissesse que estava indo embora. Quanto a Henri, este parecia confuso com toda aquela profusão de acontecimentos, a menina o chamou uma, depois duas vezes e nada, não encontrou outra solução a não ser pegar em sua mão. Foi imediato, começou devagar, logo ela estava brilhando e nem percebeu. Se os seus cabelos estivesse soltos com certeza estariam dançando, muito mais agitados do que as garotas comandadas por Boo e seus parceiros. Quanto a Kelly e John não sabia muito o que fazer, estavam entretidos com seus próprios colegas e talvez os seguissem para outro lugar. Puxou Le Blanc para que a seguisse caso estivesse vontade e com a outra mão livre acenou para Chloe que parecia ainda mais irritada com aquilo tudo, era hora de ir e começar a encaixar as peças daquela viagem.

Resumão do Vestibular: Katrina é muito reservada e não gosta de aglomerações por isso resolve sair do vagão restaurante após o início do show, antes disso tenta convencer seus amigos a fazerem o mesmo.

-

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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Peter Enzensberger Junger em Sab Set 01, 2012 7:50 pm


i just wanna walk around free on my own pace.

peter veste ISSO

Só uma coisa é certa na vida, a morte. E quando eu digo morte, não me refiro apenas àquela morte física, fedida e macabra. Durante a vida, morremos várias vezes para darmos lugar a um novo eu, a um novo hábito, a uma nova essência. Essas mortes, assim como o nascimento de novas vidas, vêm com o tempo, que para alguns passa devagar e para outros nem tanto. O fato é que o nosso jovem Peter não sabe mais o que é aquela vida pacata em família no interior bucólico da Alemanha. O velho Peter já estava morto há um tempinho. Hoje, vive um Peter muito diferente do que a família Enzensberger-Junger costumava conhecer.

- CADÊ MINHA FOLHA DE HORTELÃ. EU QUERO A MINHA FOLHA DE HORTELÃ. SEM MINHA HORTELÃ EU NÃO SOU NADA. ADEUS VIDA! ADEUS SEDUÇÃO... – gritou Peter visivelmente alterado para o barman enquanto ele, assustado, pegou uma folha de hortelã e colocou sobre o copo de Mojito, servindo-o para o alemão em seguida – Obrigado, querido. Estou realizado. – resmungou, bêbado.

Cambaleando, deixou o bar e seguiu aleatoriamente pela pista de dança. Estava sozinho naquela boate trouxa no centro de Londres. Conseguiu a identidade falsa na noite anterior. Era sua primeira noite em uma balada trouxa convencional, estava infinitamente feliz. Para seus pais, o adolescente dormia profundamente no quarto ao lado. Afinal, era 31 de agosto e ele precisava estar descansado para ir a Hogwarts no outro dia.

Dançando ao som da música eletrônica, pulando a ponto de derramar toda a bebida do copo, Peter atirava para todos os lados. Quem se lembra, sabe como era o nosso garoto na puberdade, não deixava passar uma oportunidade. Depois de crescido é claro que nada mudou. Continua o mesmo Peter precoce e abusado de sempre.

- HMMM, que DELICIA de cabelo – gritou no ouvido da morena de cabelo esvoaçante que dançava de costas na sua frente. Ela virou-se e ele se surpreendeu ao ver que ela não era bem o que ele esperava – HMMMM... – tentou enrolar alguma desculpa, ele jamais beijaria uma baranga nariguda daquelas, nem bêbado – ERRR... É PANTENE?

- L’OREAL ABSOULT RAPAIR, QUERIDO – a garota sorriu – VEM CÁ, quero te apresentar ao meu amigo, ele é bem gatinho.

Pronto, agora a linda achava que ele era gay e ainda queria apresenta-lo a um amigo. Isso que dá falar de cosméticos na balada... Indignado, o alemão preferiu dar uma de bêbado perdido e desaparecer na multidão. Ao avistar um sofá no canto, não pensou duas vezes e deitou segurando o copo como um defunto que segura um ramo de flores no caixão.




Quando acordou, a primeira coisa que Peter viu foi a cara do segurança da balada com a lanterna na cara dele.

- Ei cara, já fechamos. Vá pagar sua comanda, a gente vai fechar o caixa.

Peter abriu os olhos e secou a baba que escorria pelo pescoço. O gosto do bafo que exalava da sua boca fez com que ele fizesse uma careta de nojo; o segurança riu. O próximo passo foi sentar-se, confuso, e olhar o relógio. Eram sete da manhã

- CACETA, estou morto. Se eu não chegar em casa minha mãe vai estuprar. – o trem para Hogwarts estava marcado para sair às 11h; Katherine Enzensberger provavelmente o acordaria às 10h. Ele só precisava chegar em casa a tempo, engatinhar pelo corredor e se refugiar no seu quarto, como se nada tivesse acontecido.

Pagou a comanda às pressas e saiu do bar em direção à estação de metrô. Quando a luz do sol (que brilhava fraca atrás das nuvens) tocou seus olhos, a cabeça latejou. A única coisa que o garoto conseguia pensar era como ele, de ressaca, iria aguentar uma viagem inteira de trem a Hogwarts. Ele estava com fome e já estava imaginando o quão gostosos deviam estar os lanches no restaurante do trem e, mais tarde, o banquete de boas-vindas aos primeiranistas, já em Hogwarts.




Surpreendentemente, a Sraº Enzensberger acordou o filho exatamente às 10h sem suspeitar de nada. Até pensou que as manchas de batom no pescoço do garoto pudessem ser algum tipo de alergia.

- Esses ingleses não sabem fabricar colchões antialérgicos! In Deustchland os colchões são viel besser – reclamou. Peter não deu atenção e mordeu o croissant.

Com um jeans rasgado e uma regata preta estampada e surrada sob a jaqueta de couro e um boné amarelo virado para trás, Peter terminou de amarrar os cadarços do TOMS amarelo-gritante e se despediu da mãe, que continuava com as orientações sobre sua bagagem já ter sido despachada e provavelmente já estava esperando por ele em Hogwarts.

- Tá bom mamãezinha, estou indo nessa. Fala pro papai que ele tá me devendo aquele jet-ski. Nos vemos no Natal. Beijo na bunda. - Katherine riu, mas quando viu Peter saindo pela porta que se fechava, soltou um ar de preocupação. O seu menino estava crescido.




Se soubesse que o trem sairia com duas horas de atraso, teria dormido mais. Estava podre de cansaço... Mal se interessava com o motivo de atraso do expresso, preferiu tirar um cochilo num banco da estação e esperar ser acordado pelas engrenagens do trem, indicando a partida. Quando o trem bufou em sinal de partida, Peter estremeceu de susto e lembrou-se do que acontecera mais cedo, quando foi acordado pelo segurança a boate. Levantou-se como se nunca estivesse dormindo e caminhou desinteressado até a entrada do trem.

Procurou uma cabine vazia e deitou-se, espaçoso. Dormiu como um anjo. O corpo torto e a cabeça dobrada pela falta de espaço fizeram com que ele se acomodasse melhor como os pés para cima, encostados na janela. Com o boné, havia coberto os olhos na esperança que ele funcionasse como o blackout do seu quarto.

Dormiu e só acordou com o ronco da própria barriga. Lembrou-se que não havia comido nada além do pequeno croissant de passas com suco de laranja. Ainda deitado, ajeitou o boné na cabeça, tirou as remelas do olho e limpou os dedos sob o banco da cabine. Reuniu forças, reconstituiu-se e levantou-se para se dirigir ao vagão-restaurante.

Saiu da cabine e se dirigiu ao restaurante a passos curtos pelo corredor. Curioso, olhava através do vidro das portas das demais cabines para ver os rostos das novatas primeiranistas. Elas só tem 11 anos, ainda não sabem o que é sutiã. Peter, contenha-se. Pensou. Simplesmente doentio.

Ao adentrar no restaurante, ficou confuso. Eram muitas pessoas concentradas num só vagão. Imaginou que a comida deveria estar muito boa, mas percebeu o motivo do alvoroço quando, ao fundo, avistou um palco, aonde um veterano da Sonserina subia aos gritos. Membros da banda começavam a tocar e o vocalista a cantar, juntamente com as fãs histéricas na beira do palco. Peter fez uma cara de desdém e se dirigiu ao balcão do restaurante para tentar fazer um pedido.

- GOTT, quanta gente. Só queria comer... scheiße... – resmungou Peter amuado enquanto tentava se enfiar entre a multidão.

Off:
Post podre e forever alone só pra marcar presença. Se quiserem interagir, pfvr fiquem a vontade.

Resumo:
Peter foge de casa na noite antes de pegar o trem pra Hogwarts e vai pra balada. Chega de manhã cedo escondido em casa sem que sua mãe desconfie de nada. Vai para a estação no horário certo, mas cochila no banco da estação enquanto espera o trem partir. Dorme em uma cabine vazia do trem e depois acorda para ir comer no restaurante. Lá presencia um show inesperado e fica descontente com a multidão.


Última edição por Peter Enzensberger Junger em Seg Set 10, 2012 7:50 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Luicas W.G.P. em Sab Set 01, 2012 10:24 pm

Naqueles últimos meses era tão frequente dispensar Agnes que não mais sentia se estava sendo insensível com a garota, por mais que não fosse muito legal deixar a namorada sozinha com suas amigas ele tinha muito com o que se preocupar ultimamente. A grande maioria das férias ele passou pesquisando por Universidades bruxas, mandando sua inscrição e torcendo para ser aceito. Ainda tinha os N.I.E.M.s para se preocupar, muito que estudar, muito para revisar e ainda assim dispensar Agnes era o mais difícil a fazer.

Mas era necessário. Seu futuro que estava em jogo. Não só o seu, o da garota também caso decidissem levar o relacionamento para mais longe. Tudo bem que ela era a garota riquinha da Alemanha, podia muito bem sustentar os dois sem que o garoto se preocupasse com sua carreira. Porém ele não queria ser lembrado como o garoto pobre da Inglaterra, um parasita nos cofres da família Hunter. Queria um futuro brilhante ao lado dela. Estava disposto até a deixar a Astronomia de lado, se fosse preciso.

Não era o que queria, no entanto, não estaria sendo feliz assim.

Estava em uma cabine vazia preenchendo uma papelada que nem ele bem sabia para o que era. Tinha se acostumado a andar sempre com uma caneta no bolso para momentos como aquele e para encontrar tempo para seu relacionamento com Agnes ele nem bem lia o que lhe era dado. Mas algum professor tinha lhe avisado que aquilo era sobre os exames no final do ano e que deveriam ser preenchidos com toda atenção. Por isso não estava no restaurante com Hunter, ela o distraia.

Faltava pouco para preencher, pouco para ir para o vagão novamente.

Assim que o ultimo espaço em branco foi completado com sua assinatura, fechou o papel e o colocou na bolsa velha que levava no ombro. Abriu a porta da cabine e já de longe ouviu o barulho que vinha do restaurante. Gritos que clamavam pela Brotherhood. Rolou os olhos, lembrando-se que tinha certeza que não teria como preencher aqueles papeis no restaurante. Com um sorriso ao passar pelo grupo de Katrina, Luicas prosseguiu para o vagão-restaurante.

Chegando lá, abriu a porta e o som alto invadiu seus ouvidos com a música do grupo. Era de boa qualidade, mas incomodava um pouco Luicas. Não gostava muito de sons altos, principalmente porque praticamente impossibilitava conversar com os outros e também porque depois costumava ficar com zumbidos nos ouvidos por algum tempo. O resto do vagão, por outro lado, parecia pouco se importar com o barulho. Naquela multidão naquele pouco espaço encontraria dificilmente Agnes, mesmo sendo mais alto que a grande maioria ali.

Poucos passos depois da porta, Luicas encontrou Peter que também estava tentando lutar contra a multidão com os cotovelos. Ouviu a reclamação do corvinalense.

- Cara, você devia ter chegado antes aqui. – falava alto, tentando se comunicar com o outro. – Vai ser quase impossível pedir comida assim, mas boa sorte. Hm, vem por aqui que também estou indo pro balcão, acho que Agnes deve estar por lá. Você não viu ela por ai?

Resumo escreveu:Estava ocupado preenchendo alguns papeis para os exames de final de ano, saiu da cabine vazia onde estava para encontrar Agnes no vagão-restaurante, mas com o show da Brotherhood havia juntado uma multidão e estava difícil tanto a locomoção quanto achar a garota. Encontrou Peter e tenta ajudá-lo a ir até o balcão.
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Re: Vagão-Restaurante

Mensagem por Roxanna Miloslaviniacova em Dom Set 02, 2012 1:39 am


ROXANNA DO BAIRRO





Roxanna veste ISSO

Sabe aquele pensamento do tipo “e não dá para piorar...” Acredite, sempre dá. Enquanto eu ensinava lições de etiqueta e vida para a pequena garota que insistia em me perdoar, surgida, só Merlin sabe de onde, veio uma menina de cabelos flamejantes. Ela gritava aos quatro cantos sobre o meu comportamento.

QUEM SOLTOU OS OOMPA-LOOMPAS no Expresso? A voz da garota me irritara profundamente e mais ainda pelo fato de que eu já estava estressada e que as pessoas insistiam em ficar me tocando, me pegando, o que eu não suportava. Some-se isso ao barraco do qual eu era agora a protagonista e veja bem a minha cara de desprezo eterno para aquelas duas.


- Ó FEDREGOSA! Morra engasgada você que procura alguém menor pra brigar porque não tem cu**** para peitar alguém do seu tamanho òó !

- Eu detesto sentimentalismo barato! E me recuso a dar satisfações a um Leprechaun. – ironizei o fato de ela ter cabelos vermelhos típicos da Irlanda e estar com uma cerveja amanteigada na mão, típico de irlandeses. É claro que ela podia ser escocesa, galesa, porque essa gente do Reino Unido era tudo enferrujada e farinha do mesmo saco, mas eu não estava nem ai.

Foi quando ela tentou atirar a droga da cerveja em MIM! E foi quando tudo, simplesmente ficou mais estranho se é que era possível. De repente a cerveja estava paralisada, uma gritaria tomou conta do vagão e eu só conseguia ouvir “Bortherhood”, quando senti braços passando por meu corpo e eu subi na lua de tanta raiva. O que havia com aquela gente?

Dei de cara com ninguém mais e ninguém menos que Bo Wagtail, o vocalista da banda bruxa teen super estourada na Europa, tipicamente botando panos quentes no assunto, não porque era do seu feitio, mas porque eles tencionavam fazer um show e aparentemente nosso espetáculo estava atrapalhando.

- Pode pegar esse estrupício do seu elfo doméstico e sumir daqui! – me dirigi à Chloe que se afastava com Bo lhe arrastando, me referindo à Fae como a empregada da loira – E fique avisada, catadora de lixo, que isso, não é nada, queridinha!

No ápice de minha fúria dei total atenção ao garoto próximo a mim, o mesmo que fizera por mim o que eu mesma deveria ter feito e entupiu a boca da gritadora dos cabelos de fogo. E foi quando eu vi que ele não era um, eram dois. Eram os gêmeos da banda. E o outro, na forma mais singela e educada do mundo, perguntou se eu estava bem e beijou a minha mão.

- Desculpe, mas eu pareço bem? – puxei minha mão rápido e encarei os olhos azuis do rapaz –. É pedir demais que as pessoas daqui respeitem as culturas mais tradicionais e as pessoas que não desejam ser tocadas, abraçadas, beijadas ou sujas?

- Com licença – Logan se dirigiu à Phillip já dando um entrão no meio da conversa - Roxanna, tá tudo bem? Precisa de alguma coisa? – disse agachado em um tom preocupado, mas sem alardear.

- Preciso que esse Expresso chegue logo ou eu mesma vou explodir uma bomba e matar toda essa gentalha. – respondi mau humorada e era visível o meu transtorno como se eu sofresse de uma enorme TPM. – Obrigada, Logan. – e me virei para Benjamin – E obrigada por ter enxotado aquela menina daqui. Sei que não fez por mim, mas mesmo assim lhe sou grata. – e de verdade era. Por fim, mas não menos importante, voltei minha atenção para Phillip – Eu sei que para vocês astros do rock deve ser comum o assédio de fãs e situações inusitadas, mas não para mim. Por mais que aprecie o seu cavalheirismo não foi um bom momento.

E sem mais, voltei para minha cadeira esperando que meu pedido chegasse logo. O show da banda estava apenas começando, a gritaria e ovação era mais voltada para o vocalista mas de fato, toda vez que eu encarava o palco eu não conseguia tirar os olhos dos gêmeos. E por uma estranha razão que eu não sabia explicar, sentia em meu âmago uma raiva incontrolável do guitarrista beijoqueiro.

- Entende agora o que eu disse sobre Hogwarts ser horrível? – falei para Logan em meio a agitação do show. Em menos de vinte e quatro horas eu senti saudades de estar no navio de Durmstrang e se brincar, aceitaria até mesmo encarar a cabine da Leviosoy.



Spoiler:
Resumo: Roxanna fica perdida na sucessão de acontecimentos. Tenta sair por cima de Fae após ter quase sido acertada por uma caneca de cerveja, conhece os gêmeos da Bortherhood e acaba confusa e com fome enquanto a banda começa o show.



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Re: Vagão-Restaurante

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