Their Goddamn Wands

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Their Goddamn Wands

Mensagem por Apollion Azazel em Qui Set 27, 2012 1:16 am

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Flourish: Black


— We're done. Srta. Pertard, se retire. I'm awaiting someth--one. — sacudiu a mão, dispensando-a. Olhou no relógio, ainda faltavam dez minutos para o professor aberração de Aritmância chegar. Toparam no almoço e este disse que tinha assuntos a tratar com ele. Bem que ele poderia usar alguns minutos de atraso para implicar com o duende. Mas infelizmente, a porta já se abria, e quando Azazel olhou na altura normal quando se olha para alguém entrando na porta, não viu ninguém. Olhando, então, para baixo, viu que se tratava do seu ilustre colega de trabalho.

— Boa tarde, Professor Azazel. — Apollion apenas levantou os olhos dos seus pergaminhos sem responder, apenas dando conta da sua presença. — Está aproveitando a leitura? — Apollion franziu o cenho e virou a cabeça para o lado involuntariamente como se tentasse entender do que o outro lhe perguntava. Quando entendeu, deu uma olhada rápida (razoavelmente involuntária) cheia de veneno para um livro sustentando um pé menor de uma mesinha de canto, ainda com a fita em volta, indicando que sequer tinha sido aberto . Era o livro de autoria do anão, dado no chá. Inevitavelmente, L'Druide acompanhou a olhada dele, viu o seu livro naquele estado e simplesmente suspirou fundo. — Como temos hora marcada, não o farei perder vosso tempo e vou direto ao assunto que me traz aqui.

Apollion se levantou, e ao indicar com a mão a cadeira onde o meio-duende deveria se sentar, conjurou no mesmo movimento um banquinho ao lado do assento, para que ele pudesse lhe dar o prazer de escalar até a cadeira, que sozinha era maior que ele. Não viu se L'Druide usou ou não o banquinho, só percebeu deste um subida de sobrancelhas e uma expiração pelo nariz, quase um riso numa expressão legível de "you didn't have to go so low, wizard." Azazel divertiu-se por dentro, e quanto à sua própria expressão: simplesmente olhou fixamente para o anão do alto — como sempre gostava de fazer ao dirigir a palavra a ele, de forma que o professor de Aritmância tinha que levantar bastante a sua cabeça desproporcionalmente grande para mirá-lo.
— Pois bem. — Continuou a olhá-lo do alto. Não podia ver por causa da mesa, mas imaginava que as perninhas curtas dele deveriam estar balançando sem conseguir alcançar o chão.

— Então, — por orgulho, talvez, tentou levantar somente os olhos, sem erguer tanto a cabeça, o que deveria ser doloroso para uma criaturinha com a estrutura óssea toda "deformada". Seu rosto feio encarava-o solenemente, sem ar de desafio algum, estava tranquilo. Azazel não gostava disso, queria deixar o anão como a maioria dos seus interlocutores; o mais desconfortável possível.

— Respeito os seus métodos de ensino e correção, apesar de não entendê-los, afinal, para o meu povo um bruxo sem varinha não é nada. Sem julgamentos, é claro. — a coisinha feia olhou para Azazel, que ainda segurava a sua varinha, por mais que não tivesse razão nenhuma, como que o julgando. — Mas devo lhe dizer que fiquei surpreso ao saber que determinados alunos tiveram suas varinhas confiscadas por duas semanas como castigo. Quero dizer, o que jovens acadêmicos em formação poderão fazer em uma escola de magia sem suas varinhas além de Aula de Estudo dos Trouxas? Isso não é nenhum pouco razoável, meu caro.

Azazel arregalou os olhos, que brilharam num profundo amarelo. "How dare you, you filthy half-breed!"

— Não defendo que alunos não devam ser castigados. Se tomar o cerne de suas magias é o melhor meio, não cabe a mim dizê-lo. No entanto, antes que a escola encare alguma manchete sensacionalista no Profeta alegando que a docência vem reprimindo a educação, eu venho fazer um apelo.Interesting. Curta pausa. — Que fique claro que eu não estou de acordo com essa radicalização, mas como não é de minha alçada decidir, ao menos entregue as varinhas durante as aulas sob a responsabilidade dos professores. Não podemos mandá-los embora e eu não quero um bando de inúteis em minha classe. A Aritimancia não tem tempo a perder com criancices e problemas pessoais e exige magia do mais alto gabarito. A primeira reunião do Magia Dourada é hoje à meia-noite e como os alunos não foram proibidos de atividades extra-curriculares, pretendo seguir com meu cronograma. Portanto, peço-lhe: entregue em minhas mãos as varinhas dos respectivos alunos e amanhã no primeiro raiar da Aurora eu mesmo lhe devolverei.

Já acabou? Por mais que tivesse sentido uma vontade descontrolável de proferir tais palavras, mordeu a língua — coisa que não fazia com tanta frequência, aliás.
— Absolutely not. — E se sentou, mexeu em alguns pergaminhos, embebeu a elegante pluma que estava na sua mesa e pareceu voltar ao trabalho completamente indiferente à presença do meio-bruxo.

Sem entender nada, o quase-bruxo continuou a fitá-lo, como se merecesse algum tipo de explicação.
Ora, como ele mesmo tinha dito, não estava em posição de questionar as medidas disciplinadas aplicadas por ele, o vice-diretor, membro honorário do Conselho e co-guardião das chaves de Hogwarts. E por mais que nada no mundo bruxo pudesse dar mais prazer para Azazel que dispensar o quase-humano de mãos vazias, ele preferiu dar mais alguns minutos de atenção, por pura consideração por ele ter subido todos os degraus da escadaria da torre com as suas perninhas miúdas. Isso também seria ótimo porque ele entenderia então o assunto como encerrado e finalmente se retiraria da sua sala.

— As varinhas deles ficam comigo. — o outro tomava fôlego pra falar e — Se eles precisarem usar magia nas aulas (duh, lógico que iam precisar), os professores que simpatizarem com eles, como vossa excel-cof!-lência aqui, sintam-se livres para permitir que eles usem varinhas de terceiros ou que consigam varinhas sem uso que acharem em algum lugar, o que eu tenho certeza que não falta neste castelo imenso, o que, aliás, eu tenho certeza que eles já devem ter feito.

Como o quase-duende fez questão de frisar, os bruxos completos (não estamos falando de coisas híbridas e mestiças como o exemplar presente à sua frente) tinham certo relacionamento com as suas varinhas originais, um elo praticamente afetivo, àquela que o acompanhou desde o primeiro encanto, nas situações de necessidade. L'Druide poderia tentar usar isso como uma desvantagem o quanto quisesse, mas aí teriam uma longa conversa — não que ambos dispusessem do tempo para tal naquele momento, ou ever — sobre por que os duendes fizeram tanta questão de serem autorizados a portar uma varinha a ponto de causarem uma revolta. A punição dos alunos repreendidos não era serem restringidos da magia ou do ensino... Azazel não tirou o direito de eles portarem uma varinha, apenas de portarem a sua própria. Que sofressem com a falta que a sua própria varinha pode fazer. Se ele estava tão preocupado que conseguisse varinhas pra eles ou emprestasse a sua própria varinha... Palavras que soariam deliciosamente se ele não tivesse mordido a língua de novo.

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Apollion Azazel
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