Avatar: A Lenda de Hazok

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Avatar: A Lenda de Hazok

Mensagem por Codi Walcnevar em Sab Out 06, 2012 3:13 pm

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Gênero: (Aventura, Suspense, Drama)
Classificação Livre
Personagens Originais



PREFÁCIO

[div=width: 700px; text-align: justify;]No mundo de vocês, cada criança, jovem, e até adulto tem um herói, um guerreiro, um filósofo, jogador, político, enfim, fazedor de história favorito, assim como no meu mundo cada um tem o seu, que, no nosso caso, acontece de na maioria das vezes ser um avatar.

Há milhares deles, e com isso, uma grande variedade de histórias, sagas e acontecimentos, personalidades. Vocês estão acostumados com os avatares que vocês conhecem, todos heróis de cada um do seu tempo, que lutaram pela humanidade e se estabeleceram como grandes personagens, deixando um legado de lições e aprendizado. Mas nem todos dentre as centenas e centenas de avatares seguiam esse estereótipo. O meu favorito, por exemplo, tem uma história sombria e delicada, muito interessante, que eu vou contar pra vocês.
Nesse exato momento, estou escrevendo sentado a uma mesa de estudo na grande Biblioteca da Cidade, aqui em Republic City, a apenas alguns metros da seção que contém as histórias de vários avatares anteriores, escritos há muitos e muitos anos, provenientes da Grande Biblioteca do Deserto.

Como? Vocês devem estar se perguntando. A Biblioteca foi enterrada pelo espírito Wa Shi Tong, quando o avatar Aang estava na terra!
A resposta é simples, mas para entendê-la, é necessário que eu faça uma pequena introdução, também tirada dos meus estudos em história antiga, que tanto me fascina.

Milênios atrás, Wa Shi Tong era um espírito que, como a maioria dos demais, habitava o misterioso Mundo dos Espíritos. Nessa época, os homens não liam ou escreviam. Apenas sobreviviam, eram selvagens, pseudo-racionais.

Os espíritos em sua maioria concordavam no potencial destrutivo dessas criaturas, que, diferentemente de todos os animais e organismos com os quais conviviam, conseguiam simplesmente sugar todo o ambiente a sua volta, depredá-lo, destruí-lo, sem falar em suas guerras absurdas, temperamento, e coisas ainda piores.
Wa Shi Tong era diferente. Ele via potencial em tais seres. Eles possuíam inteligência – embora ainda de maneira muito crua e pouco polida – e tinha uma imensa vontade de compartilhar a sabedoria dos espíritos com eles. Quando, porém, fez suas ideias públicas, os outros espíritos reafirmavam o quão tola era a ideia de ensinar qualquer coisa para eles, aumentando assim o nível de destruição que os homens já eram capazes de criar por si sós.

Mas ele persistiu nessa ideia, e se importava tanto com a ideia de ensinar e educar os homens, até o ponto que decidiu fazer um sacrifício e abraçar esse desafio, por mais que todos fossem contrários a ele. Ele encontrou o meio de romper a barreira entre o Mundo Espiritual e o Mundo Físico (pelos mesmos meios que alguns espíritos haviam feito – Tui, o Oceano, e La, a Lua, entre outros), e se aventurar ao Mundo Físico, com o preço de nunca mais poder retornar ao lar, e de poder ser destruído, e ser obliviado para sempre, perdendo assim sua imortalidade. Pois bem, ele não se importou.

Foi ele quem inventou e ensinou os homens a Escrita Universal (a que usamos até hoje, com várias alterações, por causa da avançada idade da mesma, é claro), trazendo assim os primeiros vestígios de inteligência ao mundo. E foi assim, que colecionando escrituras de todas as eras, ele edificou a Grande Biblioteca. Como vocês bem sabem, chegou o momento em ele que resolveu escondê-la das pessoas, já que havia falhado; os homens realmente utilizavam o conhecimento para destruir e trazer devastação cada vez mais. Essa história vocês já devem conhecer. Um dos avatares mais recentes, e com certeza o mais famoso pra vocês, Aang do Templo Sul dos Nômades do Ar, descobriu a locação da biblioteca.

Depois que este ajudou a recuperar a paz no mundo, documentou suas aventuras, e uma vez mencionando a tal biblioteca, despertou uma curiosidade no mundo; várias pessoas queriam acessá-la. Expedições foram organizadas, dobradores e não dobradores, arqueólogos, escavadores, especialmente a Ordem dos Mercenários Dobradores de Areia, enfim, todos buscavam localizar a biblioteca, e resgatar do mar de areia todo o conhecimento milenar que se encontrava afundado.

Com ajuda de outros espíritos, Wa Shi Tong foi convencido (isso é outra história), e sem a presença deste para guardar a Biblioteca, as expedições de extração do material começaram a dar resultado. E hoje, os livros, pergaminhos, esculturas, quadros, foram espalhados pelo mundo, e grande parte deles encontra-se aqui, na biblioteca onde eu estou sentado nesse exato momento.
Então, eu falava do meu avatar favorito.

É uma história muito interessante, não muito longa, eu acho, que vale para vocês no seu mundo com lições preciosas, de superação, de como escolher o seu destino, e saber separar o que realmente importa. Para aqueles que gostem desse tipo de assunto, eu espero agradar ao máximo de vocês com os meus relatos.
Mais aí em cima eu falei que esse avatar não era nada ordinário. Ele teve que tomar decisões muito difíceis na sua vida, pois se encontrava em uma época até bastante parecida com a atual (talvez seja um dos motivos que ele seja o meu favorito), onde os dobradores não eram vistos pelos não dobradores da melhor maneira. De um lado temos um grupo que quer erradicá-los (e eu devo dizer que eles tinham até certa razão, pois a história se passa há muitos anos, onde os dobradores utilizavam do seu poder para subjugar e dominar os que não tinham o dom). Do outro lado temos não-dobradores neutros, que seguem o fluxo, sem interferir na ordem das coisas, embora não meros figurantes nessa história, e temos também os que acreditam que é possível viver em harmonia.

Essa não será uma história com mocinhos e vilões definidos. Eu vou tentar fazer vocês enxergarem pelos dois lados (ou três, quatro, cinco lados). Não contarei a história pelo ponto de vista do avatar, ele será apenas um dos principais, e dividirá o palco com os seus inimigos, aliados, inimigos dos inimigos, e aqueles onde não é relevante classificar como amigo ou rival. Tenho certeza que aqueles que lerem vão se identificar com um ou com outro, mas espero que vocês tenham a mente bem aberta para enxergar a história de todos os ângulos.
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INTRODUÇÃO

[div=width: 700px; text-align: justify;]Estamos 1753 anos antes do Avatar que vocês conhecem, Aang dos Nômades do Ar do Templo do Sul. A Terra está uma bagunça. A divisão do mundo não está muito diferente do que vocês conhecem; nos polos prosperam as Tribos da Água, há quatro Templos do Ar, um em cada canto do mundo, o continente territorial está ocupado pelo Reino da Terra, e as ilhas vulcânicas pela Nação do Fogo. A grande diferença está na forma como o mundo é governado. O avatar anterior, Bagrak, nascido no Reino da Terra, utilizou os seus poderes para seguir os seus ideais retorcidos de justiça... ele acreditava que os dobradores — humanos com a capacidade de dominar e controlar um dos quatro elementos — tinham um dom que os fazia superior aos demais. Ele começou a sua revolução ideológica ao sussurrar no ouvido das autoridades que os dobradores estavam vivendo em prol dos não-dobradores, ao contrário de como deveria ser. Conforme ele realizava quests e ganhava o coração das posições de autoridade do mundo, mais poder ele foi adquirindo... não tardou para que tivesse todos os líderes do mundo na palma da sua mão, cada um por um motivo distinto. O próximo passo era então expandir as suas ideias revolucionárias: começou a treinar os jovens para que seguissem os seus ideais, e estabeleceu-se como um grande líder político, arrebatando o coração dos seus seguidores.

Os não-dobradores, todas as vezes que vissem um dobrador — os únicos que eram autorizados de utilizar as cores da sua nação, como forma de identificação de quem era dobrador ou não — deveriam trata-los com respeito, fazer uma reverência, e cumprir suas ordens. A Nova Lei do Avatar incluía que não-dobradores deveriam respeitar o toque de recolher e jamais poderiam exercer posições de autoridade nas suas nações. Todos os que acatassem as novas regras, inclusive não-dobradores, eram autorizados a viver na "sociedade que os dobradores construíram", enquanto os rebeldes eram contidos pela Milícia Especial e iam para os Campos de Trabalho.

Nesse contexto de opressão, alguns espíritos, que na maioria das vezes não tomam lados, oferecem assistência para os não-dobradores, numa tentativa de equipará-los aos dobradores em poder de guerra. Uma sociedade secreta, chamada O Quinto Elemento, reúne não-dobradores e dobradores que não simpatizavam com as ideias de Bagrak. Eles tramaram o assassinato do Avatar, enquanto este discursava em um evento.

O Avatar Bagrak foi assassinado, mas as suas ideias não foram enterradas com ele. Ele foi transformado em um mártir, o que fez o mundo ainda mais furioso com os não-dobradores.
Quando o espírito do avatar reencarnou, ele foi achado numa família pobre da Nação do Fogo. Hazok, hoje com 20 anos, é mestre da dominação de três dos quatro elementos. Ele está atualmente se preparando para os seus testes finais de dominação de terra, para então dar início à sua ascensão espiritual e a capacidade de entrar no estado avatar e de se comunicar com os espíritos. A chave para mudar o mundo está nas suas mãos... mas tendo sido criado no mundo deixado pelo seu Avatar antecessor, ele pensa como a maior parte do mundo.
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Se vocês gostaram e/ou acharam interessante, dá um Like, pra eu saber se devo continuar. (:[/centerhtml]

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Codi Walcnevar
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