Melodies and Ponds

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Melodies and Ponds

Mensagem por Leslie Astor em Ter Out 30, 2012 5:13 pm

    Local: Inicia na Floresta Proibida
    Horário: Por volta de 19h15, algum tempo depois do pôr-do-sol
    Status: RP Aberta
    Participantes: Participantes: Leslie Astor, Lara Roosenberg, Gal Jones, Blanche Paneki



Melodies and Ponds: The Sound of Silence

I

Eles assistiram o por do sol pela janela do 3º andar, ansiosos para que a chuva passasse. As gotas insistiram em bater contra a janela enquanto o sol, escondido, ia embora de vez.

O céu, agora escuro e cinzento, parecia estar de mau humor. Do lado de dentro as velas encantadas iluminavam a presença da escuridão externa. Leslie temia olhar para os outros dois e encarar, em seus rostos, frustração ou decepção. Ele prometera que, quando a sexta chegasse, eles iriam, finalmente, conhecer a águia do rapaz, e ela os levaria para conhecer sua casa na Floresta; iria até perder a aula de astronomia. Sábado era dia de Hogsmeade, e nenhum dos dois quis abdicar de um dia para aproveitar suas maravilhas doces e travessas. Se não fossem agora, só iriam daqui a uma semana - se não aparecesse nada até lá que os impedisse ou ocupasse, e a estação chuvosa deveria estar apenas começando. Levaram alguns segundos até que Lara quebrasse o silêncio:

- E aí, a gente num vai não? Não tenho a noite toda, Astor.

O corvino se virou - estava na frente dos dois, olhando pela janela - e encontrou Gal e Lara olhando para ele, como que esperando que ele fizesse alguma coisa. Eles estavam dispostos a ir, nessa chuva? Ponderou por um segundo e sorriu, ciente de que, agora mais difícil, a noite seria mais divertida. Pôs as mãos na cintura, criando ondas nas suas vestes de bruxo, e se pôs a falar:

- Muito bem. Mas antes acho que a gente deve se preparar, pegar algumas capas, por conta da chuva...

- Ah, porque eu realmente pretendia tomar um banho e morrer de hipotermia, mas agora que você mencionou as capas...

Gal riu por dentro, e Leslie ficou feliz ao entender o uso do sarcasmo pela sonserina. Se dispersaram, e combinaram de encontrarem na porta do hall de entrada em meia hora. O corvino rumou até seu dormitório. Com pressa, abriu seu malão e jogou suas vestes por cima da cama, ficando apenas com a roupa de baixo. De sua bagagem, começou a jogar as roupas para fora, procurando sua capa de chuva - era de lã azul escura, bordeada em cobre, encantada com um feitiço impermeabilizante - uma jaqueta, uma calça jeans pesada e um lampião velho de latão. Depois, com um aceno da varinha, colocou as roupas de volta no lugar e fechou a valise. Após vestir as roupas e dobrar a capa, dedicou o resto do seu tempo a acender o lampião com um lumos, e rumou ao ponto de encontro.

Foi o último a chegar. Lara olhava-o, impaciente. Ele não havia demorado tanto, o que provavelmente significaria que ela estava muito ansiosa para conhecer a águia, por mais que omitisse isso. Gal permanecia impassível. Ele parecia estar lá por conveniência, mesmo que, mais cedo, tenha manifestado algum interesse pelo seu animal de estimação. Quando os encontrou, desdobrou sua capa - gesto repetido pelos outros dois - e os três rumaram para fora do castelo.

Do lado de fora, caminharam alguns passos e pararam para esperar o pássaro. Não demorou muito para que ouvissem um piado distante, que fez com que os três olhassem para cima, buscando sua origem. Leslie, acostumado, esticou o braço para o lado. Repentinamente, um vulto negro pousou nele, fazendo o quartanista dar um passo para trás e os outros dois darem um saltinho reflexo pelo susto. Dobrou o braço para aproximar-se do pássaro que, à luz das varinhas, pôde se delinear melhor. Era grande. Sua altura chegava quase a um metro, e suas asas, poderosas, indicavam que sua envergadura ultrapassaria, e muito, aquilo. Era castanho, mas a cor de suas penas variava, formando um interessante degradê. Sua cabeça era mais clara, e nela suas penas eram espetadas, dando a impressão de usar uma coroa. Haviam algumas manchas brancas ao logo de seu corpo, realçando o dourado profundo. Seus olhos perfuravam com um castanho cristalino, e seu bico se entortava de maneira amigável. Seus movimentos, por outro lado, não eram tão amigáveis assim.

- Ainda bem que vocês estão comigo! Ele não está muito feliz com essa chuva - e riu, enquanto afagava o pescoço da ave, recebendo batidinhas de seu bico em troca. Ela olhava para os outros dois, encarando-os, como uma ameaça, caso um deles tentasse se aproximar. - Você está pronto? Ok, vai!

E ele jogou seu braço para o alto e a águia tomou vôo. Ela circunscreveu-os em alguns circulos, e então seguiu em direção a floresta, voando baixo e lenta. Leslie consertou o braço da sua capa e de sua camisa, arranhado pelas garras da ave, e começou a caminhar em sua direção, logo sendo seguido pelos demais.

- Ela é ótima, não é?

- Se por ótima você quer dizer homicida... - disse Lara. Ao olhar para ela, contudo, era possível ver um ar de empolgação. Gal estava bem pálido, mas ele não parecia querer desistir da empreita até então.

- Dê um tempo a ela. Você não espera que ela goste de você logo de cara, não é? Além do mais, acho que ela simpatizou com você, Gal.

E eles seguiram, aparentemente em silêncio, até chegar na floresta. Sua orla era interessante, pois não havia uma progressão muito natural do gramado do castelo para as árvores. A mudança era bem brusca. Os primeiros passos se davam por uma mata mais aberta, com os troncos bem separados. Logo, então, tornava-se fechada, densa e escura, sendo possível ver apenas o chão com as luzes que produziam, as gotas de chuva caindo, pesadas e escassas, pelas árvores, e os olhos brilhantes da águia, que esperava, de galho em galho, pelo avanço dos alunos. Conforme entravam, contudo, o silêncio tornava-se cada vez maior, sendo quebrado apenas por um galho pisado por um ou outro pé menos cuidadoso.

A Floresta tinha uma vibração estranha, na qual você se sentia incrivelmente sozinho, mas constantemente vigiado. Havia sempre uma impressão de que alguma coisa no seu campo periférico de visão estava se movendo, fugindo para longe ou se aproximando. A sensação nunca era de paz. O silêncio, contudo, era sepulcral; normalmente. Havia - no vento, na terra, no céu, sabe-se lá aonde - um som que, anteriormente, não parecia tão audível ou presente. Conforme entravam mais no coração da floresta, com a ausência de outros estímulos, ele havia ficado claro: uma melodia, de flauta e de coro, uma música emanava. Estava em todos os lugares e vinha de todos os cantos. Quando repararam, pararam de andar. A águia aproximou-se, ficando numa árvore próxima.

Ninguém se atrevia a falar, sabiam bem dos perigos de se chamar atenção na Floresta. A presença deles já era perigoso o suficiente. Ficaram imóveis, esperando alguma coisa para poder prosseguir ou recuar. A consciência da melodia fazia ela se tornar mais alta, mais presente, mais aterrorizante. Um pouco mais a frente, viram um movimento estranho, que atribuíram a uma dessas impressões da Floresta; os nervos estavam a flor da pele. A região de onde viera o movimento continuava inquieta, até que, detrás de uma árvore, surgiu uma figura pálida e leve, sua brancura brilhando contra a fraca luz dos lumos. Enquanto os outros dois enfartavam, Leslie sabia o que aquilo significava:

- Alô, Blanche!

RESUMO:
Estando combinado de ir conhecer a águia de Astor, o trio (Leslie, Lara e Gal) resolve seguir o pássaro até a floresta, mesmo debaixo da chuva. Lá, percebem uma estranha melodia e encontram a guarda-caças Blanche.

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Leslie Astor
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Re: Melodies and Ponds

Mensagem por Blanche Paneki em Ter Out 30, 2012 7:26 pm



Data: 14 de Setembro.
Hora: Dê 19h00 para frente.
Clima: Chuvisco com tempo nublado (No calendário está, dia nublado e noite chuvosa então..)
RP: Aberta. (Ver com o Mauro)
Dado: 1- Furtividade contra animais da floresta. 2- Percepção da origem verdadeira do som
Participantes: Até o momento; Blanche Paneki, Leslie Astor, Lara Roosenberg, Gal Jones.

Resumo: Blanche estava na floresta em busca de compreender a mensagem da floresta coma música quando se depara com o grupo de delinquentes e percebe que terá de ser babá até poder leva-los de volta a escola.


Seus passos não produziam som, cada um ia delicadamente sobre as folhas umidas e a terra molhada da floresta. Blanche estava descalça porque assim não quebrava galhos e conseguia se misturar com o local. Pela chuva uma música suave e intrigante ecoava. Blanche a acompanhava calmamente. De vez em quando a floresta fazia isso, falava. Mas só quando tinha o que dize. Estava ali a trabalho, descobrir se a mensagem era sobre algo que poderia de alguma forma afetar a instutuição.

Mas nem por isso Blanche conseguia esconder sua singular alegria. Seu sorrisinho estava desenhado como o de uma boneca em seus lábios levemente avermelhados e carnudos. Seu vestidinho e a toca ambos molhados confirmariam á qualquer aluno uma lenda urbana de Hogwarts se a vissem, ela era um fantasma, só podia. A única coisa que quebrava seu aspecto funesto era a pequena bolsa de patrulha que caia a tira colo, com algumas ervas que haviam sido requisitadas pra os estoques das aulas da semana seguinte. Seu caminhar era tranquilo, até ouvir algo fora do comum.

Exatamente, ouvia, e eram passos, praticamente todas as criaturas á aquela hora tomariam o cuidado de serem silenciosas, er ao despertar da noite e com ela de alguns predadores. Até mesmos estes não faziam barulho, ou acabariam por perder a presa. Portanto um de seus maiores medos logo seria confirmado ao que saiu de traz d euma árvore. Três crianças estavam se aventurando por ali. será que nunca entenderiam o significado de proibida?

E um deles, o amável e estupido (se fosse esperto não estaria ali) Leslie, amante de botânica e de animais. Estudioso da Orla da floresta, e um dos poucos alunos a saber que ao em vê de um monstro ou um fantasma, ela era na verdade a guarda caças do colégio, e o insolente ainda sorriu ao vê-la. Está respondeu com um sorriso ligeiramente muito sinistro enquanto suas bochechas adquiriam um bluch natural da raiva que lhe subia a face. "Suicidas, e justamente quando ela quer conversar". Uma de suas mãos se ergueu calmamente até a lateral do rosto do rapaz e então lhe deu um puxão de orelha enquanto a outra ia a boca deste para impedir que gritasse e chamasse a atenção de algo. Estava pronta para apontar para que eles saíssem dali imediatamente.

E então se lembrou, ainda segurando a orelha agora vermelha do garoto, estavam muito adentro da floresta, poderiam se perder. E talvez quem sabe morrer para servir de exemplo como um motivo para ali ser "proibido". Com um suspiro soltou o rapaz e olhou para as outras duas garotas ali. Seu olhar demonstrava um profundo desagrado. E assim que terminasse a apuração e os levasse de volta a Hogwarts lhes daria uma detenção inesquecível. Mas... Por hora levou uma das mãos ao próprio lábio fazendo sinal de silencio para os garotos, recostando o ouvido sobre uma das árvores e se afastando fazendo um sinal com a cabeça para que a seguissem.

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Re: Melodies and Ponds

Mensagem por Blanche Paneki em Ter Out 30, 2012 7:27 pm

Dados.

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Re: Melodies and Ponds

Mensagem por RPG Enervate em Ter Out 30, 2012 7:27 pm

O membro 'Blanche Paneki' realizou a seguinte ação: Rolar Dados

'd20' :

Resultado : 8, 10
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Re: Melodies and Ponds

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