Vagão dos Professores

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Re: Vagão dos Professores

Mensagem por Kayra Leigh em Seg Set 03, 2012 6:37 pm

Spoiler:
RESUMO: Na cabine dos professores, Kay nota que o chororô não dará em nada, então imediatamente para com o fingimento. É contida por Isa, quando esta é agredida por Alleborn, e procura distrair-se até a chegada do trem a Hogwarts, imaginando o tipo de maldade que faria com Elliot B. Pointer, responsável pela explosão das latas de refrigerante. Para seu desespero, é tirada dos devaneios com um berrador da avó, que recupera sua mala, mas não a devolve. Kayra só tem o uniforme e a roupa do corpo.

Post pra fechar a participação no trem (atrasado pra kct). Que venha Hogwarts e as detenções.

Tenho todas as razões pra pensar que isso é uma trama daquela professorazinha fedorenta e mal-amada. Se ela arrumasse um cara grandão, com pegada, que a levasse pra um canto escuro e a chamasse de “minha quenga”, tenho certeza de que pensaria muito menos em mim. Agora cá estou eu, perdida rumo a esse inferno que chamam de escola, coberta de bebida trouxa grudenta e sentada com um monte de gente que, em outras circunstâncias, não se aproximariam nem cinco metros de mim.

Minha crise de choro saiu pela culatra, então interrompi o chororô logo que vi que a história não colou. Convenhamos, já basta estar suja, né? Cara manchada de rímel é coisa de quem usa Vult – e eu tenho certeza de que não haverá uma Sephora nas imediações de Hogwarts, então, nada de desperdiçar a maquiagem que já tenho. Meio sisuda, acompanhei toda a prelação do professor com cara de satã, mas minha cara de “eu te enfrento, seu mané!” não pareceu surtir qualquer efeito nele. Não era novidade, mas tentar é de graça e os resultados, quando positivos, são promissores.

Só tive de me conter quando o subsaariano deu o ar de sua graça, com aquela cara de “sou um coitado incompreendido”. Que ele tem cara de coitado, isso é inegável, agora incompreendido?? O que tenho eu a ver com o fato de que ele precisa vender o almoço pra comprar a janta? Não posso, então, ter um acesso explosivo de raiva quando alguém me ofende quando eu não fiz absolutamente nada? O mundo é mesmo um lugar muito injusto conosco, os bem-nascidos!

Cruzei minhas pernas e olhei para o nada. E como nada, entendam Elliot B. Pointer. Sim, eu acabara de descobrir o nome do desgraçado que explodira aquelas latas na minha cabine. Era culpa dele, e apenas dele, que eu estivesse ali, naquela situação. Se ele não tivesse tentado bancar o herói superfantástico no balão mágico, nada disso teria acontecido! O subsaariano teria seus tostões. Eu teria minha roupa limpa, meus cabelos impecáveis e talvez um kamikaze sufocado. Tudo dentro dos padrões.

Talvez o moleque nem tenha se tocado que repentinamente se tornara meu objeto de adoração. E eu o imaginava pendurado de cabeça pra baixo, enquanto com uma pinça eu tirava cada um dos seus cílios, tomando o cuidado para a pinça dar umas espetadinhas no seu globo ocular. Tinha, então, encontrado um motivo pra sorrir em meio a tantas intempéries. Ora, o pequeno pônei Pointer acabara de ganhar uma inimiga. Mas haveria tempo para que descobrisse.

Meus pensamentos ensandecidos foram interrompidos por um ruído de CLAP. Pisquei rapidamente e voltei meus olhos para o lado, notando que uma garota havia estapeado Isadore. Es-ta-pe-a-do! Um insulto! Senti o ímpeto szulvprak circulando pelo meu sangue. O calor tomara conta do meu rosto em questão de segundos, mas, ao que tudo indica, minha inquietude me traiu. Antes que eu pudesse me levantar, senti o braço de Isadore prender o meu para baixo. “Qual é, Isa!”, pensei, a respiração exasperada, mas ela parecia ler meus pensamentos e manteve a mão firme em meu braço, impedindo-me de dar àquela cretina a lição que realmente merecia. Por mais encrencada que eu já estivesse, tenho certeza de que despertaria o orgulho da minha família ao defender uma amiga deficiente visual de uma nojenta com pinta de coração valente.

Mas Isadore já tinha quem suas dores. Charles imediatamente pôs-se de pé e enfrentou a metidinha com a altivez que sempre usara para sobressair-se perante os menores. Eu meramente ri e meneei a cabeça, dando um muxoxo para a menina-chapolin. Se ela algum dia tivesse duvidado da capacidade de Charles, havia assinado sua sentença de morte. Por mais que eu o achasse terrivelmente antipático e por vezes desagradável, não o queria do lado inimigo. Oh, não! Melhor é sempre estar do lado dos mais influentes.

Satisfeita com o final da conversa, dei mais uma olhadela para o garoto Pointer. Meu desprezo não pôde ser mais evidente, no entanto, eu teria de finalizar a minha viagem por ali, de maneira que qualquer desavença deveria ficar guardada para depois. Apanhei, então, uma lixa no bolso e apanhei a mão de Isadore.


– Meu bem, você quebrou uma unha! Não há nada mais trágico do que isso neste momento – alfinetei, mantendo minha atenção a uma das unhas de Isadore, que não estava quebrada, apenas um pouco desalinhada em comparação às demais.

Isadore sorriu ao meu comentário, enquanto Charles afundava-se novamente em suas leituras. Passei a ignorar qualquer conversa, paralela ou generalizada, naquela cabine, apenas cuidando para que a unha da minha amiga ficasse como as demais. Que me importava aquela gente toda? Se em Durmstrang, com todo seu sistema autoritário, eu já despertasse certo desprezo pras autoridades, em Hogwarts não seria diferente. Seria apenas mais uma lista de professores pra ficar de olho em mim. Faltava mesmo ocupação na vida daquela gente.

Eu estava realmente distraída com meus pensamentos e não sei como aconteceu. Quando vi, aquela carta estava na minha frente. Por onde havia entrado? Pela janela? Por debaixo da porta? Algum amaldiçoado tentara me pregar uma peça? Não. Era muito real. E tinha o selo do anel da minha avó nele, um anel único, que ela carregava pra onde quer que fosse. Aquilo não era uma carta. Era um berrador. “FULLDELL!”


– SE O FEITIÇO DE SEGURANÇA TROUXE SUA MALA PRA CASA , É PORQUE VOCÊ PODERÁ SE VIRAR SEM ELA. FIQUE COM A ROUPA DO CORPO!

A carta pegou fogo e desapareceu tão logo a mensagem fora dada. Eu, claro, estava com as pernas sobre o banco, a mão trêmula segurando a de Isadore. Josephine Emengard Leigh era a única pessoa do mundo a quem eu realmente temia, e a voz do berrador vinha dela. Meu material escolar e meu uniforme estavam no vagão de bagagens, previamente despachados pelo meu pai. Mas todas as minhas roupas caras, sapatos, todos os vestidos, perfumes, itens de banho... Tudo estava perdido. Na casa da minha avó, naquele momento, uma fogueira queimava Channel. Que desespero!

– Isa... – sussurrei no ouvido da minha amiga, enquanto as últimas cinzas desapareciam. Meus olhos estavam esbugalhados e eu não queria olhar pra ninguém, porque todos agora sabiam da verdade – ... eu não tenho mais nada pra vestir.

Eu estava no inferno. E ele só estava começando a esquentar.

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Kayra Leigh
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Re: Vagão dos Professores

Mensagem por Karsten Alleborn em Dom Set 09, 2012 3:47 pm


”Resumo e OFF”:



Karsten decide coletar informações sobre o problema do trem, por estar seriamente preocupado com sua segurança e a de sua irmã. Vai até a cabine dos professores, e é atendido por Maor Coen, responsável por sua inscrição, que basicamente confirma o que Anna Blanche já havia lhe dito.



OFF: Todas as ações foram obviamente autorizadas.




fallen angel waiting for the prey
karsten alleborn
.04.

Assim que bateu a porta da cabine em que deixara sua irmã temporariamente a mercê de uma monstruosidade da ignorância, Anthony Blanche, e Aimee Lendsbrug, sua mente já sabia o que fazer para encontrar respostas: iria clamar por um tutor, como aluno transferido, parcialmente dissimulando estar em busca de instruções para agir quando chegasse a Hogwarts. A verdade era que as instruções já haviam sido dadas, mas sempre deveria haver algum inglês paspalho, pronto para acreditar que a coruja fora extraviada devido a distancia da entrega.

Durante todo o trajeto até o vagão dos professores (ele questionara um aluno qualquer sobre a direção, assim que sairia da cabine), as palavras de Anna Blanche foram ecoando em sua mente, e sua preocupação foi tomando proporções um pouco maiores pelo número de aurores que estavam pelos corredores e, pode ver de relance, dentro de algumas cabines. O que quer que fosse, provavelmente era muito maior do que esperava. (E não, ele jamais se disporia a questionar nenhum deles: tinha certeza que se seus superiores fossem minimamente espertos teriam proibido qualquer diálogo desnecessário com a população.)

Ele bateu a porta do que era a entrada da enorme cabine dos professores (havia um aviso indicando). Concluiu, pelos trajes do homem, que foi atendido por um auror e viu-se negativamente surpreso com o fato: seu pai, chefe dos aurores alemães, jamais teria permitido que um soldado de seu esquadrão servisse de porteiro para as pessoas que deveria resguardar, exceto em casos bastante especiais em que abrir uma porta poderia decidir a vida ou morte dos presentes (e ele sinceramente esperava que não fosse o caso, ou o trem sequer deveria ter saído da estação).

De qualquer forma, ao menos a sorte estava ao seu lado: um docente poderia entender, logo na primeira oportunidade, suas intenções... O que não excluiria o fato de que seria forçado a atendê-lo, porque sim, ele estava preparado em caso de uma negativa.

Engolindo os comentários perspicazes que gostaria de fazer, tentou ao máximo suavizar a arrogância natural em sua voz, com sua educação superior. Também era sempre bom parecer um pouco mais ingênuo, pois pessoas mais velhas não esperavam lá muita coisa dos mais novos; infelizmente naquilo ele não era muito bom, muito provavelmente por sua apropriada postura aristocrata (da qual era incapaz de se livrar, mesmo que fosse para salvar a própria vida), mas conseguiria levar ao menos o suficiente para ter algumas respostas.

- Com licença. Sou aluno de intercâmbio. Gostaria de falar com o diretor da Sonserina. – Pois, afinal, ele iria logo procurar uma pessoa específica para atendê-lo, de forma que caso não estivesse presente, sempre poderia prolongar a conversa desnecessária até achar uma brecha para questionamentos. Por outro lado, acharia um problema de organização grave não deixar uma pessoa responsável, no transporte até a escola, pelos alunos transferidos, que em tese não conheceriam nada da dinâmica da instituição. – Acredito que ele seja o responsável pela minha... – Por milésimos de segundos ele procurou uma expressão mais correta, afinal jamais diria que voz alta que possuía um tutor ou responsável pela sua pessoa: era humilhante demais. – Inscrição.

O auror olhou para trás, e Karsten supôs que iria ser atendido pela pequena movimentação que ele não pode escutar, de dentro da enorme cabine. Mas o alemão desviou o olhar para a janela do corredor. Gabriella estava detida por alguma traquinagem boba, e como uma parte de sua mente mantinha-se travando a própria tola curiosidade sobre o bem-estar da menina, ele refreou qualquer demonstração de interesse sobre o que se passava no naquele vagão. Até porque isso seria a única chance de conseguir perguntar casualmente sobre o estado dela, sem parecer ridículo.

Não tardou para que um homem aparecesse à porta. Não conseguiu refrear a colisão de pensamentos que ocorreu em sua mente no instante que o fitou: até onde sabia, por não haver nenhuma negativa, podia concluir que aquele era o chefe da Sonserina e, consequentemente, professor de Poções. Como as duas únicas disciplinas que iria assistir às aulas seriam a já citada e Transfiguração (pôde ficar livre para eleger o que iria cursar, visto que seu intercâmbio fora conseguido mediante o pretexto de estimular as relações entre Inglaterra e Alemanha, sendo ele filho da aristocracia), já havia checado o todo plano de aula de ambas (que haviam sido enviados para que pudesse analisá-los e ter uma boa noção do que deveria ter de carga didática para acompanhar as matérias), e o de Poções lhe chamara bastante a atenção, e de forma inacreditavelmente positiva. Nenhum individuo com um histórico de vida ordinário poderia sequer aventurar-se fingindo em aulas como aquelas ou haveria uma serie de acidentes de percurso que o colocariam para fora da escola em um mês. (E daí ele concluía que o homem também não poderia ser inglês, que era uma sub-raça incapaz de fazer as coisas direito.)

Visto isso, esperou uma pessoa minimente asseada, e não um homem de aparência largada o suficiente para ser considerada “suja”, ao menos para seus padrões.

Coen – se bem lembrava o nome do professor – apertou a ponte do nariz e falou:

- Então... Intercâmbio?

- Gostaria de tratar sobre os procedimentos que eu e minha irmã devemos tomar, ao chegar ao castelo. – Ele fez uma pequena pausa em que lançou um olhar significativo ao professor, esperando que este entendesse que pretendia tratar de mais assuntos, de forma que não tivesse que insistir em seu pedido. Com uma desculpa daquelas, tendo que tratar com um homem que estava deveras em dúvida sobre a personalidade, desistiu parcialmente de fingir. – Em particular, se possível.

Ele notou o professor franzir o cenho, sustentando uma expressão tão displicente quanto sua aparência.

- Acho que o máximo de particular que se consegue aqui é o corredor. É o bastante pra você?

Karsten ergueu a sobrancelha e abaixou o tom da voz – não precisava que ninguém lhe escutasse. E era melhor não despertar a atenção de sua prima: ela ficaria incomodamente admirada com sua presença, já que não havia avisado a ninguém de seu intercambio. (O que provavelmente não iria mais acontecer, visto que sequer a batida a porta e sua voz a despertaram para sua presença.)

- Se for o suficiente para também tratar dos motivos de haver um número razoável de aurores neste trem, sim. – Ele disse, não conseguindo refrear suas intenções. Mas, diabos, não poderia se condenar sobre isso, visto que não estava acostumado a dialogar (normalmente mandava em pessoas que não fossem Alleborns), e já estava se esforçando demais para não tratar o homem com a superioridade que seu sobrenome lhe oferecia.

Sentiu-se ligeiramente aliviado quando o professor pareceu aceitar seus motivos, mesmo que estive demonstrado o gesto dando os ombros.

- Arundell? Cinco minutos. Me faz o favor de não deixar eles se matarem, você já conhece as pestes melhor do que eu. – Disse ele para alguém que supôs que fosse professor também (Karsten novamente voltou o olhar para a paisagem lá fora, para não olhar para dentro do ambiente), e saiu. Karsten seguiu até o docente parar um lugar aparentemente mais distante da porta que havia acabado de fechar – o vagão todo era calmo – A minha lista com os alunos do intercâmbio está em Hogwarts, então você vai ter que me ajudar aqui. Seu nome...

- Karsten Alleborn. – Respondeu, dolorosamente direto, dispensando o cumprimento que deveria ter vindo após o seu nome. Enfiou as mãos com luvas no bolso do sobretudo. Não havia lugar mais higiênico para apoiá-las do que a sua própria roupa. (Mas ela já havia sido contaminada pela sujeita da luva, então na verdade não fazia muito sentido aquela sensação de segurança).

- Hm, outro Alleborn. – Karsten evitou qualquer demonstração de que havia escutado o comentário, como forma ainda de refrear a própria curiosidade sobre a prima, pois ele só poderia estar se referindo a ela... Ou a Michael, mas ele não era alguém de ações interessantes, de forma que não estava de detenção antes mesmo de chegar a Hogwarts. – Bem, você perguntou dos procedimentos ao chegar ao castelo... – O homem começou, se encostando na parede, de braços cruzados. – Você e sua irmã vão basicamente seguir a massa. Acompanhar a cerimônia, jantar ou não e eventualmente todos vão ser liberados para seguirem para os dormitórios, onde as suas coisas vão estar esperando. Nenhum mistério.

- Certo. – Visto que o professor havia previamente aceitado – de foram muda, mas havia – que perguntasse sobre a atual condição de risco no transporte, ele se poupou de ter que fingir ter dúvidas idiotas. – E eu acredito que seja prudente me colocar a par da situação que levou a segurança a ser reforçada. – Permitiu-se outra ligeira pausa. Não havia tirado os olhos do professor por um segundo sequer e este retribuía o gesto. – Como intercambista, espero que o senhor entenda que é prudente que eu mantenha minha família informada. – Ele concluiu, esperando sinceramente que ele reconhecesse o aviso muito bem disfarçado pelo seu tom educado. Qualquer um que soubesse da fama de sua família iria desejar uma mediação positiva, em relação a ela. (Especialmente no caso de sua mãe super-protetora, Phillipa, que não admitia que seus filhos fossem tocados.)

Maor Coen, em resposta, deu um sorriso frouxo que Karsten esperou que não fosse nenhuma forma de escárnio. Não saberia controlar seu temperamento diante de ofensas diretas.

- Eu acredito que Hogwarts eventualmente vá providenciar isso, mas... – Ele também sabia disso, mas sinceramente, estava preocupado com sua segurança e das poucas pessoas que se importava, no momento. Estava num lugar hostil e não confiava na capacidade de ninguém, além da própria e a de sua irmã. – Não queremos deixar a sua família preocupada, não é? – O homem soltou o ar pelo nariz, ainda com o gracejo no rosto. Karsten pensou que realmente deveria se acostumar a ser tratado como criança, se quisesse respostas – afinal, apesar de sentir raiva, ao menos estava sendo respondido. Sentiu-se muito vagamente – na falta de expressão melhor – grato quando o homem resolveu tornar seu tom mais neutro, ou ele já estaria fechando os punhos dentro dos bolsos, e o gesto seria notado se ele fosse minimamente perceptivo. – Um atentado, aparentemente. Interceptado a tempo, como você pode ver. Ainda assim, ninguém quer arriscar, quer?

Aquilo batia com as elucidações de Anna sobre os boatos de bomba, mas ainda não lhe esclarecia as coisas satisfatoriamente. Na verdade, a impressão que lhe passava é que ainda deveria haver uma séria ameaça: eles não deveriam ter achado todas as bombas, e o culpado ainda estava à solta. (Com esta conclusão, sentiu-se rapidamente angustiado por deixar Brigitta sozinha – que ninguém ousasse atacá-la, ou ele colocaria meio mundo abaixo.)

- Devo acreditar que se trata apenas disso? – Insistiu, deixando sua sagacidade ser anunciada, por conta do nervosismo (embora sua voz estivesse longe de mostrar qualquer alteração).

- Isso já é decisão sua. – Coen deu os ombros. Karsten permitiu-se achar interessante a resposta. Entendeu que o homem não estava a fim de tranquilizá-lo como qualquer indivíduo idiota tentaria... Bem, ele poderia mesmo ser esperto como seu plano de aulas transparecia, mas ainda poderia ser mais asseado. – Mas isso é tudo que me foi informado. – E, não soube o motivo, mas sentiu-se tentando a acreditar naquelas palavras. De qualquer forma, se daria o beneficio da dúvida, visto que obviamente demoraria a tirar conclusões sobre o homem a sua frente.

Não havia mais o que perguntar, e poderia, enfim, voltar para sua irmã. Portanto, ergueu a sobrancelha, e dignou-se a fazer um gesto afirmativo com a cabeça.

- Agradeço a explicação. – E com sua última demonstração involuntária de educação, simplesmente deu as costas para o professor e começou a caminhar. Só definitivamente não esperava que fosse interpelado.

- ... Irmão dela? Ou primo? – A voz do professor ecoou pelo corredor. Karsten parou, virando-se pela metade, fitando o professor com um ligeiro interesse. Ele atiçara a sua vontade de saber sobre as condições de Gabriella, momentaneamente camuflada por seu nervosismo por deixar sua irmã a mercê de pessoas não-aptas a protegê-la apropriadamente.

- Prima. – Foi tudo que respondeu. Olhou nos olhos do homem. Não sabia se havia sido sua lógica, que ainda lhe gritava que Gabriella de alguma forma ficaria bem tendo pelo menos um auror e dois professores em sua companhia, ou se foi o olhar que o professor lhe dirigiu que o deixou aliviado. Resolveu apenas deixar o assunto de lado e, na ausência de réplicas, finalmente conseguiu retirar-se do vagão.

~ & ~


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Karsten Alleborn
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