Uma Grifinória na Sonserina

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Re: Uma Grifinória na Sonserina

Mensagem por Maor Coen em Seg Out 01, 2012 8:52 pm

[OFF: Rolando dois dados aqui para o desenvolvimento do post de mestragem. Nele, eu explico.]

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Re: Uma Grifinória na Sonserina

Mensagem por RPG Enervate em Seg Out 01, 2012 8:52 pm

O membro 'Maor Coen' realizou a seguinte ação: Rolar Dados

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Re: Uma Grifinória na Sonserina

Mensagem por Maor Coen em Seg Out 01, 2012 11:33 pm

Para ler ouvindo: Meet JP


Foi no mais absoluto silêncio que o Professor Coen ouviu o relato de Dorothy. Silêncio e atenção, ainda que seu foco não fosse exatamente o que seria de se esperar: seu olhar passava pelo rosto da menina apenas em momentos cruciais – uma palavra ou outra que pareciam atraí-lo, ou ainda pequenas variações na inflexão de sua voz. O que o pocionista fez ao longo de praticamente toda a fala da garota, porém, foi estudar as expressões do sonserino que a acompanhava, e os pequenos gestos dela; um verdadeiro livro aberto, daqueles infantis, escritos em letras garrafais.

(Não perdeu, contudo, o olhar até mesmo terno que ela lançou ao rapaz ao fazer uma pausa inconscientemente mais longa.)

Quando ela por fim terminou, o homem respirou fundo e curvou-se para frente, apoiando os cotovelos nos joelhos, dedos entrelaçados. Agora sim, encarava a jovem sem desviar os olhos azuis e muito estreitos dela.

– Escuta... Dorothy? Bem, vou chamar você de Dorothy. – Pigarreou para limpar a garganta, a voz ainda tingida pelo sono. – Já que você é uma novata aqui, como você mesma disse, vou te dar um desconto e te explicar uma coisa. Sabe as quatro casas? Lembra do chapéu mofado que canta uma música idiota? Não, eu não vou te julgar se você não tiver prestado a menor atenção, mas só uma dica: a primeira coisa que associam à Sonserina é a esperteza. E, sem querer me gabar nem nada, eu não sou o chefe da casa à toa, sou? Pois é. – Ergueu as sobrancelhas, dando de ombros, como se para enfatizar a conclusão óbvia. – Então, não importa quão nobres sejam as suas razões, não adianta tentar me enrolar. Não vai dar certo.

O professor voltou então a se recostar, cruzando os braços e esticando as pernas como se espreguiçasse.

– Agora, se você não quiser conversar a respeito disso nesse momento, tudo bem. Nós vamos ter bastante tempo pela frente... Se não hoje, quando vocês estiverem cumprindo detenção. Porque você e o seu amigo obviamente vão ter que cumprir uma detenção depois dessa quebra de protocolo, por melhor que tenha sido a intenção dele. Afinal, de boas intenções, o inferno tá cheio, não é?

Ele sorriu consigo mesmo, aparentemente satisfeito com qualquer coisa que dissera. E então o sorriso se alargou um pouco, meio gentil, meio como um animal que cerca a presa – ainda que fosse difícil sequer compreender como uma expressão podia estabelecer uma linha tão tênue entre dois opostos. Em um movimento repentino, o chefe da Sonserina se ergueu, fitando a menina do alto de seu metro-e-oitenta-e-tantos.

– Até porque, Dorothy... Sabe o que me deixou mais curioso? – De braços cruzados, ele caminhou até estar atrás da cadeira dela, para apoiar as mãos no respaldar, se inclinando um pouco. – Quem silenciou você, e por quê.

Resumo e OFF:
Sem cair na tentativa de Dorothy de mentir para defender Dohko, o Professor Coen alerta a menina, mas acaba mudando o rumo da conversa, perguntando a respeito do aparente feitiço de silêncio que havia emudecido a grifinória até então.

OFF: Meninas, decidi postar só a parte do Coen com a dupla dinâmica para agilizar o lado da Suh e da Cella – que ainda nem postou nessa rodada, tadinha, me cedendo a vez. A parte do Salathiel com o quadro vem em seguida, ok?

Sobre os dados: o primeiro (7) foi para a tentativa de Enganação da Dorothy. No caso, por ela não ter a perícia treinada, a conta foi 2 (CAR, o atributo modificador) + 2 (metade do nível da personagem) + 6 (dado) = 10. O teste oposto do Coen foi de Intuição, que é uma perícia treinada. No caso, ele teve 6 (SAB) + 5 (perícia treinada) + 4 (metade do nível) + 7 (dado) = 22. Então, sinto muito, Dory, não colou.

O segundo dado (15) foi para um teste de Percepção, enquanto Coen estuda as reações do Dohko – que, imagino eu, não está fazendo esforço para esconder qualquer coisa, mas achei mais jogo já rolar o dado. No caso, temos 6 (SAB) + 5 (perícia treinada) + 4 (metade do nível) + 15 (dado) = 30.

Em tempo: ainda que o Coen seja legilimente e tenha maestria em Percepção, esse teste não foi voltado para ler diretamente o que está se passando na mente do Dohko por motivos que só nosso Lúcifer sabe. O que eu peço à Cella: quando for postar, leve em conta esse dado. Se o Dohko não estiver fazendo esforço para esconder qualquer coisa, seja bastante clara quanto às nuances das reações dele ao que está acontecendo na sala. Caso ele esteja tentando esconder, contudo, rola um dado pra Enganação, pra ver se supera a CD 30. Ok?

Outra observação, só cá entre nós: assim que passaram para a sala, Coen tentou dar uma olhada na mente da Dorothy – não uma leitura propriamente dita dos pensamentos dela, mas verificar se a menina não estava com a cabeça gritando TRAUMA ou coisa do gênero. Não rolei dados porque 1- ele tem Maestria em Percepção; 2- ela é oclumante; 3- ele não quis fazer esforço para ultrapassar a barreira, recuando assim que a percebeu.

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Re: Uma Grifinória na Sonserina

Mensagem por Dorothy Taylor em Qua Out 03, 2012 11:40 am

Antes mesmo de se transferir a Hogwarts, Dorothy já ouvia dizer que a Sonserina era a residência dos malvados. Em Durmstrang, as pessoas eram divididas por suas preferências; esporte, política, artes e, bom biblioteca rs, de modo que ser de uma residência ou de outra não determinava seu caráter - apesar de parecer evidente aos olhos da polaca que o pessoal da Radmantarayko pendia para o lado negro da força. E por enquanto, apesar de Kayra ter sido selecionada para a Sonserina, parecia realmente ser regra a ausência de alunos pacíficos na residência de Salazar.

Desta feita, foi com enorme preocupação que Dorothy recebeu a notícia de que aquele homem era o Chefe da Sonserina. Não que já não pudesse ter suspeitado disso, mas agora já não lhe restavam dúvidas de que deveria ter mais zelo com o que dizia. Ele deveria ter em si a reunião da psicopatia de Salathiel com a agressividade gratuita de Dohko, apesar de não ser isso que estivesse parecendo aos seus olhos. Afinal, quantas vezes já não tinha sido otimista em relação as pessoas e se prejudicado por isso?

O homem mencionou que ambos cumpririam detenção (e Dorothy, que apesar de nunca ter sido um exemplo de disciplina, jamais havia passado por detenções, pegou-se lamentando aquela mancha em seu histórico), e então perguntou por que e quem havia utilizado um feitiço para silenciá-la.

O nome de Salathiel quase pulou de seus lábios, mas não chegou a proferi-lo. A verdade é que não sabia muito bem por que o garoto tinha feito isso, mas depois de ter gastado todo seu latim em uma mentira, que foi tão facilmente descoberta, não era difícil deduzir que ele estava tentando protegê-la de falar o que não deveria. Ficou satisfeita diante da conclusão de que o rapaz tentara ajudá-la, o que era apenas mais um motivo para não ser a sua delatora, embora não conseguisse vislumbrar nenhuma punição cabível a ele simplemente pelo feitiço em questão. Então escolheu ser completamente sincera:

- Sinto muito, senhor, mas eu não sei se posso mencionar nomes. Não quero prejudicar mais ninguém - esperava sinceramente que ele não visse seu comportamento como uma afronta à sua autoridade, já que não era essa a sua intenção. - E não tenho certeza das motivações dele, mas, como o senhor pode perceber, eu não sou muito sensata. Presumo que ele tenha tentado me impedir de falar o que não deveria - Dorothy então deu um sorrisinho nervoso e acrescentou - Mas, é claro, falhou.

Em seguida, relaxando um pouco na cadeira, enormemente satisfeita por poder dizer a verdade, ainda falou:

- Eu lamento muito por ter mentido para o senhor. Não sei o que te contaram, mas toda a verdade é que eu realmente passei mal e Dohko cuidou de mim, porque foi isso que ele me prometeu...Não pretendíamos causar nenhuma forma de tumulto.

Resumo:
Confessa que não quer revelar o nome de Salathiel, e também resolve falar a verdade acerca dos últimos acontecimentos, ainda que de forma sucinta

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Re: Uma Grifinória na Sonserina

Mensagem por Maor Coen em Qua Out 03, 2012 9:24 pm

Para ler ouvindo: Intro Perk Walk

Ah, a tal da raça humana. Vivos ou mortos, todos iguais.

Esse aqui não é diferente da desencarnada que insiste em alugar meus ouvidos, da pequena invasora acidental ou do brutamonte que a arrastou pelo labirinto. A mesmíssima coisa que cada um dos fedelhos lá dentro, ou circulando em qualquer outra parte desse castelo: um pedaço de carne que pensa valer muito, com medo de assumir que é feito da mesma coisa que outros bilhões espalhados por aí.

Ele me ameaça com o graveto que costumam carregar, como se eu me importasse. Como se essa tela fizesse alguma diferença para mim. Como se eu não pudesse corroer as suas entranhas até que não sobrasse mais nada, independentemente de estar preso a essa moldura.

(E a bem da verdade, eu o faço com frequência. Eles só não sabem.)

Ele me cumprimenta, ainda que não tenha a menor intenção de fazê-lo; pergunto-me o porquê. Aliás, me pergunto a respeito de muitas coisas desde que ele me abordou, mas não pretendo perder o meu tempo com isso. Mesmo tendo todo o tempo do mundo.

– Acredito que você não tenha o hábito de saudar seus convivas assim. – Ou talvez até tenha, não se educa mais essas crianças da mesma forma. De qualquer forma, respondo; não tenho razão para não fazê-lo. – A garota está na sala ao centro do labirinto. Boa sorte, caso deseje encontrá-la. – Um incentivo tão vazio quanto o cumprimento do garoto, mas é sempre mais fácil dispensá-los quando pareço seguir seus métodos, quando ajo como um deles.

Já passa da hora do café, afinal. Tenho mais o que fazer.




– Ah, não, Dorothy. Nem perca o seu tempo lamentando ter mentido pra mim.

O professor, que ouvira tudo que a menina tinha a dizer ainda apoiado no respaldo da cadeira que ela ocupava, finalmente decidiu se mover, passando para a frente dela. Ao falar, tinha no rosto uma expressão afetadamente comovida, quase piedosa; tão logo silenciou, porém, voltou a encarar a jovem grifinória com o mesmo ar inexpressivo de antes, seco.

– Lamente ter sido trazida para cá. Aliás... – Ele voltou a se sentar, novamente apoiando os cotovelos nas pernas, inclinado de forma a conversar da forma mais direta possível com a garota. – Lamente pelas suas companhias. Você me disse que só conhece três pessoas aqui até agora, certo? Uma delas é esse gênio que trouxe você para o covil das cobras – mas na melhor das intenções, claro, não podemos nos esquecer disso. A outra eu imagino que seja justamente quem silenciou você. Afinal de contas, do contrário você não se daria ao trabalho de defender uma atitude tão... questionável. – Após estalar o pescoço, o chefe da Sonserina recostou-se confortavelmente, uma sombra de escárnio torcendo o canto de sua boca. – Espero que o seu terceiro contato seja uma fada-madrinha, porque, considerando sua estreia aqui, eu não diria que você tá exatamente bem servida de amizades.

Voltou então os olhos para o setimanista sonserino, que permanecera em silêncio todo o tempo, erguendo uma sobrancelha com aparente desinteresse.

– E você, amigão? Alguma coisa a acrescentar, ou vai deixar a situação toda nos ombros da bonequinha aqui? Se for ficar aí mudo... – Com um gesto vago, o Professor Coen indicou a saída. – A porta da rua é serventia da casa. Não vou perder a chance de tomar café só pra passar uma detenção pra dois pivetes. Melhor, até, que tenho tempo de pensar no caso de vocês com carinho.

Resumo e OFF:
O Homem de Terno no quadro da entrada do dormitório masculino diz a Salathiel onde Dorothy se encontra. Enquanto isso, o Professor Coen alerta a menina a respeito de suas companhias e pergunta a Shevchenko se ele tem algo a acrescentar, deixando em suspenso a detenção da dupla.

OFF: Pois bem, meninas. Só pra deixar claro: para o Salathiel, o quadro pareceu absolutamente sincero – porque ele foi mesmo. E não, nem sinal de qualquer coisa estranha, exceto pelo fato de que, em tese, não existe uma sala ao centro do labirinto.

Quanto ao Dohko e à Dorothy: deixo na mão de vocês. Não sei se a Cella ainda quer se pronunciar com o ogro, então fica a deixa para saírem direto, conversarem, negociarem... Enfim, o roleplay é de vocês.

Única coisa: caso decidam sair, peço que escrevam seus posts até o momento em que os dois cruzam a porta. E então rolem um dado. ;)

PS: Cella, você ainda me deve uma leitura das reações do Dohko - acredite, isso será importante algum dia.

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Re: Uma Grifinória na Sonserina

Mensagem por Dohko Shevchenko em Qua Out 03, 2012 11:22 pm

“Calado você já está errado”. Esse ditado foi a única coisa que lhe veio à mente depois que o Chefe da Sonserina lhe chamara a atenção. É bem verdade que Shevchenko tinha ficado calado o tempo todo desde o momento em que Coen mandara Kartsen Alleborn embora.

Dohko não esboçou reações corporais quando teve seu pedido atendido. Sabia que tinha sido atendido mas que não era por ele e sim porque o professor não via nenhuma relevância na presença do fofoqueiro. Assim, o checo limitou-se a levantar o dedo do meio enquanto via o empolado partir com o rabo entre as patas. Se ele queria mais sensacionalismo, estava fora.

Na verdade, essa narradora que vos fala acha que Karsten ignorou tanto Dohko quanto não achou que tivesse sido escorraçado do local. Na verdade ele não foi. Mas como aquilo era o máximo de cortesia que o checo recebia, pensou que para alguém de tão nobre família não seria satisfatório ser deixado de fora de uma coisa que ele mesmo se intrometeu. Porque essa gente rica e poderosa é muito intrometida dos assuntos que não lhe dizem respeito.

Assim, Dohko se deu por satisfeito ao ver Karsten sair. E abaixou o dedo quando o rapaz desapareceu nos labirintos.

À partir de então, não abriu a boca para mais nada e ficou fechado em copas como se fosse um caracolzinho na concha, sem mostrar o que estava fazendo. Ele não fazia questão alguma de esconder pensamentos o fato é que ele não os tinha. Dohko não era o mais esperto dos rapazes. Tinha levado uma grifinória para dentro da Sonserina, não é? Qual prova mais se fazia necessária.

E ele preferia ficar calado a abrir a boca e meter os pés pelas mãos. Afinal, ser uma pessoa de difícil convívio pela ignorância bruta era uma coisa, confirmar que seu estado ignorante não era meramente lacônico e sim latente, era outra.

“Não diga nada sem a presença de um bruxo das leis. Tudo o que você disser pode e será usado contra você no Ministério. Você tem direito a enviar uma coruja”.

Essas três frases clichês eram o seu mantra desde o dia em que teve sua primeira passagem pelo Ministério por agressão a funcionário do Expresso de Hogwarts. Quando Dohko por algum motivo torpe deu um soco na cara do bilheteiro e quebrou o nariz do homem em três lugares.

E era por isso que ficara calado.

Surpreendeu-se com a doçura de Dorothy ao lhe defender. E por incrível que pareça, aquilo só fez com que ele ficasse com raiva da garota. Maldita menina! “Um dia uma moça vai entrar em sua vida e vai estragar tudo o que você entende como certo. E então, você vai perceber que o seu ódio pelas mulheres é porque você nunca teve uma em sua vida”. Foi isso o que a psicóloga do acompanhamento ministerial lhe dissera. E ele sabia que tinha sido em tom de maldição e não de aconselhamento.

Só podia ser essa a sua maldição. Dorothy Taylor. Sua Florzinha-inha. Só podia ser ela a garota maldita que a psicóloga dissera que seria a sua salvação. Fechou os punhos com força na cadeira, segurando o assento, entortando o mesmo tamanha a sua tensão.

Estralou as juntas do pescoço e olhou para Dorothy encarando aqueles olhos azuis profundos e bondosos que ele não entendia e não conseguia entender. E era isso o que tinha pensado o tempo inteiro desde que chegara ali. Por que é que ela, uma completa estranha se importava com ele? Ou tencionava lhe proteger? Ele a maltratou, humilhou, quase lhe deu um soco na cara, lhe beijou a força, cuspiu sangue em sua boca, embebedou-lhe, ensinou-lhe a furtar e a seqüestrou tudo em um espaço de tempo de quarenta e oito horas. E ao invés de entregar sua cabeça numa bandeja de prata, ela vinha com uma armadura de prata tentando lhe salvar. Por quê?

Ele não conseguia entender. Dohko foi rejeitado pelo pai biológico, pela mãe e abandonado de todas as formas. E só tinha conhecido a bondade e a benevolência de duas pessoas até então. O primeiro, o japonês que era ex-marido de sua mãe e seu pai adotivo, Kazuyoshi, que lhe deu um nome e o assumiu na certidão de nascimento. E a outra, ele fitava intensamente com um olhar vazio de peixe morto com mil pontos de interrogação.

Por fim, deixou os ombros caírem, descrente, e mirou Maor Coen com certo interesse. Esperava ser tratado como um cão que andou se esfregando na carniça. Era assim que as autoridades lidavam com ele. Mas aquele ali era o cara novo e não devia estar ciente que a ficha de Shevchenko era mais suja do que o cabelo de Samaraia Linderman [post do Everaldo no Banquete rsrs] e só podia ser por isso que estava sendo tão frio, pacato e tentando compreender a situação.

Dohko tinha sérios problemas de confiança e era por isso que estava esperando o Mestre deixar a máscara cair e revelar que ele não era o cara legal que estava aparentando ser. E se isso pudesse ser lido e interpretado pelos seus trejeitos, então ele era um livro aberto e todo borrado e rasgado. Por fim, decidiu-se que se ia se ferrar, não ia ser sozinho.

- Fala, chefia! – tentava organizar os pensamentos – O negócio é o seguinte, eu levei ela pra Sonserina porque eu não confio em ninguém, sacoé? E pode me julgar do que quiser. Pra uma ressaca nada cura melhor do que doce e uma noite de sono. Eu não ia deixar de dormir na minha cama pra deitar nas pedras do Castelo. E não ia levar ela pra enfermaria. Comigo ela ia ta a salvo. E é isso. – e se jogou no espaldar da cadeira despreocupado estilo mano dirigindo um carro rebaixado – A real é que ela não foi pra lá porque quis. Porque cara, ela tava desmaiada. Ela não teve vontade nenhuma. Eu carreguei. Eu levei. E ela só foi saber hoje na hora que acordou. Se quer saber, ela nem precisa de detenção porque, se for punir cada bêbado do Castelo, seremos AA e não escola. – e olhou bem na cara de Dorothy – E o ponche tava batizado. Vai saber lá por quem...

Parecia que ele tinha acabado, mas não. Ele não tinha acabado. Dohko tinha ficado extremamente irritado com a audácia de Salathiel em abrir o dossel de sua cama. Nutria uma vontade imensa de socar Karsten por ter sido um X-9, mas se não fosse por Salathiel abrindo as portas da Esperança, a franga fleumática não teria saído em polvorosa do dormitório e eles não teriam sido pegos. [os críticos também foram culpa do Salathiel rsrs]

- Blackburn foi quem fez o feitiço. E acredito que foi mais para assustá-la com um dormitório cheio de caras semi-nus e ela calada do que pra ajudar. Mas pelo menos ele deu água pra ela.

Oh sim! Dohko é um ladrão e além de pertences ele rouba personalidades. E tinha acabado de roubar a arte de fofocar de Karsten von Alleborn.

Resumo: Dohko fica calado o tempo inteiro pensando em por que Dorothy se importa. Tenta livrá-la de uma detenção sem se comprometer muito e delata Salathiel Blackburn por puro revanchismo.


[OFF]Dohko acredita que Salathiel tentou assustar Dorothy pq está além da compreensão dele o fato de Salt querer ajuda-la. Por isso to rolando um dado pra ver se Dohko consegue passar a ideia de que Salathiel tinha intenções duvidosas com a Grifinória no dormitório. Pq neh, aqui a gente rola dados e se fode com vigor rsrs Fer, te amo, sua linda <33 venha se fuder com a gente kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk[/OFF]


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Re: Uma Grifinória na Sonserina

Mensagem por RPG Enervate em Qua Out 03, 2012 11:22 pm

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Re: Uma Grifinória na Sonserina

Mensagem por Dorothy Taylor em Qui Out 04, 2012 12:09 pm

Dory ainda olhava para Coen quando sentiu a sensação estranha de que estava sendo observada. Desviou os olhos, então, para o lado de Dohko e seus olhares se encontraram por alguns segundos. A garota tentou sorrir para ele, mas não conseguiu. Ao invés disso franziu as sobrancelhas e voltou a olhar para frente, com alguma dificuldade de respirar. Não conhecia o checo há muito tempo, mas já tinha a impressão de que dentro dele havia um tornado, que o consumia e o destruía devagar. Enquanto isso, ela mesma se via como uma piscina rasa, cujo fundo é exatamente como se vê da superfície. Dorothy provavelmente jamais o entenderia.

Ainda estava encabulada com isso, e, volúvel como era, logo viu a sua própria calma dissipar-se; ficou repentinamente incomodada com tudo. Primeiro porque o homem tinha dito que ela era um pivete, e isso ela não era. Ainda que tampouco fosse uma florzinha, tinha sido muito bem educada e não merecia um adjetivo tão depreciativo, que questionava os esforços que sua família, em especial seu pai, tinham feito para educá-la como uma pessoa honesta e decente. Depois de ouvir o que Dohko tinha dito, então, notou que precisava se manifestar.

- Por favor, vocês dois. - Ela disse, desta vez em pé. Era notável o quanto ficara alterada - Primeiro, professor, agradeço a sua preocupação, mas não acho que o senhor tenha direito de ofender os meus amigos - esse, afinal, era o ponto fraco de Dorothy - apesar de Kay ser realmente a minha fada madrinha - divagou, murmurando apenas para si mesma, já sem nenhum resquício de irritação. Inclusive, era possível que sua voz sequer tenha saído completamente inteligível. Assim, voltou a sentar-se, e com a voz mais moderada e o olhar baixo, acrescentou: - E o Salathiel não me faria mau. Eu perguntei.

Tinha realmente perguntado, no expresso, e ele a assegurou de que queria apenas a sua companhia. Até porque, se o psicopata quisesse prejudicá-la, não teria sido gentil, ouvindo pacientemente a história que ela tinha a contar sobre Gant e dando conselhos, por mais estranhos que eles pudessem ser...certo? Só então voltou a encarar Coen, com um sorriso, julgando que isso resolvia todas as dúvidas. Finalmente, voltou seu olhar outra vez para Dohko. Não tinha gostado, em absoluto, de ele ter delatado o Salathiel, mas até mesmo ela, que era distraída, conseguiu perceber que o checo estava tentando protegê-la, e pegou se perguntando se algum dia poderia compensá-lo por tudo que ele estava fazendo a seu favor.

Resumo:
A polaca não gosta do que Coen diz sobre seus amigos, e faz questão de deixar isso bem claro. Em seguida, tenta defender Salathiel, sem notar que seu argumento é questionável
OFF: desculpem, meninas, acabei floodando /o\

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Re: Uma Grifinória na Sonserina

Mensagem por Salathiel Blackburn em Qui Out 04, 2012 3:28 pm



A sala ao centro do labirinto, repetiu Salathiel mentalmente. Não havia sala ao centro do labirinto. Aliás, ele tinha sérias suspeitas sobre a existência de um centro. Ademais, se ele realmente existia, então seria quase impossível encontrá-lo propositalmente. Fora, claro, o fato de que se se emaranhasse muito mais por entre aqueles corredores idênticos, poderia acabar realmente perdido e aí nada de Dorothy, nada de borboleta. E pior: não tomaria café da manhã. Ele tinha acordado com um desejo especial para muffins de banana naquela manhã. Se ficasse sem saída, não poderia comê-los.

Aproximou-se mais do quadro, com a varinha já abaixada, e ficou a poucos centímetros da tela, como se quisesse ver de qual material ela era feita. Claro que isso poderia ser incômodo para o homem, mas ele nem pensou nisso. Por vezes, Salathiel era tão estranho que chegava a parecer retardado - exatamente como naquele momento. Quem analisasse bem, porém, só veria que tinha um jeito atípico de demonstrar curiosidade, visto que provavelmente era a única expressão que seria capaz de explicitar.

Depois do que pareceram ser dois segundos, afastou-se, voltando para o lugar inicial, mas sem a varinha ainda.

- Qual é o seu nome?

O quadro quase pareceu satisfeito com a pergunta, mas Salathiel não saberia dizer. Tudo que ouviu e viu foi:

- Eu não tenho nome. Não preciso de um. - Em seguida, ele abriu um sorriso, que chegava a ser extremamente deslocado em seu rosto já que este não combinava com a reação, e seus dentes estavam à mostra, mas eram pontiagudos e... em uma quantidade acima do normal. - Mas você me conhece, ainda que não tão bem quanto Erisíchton me conheceu. Eu sou o senhor da balança e o meu cavalo é negro.

Erisíchton?, Salathiel fez seu gesto característico, inclinando a cabeça. Não deixou de notar o sorriso torto e estranho do homem no quadro, mas isso só lhe deu vontade de tocar as pontas dos dentes para verificar se eram afiados. A questão era, entretanto, o fato de que mais uma dúvida tinha sido plantada na mente do sonserino, e ele, apesar de gostar das dúvidas para dar movimento às suas ações, não gostava da realidade que lhe atingia: cada vez mais, parecia que sabia menos.

- E seus dentes são pontiagudos. - Complementou a apresentação do quadro, sem malícia ou deboche. Era a mais simples constatação de um fato. - Desconheço a existência de um centro no labirinto. Desconheço o senhor e também aquele fantasma. Tudo que existe tem um nome, eu gostaria de alguns, para que eu possa ir tomar meu café e você possa ficar em paz, por fim.

Mas o quadro parecia ter voltado a ser tão neutro quanto quem lhe falava. Não parecia disposto a contar coisa alguma. E aí, o que ia ser? Se largasse o homem de lado, Salathiel apenas voltaria aos caminhos escuros do labirinto, sem saber quem diabos era Erisíchton, a fantasma e até o próprio quadro. Se fosse uma informação de cada vez, não haveria problemas, mas também havia aquele pequeno incômodo que era também não saber onde o centro do labirinto, em que Dorothy estava, ficava. Se ia sair do lugar sem as respostas que queria, então pelo menos uma das dúvidas não cabia ao quadro sanar-lhe.

- Eu não tenho nome. Eu existo. - Foi tudo que ele disse.

- Hm. - Disse Salathiel. E deu um passo à frente, erguendo a varinha. - Será que seus dentes ficam maiores? Densaugeo.



Resumo: Não obtendo uma resposta satisfatória para sua pergunta, Salathiel tenta de novo arrancar alguma informação do quadro, de maneira bem simplória. Este, porém, tem um breve comportamento estranho e, no fim, acaba não lhe contando nada. Assim, já que não tinha a resposta de nenhuma de suas perguntas, acaba tentando sanar pelo menos uma dúvida, já que esta dependia mais dele do que do quadro, e tenta enfeitiçar o homem com um feitiço besta.

OFF: As falas e ações foram combinadas com a Lily, obviamente.

Salathiel não tem a intenção de agredir o quadro. Na verdade, ele nem ao menos sabe se feitiços usados em humanos funcionam com pinturas, e é mais para descobrir essa resposta que lança o Densaugeo ao invés de realmente querer danificar o quadro, ainda que desconfie ser este uma ameaça. Portanto, qualquer que seja o resultado do dado e de sua ação, ele muito provavelmente vai reagir da mesma forma (a não ser que seja um crítico e ele, sei lá, se foda legal rs). Ah, claro, se acaba que feitiços não funcionam desse jeito com quadros (já que eu decidi pela surpresa e não por perguntar pra Lily), peço que o dado não seja desperdiçado e que possa ser usado para outra coisa, sei lá HAHAHA muita treta mano. Se não puder tudo bem também. VEM NÊMESIS.


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Re: Uma Grifinória na Sonserina

Mensagem por RPG Enervate em Qui Out 04, 2012 3:28 pm

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Re: Uma Grifinória na Sonserina

Mensagem por Maor Coen em Ter Out 09, 2012 11:53 pm

Para ler ouvindo: Downpour Intro

Apesar do ceticismo quase que permanentemente estampado no rosto do professor de Poções – uma sobrancelha meio erguida, a boca ligeiramente torcida num esgar de desinteresse –, havia qualquer coisa em seu olhar que denunciava a atenção que dedicava ao relato de Shevchenko. Pelo visto, algo no relato do setimanista havia prendido sua atenção de vez; mais do que isso, até: o homem parecia genuinamente satisfeito ao fim da breve história, algo de divertido em sua expressão quando fez menção de tecer um comentário.

Isso, claro, até ser interrompido pela manifestação de Dorothy, visivelmente alterada, chegando a se erguer para interceder a favor de Salathiel Blackburn. Diante disso, o pocionista apenas acompanhou as palavras da menina, impassível, um suspiro cansado lhe escapando quando ela sorriu para ele.

– Dorothy. – Levantando-se também, o Professor Coen pousou uma das mãos no ombro da menina, retribuindo o sorriso com um olhar que era, no muito, condescendente. Parecia se apiedar da inocência da garota. – Eu não sou de dar conselho de graça, então é bem possível que algum dia eu cobre isso de você. Mas vai por mim: confiança é uma coisa linda, mas tende a ser muito estúpida também. Pode perguntar pro seu amigo ali. – Com um menear de cabeça, indicou o rapaz que ocupava a terceira cadeira. – Ao menos nisso ele é bem mais esperto que você.

Deixou a menina, então, dando um passo para mais perto de Shevchenko, apenas o bastante para que ficasse claro que seu assunto agora era com ele.

– E você... Parabéns, amigão. Vou ter que dar o braço a torcer e admitir que você não é tão idiota quanto eu pensei que fosse. – Se havia algo de curioso na fala do chefe da Sonserina, era o fato de que soava mais como um elogio que como uma ofensa, malgrado a seleção de palavras. Chegou a dar dois tapas no ombro do rapaz, com a força medida de um cumprimento. – Não tenta me enrolar – até porque, não vai adiantar de nada –, e eu não enrolo você. Pegou a primeira regra depressa. Agora... – Cruzou os braços, cenho franzido enquanto parecia ponderar a respeito de alguma coisa. – Claro que não é isso que vai livrar a sua barra. E a primeira coisa que eu espero que você faça é sair daqui pra limpar a zona que vocês deixaram pra trás no dormitório. Os elfos podem arranjar o material que você precisar e até passar umas noções básicas de prendas domésticas, caso você não as tenha, mas o serviço é seu. Antes do café da manhã. Aliás, antes de qualquer outra coisa, só vê se enfia uma camisa primeiro. E depois a gente vai ver uma forma de você exercitar esse seu lado de bom samaritano dando uma força na enfermaria. Pode ser bom pra aprender onde aqui na escola as pessoas são curadas.

Voltando-se para Dorothy, completou:

– Quanto ao seu caso, eu ainda vou pensar. Pode agradecer ao seu salvador aí por assumir a culpa toda com tanto cavalheirismo. Quer dizer, quase toda, não é? Ainda vou ter uma conversa com o seu outro amigo... Mas anda, vai. Você vai acabar perdendo a sua fabulosa primeira aula em Hogwarts, e ninguém aqui quer isso, certo?

Não era nem preciso mencionar o aparente desprezo do professor pela aula em questão, qualquer que fosse.




Não durou mais que uma fração de segundo.

O feitiço atingiu o quadro em cheio, o impacto fazendo a obra bater contra a porta que guardava. E então, com um urro que parecia vir não apenas dali, mas de diversos pontos das masmorras, os dentes do homem de terno se abriram, engolindo seu rosto, uma nova face surgindo em seu lugar: uma monstruosidade pontiaguda e enfileirada que quase trespassava a tela. Um som gutural reverberava pelas paredes e corria sob a pele, algo como o ronco do estômago de uma besta gigantesca e faminta.

E exatamente como tinha começado, tudo voltou ao normal.

– Eu já vi coisas mais espertas que você, naco de carne de segunda. – O homem na pintura respondeu com um ar levemente entojado. – Isso funciona com orgânicos. Mas chega de desperdiçar meu tempo e minha paciência com você.

Sem mais, desapareceu para além da área exposta pela moldura. No espaço que antes ocupava, como que gravado no piso de madeira, havia um círculo contendo o desenho de uma balança desalinhada.

Resumo e OFF:
Depois de ouvir com interesse o relato de Dohko, o Professor Coen determina a detenção do rapaz (mesmo que parcialmente) e dispensa o casal, deixando no ar que providências tomará a respeito de Dorothy e Salathiel. Enquanto isso, na Sala da Justiça em outro ponto das masmorras, o feitiço do ruivo não dá resultados e o homem do quadro deixa o jovem para trás.

OFF: Desculpem, meninas, mas a semana foi conturbada e preferi não arriscar um deslize aqui na RP. Considerações: como Dohko estava sendo sincero – ou seja, não era questão de fingir achar que Salathiel não tinha boas intenções ao fazer o feitiço –, aquele dado foi desnecessário. Até porque, o próprio Coen já estava tendendo a não ver nada de bom em silenciar uma menina perdida nas masmorras. Tecnicamente, a dupla já está dispensada – e mais uma vez eu peço que, caso saiam da sala, só narrem até o momento em que os personagens pisam do lado de fora, e então rolem um dado.

Quanto ao Salathiel, bem, o feitiço realmente só funciona em orgânicos. O showzinho do quadro foi mais para fazer cena (quem disse que o homem de terno não tem um senso de humor, afinal?) do que qualquer outra coisa. E agora nosso psicopata está livre para fazer o que bem entender. Ao menos até receber algum recado do chefe, digo.

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Re: Uma Grifinória na Sonserina

Mensagem por Dohko Shevchenko em Qua Out 10, 2012 8:06 pm

Era a primeira vez que Shevchenko tinha algum crédito com autoridades. Quer dizer, sua cara sempre apontava “mea culpa, mea máxima culpa” e sua fama sempre lhe precedera desde o primeiro ano quando era um garoto turrão e cheio de detenções até quando passou a ser visto como um marginal pela sociedade. E ele ainda estava esperando que Maor deixasse a máscara cair e o tratasse feito meliante, pensava ser apenas questão de tempo. Ao menos ostentava um sorrisinho sacana na cara por ter certeza de que Salathiel também seria de alguma forma, ferrado.

Sentira-se vingado pela ousadia do colega ruivo em abrir as cortinas de seu dossel. Inclusive, para o checo que era extremamente homofóbico, ter um cara abrindo sua cama e lhe encarando enquanto dorme era algo perturbador. Não foi bem isso o que Blackburn tinha feito, no entanto, Dohko é daqueles que pensa que quem pode o menos pode o mais e não o contrário. Se Salathiel se sentia à vontade para abrir suas cortinas para dar uma espiadinha quando estava acordado, o que ele não seria capaz de fazer enquanto ele estava dormindo?

E sim, a mente suja e podre do sonserino perpassava exatamente pensamentos sujos e podres envolvendo o colega lhe observando dormir.

Dohko, porém, viu seu sorriso de escárnio morrer quando Dorothy se levantou altruisticamente em defesa de Salathiel. Uma vez mais conteve sua raiva segurando-se no apoio da cadeira, olhando vaziamente no fundo dos olhos azuis da garota. Teve ganas de puxá-la pelo cabelo e sair arrastando-lhe pelas Masmorras à fora tal qual faziam os homens das cavernas, afinal, o mínimo que ela podia fazer era ficar calada e não sair por aí revelando a sua inocência.

Com a cara fechada, escutou tudo aquilo que o Chefe tinha a dizer até porque ele mesmo não tinha muito. Satisfeito por sua Florzinha-inha não ter conseguido defender o ruivo intrometido. Manteve-se rente e endurecido diante do cumprimento informal do professor. Dohko não era o tipo de cara que tinha cumprimentos especiais com os caras. Ele na verdade, preferia evitar qualquer tipo de contato físico com os caras, inclusive apertos de mão. No entanto, permaneceu em sua pose de esfinge recebendo o veredicto de seus crimes.

No final, o preço por ter desonrado Salazar Slytherin e garantir a danação eterna da Sonserina no quesito sorte randômica, era limpar o chão vomitado por Dorothy e prestar serviços hospitalares na Enfermaria. Já tinha feito pior.Catar caca de trasgo na beirada da estadual tinha sido bem pior do que lidar com a golfada etílica de uma grifinória. Ainda mais quando ele próprio já tinha afundado o pé na nhaca e caído de bunda no chão por causa disso.

Liberados pelo Mestre, finalmente afastados, o checo tocou rudemente o braço da menina de forma a forçá-la olhar em sua face. Ficou vacilante por uns três a quatros segundos subindo o olhar por toda a extensão do rosto dela. Mirava especialmente seus olhos profundos e seus lábios vermelhos. Respirava ofegante com o cenho fechado revelando claramente a sua raiva e por fim, num tom de falsete imitou o tom que ela usara.

- E o Salathiel não me faria mau. Eu perguntei. – apertou-a então com a outra mão no outro braço como se aquilo fosse freá-la de alguma maneira – Como se isso fosse garantia de que ele fala só a verdade... – seu tom de desprezo chegava a ser paterno de certa forma. – Vamos, Florzinha-inha! Já vi que terei um ano para te ensinar e isso é muito pouco perto da sua babaquice!

Resumo escreveu:Dohko se irrita com Dorothy por tentar defender Salathiel. Aceita a detenção impostar pelo Chefe da Sonserina e ironiza a grifinória por ter acreditado tão facilmente na palavra de um desconhecido.

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Re: Uma Grifinória na Sonserina

Mensagem por RPG Enervate em Qua Out 10, 2012 8:06 pm

O membro 'Dohko Shevchenko' realizou a seguinte ação: Rolar Dados

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Re: Uma Grifinória na Sonserina

Mensagem por Dorothy Taylor em Qui Out 11, 2012 11:27 am

Pronto, agora seria obrigada a ouvir de um homem, que nada ou pouco sabia sobre ela, que era uma imbecil. Dorothy respirou fundo, e não respondeu. Primeiro porque não precisava provar para ninguém que sabia do que estava falando. Era raríssimo que se enganasse acerca das intenções de qualquer pessoa, como um dom natural, então apesar de parecer ser só uma menina inocente dos olhos grandes, Dory sempre observava com muito cuidado as pessoas em quem decidia confiar.

Com Salathiel tinha sido assim. Passara a tarde inteira perto dele, enchendo o sonserino de perguntas, testando as suas reações, e realmente sabia que havia algo de errado com ele, porque, diferente das demais pessoas, o rapaz não esboçou nenhuma emoção, nem mesmo quando ele tinha dito que a única mulher a quem amara, hoje estava morta. Mesmo assim, isso não significava que ele queria prejudicar Dory, e ela realmente achava que não era o caso. Seria muito egocentrismo de sua parte esperar que ele perderia seu tempo com isso.

O professor decidiu que culparia apenas Dohko pelos fatos que aconteceram, e a szulvprak achou a sua escolha muito injusta. Nada disso teria acontecido se ela não tivesse se excedido na bebida, então tudo, na verdade, era culpa sua. Entretando, antes que pudesse se pronunciar, sentiu a mão de Dohko apertando o seu braço. Dory arqueou uma sobrancelha. O checo, desde cedo - na verdade, desde quando desmaiara, mas isso ela não teria como saber - estava adotando uma postura bem protetora para com ela, e isso era estranho. Tirando Kayra, as pessoas nunca tinham a impressão de que precisavam cuidar de Dorothy, ela que geralmente saía colocando os outros debaixo de suas asas. A garota riu.

No entanto, percebeu que Dohko olhava para ela com uma intensidade abrasadora e seu sorriso congelou nos seus lábios. Era intimidante e ele parecia estar cheio de raiva dela. “O que eu fiz?” perguntou-se, percebendo que ele olhou diferente para os seus lábios. Será que, de novo, ele estava entre socá-la e beijá-la? Será que ele sempre se via diante desse dilema quando estava com raiva de alguém? E se ela fosse um homem? Dohko também a beijaria?

- Qual o problema? - ela perguntou, com delicadeza.

- Você é o problema. Não entende? Você e essa sua inocenciazinha - ele respondeu. Dorothy olhou para Dohko com os olhos compridos, um pouco magoada. Não tinha entendido bem o que ele queria dizer com isso, mas concluiu que ser o problema não tinha como ser bom, de qualquer forma. Não disse nada, apenas deixou os ombros caírem, percebendo que de repente tornava-se um fardo.

Resumo:
Dorothy fica irritada quando sua inteligência é questionada, depois percebe que o Dohko estava irritado com ela e tenta descobrir por quê.

- dado pra sair

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Re: Uma Grifinória na Sonserina

Mensagem por RPG Enervate em Qui Out 11, 2012 11:27 am

O membro 'Dorothy Taylor' realizou a seguinte ação: Rolar Dados

'd20' :

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Re: Uma Grifinória na Sonserina

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