And every shadow filled up with the doubt.

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Re: And every shadow filled up with the doubt.

Mensagem por Salathiel Blackburn em Qui Set 06, 2012 6:51 pm




Assim que fez a pergunta, abriu a mente para deixar os pensamentos de Dorothy entrar e, dessa forma, percebeu sem demora que ela estava mentindo. Justo como ele esperava, aliás. Claro, tinha ficado nítido quando ela se sobressaltara com uma pergunta tão fácil e óbvia. Ademais, o sonserino não precisava questioná-la para saber o que ela estaria pensando, portanto tudo tinha sido apenas um teste e, ao perceber que a garota se escondia atrás da mentira por vergonha, Salathiel deu um micro-sorriso e piscou devagar.


- Eu penso que você está mentindo. - Mas seu tom de voz deixava claro que isso não era um real problema, apenas que ele sabia a verdade e podia jogar na cara dela se quisesse. O que ele não faria, claro, já que não obteria nenhuma diversão disso. - Mas, verum est, não é comum beijarmos alguém que acabamos de conhecer. Presumo... - Olhou para os seus lábios, o tom rubro do sangue ainda ali - ...que não tenha sido muito bom.

- Dohko é repugnante - Ela respondeu vagamente. Depois de alguns segundos parecendo estar pensando no que dizer, estes os quais Salathiel passou esperando pacientemente, completou: - Desculpe por mais cedo.

Vasculhou em sua própria mente - já que, né, podia fazê-lo na dos outros - à procura do momento em que acontecera algo que obrigasse Dorothy a se sentir culpada. Demorou um pouco, não porque tinha um raciocínio lento, muito pelo contrário, mas porque não acreditava que a tentativa da menina de beijá-lo tinha sido um ato grave a ponto de fazê-la sentir-se envergonhada e aparentemente arrependida. Quer dizer, ainda que tivesse dito que estranhos não costumam se beijar (hipótese muitas vezes falha, se for levada em conta a vida noturna de Londres e qualquer outra cidade do mundo), não teria recusado Dorothy.

Não era do feitio de Salathiel sair beijando uma garota que acabara de conhecer, aliás, não era de seu feitio sair beijando at all, mas não via problema algum no ato. Quer dizer, para ele não passava apenas de mais uma forma de contato que poderia, inclusive, ser muito prazeroso, e qualquer coisa além disso não passava de tabu. Sabia, porém, que Dorothy não pensava desse jeito, e chegou a tentar-se com a ideia de fazê-la morder o lábio dele, apenas para ver o seu sangue escorrer nos lábios dela.

- Quantos anos você tem? Quinze? - Perguntou, ignorando as desculpas dela. Ao que ela respondeu positivamente, perguntando por quê, e ele então pôde prosseguir: - Porque deveria saber que é normal ter esses impulsos, e com o tempo passará a controlá-los melhor. - Dito isso, aproximou-se mais dela, inclinando-se para diminuir a distância entre suas bocas, e chegou a ficar apenas a dois milímetros de distância de seus lábios quando se afastou novamente. - Como eu faço. - Deu uma pausa - E como nosso amigo Dohko deveria fazer.


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Re: And every shadow filled up with the doubt.

Mensagem por Dorothy Taylor em Qui Set 06, 2012 8:13 pm

Resumo:
Dorothy fica insegura quanto à própria capacidade de beijar alguém e acaba tentando descobrir mais a respeito das experiências anteriores de Salathiel


    Os dois milímetros que separavam os lábios de Dorothy e Salathiel bastaram para que todo corpo da garota entrasse em um estado de fervor. Não era, contudo, suficiente para que ela ignorasse o gosto de Dohko, que ainda sentia, e ainda a fez pensar se realmente gostaria de beijar Salathiel sob essa circunstância. Além disso, mesmo não tendo podido escolher, era perturbador pensar que teria os lábios de dois homens nos seus no mesmo dia; seria errado, amoral e até um pouco nojento. Ainda assim, não conseguiu recuar, absorta na observação dos lábios de Blackburn e em seguida, na dos seus olhos, se aprofundando na análise do desenho de suas íris, muito detalhados na pouca distância que os separava.

    Quem recuou, portanto, foi o próprio Salathiel, explicando que só havia se aproximado dela para mostrar que sabia controlar seus impulsos. Dorothy bufou. Estava cansada dos jogos. Será que Salathiel não percebera a influência que já tinha sobre ela? Ou, consciente da mesma, aproveitava-se dela para torturar Dorothy? Quis pedir para que ele não fizesse aquilo de novo, mas não o fez, porque já tinha exposto suas fraquezas vezes demais para um único dia.

    Imaginou-se tomando as rédeas da situação, dizendo que não deveria ser subestimada e em seguida atacando seus lábios com furor, mas a verdade é que tinha uma experiência tão pífia que seria no mínimo vergonhoso se tentasse cometer esse atentado contra o bom senso. Havia sido relativamente tranquilo (ao menos tanto quanto uma primeira vez pode ser) com Gant porque eram muito próximos e ele também nunca tinha beijado ninguém (ou pelo menos era o que Dorothy pensava), mas com certeza seria aquém e insatisfatória para um rapaz mais velho. Tinha sorte, inclusive, de Dohko não ter zombado de suas habilidades para todo o expresso ouvir. No entanto, achava que ele faria questão de contar isso para Salathiel depois.

    Não deveria tê-lo deixado sobreviver. Ele sabia demais.

    E também, pensando melhor sobre a cena que acabara de se desenrolar e no que ele havia dito sobre o controle dos impulsos, lembrou-se da história que ele contara sobre a escocesa com quem havia se deitado. Sentiu uma vontade enorme de perguntar como havia sido, meramente em nome da curiosidade, mas logo descobriu que não queria saber. Aliás, queria, um pouco.

    Voltou a sentar-se no outro banco, dando seguimento àquela valsa dos dois, e fitou o horizonte pela janela, tentando ao mesmo tempo reunir coragem e formular uma pergunta que fosse discreta, porém funcional. Mordeu o lábio inferior, como se tentasse impedir sua boca de trabalhar, mas acabou tangenciando o assunto, com uma pergunta:

    - Como você aprendeu a se controlar? Foi com a escocesa? – o fato de ter ficado rubra, muito rubra, acabou denunciando o quanto era falsa a sua postura de indiferente.
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Re: And every shadow filled up with the doubt.

Mensagem por Salathiel Blackburn em Sex Set 07, 2012 7:12 pm



- Com a escocesa?

Pela segunda vez, Salathiel estava rindo alto. Se Dorothy soubesse metade de sua história, jamais faria aquela pergunta. Aliás, muito provavelmente teria dado meia volta assim que tivesse entrado na cabine. Ou, se fosse uma pessoa de bom coração como aparentava ser, teria se apiedado de Salathiel e o abraçado. O passado do sonserino podia, sim, provocar essas duas sensações: pena e medo. Mas Dorothy nada sabia dele e, portanto, não havia razão plausível para que ficasse com raiva dela. Pelo contrário, riu com gosto. E em seguida, contou-lhe em poucas e risonhas palavras o que tinha acontecido:

- Ela é a enfermeira particular da minha mãe. Mora lá em casa. Um dia ficou deprimida demais, cansada de tratar da loucura de Helena, e decidiu afogar suas mágoas em mim. Ela não é muito bonita, mas soube me deixar sem saída. - Quando chegou ao fim, não estava sorridente mais. Também não parecia triste ou sequer traumatizado por sido molestado pela tal enfermeira, na verdade se sentia como se tivesse acabado de narrar um acontecimento qualquer. - Então não. Isso e todo o resto que sei, aprendi sozinho.

De repente estava olhando através do vidro da janela, lembrando do dia em que tudo acontecera. Claudine descera as escadas chorando e fora até a poltrona da sala, que ficava fronte ao sofá em que Salathiel estava sentado fazendo nada. Ela começara a soluçar entre as palavras sofridas, alegando que era muito difícil cuidar de Helena; que ela às vezes começava a fazer ruídos estranhos, como se tentasse gritar algo, mas sua mudez a impedisse, aí depois vomitava nos lençóis e urinava nas próprias calças. Quando Salathiel respondera seu desalento com uma frase rude, ela se levantara, dera-lhe um tapa e em seguida abaixara-se para agarrar seu rosto e beijá-lo, sentando-se em seu colo.

Salathiel sempre acreditou que tinha sido uma forma de Claudine se vingar pelo fardo - do qual não aceitava se livrar, por razões desconhecidas - que era cuidar de Helena, e pensou que fazê-lo despudorando o filho fosse a forma mais cruel. Ela nunca saberia que, se fosse essa sua intenção, tinha falhado miseravelmente. Inclusive, Salathiel jamais poderia compreender o tipo de ligação que a enfermeira tinha com sua mãe, porque para ele as duas podiam morrer que não faria diferença alguma.

- Parece que vamos chegar logo. - Ele ainda olhava pela janela. - Vou dormir um pouco.

Então, sentado mesmo, inclinou a cabeça para trás na poltrona e fechou os olhos, deixando os braços soltos sobre o colo. Estava realmente com sono.


Resumo: Salathiel conta em poucas palavras o que acontecera quando perdera sua virgindade e depois de se perder em reminiscências, adormece.

RP ENCERRADA :D

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