Psycho killer, qu'est-ce que c'est

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Psycho killer, qu'est-ce que c'est

Mensagem por Aimee Lendsbrug em Seg Out 29, 2012 7:09 pm

Status: RP Fechada.
Data: 06 de Setembro
Local: Salão Comunal da Sonserina / Sala do Prof. Coen
Participantes: Aimee Lendsbrug, Michael Alleborn



”Resumo e OFF”:





Aimee Lendsbrug pós acontecimentos iniciais e sua promoção.




OFF: Todos as ações relacionadas à Céfiro Viksius foram previamente autorizadas e concedidas pelo player.


It's harder than it seems to know what to believe,
here in my mind I hold you close.


Yo, Lendsbrug. – Michael Alleborn, a montanha de músculos e topetes que sempre facilitavam a vida de Aimee quando precisava encontrar os amigos, chamava sua atenção quando adentraram no Salão Comunal da Sonserina. Passou os olhos rapidamente no ambiente e não precisou de uma análise minuciosa para saber que Anthony Blanche não se encontrava lá, como o esperado. – Será que se o Anthony pintar os cabelos de preto ele vai se perder menos? – O moreno procurava pelo amigo no ambiente, sem sucesso. A Sonserina deu um ligeiro sorriso, imaginando Anthony Blanche moreno

Aimee massageou as têmporas com o dedo indicador e o polegar, imaginando-se se depois de seis anos ainda era possível se perder nas masmorras de Hoggy. Considerando-se que tanto Blanche quanto Alleborn eram um tanto quanto distraídos e, na maioria dos casos, costumavam agir como rinocerontes que destroem tudo no meio do caminho antes de pensar numa solução, era bem provável que Anthony estivesse perdido pelo labirinto das masmorras, destruindo paredes como se fosse um forrest gump versão atual. O problema era que destruir paredes não iria ajudar em nada. Vez ou outra a sonserina imaginava os dois sextanistas andando de mãos dadas pelas masmorras tentando encontrar o caminho correto até o Dormitório Masculino, mas tentava banir essa imagem da cabeça porque não ia ser capaz de olhar para os melhores amigos sem rir, apontar para eles e dar tapinhas na coxa.

Acomodaram-se em um dos sofás perto da lareira, apesar de ainda estar em pleno verão, o fogo permanecia aceso, uma vez que o ambiente das masmorras era úmido e gelado. Ia começar a discutir acerca os problemas que a classe F causava (utilizar o termo “plebeu” era, além de muito mainstream, demasiado atrasado e sutil para a mentalidade defasada de determinados alunos no tempo presente) e uma coruja negra de olhos violetas pousou graciosamente nos seus joelhos. Como ela fora capaz de encontrar o Salão Comunal da Sonserina e Michael e Anthony nunca conseguiam, era um mistério, mas não era hora para gracejar dos amigos. Longe deles serem considerados burros ou sem sabedoria, Lendsbrug apenas desconfiava que eles não tinham muita paciência para a patifaria dos encantamentos das masmorras. Enfim, aquela era Edén, sua coruja, finalmente trazendo sua correspondência semanal.

Sem perder a dignidade, ainda mais na frente do amigo, que costumava lhe lançar olhares de escárnio quando seus olhos azuis cintilavam frente a expectativa de uma carta de Céfiro Viksius, o ex-Sonserino/namorado que atualmente estudava em um instituto militar em Moscou, pegou delicadamente a carta da coruja afagando distraidamente o seu bico.

“Olá Aimee.
Peço desculpas pela demora em responder. As coisas estão corridas aqui no instituto e eu tive alguns problemas relacionados ao “trote” dos novatos. Mas qualquer coisa que você venha a saber... eles me provocaram primeiro... e eu tentei pegar leve...


Aimee arqueou as sobrancelhas ao imaginar a grandiosidade da ironia ao imaginar como ele realmente se importava com o bem estar social.

Enfim. Agora esta tudo normalizado... pelo menos por umas duas semanas ate eles deixarem o hospital, mas isso não vem ao caso. Fiquei satisfeito em saber que você esta indo bem. Como esta o começo do ano letivo? Em se tratando de Hogwarts, tenho certeza que algo sempre acontece, então não acharia nada muito surpreendente. Te desejo muito sucesso e sorte neste e no próximo ano.

Atenciosamente,
Céfiro Woden Viksius”


Deu um sorriso satisfeito, até vislumbrar uma sombra encobrindo metade de seu espaço pessoal. – É Lendsbrug... da pra ver que ele morre de amores por você... – uma quintanista com excesso de tecido adiposo guinchou sarcasticamente em um tom triunfante, enquanto passava pelo trio sextanista. Sem esboçar reação, Aimee apanhou a varinha e passou suavemente pelo restante do papel, abaixo da escrita prateada. Poderia ser para qualquer outra pessoa, mas para ela, não era uma surpresa. Céfiro não se expressaria abertamente em algo sem que colocasse uma medida de segurança para que apenas o destinatário visse a mensagem. Ela já sabia.

Aos poucos, novas palavras foram ganhando forma. A tinta prata começou a se mover, formando novas palavras no espaço vazio do papel, e ganhando um tom dourado e mais caloroso. Ela poderia até mesmo sentir o odor do perfume característico dele, o que a fez desanimar um pouco.

“Entrementes, acho que não preciso me preocupar tanto... afinal acredito que minha namorada é a bruxa mais competente que conheço. Sei que vai ficar bem, mas qualquer coisa, estarei sempre aqui pra você. Tenho saudades... mas se mostrar isso para alguém...
Enfim...mil beijos...
Eu te amo.”


É claro que ela não mostraria para ninguém. Guardou cautelosamente a carta no bolso das vestes quando percebeu que uma coruja parda lhe encarava com impaciência. Deixou que ela bebericasse um pouco de um suco de abóbora esquecido em uma das mesinhas e pegou o pergaminho com a curiosidade contida, percebendo que Michael desenrolava uma carta idêntica, o que talvez explicasse por que ele não fazia brincadeirinhas sobre o namoro de Lendsbrug. Depois de ler rapidamente o pergaminho, arqueou as sobrancelhas para o amigo, com uma expressão curiosa.

- Melhor irmos juntos? – Pegou o pergaminho do amigo para conferir se o horário marcado era o mesmo. Havia uma diferença de meia hora entre cada um, mas isso não era relevante. Mesmo Major Coen sendo o diretor da Sonserina, Lendsbrug sentia-se um tanto quanto insegura devido à beleza fama que o professor possuía. Saber que Michael estaria do lado de fora da sala seria um tanto quanto reconfortante.

...Acho que sou eu que vou precisar de apoio dessa vez... E olha, depois dessa podemos ir matar o Charles? – A Sonserina de olhos azuis franziu o cenho antes de responder, piscando com inocência.

- Achei que vocês já o tinham matado. - Respondeu, fingindo estar sem muito interesse. A verdade era que mesmo se Michael ou Anthony lhe pedissem para torturar corujas por eles, ela o faria, porque infelizmente eles eram seus melhores amigos em Hogwarts e ela era leal a eles. - Mas tudo bem, não tenho aulas a tarde. – E deu os ombros, sem se importar muito com a proposta de pouca índole do amigo. Pelo que percebera até o momento, Charles Baudelaire fazia parte do padrão típico Sonserino, cujas necessidades sempre pareciam se basear em ser o centro das atenções. Tentava ser dissimulado, e parecia lhe faltar um pouco de astúcia, além de que havia de se considerar que sua parente/noiva/whateverIdontcare havia usado magia negra contra outro aluno em publico e ainda havia errado a mira. Mas fora isso, não tinha muitos argumentos contra aquele grupo. Levantaram-se e mal saíram do portal duplo do Salão Comunal, prestes a enfrentarem o labirinto tortuoso das masmorras quando Lendsbrug se lembrou de Blanche – Mas para esconder o corpo eu gostaria que Anthony estivesse junto, não quero carregar peso hoje.


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Re: Psycho killer, qu'est-ce que c'est

Mensagem por Michael Alleborn em Ter Out 30, 2012 9:46 pm


Resumo:



Michael e Aimee recebem um chamado do novo chefe da Sonserina e resolvem ir juntos para darem pelo menos apoio moral pelo o que quer de anormal que viesse a acontecer (afinal, estavam falando do cara que socou um professor).



04 ♦ michael alleborn
6 6 6
the number of the beast

Michael Alleborn tinha que admitir: a coisa mais irritante da morada dos herdeiros de Salazar Slytherin era aquele abusivo labirinto que se estendia sobre todos os ambientes subterrâneos. Ele não era o cara mais orientado do mundo, e sinceramente era mais por preguiça que qualquer outra coisa (não conseguia achar sua namorada, Anna Blanche, quando bem entendesse?). Sempre sentia falta da aranha de estimação de Ùna Fairbairn quando tinha que achar o caminho para o dormitório masculino ou para o Salão Comunal (ele logo aprendera que era interessante segui-la – visto que esta vivia na cola de Piers Ainsworth – se quisesse manter sua cabeça longe, com coisas importantes). Não era bem sua culpa que os caminhos vivam mudando, mas diabos, isso não poderia deixá-lo trancado. E, na marra, até que ele achava o rumo.

Assim que pisou no Salão Comunal, visualizou a presença conhecida de sua melhor amiga, a suíça Aimee Lendsbrug. Ele, ela e Anthony haviam formado um trio de potencial desde o primeiro ano de ambos, e faziam bem o estilo de amigos que não abandonavam os outros por nada. Aimee era a única da turma que tinha paciência pra pensar mais um pouco e era uma cheeleader com potencial de ataque (a menina sabia dar bons chutes); Anthony tinha um soco inglês, agilidade para usá-lo e falta de paciência pra quase qualquer coisa (o que significava que ele socava com muita força); e ele, Michael, tentava comprar os outros com carisma antes de demonstrar que sabia causar grandes estragos com toda a massa muscular que possuía.

Infelizmente não tinham vindo numa mesma cabine no trem pelos diversos problemas, que incluíam amigos piromaníacos e Aimee ter chegado acompanhada cm cara que tentava roubar sua namorada. Sem contar que a presença de Brigitta era mortal para os ciúmes de Anna, já que a loira era um tanto sincera demais quando parecia aterrissar no planeta. Aliás, sempre que ele pensava sobre isso imaginava como era sortudo que Anna e Aimee fossem melhores amigas, assim ele não teria que aguentar as crises de ciúmes diariamente.

Falando em Anthony, não foi capaz de encontra-lo no ambiente (o garoto havia saído mais cedo, ele supôs que para ver Gabriella) e menos ainda de não fazer piadinhas sobre a cor dos cabelos do amigo e sua falta de cérebro. Não importava que eles tivessem quase o mesmo nível de esperteza (Anthony era mais ladino enquanto ele preferia enrolar os outros com palavras), depois que o Blanche começara a namorar sua irmã mais nova ele provavelmente havia perdido metade da capacidade cognitiva.

Mal se acomodaram nas poltronas para divagarem sobre qualquer coisa boba que viesse a mente de alguém, uma coruja chegou e Michael deu um sorrisinho ao ver a reação a amiga. Bem, ela poderia ser marrenta, mas era uma menina. Era divertido ver as reações dela quando recebia cartas do namorado russo. (Como ele já não tinha se transferido pra cuidar da namorada, ele não sabia. Não deixaria Anna sozinha em um lugar distante nunca, por exemplo.) Ele e Anthony adoravam atormentar a menina sobre isso.

Enquanto olhava o teto da masmorra, não demorou muito para duas corujas surgirem à frente dos dois. Os animas eram de Hogwarts, e a correspondência não deveria ser de seus parentes – nenhum deles tinha uma coruja, até onde lembrava – que frequentavam a escola; talvez de suas fãs, mas Michael parecia estar sob um feitiço que causava desespero. Culpa, por sinal, de Charles Baudelaire e sua falta de preocupação com os amigos. Ele, pelo menos, jamais teria delatado o cara que um dia chamou de amigo por nada. Para compensar tanta fidelidade ele simplesmente não admitia que o traíssem. Se antes estava preocupado em salvar os amigos, agora a coisa se resumia a salvar apenas o próprio traseiro e o de Anthony. Ao menos era algo mais fácil de fazer.

Portanto, a carta fora apenas o golpe final: Coen o convocava. Estava absolutamente ferrado. Ainda mais com o discurso de Lewis relatando tudo. Sua única chance era parecer sincero. E bom, o ponto de vista dele sobre o que havia acontecido realmente divergia do da vítima, mas daí a acreditarem nele...

Esperou Aimee largar a carta do namorado e abrir a outra correspondência antes que a coruja que a encarava morresse de tédio, enquanto pensava em quantas partes deveria dividir o Baudelaire. Aparentemente a suíça havia recebido o mesmo aviso... Não era possível que fossem interrogá-la para ver se Anthony ou ele tinha falado algo, era? E se não era, o que poderia ser? De qualquer forma, nada era tão grave quanto sua atual situação. Não estava a fim de ter seu currículo relacionado com tentativas de assassinato e massacres que não tivera culpa. Por outro lado, se a morte visada fosse a de Gabriella ou Karsten ele realmente não se importaria com isso.

- Melhor irmos juntos? – Perguntou a morena, conferindo a carta dele.

- ... Acho que sou eu que vou precisar de apoio dessa vez... – Retrucou, um tanto perdido. E por apoio queria dizer um segundo bom cérebro para protegê-lo do inferno. – E olha, depois dessa podemos ir matar o Charles?

- Achei que vocês já o tinham matado. Mas tudo bem, não tenho aulas a tarde. – Ele bem que queria ter feito quando teve oportunidade. Teve muitos anos para isso... De qualquer forma era bem mais interessante levar amigos para dar fins em ex-amigos, certo? Vingança sempre lavava a alma e tudo mais. – Mas para esconder o corpo eu gostaria que Anthony estivesse junto, não quero carregar peso hoje.

Michael franziu a testa e deu uma risadinha um tanto forçada.

- Charles é tão pequeno que até você consegue levá-lo sem esforço. – Respondeu, um tanto mais fatalista do que o necessário para uma brincadeira. – E é sempre bom a ajuda do soco-inglês do Anthony pra desfigurar o cadáver... Isto se ele conseguir sair do labirinto.

Michael olhou o relógio de bolso, e faltavam dez minutos para o horário que o professor pedira para Aimee aparecer. Pensou que era uma boa coisa que a menina estivesse com ele antes que suas pernas o levassem na direção contraria. Não faria bem ir mais fundo nas masmorras e morrer sozinho de frio e fome, e pior, deixando Anna a mercê de outros. Infelizmente, mesmo esse pensamento não faria a sala de Maor Coen parecer mais segura.

Não demorou nada, aliás, e já estavam em frente da sala do novo Chefe da Sonserina, que ficava perto da entrada das masmorras. Olhou pra Aimee e colocou a mão em seu ombro, dramaticamente.

- Caso aconteça o pior, você sabe o que fazer. – Resumindo, caso Coen perguntasse sobre o ocorrido do trem era o jeito contar uma mentira baseada na verdade. Algo como “Michael me falou que tentou parar aquele louco”.

Slytherin




-

If I don't wield the sword, I can't protect you.
If I keep wielding the sword, I can't embrace you.

( Kubo Tite )


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Re: Psycho killer, qu'est-ce que c'est

Mensagem por Aimee Lendsbrug em Sex Nov 02, 2012 12:34 am



”Resumo e OFF”:





Primeiro contato com o professor pós inicio do ano letivo.




OFF: Todos as ações relacionadas à Maor Coen foram previamente autorizadas e concedidas pela player.


Stay quiet, stay near,
stay close.


Caminhar por entre o labirinto encantado das masmorras já havia se tornado há muito um hábito rotineiro, no qual após anos frequentando o ambiente, já havia conseguido estabelecer uma espécie de padrão acerca a movimentação do subsolo, de forma que não precisava pensar muito para deslizar suavemente pelo ambiente morfético. Michael era sem dúvidas uma companhia que ela apreciava, trocaram algumas palavras amigáveis e sem muito fundamento, Aimee em uma mescla de curiosidade e tensão, divagava um pouco acerca o motivo da convocação do professor de poções. Após poucos minutos suas sombras se mesclaram ao se depararem com a porta da sala pessoal de Maor Coen, próximo as masmorras.

Alleborn, sem a menor sombra de dúvidas não deixaria sua preocupação visível, de forma que apenas se limitou a pousar dramaticamente a mão no ombro da sonserina de olhos azuis e sussurrou um “Caso aconteça o pior, você sabe o que fazer.”, de forma que subentendia-se que Aimee deveria dar cobertura a ele, mas ela gostava mais de interpretar isso como “se o professor pirar, estou aqui”. Acenou de forma confiante e aproximou-se da porta, dando três batidas secas na porta com as juntas dos dedos (?).

Após alguns segundos a porta se moveu o suficiente para se abrir parcialmente, e graças à boa educação, Aimee não se sentiu tentada a dar uma singela espiada pela pequena fresta. Ao julgar pelo material do portal, gritos de socorro para o outro sextanista em um nem tanto improvável caso de tortura seriam abafados. Jogou uma mecha das madeixas castanhas para trás, mantendo-se com a postura impassível. Tudo o que cheirariam nela naquele momento seria o seu perfume russo, e não o seu medo.

- Lendsbrug, não é? Ligar nomes a pessoas ainda vai me dar um bocado de trabalho... – E abriu espaço para que ela pudesse graciosamente passar, fazendo um gesto com a cabeça para dentro da sala. A sextanista procurou não demonstrar a curiosidade ao arquear uma das sobrancelhas em tom de dúvida. Em uma análise comportamental bem mal feita, já podia anotar mentalmente que ele definitivamente não fazia a vibe de um professor pomposo, tudo o que ela via em sua frente era uma pessoa objetiva, direta e provavelmente impaciente. Deu um rápido olhar para Michael antes de entrar. – Ok, não vamos fazer você perder tempo nesse corredor. – E fechou a porta.

A sala era mais simples do que ela imaginava. Não que ela esperasse algo da sala do professor além de uma mesa central, duas cadeiras – uma de frente para a outra em cada extremo da mesa, um armário e uma estante com livros, iluminados por um lustre simples, mas definitivamente aquela sala não possuía nenhum toque pessoal. O que talvez fizesse dele uma pessoa muito cuidadosa ou muito preguiçosa para decorar sua sala. Seus olhos passaram rapidamente pelo recinto, imaginando-se onde poderia caber um corpo. Definitivamente o armário. Ela se manteria afastada daquele móvel por enquanto.

- Boa tarde professor. – Cumprimentou-o cordialmente, em um tom neutro. Ainda questionava internamente se no fundo o assunto se tratava da rebelião causada pelos Alleborn. – O senhor me chamou?

- Aham. Vai ser rápido, espero eu. – Os olhos extremamente azuis acompanharam a silhueta do professor quando este contornou a mesa e se sentou, indicando a outra cadeira. Ela automaticamente se instalou no local indicado, com a coluna reta e as pernas cruzadas. Coen cruzou os braços sobre a mesa, se inclinando um pouco pra frente, e tudo o que ela pensou foi que ele era muito bonito. – Resumindo: a questão é que eu acho que você pode ser a pessoa certa pra uma... missão delicada, por assim dizer.

A primeira reação da menina Lendsbrug seria de Missão? ME ESCOLHE! ME ESCOLHE! ME ESCOLHE!, pulando igual um cachorro frente a uma bolinha amarela de tenis, mas ainda assim, graças às entidades superiores, seu autocontrole definitivamente era mais forte do que os seus impulsos. Ela apoiou os cotovelos por sobre a mesa, entrelaçando os dedos como se fosse um avarento analisando o retorno de uma nova estratégia competitiva. Sem perder a boa educação, respondeu de forma sucinta. – Estou ouvindo.

Acompanhou o sorriso de canto do professor, que exalava um que de qualquer coisa felina - provavelmente a preguiça -, e se recostava na cadeira. – O caso é que eu venho prestando atenção em vocês, nesses últimos dias. Em alguns em especial, pelo menos. Sabe como é, infelizmente meia semana não é o bastante pra ler a ficha de todo mundo ou conhecer a fundo a alma de cada um. - Deu de ombros. Aimee franziu o cenho ao imaginar o professor atrás das tapeçarias ou escondido entre as armaduras do castelo para analisar a alma dos alunos. – De qualquer forma... Me corrija se eu estiver errado, mas... - Ele voltou a se apoiar na mesa, com olhos levemente estreitos, de forma que a conversa assumia um tom quase de cumplicidade. Instintivamente, Lendsbrug ia se afastar, mas lembrou-se a tempo de se manter impassível. – Eu tenho a impressão de que existe mais sobre você do que você deixa passar. Digo... É como você mesma falou: "estou ouvindo". Me parece, Aimee - eu posso te chamar de Aimee, certo? - que você é o tipo de pessoa que na verdade ouve o tempo todo, sem dar a entender que está fazendo isso. Que é que você me diz?[/b]

A sextanista precisou de alguns segundos, piscando lentamente, para assumir tudo o que ele havia falado. Inicialmente, tinha tido a ligeira impressão de que o discurso sobre ser mais do que aparentar ser ia de alguma forma se relacionar a algo sobre autoajuda, o que não fazia o menor sentido a ela, naquele instante e com aquele professor. Depois, começou a perceber que ele tinha uma mensagem subliminar que dizia basicamente tudo e nada ao mesmo tempo. – O senhor está falando que eu tenho cara de... paisagem, professor? – Franziu as sobrancelhas, enquanto perguntava diretamente. O professor parecia decente o suficiente para que não fosse levar para o lado pessoal a ausência de uma expressão menos culta naquele momento.

Ele soltou o ar pelo nariz meio que num riso, meneando a cabeça de leve. - Não, longe de mim. - Levantou as mãos de leve, meio que em rendição, e então voltou a cruzar os braços sobre a mesa, sempre mantendo essa proximidade na conversa. Seja lá quem fosse Maor Coen, ele sabia lidar com as pessoas, definitivamente. – O que eu quero dizer é que você me parece saber exatamente o que fazer, com quem andar e o que deve ser evitado, mas sem fazer alarde de nada. Sem se jogar nos holofotes. Tô errado?

Bem... Aimee Lendsbrug costumava chamar a atenção naturalmente.

- Acredito que não, fazer magia negra em um vagão cheio de alunos não é exatamente a minha marca. – Sua voz possuía um perceptível tom de sarcasmo, ao que surgia a sombra de um sorriso torto no pálido rosto fino. Desconfiava levemente aonde o assunto ia chegar, infelizmente sem nenhuma proposta indecente para uma solitária adolescente de dezesseis anos cujo namorado estudava na Rússia, mas ainda assim, era algo tentador o suficiente para que ela quisesse saborear as palavras. Say it, say it out loud, he said.Para que, exatamente, o senhor precisa de mim? – Sem mais delongas, foi direto ao assunto. Ao contrário do que imaginava, o professor deu uma risada curta. Teria sido uma risada um pouco mais longa e normal se Aimee não desconfiasse que ele era preguiçoso demais para isso, mais como um leão do que como uma cobra.

- Ser os meus olhos e os meus ouvidos onde eu não puder estar. Em outras palavras: preciso de você pra monitoria. – Ele ergueu as sobrancelhas, como se para reforçar. O cara realmente sabia se impor. Se Lendsbrug fosse um pouco mais bunda mole, ele não precisaria de tortura para conseguir informações sigilosas com ela. - Que é que você acha?

Oh boy...

- Espero não te decepcionar, professor. - Ela sorriu levemente, como uma boa puxa-saco, mas sem forçar muito para não parecer falso. Esse tipo de relação “você está sempre certo e eu errado” era mais do que uma regra de conduta social para quando se é chamado por um professor para a sua sala pessoal. Usualmente esse tipo de situação exigia um alto ar de babação, considerando-se que você foi chamado para a sala do professor porque você foi burro o suficiente para deixar que ele fique sabendo as coisas que não se enquadram no comportamento considerado aceitável que você faz, mas felizmente não era esse o caso. – Eu gostaria muito, muito obrigada. – É claro que Lendsbrug sabia ser séria e apreciar a honra de uma monitoria.

- Ótimo. – Coen sorriu de canto, voltando a recostar. - E pode ficar tranquila, eu sei que você não vai. Você já conhece as regras do jogo. Aliás... Bem, eu ainda vou conversar com alguns dos seus companheiros de monitoria, mas vamos dizer que eu prevejo que vai ter gente bastante disposta a mostrar serviço fazendo o distintivo brilhar pelos corredores. Mas eu e você sabemos que aparecer não é sinônimo de sucesso, certo? Aproveita isso. – Fez uma pausa rapidinha. - Alguma dúvida?

- Quando eu começo? - Seus olhos tinham um brilho obstinado.

Coen abriu uma gaveta, tirando de lá o distintivo clássico dos monitores e o colocou na mesa. – Agora mesmo.

xxx

Abriu vagarosamente a porta da sala, dando espaço para que Michael pudesse entrar. Deu um leve sorriso para ele, com um ar de respire jovem, porque a vida é bela e quase justa.


-

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