Banquete de Abertura do Ano Letivo

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Re: Banquete de Abertura do Ano Letivo

Mensagem por Vicky Etros-Jagger em Qua Out 03, 2012 1:12 am

Para quem interessar possa e estiver sem tempo para ler agora, vai um resumo do que está abaixo:

Spoiler:
Vicky inicia seu banquete e observa a manifestação dos alunos da escola. As cenas lhe revoltaram, mas acabou se interessando.

— Enfim, querida Fortuna, banquete! – ria-se Vicky, de si para si.

Ora, devidamente alocada no Grande Salão, após ter devorado todas a torradas possíveis no chá poucos minutos atrás, ansiava agora por suntuoso banquete. E que ele não tardasse.

Vieram os primeiranistas e transferidos, deu-se a seleção e tudo transcorria bem. Até que o diretor tomou a palavra para falar sobre o ocorrido no trem e para impor as punições de Azazel.

Vicky não havia gostado de Azazel. Não lhe inspirava confiança e era possuidor de uma aura muito pesada. Mas também não havia gostado de Samaraia, Burl, L’Druide e nenhum dos outros. Ela mesma fazia questão de ser pouco simpática. Não tinha simpatia por ninguém, nem fazia questão de ser aceita.

Os eventos que vieram a seguir foram interessantes. A anciã sofrera um acidente no trem e perdera alguma ação, mas a certeza que tinha é que uma confusão havia acontecido. Não se surpreendeu ao ver que o menino que vendia beberagem envenenada levantou-se dentre os alunos, para receber alguma punição.

Sabiamente, ela aproveitou o importante momento e tomou boa nota do nome do menino, junto à lista que vinha montando. Sorriu para a nota mental que fizera, lamentando-se não ter pena e tinta de momento para anotar o nome do infrator. Mas ela se recordaria, e ele certamente pagaria o preço por ter tentado envenená-la.

[Lance de dados, para ver se Vicky vai se recordar do nome de Lewis, tendo base para atazanar o rapaz no futuro]

E então Vicky teve que estreitar os olhos para observar melhor o que acontecia. Azazel tomou o controle da situação, deixando Saedrae na condição de mero espectador, dirigindo-se a uma aluna da Sonserina. Vicky não deixou de reparar no espanto dissimulado do diretor que, em respeito ao docente, não esboçou reação.

— Pelo sangue de Você-Sabe-Quem... – exclamou a velha, esbugalhando os olhos e trazendo a porca para mais junto de si.

Isto porque uma aluna agora esbravejava, enquanto Azazel a repreendeu em troca. E o que se seguiu foi um verdadeiro pandemônio.

A bruxa cuspiu de lado, enojada.

No tempo dela é que se dava uma boa coisa para se lembrar no resto do ano quando se voltava à aulas.

As crianças hoje parecem mais moles, mais sensíveis, mais quebradiças. No tempo dela, se um olhar mais altivo era dirigido a alguém, a diferença era tirada depois do anoitecer, em um duelo no cemitério. Alguns perdiam dentes, outros a fala, alguns um dedo, ou quebravam um osso – e dias depois tudo voltava ao lugar certo.

— Perda de tempo inútil. – disse a velha bruxa, levantando-se. Ia retirar-se do salão, preferencialmente em direção à cozinha. Aquelas conversinhas moles e protestos infantis a deixavam enojada, mesmo com o estomago vazio.

Rapidamente, alerta como um felino, ela se voltou para o lugar de onde vinham os debates acalorados. Seu instinto funcionara bem, mas não era ela o alvo. Era Azazel, que caia estuporado.

A anciã viu um dos professores falar com o diretor que, impassível, ia ganhando cores à medida que a confusão se avolumava. Vicky sorriu de si para si ao ver que o velho “Eu sou bonzinho, gosto de flores, borboletas e blá, blá, blá” estava a ponto de ter aquilo que os trouxas chamam de um “cinco minutos”.

Ela se voltou interessada. Aquilo valia à pena ser visto. Dificilmente algo mais a surpreenderia hoje.

— PELO SANGUE DE SALAZAR SONSERINA! – hurrou a velha, espantada, quando o veículo trouxa ganhou o salão, assustando-a sobremaneira. Antes que pudesse perceber, estava com a varinha em mãos.

Bem, algo mais fora capaz de surpreendê-la.

Por fim, um rapaz tomou a palavra, pedindo desculpas por seus atos. Usava a cores da Corvinal. Na sequencia, saiu do salão.

Varinha na mão direita, a porca na mão esquerda, ficou observando interessada a cena que se desenrolava à sua frente.

O jogador, em off escreveu:O post é na ótica da Vicky. Ela não faz ideia do que aconteceu particularmente no vagão. Mas a véia é durona que só o demônio, e teve uma infância dura – não se abalaria com o ocorrido.

E, repare bem, o O.S. não está desconcertado. XD Em Off ele não se manifestou porque não deu tempo de postar mesmo. Em ON eu o desenhei como a Vicky o viu, impassível, deixando as coisas acontecerem e não gostando do resultado.

Não caberia um off para impressões pessoais dele aqui, mas como acho que não sai post dele hoje, salvo no que o Codo postar, digo que ele optou por não repreender o Azazel publicamente (OK, isso não é postura do diretor, mas é para justificar a ação em ON, porque qualquer coisa diferente disso invalida todos os posts que vem depois). E vamos jogar errepegê!
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Re: Banquete de Abertura do Ano Letivo

Mensagem por Apollion Azazel em Qua Out 03, 2012 1:20 am

E o demônio acordou. O doutor não levitava o corpo dele nem na altura do terceiro andar pelas escadas ainda quando ele retomou os sentidos, abrindo os olhos e vendo mil insetos imaginários de luz voando na frente dos seus olhos amarelos.

— Prof...! — tomou um susto ao perceber que ele estava novamente acordado — Você, eu... — O healer não sabia se estuporava ele de volta, ou se ficava com medo.

— DON'T! — Azazel esbravejou, se sacudindo para sair do efeito do Mobilicorpus voltando levemente ao seu equilíbrio.
Partiu em disparada em direção ao Grande Salão.

O que tinha acontecido? Ele tinha sido apagado? Por quem? Chester? Ele não ousaria... e Apollion no mínimo se lembraria... as loucuras daquele dia estavam indo longe demais....
Sua silhueta atraiu a atenção de todos para a porta.
— Prof. Azazel. — Para a surpresa de todos, finalmente Odlavinou Saedrae se pronunciou. Sua voz ecoou poderosa, e um silêncio se instaurou no salão. Todos curiosos, querendo saber o que ia acontecer agora que Azazel retornara.
Ele não fez nada. Ficou parado na abertura da porta, de braços cruzados. Será se eles iam deixar os alunos dominarem mesmo a escola de mais tradição, conhecida como uma das mais rígidas do mundo?
— Estou sinceramente aliviado em perceber que está bem e gozando de boa saúde. Como eu tive a felicidade de... prever. — claro, um bom motivo para um adivinho não ter feito nada esse tempo todo... ele tinha previsto tudo. Que ótimo. — Será que o senhor não faria a bondade de retomar seu assento? Obrigado. — Pigarreou alto. Ignorando a expressão inquisidora do Apollion, querendo saber who the fuck estuporou ele e why — E, por favor, isto se aplica a todos. Todos sentados. — Falou sereno calmo... e como sempre fizeram, todos respeitaram, no mínimo curiosos pelo que vinha a seguir. — Agora, Sr. Lewis, se puder nos fazer a gentileza de descer da mesa. — Tinha mesmo que pedir?

— Meus queridos, quero crer que hoje aprendemos uma lição valiosa. — Ah, não, Saedrae, não começa com o papo de adivinho não! — Aprendemos sobre como as coisas podem desandar numa situação de mal-entendido. — Longa pausa. Mal entendido? Como assim? Nem o Apollion entendeu essa.

— Eu gostaria, em nome de toda a escola, docentes e discentes, de pedir sinceras desculpas aos nossos primeiranistas, assim como os recém-transferidos, que tiveram que compartilhar consosco uma série de situações difíceis hoje, ambas envolvendo fogo. — e , inclinando a cabeça, fez uma reverência. — me adianto em desculpas perante meu corpo docente, e notadamente aos alunos e, mesmo dentre estes, em especial ao senhor, Sr. Lewis. A informação que nos foi passada, em frios e insensíveis relatórios, era que o senhor teria estuporado um monitor. Apenas e tão somente isto. Não tivemos tempo hábil para discutir as razões tampouco as motivações para tal ato, e eu solicitaria neste momento um relato detalhado de todos os atos, mas acredito que ouvimos o suficiente por hoje. Sob tais circunstâncias, deveria defletir o pedido de desculpas para ser realizado pelo Sr. Baudelaire, e endereçado à sua pessoa, mas como ele já o fez, e encontra-se devidamente punido, não acredito que seja necessária uma repetição. Como uma pequena compensação, mas movidos pelo espirito da obrigação, saiba que escreverei pessoalmente à sua mãe — e, depois de uma piscadela de olhos, completa — mas contarei a historia verdadeira. Outrossim, gostaria de pedir, também, que o Prof. Azazel, também participante desta sequencia de mal entendidos, se desculpe por essa infeliz situação.
O QUÊ??? Azazel Bufou tão forte que o cálice à sua frente borbulhou magicamente. Eu? Pedir desculpas para esse moleque? Esse ex-aluno?

— Never. — todo mundo no ambiente fez um audível som de uh!, mas Azazel, recebendo um feixe de entendimento como aforismo, logo reparou a sua colocação — Never meant to put the wrong responsibles in a position of shame. Please forgive me, Mr. Lewis. — Disse a frase inteira sem mover um músculo da face. Vai entender o que ele estav atramando com essas desculpas nada, nada sinceras. Afinal, ele tinha escutado o extenso monólogo da Srta. Alleborn, dizendo o que de fato acontecera, mas preferiu só escutar mesmo, sem ouvir, afinal, jamais ia discutir com uma aluna. Cochichos de "falso!", "é isso aí", "eu não acredito!", "oh ma gah", "pega, satanás!" eram ouvidos aqui e ali.

— Muito bem, Professor. Obrigado por dividir este momento conosco. — O diretor continuou, ainda em pé — Como oportunamente observado por nosso professor de História da Magia, Professor Arundell, a atitude de alguns de vocês hoje foi louvável, por se levantar e defender os seus ideais assim, de uma maneira tão comprometida e valorosa. Tenham certeza que não se esperaria nada diferente. Lembrem-se de jamais sd calar perante injustiças, como sabiamente filosofou o Sr. Lewis. — Azazel procurava o autor do seu desmaio, quem sabe essa pessoa poderia matá-lo agora de uma vez e acabar com aquela tormenta. — Pontos serão adicionados à Grifinória pela coragem, à Lufa-lufa pela lealdade com os amigos, e à Corvinal pelas sábias colocações. Contudo, infelizmente e á bem da justiça, igualmente serão punidos pela forma descortês que alguns de vocês se dirigiram às posições de autoridade aqui impostas. Mas pouparei esta nossa já conturbada noite, que deve ser uma cerimônia alegre e descontraída, de anunciar essas punições agora... Pois serão revisadas numa reunião docente e, parabenizando-os por estes eventos, com membros do conselho estudantil para decidir as medidas mais, graves. É interessante compreendermos que esta é uma escola com líderes estabelecidos e legalmente empossados, e toda e qualquer reclamação aos métodos de ensino e/ou punição devem ser encaminhados ao grêmio escolar, que passará as informação para nós, em particular. Quero crer que todos entendem que há uma gama de regras que devem ser seguidas, e qualquer aluno é livre para pensar diferente, mas deve agora de acordo com ela até que seja deposta... através de métodos formais.
— Para hoje a noite,
— continuou — eu gostaria de pedir somente, que o Sr. Lewis peça desculpas. — Todos olharam estatelados, sem entender nada. — Dessa ver por ter insultado o seu professor de uma maneira extremamente grosseira. Observe que o professor Azazel não teve problemas em se retratar ao reconhecer que errou. O senhor sofre uma injustiça, mas isso não lhe dará privilégios. Assim, lhe restam duas opção: desculpar-se pelas ofensas cometidas esta noite, ou enfrentas as consequências de uma detenção futura. O que preferirá, senhor Lewis?

OFFGAME :
Pessoal, o sono me previu de comentar mais sobre as opiniões do Azazel sobre as falas do diretor, e sobre se ele descobriu que foi o Coen que estuporou ele, e o que o Odlavinou achou disso, heheh. Eu posso editar esse post amanhã ainda, mas vou preservar as falas e ações nele contido.

Tudo combinadinho com o Everaldo.

-


Se o Apollion é o bicho-papão...
Spoiler:


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Re: Banquete de Abertura do Ano Letivo

Mensagem por Isadore Baudelaire em Qua Out 03, 2012 1:22 am

Isadore permanecia imóvel, enquanto o salão principal explodia em protestos, absorta em seus pensamentos. Não prestou atenção em uma vírgula sequer, porque não estava interessada no que dizia a plebe rude e ignara, até porque o populacho sempre funcionava do mesmo jeito: proferia meia dúzia de relinchos, mas depois que recebia suas migalhas, voltava a sossegar o facho. Ao invés disso, arquitetava mil maneiras de vingar-se de Azazel, o que em outras situações seria bastante tranquilizador, mas não naquele momento. Sentia-se muito humilhada, exausta e descrente com o que seria do seu ano letivo, mesmo que agora Kayra estivesse ali. Acabou concluindo que, mesmo sem saber por que, precisava de Charles, e sentia que nada além disso poderia acalmá-la.

O problema é que ficaria impossível encontrá-lo ali, em meio a tantos alunos, mesmo que sentir a sua presença fosse natural para Isadore desde a primeira infância. Estava prestes a pedir ajuda para alguém, o que seria mais humilhante que seu desastroso pedido de desculpas, já que envolveria confessar que queria a presença do primo, quando ouviu a voz de Charles. Arrumou a sua postura na cadeira e prestou uma atenção vital em cada sílaba do que o noivo proferia, sentindo-se tão orgulhosa dele que deixou um sorriso escapar de seus lábios - deslize prontamente corrigido, é claro.

Em seguida, como ele havia pedido licença, soube que ele estava se retirando do banquete, então já sabia como poderia encontrá-lo, motivo pelo qual colocou-se em pé imediatamente. Conhecia sem dificuldade o caminho para as portas do salão principal, depois de cinco anos o percorrendo, então simplesmente seguiu, sem se importar se ficaria nítido aos olhos de todos que estava indo atrás de Charles. Inclusive, duvidava imensamente que alguém estivesse se preocupando com isso.

Quando ganhou os corredores, e sem centenas de alunos na sua frente, percebia com clareza onde seu primo estava, mas como não conseguia se apressar demais sem correr um sério risco de tropeçar ou se machucar, e ele estava a vários metros de distância, teve que elevar o tom de sua voz para chamá-lo.

- Charles - o nome do primo ecoou pelo corredor. Deduziu que ele tivesse parado de andar, então pôde prosseguir na sua direção, gastando todo o tempo de que precisava para que finalmente ficassem próximos.

- Você poderia me escutar em silêncio, por favor? - era, sem dúvidas, um pedido estranho, mas Isadore tinha medo de recobrar o seu juízo perfeito se ele a interrompesse, o que a impediria de fazer o que sentia vontade de fazer.

- Talvez - Charles respondeu. Ela já estava mudando de ideia.

- Por favor - Repetiu, com um tom de voz agora impaciente. Mais uma negativa e iria para o seu dormitório.

- Tá. Prossiga - ele disse, finalmente.

A garota deu mais um passo à frente e se permitiu a apenas sentir a presença do primo por alguns segundos. Conseguia sentir o seu cheiro, e, com os olhos fechados, pôde imaginar com perfeição seus traços, a cor vívida de seus olhos azuis e o ar de inocência e arrogância que ele portava, como partes inerentes de sua personalidade. Conforme suspeitara, isso bastava para que sua inquietude se abrandasse aos poucos, até que estivesse com seu humor completamente restaurado.

- Vou enviar uma carta à nossa casa ainda hoje, contando a versão correta de todos os acontecimentos - só então voltou seu rosto para cima, sem perceber que deixava seus lábios bastante próximos, antes de dizer - E farei questão de frisar que, como sua noiva, não me arrependo de absolutamente nada do que fiz - por fim, deu um sorriso orgulhoso, recuou um passo e falou: - Boa noite, Charles.

Finalmente, virou as costas para ele e foi para Sonserina. Era a primeira vez que aceitava em voz alta o posto de sua noiva, apesar do compromisso em questão ter sido firmado a partir do dia em que os Baudelaire descobriram que Gaius e Leslie teriam uma garota. Isso poderia ser especialmente relevante ao primo, porque ele sabia melhor que ninguém da relutância que ela tinha perante o assunto, e mesmo que isso não significasse que agora Isadore estava tranquila com a situação, ela sentiu-se sortuda por pertencer a tradicional e respeitável família Baudelaire, com seus costumes estranhos.

Resumo:
Isadore fica tão satisfeita com o discurso de Charles que vai procurá-lo para deixar isso explícito, antes de finalmente ir para os dormitórios

OFF: A rolagem dos dados foi só para garantir que a Isadore sairia do salão principal sem maiores problemas.
Flood finalizando, finalmente, a participação da Isadore no banquete de abertura

P.S.: VINTE! IRRRLL DAUIHDUIDHASID
.


Última edição por Isadore Baudelaire em Qua Out 03, 2012 2:43 am, editado 1 vez(es)
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Re: Banquete de Abertura do Ano Letivo

Mensagem por RPG Enervate em Qua Out 03, 2012 1:22 am

O membro 'Isadore Baudelaire' realizou a seguinte ação: Rolar Dados

'd20' :

Resultado : 20
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Capítulo VIII

Mensagem por Elliot B. Pointer em Qua Out 03, 2012 4:53 pm

. Capítulo VIII .

Elliot ocupou seu devido lugar na mesa da Grifinória no Salão Principal. Estava sem sua varinha e apesar de não precisar dela, estava um pouco preocupado. Prometera a Falkor que não revelaria sobre seu treinamento, o que indicava que ele teria que encontrar formas de fazer magia de um jeito discreto, sutil, ou usando de subterfúgios, como fizera quando Azazel explodiu suas coisas. A bem da verdade, seu único ânimo era o de desfrutar de uma excelente refeição, muita coisa havia acontecido naquele primeiro de setembro e já era hora de um dia tão fatídico ser encerrado. E nada como uma refeição e uma boa cama pra que tal feito fosse realizado. Pelo menos esse era o plano original. Mas o plano original nunca sai do jeito esperado quando se trata de Elliot Pointer, né? Como era mesmo o lema? “Você encontra a Aventura ou a Aventura encontra Você”. Aventura ou confusão. Depende dos olhos de quem analisava a situação.

Após o discurso do diretor, Azazel começou com seu circo, exigindo as detenções num espetáculo aberto, como uma tentativa de melhorar sua autoafirmação porque é incapaz de fazê-lo por si só. Espera que tendo plateia as pessoas acreditem que ele é como ele é. Como era mesmo o lema? “Uma mentira contada tantas vezes que se torna verdade”. Principia Discordia. Por isso Elliot preferia ignorar. Quando a coisa tinha de ser resolvida mesmo, se usava o grêmio, com os representantes se dirigindo diretamente a quem realmente importa: o diretor e o conselho. Não a um “subalterno”. Elliot não costuma pensar nesses moldes, mas esse era um molde que incomodaria Azazel. Então, em sua mente, tudo que fosse feito nessa natureza, seria o suficiente. Além do mais, adorava a cara de derrota de Azazel quando o diretor cedia ao bom senso após a apresentação das argumentações. “A pena sempre foi mais forte que a espada”. Se o grêmio não resolvesse, ele jogaria bombas de bosta dentro do quarto de Azazel ou explodir as anotações dele novamente. Pessoas sempre subestimam explosões, são tão divertidas... Seria suficiente por uma semana. Abrindo um sorriso, ele se permitiu beber um gole de suco.

Estava procurando ignorar o que estava sendo feito a Isadore, o grêmio abordaria os métodos de disciplina do sistema Azazel posteriormente, abordando o caso com o diretor. Quando chegou a vez de Chester, Elliot olhou para o amigo, mas o que ele ouviu foi Gabi se levantando e proferindo um discurso contra o sistema “Azazel de Detenções”. Elliot levantou-se. O faria por lealdade, já que não abandonaria a amiga, mas o fato de ter abordado o sistema autocrático e injusto de Azazel com aquelas punições que apenas serviam pra humilhar, não pra educar, o ganhou na causa. De educação ele entendia um pouco, visto que seu pai era um professor. O garoto viu Fae pegando na mão de Gabi e abriu um sorriso, enquanto olhava pra Azazel com aquele sorriso largo no rosto. Já se via numa detenção arrancando erva daninha com os dentes, mas valeria a pena. Imaginar o cérebro de Azazel estalando de tanta raiva... Não tem preço. Além do mais, seria apenas mais uma detenção. As pessoas tendem a supervalorizar as detenções, mas depois da vigésima, não surtia mais efeito. Alguns alunos se levantaram em conjunto, pra mostrar o apoio à aluna.

Era algo bonito de se ver, os alunos se manifestando sem receio com ameaças, apesar que, diplomaticamente falando, não acarretasse em resultado válido. Se havia uma representação estudantil, esse é o meio a ser utilizado para que, de forma legal, conseguir as reivindicações. Derrotar Azazel em seu próprio campo de autoridade e com o apoio da escola. Mastercard, pra que precisa-se de você? Mas a coisa começou a sair um pouco do... controle. Principalmente na mesa da Lufa-Lufa... Elliot observou com olhos arregalados, Nanda tentando tocar fogo nas bandeiras e depois discursando pra cima de Azazel – ela não se lembra mesmo que “Incendio” só afeta coisa não-orgânica? Aí o professor com cara de Lúcifer derrubou o Azazel e a coisa começou a ficar muito louca. Bem fora de controle. Muito fora de controle. Não teve como não se lembrar de um diálogo em uma de suas obras favoritas...

“Todo esse tumulto... Essa gritaria... V, isso é Anarquia? Isso é a terra do faça-o-que-quiser?”

“Não. Essa é a terra do tome-o-que-quiser. Anarquia significa sem líder, e não sem ordem. Com Anarquia, vem uma era de Ordung, de verdadeira ordem, ou seja, Ordem Voluntária. Esta era de Ordung terá início quando o insano e incoerente ciclo de Verwirrung, que esses boletins revelam, tiver se exaurido. Isto que você vê não é Anarquia, Eve. Isto é caos.”


Elliot arqueou a sobrancelha, mas tudo que ele conseguia pensar era em como tirar a lufana dali. O professor Cooper fez uma entrada triunfal utilizando-se de um Delorean, que deveria estar repleto de Oricalcum e ele teria de ceder isso pro Elliot depois – já até pensava em como convencer Chester a ir até o professor, mas não ali, chamaria a atenção demais. Deveria agir rapidamente e já se preparava pra fazê-lo, quando o diretor restaurou a ordem com suas palavras, lembrando que aquele não era nem o momento, nem o lugar para aquilo. Alguns alunos se levantaram, saindo do Salão Principal e Elliot aproveitou a deixa. Colocando a mão no ombro de Gabi, apenas deu uma piscadela e acenou assertivamente com a cabeça.

— Desculpa. Eu queria ficar, mas tenho que resolver algo, tá? Não ouse se meter em detenções sem mim!

Passando pelo garoto do país de Gales com o porte de um lobisomem de série juvenil – o tipo de série que alguém com o perfil do Leslie participaria – entregou um cartão do grêmio e disse:

— Conto com você na próxima reunião.

Olhando pro garoto da Corvinal, ele arqueou a sobrancelha. Lembraria do rosto dele pra abordá-lo depois, numa situação melhor. E abriu um sorriso pra Pandy, apontando pra amiga lufana. E aproveitando que três alunos seguiam na direção da saída, procurou ir caminhando o mais rápido que podia, mas sem correr, pra não chamar muita atenção – se isso era realmente possível – e chegando até a lufana, sentindo o cheiro do etílico, a segurou pelo braço e falou.

— Vem, Nanda. Quero falar contigo. — abrindo um sorriso, ele colocou o braço dela em ao redor do pescoço dele e a ajudou a caminhar até a saída do Salão.



Spoiler:
Elliot observa os acontecimentos no banquete, o que o faz achar que dia primeiro de setembro realmente não é um dia comum. Apoia o protesto contra os métodos de detenção de Azazel e quando tudo está resolvido, graças ao diretor, ele resolve tirar Nanda dali antes que a coisa se agrave pra garota.

Off: Olá. Ação autorizada pela player da Nanda. A gente tá saindo pra uma RP. Smile Bonanças.



-
"Se o Destino for mesmo um Moinho...
Nós somos a razão que o faz se mover."



"Avançamos acreditando na sua infalibilidade,
Para além de onde as forças se encontram."



"Você encontra a Aventura
Ou a Aventura encontra Você".
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Elliot B. Pointer
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Re: Banquete de Abertura do Ano Letivo

Mensagem por Kayra Leigh em Qua Out 03, 2012 7:02 pm

Spoiler:
RESUMO: Kayra não engole o discurso de Alleborn e faz comentários em sua mesa, em meio à fala de outros colegas (isso não impede que outras pessoas ouçam). Observa com interesse as reações de Chester Lewis com interesse e se entendia com a organização da escola.

A única coisa que era minha e que estava limpa que eu possuía era o meu uniforme. Além de socialmente rebaixada, naquele momento eu nem sequer me sentia uma bruxa. Minha varinha havia sido confiscada e eu, sinceramente, estava prestes a ligar o *oda-s*. E daí que eu não iria cumprir minhas tarefas escolares? Aquela escola medíocre, repleta de profissionais tão medíocres quanto, teriam de, em algum momento, responder por aquilo. Afinal, não é possível que se confisque a varinha de um aluno durante duas semanas sem que ele tenha queda de desempenho!

Claro que este não era meu único pensamento. Enquanto eu me vestia, eu bolava planos de como me vingar do cretininho que estragara a única peça decente que me restava. Mas para todas as ações em que eu pensava, minha varinha era item indispensável. Até mesmo quando pensei em quebrar o crânio dele com um tijolo até seus miolos saltitarem felizes pelo chão, a varinha estava lá, graciosa, soltando faíscas comemorativas.

Engoli minha frustração quando me dirigi, juntamente com meus colegas, para o local onde se daria o banquete de abertura. Embora os meus olhos com frequência mirassem o chão, eu mantinha a cabeça erguida, com a altivez que me era característica. E mesmo mediante os comentários capciosos acerca da minha recente condição social, uma vez que, aparentemente, havia um bando de desocupadas cuidando da vida alheia em vez de fazer uma depilação no bigode que já caía sobre os lábios, meu nariz continuava tão empinado quanto minha bunda. E pobre daquele que acreditasse que eu estava no fundo do poço. Eu ainda era Kayra Leigh, e se eles não sabiam o que isso significava, muito em breve descobririam.

Mal adentrei o Grande Salão e vi os olhos azuis de Dorothy cruzando com os meus. Meneei a cabeça e continuei meu caminho, o que, para Dorothy, significava que ainda tínhamos muito o que conversar antes de sairmos por aí comemorando o fato de que estudaríamos juntas novamente – sei disso porque nos conhecíamos profundamente, de modo que em determinadas situações, as palavras faziam-se desnecessárias. Procurei Roxanna e Isadore e encontrei-as próximas, na mesa destinada à Sonserina. Sentei-me ao lado de Roxanna, o que muito provavelmente despertou raiva em Dory. Ainda que não fosse uma provocação, fazê-la sentir dor, naquele momento, trouxe-me uma estranha sensação de satisfação. Ela ainda era a minha melhor amiga, mas eu estava ferida e se pudesse fazer com que outras pessoas sentissem dor, independentemente de quem fosse, ótimo.

Pouco a pouco o salão foi enchendo-se de vozes – algumas mais agudas que outras – e logo se tornou difícil escutar o que o companheiro ao lado dizia. Eu me mantinha impassível, olhando tudo com muita curiosidade. Nem mesmo a presença do kamikaze responsável pela perda dos meus pertences abalou minha postura. Reagia a tudo com total desinteresse, como se aquilo tudo não fosse nada além de chato. Entretanto, minha mente reagia em alta velocidade, procurando rostos, fixando expressões e garantindo a mim mesma que determinadas situações teriam um final muito, muito diferente daquele dia em diante.

Não levou muito tempo até que a seleção fosse iniciada e chegasse ao fim, como não levou muito tempo para que começasse novamente a prelação acerca do mau comportamento dos estudantes no trem. Contudo, as coisas não terminaram tão rapidamente quanto eu gostaria.

Tão-logo o diretor da escola pediu, levantei-me para que todos naquela escola pudessem me olhar. E a ideia era mesmo esta: eu queria ser vista. Queria que as pessoas soubessem que uma estranha fazia parte de um malfadado princípio de ano letivo e que eu não era uma pessoa com quem as coisas ficavam impunes. Deixei que me olhassem e devolvi os olhares de maneira desafiadora e arrogante, característica que carrego praticamente desde que nasci – e da qual, embora haja um sem-número de pedidos na minha casa, eu não abro mão. Isadore estava em pé, próxima de onde eu me encontrava, impassível. Mais do que a mim, havia uma série de pessoas que a encaravam. Isadore claramente oferecia mais perigo do que eu e eu ficava muitíssimo satisfeita de tê-la como aliada.

A bronca não foi nada além aquilo que eu já esperava. Fomos comparados a delinquentes e chamados de preconceituosos. Eu até concordava com aquilo, embora não aceitasse muito o primeiro predicado a mim atribuído. Preferia ser considerada uma garota de métodos nada tradicionais para resolver pequenas pendengas. Mas os termos empregados eram o de menos. A verdade é que eu demonstrava mais preocupação com o esmalte que começava a lascar do que com qualquer adjetivo utilizado para me classificar. Eu estava acostumada a punições. Havia sobrevivido a mais situações inusitadas do que muita gente naquela escola. As duas semanas de punição obviamente me seriam indigestas, porém haveria todo um ano letivo para fazer as coisas funcionarem à minha maneira.

Notei que, ainda que fôssemos sete punidos, apenas alguns eram mencionados com mais ênfase. Eu e a escola inteira conhecíamos as razões para isso. A confusão estava centrada em Charles, Isadore e o garoto Lewis. Dois deles eram meus amigos, mas, em resumo, não era um problema meu, portanto, enquanto o mesmo maldito professor que se apossara da minha varinha dava lições de moral nos três, eu fitava um ponto fixo na parede atrás dos professores, como se nada daquilo me importasse.

Mas claro tédio fingido tem limites. A voz daquela garota entrou pelos meus ouvidos como se ameaçasse romper meus tímpanos. Irritante, para dizer o mínimo. Sim, eu havia implicado com ela desde o primeiro momento em que a vira, afinal, a audácia dela se aproximava bastante da minha – com a diferença de que eu colocava os meus interesses antes de pseudo-heroísmos. E enquanto ela tagarelava desesperadamente em defesa de Lewis, eu a encarei, derretendo a expressão de quem pouco se importava e dando lugar para um olhar de divertimento.

Alleborn era uma séria candidata a radmanta. E se havia algo que eu odiava mais do que as roupas de brechó que teria de usar dali em diante, eram radmantas. A necessidade de se mostrar superior a todo custo, em defesa do bem acima de tudo, era uma conversinha da qual eu já estava cansada. Havia muito tempo. Mas isso foi o de menos em todo aquele discurso, porque ela já havia ganhado meu desafeto desde o momento em que agredira Isadore. Enquanto as pessoas tagarelavam sobre sair da escola, porque permitia preconceitos e todo um bibibi desnecessário, eu caí na gargalhada. Claro que muitas pessoas me ignoraram, mas os que me olharam perceberam que, ainda que parecesse tresloucada, eu tinha um argumento a dividir. Não com todos, obviamente, mas com os colegas da minha mesa e qualquer um ao redor que se dispusesse a ouvir. Logo, não interrompi o discurso de ninguém. Muito pelo contrário, uni minha voz às dos demais, em uma animação que contrariava completamente o clima que se impusera naquele salão.


– Se alguém um dia tentar me defender de algo, por favor, não usem esse tipo de discurso, beleza? Posso estar no fundo do poço socialmente, mas jamais quero que as pessoas me defendam como se eu fosse uma incapaz. Porque, galera, é isso o que ela está fazendo, direta ou indiretamente, proposital ou inconscientemente. Posso até não ir com a cara dele, mas esse moleque pode ser tudo, menos um incapaz. Eu vi o que ele fez com o Charles – dei uma risadinha maldosa e olhei para Lewis, mas não me dirigi a ele, que já assumia seu turno em meio àquela baderna de discursos – Sério mesmo que tem gente dando crédito pro que essa gente tá dizendo e pro que esse professor tá fazendo? São mesmo um bando de fantoches ridículos!

Revirei os olhos e me sentei novamente. Sabia que Dory teria tentado me ouvir, só não sei se teria conseguido. Sei também que, por dentro, Isadore estaria dividida entre as gargalhadas e a raiva por eu ter lembrado meus novos colegas de que Charles fora derrotado por um membro de uma classe que ele abominava. Enquanto isso, Lewis já estava discursando, agora atacando diretamente o professor Azazel, que, para ele, era responsável pela disseminação da intolerância naquela escola. Eu precisava admitir, o menino era duro na queda, e eu só não aplaudia sua postura porque precisava imediatamente retomar a minha imagem de entediada.

Lewis disse que não pediria desculpas e praticamente implorou por uma maldição imperdoável. Digo isso porque, se é comigo, eu teria mandado sem dó. Ergui os olhos, na esperança de ver a reação de Charles e notei que ele tinha a mesma expressão de tédio que eu. Os suspiros assustados fizeram-me voltar a atenção para o outro lado e ver que Azazel fora estuporado por um colega de trabalho. Uepa! Lógico que me enfiei embaixo da mesa! Acham mesmo que eu, sem varinha, vou me meter no fogo cruzado? Mas não vou mesmo! Se tinha que viver em um hospício, tentaria manter o mínimo de sanidade que ainda me restava.

É bem provável que ninguém além de Dorothy e Roxanna tenha percebido minha ausência temporária. Se Rox não havia percebido, descobriu quando eu saí de debaixo da mesa, com cara de poucos amigos e cochichei no seu ouvido:


– Darling, depois da explosão do navio, qualquer simples ameaça contra minha vida que não me dê direito de defesa exige uma rota alternativa de fuga.Não sei se Rox riu. No meio da balbúrdia, com um professor afirmando que não haveria expulsões naquele dia, outro aparece repentinamente no salão com uma estranha máquina. Revirei os olhos e disse para minha amiga: – Sério, mesmo?

Olhou para o lado em busca de um novo ponto em que se focar. Hogwarts era simplesmente muito pior do que eu pensava.

Spoiler:
[OFF]Dois dados, nesta ordem:
1. Resistir ao feitiço para se sentar.
2. Notar Elliot saindo do salão com Nanda[/OFF]

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Re: Banquete de Abertura do Ano Letivo

Mensagem por RPG Enervate em Qua Out 03, 2012 7:02 pm

O membro 'Kayra Leigh' realizou a seguinte ação: Rolar Dados

#1 'd20' :

#1 Resultado : 15

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#2 'd20' :

#2 Resultado : 9
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Re: Banquete de Abertura do Ano Letivo

Mensagem por Bran St. Ledger em Qua Out 03, 2012 8:44 pm

London's burning, dial 99999.
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Voltar às aulas sendo salvo de um incêndio por duas garotas era, na visão de Bran, um sinal de ventura. Um sinal de que São Patrício – ou os velhos heróis do Ulster – olhavam com carinho e atenção para o setimanista. Sim, o Divino havia agido por ele e, quando chegara são e salvo ao castelo, fez uma pequena prece em irlandês, subindo os degraus de mármore acompanhado por Piers, Ùna e a irmã dela.

Mas tão logo o coração perdera o medo de morte, sua mente voltou a atenção para o seu estômago. Desde quando era um infante rechonchudo perdido nesse mundo chamado Hogwarts, o banquete era uma das partes favoritas do jovem St. Ledger. A ideia de comer, e beber, a vontade e ter o dia seguinte livre para vomitar as tripas e rir idiotamente era, na cabeça do norte-irlandês, um pequeno pedaço do paraíso bíblico na terra mortal. Sendo assim, ele já aprontava-se na mesa verde e prata mesmo antes de todos, sentando em seu lugar de costume, do lado esquerdo do marquês.

E se as palavras protocolares do diretor não o interessavam, Bran entretinha-se em quebrar as normas de conduta do castelo e avançar contra a comida, servindo o prato da pequena Fairbairn com o que ele considerava de melhor nas especialidades culinárias dos elfos. Comentários como “Evite o arroz de trasgo no desjejum” ou “come isso, até hoje eu não sei o nome, mas é a melhor coisa que eu já comi na vida” pontuavam prontamente cada lombo cortado e cada porção posta a frente de Sorcha. A garota sorria e concordava com a mesma educação milimétrica e a polidez sincera que o fazia lembrar, gritantemente, de quando conhecera a irmã mais velha dela, há seis anos.

A breve nostalgia fez com que o setimanista começasse a contar histórias para a garota – sem saber se elas a fascinavam ou não. Acostumara-se a ser o irmãozão para as gêmeas e agora repetia esse mesmo papel. Contudo, as breves histórias da velha Irlanda e os poucos contos dos invernos passados em Hogwarts foram interrompidos quando as palavras “delinquentes trouxas” chegaram aos ouvidos de Bran. Até então, o garoto propunha-se a dar o mínimo de atenção a o que o corpo docente falava, passava os olhos rapidamente, tentava absorver a ideia de todo o obladi-oblada e voltava-se para Sorcha.

Mas essas palavras o atingiram como uma flecha antiga, envenenada – por séculos e séculos – pelos mais podres dos preconceitos humanos. Ele parou de falar com a pequena e começou a prestar atenção no que ocorria com o salão. O cenho franzido, o olhar compenetrado, prestando atenção a cada dito maldito. A célula revolucionária em seu peito batendo em fúria. E quando a decisão, que devia ser justa, foi dita, mostrando que a Justiça tinha se vendido ao primeiro gordo rico de fala lenta e afetada, Bran se levantou.

A mão fechada em punho encontrava-se contra a mesa. Os dentes cerraram como um felino ferido e mantinha o olhar em brasa. Se o Um fosse tratado dessa maneira, o Todo sofreria do mesmo pesar. Seu pai lhe ensinara a nunca deixar o Um sozinho e, enquanto outros alunos de outras casas falavam, dando palavras ao sentimento de Bran, o norte-irlandês media as atitudes daqueles que se encontravam inertes.

E foi quando o desenrolar da história mostrou ser ainda mais banal que o significado inicial, o setimanista lamentou com um menear leve, contudo, mantinha-se de pé. Ao que ocorrera em seguida, a estuporação do vice-diretor e as palavras dos outros alunos – que só resolveram agir após o orgulho e o amor próprio terem falado mais alto; St. Ledger prestara pouca atenção. Em silêncio, saiu da mesa sonserina, desvencilhando da mão de Piers que pretendia impedi-lo de andar e fazê-lo voltar a sentar-se e caminhou em direção ao professor de História da Magia.

- Oi! Preciso falar com você, professor. -
resumo:
Bran, sentindo-se tão ou mais ofendido e subjugado como os demais nascidos-trouxas, junta-se a pequena rebelião inicial, mas, após o fato ter virado uma pequena guerra de egos, decide travar aquela batalha por outros meios.

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Re: Banquete de Abertura do Ano Letivo

Mensagem por Derfel Heaney em Qua Out 03, 2012 10:07 pm

Heaney estava assustando consigo mesmo, não era do tipo medroso até porque nunca teve a saia da mãe para se esconder, simplesmente foi jogado no mundo depois de um ataque de Comensais e criado por um homem severo demais para cuidar de uma criança. Não era aquela a Hogwarts sonhada por seu pai, conquistada a duras, e se sentiu feliz por não ser o único a pensar daquele modo, mais alunos pensavam como ele e sentiu seu espírito renovado, lá dentro, sabia que seu pai estaria orgulhoso e Hywell apesar da possível detenção daria três tapas nas suas costas sem dizer nada e Derfel entenderia que havia feito a coisa certa.

Aquele foi um momento lindo, breve, porém lindo. Os alunos ali, de pé, as casas se unindo, jovens que durante anos trocaram poucos parágrafos de conversa juntos para fazer prevalecer os ideais pelos quais tantos lutaram, até Ángel apareceu de algum lugar para tomar uma posição ao lado de Virginia, Derfel ainda se perguntava como o mexicano era tão sorrateiro para simplesmente aparecer na mesa dos leões enquanto os sonserinos pareciam, ao menos visualmente, tomar uma posição. Com certeza constaria nos anais do castelo e seria lembrado como o motim dos alunos, isso claro, se não fosse ofuscado pela aparição de um carro no meio do salão, o estupefaça, o incêndio nas bandeiras.

Épico
.

Muitos panos quentes e feridas curadas depois parecia que o grau de normalidade começava a se estabilizar e novamente sentado, tentando digerir todas aquelas informações, recebeu um cartão. Conhecia o mensageiro, era Elliot o irmão daquela ruiva engraçadinha do terceiro ano que bravamente também havia se levantado, mesmo que sua estatura não amedrontasse ninguém, o que valia era a intenção – Derfel mal suspeitava das armas escondidas da pequena Fae - e demonstrar sua posição. Voltando para o menino Pointer, parecia que o estava convidando para participar do Grêmio Estudantil, ninguém jamais o convidou para participar daquelas coisas, acreditava que isso para gente que gostava de debater sobre tudo e que principalmente possuía argumentos para conversar com o conselho formado pelo corpo docente. Ergueu uma sobrancelha e guardou com cuidado o cartão, pensaria sobre o assunto outro dia, com mais calma e sem o calor do momento.

Naquele instante precisava deixar que a adrenalina baixasse e finalmente apreciaria o seu jantar como um aluno regular, mesmo que sentisse sua nuca queimar devido a tantos olhares e cochichos. Não provocou jovem Cadarn? Agora aguenta! Felizmente ele se considerava sujeito homem, capaz de arcar com as consequências dos seus atos e azar daqueles que deixaram o salão antes do banquete. Perderam uma bela perna de cordeiro, fatias de rosbife e purê de cenoura. Ele não possuía qualquer refinamento para jantar mesmo estando ao lado da organizada e nobre Virgínia, fincava o garfo na carne como se estivesse matando alguma caça fujona, na sua briga com a comida, viu alguém espetando uma fatia particularmente apetitosa de rosbife.

Encarou o dono daquele garfo que nem pediu licença e levou a boca o seu pedaço. Ángel. Não disfarçou quando bufou com tamanha intromissão do Mexicano/Espanhol/Persona non grata Del Aguirre que deixou escapar um sorriso discreto, quase imperceptível para Heaney que não correspondeu, mantendo a feição dura – mexer com comida é sacanagem – e fechada. Cuja única reação foi simplesmente perguntar, como se não estivesse fora do seu lugar (que Cadarn julgava ser o inferno e não a Sonserina), protegido unicamente pela figura cândida de Virgínia:

-Me passa o Sal? -

off juro que edito pra colocar a cor do Ángel certinha XD

-

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Re: Banquete de Abertura do Ano Letivo

Mensagem por Elena Holdfeny em Qua Out 03, 2012 10:09 pm



Dia 1 de setembro. Salão Principal. Banquete de Abertura.

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Aquele tinha sido um longo dia. Tudo o que esperava ao acordar de manhã era que pudesse descansar e se recuperar da tensa partida de tênis que tinha jogado no dia anterior. Não queria nada além de uma cabine vazia. Não comia ou dormia há mais de 1 dia. Estava exausta fisica e mentalmente. Era uma menina que não costumava desejar muitas coisas além vitórias, troféus e medalhas, contudo, naquele sábado, ela desejava paz. Só um pouco de paz.

Com muito pesar, concluía que não teria seu desejo realizado naquele dia. A viagem de trem tinha sido incrivelmente caótica e conturbada, ainda que, para ela, tivesse sido boa no somatório final. Enquanto deixava o trem a caminho das carruagens, sentia seu bom humor espontâneo mudar. Aquela inevitável impaciência de quem está exausto começava a dominá-la. A ponto de sequer se importar se parecia antipática ficando calada durante todo o caminho até o castelo. Lara era sua amiga há tempo suficiente para saber que aquele era apenas o jeito da amiga. “E que se dane o que vai pensar o outro menino... Não sei nem porquê ainda está com a gente.

Normalmente, o banquete da cerimônia de abertura, para Elena, era apenas um momento para observação. Costumava ficar calada apenas observando os recém-chegados a casa de Salazar Sonserina e inevitavelmente reparava no fato de que quase todos ali comiam sem sequer se importar com que tipo de nutrientes estavam ingerindo. Por algum motivo, ainda ficava impressionada com a displicência da maioria das pessoas ao se alimentar. Algumas pareciam sentir alegria, e até prazer, comendo desmoderadamente. Ela não entendia como aquilo era possível. Ainda que estivesse faminta. Não lembrava da última vez que tinha sentido tanta fome. Aliás, não lembrava-se sequer de sentir fome, de fato. Vivia constantemente sob dieta, uma balanceada e feita por um medibruxo profissional, especializado em nutrição para atletas. E por mais que não gostasse de ter que se alimentar tantas vezes ao dia, o fazia. Juntando isso ao fato de que vinha de uma família abastada, ela não sabia muito bem o que era fome. Mas pelo jeito que seu estômago se revirava, tinha a sensação de estava começando a descobrir. E não estava gostando nada daquilo.

Para sua sorte, e para agravar seu mau humor, o diretor levou mais tempo do que o habitual em seu discurso de abertura. Não conseguia evitar achar tudo extremamente entediante e aborrecedor. No entanto, fez um mínimo de esforço para prestar atenção. O que lhe valeu, a príncipio, duas descobertas um tanto curiosas: Sonserina teria um novo chefe e Hogwarts um novo professor de poções: Maor Coen. Teria reparado com mais atenção no dito cujo, caso não estivesse tão surpresa com a descoberta de que também teria uma nova professora de adivinhação: a mendiga do trem.

Hogwarts definitivamente estava caindo de nível. Seus pais, certamente, seriam informados disso. Estavam pagando uma grana alta para que ela pudesse estudar na dita “melhor instituição de ensino bruxo” e era isso que eles ofereciam? Uma mendiga dando aula de adivinhação? A matéria já não tinha lá muita credibilidade, agora que não teria mais nenhuma. Mas dos males o menor: ela não iria cursar aquela matéria naquele ano.

Nãotinha notado o quanto tinha se distraído até ver duas meninas sentadas próximas a ela se levantarem. Olhou rapidamente ao redor buscando enteder o que estava acontecendo e logo percebeu do que se tratava a situação. O diretor ia mesmo dar sermão ali na hora do banquete? Revirou os olhos e mentalmente mandou tudo e todos ali irem para um lugar muito bonitinho lá onde o sol não bate. Inclinou-se abaixando a cabeça, apoiando-a nos braços cruzados a sua frente. Não queria saber daquela história...

Não tinha se dado conta de que alguma coisa estava acontecendo até não conseguir ignorar mais uma voz irritante que ecoava pelo salão. Uma voz que ela conhecia, não gostava e não entendia o porque de estar soando no ambiente. Virou a cabeça em direção a mesa da grifinória. Viu Gabriela Qualquer Coisa fazendo um discurso qualquer, toda cheia de pompa. “Que inferno...”. Ainda que não fizesse questão de prestar atenção no discurso da menina, pode perceber que ela falava alguma coisa sobre o vendedor ambulante de Coca ter sido humilhado no trem e blábláblá. Não era próxima de Gabriela - “Graças a Merlin” - mas sabia do jeito revoltado da garota que parecia querer mudar o mundo.

- Antes de mudar o mundo, ela podia tentar mudar as coisas dentro da casa dela não é mesmo? Acusando aí pessoas de humilharam o vendedorzinho ambulante do trem, mas o próprio irmão tava lá no meio e não impediu nada. - dizia baixo, notavelmente irritada, olhando para duas meninas que nem mesmo conhecia sentadas na sua frente. Maneou a cabeça negativamente e voltou a abaixá-la.

Mais algumas pessoas falavam, ela podia ouvir, mas simplesmente não queria mais dar atenção para aquela gente. Não admitiria pra ninguém, mas estava com fortes pensamentos de gorda: Ela só queria mesmo era que o banquete começasse para que pudesse comer logo alguma coisa. Sentia seu estômago se contorcer e sua paciência ir embora por completo.

Ouviu a voz de um professor exigindo silêncio e ordem na situação. Pensou que talvez as pessoas retomariam o bom-senso de ficarem recolhidas em suas insignificâncias. Como estava enganada. Aquela gente era tão inconsequente e abusada. Era tão difícil assim elas calarem a boca e aceitarem uma ordem naquele momento? Elas não podiam deixar pra pagarem de revoltadinhos numa outra hora? Sempre a admirava como tinha burguesinho que gostava de pagar de conscientizado. “Por favor... Querem derrubar o sistema, mas não levantam a bunda de suas caminhas nem pra lavar uma louça em casa.

Aparentemte, todo mundo havia decidido que daria seu pitaco. Inclusive uma das meninas que estava de pé próxima a ela. Surpreendeu-se ao ver que ela não tinha falado apenas mais um monte de besteiras. Não demorou muito pensando sobre o que ela falará, quando não pode deixar de notar algumas pessoas começando a cochichar sobre o ocorrido. Sinceramente, ela estava cagando e andando. Única coisa que realmente queria saber era quem daquela confusão toda tinha explodido a porta da cabine onde ela estava com Lara. Com aquela pessoa sim ela teria que acertar algumas coisas. No entanto, decidiu prestar atenção no que as pessoas conversavam ao seu redor sobre o assunto.

Pegando-a de surpresa, a situação de repente passou de caótica para uma total loucura. Depois de ver um professor sendo estuporado por outro, Elena decidiu: “É esse ano que eu peço transferência dessa merda.”. O diretor parecia retomrar o controle da situação, mas ela já estava quase perdendo o controle sobre si. Quase todos a mesa pareciam manter com facilidade a indiferença diante da situação, mas ela estava de saco cheio, aquele definitivamente não era um dos seus melhores dias. Virou-se para a menina loira sentada na sua frente. Tentou se segurar e manter-se calada, mas sentia palavras lhe subindo goela acima.

- Olho por olho é um tipo de justiça que há tempos foi deixada de lado. Ainda que EU ache um bom tipo de justiça, nós não vivemos de acordo com ela. Pelo menos não legalmente. Agora, até onde os boatos vão, aquele menino entrou na cabine, permaneceu na mesma e obedeceu o que lhe foi "sugerido" - fazia sinal de aspas - por opção própria. Ele foi coagido de algumaforma por meios de força a fazer alguma coisa? – olhava as pessoas sentadas ao seu redor esperando respostas e ao ver algumas delas negando, prosseguiu - Não? Ok. Então após ele ter feito a péssima escolha de assumir a posição submissa na história, ele também fez a péssima escolha de atacar com um feitiço alguém que apenas o atacou verbalmente. Existe uma enorme diferença entre as duas coisas. Ainda mais quando se tem menina cega na cabine. Se o Chester sabe o quanto de dificuldades ele sofre por conta da sua cor e seu sangue, nada mais justo que concluir que a Isadore certamente também não tem uma vida muito fácil por conta da deficiência. Quando aparece alguém lançando um feitiço do nada na cabine, nada mais natural do que assustar os que estão ali presentes. Ela provavelmente se sentiu ameaçada e o atacou. Admito que com um feitiço um tanto inadequado, mas e daí? Do jeito que estão falando aqui de legítima defesa, NINGUÉM pode negar que Isadore agiu em legítima defesa TAMBÉM. – falava baixo, mas claramente saturada do assunto. - Não tá errado ele atacar com um feitiço pessoas que não o atacaram antes? Regras são regras, leis são leis, e a ordem se mantém quando as pessoas agem de acordo com elas. Aqui todos são ótimos entendedores de leis e dos seus direitos né... mas cadê a compreensão de que devem cumprir deveres também? - Elena tinha uma expressão claramente incomodada. Sentia-se mal por estar ela mesmo descumprindo seu dever de obedecer ao professor que mandou que os alunos se calassem, mas prosseguiu. - Não que os Baudelaire estejam certos, porque não estão mesmo, mas um erro não justifica o outro. É simples assim. Pra que essa palhaçada pro menino não se desculpar? – dizia a parte final com um tom cansado.

Era isso aí. Estava cansada, com fome, com sono e sem paciência. Só achava que podiam servir logo o banquete, pra ocupar a boca daquelas pessoas e pra acabar logo com aquilo tudo pra que ela pudesse ir para seu quarto dormir. Naquele ritmo, aquele dia não iria terminar nunca...
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OFF:
1º – Ninguém, por favor, leve nada pro pessoal. Eu posso ser uma pessoa debochada e implicante, mas eu realmente não tô postando aqui a minha opinião nua e crua, é apenas um post do ponto de vista da Elena. A player até acha mesmo que o Chester, apesar de ter sido o mais prejudicado, errou mesmo ao atacar fisicamente um garoto que só lhe atacou com palavras. Mas também não é nenhuma monstra, inclusive, já foi aluna de serviço social, rsrsrs. Esclarecendo só pra não ter nenhum climão, porque é desnecessário. ON é ON, OFF é OFF.

2º – Todas as falas da Elena não foram ditas num tom alto suficiente para que ninguém que não estivesse sentado próximo, talvez há somente 1 ou 2 lugares de distância, pudesse ouvir.

3º – A tal da menina loira com quem ela desengatilha a falar sem parar, é a Roxanna, que estava sentada na sua frente. Num momento ou outro, ela se virou para as pessoas sentadas ao seu lado ou bem pertinho. E essas pessoas poderiam ter ouvido ou não o que ela falou, mas só elas.

4º – Não vou rolar dados pra nada, porque um monte de gente falou e falou e não rolou dado nenhum.

5º – Qualquer vontade de interagir, só avisarem por MP.
Resumo:
Elena deixa o trem, junto de Lara e Leslie, mas devido seu cansaço, está de mau humor. Durante o banquete vai ficando cada vez mais impaciente, mais irritada, mais cansada e mais faminta. Até que de repente “explode” e acaba “desabafando” seu parecer sobre a situação, formado pelo que sabia do que viu no trem e do que ouviu de boatos na mesa, para uma menina que sequer conhecia, mas que calhava de estar sentada na sua frente.

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Re: Banquete de Abertura do Ano Letivo

Mensagem por Gabriella Alleborn em Qui Out 04, 2012 4:30 pm


Resumo e OFF:



Gabriella vê-se cada vez mais com apoio, e sua alma revolucionária sente-se emocionada com tudo que se passa. Apesar de alguns erros de percurso, tudo acaba bem com o discurso do diretor, e a loira decide que deve cumprimentar algumas pessoas que se ergueram junto com ela.



OFF: Novamente, um post que fiz dormindo. Gabi não me deixou dormir até terminar isso. Os relatos foram breves e foi mais uma visão do que a menina estava sentindo.




Everyone's got their chains to break
Holding you
Were you born to resist?
Or be abused?

I swear I'll never give in
I refuse
Ela não fazia aquilo por Chester (como a cegueira mental de alguns deveria ter erroneamente apontado – provavelmente a grande maioria da Sonserina), nem pelas detenções aplicadas a ela e aos colegas, afinal, ela assumia seus crimes quando achava que eles eram dignos de alguma repreensão (e, no final das contas, ela já era tão calejada de detenções que não havia muitos motivos para choramingar). Ela havia se posto de pé pela própria consciência, pelo direito de defender o que acreditava ser a justiça: de que outra forma ela poderia dormir aquela noite? Como poderia permitir que alguém se humilhasse apenas por ter se defendido de uma coação moral, perante a uma pessoa que, não bastasse ser desprovida de qualquer ética, colocara a vida de diversas pessoas em risco e não parecia demonstrar qualquer arrependimento sobre isso?

Tudo que envolvia aquele simples gesto era baseado em preceitos há muito fomentados: todos eram seres humanos, independente da hierarquia, e isso significava que até o Ministro da Magia era passível de ser desafiado caso cometesse algum ato de tirania. E, na verdade, os que tinham maior status tinham por dever irrevogável proteger os mais fracos. Era assim que as coisas deveriam ter seguido no período medieval, era assim que deveriam continuar seguindo, visto que os moldes bruxos não haviam andado muito desde então.

Tais princípios desvirtuados pela falta de caráter presente num grupo significativo de humanos, aliás, deveriam ter sido desconstruídos na guerra contra Voldemort, aquele período em que todos clamaram, mesmo que silenciosamente, por liberdade. Charlote, sua brava mãe, havia sido presa e quase morta na época: lutou, mesmo tendo três filhos pequenos, pela liberdade dos outros. Quem seria ela, Gabriella, se não honrasse a mãe defendendo quem podia defender?

E vejam bem, isto não significava que Chester Lewis era incapaz, significava que ele tinha amigos, e, por Merlin!, era a primeira vez que ele se defendia (Gabriella, que era mestra em infernizar o garoto – mas nunca o mandara lamber o chão, nem lançara AT em suas fuças –, sabia que ele não se defendia de pronto), e a loira jamais permitiria que reprimissem a coragem que o garoto finalmente descobrira. Sua ideologia era toda aquela (como já falado em posts capítulos anteriores): dar o primeiro passo e mostrar para todos que cada um poderia ousar ter voz. Que não deveriam aceitar os preconceitos intrínsecos do sistema porque um brado supostamente superior ordenava. Os sistemas não representavam a maioria: os que haviam os escolhidos eram sempre as pessoas poderosas e os pequenos apenas repassavam o respeito ao que foi criado aos filhos. Uma prisão eterna. (Em OFF: aos que acham que a Revolução Francesa, marco do pensamento iluminado, foi um ganho dos pobres, enganam-se. Foi uma revolução burguesa que transferiu o poder da nobreza – status de nascença – para o dinheiro.)

No entanto, ali, naquele espaço em que normalmente era tido como apenas uma arruaceira, a grifinória realmente esperou que estivesse entrando naquela guerra sozinha. Qual foi sua surpresa ao notar tantas reações simultâneas ao final de sua fala? Qual foi a emoção que a menina ia sentindo a cada palavra, não poderia simplesmente ser posto em palavras. Ela se recordaria, mesmo muitos anos depois, daquele momento e seria justamente ele a lhe dar forças para continuar.

A primeira movimentação que foi capaz de notar viera dos Pointer: Elliot, seu amigo de aventuras, uma espécie de gênio do crime e da revolução social, se levantou; e Fae, a menina encapetada de cabelos ruivos que Gabriella praticamente adotara como irmã mais nova, segurou sua mão (que Gabriella, assim que processou o gesto, apertou, indicando que estariam juntas até o final). Atrás de Elliot, a baixinha e sempre sensata Jenna-Louise Collie também se ergueu, para surpresa de quem a conhecia. A voz que soou alta no salão pertencia a Gerry Vakarian, o cara que era – por algum motivo absurdo que Gabriella até ali havia julgado como desvio moral – amigo de seu irmão Michael e uma das pessoas por quem menos Gabriella sentia simpatia (um sentimento mútuo, por sinal): e o orelhudo a havia apoiado. Ao lado dele, Insye Cousland se levantava, pondo a mão em seu ombro, ao mesmo que Sanjaya Gupta. Seguido dele, o monitor lufano, Aidan Sheppard, com uma impetuosidade que deixaria muitos grifinórios no chinelo (os que não se ergueram, por exemplo), colocou em palavras o pequeno incomodo que o discurso de abertura causara e reafirmara os motivos pelo quais Chester havia sido reprimido.

Mas talvez o movimento que mais a tivesse surpreendido fosse o de um sonserino mais velho, com cara de marrento: ele parecia colérico. Um sonserino. Um herdeiro do arrogante e egoísta Salazar Slytherin erguendo-se com aqueles que clamavam por justiça por um nascido-trouxa. O cérebro de Gabriella parara momentaneamente, com o choque. Tudo que acreditava fora desconstruído naquele momento. E aos que perguntam sobre Anthony e Michael, bem, ela sempre havia convivido com eles, e não eram lá revolucionários, mas por diabos, ela achava que eram de longe os mais sensatos da casa (por mais que discordasse de Michael e os dois vivessem em pé de guerra), e, tendo as mães (e Anthony também o pai) que tinham, achava natural fugirem ao estereótipo. Mas tudo morria neles. Simplesmente qualquer outro gesto, ainda mais tão brusco, não seria cogitado nem em seus sonhos mais surpreendentes.

E, infelizmente, óbvio que aquele momento glorioso haveria de ser reprimido pelo docente mais desprovido da capacidade de educar daquela escola: Azazel. Ele ameaçara quem tornasse a falar de expulsão, após um discurso ditador que nem valia a pena ser comentado de tão revoltante: a menina Alleborn apertou um pouco mais a mão de Fae e se colocou ainda mais perigosamente, como uma leoa, seus olhos cinza expressando todo o desafio, e foi aí finalmente achou que ficaria sozinha, sem temer uma detenção... E Derfel Heaney abriu a boca e parecia praticamente ter lido a sua mente. Sanjaya Gupta, não contentado em apenas dar apoio moral, se deu voz logo em seguida... Sam, o grande amigo que ela havia perdido logo no início daquele dia que ela iria (não ia mais) enfiar na sua lista de piores. A loira piscou, e se já não havia entrado em um estado de torpor antes, agora definitivamente nada parecia ser real.

Após Gupta, Chester Lewis finalmente se pronunciou. Só havia três coisas a serem comentadas sobre o discurso do americano: primeira era que a frase do tal de King Gabriella havia anotado mentalmente porque resumia tudo que ela acreditava (“O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.”); a segunda é que o relato completo do garoto apenas fizera a ira de Gabriella aumentar (na verdade, estava pensando em pedir a visão de Anthony sobre aquilo, para sanar algumas coisas, visto que confiava no namorado cegamente); a terceira e última era que Lewis tinha um absurdo dom de dramatizar as coisas e teria levado uma sapatada de Gabriella por isso se fosse em outra ocasião. Mas tudo bem, ele havia desabafado o que mais da metade da escola achava de Azazel.

E Sheppard voltou a falar, logo em seguida, mais inflamado que da primeira vez. Ao seu lado, a amiga violenta, egocentrica² e companheira de quadribol, Anjali Malhotra, já estava muito bem posta de pé. E quando deu por si viu – absolutamente pasmada – a presença de Adela Burton ao lado de Sam. E quando Anna fez seu discurso (após um pequeno corvinal, uma sonserina) com toda a articulação que os mais sábios costumavam ter, Michael logo saiu da mesa da Sonserina (talvez para proteger Anna de qualquer ato impensado do Baudelaire)... A monitora grifinória com TOC de organização tornou também tornou a falar, orgulhosa, com um sonserino indo prontamente se juntar a ela.

Não notou Anthony se levantando da mesa da Sonserina e indo para seu lado – notou apenas quando a sombra do menino apareceu atrás de si e segurou a mão dele (já que não tinha varinha, como Fae). O coração da menina disparava com toda aquela conflagração: quatro sonserinos em meses diferentes (Anthony, Adela e Del Aguirre na Grifiinória, e Michael na Corvinal) e um de pé, mais colérico que qualquer outro. Alguma coisa começava a mudar no perfil daquela casa, e pra melhor!

... E então, como todas as coisas que a envolviam, o trem da mudança desgovernou. Uma lufana aparentemente bêbada começou a queimar as coisas, e, por Merlim, Gabriella sentiu toda a emoção queimar junto com as bandeiras das casas. Se haviam tido uma chance de serem ouvidos, a chance se perdera... Era como se todo o movimento organizado naturalmente estivesse acabando em mais uma das suas travessuras que ninguém via sentido (mas sim, possuíam algum).

Teria sido outra decepção em seu dia se não fosse a cena inusitada que se passava na mesa dos professores: e por sorte sua visão periférica, muito boa (afinal, era apanhadora), captara o movimento. Ela viu um Azazel de varinha em riste, pronto para matar alguém, ser estuporado pelo... Chefe da Sonserina, mestre da matéria mais irritante de Hogwarts (que a menina tinha o pior desempenho da turma, por sinal). O Carrasco que lhe levara para a cabine dos professores. O Carrasco que havia mantido tolas esperanças sobre o jogo de 27 horas dos Falcões contra as Harpias.

Seu cérebro, não vendo outra forma da menina se expressar, finalmente a concedeu o direito de arregalar os olhos, ao mesmo que o professor fazia alguma piadinha sobre problemas técnicos. Enquanto metade de seu cérebro escutava Arundell (por sinal, o professor a quem ela era mais apegada, por todas as raras, mas proveitosas aulas sobre a história do quadribol), a outra se focava em Maor Coen. E ela viu-se criando um respeito inigualável pelo, repito, chefe da casa das quais saiam as pessoas que ela mais odiava na face da terra (fora Anthony).

E Cooper chegou, interrompendo toda a sensatez de Arundell com um carro surgido do nada e questões temporais complexas. Ninguém havia protestado sobre qualquer coisa porque ainda reinava aquele silêncio fúnebre pela ação – excepcional, indescritível, digna de culto, divina – de Coen.

- Que foi que eu perdi? Finalmente descobriram que ele era um bruxo das trevas? – Desse o velho implicante (com a Alleborn, pelo menos), e a menina viu-se voltando a vida respondendo mentalmente “Provavelmente”, ainda com os neurônios repassando as informações entre si com a lentidão de uma lesma de ré.

E então a Múmia de Hogwarts apagou o fogo, fez todos baterem as nádegas dolorosamente no banco, falou qualquer coisa sobre organização como um velho resmungão que era e foi para a mesa dos professores. O discurso distorcido de Charles Baudelaire sequer resvalou na menina. Aquele ali já não tinha jeito e, um dia, pessoas como as que se levantaram naquele salão, iriam derrubá-lo. Possivelmente, numa perspectiva feliz, aquela houvesse sido uma pequena valiosa lição para a menina Alleborn: havia coisas que poderiam ser deixadas de lado temporariamente. Ignorar não era uma arma, jamais faria uso dela, mas poderia se permitir simplesmente aproveitar toda aquela situação que já ultrapassava qualquer coisa que o corvinal incendiário pudesse vir a fazer.

Azazel, teimoso como era, ainda resolveu voltar ao Salão Principal para consolidar sua humilhação (ele havia sido levado pelo corpo médico, embora isso Gabriella não tenha registrado direito, ainda tentando abstrair porque Maor Coen era chefe da Sonserina), e foi interpelado por Odlavinou Saedrae. E cada palavra do Diretor fazia a menina Alleborn aumentar o sorriso (as desculpas de Azazel foram o ápice). Tudo aquilo havia resultado em algo sólido: todas as palavras ditas haviam feito sentido na cabeça de pelo menos alguns professores. A prova viva de que se mover trazia resultados.

E daí que ela estava tão atolada de detenções como nunca estivera num inicio de ano? Ela pagaria aquele preço feliz! Ela escutaria Chester pedir desculpas a Azazel feliz, pois tudo havia culminado no Diretor afirmando que a razão estava do lado deles. Não conseguiu evitar abraçar Fae, em seguida Anthony (que havia arrumado espaço entre Rachel e ela), e olhado feliz para a prima, como se as duas tivessem finalmente conseguido explodir o castelo dos Alleborn.

- Desculpa. Eu queria ficar, mas tenho que resolver algo, tá? Não ouse se meter em detenções sem mim! – E essa foi a deixa de seu companheiro de guerra. Ela notou o convite do rapaz a Derfel e teria endossado com um grito se não tivesse se focado em Gerry.

Deu um selinho em Anthony, e falou que voltava já. Aproximou-se, cautelosa, de onde estavam sentados um dos núcleos de resistência. Deu um aceno de aprovação para Sam (que mais poderia fazer se já não eram mais próximos?) e olhou para Adela como se dissesse que pela primeira vez ela havia mostrado algo realmente bom. Fez o mesmo com os Del Aguirre e deu um tapinha nas costas de Derfel (nunca mais esqueceria aquele nome, aquele rosto e suas palavras). No entanto, mesmo assim, foi para Vakarian que estendeu a mão:

- Acho que é isso.

1º de setembro de 2012 ficaria marcado na história de Hogwarts.

Gryffindor


-

Were you born to resist or be abused? / I swear I'll never give in / I refuse
(The best of You – Foo Fighters)

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Re: Banquete de Abertura do Ano Letivo

Mensagem por Ángel Del Aguirre em Qui Out 04, 2012 6:50 pm

Spoiler:
[OFF] post muito atemporal, pq o primeiro post do Ángel em On foi no domingo, durante a festa da masmorra. Então isso aqui ocorre antes dos eventos da festa e das interações com a Sra e Sr. Viuva-negra xD

...e que vergonha de postar depois do post lindo da gabi @@[/OFF]



Prelúdio.

Flourish: Black


“Esse, decididamente, é o banquete de abertura mais divertido de todos os tempos” pensava o mexicano enquanto se servia de rosbife na mesa da grifinória. Estava se divertindo como não se divertia há muito naquela escola rígida demais, certinha demais para um rapaz de sangue quente como ele. Havia algo que prometia no ar e isso o deixava de bom humor.

Se ele se importava realmente com o que acontecera naquela noite? Em parte sim, em parte não. A parte que se importava era aquela que o tocava intimamente, afinal era um garoto mestiço, criado como muggle e não, não considerava os que não possuíam dons mágicos como inferiores ou delinquentes (isso significaria que todos seus grandes amigos no México eram imprestáveis e que ele próprio era apenas metade de homem. E o orgulhoso Del Aguirre se sentia um homem completo). Não se agradava de ver um menino criado como ele, o tal Chester, ter que se desculpar publicamente por defender-se dos ditos “puros”! Pureza para Del Aguirre era outra coisa, mas em circunstancias diversas ele teria apenas ficado quieto e olhado de soslaio, com muita raiva, mas ainda assim calado, pois sabia que não era dessa forma que mudaria a visão que os bruxos tinham de si mesmo e dos não bruxos. E o dele não estava particularmente na reta naquele momento.

Mas achou digno de nota os grifinórios, sempre eles, se levantarem e gritarem o que o mexicano gostaria que fosse dito por outros lábios. Aplaudiu inclusive quando um dos colegas de casa se levantou, mas o que realmente incendiou Ángel Del Aguirre foi o discurso exagerado do professor de DCTA e sua afirmação explicita que todos eles não passavam ali de massa de moldar, tijolos de fabricação em massa, mais alguns bruxos que pensavam igual aos que vieram antes deles e continuariam em uma sociedade igual a essa que considerava ele um rapaz de menor estatuto por não ter ambos pais bruxos, por não ter nascido de uma família. Tinha nojo daquilo! Ah isso ele realmente sentia! Jamais seria parte daquela sociedade, jamais cresceria entre os bruxos, pois havia “nascido” do ventre errado e da forma errada. Será que ninguém percebia o quanto isso era ridículo após aquela guerra travada ali mesmo naquele salão?

E imediatamente procurou Virginia na mesa dos leões, pois sabia que aquelas palavras também incendiariam fundo na alma da sobrinha, ainda que por motivos um pouco diversos. Virginia era orgulhosa demais para aceitar ser moldada. Eles eram orgulhosos demais. Estava naquele sangue quente de cavaleiros ibéricos misturado ao de marinheiros mouros. Por isso o mexicano se levantou quando soube o que ela faria. Porque não era da natureza dele falar naquele momento, não era da natureza dele bater de frente contra os professores. Ele preferia agir por outros meios, outras vias, mas Virginia era o fogo incandescente dos Del Aguirre e era da natureza dela esbravejar quando não se continha, ainda que tentasse se reprimir. E ele não poderia deixar de apoiar a sua família em um assunto de seu interesse.

E depois de vários acontecimentos estava lá, enfeitiçado ao banco da grifinória, sem poder se levantar ( na verdade nem tentara, estava achando mais divertido continuar sentado ali que na mesa da sonserina. Ángel não se importava muito com as rixas entre as casas de Hogwarts, pelos mens não agora que já estava ali há mais se sete anos e não via a divisão como sendo algo inteiramente bom, principalmente para ele que sofria injustamente preconceito por parte de alguns apenas por usar o uniforme sonserino). Virginia havia arranjado um prato para ele e ajeitado os talheres nos lugares que ele supunha serem os ordenados pela boa educação. E o rosbife parecia apetitoso de verdade! Escolheu o pedaço mais exuberante e colocou no próprio prato, quando a garota que havia iniciado o motim passou por eles com um ar de aprovação. Ao lado de Virginia, o irlandês parecia não muito feliz com a presença do mexicano ali (o que fez Angel rir no intimo) e buscar o sal mais próximo para entregar ao outro com a cara mais cínica que podia fazer.

- Aqui, amigão! Mas eu acho um ultraje colocar mais sal em uma comida tão boa, não acha Virgínia? - perguntou virando-se para a espanhola que estava sentada entre ele e o irlandês, bastante ocupada em tentar ajeitar as travessas de comida mais próximas de modo que ficassem exatamente na mesma linha de direção. Ela assentiu com a cabeça e o mexicano continuou - Ah, eu sugiro provar o rosbife que está realmente muito bom!

- Quer um rosbife também, Derfel? – Era Virginia que resolvera servir o irlandês numa tentativa de distrai-lo. O mexicano aproveitou e se levantou para servir-se das batatas que estavam em uma travessa em frente ao grifinório. Adorava batatas! E Adorava a cara de pouco amigos que o outro estava fazendo.

– Então, Cadarn? - perguntou Ángel com o sorriso mais deslavado do mundo e caso alguém de longe o olhasse àquela hora poderia imaginar que ele afirmava algo bastante zombeteiro ao outro. - Como foi sua viagem no expresso? Ouvi dizer que foi um estouro! Verdade?


¿Qué ha pasado?:


Resumo: Antes dos acontecimentos da festa da masmorra, Ángel senta-se para jantar á mesa da grifinória como se fosse a coisa mais normal do mundo e aproveita para provocar Derfel com sua presença.

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Re: Banquete de Abertura do Ano Letivo

Mensagem por Roxanna Miloslaviniacova em Qui Out 04, 2012 9:08 pm


GERAÇÃO COCA-COLA




Esse post é melhor apreciado ao som de Geração Coca-Cola - Legião Urbana.

Roxanna veste UNIFORME I - rs

Alisava despreocupadamente a seda extraída da crina de unicórnio da qual meu uniforme era feito enquanto escutava entediada os mais variados assuntos na mesa da Sonserina. Era estranho depois de três anos estar ali naquele Salão novamente. Até então eu não tinha realizado o quanto o legado comunitário de Hogwarts podia ser incômodo.

Nossas refeições eram feitas em um grande Salão onde todos partilhavam pão e vinho (tão cristãos para um povo dignamente praticante do paganismo). Estava mais para um bandejão. Nossos dormitórios eram divididos entre todas as meninas do nosso ano que pertenciam à Sonserina. O meio de transporte era uma locomotiva sem divisão de classes. E eu odiava ter de me sentar com os mesmos privilégios de alguém da classe econômica.

Durmstrang comungava de todos esses mecanismos. Acredito eu, que era um padrão de internatos obrigar certo convívio social. Todavia, os nórdicos sabiam impor limites e respeito. A maioria, sabia não ultrapassar a tênue linha entre o MEU e o SEU espaço. E só as poucas horas que eu passei enfurnada naquele trem sujo e fedorento sendo sujeitada a todo tipo de tolice dessa gente menos desenvolvida, foram suficientes para expressar meu desgosto por estar de volta. E mais ainda, foram suficientes para dizer que nada mais me surpreenderia.

Ledo engano. Porque quando se fala da plebe, eles sempre conseguem dar a volta por cima e cair ainda mais o nível.

Malgrado tinha feito a oratória de praxe dos anos letivos, o Diretor não podia deixar passar certos acontecimentos do trem. E teve que vir lavar roupa suja no Banquete de Seleção quebrando totalmente o protocolo ao apontar nomes e culpados e chegar ao absurdo de exigir que Isadore pedisse desculpas ao sangue-ruim que atacamos.

Torci o nariz em reprovação e dei um puxão no braço de Baudelaire para que ela não se rebaixasse ao nível de sujeira daquela gente mas antes que pudesse agir o estrago estava feito. Isadore fez um pedido de desculpas velado, o que não passou despercebido aos olhos da docência e indecentemente como se fosse o juiz de valores e sentimentos, o vice-diretor exigiu desculpas sinceras.

Se ele queria sinceridade, estava recebendo-a e pronto. Que se desse por satisfeito ou usasse IMPERIO para garantir sua satisfação. Mas ele não se deu por satisfeito. Como o pedófilo de Lolita, Apollion Azazel desejava possuir Isadore ali na frente de todos e teve que rebaixa-la e humilha-la em prol de um trouxa. Além de deficiente, agora ela era a bitch do vice-diretor. Revirei os olhos indignada, com a audácia do docente, mas nada faria a respeito. Afinal, foi ela quem aceitou ver o sobrenome Baudelaire jogado na lama ao se desculpar com um imundo como aquele.

Chegada a vez do garoto que descobri se chamar Chester oferecer suas desculpas, uma menina se levantou na mesa da Grifinória e fez o discurso moralista mais inflamado que eu já ouvi. Perguntei quem era aquele e me foi informado que era Gabriella Alleborn. Eu esperava que fosse aplicado à ela o mesmo tipo de tratamento que foi dado à Isadore, mas não. Os docentes estavam condescendentes com aquela loucura. E o circo se armou!

Oh sim, porque quando um palhaço vai para o picadeiro o resto da trupe toda se levanta. E assim, “the three Stooges” falaram o que quiseram, esquecendo-se que ali em suas frentes havia professores, funcionários e colegas que não tinham nada a ver com justiça, sede de se provar ou ideologia mequetrefe que fosse. Que ali não era um tribunal e que para os pilares da ideologia que defendiam, a paz social é o fim que se colima. Se as desculpas de Chester poriam terra sobre o cadáver, então que fosse feito.

Mas não! Hogwarts agora tinha Horário Eleitoral gratuito e todo mundo podia levantar e dar um pitaco como se fosse uma mesa redonda e não o Banquete de Seleção!

E para meu espanto e surpresa, ninguém fazia nada. Absolutamente nada. NA-DA além de assistir a escola de samba invadir a Sapucaí sambando na cara de todo mundo. Chegou ao absurdo do sangue sujo vir relatar seu drama digno de programa sensacionalista de país de terceiro mundo. E eu então esbocei um sorriso tirano de puro esgar por ter pisado na cara dele horas mais cedo.

ORA! Estávamos fazendo um favor para ele e toda a gentalha ao mostrar o seu lugar na rabeira da sociedade bruxa. Eu pouco me importava para o que os trouxas discriminavam. Para mim, o que um trouxa pensa é menos digno do que o relinchar de um cavalo-do-lago. E eu preferia mil vezes me sentar ao lado da porca que a professora de Adivinhação segurava do que partilhar da mesma mesa que Chester Lewis e qualquer outro trouxa imundo.

O que é isso minha gente? Que mundinho alienado é esse?

Só porque Potter venceu o Lord das Trevas quer dizer que o mundo agora era lindo e belo? Que a justiça prevalecia? Que o pão e Circo tinham acabado? Só porque os Comensais se esconderam e a ideologia do purismo sanguíneo tinha se camuflado em círculos íntimos significava que a desigualdade acabou? Desde quando a Ordem da Fênix era bolchevique e tinha promovido o Socialismo? Vox Populli, não existe. Porque as massas não têm voz. Elas só fazem o que os poderosos determinam. A diferença é que quem detém o poder não perde tempo batendo de frente com os operários, manipula-os.

E era exatamente isso o que Odlavinou Saedrae estava fazendo, enquanto seu fiel escudeiro, Azazel, decaía o nível de forma tão soberba quanto ele tinha arrastado o nome dos Baudelaire na sarjeta. Entrementes, o pouco senso dos alunos foi para o espaço, enquanto Alleborn se enchia de satisfação, sonserinos traíam o próprio sangue por conveniência e pouco a pouco a mesa da Grifinória e meia dúzia de gatos pingados das outras casas tomavam partidos, levantando-se em apoio moral.

RI-DÍ-CU-LO!

MAS QUE DESPAUTÉRIO É ESSE? Somos agora a Sociedade do Anel? Só faltou todos se darem as mãos e cantar “Vamos construir uma ponte em nós”! E a cada atitude daquela corrida desenfreada por estrelismo só me fez ficar mais chocada e enojada com o comportamento suburbano daquele povo desclassificado. Porque Hogwarts caiu como nem mesmo em tempos de guerra havia feito.

Porque as vozes que clamavam por JUSTIÇA tinham sido as mais injustas, ao julgarem precipitadamente a demanda. Quem era aquela gente que falava em nome dos outros para apontar o dedo e defender Lewis como se santo ele fosse quando nenhum dos que abrira a boca se quer tinham estado na cabine? Não tinha presenciado os fatos. Não sabiam se os boatos eram verdadeiros, mas decidiram que sim, que era tudo certo e imutável, uma verdade universal. Que por ser sonserina, Isadore era culpada. E AGORA? QUEM TÁ SENDO PRECONCEITUOSO?

Toda história tem dois lados da moeda. E nenhuma verdade é absoluta ou não haveria silogismos e advogados. E quando Maor Coen, o sem educação que bateu a porta na minha cara estuporou Azazel, achei que aquela ceninha digna de hispânicos dramáticos já estava em seu fim, mas tudo apenas se tornou mais bizarro com uma lufana incendiando as flâmulas da escola e um professor chegar de carro de outra dimensão. Eu só queria saber se ela também seria detenta por estar depredando patrimônio escolar como meus amigos foram no trem!

Lewis Caroll, meu autor bruxo favorito teria se deliciado naquele banquete repleto de sandices, saboreando uma sopa de tartaruga e comemorando o seu desaniversário! Eu, todavia, não conseguia mais conter minha perturbação. Charles saiu por cima da carne da seca, Kayra e Elena Holdfeny debatiam para os sonserinos o quão irracional aquilo tudo tinha sido. E eu só conseguia pensar no quanto os pobres tinham mesmo que ser pobres e sofrer porque é dar um espacinho pra gentalha e eles fazem um baile funk!

Finalmente, o diretor agiu como eu esperava, e manipulando as massas, humilhou ainda mais o professor calhorda que tinha destratado Isadore, forçando-o da mesma maneira, a se desculpar com o sangue-ruim e forçando Chester a se retratar com Azazel pela descortesia. Os brios dos grifinórios ululavam como se suas almas estivessem lavadas.

Doce ilusão. Roupa suja se lava na penseira e não em público. Eu não compactuaria mais com aquele absurdo. Aprendi em toda a minha etiqueta e educação que assunto de gente grande, quem resolve é gente grande. Por isso, deixaria para o Conselho Diretor de Hogwarts tomar as providências. E me retirei, desejando intimamente dormir e nunca mais me lembrar daquela cena lamentável. Se essa gente queria defender direito dos animais que fundasse uma ONG.

"Plebeus"!


Spoiler:
Resumo: Roxanna abomina o Banquete inteiro. Desde as atitudes de Azazel, passando pelo pedido de desculpas submisso de Isadore, ao ode de Gabriella por justiça. Acredita que o diretor manipulou os alunos com diplomacia e o admira por isso. E decide que não vai mais compactuar omissivamente com os acontecimentos que para ela, são ridículos e deixa o salão sem jantar.

[off]Visão de alguém que defende o purismo sanguíneo sobre os fatos xDD

Não rolei dado porque ela participou da RP Judas antes do jantar com Scott Dall'Agnol, então ela saiu mesmo dali xDD[/off]

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Re: Banquete de Abertura do Ano Letivo

Mensagem por Derfel Heaney em Sab Out 06, 2012 2:08 pm

De repente, não mais que de repente aquela comida saborosa adquiriu uma textura borrachuda e gosto de pneu queimado. Sim, o grifinório era teimoso e quando queria uma coisa dificilmente voltava atrás em sua decisão e ele queria muito aquele pedaço de rosbife que agora estava pendurado na garganta de Àngel. Poderia arrancar a cabeça do sonserino apenas para recuperar o que era seu de direito, mas pensou na expulsão que acabara de pedir e lhe foi negada, lembrou-se da detenção que estaria vindo a galope e simplesmente na vingança futura de Azazel que com certeza não deixaria aquela insurreição passar ilesa e preferiu ficar quieto já que, para o primeiro dia de aula estava muito em evidência. Prova disso era o tapa das costas que da garota Alleborn, fato que o deixou um tanto encabulado, mas somente quem o conhecia de verdade saberia distinguir sua expressão.

Virgínia apesar do seu sangue quente estava fazendo às vezes de conciliadora, não na verdade uma pacificadora, por isso, merecia o seu respeito. Ainda com cara de nenhum amigo e lutando contra o bolo de comida em sua boca, engoliu o seu jantar ainda com o olhar fixo na direção do rapaz Del Aguirre, quase que rezando para que o espanhol/mexicano/paraguaio engasgasse com alguma coisa, um pedaço de osso talvez apenas para calar sua boca cheia de veneno.

Apenas meneou a cabeça negativamente para sua meio irmã, como num piscar de olhos, sua fome exagerada foi substituída por uma azia e empurrou o prato para frente. Tomou apenas um pouco de suco, para tirar aquele gosto ruim dos seus lábios enquanto ouvia a provocação do outro disfarçada de curiosidade. Imaginou-se afundando a cabeça de Ángel entre as batatas do prato, não precisava de muito, bastava um golpe e segurar a nuca do bastardo contra a refeição, mas talvez Virginia e Mariana não aprovassem sua atitude um tanto quanto irracional.

Respirou fundo e lembrou de uma lista de palavrões possíveis e preferiu deixar de lado, não se rebaixaria ao nível daquele pilantra traiçoeiro, Derfel não possuía prova das más intenções de Del Aguirre, mas sentia em seus ossos que nada vindo daquele ali, era bom, até mesmo um simples questionamento. Limpou a boca no guardanapo e o jogou o pedaço de pano sobre a mesa, mas antes de deixar a mesa da grifinória, não passaria a impressão de ser mal educado, olhou para o seu inquisidor mexeriqueiro e respondeu:

-Ao contrário de você Àngel, eu sempre estou por perto para cuidar da Virgínia, ela pode ser forte, mas talvez ainda não saiba se defender de pessoas que usam armas menos convencionais. – Ah!Ele sabia que sua meio irmã protestaria contra sua afirmação, mas isso seria outro dia e outra hora.

– Agora tenho que ir prefiro meu rosbife um pouco mais sangrento. – Ele não sabia ser irônico ou usar tiradas inteligentes como a maioria dos alunos de Hogwarts, mesmo assim soltou aquelas últimas palavras com uma dose de maldade, queria que entendessem que ele não estava de brincadeira. e só sai de casa pra fechar negócio – Com sua licença Virgínia. – Retirou-se do salão ainda sob olhares curiosos a seu respeito e por isso mesmo, preferiu seguir para o seu canto onde não chamaria a atenção de ninguém e pensaria melhor sobre o convite recebido.

Off: Não sei se ainda o pans dos dados do Prof ainda está valendo, caso ainda seja necessário, deixo nas mãos do mestre a decisão para o meu post.

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São Derfel de Gales
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Re: Banquete de Abertura do Ano Letivo

Mensagem por Karsten Alleborn em Sab Out 06, 2012 6:25 pm


Resumo e OFF:



Reflete sobre a situação instaurada no ambiente de acordo com os parâmetros de sua educação.



OFF: … Senhoras e senhores, eis a mente de Karsten Alleborn. Espero nunca mais ter que escrever um troço desses.




fallen angel waiting for the prey
karsten alleborn
.05.
Era curiosa a reação de dois dos Alleborns recém-transferidos diante do que pessoas comuns intitulariam de desordem. Brigitta aparentava estar absolutamente ausente, cantarolando baixinho alguma cantiga infantil, como sempre se sucedia quando as circunstâncias não envolviam nada que a loira considerasse digna de nota. Seu irmão, o possível herdeiro da liderança dos Alleborn, apenas observava com uma apatia inumana. Aos seus olhos tudo corria tão dentro da lógica social que ele, diferente da maioria, sequer se dava ao trabalho de se aborrecer. (Voltava toda sua frustração para as coisas que nomeavam por comida, postas a sua frente; estas sim dignas de interpelações coléricas.)

Oferecendo uma pequena sinopse das cenas que se seguiram: haviam dado mais ênfase ao comportamento depredatório dos discentes (procedimento lamentavelmente plebeu), optando por humilhá-los publicamente (outro comportamento popular, sem real efetividade), do que ao fato de centenas de menores terem viajado sob suspeitas de ataques (o que, em partes, era aceitável para não gerar pânico generalizado); um pedido de desculpas orgulhoso; sua prima, Gabriella, ergueu-se em defesa inflamada de um rapaz que, segundo a menina, apenas se defendera, e ainda fora abatido por um feitiço de Arte das Trevas; houve respostas diante do gesto, até aí acolhíveis dentro da lógica; um professor irrompera contra os protestos, com uma falação que não cabia; e houveram rompantes de outros alunos desarmando os presentes; Maor Coen tomara a sensata decisão de estuporar o falador; o diretor enfim resolvera pacificar os corações indômitos e tudo havia terminado “bem”.

Dentro da visão de um rapaz de inteligência e percepção superiores, cunhado de acordo com os parâmetros da real nobreza, tudo isso havia acontecido de modo bastante distinto e, em nenhum momento, causara-lhe qualquer tipo de ânsia, fosse positiva ou negativa. Karsten assistia a tudo como um nobre que não se desesperava com levantes populares, mas meditava, sobressaindo-se sobre a conjuntura, para saber que posturas tomar. Afinal, um verdadeiro líder não temia o que regia; aborrecer-se era humano, entretanto despejar toda sua ira no que deveria gerir era como agredir a si próprio. Eram poucos os nobres que conseguiam operar como tais, pois tão só estes possuíam títulos válidos. Karsten era um daqueles seletos privilegiados e não fora capaz de identificar ninguém ali que lhe fosse, minimamente, um semelhante. (Talvez duas figuras ao seu lado que sabiam segurar os talheres e não haviam movido um dedo diante da confusão – exceto para cuidarem de uma menininha novata.)

Ao ponderarmos sobre a situação criada, de uma perspectiva elevada (analisando apenas os discursos e condutas que o menino presenciara na ocasião, aliado ao que conhecia da parenta envolvida), tudo havia se dado, inicialmente, por conta de dois fatores destoantes: uma menina de coração tolo e idealista, criada no ventre da aristocracia, deste modo com expectativas díspares – querendo esta ou não – sobre sistema social em que viviam; versus uma preleção punitiva que feria a consciência do primeiro fator, que dotado de uma capacidade sintética de acordo com sua educação (esta também automaticamente lhe concedendo o caráter orgulhoso), não vira barreiras para permitir se reprimir. Em suma, era apenas uma questão dos níveis educacionais da garota e da escola serem diferentes, esta sendo inferior a demanda daquela.

É importante lembrar que Gabriella havia atuado como uma verdadeira defensora do povo (que se tivesse melhor retórica – um ponto em que a grifinoria falhava miseravelmente – conseguiria muito mais coisas) mantendo-se atrelada à fé de que os maiores deveriam lutar pelos menores – uma crença do período medieval em que os nobres deveriam servir de blindagem para os plebeus (daí o número elevado de nobres guerreiros), em troca da servidão destes. Então, não era algo realmente insurgente – ainda mais considerando-se os parentes maternos que possuía. A menina mostrava-se apenas uma repetição deles, assim como Karsten era uma cópia – por sua vez, consciente – do ideal Alleborn.

E quando a loira bradou, proveitosamente após a falação arrogante da agressora, sua a presença de espírito inflou os demais e chamou a atenção para alguns outros pontos cruciais (já visto após todos os depoimentos que relatavam o ocorrido): os atacantes, de poder aquisitivo alto, haviam usado uma perigosa mistura de tortura mental e física (respetivamente humilhação e magia proibida) contra o garoto que, não bastasse as condições financeiras e físicas (que naqueles países subdesenvolvidos de que vinha faziam a diferença) baixas, já possuía a incrível capacidade de se inferiorizar (vide a fala excessiva e desnecessariamente dramática). A plebe não possuía conhecimentos profundos, mas duas coisas a conduziam: o instinto de sobrevivência e uma certa dose de orgulho que haviam adquirido, espelhados dos nobres. No caso, ambos foram atingidos e tiveram voz por um membro da nobreza que, sabendo o que fazer, era a mais indicada para incendiar as massas.

E daí para que as massas tornarem-se problemáticas faltava muito pouco. Linha cruzada pelo discurso de um homem de olhos amarelos que Karsten descreditara por um simples motivo: não se adequava ao lugar.

Dois dos conceitos básicos para se manter a plebe pacata era alimentá-los e permiti-lhes certas liberdades (para não ferir seus instintos ou orgulho, já falados). Eles tornar-se-iam fieis seguidores dos governantes, que poderiam muito bem tomar suas decisões com apenas um pouco de esperteza. Usando de uma alusão bastante proveitosa: que era a pirâmide social senão uma demonstração de dependência das pessoas que estavam no poder em relação à base? Se a segunda caísse, viria a ruir toda uma ordem social estabelecida. Já se o topo caísse, não haveria real importância porque sempre haveria alguém para assumir o lugar. (Daí as revoluções serem comandas por classes especiais, e não o povo; daí não haver legítima transformação na condição deles.)

Hogwarts, por sua vez, era uma escola para pessoas comuns: a base da pirâmide social. Não havia qualquer necessidade de disciplina rígida, que afeitaria os dois conceitos básicos exaustivamente falados, em um lugar que não abrigaria os futuros líderes. Estes sim, aliás, que necessitavam de pulso firme exatamente como o professor bradara, porque eram humanos, mas humanos com grandes armas na mão; simplesmente não poderiam se dar ao luxo de errar e usar todo o potencial de forma errada.

(O que Karsten reproduz é uma política mantida pelos Alleborn desde que se estabeleceram na região da montanha de Feldberg. Comandavam toda a situação por lá, buscando melhorias para a região, criando um instituto escolar apenas para a aristocracia – de código de conduta mais rígido da Alemanha, por razões já expressas –, o que resultava em algumas vantagens fundamentais como terem suas decisões respeitadas e poder político extenso por influenciar futuros líderes.)

Quando o alemão assistiu um número razoável de indivíduos se armarem, após a primeira manifestação, e uma menina ébria incendiar bandeiras, ele já estava com a mão dentro da manga – onde guardava a varinha –, para evitar que ele a irmã fossem atingidos pela imprudência alheia. Quando ele viu o professor de discurso distorcido apontar a varinha para os alunos (uma decisão estúpida que acarretaria uma serie de processos com os quais nem ele, nem a escola poderiam lidar) ele já estava preparando pelo menos cinco estratégias para o caso de Gabriella (e possivelmente Anna, que não poderia ter ficado de fora, não é mesmo?) acabasse como alvo. Ninguém macularia o sangue Alleborn em sua presença.

Não esperava, é claro, que houvesse sensatez entre professores daquele nível, mas felizmente ela mais uma vez havia surgido do homem que lhe fora digno de atenção desde que lera seu plano de aulas. Estuporar o colega havia sido a melhor decisão para o momento. As consequências que aquilo poderia trazer como a perda do respeito que os alunos mantinham pelo docente caído, que já havia mostrado não ter condições de lidar com crianças, iria causar diversos pandemônios que ele esperava que não resvalassem nele e na irmã, mas como tudo culminaria na expulsão do mesmo, era perdoável.

E as massas silenciaram, houve discursos e chegadas atemporais (ele duvidava seriamente da sanidade do velho que se anunciara como professor de Feitiços). Um dos opositores da rebelião falara tão claramente nada franco – embora, para seu bem, indiscutivelmente mais controlado –, citara Michael e Anthony (que possivelmente arranjariam problemas por serem delatados), e Karsten teve um ligeiro pressentimento que não seria outra pessoa a ter agredido a deficiente visual senão sua prima já que ela fora a única, fora Lewis, que discursara, entre os que estavam detentos (Ele seria forçado a crer que Anna Blanche era o membro da casa mais esperto? Incrível). Bem, se o rapaz, como monitor, havia cometido um crime, e sua consanguínea havia lançado um feitiço de Arte das Trevas em público, Karsten compreendia que seu infortúnio de servir como babá ficaria demasiadamente custoso e sem uma gota de diversão – era muito mais atraente lutar contra cérebros do que contra instintos. Anthony Blanche não possuía condições mentais de proteger sua prima, não importava quão ao lado dela estivesse.

(Rachel, sua outra prima recém-transferida, como ele, também estava ao lado de Gabriella, e era uma menina capaz – o que explicava a relação conturbada que mantinham –, mas jamais ao nível de Karsten. E ademais, ele tinha uma missão a cumprir. Não permitiria que outro o fizesse.)

E então o Diretor soubera amaciar perfeitamente bem aqueles egos. Houveram mais pedidos de desculpas e Karsten finalmente pôde largar a varinha. Alguns, ultrajados com a situação, sequer se dando ao trabalho de disfarçar suas feições, se retiraram do salão. Olhou para a prima e seu surto de populismo: ela acabara de provar o gosto do comando e uma serie de resultados positivos para suas ideologias. Não era necessária nenhuma inteligência superior para prever que Hogwarts iria enfrentar dificuldades. E, infelizmente, ele seria atingido por aquela onda. Não valia a pena ter um Laboratório de Como Lidar com a Plebe com tantos aborrecimentos. Maldito fosse Ralph Alleborn.

~ & ~



Última edição por Karsten Alleborn em Seg Out 08, 2012 6:34 pm, editado 1 vez(es) (Razão : Correção no 6º parágrafo, primeira linha. "seguida de uma" foi trocada por "após a".)

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Re: Banquete de Abertura do Ano Letivo

Mensagem por Adela Burton em Sab Out 06, 2012 7:19 pm


Se havia alguma coisa que Adela levava muito a sério na vida, era evitar conflito direto. Nascida em pleno período da guerra – ou, como o pai gostava de dizer, sendo um “troféu para coroar os tempos de paz” –, a menina crescera ouvindo sobre como a família conseguira, a muito custo, manter-se de fora e se preservar. Orgulhava-se de saber que seu pai, mesmo trabalhando para o Ministério da Magia Inglês, conseguiu evitar sujar as mãos no curto (mas não por isso menos terrível ou traumático) tempo de dominação do Lorde das Trevas. E sentia até hoje, mesmo sem ter vivenciado, a mágoa pela repressão sofrida pela mãe àquela época, quando a mulher fora obrigada a ver seus livros serem tirados de circulação e queimados, o trabalho ao qual dedicava cada fibra de seu ser destruído sem piedade. E mesmo assim, os Burton resistiram. Firmes, de cabeça erguida, esperando a hora certa para recomeçar. O resguardo e o silêncio nem de longe podia ser tidos como sinal de covardia ou pequenez. Era estratégia de sobrevivência, pura e simples.

Ainda que muito pouco daquela situação toda tivesse sido esclarecido, a impressão que ficava para a quintanista era de que uma cadeia catastrófica de ações impensadas acabaria culminando na implosão do Salão Principal. Timing ruim.

Tinha acompanhado de perto apenas alguns dos acontecimentos em King’s Cross; depois que Gabriella Alleborn, do alto de sua imprudência (aí estava uma figura muito pouco acostumada a pensar antes de agir – se é que já havia experimentado fazer isso alguma vez na vida), incendiara todos os pertences de Sam, foi com em um choque quase anestesiado que Adela percebeu que algo de muito errado estava acontecendo no trem. Em questão de segundos, Anna Blanche irrompeu do veículo, e logo depois a loirinha sonserina e o pequeno grupo de rapazes que a acompanhavam no momento já se dividiam em funções diversas para ajudar a monitora corvinal. Sam, grifinório que era, foi-se com o amigo da mesma casa tentar apagar um incêndio antes que se alastrasse para outros vagões; já a menina dos Burton uniu-se à Anna e Aidan – e posteriormente, o Professor Llywelyn – para organizar a situação. Porque se certos problemas demandam ações incisivas como os escolhidos de Gryffindor tanto se empenhavam em fazer, era a ordem que assentava as coisas. A solução definitiva, fosse qual fosse a crise, tinha de ter bases firmes e sólidas, o que só se obtinha com ponderação e organização. Essa, ela gostava de pensar, era a parte que cabia especialmente aos que seguiam os legados de Ravenclaw e Slytherin.

Foi por isso que estranhou quando o diretor convocou um grupo de alunos a se levantar; nenhum lufano figurava entre eles e, ao menos da parte da patota grifinória, não havia grande novidade – se algo intrigava Adela era como eles haviam conseguido causar estrago o bastante antes mesmo do início do ano letivo para serem chamados assim, diante de todos os alunos e o corpo docente completo. Além deles, porém, duas meninas da Sonserina – Isadore, que não só era sua colega de casa, como também de turma, e uma que aparentemente vinha transferida de outra escola – e um rapaz da Corvinal – Charles, primo de Isadore, a quem a loirinha não conhecia bem, visto que era seu veterano e que os Baudelaire tendiam a ser bastante fechados. E se o ponto já não se encaixava bem quando o Diretor Saedrae colocou aquelas figuras no mesmo grupo que infratores já conhecidos por pisar fora da linha com frequência, a cena ganhou de vez a curiosidade da menina quando o senhor que conduzia a cerimônia revogou a monitoria do corvinal até segunda ordem. Era bem verdade que não se esperava que monitores incorressem em detenções, mas o que é que ele poderia ter feito de tão grave?

O que quer que tivesse acontecido, não foi explicado, e Adela sinceramente não via o porquê de um sermão em público sem que as faltas fossem expostas e, com isso, o exemplo fosse dado. Restava esperar que a palavra começasse a circular pelos corredores, então. Mas acabou que Isadore e Lewis, um corvinal do quarto ano, se ela bem lembrava, foram chamados a se desculpar na frente de todos; ela pediria perdão ao quartanista e ele, por sua vez, deveria se dirigir a Charles. A razão disso tudo, mais uma vez, não foi revelada, e restou à menina Burton sentir dó da colega cega que, após uma fala recheada de orgulho e subtexto que ela reconhecia muito bem, acabou sendo fustigada pelo Professor Azazel, aparentemente insatisfeito com o que a garota havia dito.

O problema era que, com sua delicadeza de saca-rolhas, o professor fizera com que Isadore confessasse o que, para Adela, parecia ser absolutamente impensável: ela havia atacado o tal Lewis com Arte das Trevas.

Certo, ela alegava tê-lo feito para defender a família; era de se supor que se referisse a Charles, especialmente porque era a ele que Lewis deveria se desculpar. Mas teria sido realmente necessário chegar àquele ponto? Usar aquele tipo de feitiço contra um colega, por pior que a ofensa fosse, era se condenar automaticamente. Ainda mais em um local tão cheio de gente, de testemunhas a autoridades. Por algo tão extremo, era de se julgar que Lewis tentara matar o garoto Baudelaire, no mínimo. Tinha de haver qualquer coisa que justificasse que Isadore agisse com os pensamentos tão embotados pelo que Adela só podia interpretar como fúria.

Quem decidiu oferecer alguma luz sobre os acontecimentos, no fim das contas, foi justamente Gabriella Alleborn.

Era bem verdade que Adela normalmente já não tinha paciência com a encrenqueira, e naquele dia em particular estava ainda mais indisposta com ela, com toda a razão. Ainda assim ouviu, mesmo sabendo que muito do discurso inflamado tinha aquele quê passional que também denota que há mais coração do que cérebro nas palavras. Não que pudesse culpá-la; era uma grifinória, afinal de contas – se bem que, como a jovem sonserina percebeu ao longo da explanação, uma grifinória surpreendentemente articulada. Estava tomando o partido de Lewis e os amigos que foram defendê-lo? Certamente. Mas era a única ali a apresentar ao menos alguns fatos – exceto, claro, pela própria Isadore e a confissão que a menina Burton ainda tentava entender. Posto de lado o caso em questão, o que Gabriella dizia sobre justiça parecia muito sensato; idealista, claro, mas acertado. Só não era a hora certa, definitivamente – afinal, de que adiantava bater de frente com as decisões da diretoria? Aquilo só poderia piorar a situação dela. Melhor se guardasse a revolta, engolisse aquele sentimento, e o despejasse em um artigo para o jornal, certo? Sem confronto direto, sem se ferir, teria como levar as mesmas palavras ao outros alunos, mas sem riscos e sem perder a razão.

Era, mais uma vez, o tal do problema de timing – Gabriella lutando pela causa certa no momento errado, assim como Isadore havia deixado o orgulho falar mais alto quando podia muito bem abaixar a cabeça para não sofrer aquela humilhação nas mãos do Professor Azazel, perdendo o direito a qualquer tipo de defesa ao assumir ter usado magia das trevas para atacar alguém que, pelo que dizia a grifinória, atacara para se defender. Não era difícil averiguar a diferença dos dois lados na balança, mas Adela continuava considerando que aquele não era o momento de agir.

(Por outro lado, provavelmente teria que procurar Gabriella para uma boa conversa sobre a pauta da próxima edição.)

Mas outros começaram a se levantar: Vakarian, amigo que Sam sempre descrevera como alguém muito sensato, foi apoiar a posição de Alleborn e, de quebra, estava ladeado por uma sextanista e o próprio namorado de Adela; e em seguida Aidan, o monitor lufano que provavelmente era uma das pessoas mais dóceis que ela conhecia. Foi o bastante para que o Professor Azazel ameaçasse os três e todo o resto com um discurso grosseiro sobre eles – a bem da verdade, ele sozinho – mandarem e os alunos só terem o direito de baixar a cabeça.

Adela não era de se irritar, mas suas mãos tremiam sobre a mesa, os olhos injetados fixos no mestre de Defesa Contra Arte das Trevas. E ela quis – ah, como ela quis – que o inferno descesse sobre aquele homem na forma de uma chuva de processos, somada à humilhação de ver revogada pelo bom Diretor toda e qualquer expulsão que ele decretasse. Porque, se eles baixassem a cabeça naquele momento, seria só para ter a chance de quebrar as pernas dele por ousar trazer aquele discurso tirano à tona quando as feridas da guerra ainda eram tão recentes. Ele ia cair no momento certo – provavelmente derrubado pelas próprias ações.

O problema foi não ter tido tempo de esperar o momento certo. Não quando Sam, seu Sam, se pronunciou depois de outro grifinório – que ela mal ouviu, ainda ocupada demais remoendo as palavras duras do professor, que arranhavam a alma como o reflexo que eram de toda a opressão imposta por comensais menos de duas décadas antes. Doía nela como mestiça, filha de uma nascida trouxa, e certamente doía muito mais no namorado, que vinha de uma família que até hoje tinha dificuldade em aceitar o dom do filho.

Não gostava de agir de forma a se expor, de correr riscos que a impediriam de tomar uma atitude mais eficaz no futuro, mas não tinha opção. Sem sequer pedir licença a à amiga Louise sentada ao seu lado, a menina se ergueu e, mãos ainda trêmulas, andou silenciosa em direção ao fundo do salão, contornando as mesas até chegar à da Grifinória. Até estar ao lado dele. Ali, dedos entrelaçados com os dele, ela só fez oferecer apoio e buscar apoio em troca; estaria com ele se a tal expulsão viesse ou se o caos descesse ao salão, como parecia ter acontecido, com símbolos incendiados e o professor novo tendo que estuporar Azazel antes que ele estripasse algum aluno – e ainda que não fosse exatamente aquela queda que Adela esperava, foi difícil não apertar a mão de Sam para conter um gritinho de satisfação.

A ordem que a menina tanto prezava não veio, enviando em seu lugar um carro prateado e estranho pilotado pelo Professor Cooper, que acabou forçando todos os alunos a se sentarem com um feitiço (e se Adela acabou no colo do namorado com um baque, a responsabilidade era dele). Charles abandonou o salão de vez, seguido por Isadore, e a questão das desculpas voltou à tona, dessa vez com o Professor Azazel e Lewis. A sensação que ficava no ar era a de uma fogueira apagada a muito custo, deixando um bom tanto de fumaça e cinzas para trás – e que todos se esforçavam por ignorar.

Quando Gabriella se aproximou para falar com Vakarian, Adela notou que algo havia sido dito no olhar que elas trocaram; se não uma pedra sobre a antipatia que acumularam ao longo dos anos, ao menos uma trégua. E só então, quando a situação pareceu ter se acalmado de vez, a menina se permitiu puxar a mão do namorado, beijando os dedos que permaneciam fechados sobre os dela.

– Tô orgulhosa, Grandão.

Porque havia certas coisas que nem mesmo um Burton podia tolerar.

Resuminho:
Adela pondera sobre os pedidos de desculpa públicos – tanto de Isadore quanto de Chester –, mas acaba tomando um partido quando o Professor Azazel decide ameaçar os revoltosos.

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Adela Christina Burton | 5º ano
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Adela Burton
Aluna

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Inglaterra
Age : 21
Mestiça

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