Vagão 2 - Cabine 3

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Vagão 2 - Cabine 3

Mensagem por Destino em Seg Ago 13, 2012 6:31 am

Vagão nº 2.
Cabine 3.

Como todos os vagões do Expresso, o vagão nº 2, o segundo vagão de passageiros, continha nove cabines ao todo. O corredor do vagão estava completamente limpo, tão limpo que parecia ser novo, chegando a brilhar quando a luz batia em alguma parte do vagão – como se tivesse acabado de sair da fábrica, ainda com aquele cheiro de novo. O que era estranho, visto que os vagões onde ocorreram confusões tinham sido da segunda fileira após o vagão-restaurante.

Sentado em no chão próximo à porta que leva ao vagão encontrava-se um auror, largo, robusto, lembrando claramente um armário de seis portas e três gavetas. Sua proteção da cabeça estava removida, revelando uma barba longa e cabelos, também longos, presos. Sua aparência não deixava nada a dever a um Hell’s Angel norte-americano. Dependendo do que o aluno trazia consigo, como uma mala grande, ele tinha de se levantar para dar passagem. Educada e silenciosamente ele o fazia, até auxiliando quem precisasse de ajuda, demonstrando um enorme cavalheirismo. O único momento que se o via reclamar de algo era quando quem estivesse passando jogasse algo no chão ou sujasse de alguma forma o trem. O meio-gigante repreendia a pessoa e conjurava uma vassoura encantada daquelas parecidas com animação da Disney que limpava o lugar até que ficasse brilhando.

Do lado oposto, sentada em uma cadeira próxima à porta que levava ao vagão-restaurante, estava uma auror, também sem a proteção da cabeça, revelando uma longa cabeleira negra que ia até o chão, apesar dela manter parte do cabelo envolto ao redor do pescoço, como um echarpe. Com seus 1,60m de altura ela não parecia ser tão perigosa assim, apesar dos alunos mais atentos terem visto a ponta de seus cabelos mexerem-se, às vezes, voluntariamente, como se fossem serpentes. Possuía uma fita vermelha amarrada sobre os olhos, ocultando sua vista, apesar que os mesmos alunos atentos podiam perceber que seus movimentos eram precisos e atentos, como se ela enxergasse em todas as direções. Ao contrário do seu colega meio-gigante, ela permanecia apenas sentada, de pernas cruzadas e balançando a ponta do pé enquanto parecia ter algo no ouvido – o que aqueles com ligação muggle reconheciam de cara que era um ipod, provavelmente modificado com oricalcum.

A cabine 3 se localizava na primeira metade do vagão, próxima ao meio-gigante. Não tinha nada de diferente das outras cabines, contendo duas poltronas, uma de frente pra outra, cada uma com espaço para quatro pessoas – totalizando um máximo de oito passageiros. Acima das poltronas havia compartimentos para se colocar bagagens menores e por baixo da poltrona, espaço para bagagens que não pudessem ser colocadas nos compartimentos. Uma mesa retrátil podia ser puxada da parede onde se encontrava a janela, caso algum aluno quisesse comer algo ou realizar algum tipo de jogo. A única diferença era que, assim como todas as cabines do vagão 2, essa cheirava a novo, como um carro recém-saído da concessionária. E se alguém fizesse alguma sujeira, a voz de trovão do meio-gigante irrompia o silêncio e uma vassoura cantante entrava logo em seguida para realizar a limpeza e, de praxe, ainda passava um pano úmido nas crianças, limpando-as precariamente.




Olá. Copiando identicamente o quote do post da partida Expresso. E com essa postagem inicia-se o segundo playtest. Conforme anunciado no post de trancamento do primeiro, esse valer-se-á do uso das regras do sistema como referência. E apesar da ficha não ser obrigatória por causa que o RPG ainda não abriu, quem se envolver em situações que seja necessária consulta à ficha, terá uma ficha padrão feita por mim para uso até o final do playtest. Então, colocarei em pontos, para fácil leitura e consulta os principais pontos desse segundo playtest:
1. Será usado o sistema como referência, então se fizer alguma ação que saia do comum e envolva algum risco ou tensão pode ocorrer do narrador postar pedindo rolagem de dados, tá? Quem não tiver ficha terá uma ficha padrão feita por mim, supermegagenérica;
2. O trem só chega em Hogwarts quando eu postar encerrando esse playtest. Até lá são horas de viagem e podem ocorrer alguns eventos, estejam atentos;
3. Coloquem em cada post um resumo do seu post. Insira juntamente em que vagão seu personagem se encontra e a hora que acontece a descrição da cena do post (a legenda do lugar é: locomotiva, vagão-professor, vagão-enfermaria, vagão 1, vagão 2, vagão 3, vagão 4, vagão 5, vagão 6, vagão 7, vagão 8, vagão-restaurante, vagão 9, vagão 10, vagão 11, vagão 12, vagão 13, vagão 14, vagão 15, vagão 16, vagão-carga).
4. Vocês podem criar RP's pra vocês. Estarei postando 4 cabines fixas e esse tópico aqui em exclusivo é mais pra corredor e vagão-restaurante e cenas genéricas. Qualquer dúvida, procurem por Leish (Elliot B. Pointer) via PM ou no chat mesmo. Eu leio tudo aquilo ali, sempre.
5. Isso é apenas um jogo, a realidade é muito pior. Então, divirtam-se. Com sensatez. HAUHAUAHUAHAUHAUHAUAHAUHAUHAUAA!
Estarei postando os posts fixos de cabines pra quem não gosta de abrir RP – se você não sabe o que é RP, você pode junto com alguns amigos criar um tópico e postarem nesse tópico realizando a ação de vocês, sem precisar estar em um dos tópicos fixos... Só fique atento ao cabeçalho exigido por uma RP e aos acontecimentos em outras RP’s e no fixo, pra não ocorrer incoerência, certo? Acho que seja isso. Por isso... GL and HF! Let’s Play! Bonanças.


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Re: Vagão 2 - Cabine 3

Mensagem por Codi Walcnevar em Qua Ago 15, 2012 12:01 am

Na metade do caminho que Codi voltava das chamas recém-congeladas-disfarçadas-para-parecerem-fogo-de-verdade, ao virar de costas, percebeu que o fogo tinha causado bem mais alvoroço do que ele imaginava. E também, que ele nem tinha visto, mas uma parte do fogo real (que a essa altura Codi nem sabia o que era fogo mesmo e o que era falso já que tinham tudo a mesma cor) tinha se alastrado por cima, sem que ele percebesse, e que a fumaça começou a alcançar tinta, verniz, estofagens, e o negócio estava começando a não ficar mais muito bonito. Ao se virar para o resto do trem, viu também que a fumaça tinha alardeado os passageiros de tal maneira que uma espécie de pânico havia se instaurado na velha maria fumaça, que aliás tinha uma dose extra de fumaça, vale ressaltar. Gritos de "FOGO!", e as pessoas começaram a sair de suas cabines, e Codi identificou, vindo à sua direção, a direção do fogo, dois quintanistas (agora sextanistas) da Grifinória, um que inclusive era batedor do time deles. Codi tinha que pôr a segunda parte do plano em ação, dizer que era tudo um trote.
Eles vieram se aproximando com as varinhas na mão.

— Bluuob bluob Bopb! — Codi esqueceu que ainda estava sob efeito do feitiço cabeça-de-bolha. Dispersou a bolha então com a sua varinha, mas antes de repetir o que ia dizer (que ia ser no caso "Não se preocupem, é só um trote, é fogo falso!"), mediu as palavras e viu que a esta altura não era mais somente fogo congelado. Tinha fogo de verdade no meio sim, e tava se alastrando.
Como havia desfeito o bubble-head charm, percebeu o quanto estava difícil de se respirar ali, mas agora ele tinha se se juntar aos dois contra o fogo que fluía rapidamente por todo o vagão. Percebeu, em olhadas rápidas para trás, que a Anna Blanche estava agora usando um distintivo de monitora, e conduzia os alunos mais novos que estavam naquele vagão para fora do Expresso, acompanhada pelo lufano Sheperd (ou algo assim) e a sonserina Barton (ou algo quase assim). Então pôs-se a conjurar água com os dois grifinórios, quando sentiu algo pousar no seu ombro. Era Glaux.

— Eu não falei pra você ficar na cabine? — O bichinho de estimação devia ter se assustado com o pânico do trem e veio ao encontro de Codi, seu porto seguro. Se transformou num lagartinho, e caminhando pela roupa do Codi se acomodou no seu bolso, tremendo de medo.
— Ali! Lá em cima, Vakarian! — Codi dizia, molhado, sujo de cinzas, e sem conseguir respirar direito. Mal percebeu quando mais duas pessoas se juntaram aos três combatendo o fogo. Eram aurores, pela roupa. Codi então abriu espaço e saiu do trem também, deixando os quatro lá acabar com as poucas flamas que restavam. Em questão de pouquíssimos segundos não havia mais fogo algum, "Claro, a gente já tinha apagado quase tudo mesmo!", só bastante fumaça, que os aurores também foram conjurando vento para dispersar. Codi não. Ele não fazia o tipo herói. Só ajudou com o fogo pra tentar livrar a cara da Isadore, e continuou quando os grifinórios chegaram só pra ninguém achar que ele tinha alguma coisa a ver com isso, já que estava vindo da direção do próprio fogo na hora. Agora que já tinha gente competente do Ministério, era tentar achar outro vagão e tentar dar um jeito na sua aparência agora horrível:


E mais alguma coisa... O que era mesmo? Ah, o Chester! Claro! Codi lembrou quando viu um Chester correndo desembestado de alguma coisa (até o Glaux veio curioso pro ombro do Codi ver o que tava acontecendo), até BUMP! Cair em cheio no chão, recebendo um feitiço de alguém. E era um auror. O que essa praga já fez dessa vez pra ser derrubado por um auror? Codi foi correndo pra perto.
— By Merlin! — disse o auror num sotaque cockney muito feio. — Ele não queria parar!
Codi não entendeu nada. Algumas outras pessoas iam se aglomerando em volta.
— Ele tá bem? — Codi perguntou, estatelado. Viu as ataduras com sangue no corpo dele, e quase teve um ataque de pânico.
— Ele estava correndo, não estava? — O auror pareceu desconfortável com todas as pessoas ao seu redor. — Abram espaço, Mobilicorpus!
E levou um flutuante Chester vagão adentro. Ele estava mesmo indo com os professores? Ótimo. Pelo menos lá ele ficaria a salvo dos sonserinos que queriam o couro dele.

— AI! — Codi pisou no pé de uma loira de costas. — Ai, Codi.
— OPA! Foi mal! Me desculpa, Aileen.
— — Nossa, olha só pra você! Que absurdo o que aconteceu, não é? Você sabe quem causou tudo isso? Digo, o fogo?
— Não... Deve ser alguém que não quer voltar pra escola de jeito nenhum, né! — Codi viu que ela estava procurando alguém — Cê tá atrás da Aubrey e da Holly?
— — Oi? Ah!... Eu sou a Aubrey, Codi.     — Ela rolou os olhos, mas deu um sorriso discreto no final — É, a gente se perdeu no meio da baderna. Eu ia esperá-las, mas tenho que tirar as minhas malas de lá. Quero ficar em um vagão que ao menos não esteja queimado.

— E vai uma ajuda aí? — Codi ofereceu, na tentativa de se redimir por tê-la confundido com a irmã. Se bem que ele já tinha "ajudado" de mais hoje. O reflexo dele em um espelho era a prova viva disso. Ela nessa hora estava olhando para o ombro dele, onde o Glaux estava ainda em forma de lagarto. Ela fez uma cara de "ué, eu não sabia que você tinha um lagarto." Foi quando ele se transformou repentinamente em um filhote de coruja e olhou pra ela com os olhõezinhos. Ela deu um passo pra trás, se assustando repentinamente com a transformação da "coisa", mas depois soltou um "Aaaawww" de fofura.
— Ai, eu vou aceitar sim! Mas, bem...Eu tenho duas malas, e você sabe, né... Não estão permitindo usar magia com todos esses aurores aqui por perto.

— É mesmo... — PERAÍ! Sem magia? O cara se arrependeu na hora de ter oferecido ajuda. O Codi sabia mover uma árvore de lugar com a varinha, mas tinha a força física de um frango, talvez nem isso... um pinto mesmo. Ninguém merece essa lei de não poder fazer magia fora de Hogwarts!

— Aproveitando que você está sendo tão bonzinho, me espere um minuto que eu preciso me trocar? Estou com essa roupa molhada desde antes de embarcar...
Desconcertado, agora era muito tarde pra dizer não. Mas que ele sentiu uma vontade imensa de pegar o beco e sumir pra ela nunca mais achar ele, ele sentiu. Ela foi se distanciando e o Codi olhou em volta. Tinha uma moçada(!) do ministério agora na estação. As mães abraçavam os filhos, a maioria primeiranistas, que já começaram a carreira escolar com uma palhaçada dessas. Quem teria sido, afinal, que cometeu a loucura de botar fogo no trem ainda na estação?

Codi observou Ryki de longe, olhando pra aquela balbúrdia toda. Mimi Wolfsbane estava sendo puxada por um homem para ao vagão dos professores também, será se estava metida em encrenca? Codi não viu Leslie por parte alguma, e até agora nem sinal do Gerg. Codi tirou o sobretudo, o suéter, a gravata e a camisa até ficar só com a camiseta cinza que estava por dentro das roupas. Estava imundo, e molhado dos feitiços de água que foram conjurados. Acenou para algumas pessoas que infelizmente o viram nesse estado, e alguns minutos depois sentado na "calçada" da estação, se lembrou do que tinha prometido pra Aileen, quer dizer, Aubrey... ela já vinha na sua direção toda arrumada. Nossa, e como demorou! Mulher é fogo se arrumando. Ops, mais fogo não, hein!

— Ok, já estou pronta... podemos ir.
Ele subiu no vagão estragado, depois de explicar para os aurores que agora faziam algumas buscas com instrumentos mágicos (talvez para descobrir a procedência do fogo) que eles estavam indo recuperar as suas bagagens.

"Nossa, o que você carrega aqui? Pedras?" Codi só pensou, enquanto arrastava uma mala em cada mão e Aubrey brincava com Glaux, ainda filhote de coruja, que voava em torno dela.
— Mas que esforço, deixa eu te ajudar! — receber ajuda de uma garota para carregar uma mala poderia ser humilhação para qualquer pessoa, menos Codi Walcnevar, que não tinha um pingo de orgulho por ou dos seus atributos físicos. Claro que ele aceitou.

Ela foi indo na frente, e Codi atrás com a mala mais pesada, e nisso Glaux já tinha voltado pro ombro dele. Olhando o que acontecia em volta na estação, Codi acabou perdendo Aubrey de vista. Mas que maravilha. "Ela só pode ter entrado nesse vagão, pra sumir assim tão de repente." E entrou também. Tinham colocado guardas nos vagões. E nesse tinha um homem enorme e uma mulher sentada no final do corredor, com uma fita vermelha sobre os olhos, o que o fez lembrar de Isadore. Até que viu, pelo vidro de uma das primeiras cabines, que Aileen estava lá — Aileen mesmo, dessa vez — e não encontrando Aubrey lá dentro, e já sem paciência, resolveu deixar a mala dela lá mesmo, afinal ainda tinha a sua própria pra pegar também. Abrindo a porta da cabine, ele foi entrando dando oi pra gêmea da Aubrey, que deve ter achado no mínimo estranha a aparência maltrapilha dele. E falando em sujo, o Codi nem tinha visto, mas pondo a mala pela frente dele, ele roçou o braço todo sujo de carvão nas costas de ninguém menos que a Holly Collins, que também estava na cabine.

Como uma reação de reflexo, Glaux veio "voando com mais de mil" pro ombro dele e se escondeu envergonhado atrás da nuca do Codi. Ô Dis-ti-nô? Que sacanagem é essa? Ele tinha mesmo que não somente tomar com ela imundo que nem um carvãozinho, molhado, mas também sujar ela? Imediatamente tirou a varinha do bolso e já ia limpar a sujeira que ele fez na roupa dela quando,

— Hei... Codi... espera aí... ah, Merlin! Você está bem? Depois de toda a confusão não te vi mais... isso é um corte na sua testa? Vem cá... deixa eu te ajudar.
— Não precisa, Holl... — Codi foi se afastando, envergonhado. Ele queria achar um buraco pra se enterrar.
— Deixa de besteira! — Ela estendeu a varinha a varinha foi "sugando" a sujeira, deixando os braços e cabelos dele livres do pretão do carvão. Ele ficou estático, sem saber o que fazer, murmurou um "Oi, Aileen. Essa mala é pra sua irmã" enquanto Holly dava um jeito nele. Quando ela acabou de "aspirar" a sujeira, jogou pela janela uma bolhinha de ar que tinha ficado na ponta da varinha com o sujo. Agora ela fez um floreio espaçoso com a varinha, sussurrou alguma coisa e um pano úmido apareceu na mão dela, e ela levou ele direto pro rosto do Codi, que estava tão vermelho e nervoso com as mãos dela na cara dele, quase num carinho, que mal conseguia respirar. Todo errado, ele tomou o pano da mão dela e terminou de limpar o rosto sozinho. Ela olhava pra ele com os braços cruzados e varinha na mão, sacudindo a cabeça com um sorriso. Lindo.

— Mas e aí? Me conta o que aconteceu!

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Re: Vagão 2 - Cabine 3

Mensagem por Holly M. Collins em Qui Ago 16, 2012 10:39 pm

11h05

- Espera... Onde está Aubrey? E... Você encontrou o pessoal? Vamos, vamos... Ou essa viagem vai ser muito longa e chata.

Aquelas foram as últimas palavras que Holly ouviu da amiga antes de serem arrastadas para fora do Expresso. Mal sabiam elas que de "chata" e "longa" não teriam nada...


11h47

Aquele primeiro de Setembro mal acabara de ter passadas suas primeiras 12 horas e já pareceria que ganharia bônus para durar todo tempo que fosse necessário para resolver, ou aumentar, os problemas que haviam acontecido em poucas horas na Estação.

Era a quarta vez de Holly embarcando no Expresso em direção à escola e por mais que conhecesse os colegas, e ouvisse comentários dos alunos mais velhos não poderia imaginar que um evento de tamanha magnitude pudesse acontecer em um dia que deveria ser, no mínimo, de comemoração porque era hora de voltar para, seja lá o que fosse que cada um gostava em, Hogwarts.

Depois de terem saído do Expresso nervosas e atordoadas com as explosões, o fogo e ainda mais com a correria que os alunos e pais faziam, Holly e Aileen aguardavam afastadas de toda a balburdia. Holly ainda tremia quando foi deixada pelo irmão Rene no cantinho com a amiga, enquanto o jovem do sétimo ano voltava correndo para o meio da confusão. Holly não ousou discordar. Aileen tinha preocupação nos olhos pois ainda procurava a irmã no meio da bagunça.

- Aileen... ela está bem. Nenhum auror deixará algo ruim acontecer! Quer um chá? – oferecia solidária. – Venha, podemos nos sentar até que tudo seja resolvido.

Continuaram observando toda a movimentação. Não sabiam o que havia acontecido, alguns haviam dito que a “porca da professora de Adivinhação” havia fugido e explodido latas de Coca-Cola, um garoto pequeno e moreno do primeiro ano dizia que fora seu irmão mais velho tentando explodir sua orelha por roubar seu diário. Uma garota loira lufana, provavelmente do sexto ou sétimo ano, dizia que havia sido uma namorada grifinória furiosa com o namorado sonserino: que ela sabia de tudo pois estava na cabine ao lado e ouvira tudo.

Um auror alto e grandalhão, de olhos claros, cabelo ralo desgrenhado cor de palha parou as meninas tomando nota do que seriam declarações “não oficiais”:

- Bom... não vi nada! Ouvi uma explosão mas pensei que eram alguns alunos explodindo fogos no Expresso. Quero dizer... eu sempre imaginei que seria assim, e se em três anos não havia visto nada disso, com certeza era hoje! Sabe bem-vindos novatos? A gente sempre sabe quem são os murtiscos... – ouvira muito esse apelido em seu primeiro ano. Não esqueceria que era assim que, alguns alunos, chamavam os novatos – sempre tão perdidos, coitados! – disse apontando para um garotinho que chorava abraçado na mãe - Depois vimos fumaça, né Aileen? – ela perguntou para a amiga, buscando concordância – E aí desconfiei que a situação tava ruim.... quero dizer, ruim pra quem causou isso, não é? Totalmente falta de responsabilidade tentar explodir um trem com crianças dentro. – Então foi questionada se havia visto algum suspeito – Bem... não vi, encontrei apenas alguns amigos... haha quem, de Hogwarts, seria tolo o bastante para explodir tudo antes do ano letivo, hã? – santa inocência. - Sabe... entre nós... tem alguns professores que desconfio que não comem direito, sempre de cara feia, então... seria um risco fazer isso se eles ainda não tivessem tido o desjejum. Mas claro que já tiveram, então... – não tão educadamente o homem encerrou dizendo que era suficiente.

O auror fez algumas perguntas para Aileen, buscando mais informações, e levou a garota até sua irmã. Holly foi junto e depois se certificarem de que estavam bem a menina virou de costas e apontou entre a multidão.

- Olha... é o Sr. Coen... – disse – Xi... fuuuuu...


12h49

Holly já estava com Aileen acomodada no segundo vagão do Expresso com suas bagagens: o irmão de Holly era gentil às vezes. Terminara de trocar-se (finalmente tirar a roupa de riponga) e agora vestia o usual uniforme da Corvinal, impecável, com cheiro bom de “lar, doce lar”. Do lado de fora do vagão ouviu algumas risadas sobre a fita vermelha que a auror naquele vagão utilizava nos olhos: estavam mais protegidos do que Azkaban! Apesar de os aurores não serem tão agradáveis de se olhar era compreensível sua presença. Àquela altura já entendia um pouco mais o que havia acontecido: um bando de alunos animado com o retorno havia iniciado uma partida de “Verdade ou Bombarda” em uma das cabines. Entre eles estava seu amigo Chester e sua prima de algum grau distante, Mimi. Não foram espertos porém a situação era mais amena do que o risco de ser um atentado (de todas as histórias ouvidas, a menos plausível!).

Enquanto contava para a amiga as histórias que ouvira, durante a festa em que estava no dia anterior, de alguns primos de sua mãe sobre quererem casá-la com seus filhos, a porta da cabine foi aberta bruscamente por um garoto sujo que cumprimentava Aileen sem aparentemente notar a presença de Holly.

- Oi, né? – ela disse baixinho ao reconhecer pelo cabelo que era Codi. O garoto carregava um malão maior do que ele praticamente.

Aparentemente ele só se deu conta de que era a amiga quando se encostou todo sujo na roupa limpa dela e enquanto tentavam os três, e o malão, se ajustarem na cabine a menina registrou o estado do garoto.

— Hei... Codi... espera aí... – “Dormiu comigo para não me dar oi?” - ah, Merlin! Você está bem? Depois de toda a confusão não te vi mais... isso é um corte na sua testa? – era tanta sujeira que ela nem sabia direito o que via. Deveria haver algum destino entre eles: um tão imundo quanto o outro em tão pouco tempo - Vem cá... deixa eu te ajudar.

— Não precisa, Holl... – ele foi tentando desviar das mãozinhas dela que buscavam rápido uma solução.

— Deixa de besteira! – disse enquanto com movimentos da varinha fazia toda a sujeira agrupar-se em uma bolinha. Glaux estava atrás da nuca do garoto e não parecia disposto a dar espaço para que a amiga ajudasse. – Glaux... peraí... deixa eu só limpar aqui... Codi, Codi... não é sempre que a gente pode retribuir a ajuda prestada em sala de aula, hã? – disse com um risinho. Ele era um bom professor!

Com o maior cuidado do mundo jogou a bolinha de sujeira para fora da janela (não queria ofender o outro auror com provável T.O.C.) e depois de conjurar um paninho úmido com cheiro de frescor começou a limpar o rosto de Codi. Na testa, abaixo dos olhos... até que ele tomou o lenço da mão dela e terminou de se limpar. Ela apenas sorriu desconcertada.

— Mas e aí? Me conta o que aconteceu! – ela disse empurrando o malão para um canto, guardando a varinha nas vestes e sentando-se ao lado de Aileen que parecia toda sorrisos e meio sem graça com a situação que acontecera entre os dois – Ih... Tudo bem? – perguntou sem entender qual era a da amiga. Será que tinha alguma paixão secreta por Codi? – Viu o passarinho verde, foi? – perguntou tão por fora como costumava ser. Será que ela tinha? Ele estava mesmo mais diferente depois dessas férias... mesmo sujo... um sujo charmosinho...

Com um pouquinho de bom senso, percebendo que ali na frente de Codi não era a hora de tocar neste assunto, continuou a questioná-lo.

- Bom... Você estava envolvido na confusão, Codi? – perguntou preocupada. Mais um corvinal era muito para seu coração. Já pensava no sermão que todos ouviriam no salão comunal do professor responsável pela casa - Ouvimos tantas histórias, não Leen?

- Foi alguma discussão séria, Holly. Estavam o Michael da Sonserina e a Isie, também o Charles, Monitor. – ela deu um suspiro triste – Olha... não fica preocupada mas... atacaram o Chester e...

- O... O Chester? – ela perguntou nervosa – mas... mas não foi isso que ouvi! Como ele está Codi? ONDE ele está? Preciso vê-lo. – o garoto era um dos seus melhores amigos. Tão louco quanto ela.

- Não adianta. Foram todos levados ao Vagão dos Professores... pensa só o que vai acontecer agora com eles...

- Nem quero! Agora... O que você fazia no meio de tudo isso? – perguntou mais nervosa ainda.

- Eu tentava ajudar, claro. Sabe... dissipar a fumaça, apagar o fogo, controlar a situação... – pareceu uma boa afirmação heroína. "Haha... que gracinha! Ele tentou organizar as coisas! – Mas depois apareceram a Ana e o Croft e as coisas caminharam para o que conhecemos.

- Menos mal!! Acho que não temos muito com o que nos preocuparmos agora, não é? Os professores e aurores estarão no controle... O que poderia acontecer de novo? Surgir uma sombra de olhos amarelos, chapéu e capa vermelha no 11º vagão que come passarinhos?? Acho que não!! - sua certeza era de que, agora sim, chegariam em paz na escola Só que... Nossa... a chegada de todo mundo hoje no castelo será quente! Pensem só no Saedrae abrindo o jantar... quero dizer... nos deixarão sem comida, como fazem com os professores, certeza! – disse imaginando como seria continuar com a fome que estava triplicada. Sua barriga roncou e ela corou de vergonha!

- É por isso que ainda tem um Vagão Lanchonete aqui e podemos comer! – disse Aileen – Pensem só em uma torta de framboesa com morangos por cima... e um milkshake...

- CHOCOLATE COM BLUEBERRY NA TAÇA DE MELANCIA... ... imagina só o sabor... e as nossas caras de satisfeitos!

Spoiler:
Resumão da Ópera:
Holly e Aileen saem inteiras do Expresso e Holly não sabe o que realmente aconteceu. Escuta alguns comentários no sétimo parágrafo sobre supostos acontecimentos. Ao retornarem para o Expresso entram na cabine e Codi chega depois com um malão e todo sujo. Ela o ajuda a limpar-se e ele esclarece o que realmente aconteceu. Embora ela fique preocupada com Chester - seu amigo - sabe que nada poderá fazer pois está no Vagão dos Professores com Coen (-Xi... fuuuuu...). Como existe a possibilidade de chegarem em Hogwarts e o jantar ter sido suspenso como punição, decidem ir até o Vagão Lanchonete para filar um rango.

Off: Eu poderia dizer que está quase tudo autorizado, porém, Codi... se quiser alguma alteração diga-me please!! Eu também poderia dizer que esse é um post super cheio de ação e adrenalina (mas tem pitada de romantismo pras românticas de plantão), mas não é porque infelizmente essa char é mais perdida do que o Rodrigo Santoro em Lost. Vamos ver o que ela conseguirá fazer nos próximos capítulos... ... ...

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Re: Vagão 2 - Cabine 3

Mensagem por Codi Walcnevar em Ter Set 04, 2012 9:46 pm


— Hmmm, oba! Sounds delicious! — Codi acabou de receber um "convite" para um "date" na lanchonete, ou era impressão dele? Claro que nada podia ser tão perfeito... ele não podia simplesmente ir tomar um sorvete enquanto o Chester estivesse se recuperando de um ferimento grave de artes das trevas. Ele tinha que arranjar um jeito de dizer isso pra Holly... — Mas sabe o que é... eu não quis falar antes pra não te preocupar, já que já está tudo meio que sobre controle, sabe... mas o Chester levou um Sectumsempra.
— Um o que? — Holly e Aileen arregalaram os olhos — Aquela maldição do Severus Snape? Por que, meu Merlin! Quem???
— Viu? — Codi riu timidamente do estado de preocupação delas — Eu acho que fiz bem em tentar não te preocupar.
— levantou as sobrancelhas num sorriso simples — Ele já tá bem melhor, Holly, tava até correndo... mas aí um auror estuporou ele. Elas arregalaram os olhos de novo "Codi, você não tá ajudando..." — Enfim, o que importa é que levaram ele pro vagão-enfermaria, e ele tá nas mãos dos profissionais. Mas eu acho que eu vou buscar a minha mala lá no vagão da confusão antes que eles troquem ele e depois eu vou dar uma visitada no Chester... não sei, se... sei lá... você vai querer vir junto... — Que maravilha, ele simplesmente tinha trocado a ideia dela de um date recheado com sorvete por uma visita a uma amigo doente. Codi não sabia ser romântico mesmo.

— Claro, claro! Com certeza a gente tem que ir lá vê-lo, mesmo, né, Leen? — ela disse enquanto o Codi estava olhando pra ela com metade do corpo pra dentro e metade de fora da cabine, escorado na porta. Glaux continuava escondido atrás da sua nuca, agora com a pele camuflada com a cor da nuca e da camisa dele, como se estivesse sob o efeito de um Delusionment Charm. — Mas não é melhor deixar ele descansar um pouco? E provavelmente nem vão liberar ele pra receber visitas ainda... Já sei! Vamo lá na lanchonete, a gente aproveita e compra alguma coisa pra ele se sentir melhor! Que tal?
— É, é uma boa mesmo. — Odin! Ela tava convidando ele de novo. Codi, você não pode jogar essa chance fora, não pode! — Deixa só eu ir lá buscar as minhas coisas e eu já volto! — Codi deu um comando mental para o Glaux "fica aqui com elas!", mas o bichinho estava tremendo de timidez, e acompanhou Codi, que saía do vagão apressado, dizendo — E eu tenho um presente pra você!


— You! Stop right there! — Disse alguém. Quando Codi virou, tomou um susto… Lembra o cara que ele viu mudando de rosto, um tempinho atrás? O cara que parou ele tinha as vestes de auror, e era a cara do homem cujo rosto tinha mudado em outro diferente. Codi podia estar enganado, mas o cara ou era um metamorfo, ou estava usando polissuco, ou era o cara real que estavam tentando se passar por. Glaux assumiu a forma de um filhote de gavião e encarou o homem, desconfiado.
— Yes? — Codi tentou parecer relaxado, mas Glaux fez questão de entregá-lo, batendo as asas descontroladamente e voando de um lado para o outro.
— Você estava no vagão do incêndio. Investigador da Seção de Aurores. Eu tenho algumas perguntas. — Glaux agora voava em torno do homem, analizando-o. "Te aquieta, Glaux!". O homem estava começando a ficar incomodado. Codi só mexeu a cabeça indicando um "sim" rápido.

— Você viu quem ateou fogo no trem? — Uma caderneta flutuante e uma pena de repetição rápida esperavam a resposta dele.
— Não, senhor. — O homem franziu o cenho, deixando entender que queria uma resposta mais longa — Eu estava na minha cabine quando o fogo começou.
— E você viu como o rapaz foi amaldiçoado? Ou como quebraram a madeira de algumas cabines?
— Também não, — Não era uma mentira, já que ele realmente não tinha visto nada, só sabia quem tinha sido. — ...só vi uns flashes de luz forte no corredor antes de começar o fogo e as explosões. Tinha um líquido doce no chão todo. — vem cá...ele deveria ter dito isso?
...Líquido? — A pena apontava para a cara dele, na maior falta de educação.
— O rapaz que foi amaldiçoado, ...o Chester, no caso, meu amigo, estava vendendo esse líquido, que é uma bebida trouxa... mas é sem álcool, sir, e... Sabe me dizer se ele já está melhor?
— E como não tinha mais nada desse... líquido no chão quando os peritos chegaram?
— Bem, eu... limpei, senhor.
— E o que o motivou a adulterar a cena do crime, e usar magia fora de Hogwarts?
— Bem... eh... algum... algum aluno assustado com o fogo podia escorregar nele quando passasse no corredor, né.
— Sei. — O bruxo cruzou os braços — Você sofreu algum ferimento, Mr...?
— Eh... Walcnevar. Glaux, te aquieta! Codi Walcnevar. — Codi ia mentir o seu nome, mas pensou bem no seu centésimo de segundo disponível e pensou que se mentisse em alguma coisa, ia ser pior pra ele. — Não, eu estou muito bem, senhor.
— Ah, então você é filho do... como é mesmo o nome dele? Wordin, Wodan... o do Departamento de Mistérios.
— Isso mesmo, senhor, é Wodin.
— Gente boa, o seu pai. Eu deveria pegar a sua varinha e testar o Priori Encantatem, mas você parece um bom garoto. O FULANO aqui disse que você até ajudou contra o fogo, e de qualquer forma deve ser esse o feitiço que está na nua varinha por último. Acho que é só, Mr. Walcnevar. Você fez bem em usar magia para ajudar, mas faça o favor de guardar ela até a chegada em Hogwarts, ok? — E piscou pro Codi.

Até que enfim! Vamo, rápido, Glaux. A Holly tá esperando. Codi foi em direção ao vagão do incêndio, e viu o mesmo auror que ajudou a apagar o fogo agora de guarda na porta do vagão. Quando foi tentar entrar, o homem indicou com a cabeça uma pilha de malas logo ali próximo à parede. Codi viu as suas malas, e viu também que as malas dos meninos (Chester e Henryki) ainda estavam na pilha. Ele pensou em levar elas também, mas viu que uma auror começou a levitar as malas que ainda não tinham sido pegadas pra dentro do compartimento de carga, então deixou inclusive a sua própria lá, e voltou para o vagão da Holly levando só a bagagem de mão.

Viu o sábio mestre Karl de costas, terminando uma conversa com alguém do ministério, ou pai de algum aluno, talvez.
— Codi, my boy! — Disse, seguindo com uma risadinha gostosa estilo Papai Noel. Sim, o mestre Van der Berg era um dos professores que tratavam Codi pelo primeiro nome.
— Hey, Professor Van der Berg! — Codi deu um sorriso, parando para uma rápida conversa com ele. Fez a saudação de respeito que era acostumado ante a alguém mais velho e em posição de autoridade: tirou a varinha, segurou-a grudada no peito e fez uma leve reverência — É ótimo ver o senhor, mestre. Como passou de férias?
— Agora tudo bem, my boy, tudo bem. Uma ótima oportunidade para respirar e espairecer. E o senhor, tudo certinho? Aprontou muito nessas férias?
— Estudei muito! Eu preciso mostrar pro senhor uns livros sobre transfiguração ótimos que eu comprei! Eu ainda tô traduzindo as runas, mas acho que o senhor ia adorar a abordagem do escritor! Ah, e sabe, senhor? Eu achei no boticário aquele chá alemão que o senhor falou. Queria que o senhor provasse, pra ver se é do bom mesmo!
— Por que você não aparece na minha sala algum dia depois da aula, pra a gente ver esse livro e tomar esse chá, my boy?
— Eu ficaria honrado, mestre!
— Então está combinado. So long, my boy! And keep up the good work! See you at Hogwarts! — Disse sorrindo, e acenando a mão para o mascote do Codi. Simpático, ele. Codi se apressou ao vagão, antes que Holly desistisse da sua companhia.

Holly e Aileen já estavam no corredor esperando-o. Codi e Aileen estavam muito³ desconfortáveis um com o outro, mas ambos tentavam disfarçar, sem saber dizer se a Holly tava sentindo alguma coisa estranha nos dois.
— Poxa, você demorou, hein, moço! — Ela disse, mas não estava zangada, longe disso, disse com um sorriso. — Pensei que tinha mudado de ideia!
— Não, é que um cara do Ministério me fez umas perguntas...
— Vem cá... eu ouvi bem? Você tinha dito que tinha um... presente pra mim? JURA? — Ela puxou ele pelo braço, amigavelmente. Glaux agora era uma borboleta azul metálico, que ziguezagueava no ar descontroladamente. O rosto do Codi corou-se imediatamente.
— É, mas não é pra dar agora, hehe... — Codi riu com os lábios mais abertos possíveis, mas com a boca fechada, numa expressão total de desconcerto. Sabe, com os dentes fechados e as sobrancelhas altas?
— Ah, não, Cooodi! Eu fiquei curiosa, vai!
— Tá bom, tá boooom. — Codi repousou a sua luggage no banco da cabine, falando alto, pras meninas — que estavam do lado de fora — ouvirem. Ele abriu o zíper da bolsa e tirou um ursinho de pelúcia de um filhote de pinguim. Codi tinha procurado em algumas lojas trouxas durante as férias os tais pinguins do Madagascar que ele ouviu ela comentando com as meninas que gostava, mas o mais próximo que achou foi um pinguim chamado Happy Feet. Sussurrou — Animus — para o bichinho, que abriu os olhinhos e bateu as asas um pouco. Não aplicou o feitiço total, só encantou o ursinho pra fazer alguns movimentos. Glaux ficou com ciúmes, e tentou tomar a mesma forma dele, mas como nunca tinha treinado ser um pinguim, o mais perto que chegou foi uma coisa disforme. Codi riu. Escondeu o ursinho atrás das costas, e saiu da cabine, onde Holly e Aileen estavam.
— Cadêêê?
— Er... eu soube que você gostava de pinguins, e... — Glaux com raiva/ciúmes, pousou em forma de corvo no ombro dele, mas virado de costas. Pô, Glaux, ajuda aê! — Passei numa lojinha e vi esse aqui, e... e... pensei em em, em você. — E segurou ele na direção dela, com as bochechas mais vermelhas do que nunca na vida.


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Re: Vagão 2 - Cabine 3

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