Vagão 11 - Cabine 7

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Vagão 11 - Cabine 7

Mensagem por Destino em Seg Ago 13, 2012 7:39 am

Vagão nº 11.
Cabine 7.

Como todos os vagões do Expresso, o vagão nº 11, o décimo primeiro vagão de passageiros, continha nove cabines ao todo. O corredor do vagão estava escuro, mergulhado em um completo breu que era quebrado apenas pela luz de alguns lampiões que se encontravam presos à parede das cabines. A temperatura estava fria, cerca de 5° Celsius, causando tremores, mesmo nos mais agasalhados, e a respiração condensava-se em uma nuvem de calefação. Olhando pela janela podia-se ver lá fora, o dia nublado, a chuva, a paisagem, mas era como se aquela luz não conseguisse entrar naquele vagão – ou pior, não quisesse entrar, como se houvesse algo ali que ela temesse. O som da chuva caindo também era maior, lembrando uma tempestade, com direito ao som de trovões que cessava quando saia-se do vagão. A sensação era de frio e incômodo e pelo canto do olho sempre podia-se ver algo movendo-se na escuridão, como um inseto ou algo mais – mas ao olhar para o local que tinha-se percebido tal movimento, estava limpo, isso se estivesse ou fosse iluminado, já que a escuridão tomava conta do lugar. Havia teias de aranhas nos cantos, apesar de não se enxergar nenhuma aranha na luminosidade e uma tênue névoa impedia de se ver o chão do vagão que soltava o som de algo sendo esmagado ao se andar, como se pisassem em besouros – além da sensação de algo subindo pelas pernas, que quando iluminado revelava-se ser apenas névoa...

Ao lado da porta no início do vagão, o lado que continuando em frente levaria ao vagão-restaurante, havia uma auror, trajando seu uniforme, sem a proteção da cabeça. Ela tinha longos cabelos prateados e sua beleza encantava a qualquer membro do sexo masculino que passasse por aquele corredor. Coberta com um manto, ela encontrava-se sentada, acima das janelas, apenas encostada na parede. Seus olhos eram rubros e estava sempre sorridente, parada, apenas observando. Quando indagada sobre alguma informação normal, ela apenas gesticulava, como se não pudesse falar. Muitas vezes meneando a cabeça ou fazendo uma expressão de pedido de desculpas por não poder ajudar. Os mais sensitivos ao vê-la tomavam um susto porque não se notava nenhuma impressão sobre ela, nem aura, nem pensamentos, nem sequer emoções... Era como se ela não existisse, como se todo o mundo e a magia tivesse repelido sua existência. Apesar dela estar lá, pálida, sorridente, grudada na parede como uma aranha.

Do lado oposto só havia escuridão, se alguma fonte de luz fosse direcionada para o lado da porta, veria escuridão densa, mexendo-se, como se fosse uma névoa sombria ou algo mais... Se algo fosse perguntado ou mencionado naquele local, às vezes, com sorte – ou talvez isso não possa ser chamado de sorte – podia-se ouvir uma voz profunda, embora em tom irônico ou sarcástico gargalhando. No local onde havia a escuridão, apenas olhos amarelos com pupilas rubras e um sorriso que exibia dois longos caninos. Alguns alunos falaram de um homem trajando um uniforme auror, um sobretudo e um chapéu vermelho que às vezes se revelava naquele lugar – mas visível apenas pelo canto do olho, não diretamente, quando se olhava diretamente, tudo que se via era a escuridão, como se a luz se recusasse a passar daquele ponto, como se ela temesse algo ancestral...

A cabine 7 se localizava na segunda parte do vagão, entre dois lampiões presos à parede. Apesar do frio, na cabine o agasalho funcionava, embora a exposição constante deixasse a pele gélida. Não tinha nada de diferente das outras cabines, contendo duas poltronas, uma de frente pra outra, cada uma com espaço para quatro pessoas – totalizando um máximo de oito passageiros. Acima das poltronas havia compartimentos para se colocar bagagens menores e por baixo da poltrona, espaço para bagagens que não pudessem ser colocadas nos compartimentos. Uma mesa retrátil podia ser puxada da parede onde se encontrava a janela, caso algum aluno quisesse comer algo ou realizar algum tipo de jogo. A diferença era o breu que não permitia que a luz da janela entrasse no vagão, havendo um lampião no teto, providenciando uma precária iluminação. Ao sentar-se na gélida e dura poltrona, podia-se sentir algo remexendo nela e em alguns momentos, como se alguma coisa estendesse seu toque gélido até a pessoa, puxando-a levemente – apesar de não haver nada ali quando se olhasse. A sensação de estar sendo vigiado era constante, além de movimentos de coisas na escuridão, perceptíveis pelo canto do olho. Às vezes os alunos podiam ter a impressão que ouviram alguma coisa, como um grito, um gemer inumano ou um rosnar e o som de coisas mexendo-se no escuro, como insetos, ecoava pelo lugar quando abria-se os compartimentos ou empurrava-se uma mala abaixo das poltronas. No chão, a névoa permanecia, apesar do som de besouros ou ossos sendo pisados não existir quando alguém caminhava pelo chão da cabine.




Olá. Copiando identicamente o quote do post da partida Expresso. E com essa postagem inicia-se o segundo playtest. Conforme anunciado no post de trancamento do primeiro, esse valer-se-á do uso das regras do sistema como referência. E apesar da ficha não ser obrigatória por causa que o RPG ainda não abriu, quem se envolver em situações que seja necessária consulta à ficha, terá uma ficha padrão feita por mim para uso até o final do playtest. Então, colocarei em pontos, para fácil leitura e consulta os principais pontos desse segundo playtest:
1. Será usado o sistema como referência, então se fizer alguma ação que saia do comum e envolva algum risco ou tensão pode ocorrer do narrador postar pedindo rolagem de dados, tá? Quem não tiver ficha terá uma ficha padrão feita por mim, supermegagenérica;
2. O trem só chega em Hogwarts quando eu postar encerrando esse playtest. Até lá são horas de viagem e podem ocorrer alguns eventos, estejam atentos;
3. Coloquem em cada post um resumo do seu post. Insira juntamente em que vagão seu personagem se encontra e a hora que acontece a descrição da cena do post (a legenda do lugar é: locomotiva, vagão-professor, vagão-enfermaria, vagão 1, vagão 2, vagão 3, vagão 4, vagão 5, vagão 6, vagão 7, vagão 8, vagão-restaurante, vagão 9, vagão 10, vagão 11, vagão 12, vagão 13, vagão 14, vagão 15, vagão 16, vagão-carga).
4. Vocês podem criar RP's pra vocês. Estarei postando 4 cabines fixas e esse tópico aqui em exclusivo é mais pra corredor e vagão-restaurante e cenas genéricas. Qualquer dúvida, procurem por Leish (Elliot B. Pointer) via PM ou no chat mesmo. Eu leio tudo aquilo ali, sempre.
5. Isso é apenas um jogo, a realidade é muito pior. Então, divirtam-se. Com sensatez. HAUHAUAHUAHAUHAUHAUAHAUHAUHAUAA!
Estarei postando os posts fixos de cabines pra quem não gosta de abrir RP – se você não sabe o que é RP, você pode junto com alguns amigos criar um tópico e postarem nesse tópico realizando a ação de vocês, sem precisar estar em um dos tópicos fixos... Só fique atento ao cabeçalho exigido por uma RP e aos acontecimentos em outras RP’s e no fixo, pra não ocorrer incoerência, certo? Acho que seja isso. Por isso... GL and HF! Let’s Play! Bonanças.


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welcome to the creepshow

Mensagem por Lara Rosenberg em Ter Ago 14, 2012 12:01 am

OFF
Spoiler:
Lara foi atendida por um Medibruxo na plataforma, e sua audição voltou ao normal. Conversa um pouco com Lena, mas sua gata foge para os lados de Astor, e a menina os segue. Os dois entram juntos no trem e vão para a sua cabine inicial, que ficava no vagão 11. Leslie interage com a auror, chegando até mesmo a lançar um feitiço "amigável" nela, mas Lara bate em sua mão e o feitiço não chega ao seu destino. Todas as ações combinadas com seus respectivos players.

ON

Plataforma

- Você precisa ficar quieta. - dizia o Medibruxo, franzindo as sobrancelhas enquanto aplicava uma pasta escura nos seus ferimentos.

Eu fico quieta quando morrer, pensou a menina, o que, aliás, quase aconteceu.

Já estava conseguindo ouvir melhor depois da explosão da porta da sua cabine, em parte porque já havia passado um tempinho desde a explosão, e em parte por que a primeira providência do Medibruxo fora ajeitar o dano provocado aos seus tímpanos. Ela também era forçada a admitir que a poção que tinha tomado para dor não era de todo mal. Só que ela atrapalhava um pouco a sua atenção, deixando Lara meio grogue e sonolenta.

Ela bufou e olhou de esguelha para o Medibruxo, que agora se ocupava em limpar os vestígios de sangue no seu corpo. Leslie tinha chegado lá rapidamente, estancando o sangue nas suas feridas menores, então não havia mais muito o que fazer. Não conhecia direito o menino, exceto por algumas interações em sala de aula, mas estava muito agradecida pela sua ajuda. Não conseguira comunicar isso com sucesso no trem porque, bem, estava um pouco surda. Tentou falar algumas vezes, mas provavelmente tinha gritado, e ele não respondeu a nenhuma de suas tentativas de comunicação. Acabou se perdendo dos dois, pois Lena tinha se levantado e saído assim que a explosão terminara (não parecia ter muitos ferimentos), e ela se perdera dele quando desceram do trem.

Agora estava ali, a mercê de um Medibruxo com uma cara suspeita, que tinha entupido-a de poção pra dor e agora insistia que ela precisava tomar uma outra poção duas vezes ao dia.

- Quantas vezes? - Falou a menina, com a intenção de irritá-lo.

- Duas.

- Por semana?

- Por dia.

- Por mês?!

- Duas vezes. Ao dia. Um gole. - E ela podia ver que ele aos poucos ficava vermelho de raiva.

- Dois goles?

Ele se virou e saiu, murmurando alguma coisa sobre "fedelhos malditos".

Lara sorriu, ficando imediatamente com melhor humor.

- Lara... - Elena vinha sorrindo em direção a amiga - Se machucou muito?

- Nãaaao, tô de boa. - Deu um sorriso meio grogue. - E você? - Disse, estendendo a mão pra tocar no curativo do rosto da amiga, mas decidindo que não, na última hora e recolhendo-a.

- O que eles te deram pra dor hein? Eles quiseram me dar um troço forte lá, não lembro o nome, mas eu não quis... Peguei uma poção leve pra dor apenas. - Ela dizia, rindo. - Mas pelo visto você tomou tudinho que te deram né?

Por quê ela estava rindo?

- Eu não tava ouvindo nada quando ele me ofereceu, e isso aparentemente é código para "dê a poção mais forte que encontrar"! - Disse, mas deu de ombros como se não estivesse particularmente incomodada com isso.

A menina não lembrava por causa do choque, mas tinha dito exatamente isso para o Medibruxo.

- Alguém já te disse quem foi que tentou explodir a gente?

- Não. - Sua expressão se tornava menos relaxada. - Mas quando eu descobrir, vai ter volta. Isso eu garanto. - Um sorriso maroto se formava em seus lábios.

- Conte com a gente! - Disse, levantando o dedo na frente do rosto. Desconcentrou-se. - Digo, comigo! Digo... quê?

A sua gata, que estava esse tempo todo ao seu lado, resolveu escolher esse exato momento para pular do braço da cadeira e sair correndo pelo meio dos transeuntes.

- Louise! - E saiu correndo atrás dela, virando-se só pra gritar para Lena. - Te encontro lá no trem!

Passou por entre a multidão que ainda estava na plataforma. Alguns demonstravam sinais de que tinham sido feridos na confusão, e alguns pais irritados conversavam com os seus filhos em sussuros. A gata passeou pelos seus pés, ágil.

- Volta aqui, gata maldita, vou cortar seu rabo e você vai andar torto pelo resto da vida! - Gritava, enquanto a perseguia. Ela acabou indo pro colo do menino que as ajudara no trem, Astor. - Ah. Oi. Am... ela se apegou a você, pelo visto.

Isso não era necessariamente ruim. Mas Lara era muito, muito ciumenta.

- Fico feliz por ela. E por mim também, claro, adoro gatos. - Disse, de um jeito estranho. A menina levantou uma sobrancelha enquanto ele brincava com a orelha do livro que estivera lendo antes da gata passar por lá. - Qual é o nome dele-- digo, dela?

Como ousa? Sua gata era muito obviamente fêmea!

- Louise. - E adiantou-se pra pegar a gata, fazendo uma careta. - E ela é uma gata muito feminina, se você prestar bem atenção.

Apesar da sua irritação, o menino apenas sorriu. Louise apenas se aninhou ainda mais em seu colo, e ele começou a acariciá-la.

Sua traidora.

- Sim, ela é bem feminina, de fato. Acho que com a confusão, acabei nem percebendo. Você é da sonserina, certo? Acho que já vi a Louise pelas masmorras...

- Ah, ela anda por aí procurando ratos pra deixar no pé da minha cama, no dormitório. - Comentou, balançando a mão em direção à gata. - Hm. Você quer ir de volta pro trem? Acho que acabou o pandemônio lá dentro. - Disse, mais com a intenção de que ele soltasse a sua gata do que outra coisa.

Ele simplesmente levantou-se e foi em direção ao trem. Com o seu animal nos braços.

- Creio que vou ficar num lugar tranquilo, para poder ler direito. A Louise pode me acompanhar até lá?

Claro que não, pensou. Lembrou-se, no entanto, de que ele tinha ajudado-a com seus ferimentos, no trem, e resolveu que faria essa gentileza. Mas se ela começasse a ronronar ia acabar com essa palhaçada.

- Claro! Mas ela pode ficar irritada depois de um tempo longe de mim...

________________________________________________

Expresso de Hogwarts

Mas a gata não ficou irritada. Muito pelo contrário, Leslie parecia ter um jeito incomum com animais, e ela parecia cada vez mais feliz em seu colo. A cada miado afetuoso que a gata dava, no entanto, o peito de Lara se enchia, e o seu ciúme ia aumentando.

Prestou pouca atenção pelos vagões que passava, mas ainda assim viu que havia aurores por toda parte, e os vagões iam se tornando cada vez mais estranhos a medida que passava. Em um deles havia um cachorro, e plantas por todos os lados. Teve que pedir licença para um auror particularmente grande para passar (ele era claramente meio-gigante), e achou ter sentido cheiro de algo muito gostoso que quase a fez ficar nesse vagão.

Sua cabine antiga (a que tinha jogado snap com Lena) ficava no vagão 11, no entanto. Foi a contragosto em direção a ela, mas não sem antes comentar com Astor:

- Aquele outro vagão cheirava melhor! - Disse, tristemente. Passaram a porta do vagão, e a temperatura pareceu cair bruscamente. - Er, é impressão minha ou tá mais frio aqui do que nos vagões que a gente passou? - Disse, apertando o casaco contra o corpo.

- E um pouco mais escuro também... - Disse, olhando ao redor. - Você acha que os aurores podem ter colocado algum feitiço aqui para conservar alguma... coisa? - Dizia ele enquanto andava, e de repente parou de falar, parecendo ter visto alguma coisa.

- Conservar? Tipo corpos? Lumus. - Acendeu a varinha, e também viu a figura.

Um arrepio passou pela sua espinha. Aquela mulher, junto com a névoa fina no chão de todo o vagão, as pequenas teias de aranha nos cantos e o frio incomum, davam um bom cenário para pesadelos.

Parou por um momento para examiná-la, e sentiu algo subindo pela sua perna.

- AH! - Gritou, balançando a perna. Quando a iluminou, no entanto, não viu nada.

Esse dia estava ficando mais esquisito a cada hora.

Leslie começou a andar e Lara acompanhou seus movimentos, dobrando a cabeça e levantando a sobrancelha com curiosidade. Ele fez várias perguntas à figura estranha, e ela sempre respondia de um jeito distante. Ela podia sentir que ele ficava mais curioso a cada minuto. Depois de um tempo sem obter resposta, muda de tática.

- Ora, não é porque tivemos uma confusão que você precisa ficar tão séria. O trabalho é mais divertido quando o fazemos com alegria! Deixe-me ajudá-la: Laetificat! - bradou, cortando o ar com a varinha na direção dela.

Ótimo. Realmente inteligente. Corvinais de parabéns no dia de hoje. Será que ele tinha batido a cabeça no berço quando era pequeno? Ela deu um grito e lançou-se pra mão dele, batendo nela e desviando o feitiço para a parede.

- Wow, Astor! - E deu um sorrisinho nervoso, olhando pra auror. - Ele está em choque, sabe como é. Explodiram a porta da cabine dele! - Se virou pra Leslie, falando baixinho. - O que diabos você pensa que tá fazendo?

- Ela nunca reage. - Disse, distraído. - Você acha que ela reagiria a isso?

Ela honestamente não sabia se queria descobrir.

- Mas ela continua sendo uma auror. E o ministério a colocou aí por alguma razão. - Tipo nos assustar.Olhou de canto de olho pra figura, depois puxou a gata do pescoço do menino. Se eles se metessem em confusão, não queria Louise no meio para sofrer as consequências. - Eu vou colocá-la na cabine. Não faça nada até eu voltar!

E saiu com a gata bem presa nos braços, que deu um miado.

- E você fique bem quieta dessa vez! - Ralhou, procurando a cabine em que tinham deixado suas coisas a princípio, antes da confusão e das explosões. Lá estavam sua bagagem de mão, como também os remanescentes de seu jogo de snap explosivo. E agora, a sua gata. Colocou-a na poltrona e saiu, certificando-se de fechar a porta para que ela não escapasse.

Se fosse sincera, diria que estava também bastante curiosa com aquela figura. Não curiosa o suficiente pra perder a cabeça e lançar um feitiço nela, como tinha feito o Astor, mas o suficiente pra voltar para onde o menino estava.

Quando voltou para o corredor, viu-o conjurando um bando de pássaros. Mas será que ninguém tinha juízo nessa escola? Você não vê algo que não entende e começa a cutucá-lo para ver se ele cutuca de volta! Qual era o lema de Hogwarts mesmo? "Nunca perturbe um dragão adormecido"? ou "Infernize o dragão adormecido até que ele acorde e queime a sua bunda"?
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Re: Vagão 11 - Cabine 7

Mensagem por Leslie Astor em Ter Ago 14, 2012 3:54 pm

3º Post

Bombeiros

Leslie dividia a sua atenção entre proteger a cabine de algumas labaredas que tentavam entrar e curar rapidamente o que fosse possível para evitar danos maiores. Sentia-se, de certa forma, útil naquele momento. E gostava de se sentir útil. Fechava rapidamente os ferimentos menores da garota enquanto tratava dos maiores para que eles não piorassem. Conseguiu estancar o ouvido dela, embora não conseguisse impedi-la de gritar numa tentativa ignóbil de se comunicar. Em um dos poucos momentos em que a cabine ficou silenciosa, usou uma voz autoritária para avisar à outra menina que em breve seria sua vez de receber cuidados médicos.

Mas ela o ignorou, e saiu do lugar. Leslie encarou incrédulo a sonserina se afastar, surpreso como lhe faltava moral para impor-se perante os outros. Ele ia tratá-la, pelo amor de Merlin. Bem, também não podia esperar menos do tipo de pessoa que estava envolvida com aquela confusão toda. Estava terminando os procedimentos básicos, quando a equipe de aurores e medibruxos chegaram e esvaziaram o trem. O corvino agitou a varinha para pegar o livro e a sacola com as vestes, e deixou o trem entre os últimos passageiros, perdendo-se da gata e de sua dona.

Sentou-se em um banquinho mais reservado. De onde estava podia observar toda a agitação e, ao mesmo tempo, distanciar-se dela. Vez ou outra um auror vinha fazer-lhe perguntas, mas enxotava-os com respostas secas e vazias. Detestava quem atrapalhasse sua leitura; gostava de mergulhar nas letras e nas palavras até que não houvesse outro mundo que não o do sentido literário. A única exceção que fazia era quando a interrupção era feita por

A gata pulou no seu colo. Quanto tempo havia se passado, não tinha certeza. Recebeu-a com um sorriso, por sua vez retribuído através de um gracejo que a gata fez com as patas. Foi puxado de volta pela realidade apenas por um grito cuja voz já se familiarizara - não tanto pela freqüência, como pela intensidade das vezes em que o ouviu:

- Ah. Oi. Am... ela se apegou a você, pelo visto – era a sonserina, dona da gata. Não sabia o que achava dela. Se por um lado a despreza pela impressão que tivera, por outro, ela gosta de animais. E Astor aprendera a confiar nesse tipo de pessoa.

- Fico feliz por ela. E por mim também, claro, adoro gatos - disse, de uma forma como se não soubesse bem o que estava fazendo. Percebeu que talvez tenha soado um pouco prepotente, mas não se importou, pois era a verdade. Soltou o livro ao seu lado no banco e começou a brincar com as orelhas felinas, enquanto a outra mão mexia nas dos livros. Pareceu ignorar a menina ao seu lado completamente, até perceber que nem sabia o nome do animal. - Qual é o nome dele-- digo, dela?

- Louise. E ela é uma gata muito feminina, se você prestar atenção – enquanto falava, a morena fez um tipo de careta, como se estivesse com pressa para ir embora.

Ele sorriu após um momento, pois o que ela dissera era, de fato, óbvio. A gata estava andando em círculo no seu colo, puxando as patas para trás conforme pisava, como se montasse um ninho. Ela era graciosa, e o rabo complementava seus movimentos numa onda perfeita. Quando ela deitou-se, Leslie acariciou suas costas, enquanto desafiou-se a olhar para sua dona. - Sim, ela é bem feminina, mesmo. Acho que com a confusão, acabei nem percebendo. Você é da sonserina, certo? Acho que já vi a Louise pelas masmorras...

- Ah, ela anda por aí procurando ratos pra deixar no pé da minha cama, no dormitório – o corvino sorriu ao ouvir aquilo. A idéia de um mascote trazer-lhe caça de presente era adorável. - Hm. Você quer ir de volta pro trem? Acho que acabou o pandemônio lá dentro.

Reservou-se ao direito de não responder, divagando sobre capturar ratos para dar à Louise de presente quando fosse para as aulas de poções. Hesitou ao perceber que talvez aquilo soasse com o que o pai lhe obrigava a fazer no seu bosque, mas percebeu que a diferença era que, para Louise, aqueles animais seriam questão também de alimento. Sorriu enquanto colocava a gata nos braços, a sacola no ombro e metia o livro pelo lado da calça, liderando em seguida o caminho para a entrada do trem. - Creio que vou ficar num lugar tranquilo, para poder ler direito. A Louise pode me acompanhar até lá?

- Claro! Mas ela pode ficar irritada depois de um tempo longe de mim...

Brumas

Ela mentira, ou então superestimou a gata. Dócil, constantemente se contorcia para se aninhar melhor nos braços de Leslie, esticando o pescoço e repousando a cabeça em suas clavículas. Quando ele a mexia, soltava um miado preguiçoso e batia-lhe com o rabo nos braços, em expressão de contentamento. Por mais que o corvino tentasse se concentrar no que via durante o caminho, ficava difícil com a manha felina constantemente lhe distraindo. Pôde reparar, no entanto, na presença de aurores ao longo dos vagões. Eram diversos e assim o pareciam, chegando à máxima de encontrar um que era meio gigante, e em pleno corredor apertado de trem. Havia alguns medibruxos que encerravam sua atividade receitando alguns emplastros, e todos que trabalhavam na reconstrução da parte destruída já deviam ter finalizado, pois o trem estava impecável.

Caminharam até o vagão 11, que estava estranhamente vazio comparado aos demais. Talvez os primeiros alunos que voltaram tenham preferido as primeiras cabines, ou até mesmo o vagão-restaurante. Estava escuro e frio, e as janelas deviam estar um tanto opacas, pois Leslie mal conseguia ver a luz ambiente entrar no local. Sentia uma inquietação nas sombras do lugar e, por vezes, apanhava-se olhando de rabo de olho para uma delas. A gata também mostrou-se aflita, encolhendo-se contra seu corpo.

- Er, é impressão minha ou tá mais frio aqui do que nos vagões que a gente passou?

- E um pouco mais escuro também... - disse, olhando curioso ao redor de si. Abraçava a gata, e desta vez, por algum motivo, era ele quem tentava se proteger com ela. Sentiu seu rabo enrolar-se em seu pescoço, e respirou aliviado. - Você acha que os aurores podem ter colocado algum feitiço aqui para conservar alguma... coisa? - falava, em movimento, até ver uma estranha figura feminina encostada na parede. Estava fascinado.

- Conservar? Tipo corpos? Lumus - Não chegou nem a ver se o feitiço dela funcionou. Colocou a gata em suas costas, apoiada pela sacola, para ficar com os braços livres, e dirigiu-se à estranha figura que estava ali. Murmurou uma pergunta sem importância, ao qual ela respondeu apenas balançando a cabeça. Repetiu, e obteve o mesmo resultado. Repetiu a pergunta, e continuou obtendo a mesma resposta. Havia algo naquela auror que lhe incomodava. Ele próprio não tinha emoções intensas, e jamais as demonstrava; mas aquilo que ela apresentava era um tanto desumano. O corredor escuro, o frio que só não lhe arrepiava a espinha porque os pêlos de Louise o aqueciam, as sombras que amedrontavam como nenhuma outra que já presenciara... Sentia uma curiosidade que apenas Rowena entenderia. Seria um novo tipo de criatura, que ele ainda não conhecia? Testou.

- Ora, não é porque tivemos uma confusão que você precisa ficar tão séria. O trabalho é mais divertido quando o fazemos com alegria! Deixe-me ajudá-la: Laetificat! - bradou, cortando o ar com a varinha na direção da anfitriã.

- Wow, Astor! Ele está em choque, sabe como é. Explodiram a porta da cabine dele! –enquanto ela se desculpava com a auror, Leslie se perdia em divagações. - O que diabos você pensa que tá fazendo?

Ele não se importou com o seu feitiço ter errado. Ele não se incomodou que a menina se intrometeu de uma forma quase rude. Ele não se abalou que a gata quase caiu no processo (e isto apenas porque há um "quase" envolvido). O que mais lhe chamou a atenção foi que a pessoa - não, a entidade? - mal reagira durante toda a ação.

- Ela nunca reage - disse, num tom vago. - Você acha que ela reagiria a isso? - seus olhos estavam focados nas pupilas de fogo da moça.

- Mas ela continua sendo uma auror. E o ministério a colocou aí por alguma razão – o resto ele não ouviu. A palavra “ministério” o fez sorrir largamente. E se não fosse o ministério? Era um tanto incomum que um esquadrão inteiro de aurores e medibruxos aparecesse apenas para controlar uma confusão escolar – por pior que esta estivesse. Sentiu os arranhões das garras da gata puxar sua pele ao deixar suas costas. A sonserina devia estar levando ela para um local seguro, então a tomou no colo; mas Leslie sabia que seu problema não era ir para os braços de sua dona, mas sim se afastar dela, como se ela soubesse que estava indo para ela para depois ser abandonada. Bem, isso ao menos significava que a garota iria voltar, e na pior das hipóteses ele não estaria sozinho. Não que considerasse uma sonserina como sendo de grande ajuda.

Bolou outro plano para fazer seu teste. A varinha em punho, passou a fazer movimentos bruscos para cima, sussurrando "avis". Sabia que não poderia controlar os animais, e aí que estava o truque. Para quem o observasse, ele apenas treinava um feitiço conjuratório. No entanto, queria encher o local de aves, para ver se alguma delas, aleatoriamente, esbarraria na figura. Fez questão de não olhar para ela, até o ponto em que fechou os olhos para certificar-se de que não olharia - aproveitando para fingir que estava memorizando o movimento, ou imaginando o feitiço. Abriu-os.

RESUMO:
Leslie cura Lara até os aurores chegarem. Ela vai até os medibruxos e ele vai para um banco, ler. Os dois se reencontram quando Louise, a gata, insiste em fazer amizade com o corvino. Juntos, vão até o vagão 11, aonde o rapaz fica impressionado com as sombras, o frio e a moça na parede. Foca-se nela, e tenta usar um Laetificat, sendo impedido por Lara. Quando a sonserina não está mais presente, começa a conjurar Avis, fingindo que está treinando o feitiço, numa tentativa de ver uma possível reação caso ela esbarre na auror

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Re: Vagão 11 - Cabine 7

Mensagem por Destino em Qui Ago 16, 2012 12:41 am

Vagão nº 11.
13h20min.

A auror apenas observava o garoto, como alguém que está apenas de espectador, o máximo que fazia era se limitar alguns poucos movimentos com a cabeça, acenando assertivamente ou negativamente, ou até mesmo apontando pro lado, embora não fossem movimentos muito expansivos – no caso da mão, ela apenas tirou a mão do joelho e apontou com o indicador, sem estender o braço na direção da porta. A porta do vagão abriu-se drasticamente, próxima ao local onde a auror e o garoto estavam, e um grupo de crianças, com malões surgiram.

— Er... Eu acho que a gente pode ficar no vagão-restaurante. — ele olhou para a garota que estava grudada na parede.

— É, eu ando com uma fome imensa. — respondeu uma garota fechando a porta do vagão.

O garoto, ainda curioso com aquele misterioso caso conjurou aves no vagão, inocentemente. As aves começaram a voar, aleatoriamente, como esperado, mas sombras saindo dos lugares pouco iluminados, com formato similar a cabeças de cães com olhos abocanharam as árvores, fazendo os pássaros piarem de dor antes de serem mastigados ainda vivos e engolidos. Dois pombos conseguiram escapar, mas acabaram caindo no chão, onde a névoa os envolveu e o som do trinado desapareceu, bem como os pombos, quando a névoa dispersou. Uma risada alta ecoou pelo vagão e até mesmo a auror virou para o lado, olhando para o final do vagão, onde podia-se ver olhos amarelos e um sorriso branco com dentes pontiagudos em meio à escuridão da parede do final do vagão. A boca cuspiu algumas penas e voltou a sorrir. Como ele de lá alcançara os pombos que estavam ali, não tinha como se presumir. A auror balançou a cabeça negativamente, enquanto fazia uma sutil expressão de reprovação pelo comportamento daquele que deveria ser o outro auror, mas limitou-se apenas a isso. Os olhos amarelos desapareceram da parede, embora Lara pudesse jurar que pelo canto de olho estava vendo um homem com chapéu e sobretudo vermelho com aquele mesmo sorriso diabólico.

Olá. Desculpem a demora, tempo corrido. Aqui uma imagem que mostra um pouco do formato da cabeça dos cães e do homem na parede.
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Re: Vagão 11 - Cabine 7

Mensagem por Roxanna Miloslaviniacova em Qui Ago 16, 2012 1:21 pm


EXTRESSO DE HOGWARTS – O DECAIR DE UMA DIVA




Esse post é melhor apreciado ao som de Fire To The Rain - Adele.

Roxanna veste ISSO

PLEBEU!

Foi exatamente isso o que minha mente gritara quando tive meu pedido formal negado. Tinha ido na maior de minhas convicções porque eu estava certa. Claro que estava! Os alunos estavam presos, afinal, provisório ou não, o fato de estarem na cabine dos professores sem alguém que lhes representasse era ILEGAL, ARBITRÁRIO e eu ria por dentro porque tinha certeza que o advobruxo da família Baudelaire ia dançar a conga em cima do ato sem respaldo do Ministério. Claro que eu estava contrariada por não ter o meu pedido atendido, mas isso já me reconfortava.

E eis então que o Morcegão da capa preta podia engolir seu distintivo de docente-indecente de Hogwarts e o interesse da escola. Oh sim, a escola cuida de interesses da escola, alunos são mera expectativa.

No auge de meu discurso totalmente bem construído, eis que surgiu vinda de sei lá aonde, uma garota com a maior cara de coruja do mundo, dando palpites em um assunto que se quer era da conta dela. Porque se eu não me dignei nem a dar satisfações a um Auror, o que diria de uma ameba planante?

Lancei à ela o meu olhar vazio e sem expressão quando a criatura abriu a boca para dizer que o homem, até então desconhecido, não gostava de quem falava demais. Então o que é que uma gralha intrometida estava fazendo ali? Só que, claro, ela não era digna do meu desprezo, daí a expressão vazia.

- E você, quem é? – disse sem ser ríspida no maior tom de desdém do tipo “insignificante” e nem esperei que ela tivesse a chance de responder – Ah tá, só pra saber... – meneei a mão como se espantasse um mosquito e voltei minha atenção ao professor.

E qual não foi minha surpresa quando ele NEGOU meu pedido deliberadamente sem nem me dar a chance de questioná-lo, porque a retórica e a argumentação mandaram saudosos abraços naquele expresso. Oh sim, eu podia estar sendo uma intrometida porque bem, eu não estava investida porcaria nenhuma como autoridade e como bruxa menor de idade também não podia representar ninguém, mas cordialmente a cara de coruja seca foi muito mais intransigente se metendo entre assuntos de professores, em conversas para as quais NÃO fora chamada e simplesmente saiu ilesa. Até que eu não podia julgar tanto, afinal, nem eu prestaria atenção a uma mosca morta, mas enfim, eu estava irritada e queria descontar em alguém.

Típico de um povo sem a menor educação, Maor Coen, que mais tarde eu viria saber se tratar do Chefe de minha própria casa, fechou a porta na minha cara. Não é de surpreender que os alunos sejam tão acostumados a esse tipo de liberdade grotesca, afinal, foram ensinados pelos melhores. Irritada, lancei minha cara de desprezo ao homem, mas é claro que ele não viu, já que me trancou de fora. A menos é claro, que ele usasse lentes de contato Alastor Mood. O que eu duvidava, afinal, sua aparência era muito alinhada para tais excentricidades.

Contudo, eu não ia arredar pé. Fiquei parada atrás da porta escutando a conversa dos outros, porque isso era BÔNUS em Hogwarts, vide o exemplo da menina do cabelo mal penteado. Mas só escutei o homem narrando as acusações dos alunos. Pra quem não gosta de quem fala muito, ele estava discursando feito um papagaio. Mas eu estava motivada pela minha raiva de ter meu pedido negado e já tinha até tirado a varinha da liga que ia na minha coxa esquerda, quando ouvi o garoto da Coca-Cola se explicando e questionando.

Cuma? Era uma cabine comunitária? Cadê o foro privilegiado? Pessoas ricas e sangue-puro tinham que ser colocadas em lugares separados da raleca. Quando ouvi, porém, o episódio da humilhação pública, freei meus pensamentos libertários e reacionários, porque bem, eu não ia me deixar ser apanhada por tão pouco. Humilhação? Se ele não queria mais ser humilhado tinha então era que se jogar no trilho na frente do trem, porque convenhamos só o fato de ele levantar todas as manhãs era uma total vergonha. Tão indigno, tão impuro.

Mas como a bruxandade a cada dia vinha perdendo mais e mais seus valores, e eu não queria ser acusada de racismo, (tão noob perto de Isadore que usou artes das trevas), virei as costas para a porta. Eu vou, mas eu volto.

Possessa de raiva e indignação, amaldiçoando até a vigésima geração do professor, sai vagando feito louca pelo Expresso sem me dar conta de onde meus pés estavam me levando. Foi quando percebi que à medida que eu me afastava tudo ficava mais frio e escuro. Aquele clima nebuloso, estranhamente me mantinha confortada quase como se eu estivesse em casa. Sim, meu lar nunca foi conhecido como caloroso e acolhedor, então eu estava bem a vontade com a quietude e clima negro que consumiam aquele vagão. Na verdade aquilo até que me acalmava como se fosse uma canção de ninar.

Passei pela mulher de branco sentada na janela do trem, deveria ser a Auror responsável pelo setor, mas nem dei papo ou reparei muito, já que estava em um momento não sou fã de autoridades.

Estava em busca de uma cabine para dormir até chegar em Hogsmeade quando pouco depois da mulher brilhante e estranha, vi dois garotos que deviam ter a minha idade. E vi uma coisa negra e horrorosa saindo da parede. Cães de vários olhos babentos e salivantes e um homem de chapéu com imensos olhos amarelos que se perdiam na escuridão abocanhando pombos mas eles pareciam feitos de sombras.

Minha atitude não podia ser outra, então soltei um poderoso GRITO de horror. Olhei para a mulher que continuou parada apática a minha reação, apenas negligenciando a atitude do ser que aparentemente engolira os passarinhos do fundo do trem. Dei passadas longas até onde estavam Leslie e Lara que eu ainda não conhecia e apontei a varinha para a escuridão tenebrosa mentalizando em minha mente o dia em que fiquei noiva de Lestat aos nove anos de idade, até então, a memória mais feliz que eu tinha:

- Éks-pé-qui-to -Pa-trO-NouM! – uma fina luz prateada refletiu da ponta de minha varinha, nada corpóreo, nem chegou a formar um escudo, só uma luz prata disforme. Ao menos serviria para enxergar a escuridão. Isso se minha luz de felicidade não fosse engolida pela negritude daquele vagão. Até porque eu nunca tinha sido muito feliz e não sabia se aquela memória era boa o bastante para sustentar um feitiço tão complexo que eu só insistia em usar devido a minha ousadia e não à minha capacidade mágica.


Spoiler:
Resumo: Roxanna assiste em câmera lenta o professor Maor Coen sambar na sua cara não permitindo que ela entrasse na cabine e fechar a porta sem lhe dar direito de resposta. Muito irritada, ela se dispôs a escutar a conversa atrás da porta e a praguejar mentalmente contra Mimi Wolfsbane e o Mestre de Poções. Quando escutou Chester mencionando o bullying resolveu sair por onde veio antes que sobrasse para ela. Morrendo de raiva, saiu andando sem rumo até chegar à cabine 7 do Vagão 11, onde encontravam-se Lara e Leslie que ela ainda não conhece. Prestou pouca atenção à Auror sentada na janela e soltou um grito de horror ao ver o homem de chapéu e seus bichinhos se manifestando e voltando para a parede. Mesmo sabendo que não eram dementadores e que não tinha magia suficiente para o feitiço, lançou um Expecto Patrono contra a escuridão a fim de ver melhor o que estava no fim do trem.

[OFF] Eu sei que a Roxanna não sabe fazer um patrono, por isso pus que saiu uma luz fina e pálida e nada corpóreo, tipo quando o Harry tentou lançar o Patrono nas primeiras vezes.

Eu sei que a atitude mais esperta não seria tacar luz no “suposto auror” mas tendo em vista que por mais que eu não acredite que a mulher seja um auror, Roxanna acredita que qualquer coisa que aconteça a agente poderá salvá-los. E também não acredita muito que vai ter qualquer coisa suspeita em um trem cheio de aurores e agentes ministeriais.

Além de que o Patrono foi proposital porque no caso da coisa vir pra cima dela, por mais que seja fraco, incorpóreo e de quase nenhuma serventia, ao menos é melhor do que nada de proteção que nem seria o caso de um Lumus Máxima.

Não coloquei as reações do Leslie e da Lara mas deixei em aberto pra vocês responderem. Qualquer coisa que quiserem combinar, só mandar MP.

Vou rolar 1d20 just in case. Se não for preciso, basta ignorar xDD[/OFF]

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Re: Vagão 11 - Cabine 7

Mensagem por RPG Enervate em Qui Ago 16, 2012 1:21 pm

El miembro 'Roxanna Miloslaviniacova' ha efectuado la acción siguiente: Rolar Dados

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no light, no light

Mensagem por Lara Rosenberg em Sex Ago 17, 2012 1:15 pm



you want a revelation
some kind of resolution
you want a revelation

no light, no light
in your bright blue eyes
i never knew daylight
could be so violent
a revelation in the light of day
you can't chose what stays
and what fades away

Os pássaros circulavam Lara e Leslie, levantando o cabelo da menina e tentando escapar daquele ambiente sufocante, mas sem sucesso. As sombras na parede tornaram-se cabeças de cães, e a menina se encolheu involuntariamente ao ouvir o barulho dos pássaros sendo triturados. No fim do trem ela conseguia ver olhos muito vermelhos pregados à escuridão, e botou a mão na boca em choque quando viu que junto dos olhos havia um sorriso, e que esse sorriso cuspia penas.

Se virou para comentar alguma coisa com Leslie, provavelmente ralhar com o menino por ter usado pássaros em sua empreitada para conseguir uma reação da auror no começo do vagão, mas o som ficou perdido em sua garganta quando um ouviu um grito.

Se virou tão rápido que o pescoço estalou levemente, e pôde ver uma menina loira que não podia ser muitos anos mais velha do que os dois, mas que Lara nunca tinha visto no castelo antes. Ela tinha dado um grito poderoso, e agora corria até os dois, as feições desesperadas. Ela interpretou todo o frio e a escuridão daquele vagão do jeito que a maioria das crianças de famílias bruxas antigas interpretariam: dementadores. Havia passado pela cabeça de Lara que a diferença de temperatura incomum entre os vagões podia ser resultado de dementadores, mas isso lhe pareceu ridículo quando lembrou que não se usavam mais aquelas criaturas horrendas para fazer a segurança desde a Segunda Guerra Bruxa, no tempo de Harry Potter.

Ela então lançou uma desculpa patética para um patrono, e um fiapo prateado incorpóreo saiu de sua varinha. Aquilo ali não protegeria os três nem de uma fada mordente, quanto mais de um possível dementador.

- Bem, essa não foi uma memória muito boa, né? - Comentou com desdém. Em outros dias teria sido mais diplomática em relação à situação, mas a sua dor de cabeça não permitia que criasse simpatia pela menina. Não pôde, no entanto, deixar de admirar sua audácia em lançar um feitiço tão avançado. Percebeu Leslie abafando o riso ao seu lado, e fez também o melhor que pôde pra não esboçar nenhuma reação, porque, honestamente, quanto mais gente naquele vagão bizarro, melhor. As duas crianças que apareceram mais cedo não ficaram nem por dois segundos, e a sonserina se sentia cada vez mais insegura lá.

-Bem, preciso dizer que essa risada arrepiou cada pêlo do meu corpo. De onde diabos...? - Leslie disse, e Lara concordou com os lábios tremendo. - Não acredito que estou começando a temer o escuro aos 14 anos.

Aquela informação se alojou na menina, que finalmente conseguiu encontrar dentro de si um pouco de afeição pelo rapaz. Ao observá-lo, no entanto, notou que ele não parecia que estava com tanto medo assim. Seu olhar era bem mais curioso, intrigado, corvino, e ela conseguia nutrir respeito por quem quer que não recuasse diante de um enigma. Tinha sido assim por toda sua vida, também.

Foi nesse momento que viu. Ou pelo menos essa foi a hora em que começou a prestar atenção, seu coração pulando uma batida e depois acelerando de forma frenética ao perceber o que já estava na periferia de seu campo de visão faz algum tempo. A figura de sorriso malicioso que tinha cuspido as penas de passarinho se mostrava turva no canto do olho, e quando a menina se virou por instinto para vê-lo diretamente, sumiu.

- Eu acho que, nesse caso, ter medo do escuro é algo prudente. - Comentou, a voz entrecortada por causa de sua respiração ofegante. Leslie não tinha percebido ainda, nem a menina loira perto deles. Será que ela estava alucinando?

Chegou mais perto do Corvinal, pegou em seu braço e sussurou de um modo que a menina também pudesse ouvir:

- Pelo canto do olho. Acho que ele não quer que olhem diretamente pra ele. - Informou, secretamente desejando que os outros dois também vissem a figura e confirmassem que não, a menina não estava ficando louca.

Quase suspirou de alívio ao ver que os outros dois também viam (e estavam também com medo) esse... homem? Criatura? Auror? Essa era ideia do Esquadrão de Aurores de pregar uma peça nos aluninhos inocentes de Hogwarts? Visualizou uma figura sem rosto que instruía bruxos vestidos de preto a aterrorizar os estudantes.

- Bem... Se temos problemas com sombras, é melhor que nos livremos delas. - Disse Leslie, e tirou a camisa.

Peraí.

O quê?

Tirou a camisa? E agora estava dividindo-a em pedaços?

Oi? Esse era realmente o momento de mostrar pras duas meninas que tinha uma barriga definida?

O plano fez um pouco mais de sentido quando ele, com cuidado, transfigurou os pedaços da camisa em óculos de sol. Ah. Livrar-se das sombras. Mas é claro! Essa tinha sido a melhor ideia que Leslie tinha tido desde que entraram naquele vagão maldito. Como ela não pensara nisso antes? Feitiços de ilusão como esses não pareciam tão assustadores assim quando confrontados com a luz do sol. E, por mais que estivesse chovendo e trovejando contra as janelas das cabines, havia múltiplas possibilidades de trazer um pouco de luz e calor ao vagão.

-Se o dia amanhecer aqui dentro, você acha que ele conseguiria revelar o mistério desse vagão?- E sinalizou para a menina, com os olhos, que esperava que ela o ajudasse. Mas como? Iluminando também o trem? Não via como os dois pudessem ter um melhor desempenho se fizessem o mesmo feitiço. Ela precisava de algo a mais...

Vasculhando sua memória, lembrou-se de ter lido, de passagem, sobre um feitiço que revelava a presença humana. Homenum Revelium. É. Esse seria o feitiço ideal, de fato. SE ela soubesse como fazê-lo. Decepcionada com a própria ignorância, procurou outra saída, algo mais próximo de seu nível de magia. Não estava mais com apenas uma "curiosidade acadêmica" sobre os assuntos do vagão. Ali tinha uma figura muito suspeita com caninos muito suspeitos e cachorros demoníacos, e se ela fosse contar com a sua "sorte" no dia de hoje...

Quando Leslie finalmente grita o feitiço ao seu lado, concentrando-se para visualizar bem o sol e se sair bem, a menina já tinha se decidido. Virou-se para a loira (Roxanna) que estava ao seu lado, levantando as sobrancelhas para tentar fazê-la compreender que, se quisesse ajudar, essa era a hora perfeita. Depois levantou a varinha, seu braço tremendo um pouco, e disse em voz alta:

-FINITE INCANTATEM! - E visualizou, nas sombras, um grande nó de escoteiro que as poucos se partia. Sua imaginação foi tão eficaz que quase conseguia ouvir as linhas se partirem aos poucos, embora o barulho pudesse ser também o de um rosnado.


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Mensagem por RPG Enervate em Sex Ago 17, 2012 1:15 pm

O membro 'Lara Rosenberg' realizou a seguinte ação: Rolar Dados

'd20' :

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Re: Vagão 11 - Cabine 7

Mensagem por Leslie Astor em Sex Ago 17, 2012 1:39 pm

OBSERVAÇÃO:
Er, eu devia ter editado o post anterior para incluir a rolagem de dados, mas não consegui achar os dados na edição. Daí to postando de novo.... Então peço à admin que delete um dos dois, já que este é apenas para a rolagem dos dados Smile

Ah, e o primeiro dado será para a transfiguração, enquanto, o segundo, para o Lumus.

Grato!

4º Post

Medos Infantis

Seu plano falhara em parte. Não conseguiu afetar a auror, não o suficiente para exigir dela uma reação para aquilo. Mas as sombras – as mesmas que denunciavam que algo de errado estava acontecendo ali – tomaram uma forma de cabeça de cachorros com muitos olhos, vermelhos como os da donzela da parede, e engoliram os pássaros, indefesos. O som que fizeram ao serem capturados e engolidos vivos era como a melodia da dor para os ouvidos de Leslie, que imediatamente sentira a culpa de dar a vida apenas para vê-la sendo tomada cruelmente. Ao longe, viu um sorriso e um par de olhos maliciosos, que encarava seus espólios de guerra cuspindo as penas indefesas enquanto o riso ecoava pelo corredor.

Um grito. Assustado, Leslie se virou para encontrar uma moça loira entrando no vagão. Esta, contudo, não parecia que repetiria as ações das crianças que entraram e saíram; esta permaneceria. Vira avançando dois passos e tentando, inutilmente, conjurar um patrono para sabe-se lá o que. Eles não pareciam estar enfrentando dementadores, mas não quis discutir com ela. Abafou o riso, pois achou o momento inadequado para espontaneamente expressar a graça da situação, e prosseguiu ignorando a garota, ou pelo menos o seu potencial para ajudá-los.

- Bem, preciso dizer que essa risada arrepiou cada pêlo do meu corpo. De onde diabos...? - estava perplexo, fascinado, procurando a origem do som. Mas também começando a ficar com medo. Sua coragem, em geral, era mais fruto de sua curiosidade ou de sua ingenuidade do que da capacidade de enfrentar os demônios internos. - Não acredito que estou começando a temer o escuro aos 14 anos - dizia, observando cuidadosamente as sombras ao seu redor, que já tinham um ar gélido tenebroso, mas que agora ganhara “mórbido” à lista de adjetivos.

- Eu acho que, nesse caso, ter medo do escuro é algo prudente - comentou a morena, que parecia assustada com a situação. Não podia culpá-la. Sentiu-a se aproximando. - Pelo canto do olho. Acho que ele não quer que olhem diretamente pra ele.

Penumbra

Leslie respirou fundo. Não poderia perder a calma naquele momento crucial. Nunca perdeu antes, não perderia agora. Sentiu o toque de Lara em seu braço e se encolheu de forma instintiva, permitindo sua aproximação apenas segundos depois. "Pelo canto do olho"? Não demorou muito para que entendesse o recado, e pensasse no que ela lhe propusera. Olhou para frente, ignorando o foco que seu olho insistia em fazer, e entendeu. Ali, ao seu lado, estava um borrão vermelho num formato humanóide que, ao ser encarado, transformava-se em sombras, como pôde constatar após um simples teste. Um feitiço desilusório? Mas do que ele queria se esconder? Elaborou a seguir uma teoria que achou bastante razoável de como alguém, que estava no final do vagão, conseguira comer aves que estavam no seu início: ele poderia entrar nas trevas, ou se mover por elas.

- Bem... Se temos problemas com sombras, é melhor que nos livremos delas - falou firme, percebendo que a curiosidade mais uma vez o impulsionava a agir. Virou-se e tirou a blusa, usando diffindo para rasgá-la em três tiras que poderiam ser usadas como vendas. Agitou a varinha mais uma vez, e obteve, a partir das vendas, três aparatos trouxa para proteger os olhos do sol: "óculos-escuros". Entregou um para cada aluno ali - Ele, Lara e Roxanna - e voltou para a amiga - amiga? - que o havia instruído até então, esperando que seus feitiços fossem melhor que os da loira que os surpreendeu. - Se o dia amanhecer aqui dentro, você acha que ele conseguiria revelar o mistério desse vagão? - olhava para ela com a típica expressão de quem dizia mais do que falava. Esperava que ela entendesse, e torcia para que a garota tivesse um desempenho espetacular em feitiços - coisa que ele não tinha.

Limpou a garganta. Ignorou que tinha, a seu lado, uma auror; ela que se protegesse por conta própria, já que, por sua vez, ela ignorara as ações do homem ao fundo do vagão, mas não a ele. Fechou os olhos, e uma imagem veio à sua cabeça: a imagem do sol se pondo, do momento exato em que ele atinge a linha do horizonte e forma um feixe luminoso que cega, semelhante a quando alguém aponta, com um espelho, a luz em direção ao seu rosto. Com a varinha, circula o sol imaginário duas vezes, e sente o brilho rubro se formando magicamente no rastro de seu movimento.

- Lumos Solem!

RESUMO:
Leslie sente-se culpado pelas aves e amedrontado por não entender como o que aconteceu, aconteceu. A falha da loira executando o feitiço do patrono o deixa mais leve, e ele passar a entender que a lógica do lugar se baseava em sombras. Suas suspeitas se confirmam quando Lara de que deve “ver com o canto do olho” e, assim, resolve combater sombras com luz. Cria, à partir de vendas feitas com sua camiseta, três óculos-escuros, que dá para cada um dos alunos presentes. Em seguida, pede para Lara desfazer os truques do ser escondido, e lança um Lumus Solem, esperando combater as sombras para, além de surpreendê-lo, enfraquecê-lo quanto ao seu alcance.

OBSERVAÇÕES:
Sei que não existe um feitiço específico sobre a transfiguração de vendas em óculos (?), mas considerei que seria relativamente simples, já que são objetos pequenos, inanimados e que têm basicamente a mesma função; ele está estudando a matéria à três anos, afinal. Se não for considerado simples, peço um rolamento de dados e, caso possível, peço 5; se não, peço que me avisem para que eu edite o post. Quanto ao Lumos, não tenho certeza quanto à natureza das sombras. Se forem mágicas e isso exige algum tipo de medição de forças, peço que, caso haja chances, haja um rolamento de dados. Em ambos os casos, caso haja o rolamento, peço finalmente que expliquem quais seriam os atributos levados em consideração. Grato.

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Re: Vagão 11 - Cabine 7

Mensagem por RPG Enervate em Sex Ago 17, 2012 1:39 pm

O membro 'Leslie Astor' realizou a seguinte ação: Rolar Dados

#1 'd20' :

#1 Resultado : 8

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#2 'd20' :

#2 Resultado : 9
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Re: Vagão 11 - Cabine 7

Mensagem por Destino em Dom Ago 19, 2012 10:20 am

Olá. Como está todo mundo em clima de Soundtrack:

♪ Tell me cool vibration. Live your fantasy. Tell me who, tell me surely, and the name. I'll be stunned, I'll be waiting. Ghosts of horror show, and I don't care: Just say ya love... ♫

Letra: http://letras.mus.br/hellsing/132543/ Apesar que pro momento da Rox, eu colocaria algo mais: http://www.youtube.com/watch?v=vO30b_SxLzE Bonanças.

Vagão nº 11.
13h30min.
A sonserina procurou mentalizar aquilo que fosse mais feliz em sua vida, que trouxesse à tona um pouco do que ela havia perdido devido aos acontecimentos trágicos em sua vida... Roxanna girou a ponta da varinha, fazendo um fio de luz surgir à sua frente. Era um patrono, uma magia de proteção contra coisas sombrias como dementadores e, muito provavelmente, aquelas sombras aterradoras que dominavam o vagão. Ela vira a magia lançada por outros alunos funcionar contra as sombras e espectros de Durmstrang, certamente funcionaria ali se ela conseguisse resgatar a alegria que fora despedaçada pela vida. O feixe de luz começou a tornar-se mais denso, tomando uma forma embrionária, de onde podia-se ver o que parecia uma cabeça e um corpo e pequenos pontos que provavelmente se tornariam patas. A visão lembrava um pequeno feto em gestação e Roxanna viu quando o patrono olhou para ela e parecia tentar alcançá-la, movendo um dos pontos que parecia ser o membro dianteiro direito. Mas rachaduras começaram a surgir no patrono e uma explosão fez os garotos fecharem os olhos. Roxanna viu o que parecia ser seu patrono despedaçado flutuando no ar, mas antes que pudesse ir adiante com seus pensamentos, os viu flutuarem como movimento. Os fragmentos pequeninos tornaram-se pequenas borboletas que voavam ao redor dela e dos garotos, protegendo-os. Como se seus fragmentos de uma alegria passada se recusassem a desistir dela, apesar de tudo. A névoa não se afastou, mas eles pararam de sentir a sensação de toque gélido, bem como a escuridão parecera recuar ao redor deles... Isso fez a auror se manifestar, observando interessada naquela manifestação de patrono... Apesar de somente Roxanna ouvir o sussurro, ou acreditar que ouviu:

— Como?

Agindo sincronizadamente, Lara e Leslie brandiram a varinha, concentrando-se para conseguir o efeito desejado em meio à toda aquela situação. A jovem sonserina que olhara para a auror após ouvi-la sussurrar, apenas pôde perceber a auror na parede colocando a proteção da cabeça, como se fosse a coisa mais comum e trivial do mundo – o momento de surpresa, se houvera, passara. Um feixe atingiu a parte final do vagão, fazendo sumir toda a Escuridão. Numa área de dez metros cúbicos, o vagão voltou a ser um vagão normal, sem a existência das sombras e da névoa. Da ponta da varinha de Leslie saiu um feixe luminoso como a luz do sol, iluminando o fundo do vagão, apesar da luminosidade natural da janela estar entrando na área atingida por Lara – a luminosidade na parte inicial do vagão foi sugada pela escuridão ao tocar as paredes, como um buraco negro suga a luz. As borboletas que flutuavam como flocos de neve ao redor deles impediam que a luz fosse sugada pela escuridão ao seu redor. Uma risada ecoou pelo vagão e os três garotos viram o homem de forma mais clara: ele trajava o uniforme auror, que o protegia de alguns feitiços, bem como agora estava com a proteção da cabeça. Além disso, tinha um chapéu fedora, de abas largas vermelho e um sobretudo vermelho. Estava olhando pros garotos, encostado na parede, com o que pareciam duas armas de fogo com runas inscritas nelas – mas se havia magia no item, ela tinha sido anulada naquele pouco espaço de tempo por causa do Finite Incantatem.

— Ataque a um agente da lei. A gente pode prendê-los agora? — a voz do auror ecoou pelo vagão, como se ele estivesse rindo e se divertindo com tudo isso.

A sombra e névoa no início de vagão, começou a vazar pra dentro da área limpa, o que foi suficiente pra que os garotos, principalmente Lara e Leslie percebessem que não se tratava de uma ilusão. Se fosse uma ilusão, ela não transbordaria de um lugar pro outro como água vazando, aquelas sombras, aquela névoa era algo material, estando ali como se fundissem duas dimensões num mesmo espaço-tempo: o vagão. E a matéria de outro lugar estava inundando o vagão, como água enchendo uma represa, modificando sua natureza. A porta no fundo do vagão, na área com magia cancelada, abriu-se e um auror entrou com varinha em mãos, empunhada ao lado da cabeça com posição pra atacar – trajando a proteção da cabeça e por trás dele, os garotos puderam ver um auror com a altura de uma criança, ajoelhado ao lado de uma porta de cabine, também com a varinha apontada pro vagão, dando cobertura.

— Parados! Esquadrão Auror! — sem desviar o olhar das crianças, ele perguntou. — O que está acontecendo aqui, Alucard? O clarão chegou no outro vagão.

— Cai fora daqui, Mustang! Só estamos nos divertindo um pouco, não é, criaaaaaanças? — o auror de nome Alucard gargalhou alto, guardando as armas de fogo nos coldres do sobretudo.

— Swain? — o auror se dirigiu à auror na parede, que apenas gesticulou abanando a mão, como se não fosse nada. — Ok. Alarme falso, Elric. — ele baixou a varinha, gesticulando pro parceiro que estava dando cobertura e passou pela porta, falando antes. — Melhor maneirarem as brincadeiras, crianças. Não estamos aqui pra...

A porta do vagão fechou na cara do auror Mustang, tendo Alucard estendido a mão e fechado a mesma interrompendo o discurso do colega. Gargalhando alto, as sombras começaram a invadir a área cancelada e em questão de segundos, o vagão voltou ao estado normal.

— Então? Onde paramos? Ah, sim... Acho que é a minha vez, não é? — ele enfiou a mão no sobretudo, mas de repente parou. — Não me olha assim, Swain! A gente quer se divertir, não é, crianças? — e emendou outra gargalhada. — Ok. Vou ficar quieto, mas se eles continuarem a brincadeira, será a minha vez de agir.

A porta da cabine 7 abriu-se, fazendo um miado ecoar pelo corredor do vagão. Dando uma gargalhada, ele voltou a desaparecer, mesclando-se com a escuridão.

Olá. Desculpem a demora, como o Leslie tinha sido o último a postar, eu não vi que a Lara tinha postado antes e estava esperando o post da guria. Só fui ver nessa madrugada de sexta pra sábado e tinha que analisar a ação pra postar de forma corretinha, né? Edit: E olha que eu vesguei porque acabei esquecendo a ação da Rox, o que achei estranho porque eu tinha lido o post e até pensado no efeito. O.o

Roxanna – Editando aqui, eu lembrei do porquê vesguei, Cella, tu tá sem ficha lá e eu ia perguntar se tu não ia postar ficha – acabei esquecendo. Então to usando uma padrão arquétipo. Pelo histórico da Rox, pelo que entendi, ela seria uma aristocrata e vou usar essa ficha com a inclusão de feitos e atributo pra que possa ser jogadora de quadribol (no caso, +1 em Int que concede uma outra perícia, que seria Pilotagem). Como bem mencionado por ti, a Roxanna ainda não sabe Expecto Patronum, sendo então uma magia improvisada (CD Difícil porque apesar de ser do nível que a Rox tem acesso, é um feitiço que exige uma pá de treinamento que ela ainda não tem, além de ser de um ano acima...) e tendo efeito menor (como se fosse de um nível menor).

Expecto Patronum (Magia de Improviso, nível II, CD Difícil, 20): 15 (dado) + 3 (Sabedoria) + 5 (Perícia) + 2 (½ do nível) = 25. 25 é maior que 20, portanto ela conseguiu realizar um patrono que tem efeito de magias de nível II (dá um bônus de +4 nas defesas ou “tanka”, atraindo a atenção de monstros que atacariam a garota). Pelo histórico da Rox, eu criei aquele efeito, Cella, mas deu certo, o lance lá é mesmo só efeito visual que tu pode ignorar ou não quando for aprender o Patrono de verdade. Wink

Lara – Muito foi discutido e eu continuo acreditando que Finite Incantatem serve como contra-magia dissipando qualquer magia – mesmo as que têm contra-magias específicas, mas isso é motivo pra uma discussão mais aprofundada quando eu postar uma lista de magias de RPG. Por enquanto estou usando a definição assumida pelo professor de Feitiço: Finite cancela toda aquela que não tiver contra-magia específica. Como é um lançamento de magia, CD Normal, 15. Lembrando que se falhar não quer dizer que a magia não foi lançada, quer dizer que ela não alcançou o efeito desejado. Se foi porque falhou, errou o alvo, saiu mais fraca, saiu um outro feitiço, está a crível do jogador. Finite cancelaria por um turno (6 segundos) magia de itens mágicos.

Finite Incantate (Magia Nível II, CD Normal, 15): 14 (dado) + 1 (Sabedoria) + 5 (Perícia) + 2 (½ do nível) + 1 (Talentosa: Charm) = 23. 23 é maior que 15, portanto ela conseguiu lançar um feitiço que dissipou a magia da área atingida por um turno. Como ela não acertou a fonte da magia, ela não cancelou o efeito permanentemente. Mas isso são detalhes desnecessários de discussão aqui, toquemos o RP. =)

Leslie – transformar tecido em óculos: Foi uma magia improvisada e transfiguração, quanto mais próxima a massa do objeto original do objeto transfigurado, melhor. Porque aí você não precisa destruir ou acrescentar massa. Mas eu acho que tá de boa na lagoa em transformar em óculos. CD Normal (15).

Improviso Nível I – CD Normal, 15: 8 (dado) + 3 (Sabedoria) + 5 (Perícia) + 2 (½ do nível) + 1 (Especialista) = 19. 14 é maior que 15, portanto ele conseguiu fazer óculos que concedam um bônus de +2 em testes de Resistência que sejam realiados por algo que afete a visão.

Lumus Solen (Magia nível I – CD Normal, 15): 9 (dado) + 3 (Sabedoria) + 5 (Perícia) + 2 (½ do nível) + 1 (Especialista) = 20. 20 é maior que 15 (CD), portanto ele conseguiu realizar o feitiço plenamente, lançando um clarão com a intensidade da luz solar, iluminando o ponto que desejava.

É isso, moçada. Desculpe pela vesgada, Rox. Eu tinha isso em mente, esse efeito, quando li teu post, mas não achei tua ficha e tinha ficado de perguntar se tu ia postar, no sábado à noite. Quando acordei, acabei esquecendo... Let’s Play! Bonanças.


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Re: Vagão 11 - Cabine 7

Mensagem por Roxanna Miloslaviniacova em Ter Ago 21, 2012 2:16 pm


TROUBLEMAKER




Esse post é melhor apreciado ao som de Troublemaker - Greenday.

Roxanna veste ISSO

Corajosamente como uma desbravadora de perigos, fui enfrentar meus demônios para salvar a pele do casal acuado em seu próprio canto contra as sombras malignas do fundo do expresso. Mas qual não foi a minha surpresa quando vi o rapaz disfarçando o riso diante da minha magia. O QUÊ? Quer dizer que eu era o cavaleiro de armadura reluzente e ele me tratava feito Dom Quixote de La Mancha?

Mirei Sancho Pança com desdém e ignorei seu riso abafado. Ao menos desse mal eu não sofria, se queria rir na cara do perigo eu simplesmente gargalhava. Foquei todo o meu potencial de felicidade naquela memória e aos poucos meu patrono foi ganhando vida. E foi se transformando em algo que mais parecia um feto.

ECAA! Meu patrono era nojento!

Havia estudos bruxos que caminhavam no sentido de que o patrono representava o animal no qual você se transforma ou se transformaria no caso de tirar licença como animago. Então o meu patrono era uma criança, talvez uma fada ou um ente, talvez um animal não formado. Ou talvez meu subconsciente estivesse tão abalado que aquela representação era o que restou quebrado da lembrança feliz do dia em que fiquei noiva de Lestat, pois anos depois ele mesmo arruinou minha infância e juventude.

E o feto me encarou, movendo aquilo que pareciam ser os braços ou patas tentando me alcançar mas em repulsa àquela manifestação mágica melindrosa, eu me afastei vacilante meio passo para trás. E rachaduras surgiram em meu espelho de luz, como se o bebê estivesse sendo abortado.

- Bem, essa não foi uma memória muito boa, né? – perguntou a garota em um lívido tom que era meu velho amigo de guerra. Tive ganas de virar a cara pra ela e perguntar “e que te importa?” Mas foi o que se sucedeu a seguir fora suficiente para que eu me convencesse do quão foda e poderosa eu era. Os raios de luz de meu patrono se partindo brilharam e se quebraram em milhares de borboletas prateadas que desapareciam ao tocar a pele, mas transmitiam uma sensação de calmaria e benevolência, como se dissessem com suas asas farfalhantes pouco antes de morrerem que tudo ficaria bem.

Eu sabia que o único bruxo que já existiu que era capaz de transfigurar o patrono fora Merlin, que transformava sua lagartixa em dragão. E eu podia transformar o feto em borboleta, então eu era tão foda quanto Merlin! RÁ! Me julguem, babies, eu sou RockStar do Patrono. Tá eu sei que isso é um SUPER exagero meu, mas eu tinha me sentido extremamente ofendida com o desdém com que fui tratada, já que eu geralmente é quem desdenho dos outros e não a que é desdenhada. Mas nem tive tempo de esfregar minha grandiosidade na cara deles porque o garoto tirou a camisa, rasgou o pano, transfigurou óculos escuros e despachou jatos de lumus solem enquanto a moça lançava Finite Incantatem dissipando as sombras de vez.

E eu ouvi dentro de minha cabeça uma voz perguntando: “Como?” E eu tinha certeza absoluta, era a Auror sentada na janela e me virei para ela com curiosidade, quando o homem do chapéu anunciado por Lara veio do fim do trem, ironizando a situação em que nos encontrávamos. Vou ter que mudar de tática, ironia anda tão mainstream ultimamente. Eu não podia, porém, negar o quanto aquela figura tinha sido hipnotizante.

Lara sustentou uma resposta à altura do senhor Fedora, mesmo que eu acreditasse que ela estivesse mais mantendo uma pose do que de fato desafiando o auror. A porta do vagão se abriu e mais aurores entraram, no que logo foram enxotados por Alucard. Será que se eu levasse ele até a cabine dos Professores ele enxotaria também Maor Coen?

Estávamos os três parados no Corredor com um auror petulante se divertindo às nossas custas com a ideia que ele supostamente fazia de piada. E a outra parecia se comunicar pela força do pensamento. Encarei meus colegas, mas Lara parecia decidida a recuperar sua gata enquanto Leslie discursava sobre abuso de autoridade. Filho, já tentei ir pelos caminhos legais com essa gente, não dá certo. Eles são lei e estão acima dela.

Tomada por minha ousadia característica me virei para o tal Alucard que se voltava para as sombras, dei alguns passos à frente não sabendo como minhas pernas não tremiam, talvez pelo fato de as estar mantendo fechadas e coladas uma na outra.

- Senhor! – chamei de forma imperativa, porém, educada – De que tipo de jogos o senhor gosta? Creio que essa viagem enfadonha pode ficar um pouco mais divertida, não é? – a confiança de minha lábia ia se apoderando de mim agora que eu caminhava mais dois passos à frente quase chegando no lusco-fusco da penumbra do vagão – Particularmente aprecio um bom jogo de perguntas e respostas, se aceitar jogar, eis então o que quero saber: O que são todas essas coisas pelos vagões? Como se estivéssemos em festas temáticas de vários ambientes? Por que é que os aurores estão aqui, afinal? Para proteger o trem, os alunos ou dar uma festa?

E tentei vislumbrar melhor qualquer coisa na escuridão diante de meus olhos que pudesse ser útil ou servir de pista.



Spoiler:
Resumo: Roxanna se enoja com seu patrono feto mas acaba considerando que aquilo possa ser resquício de sua memória feliz estar ligada ao seu pior pesadelo. Depois acaba se vangloriando de ter tido seu patrono explodido em milhares de borboletas. Acredita que a auror na parede conversa por telepatia pois a voz que ouviu tinha certeza que era dela e que vinha de dentro de sua própria cabeça. Fica ressentida com Leslie por ter rido dela e propõe um jogo de perguntas e respostas ao Auror Alucard.

[OFF] Lara e Mauro, só coloquei as ações narradas de vocês no face, não pus as falas porque acho melhor que elas venham no post de vocês pra não ficar repetitivo. Deixei em aberto pra vocês prestarem atenção ou até participarem da panz porque sinto que vou levar um passa-fora. (fazer o quê, adoro isso rsrs)

Rolando 2d20 um para ver se o auror aceita o convite (se for preciso) e outro pra avaliar o vagão e ver se descobre alguma coisa (sei que minha ficha não tá pronta, mas pode usar a ficha estepe Leish se eu não tiver postado a ficha da Rox até a mestragem. E que rufem os tambores xDD Qualquer coisa, MP xD[/OFF]

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Re: Vagão 11 - Cabine 7

Mensagem por RPG Enervate em Ter Ago 21, 2012 2:16 pm

O membro 'Roxanna Miloslaviniacova' realizou a seguinte ação: Rolar Dados

'd20' :

Resultado : 18, 6
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Re: Vagão 11 - Cabine 7

Mensagem por Leslie Astor em Qua Ago 22, 2012 8:27 am

5º Post

(Des)confiança

Ao abrir os olhos, Leslie surpreendeu-se. Não tanto por ver que seu feitiço acabara funcionando, e por alguns momentos, o vagão inteiro encheu-se de luz e calor. As janelas agora permitiam que o dia entrasse, graças à Lara, e já não sentia a sensação gélida da morte por perto. Aquilo, contudo, já era o esperado, era o plano funcionando ao ser posto em prática. Sua surpresa foi ver o patrono da garota que gritara cercá-lo, várias borboletas emanando segurança batendo asas ao seu redor e desfazendo-se em um pó prateado ao toque. Talvez a tenha subestimado, visto que não aparentava ter idade para conseguir um feitiço como aquele. Ergueu a sobrancelha e se deixou ser tomado pelo interesse.

— Ataque a um agente da lei. A gente pode prendê-los agora?

Leslie bufou de desprezo, reagindo àquilo junto das garotas. Respondeu automaticamente, mais para si mesmo do que para que qualquer outro ouvisse:

- Só se você for preso por abuso de autoridade conosco, pois tenho quase certeza que engolir aquelas aves podem ser vistas como ameaças, enquanto nossos feitiços não-ofensivos seriam uma mera investigação...

Deixou as palavras morrerem, inefetivas. O corvino não conseguia lidar bem com tudo aquilo, com o tipo de ambiente que um auror criara em um trem escolar e que, com ele, fazia troça. Acreditava que aquilo era uma grande irresponsabilidade de alguém que deveria estar ali para protegê-los - protegê-los de quê, ou de quem? - de modo que, mesmo entendendo o cargo do homem vestido de vermelho, não conseguira confiar nele. Sentia como se ele fosse, ao mesmo tempo, a polícia e o bandido.

De súbito, então, a porta atrás dele abriu, deixando entrar uma dupla de aurores em posição de batalha. Virou-se e encontrou-os investigando o que estava acontecendo ali. No momento, nada acontecia, e sentiu-se triste por eles não terem entrado momentos antes, pegando o colega no flagra. Ele comunicou-se com a auror da parede, que aparentemente chamava-se Swain, e constatou que estava tudo tranquilo. De certo modo, a mulher passou-lhe segurança, como se estivesse ali para manter tudo sob controle, e que ela fosse a babá do parceiro, a sensata da dupla. Perguntava-se, contudo, se ela seria sensata ao ponto de não se meter nas confusões do parceiro, não importando quais fossem, e o pensamento de que uma delas poderia envolver as suas vidas beliscou-lhe a nuca. Então viu-o dizendo que “só estavam se divertindo”. Quem “estavam”? Tinha certeza de que não era nenhuma das crianças dali.

(Im)prudência

A porta bateu e o auror Alucard fora o responsável. Leslie rapidamente vasculhou a cena com os olhos. As sombras já voltavam a tomar conta - o finite não duraria para sempre - e a auror na parede havia colocado a proteção de cabeça. Aquilo não parecia ser um bom sinal. Quando ela pôs, e para quê tal medida de segurança? O que viria a seguir? Observou-o colocando a mão para dentro do sobretudo, e desistindo de tirar o que quer que fosse com a promessa de que não faríamos nada. ”Ok. Vou ficar quieto, mas se eles continuarem a brincadeira, será a minha vez de agir.”

A cabine onde Louise estava se abriu, e de lá um sonoro miado ecoou. Leslie virou-se instintivamente, mas achou melhor não se mexer. Talvez buscar a gata fosse parte do jogo, de modo que ela não estaria participando dele se ninguém fosse até ela. A ideia de ficar parado até o trem chegar ao castelo socou-lhe com um desânimo desesperador, embora soubesse que o faria se necessário. No entanto, percebeu que havia esquecido de que estava acompanhado, e que as companheiras não pensaram da mesma forma.

Lara havia ido direto para a cabine de Louise, fazendo com que Leslie se virasse para acompanhar sua trajetória, a atenção chamada pelo que aconteceria a seguir com a estimada gata, observando a sombra e a névoa conforme ela passava. Do outro lado, o som do timbre da fonte originária do grito alertou-o de que a loira estava falando, provavelmente com o auror de roupa vermelha.

Mas o quê? O que elas estavam pensando, agindo de uma forma tão imprudente e instintiva numa situação como aquela? É claro que ele estava curioso com Alucard - embora talvez isso nunca chegasse a admitir, tamanho o desprezo que insistia em sentir - e é claro que ele estava preocupado. Mas ficar parado parecia a coisa mais segura a se fazer, para todas as partes, e elas pareciam ignorar isso.

Resolveu então ser, como a auror da parede, o sensato e discreto, de modo que até passou a ter simpatia por ela. Recuou alguns passos, de tal forma que pudesse, simultaneamente, observar a cabine 7 do corredor (mesmo que apenas a sua porta), a silenciosa Swain e o infantil Alucard. Apertou a varinha em seu punho, perguntando-se como aqueles dois poderiam ganhar o título de auror, e aguçou o ouvido para não deixar escapar nada dali, apreensivo.

RESUMO:
Leslie fica surpreso e encantado com o patrono de Roxanna, pois a desdenhara anteriormente. Observa a dinâmica dos aurores, tentando entender o que viria a seguir, e acredita que o melhor a se fazer para que todos os quatro fiquem em segurança é não fazer nada. Percebe então que as outras duas discordam, e coloca-se, varinha em punho, em uma posição que o permite observar as duas sonserinas e a auror Swain.

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falsa segurança

Mensagem por Lara Rosenberg em Qua Ago 22, 2012 4:42 pm

Se alguém perguntasse, ela juraria de pés juntos que não, de jeito nenhum, não estava surpresa que o seu feitiço tenha dado certo. Mas na verdade estava, sim. Manteve a pose e não deu o sorrisinho de triunfo que planejava dar, pelo simples fato de que ele a fazia parecer fraca, como se tivesse que comemorar cada feitiço seu que desse certo. Mas tinha, sim. A insegurança da menina, principalmente depois da partida de seu irmão, tomava conta de todas as suas ações do dia-a-dia, e era a custo de muito auto-controle e sangue frio que ela conseguia viver sem ter ataques de ansiedade com tudo que fazia. O mundo pós desaparecimento do seu irmão era sombrio e selvagem, e ela nunca se acostumaria àquela sensação de desamparo.

Quando a "lama escura" que estava tomando conta de tudo ao seu redor começou lentamente a desaparecer no final do vagão , e o feitiço de Leslie deu calor e iluminação àquela parte, ela apertou os olhos dentro dos óculos pra conseguir divisar o que estava mais a frente, que era a fonte aparente de tudo aquilo. O homem que tinha visto pelo canto do olho estava encostado na parede, rindo alto, com o que pareciam ser duas armas com possíveis runas nelas. A maldição é que a menina não sabia nada de runas. Começaria esse ano essa matéria, e ficou atenta pra decorar os escritos para uma possível pesquisa depois. Ela sabia, no entanto, que havia pouco que ele podia fazer com aquela arma: o Finite Incantatem servia para tirar a magia de objetos mágicos, mesmo que por pouco tempo.

Ataque a um agente da lei. A gente pode prendê-los agora? - A voz dele pareceu de deboche, como se o estivesse divertindo muito ver aquelas crianças lutando contra sua magia.

E ela já tinha enchido dessa palhaçada.

- Ataque? Um Finite Incantatem? - Falou, petulante.

Porque, tecnicamente, tentar se aquecer e ter um pouco de luz no vagão não era um ATAQUE ao auror. Se é que ele era msmo um auror. Era só instinto de auto-preservação. Leslie parecia que falava alguma coisa ao seu lado, mas era tão baixo que Lara não conseguiu identificar algo mais do que "feitiços não ofensivos" e a menina loira parecia raivosa também.

Nessa hora Lara pôde sentir a névoa que estava ao redor deles "escorregar" para a parte iluminada, como se estivesse sendo puxada por um sifão invisível. Estava tentando se concentrar nisso, e não para o rosto horrível do auror, quando ouviu a porta do fundo do vagão deles se abrir e um homem meter a cara no vagão, a varinha em punho. Do lado dele estava um ser pequenino, agachado, os dois em posição de ataque.

Parados! Esquadrão Auror! O que está acontecendo aqui, Alucard? O clarão chegou no outro vagão.

Oops.

Cai fora daqui, Mustang! Só estamos nos divertindo um pouco, não é, criaaaaaanças?

E isso surpreendeu a menina, e não de um jeito bom. Por quê ele queria ficar sozinho com eles? Os aurores direcionaram-se à mulher na parede, Swain, e ela manifestou apenas o seu costumeiro descaso por tudo o que estava acontecendo ali, abanando a cabeça como se não fosse nada. Talvez ela fosse algum tipo de autoridade a qual eles tivessem que responder? Lara não se sentiu muito confortada com esse pensamento, já que ela não parecia defender ninguém de coisa nenhuma.

Alucard fechou a porta grosseiramente na cara dos outros dois aurores, e se virou para as crianças com uma gargalhada maldosa que fez os cabelos da nuca da menina ficarem em pé. Estava particularmente receosa porque a escuridão já tinha tomado conta de quase todo o vagão novamente, sobrando apenas as borboletas da loira ao seu lado.

Então? Onde paramos? Ah, sim... Acho que é a minha vez, não é? — Alucard enfiou a mão nas vestes, a procura de algo, e Lara levantou a varinha em sinal de defesa. Não estava disposta a deixá-lo brincar com eles como se fossem gatinhos com um ponto de luz na parede.

Não me olha assim, Swain! A gente quer se divertir, não é, crianças? Ok. Vou ficar quieto, mas se eles continuarem a brincadeira, será a minha vez de agir.

E ela ouviu um miado ao longe. O miado de Louise.

O homem já tinha voltado pras sombras, mas Lara não ligou muito, e de repente percebeu que já estava na porta da cabine da gata. Não lembrava de ter começado a correr.

Será a minha vez de agir.

Ela reconhecia uma ameaça quando via uma.

A gata estava em cima da mesa retrátil onde as cartas de snap explosivo tinham sido deixadas por Lara e Lena. Ela parecia estressada, seus pêlos eriçados, mostrando os dentes para o banco da cabine, que, se Lara olhasse novamente, parecia se mexer um pouco.

-Gata medrosa. Tá tudo bem, viu? Eu tô aqui! Ninguém vai fazer nada com você. - Disse, e aproximou-se para pegá-la. Louise, no entanto, se encostou ainda mais na parede atrás da mesa. Era melhor deixá-la em paz por alguns momentos.

Fechou a porta da cabine e sentou-se no banco suspeito, não sem antes olhar direitinho pra ver se não tinha nada se mexendo embaixo dele. Apertou o casaco contra o corpo e, depois de alguns instantes, pegou na sua bagagem de mão também um cachecol verde-musgo, enrolando-o no pescoço para esquentar-se. Ficou apenas olhando para a sua gata, que parecia confortada com a presença da dona. Perdeu-se em devaneios, olhando a chuva fustigar a janela da cabine.

Aquela interrupção podia significar uma coisa: Alucard, como era chamado, era, de fato, um auror. Isso não era particularmente animador, porque não era como se aurores fossem incorruptíveis, um poço de moral e bons costumes. Seus pais nunca a deixaram acreditar demais em figuras de autoridade, não importando de onde vinham.

Mas para quê tantos aurores para acompanhar um simples passeio de tem, Merlin? Ok, alguns alunos descompensados acharam que era uma boa ideia colocar fogo no trem e explodir cabines, mas considerando que o trem estava cheio de crianças que passaram alguns meses sem nem tocar em suas varinhas e agora estavam de repente de volta à escola, era de se considerar que os ânimos ficassem um pouco mais exaltados. Tinha certeza de que os culpados estariam sob a guarda dos professores, agora, que estavam bolando as piores detenções possíveis para eles. O ponto era: eles não representavam mais perigo. Dois ou três professores e funcionários fazendo a ronda pelo trem seria o suficiente para controlá-los.

A não ser que tenha algo mais aí. Essa "era de paz" pós Segunda Guerra Bruxa tinha levado muita gente à uma sensação de segurança, e Lara tinha a mesma opinião de sua família em relação a isso: uma grande bobagem. Entre a Primeira e a Segunda Guerras também havia acontecido um período de relativa paz. Os bruxos haviam baixado suas guardas, e isso facilitou a volta Daquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado. Ele tinha conseguido agir em segredo, utilizando da disposição do mundo bruxo para ignorar qualquer sinal de Artes das Trevas, tornando-os reféns do próprio medo.

Sim, sim, ela podia não ser a melhor aluna de História da Magia, mas conseguia se dar conta de que não podiam repetir os erros do passado.

Coçou o ouvido distraídamente, e viu que ele ainda estava um pouco sujo de sangue, embora tivessem remendado os seus tímpanos. Agora que a adrenalina e o medo passavam um pouco, conseguia sentir novamente a dor de cabeça de antes. Amaldiçoou o maldito que tinha explodido a porta de sua cabine, e esperava que as detenções fossem cruéis o suficiente para que eles sofram durante três gerações, no mínimo. Azazel costumava ser bem criativo. Claro, agora a menina estava praticamente obrigada a empenhar algum tipo de vingança pessoal contra eles também. Antes teria que descobrir quem eram, mas esse tipo de coisa sempre se espalhava pelos alunos, e ela estava contando com o seu poder de fofoca para descobrir os culpados.

A gata se aproximou, um pouco mais calma, e a menina pôs-se a coçar por trás de suas orelhas.

Spoiler:
A menina quase comemora o seu feitiço ter "dado certo", mas Alucard aparece, demonstrando todo o seu abuso de autoridade, e ela responde-o de um jeito petulante. Fica calada durante toda a interação dos aurores, mas ao ouvir Alucard ameaçar sua gata, sai corrend para onde ela está. A gata está estressada, então a menina fecha a porta da cabine e resolve ficar lá por algum tempo para acalmá-la. Entrega-se a devaneios sobre o que está acontecendo no trem.

off: escrevi esse post com pressa, e me reservo no direito de consertar todos os errinhos de concordância e ortografia quando eu voltar! ahahaha


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Re: Vagão 11 - Cabine 7

Mensagem por Destino em Qui Ago 23, 2012 9:32 am


♪ Well, there is a house in New Orleans... They call the Risin' Sun and it's been the ruin of many a poor boy. And God, I know I'm one. ♫

Vagão nº 11.
13h35min.

O time se dividira, enquanto as borboletas desapareciam levemente. Lara retornara à cabine, após ouvir o miado do gato. Entendera exatamente ao que o auror se referira quando falara que a próxima ação era dele... A porta da cabine não se abrira por acaso, ele fizera aquilo pra mostrar a ela que havia mais do que ela imaginava envolvido. Havia inocentes ali, inclusive inocentes com quem ela se importava, como sua gata. E quando se envolve em algo assim, o explorar do desconhecido, das sombras, deve-se ter noção daquilo que se pode perder e estar disposto a lidar com essa perda. Talvez em outros tempos a garota não recuasse, mas devido ao incidente com seu irmão... O espírito dela não estava mais claro do que a escuridão gotejando pelas paredes daquele vagão. Havia escuridão em sua alma e ela se alastrava como um câncer, devorando lentamente, procurando sentir ao máximo cada avanço realizado, como um apreciador de bons vinhos faz ao sentir o cheiro da bebida e deixá-la um pouco na boca antes de fazê-la percorrer a garganta apreciando cada segundo, cada momento. Talvez a garota soubesse disso, talvez não... Mas uma coisa era certa, ela não queria conceber a possibilidade de novas perdas.

Leslie mantinha-se parado, de onde pudesse observar tanto as sombras para as quais Roxanna se adiantara, quanto a porta da cabine 7 e a auror Swain. Sua mente estava eufórica, devido às ações das colegas, o mais sensato era procurar uma segurança, um ponto firme ao qual pudesse se agarrar em meio ao desconhecido que o dragava como um rio em correnteza. E quem poderia culpar um homem por segurar um galho pra tentar salvar-se de um afogamento? A grande questão é que ele tentara observar o Abismo e enquanto observava a escuridão, ela o observava de volta. E agora que tudo acontecera, usava a razão como forma de iluminar-se em meio à escuridão, de obter uma resposta, uma certeza, uma segurança... Mas fechar os olhos nunca fizera o tigre faminto correndo em sua direção desaparecer, fizera?

Roxanna, impulsivamente, direcionara-se até a parede, procurando obter respostas sobre tudo aquilo. Das sombras, sua voz ecoou novamente, como em um gravador...

— De que tipos de jogos o senhor gosta?

A parte superiro do auror surgiu, enlaçando-a em um abraço. Em seu ouvido, ela ouviu-o sussurrar:

— Jogos Mortais.

E com uma gargalhada, os dois foram engolfados pela Escuridão.

***

Ela ainda estava no vagão, mas o espaço nas paredes tornara-se muito amplo, do tamanho de um corredor em que caberiam fácil três pessoas lado a lado. Ela conseguia enxergar através das paredes das cabines, como se elas não existissem. Aquela magia de escuridão permitia monitorar todo o vagão, imerso de onde se estava. A garota conseguira perceber claramente uma magia de distorção-espacial-temporal, isso explicava como o auror se movia rapidamente pela Escuridão e como ele podia observar tudo. Podia ver, através da penumbra, Leslie parado no corredor, começando a mover-se, em câmera lenta, reagindo ao sumiço da garota. Ali, Roxanna percebeu que se desejasse, o auror teria atacado-os várias e várias vezes, mas ele preferia manter-se com suas brincadeiras. O auror estava ao lado dela, olhando pro outro lado. Lado para o qual Roxanna se dirigiu e pôde ver o lado externo dos vagões, o lado de fora. Chovia, bastante. Mas um feixe de luz esverdeada atingiu o vagão, na escuridão e apenas se dissolveu, absorvida pelo mesmo. Havia linhas de fumaça negra cruzando-se no ar, com feixes de várias cores saindo de ambas. Elas moviam-se em câmera lenta, também. Olhando para cima, por onde deveria ser o teto do vagão, ela viu um homem, com uniforme de auror correndo, vindo de um dos vagões dianteiros.

— Devolva-a!

Uma projeção similar a um fantasma com a aparência de Swain estava parada frente à ela, com a varinha em punho. E apesar de estar translúcida, parecia bem “viva” em comparação com a garota parada na parede do vagão. Alucard deu uma gargalhada alta, empurrando a garota,
fazendo Roxanna ver-se parada novamente na frente da parede do vagão. Tudo não demorara mais que alguns segundos, o que fez Leslie ver a garota ser abraçada, sumir e reaparecer onde estava.

— Está fazendo as perguntas erradas, garota. — ela pôde ouvi-lo falando baixo, embora ainda com aquele tom de quem está se divertindo. Do lado de fora da janela, podia-se ver apenas a chuva. Nenhuma das coisas que ela vira, deixando na dúvida se fora real ou ele apenas estava brincando com a mente dela. — A questão principal é: SE coisas como nós foram enviados para proteger, quão terrível é O QUE está atacando? E lembre-se: Conhecimento é Poder. E poder obtido da Escuridão exige um preço caro...

Uma gargalhada ecoou pelo vagão, enquanto Roxanna sentia algo arder na parte de trás do ombro. Levando a mão a ele, sentiu algo, como se houvesse uma marca ali... A garota cambaleou um pouco pra trás, levemente tonta. Lara sentiu a gata recolher-se um pouco nos seus braços ao ouvir a gargalhada que vinha do corredor. Do lado de fora a chuva continuava a cair, aumentando um pouco o ritmo. Sua respiração estava condensando-se no ar de tão frio, pelo canto de olho pôde ver algo translúcido sentado perto da janela e quando voltou o seu olhar, tinha desaparecido. Tentou olhar novamente pelo canto de olho, mas não estava mais visível, embora algo a dissesse que não estava tão só quanto imaginava.

Olá.

Roxanna – Tentou usar Indagação pra obter respostas, tendo tirado um 18 no dado e em seguida Percepção, tirando 6 no dado. Indagação: 15 (dado) + 4 (Carisma) + 5 (Perícia) + 2 (½ do nível) = 26. A CD era 28 [14 (dado) + 5 (Sabedoria) + 5 (Perícia Intuição) + 4 (½ do nível) = resultado do auror]. 26 é menor que 28, por isso ele decidiu não responder as perguntas feitas pro ela e respondeu com uma pergunta. Percepção: 6 (dado) + 3 (Sabedoria) + 2 (½ do nível) = 11. A CD é 15 (Normal). 11 é menor que 15, por isso ela não conseguiu perceber se o que Alucard mostrara era real OU apenas uma ilusão mental. Seja como for, ela está com uma marca nas costas... Aqui a imagem quando ela olhar num espelho:

Spoiler:

Rox, a tontura leve é pra que você tenha deixa, já que vai viajar. A quem quiser ler e saber se a cena é visível de outros vagões, não, não é. Então não adianta dizer que no céu tá tendo aquele efeito, ok? Smile Com exceção da Rox e do Henri. É isso aí, gente. Let’s Play! Bonanças.




Última edição por Leishmaniose em Qui Ago 23, 2012 3:27 pm, editado 4 vez(es) (Razão : Olá. Pra inserir o Resultado. Edit 2 pra ajeitar os codes e colocar uma explicação. Edit 3. Maldito Vídeo. Bonanças.)
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Re: Vagão 11 - Cabine 7

Mensagem por RPG Enervate em Qui Ago 23, 2012 9:32 am

O membro 'Narrador' realizou a seguinte ação: Rolar Dados

'd20' :

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Re: Vagão 11 - Cabine 7

Mensagem por Leslie Astor em Qui Ago 23, 2012 5:47 pm

6º Post

Petrificus Totalus

Leslie estava a postos. Os pés firmes, separados, os joelhos próximos, a coluna curvada. O punho erguido com a varinha, não em tom ameaçador, mas defensivo. A testa franzida. Sentia como se estivesse tendo que dar conta de tudo, pois as companheiras de vagão resolveram se arriscar da maneira mais tola possível: se separando. E olha que ele não era lá um rapaz que apreciasse muito companhia.

Quando viu, no entanto, já era tarde.

Ele não esperava, de fato, ter tantas chances contra aurores profissionais. Não acreditava ser capaz de duelar com eles, tampouco impedi-los sozinho em seus objetivos. Mas não sabia que seria completamente inútil, nem que se veria numa total impotência. Por isso, ver a loira ser abraçada pelas sombras e sugada para dentro foi um choque tamanho que seu estômago atingiu-lhe a garganta, fazendo-o arquejar de joelhos antecipando a fuga da bile que jamais fugiria. Suou frio, engoliu em seco e se ergueu.

Fez o possível para não olhar para a auror Swain. Não entendia o que estava acontecendo ali, mas não achava que fosse algo inofensivo. Levantou-se novamente, a varinha tremendo na sua mão. Precisava fazer alguma coisa. Outro Lumos? Não. Ela estava nas sombras, e sabe-se lá o que aconteceria com ela se elas cessassem. Isto é, se ela ainda estivesse naquelas trevas; não sabia. Talvez outro finite? Não era tão bom em feitiços, mas achava que cancelar aquilo por alguns segundos já resolveria o problema. Respirou fundo, como que juntando forças, se concentrando o máximo que podia. Já tinha rasgado o ar em uma diagonal, mentalizando o Finite, quando a menina foi cuspida de dentro do escuro.

Ela parecia estar pálida, como que suando frio. Ela veio cambaleando, e Leslie se pôs à sua frente, amparando-a pelos ombros e apoiando sua cabeça no seu ombro. A voz do auror vermelho ecoou:

— Está fazendo as perguntas erradas, garota. A questão principal é: SE coisas como nós foram enviados para proteger, quão terrível é O QUE está atacando? E lembre-se: Conhecimento é Poder. E poder obtido da Escuridão exige um preço caro...

A voz continuou reverberando em seus ouvidos por um longo tempo após a sua enunciação. Seu olhar estava desfocado, seu nome do meio agora era distração. Aquelas ideias já tinham passado pela sua cabeça, mas acreditava que fosse só um pensamento absurdo, uma teoria da conspiração. Não esperava que fosse algo oficial, nem que um oficial fosse anuncia-lo dessa forma. Demorou alguns momentos até o corvino ser trazido de volta à realidade pelas palavras de Roxanna:

- Vocês também viram? - ela não parecia muito certa do que estava falando, como se estivesse confusa. Parecia cansada. O que ela teria visto? Será que, de fato, algo fora visto? Não tivera tempo de divagar - o som da gargalhada do auror ecoou, deixando-o novamente alerta. Eram seus reflexos, pois seu intelecto não lhe faria de bobo tão facilmente.

- Leslie? O que foi?

Lara saía da cabine, a gata em seus braços. De início, apenas pusera a cabeça para fora, mas conforme o corvino acenou para que se aproximasse, ela veio. Era um movimento fraco, meneando a cabeça lentamente como se não estivesse conseguindo se concentrar em uma só coisa, mas em várias ao mesmo tempo. - A garota acabou de sair das sombras. Ele a levou lá. Foi só por um instante, mas... Não sei o que aconteceu - de início, sua voz estava pesada de frustração e medo. Sentiu-se impotente, sentiu-se pequeno diante da falta do controle que sonhara ter sobre aqueles acontecimentos. Mas conforme falava, o tom mudava. Ao final, sua voz o revelava um tanto... Perplexo.

Código do Consumidor

- Ele fez o QUÊ? - e adiantara-se a correr em sua direção, tomando-a o braço. Leslie passou a menina toda para os cuidados da outra, afastando-se alguns passos. - Oi? Se você já terminou de brincar com o Sr Abuso de Autoridade aí, eu preciso falar com você. Você tá bem?

Estava distraído, ignorando as duas sonserinas se chacoalhando débil e incessantemente. Perdera o senso de realidade enquanto os pensamentos tomavam-lhe de conta. Estes traziam as palavras do auror, repetindo-se num eco infinito. Conhecimento. Preço. Escuridão. O que estava acontecendo, e qual era a ameaça do trem? Se fosse em outro momento, Leslie provavelmente repararia na marca da menina, que esteve tão perto dele, e a memorizaria para pesquisar em livros de runas e alquimia no castelo. Mas a angústia antecipada lhe impedia de pensar em detalhes como aquele. Era preciso descobrir de quem se estava sendo protegido. Ou do quê.

Fechou os dedos sobre a varinha, apertando-a. Queria conhecimento, e agora saberia com quem conseguir. Talvez tenha sido essa sabedoria que devastou a loira, mas ele era um corvino e conhecimento nenhum faria aquilo com ele; ou pelo menos era o que acreditava. Embora não soubesse qual era o preço que ele precisaria pagar. Não se importava com sua sanidade; mas se importava com muitas outras coisas.

Ergueu a varinha em direção à dupla ao seu lado, pensando que talvez não pudesse protegê-las a seguir - mesmo que elas não se pusessem mais diretamente em perigo. Cerrou os olhos e viu as sombras invadindo as meninas, mas formou, com o condão, um rápido triângulo invertido que repeliu-as, como faria espelho luminoso: Protego Maxima!

- Desculpem meninas, não sei o que acontecerá comigo em breve. Tentem não se meter mais em perigo e, se possível, mantenham esse escudo.


Virou-se de volta para a escuridão da parede à sua frente. Caminhou, a passos firmes, em sua direção. Olhava com uma expressão seria para onde acreditava estar Alucard, embora não tivesse a menor ideia. A determinação exalava por todo o seu corpo como uma aura que tivesse apenas um objetivo a cumprir. Quando se encontrou ao seu alcance, bateu com a mão na superfície sólida que revestia o vagão, indagando com uma voz tão firme como rocha:

- E qual é o seu preço, demônio?!

RESUMO:
Leslie fica sem ação diante do desaparecimento de Roxanna. Pensa um finite, mas antes que pudesse completar sua ação a menina volta. Ampara ela em seu braços, mas fica divagando após ouvir as palavras do auror. Passa ela para a amiga, que aparece após a gargalhada, e opta por obter o conhecimento da escuridão. Lança um Protego Maxima (primeiro dado), para protege-las caso algo aconteça com ele, e se dirige à escuridão. Toca a parede e pergunta qual seria o preço do conhecimento que ele dissera (segundo dado, se necessário for).

Observação:
Post feito nas pressas! Razz Se tiver algo errado em relação a ação de vocês, Rox e Lara, me avisem que eu edito! Wink

Outra observação:
Aaah, repostando pq eu esqueci os dados. Por favor, apaguem um dos dois posts! x.x Agradeço desde já

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Re: Vagão 11 - Cabine 7

Mensagem por RPG Enervate em Qui Ago 23, 2012 5:47 pm

O membro 'Leslie Astor' realizou a seguinte ação: Rolar Dados

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#2 'd20' :

#2 Resultado : 19
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Re: Vagão 11 - Cabine 7

Mensagem por Roxanna Miloslaviniacova em Qui Ago 23, 2012 9:43 pm


HOGWARTS, MY NEW HISTORY




Esse post é melhor apreciado ao som de Madness - Muse.

Roxanna veste ISSO

“Seu comportamento curioso beira ao vulgar”! Certa vez meu pai dissera quando me pegou ouvindo conversas importantes atrás da porta. Depois disso, todas as paredes de nossa casa foram lacradas com feitiço Abafiatto. Lembro que chorei por mais de três horas ao, de fato, ruminar as palavras de papai. Tinha sido pior do que se ele tivesse me dado uma bofetada na cara por ser abelhuda.

No entanto, o comportamento intrometido mesmo depois de anos não tinha mudado. E se o ditado popular estava mesmo certo, eu tinha acabado de me tornar uma gata morta. Desafiei Alucard para um jogo, esperando que ele se sentisse tentado, afinal, eu estava curiosíssima com aquelas novidades todas no Expresso de Hogwarts. Quero dizer, quando embarquei no trem pela primeira e última vez, eu tinha 11 anos e as coisas não poderiam ser mais sérias e sisudas do que na época. Hoje, no entanto, cada vagão espelhava uma realidade fantástica. E eu tinha escolhido aquela que justamente se adequava mais ao que ia no fundo de minha alma.

Contudo, não esperava que Alucard fosse um tanto quanto sádico e ao sentí-lo envolvendo meu corpo em seus braços, senti um frio que percorreu minha espinha como um todo e explodiu de horror em meu cerebelo. Eu estava apavorada quando lhe ouvi sussurrar que preferia Jogos Mortais e sua risada gélida foi capaz de me congelar em um segundo e nada pude fazer a respeito, mas estranhamente me senti tentada, desafiada e aquilo me deu um esgar de prazer. Seria eu masoquista? Ou tão sádica quanto meu detentor?

Simplesmente me assisti desaparecendo nas sombras negras do trem.

Eu estava na parede? Era isso? Olhei de supetão para os lados em busca dos pavorosos cães babentos, mas não os encontrei. Melhor assim. Eu era Alice trancada no País dos Espelhos. Tudo culpa de minha curiosidade e ousadia. Ou como diria papai, comportamento vulgar.

Eu via pela penumbra o garoto chamado Leslie, via o vagão todo com clareza. Aquilo de fato era magia, um corte no tempo/espaço que eu não saberia explicar nem em um milhão de anos. E o meu medo inicial do desconhecido, se dissipou à medida em que as trevas me consumiam e eu me adaptava ao lugar.
Uma coisa restava clara: éramos presas fáceis para ele. Aquela magia era privilegiada e privilegiosa. Alucard teria nos atacado fácil assim como teria atacado qualquer um do ponto onde estávamos. No entanto, ele não o fez. Por quê? Ninguém jamais saberia, era o jeito mais prático de dar cabo de três alunos intrometidos.

Tão belo e mórbido pensar que qualquer movimento que ele fizesse poderíamos ter sido tragados para aquela penumbra e nunca mais voltar. Será que era isso o que ia acontecer? Será que nunca mais eu ia sair dali? Seria para sempre um espectro vagando pelo Expresso?

Fui tragada de meus devaneios pela presença do auror. Ele encarava alguma coisa e me dispus a ver também. Foi quando vi um feixe verde acertar o trem. “MEU BOM MERLIN! ESTAMOS SENDO ATACADOS!” No entanto, eu não consegui emitir som algum e nem sentia medo. Vi pelas janelas os filetes negros de fumaça, como se alguém tivesse aparatando e reaparecendo deixando um rastro. Sabia que aquilo tinha sido comum na segunda grande guerra. E ao encarar o teto vi um homem com o uniforme dos aurores correndo.

O que os corvos estavam fazendo?

Da fumaça no céu, feixes de luz entrecortavam as nuvens e eu fiquei pensando o que raios seria aquilo? Prior Incantatem? O jorro verde teria sido Avada Kedavra? O que estava acontecendo e por que Alucard não fazia nada para impedir ou ajudar seu colega auror?

— Devolva-a! - de novo aquela voz que falara em minha cabeça.

Encarei a figura espectral de Swain de varinha em punho. E antes mesmo que pudesse fazer qualquer coisa, fui novamente engolfada nas trevas e vi Leslie não como antes, como se estivesse longe, mas extremamente lívido e vivo. Eu tinha voltado e não sabia se aquilo tinha sido real. Teria sido eu vítima de alguma piadinha do auror? Teria sido tudo uma ilusão? Ou seria aquilo tudo verdade?

Talvez nunca saberei. Estava fora de mim quando cambaleei incerta e senti apenas braços me segurando. Era Leslie. Alucard falava mas era como se sua voz estivesse um tanto quanto distante. Ele dizia que eu fizera as perguntas erradas e que tudo tinha um preço. Mexer com o escuro? O que era isso? Eu fazia magia das trevas, era natural essa prática em Durmstrang. Que artes obscuras seriam essas?

Foi tudo muito rápido então.

Leslie me puxou para perto de Lara, eles conversavam enquanto eu ainda olhava embasbacada para fora da cabine, sem prestar muita atenção no diálogo, ou nas ações. Parecia que eu estava em alguma espécie de transe. E de repente o corvino já estava de pé, lançando um Protego Máxima e aparentemente indo se sacrificar por nós. Ao menos era isso o que eu acreditava. Mas que garoto brilhante, não era à toa que era da casa de Rowena. É claro que era melhor um corvino morto do que duas sonserinas. My HERO!

Olhei para Lara e sorri debilmente com a mão em meu ombro que ardia.

- Por que tem duas de você?





Spoiler:
Resumo: Após ser abraçada por Alucard, Roxanna se entrega às trevas e tem a mesma visão que o Auror aparenta ter. Foi marcada por algo em seu ombro mas ela ainda não se deu conta disso. Apenas sentiu uma tontura e acabou sendo amparada e levada por Leslie até a cabine de Lara. E acabou acreditando que o corvinal tinha saído para protegê-las o que fazia todo o sentido, pois antes um corvinal morto do que duas sonserinas. Ele tinha acabado de virar o seu herói.

[OFF] Post uma bosta. Sorry, é porque como avisei vou viajar e pelo jeito a coisa vai ser mais rápida do que pensei, então tomei a liberdade de exagerar um pouco a deixa do Leish. Quando eu voltar faço ela “voltar a si” e ir atrás do Leslie. [/OFF]


Última edição por Roxanna Miloslaviniacova em Ter Ago 28, 2012 2:34 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Vagão 11 - Cabine 7

Mensagem por Lara Rosenberg em Sex Ago 24, 2012 11:15 pm

Passara pouco tempo, mas a gata já estava bem acomodada em seu colo, dormindo. Com aquele dia maluco podia não parecer, mas as duas eram muito companheiras. Louise inicialmente pertencera ao seu irmão, mas quando ele tinha ido pra Hogwarts, com onze anos, a menina chorara por dois dias seguidos até que ele concordasse em deixar a gata com ela. Seu choro, na verdade, era porque o irmão supostamente ia viver aventuras incríveis na escola (ele dizia isso constantemente, voando pela casa em sua vassoura de brinquedo e quebrando os vasos de louça), e ela ficaria ali, com pais que mal se dirigiam à menina, a não ser por formalidade, mas ela não admitiria isso nem com uma faca em seu pescoço. Tinha sido ensinada o quanto "essas sentimentalidades" eram só mais um sinal de fraqueza que "o inimigo" usaria contra elas. Nunca lhe ensinaram quem de fato era "o inimigo", e depois de 14 anos de vida a menina não tivera muita sorte em descobrir sozinha. Ficaram, então, ela e a gata na casa quase constantemente vazia.

Coincidentemente, essa foi a época que ela convenceu sua babá a levá-la a Gemialidades Weasley, usando de todo o seu poder de chantagem infantil para comprar algumas bombas de bosta em segredo. Foram tempos difíceis... para o seus vizinhos.

Ouviu a gargalhada inconfundível de Alucard, e Louise se estremeceu em seus braços. Depois, silêncio. Silêncio demais. Mas ainda assim, tinha a sensação de estar sendo vigiada em sua própria cabine, quase como sentisse a respiração de alguém em seu ouvido e, ao mesmo tempo, visse vultos por perto da janela. Já tinha passado por coisas demais naquele vagão para simplesmente se enganar e dizer pra si que era fruto de sua dor de cabeça. Tinha também um conhecimento razoável do mundo da magia. Se algo parecia suspeito, geralmente era digno de investigação.

Lara queria ir ver o que aqueles dois tinham conseguido fazer depois de ela sair do corredor por, no máximo, cinco minutos, mas a gata estava novamente tensa em seu colo. Adivinhando que talvez aquela fosse uma colossal falta de bom senso, botou a cabeça para fora da cabine com Louise nos braços.

- Vocês também viram? - A loira perguntou, parecendo zonza.

Alucard? Bem, todos tinham visto o auror. Isso não estava estabelecido? Olhou para Leslie, que estava com uma expressão estranha no rosto.

- Leslie? O que foi?- Perguntou, receosa da resposta que poderia receber.

Ele parecia só agora percebê-la no corredor, e gesticulou freneticamente para que viesse para perto dele. Ela foi, apesar daquela coisa chamada "bom senso" que continuava apitando em seu cérebro pra deixar essa confusão para lá e procurar outra cabine, outro vagão, OUTRA ESCOLA o mais rápido possível. Apertou a gata nos braços, que miou baixinho reclamando de ser amassada.

Leslie balbuciou alguma coisa sobre a menina ter sido engolida momentaneamente pela escuridão. Estava perplexo. Era impressionante como ele parecia diretamente afrontado por alguma coisa enigmática, como se o ofendesse diretamente que algo botasse dificuldade para ser entendido ou investigado. Ela tinha parado de agregar pessoas ao seu círculo social por interesse há alguns anos, mas não pôde deixar de fazer a nota mental de que ele seria perfeito para ajudá-la em suas próprias investigações e aventuras pela escola. E seu conhecimento em poções talvez a ajudasse em um trote ou outro.

Espera. Engolida pela escuridão?

- Ele fez o QUÊ? - Elevou a voz, e olhou novamente para a loira, que estava apenas a alguns passos dos dois. Avançou para ficar mais perto dela, levemente preocupada, embora não a conhecesse. - Oi? Se você já terminou de brincar com o Sr Abuso de Autoridade aí, eu preciso falar com você. Você tá bem? - Disse, colocando a mão em seu braço.

Ela, no entanto, não parecia estar ouvindo nada do que os dois falavam. Lara inicialmente planejava perguntá-la se não sabia nada sobre os garotos que haviam colocado fogo no trem e explodido a sua cabine, pois achava que ela tinha uma melhor chance de saber disso do que Leslie, mesmo que fosse nova na escola. Conhecia Leslie de vista há alguns anos, e ele não parecia ser exatamente cheio de amigos. Agora que prestava bem atenção, seu olhar parecia perdido e ela parecia ligeiramente... louca.

A chacoalhou um pouco. Era isso que faziam com pessoas loucas, certo? Se aproximou do rosto dela, cutucando sua bochecha, mas a menina parecia ausente.

- Leslie, eu acho que ele fez alguma coisa com - Mas não teve tempo de terminar sua frase, pois ele estava apontando a varinha para as duas, seu rosto determinado, para não dizer um tantinho obcecado. Lara levantou a sua própria varinha, mas o feitiço que veio a seguir não era exatamente ofensivo. Pelo contrário, o feitiço tinha a intenção de protegê-las, e isso foi tão confuso que ela abaixou a varinha sem perceber.

- Desculpem meninas, não sei o que acontecerá comigo em breve. Tentem não se meter mais em perigo e, se possível, mantenham esse escudo.

Pelas barbas trançadas de Merlin...

- O que é que você vai fazer? Leslie? LESLIE?

- E qual é o seu preço, demônio?! - Disse ele, sem ouví-la, batendo com força na parede, ameaçando Alucard a levá-lo para as sombras também.

Ainda segurando Roxanna com uma mão e sua gata com a outra, gritou para ele, seus cabelos caindo na face devido à sua fúria.

- MAS VOCÊ BATEU A CABEÇA E VIROU GRIFINÓRIO?! O QUE É QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO? SAI DAÍ!

Mas não, é claaaaaaro que ele queria ser engolido pelas trevas também. É o que todos os jovens legais estavam fazendo ultimamente! Ele tinha que ir e enfrentar aquele auror e seus cachorros demoníacos, como se obter aquele SUPOSTO conhecimento fosse melhor do que ficar vivo para contar a história.

Virou-se para Roxanna, que continuava tonta.

- Por que tem duas de você?

Lara revirou os olhos. Louca.

- É a minha irmã gêmea. Ela é um pouco tímida. - Começou a dizer, impaciente. E então notou que a loira segurava o ombro com a mão. Quando foi examiná-lo, por curiosidade, viu lá um símbolo que parecia bem recente. - Alucard fez isso com você?- Perguntou, não esperando uma resposta coerente.

Correu até a cabine para pegar seu caderno na bagagem de mão acima deles, deixando a gata aos pés de Roxanna. O caderno era simples, pequeno, com uma capa preta, e tinha uma pena já marcada no local onde ela tinha escrito lá pela última vez. Mantendo Roxanna parada, Lara copiou o desenho direitinho, a gata trançando pelos seus pés e miando por atenção.

Spoiler:
Lara está entre devaneios na cabine, quando ouve a gargalhada que Alucard deu depois de devolver Roxanna. Ela sai da cabine e Leslie sinaliza para que ela chegue mais perto, avisando-a que Roxanna foi engolida pela escuridão e depois devolvida. Ele depois lança um "protego" nas duas para protegê-las, enquanto Roxanna não fala coisa com coisa para Lara. A menina não entende o que ele está fazendo até ele dramaticamente desafiar o "demônio" a dá-lo conhecimento. Lara grita com ele, e quando se vira para Rox, vê a "tatuagem" que Alucard lhe dera. Copia os símbolos em seu caderninho para uma consulta depois.

off: cella, se tu olhar o post do mauro, não diz em canto nenhum que elas entraram na cabine, então, quando tu voltar, se tu puder editar só essa parte pra elas poderem ficar no corredor enquanto ele tá falando com o alucard... :D pretty please?

off 2: EDITANDO MIL VEZES PORQUE GRAMÁTICA E CONCORDÂNCIA E

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Re: Vagão 11 - Cabine 7

Mensagem por Destino em Dom Ago 26, 2012 9:54 am


♪ Time is on my side (Yes it is). Now you always say that you want to be free, but you'll come running back, you'll come running back. You'll come running back to me. ♫

Vagão nº 11.
13h40min.

Com a cabine protegida por um Protego, Leslie avançou até a escuridão que revestia a parede do vagão, batendo nela. Sentiu sua mão batendo em algo macio, mas ao mesmo tempo visgoso e grudento, algo gélido, que fez um calafrio percorrer todo seu corpo, arrepiando até a ponta do dedo do pé. Simultaneamente sentiu todo calor desaparecer ao seu redor e estava difícil não ceder à escuridão, a um sentimento voraz de infelicidade que crescia dentro dele, como um câncer maligno. Tirando a mão após a batida, sentiu os efeitos diminuírem, embora em seu íntimo soubesse que algo mudara. Em sua mão, havia uma mancha de escuridão, que parecia estar abaixo da pele, como um sinal, uma marca de nascença que outrora não existira ali. Uma risada ecoou pelo vagão novamente e apesar de não enxergar a posição do auror, ele pôde ouvir a voz de Alucard:

— Qual o meu preço? Eu não tenho preço, garoto. Apenas vago à margem da Escuridão... Alguns momentos como esperança, a prova de que há formas de se escapar do controle das trevas. Alguns momentos como perdição, como o arauto da Escuridão, mostrando a todos o poder possível ao se abraçar as trevas... As pessoas acreditam que esse mundo é um mundo de vida. Então o que causou a criação da morte? Em sua vontade de viver as pessoas se banham com o cheiro de sangue, levando à morte todos que possam opor-se às suas ideias. As pessoas vivas carregam consigo uma máscara da morte de todos aqueles que pereceram pra que elas pudessem continuar vivas. Em seu temor pelas trevas, descartam sua humanidade, destruindo a noite apenas para negar a própria escuridão em seu coração. O mundo está bêbado em loucura... — a face de Alucard surgiu na Escuridão. — Cuidado com o que deseja, garoto. A escuridão cobra seu preço e ele costuma ser bastante valioso... No seu caso, ele seria... sua inteligência. Faça as perguntas sobre o que deseja saber, mas as respostas cobrarão do teu intelecto.

Um sorriso largo surgiu no rosto de Alucard.

Olá.

Protego Maxima (Magia nível II – CD Normal, 15): 9 (dado) + 3 (Sabedoria) + 5 (Perícia) + 2 (½ do nível) + 1 (Especialista) = 20. 20 é maior que 15 (CD), portanto ele conseguiu realizar o feitiço plenamente, lançando um campo de proteção à cabine.

Como ele tirou um 19 no dado e o Alucard não vê muita razão pra não contar certas coisas, já coloquei logo a interação e a resposta exata do preço – que afetará a ficha do Leslie. =) Rolepay, pessoal. Let’s Play! Bonanças.


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Re: Vagão 11 - Cabine 7

Mensagem por Leslie Astor em Seg Ago 27, 2012 9:12 am

7o Post

Poço

Quando a palma tocou a sombra, o impacto foi amortecido pela superfície. Por um segundo, sua mão flutuou, entrando num espaço sem matéria e voltando numa ondulação que não lhe parecia fazer sentido. Sentia como se a sombra tivesse aderido à pele, grudando no espaço entre os dedos como membranas das nadadeiras de um peixe. Sentiu o calor fugir, primeiro da sua mão, então dos seus braços, seguindo à sua nuca, e desta para o corpo inteiro. Perdera a vida. Os olhos, opacos, nada viam, a não ser a escuridão que, dessa vez, vinha de dentro. O arrependimento do que fizera era a única coisa que lhe passava pela cabeça.

Por quê.

Por que.

Porque.

Quando a mão se soltou, gradativamente voltou ao normal. Sentia o calor voltar ao corpo da mesma maneira que se esvaíra, sendo a mão o último ponto a se irradiar. Mas havia algo de diferente ali; algo permanecera. Uma olhada com cautela revelaria que as sombras permaneceram. Talvez debaixo da pele, talvez dentro dela. A luz não parecia mais tocá-la como antes e, se a encarasse, saberia que aquilo se aplicava a ele também.

Ele era trevas.

Sorriu.

A voz de Alucard soou. O olhar vítreo de Leslie focava em coisa nenhuma, enquanto suas orelhas se mexiam para ouvir melhor. Deixou os sons ecoarem, atingirem os seus pensamentos reais. Ponderou sobre eles. Vasculhou sua memória e correlacionou cada frase a cada evento. Aquilo era verdade, aquilo era a própria natureza humana; mas era o lado unilateral dessa natureza. Homens não eram só morte e negação; e se esse era um lado da moeda, o outro precisava ser o extremo oposto. A morte é consequência da sobrevivência, a sombra é consequência da luz. A mesmo sabendo disso, o corvino não estava em posição de barganhar, de argumentar. Pelo discurso do auror, ele era o único que estava nos dois lados, o louco na terra dos cegos, a própria incarnação da razão. Mas ele não era o único.

- Sabe, Alucard - ele dirigia-se ao rosto que aparecia entre as sombras. O seu sorriso, tímido, guardando um segredo, contrastava com os dentes ameaçadores do outro - eu não posso deixar de achar que você tem razão. E eu não espero que você se surpreenda que eu tenha dito isso, não agora que eu estou começando a gostar de você. Não me decepcione - disse o corvino, soltando uma piscadela e virando. Ele falava enquanto caminhava, elaborando os pensamentos a partir de passos e gestos. Andava sem sair do lugar.

Promessa

Eu não estou disposto a pagar o preço. Conhecimento sem um intelecto para lhe dar conta não é útil, não há sentido. Mas eu espero que você não ache que suas palavras foram inúteis. Eu aprendi e aprendo com esse tipo de coisa, pelo preço de minha inocência - que eu estou mais do que disposto a pagar - de lado para onde o rosto do auror se encontrava, Leslie vira a sua cabeça e passa a encará-lo. - Eu acho que nos daríamos bem. Suas palavras - essas palavras - são muito bem recebidas, e espero que também lhe sejam as minhas. Mas também quero que saiba que eu não preciso de você para aprender, e que se eu não obterei esse conhecimento hoje, na próxima vez que nos encontrarmos a situação pode ser outra.

Dito isso, virou-se de supetão, olhando para as meninas detrás da parede mágica que criara. Acenou a varinha, e viu-a se quebrar, sumindo em seguida. Caminhou a passos calmos até elas, abaixando-se para ficar à altura da loira, que parecia ainda desnorteada. Vasculhou sua memória em busca de algum feitiço que pudesse ajudar, e lembrou de um que ainda iriam estudar, mas que já vira sua mãe usando em alguns clientes antes. Sabia como fazê-lo, e acreditava que pudesse conseguir, mas nunca o executara de fato. A mão firme, girou o condão enquanto mentalizava que aquele giro, de alguma forma, desse um pequeno choque que a faria despertar para a completa consciência:

- Ennervate!

Em seguida, sorriu para a outra, a morena, a quem estava acordada e desperta para observá-lo se por em risco. Sorriu, como que pedindo desculpas por talvez preocupá-la, e notou que suas mãos seguravam um pequeno caderno que se fechava sobre uma lustrosa pena.

RESUMO:
Leslie recusa pagar o preço de Alucard, mas conversa com ele para dar fim ao assunto, passando também a simpatizar com o auror. Depois, volta-se às meninas, desfazendo o Protego que criara, e vai até elas. Usa Ennervate (dado) para tentar despertar Roxanna (até porque ela tá voltando de viagem hoje, né Razz) e sorri para Lara como se pedindo desculpas. Repara no caderno que ela tem em mãos.

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Re: Vagão 11 - Cabine 7

Mensagem por RPG Enervate em Seg Ago 27, 2012 9:12 am

O membro 'Leslie Astor' realizou a seguinte ação: Rolar Dados

'd20' :

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Re: Vagão 11 - Cabine 7

Mensagem por Destino em Seg Ago 27, 2012 10:46 am


♪ Fate. Up against your Will, through the thick and thin, he will wait until you give yourself to him. ♫

Vagão nº 11.
13h50min.

Enquanto o garoto conversava com Alucard, o auror apenas sorria largamente. A mancha que surgira na mão do garoto desaparecera, sendo visível agora no meio do antebraço. Quando o garoto começou a se afastar, na direção da cabine, uma nova gargalhada ecoou pelo vagão: a mancha agora estava na altura do ombro, continuando seu movimento silencioso e furtivo pra seu alvo desejado. Dando de ombros, o auror apenas voltou a sumir nas sombras da parede do vagão. Na cabine, enquanto Leslie auxiliava Roxanna a despertar, Lara pôde ver uma mancha na parte de trás de seu pescoço, na região do tronco encefálico. A mancha que tinha o tamanho de um galeão começou a diminuir lentamente, como se chegando ali, na região do tronco cerebral, caminho das principais vias neurológicas do corpo humano, a mancha começasse sua viagem, mas dessa vez pra um local interno, não acessível pela epiderme...

Olá. Sucesso Automático, Manolo. Conseguiu improvisar um enervate. ;D E você não sente nada diferente por causa do movimento da mancha. Por enquanto, considere que é puramente descritivo. Quando for o caso disso ter algum efeito, eu te envio PM ou posto com o narrador novamente. Obrigado pela oportunidade de narrativa, como o RPG abre dia 01, acho que é hora de começar a se preparar para um desembarque. Postarei quando o mesmo ocorrer. Let’s Play! Bonanças.


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Re: Vagão 11 - Cabine 7

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