Here's to the night

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Here's to the night

Mensagem por Fernanda Wizard em Qua Out 24, 2012 5:55 pm

[inlinebox]Nome da RP: Here's to the night
Status:RP fechada, se quiser entrar manda mp.
Participantes:Fernanda Wizard, Elliot B. Pointer, Louise Saunière, Fae B. Pointer & Turdi
Período ON: 14/09, Sexta-feira às 18h.
Lugar: Orla da Floresta/Floresta Proibida[/inlinebox]

RAIN’S LULLABY


Nanda veste/o que tem na mochila dela: AQUI!

Acordou na fria manhã de outono do dia quatorze como em todos os outros dias seguintes aos fatídicos eventos da festa de caridade e do banquete de abertura: discreta, sutil, calma e tranquilamente. A apenas alguns dias de seu aniversário de quinze anos não queria a família ainda mais descontente do que estava antes da volta ao castelo. Tudo bem que passara dos limites nas férias e nos primeiros dois dias de setembro, mas quem se importava? Além, é claro, do demônio de olhos amarelos e, talvez, todo o corpo docente.

Sendo quem era, Nanda Wizard já havia levado bons esporros de início do ano sendo um deles – imagine só! – de Anakin Lachlan que por fim mostrara-se um amigo mais decente e recente que nunca, mesmo que a preocupação toda não fizesse muito sentido para a jovem lufana. Não era como se ela tivesse problemas com bebidas, drogas e não soubesse se controlar como os recentes acontecimentos haviam mostrado. Só estava um pouco para baixo, precisando se soltar e viver enquanto era jovem: era pedir demais?

Dramas adolescentes a parte, como de costume, a quartanista conversava com os colegas pela manhã durante o café e pelos corredores sendo esse o modo pelo qual tomara conhecimento de barulhos incomuns invadindo corredores das masmorras no meio da noite – quando de costume estaria fora de sua cama com a prima que, por acaso, dormia por aquelas bandas. Por sorte não o havia feito naquele período mesmo que não houvesse real motivo para medo, afinal, o basilisco estava morto já havia tempo e os alunos seguros no castelo. Como se a matança de cinco unicórnios não fosse o suficiente havia alguém querendo aterrorizar também os alunos do antigo instituto de magia com truques amadores.

Curiosa, a menina já procurava insistentemente pelo nerd que traçaria seu incrível plano para sair de sua caminha e investigar alegremente os ocorridos. Mas não aqueles dentro do castelo: os aguardando do lado de fora. No dia anterior, um tipo de tempestade havia acertado em cheia raios, trovões e ventos destruidores – pra quê eufemismo? – os sereianos que algum dia pensaram estar seguros naquele lago. Por fim, lembrava-se que da última vez que unicórnios foram sacrificados e barulhos ecoaram pelos corredores silenciados pela noite algo grande estava para acontecer e, geralmente, as respostas vinham de fora do castelo em formas de pistas, e ela as desvendaria.

Andava depressa pelos corredores até que avistou a figura pálida do menino com a capa enfeitada de vermelho. Cutucou suas costas e depois foi para sua frente. -Olá Ell. Há quanto tempo! Adivinha o que vamos fazer essa noite? - sorria

-Difícil essa... Começa com 'Floresta' e termina com 'Proibida'?- dizia olhando ao redor antes para ver se ninguém escutava e dando-lhe uma piscadela em seguida.

Chegava na orla da floresta, rumo ao interior da mesma e, quem sabe, futuramente, o lago, com o amigo e, surpresa, surpresa, havia uma outra pessoa no local. Desconfiada, a lufana tirou a varinha da capa que usava naquela noite chuvosa e se aproximou para ter uma visão melhor do indivíduo à vista – estava realmente mais difícil que o normal para enxergar. “Outro leão” pensava no vislumbre da estranhamente ansiosa aluna da casa de Godric. Puxou Elliot mais para perto: não queria ter que procurar em volta por mais uma pessoa. Contudo, antes mesmo que pudesse abrir a boca para falar, Saunière a atropelou com milhares de palavras num furacão de orações e frases sem sentido.

-Vi um pônei saltitando pra esses lados. Daqueles bonitinhos sabe? Ai um sapo veio e o mordeu e correu pra cá e eu corri junto. – Não pôde evitar uma expressão de confusão vir à tona em sua face enquanto a garota que estava, praticamente, com o rosto vermelho escarlate, falou aquilo. Nem mesmo Wizard e Nollyn juntas haviam feito algo assim antes.

Respondeu com desconfiança à loucura da colega e tocou a conversa convidando-a para procurar o pônei na floresta com a dupla, afinal, ele podia estar muito ferido por causa da, dita mais tarde naquela conversa, hostilidade do sapo que, por acaso, a havia deixado muito impressionada. Consentia com a cabeça todas as besteiras ditas pela péssima mentirosa que era, enquanto pensava no que ela havia tomado: estranhamente, nada.

-Então vamos...Sauniere. Lou...Posso te chamar de Lou? Odeio nomes completos. –sorria.

- Pode sim, por favor! - Dizia parecendo um pouco mais a vontade. - Então posso te chamar de Nanda? – perguntava mudando a rota. Estranho.


-Sempre. Mas...Por onde estamos indo...?


- Para longe do sapo mordedor. Acho que ele é tão venenoso que pode fazer a gente ficar com bexigas azuis. é. isso. – voltou a ficar vermelha e olhou para todos os lugares, menos para Elliot e Nanda.


-Então tá! – E puxava os dois amigos para a direção apontada procurando alguma coisa diferente, curiosa, emocionante, errada... Não era para isso que estava ali? Não era para isso que, na teoria, estavam TODOS ali?


Última edição por Fernanda Wizard em Seg Nov 05, 2012 9:14 am, editado 5 vez(es)
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Re: Here's to the night

Mensagem por Elliot B. Pointer em Dom Out 28, 2012 3:20 am

. Capítulo XII .

”Adivinha o que vamos fazer essa noite?”

“O mesmo de sempre Pinky, tentar dominar o mundo.” Essa foi a resposta que o garoto imaginou quando foi abordado pela amiga lufana, mas acabou respondendo com algo que seria mais compreensível. Não adianta fazer tiradas de humor se a pessoa podia não compreender e naquele mundo de magia, era compreensível que alguns não entendessem as nuances de referências a elementos do mundo não-mágico. Na verdade, no mundo não-mágico, havia muitos que não entendiam as referências dele, por isso mesmo era enquadrado na tribo urbana classificada como nerd. Mas ele aprendera a conviver com isso...

Era uma fria noite de outono, bem como chuvosa... Por isso, vestiu uma camisa de lã por baixo da camisa de botão tradicional. Manteve a gravata, a calça de tecido e os tênis, mas substituiu o paletó por um moletom escuro com capuz, contendo o símbolo do Asa Noturna. Pra manter a proteção contra o frio, colocou luvas e um cachecol – que ele podia facilmente erguer acima do queixo até o nariz, criando uma máscara que, em conjunto com o capuz, deixaria só seus olhos à mostra. Ficaria irreconhecível se não fosse o sobretudo tradicional que utilizava. Seu sobretudo da sorte, como costumava dizer. Em uma mochila, ele colocou seu kit OBA (O Básico do Aventureiro): um lençol grosso, uma muda de roupa seca, uma corda, um cantil com bebida quente, um cantil com água, alguns sanduíches embalados em alumínio, uma pederneira para produzir fogo “à moda antiga”, um estojo com gazes, bandagens e unguentos, um estojo com gazuas e pedaços de arame, além, claro de uma toalha. Ele nunca esqueceria a toalha.

O restante do trajeto foi consideravelmente fácil: Encontrou Nanda no subsolo, às portas da cozinha. Os dois esperaram o fluxo diminuir, com todos indo para o jantar e aproveitaram o momento para esgueirar-se para fora do colégio, dirigindo-se o mais silenciosamente e discretamente possível até a orla, onde procurando evitar a casa do jardineiro, pegaram um atalho. E para surpresa do garoto, no atalho, encontraram com uma terceira-anista. Elliot já a tinha visto por aí algumas vezes, uma garota com bastante imaginação que tinha o costume de chamar alguns garotos com o título de príncipe e com nome de doces – o que acarretou no garoto apelidando-a de Princesa Marshmallow. Elliot estava acostumado com esse tipo de comportamento devido à sua irmã compartilhar, embora pra um lado mais macabro, do mesmo – ele nunca esqueceria dela exorcizando o Azazel... Não esperava encontrá-la por ali, mas deixou a lufana tomar a iniciativa em relação à garota, a quem apenas acenou dando um sorriso – que não podia ser visto devido ao cachecol.

Enquanto elas conversavam, ele procurava prestar atenção, até porque era um lugar proibido não à toa... Criaturas costumavam vagar por ali, criaturas de todos os tipos e origens... Enquanto estivessem na Orla da Floresta a coisa ainda era mais saudável, quando chegassem no interior da mesma, as coisas ficariam feias. E ele esperava conseguir pensar em algo para poder auxiliar, mas pelo que entendera, Nanda estava atrás de saber sobre o ocorrido no lago. Pelo que o garoto tinha tido conhecimento, o lago ficou com as águas agitadas depois de uma forte descarga elétrica... Bem, ele não queria deixar sua imaginação sair voando por aí, mas... Alienígenas, nesse caso em específico, era uma possibilidade... Ele esperava apenas não estar com seu klingon enferrujado.

Encostando-se numa árvore, procurando observar ao redor, ele procurou prestar atenção nos seus ouvidos e uma música estranha chegou aos mesmos. Parecia que, em algum lugar, algum tipo de comemoração estava ocorrendo. Voltando o olhar na direção do castelo, ele não lembrava de ter alguma festa ou algo daquele tipo. Além do mais, por mais que o castelo ainda estivesse visível, qualquer som de festividade no Salão Principal não alcançaria aquela distância toda, ainda mais com a chuva – talvez no pátio, mas não no Salão Principal. Procurando dar uma olhada se via alguma fonte de luz ou algo incomum, ele percebeu que o som diminuiu. Voltando a aproximar-se da árvore, o som aumentou novamente – mas não o suficiente pra deixar de parecer algo muito, muito distante. O som parecia vir da árvore e encostando nela, ele pôde ouvir algo similar a uma voz. É, aquilo era realmente estranho. Muito estranho.

Quando Nanda e a Princesa Marshmallow começaram a caminhar, ele continuou acompanhando-as, esperando o momento certo de perguntar se alguém mais estava compartilhando daquela audição... Foi nesse momento que a Princesa Marshmallow mudou a rota, o que fez o garoto arquear a sobrancelha. “Sapo Mordedor”, fora a resposta dela quando Nanda a indagara... Quando foi puxado pela lufana, juntamente com a grifinória, ele deixou-se levar, mas mais à frente, perguntou:

— Vocês realmente não estão ouvindo nada? Tipo uma musiquinha de flauta com alguém cantando algo estranho aparentemente falando de um cubo?

Ele estava um pouco preocupado. Porque sons de flauta indicavam criaturas feéricas, principalmente dois tipos: dríades e sátiros. E esses dois seres tinham em comum, além da ligação com a natureza, o hábito de sequestrarem pessoas do sexo oposto para escravizar amorosamente. Isso se não fosse uma ninfa que os cegasse com sua beleza, literalmente. Ele ouvira histórias sobre pessoas que morriam quando uma ninfa se despia e levando em conta sua tendência a esquivar-se de relacionamentos, a ideia de ficar preso encantado por uma dríade em um carvalho não o agradava...


Spoiler:
Elliot após preparar-se, acompanha Nanda até a Floresta Proibida e encontram com Louise Sauniere. O garoto acaba escutando uma música estranha enquanto elas conversam e após algum tempo, indaga às duas sobre isso...

Off: Olá. Não, não estou mestrando essa quest. Quem vai mestrar aparece já, só eu encontrar a pessoa no MSN. Razz Coloquei a música e informação sobre o abrigo com base no que foi postado aqui: http://enervate.forumeiros.com/t458p900-sindrome-do-f5#13739 Rolando dados pro básico: Furtividade, Percepção e se precisar de algo mais. :D Bonanças.



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Re: Here's to the night

Mensagem por RPG Enervate em Dom Out 28, 2012 3:20 am

O membro 'Elliot B. Pointer' realizou a seguinte ação: Rolar Dados

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Re: Here's to the night

Mensagem por Louise Saunière em Seg Out 29, 2012 9:28 am

Spoiler:
Louise está voltando para o castelo, prontinha para o jantar, depois de uma conversa com Crow, seu amigo secreto da floresta, quando depara-se com Fernanda e Elliot. Depois de constatar que não são assassinos, junta-se a eles numa missão inusitada - encontrar o pônei inventado -, sem saber que muito mais a aguarda.


Sua cabeça fervilhava de ideias e angustias, mesmo depois de conversar com Crow. Era uma amizade estranha, aquela. Crow é tão selvagem e cruel, as vezes! Hunf! Tudo o que ela queria ouvir era alguma fala “centaurística”, que fosse tão complicada e enigmática que lhe tiraria o problema central de seus pensamentos.

Custava ele concordar, mesmo que de mentira, que o quadribol podia ser diferente? Sem sangue jorrando e crânios estourados? E o que ele sabia de quadribol? Estava naquela floresta desde...desde...

Franziu o cenho, um biquinho contrariado se formou em seus lábios ao mesmo tempo em que parou de andar. Desde quando Crow estava lá? Mais de um ano certamente, já que o conheceu no final do primeiro ano, mas... por que? Ele parecia tão integrado a floresta que era mais como se pertencesse ao lugar, como se tivesse nascido ali.

Pensou em voltar. Chegou até a virar o tronco, mas quando as pernas iam acompanhar, achou que tinha escutado alguma coisa. Sentiu a pele gelar, por baixo de seu casaquinho de rendinhas, e os pelinhos de seu braço se eriçar. Parou de respirar, tentando fazer o mínimo de ruído possível. Pronto. Agora ia morrer como um unicórnio ou algo assim.

Adeus mundo cruel, de jogos de quadribol sangrentos! Ia morrer e nem ao menos teve a chance de ter um gatinho. Era, mesmo, um mundo cruel! E nem se lembrava da ultima vez que tomara uma grande taça de sorvete! E essa constatação a consternou. Se era pra sacrificarem-na, que ao menos lhe servissem uma ultima sobremesa!

Ignorando o formigamento de suas extremidades e o sumiço repentino da fome que sentia, causado provavelmente pelo medo, ergueu o queixo pronta para encarar seu algoz. E quando estava pronta para gritar algo como “Por Gódric!”, como um canto de guerreira, e atacar/fugir, deu de cara com sir Creme Brûlèe e Fernanda Wizard.

Seu primeiro pensamento foi “Sir Creme Brûlée fica tão lindo com esse sobretudo!” para “Ó MEU DEUS ELES SÃO ASSASSINOS!” e então para “CÉUS! Eles descobrirão Crow!”, quando se deu conta de que não, eles não estavam ali para mata-la.

Entrou, então em um estado de angustia, pois se perguntassem o que ela fazia ali, o que diria? Era melhor falar alguma coisa. Qualquer coisa. E foi assim que o “Por Gódric!” se transformou em:

- Vi um pônei saltitando pra esses lados. Daqueles bonitinhos sabe? Ai um sapo veio e o mordeu e correu pra cá e eu corri junto.

Boa! Não faz muito sentido, mas talvez seja mais crível que “estou procurando por pêssegos, aqui, na floresta proibida. Adoro pêssegos...” ou não. Meleca. Talvez a história não fosse tão ruim, se suas bochechas não tivessem assumido um vermelho tão vivo. Seria um tom tão berrante que conseguia ultrapassar a falta de luminosidade? Sentiu que podia chorar de vergonha.

E como se as coisas já não estivessem boas, recebeu um convite para procurar e salvar o pobre unicórnio inexistente.

- NÃO! Quer dizer, sim. Podemos ir, mas ele corre bastante, viu? Acho que vi umas asas amarelas, com pintinhas roxas, saindo das patas. – então o sangue se esvaiu pra algum lugar, porque sem nem precisar de um espelho, sentiu que estava branca. “Pare de falar! Pare de falar!” Alguém gritava em sua cabeça. Quanto mais falava, mais se enrolava. Desde quando pôneis tinham asas nas patas? - Isso. Vou procurar o pônei com vocês!

Queria cavar um buraco e se enfiar dentro dele. Começava a pensar que, talvez, se fosse o tal assassino de unicórnios, ali na floresta, estaria melhor. De onde surgiram aqueles detalhes? Agora nunca encontrariam um pônei qualquer, para darem a missão como cumprida e poderem voltar em paz, ou qualquer coisa do tipo!

Quase suspirou de alivio, quando a conversa virou-se para amenidades, como a forma como se tratariam. Era realmente muito reconfortante poder chamar alguém pelo apelido. Dava uma sensação de proximidade, como se realmente fossem um grupo. Elliot não falou nada, mas também não precisava. O chamaria de Sir Creme Brûlée, ao menos dentro de sua cabeça.

Então a tensão assumiu o pico, quando quase alcançaram um dos pontos de encontro que tinha com Crow. Não podia deixar que eles alcançassem aquela clareira, não podia entregar o amigo. Se bem que, no fundo sabia que ele já os havia avistado e que não estaria ali, de qualquer forma. Não importa, era melhor assim.

E quando teve que explicar, tratou de se enrolar de novo. Bexigas azuis? Se tivesse que sustentar essa mentira por mais tempo, era melhor aprender a enfeitiçar animais! Ná. Nunca poderia fazer uma coisa dessas com aquelas lindas criaturinhas.

E então se sentiu leve. Tensa, mas leve. Não sabia explicar, mas sentia vontade de dançar. Talvez fosse a felicidade por falar com pessoas diferentes. Era sempre bom fazer novos amigos e... será que Lau-lau a perdoaria se descobrisse? Não queria que ela se sentisse de lado e...ouviu a voz de Elliot. Aquela sensação esquisita que a acometia toda vez que um dos príncipes falavam, a invadiu. Atordoamento? Só sabia que seus olhos pareciam maiores e encantados e de repente era como se seus pés já não tocassem o chão. Podia dançar, ah! Se podia!

Controle-se Louise!

- Hummmmmm, agora que você falou, a vontade de dançar, que estou sentindo nesse momento, tem um motivo melhor pra ser, que...bem... deixem pra lá.

Tímida como era, desviou o olhar para o chão, ao mesmo tempo em que tentou se afastar. Pra completar o movimento, sentiu o pé deslizar em alguma folha molhada e escorregadia. Foi preciso muito equilíbrio pra se manter em pé, mas terminou agarrada a uma árvore como apoio, até tirar o pé de cima daquela coisa.

- Sei que parece bobo, mas... que tal abraçarem uma árvore? – falou, aos sussurros voltando-se aos dois - Acho que tem alguém dentro dessa árvore.

Dado para percepção

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Re: Here's to the night

Mensagem por RPG Enervate em Seg Out 29, 2012 9:28 am

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Re: Here's to the night

Mensagem por Fae B. Pointer em Ter Out 30, 2012 1:50 pm


XV
Little Black Riding Hood and Sir Frog

A Tale by Fae Blake Pointer

Tá chovendo! a voz do sapo era um fiapo na mente de Fae. Ela não olhava para ele, ocupada estava em encontrar seus coturnos preferidos. Já havia encontrado a sainha jeans rasgada na barra, a meia-calça de nylon preta e fosca, luvas de couro de dragão, o cachecol vermelho e amarelo do uniforme e a camisa do Black Sabath e o morcego de plástico. Em cima da cama o moleton negro aguardava a hora de ser vestido. A noite prometia ser boa e isso fazia a peste ruiva sorrir.

- Eu sei. – ela respondeu em voz alta, distraída. Quem a visse conversando sozinha no dormitório feminino da grifinória certamente confirmaria a teoria que circulava pela escola: que aquela garota era chave de Azkaban sem apelação.

“Tá frio!” Turdi constatava olhando a chuva que castigava as janelas. Ali dentro estava tão quentinho. Fae havia se enfiado debaixo da cama, procurando em uma massa de coisas estranhas o tal coturno desaparecido.

- Você pode ficar aqui, Turdi! – a resposta veio abafada, como um resmungo assustador que sai da terra. O sapo estremeceu, mas imediatamente pulou para o chão e se enfiou também debaixo da cama. Eram dois pares de olhos em uma escuridão sem fim, até a menina achar fantasma, sua varinha, no bolso da saia. Um lumos iluminou todo aquele universo subterrâneo que continha desde papeis de bala até um palhaço sem cabeça. O coturno estava próximo a uma pilha de revistas em quadrinhos de “A garra Cinzenta”

“Eu vou com você!” o sapinho respondeu sustentando o olhar interrogativo da ruivinha. “E eu não estou com medo! Só frio!” acrescentou ele rapidamente.

- Nesse caso... – Fae agarrou um boneco perdido naquela bagunça e tirou o paletó. Em seguida vestiu em Turdi a roupinha que coube perfeitamente. Ela sorriu ante sua ideia e para completar arrancou um laçarote vermelho de uma boneca de porcelana amputada de ambas as pernas. Fez uma gravatinha borboleta vermelha que pendeu no pescoço do sapinho. – Meu caro Gentleman, estamos quase prontos!

Ela saiu debaixo da cama, levando os coturnos junto. Sentada no chão ela se calçou enquanto Turdi pulava ao seu redor, experimentando a roupa. Ele não iria admitir, mas intimamente havia gostado daquilo.

***

Turdi ia pulando a frente, coisa que dificilmente fazia, mas Fae acreditava que ele queria exibir sua roupa nova sabe-se lá para quem. Ela abanou a cabeça e puxou mais pra frente o capuz negro do moletom, escondendo por completo a sua cabeleira ruiva exceto por um ou dois fios rebeldes que cismavam em continuar voando a frente dos olhos da menina Pointer. Mentalmente ela mandou o sapo parar de ser “aparecido” e pular mais nas sombras. A ruiva mesmo fazia isso e usava sua figura toda negra para ocultar-se na escuridão. Algo estranho acontecia em Hogwarts. Fae ouvira falar de unicórnios mortos, sereianos ariscos mais que o normal e um estranho rastejar nas masmorras. E havia a chuva! Aquela chuva era um sinal, ela sabia, por isso decidiu que iria investigar do lado de fora do castelo qualquer coisa que pudesse ser...exorcizada (oremos!) por Fae Blake Pointer. Então escutou uma melodia estranha quando seus passos a levaram para a orla da Floresta Proibida.

Não gostou daquilo e apertou fantasma entre os dedos, empunhando-a enquanto tentava descobrir o que estava acontecendo. Não por acaso o nome dela era Fae, ou fada dependendo da língua usada, e as pessoas que imaginavam fadas como seres benéficos e brilhantes certamente nunca haviam lidado com uma. Tampouco fae havia lidado, mas ouviu estórias e assistiu o “Labirinto do Fauno” e “Não tenha medo do escuro” tantas vezes que nenhuma fadinha safada iria engana-la mesmo que usasse toda purpurina da Parada das Varinhas Coloridas.
Então a ruivinha ouviu também vozes e as seguiu, bem oculta nas trevas, até reconhecer uma voz em especial e bater com a mão na testa. Droga! Irmão na área!

Turdi, aliviado por achar Elliot, o único Pointer sensato naquela floresta, foi pulando na frente até dar de cara com os meninos e coachar para demostrar seu contentamento . Fae o seguiu, reprimindo um xingamento pelo sapo ter deliberadamente revelado sua posição. Ficando de frente aos garotos, ambas as mãos na cintura, deu uma boa olhadela nas meninas - conhecia vagamente grifinória Lou e a lufana apenas de vista - e depois olhou interrogativa para o irmão.

- Duas, Elliot?

O que aconteceu???:
Fae Sai na chuva para se molhar para investigar e encontra Elliot com duas garotas, o que faz sua cabecinha cheia de caraminholas pensar bobagem.

[OFF]Óh Senhor Nimb, mestre dos dados, aqui vos venho pedir por boas rolagens para Furtividade, percepção e algo que ainda não sei o que é, mas pode ser necessário _o_

-
Saving people hunting things...

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Re: Here's to the night

Mensagem por RPG Enervate em Ter Out 30, 2012 1:50 pm

O membro 'Fae B. Pointer' realizou a seguinte ação: Rolar Dados

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Re: Here's to the night

Mensagem por Fernanda Wizard em Ter Out 30, 2012 8:12 pm

Flood-mor aqui:
Vou rolar meus dadinhos para percepção e furtividade aqui Smile
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Re: Here's to the night

Mensagem por RPG Enervate em Ter Out 30, 2012 8:12 pm

O membro 'Fernanda Wizard' realizou a seguinte ação: Rolar Dados

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Re: Here's to the night

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