A Usurpadora

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A Usurpadora

Mensagem por Benjamin Jernigan em Seg Set 17, 2012 1:52 pm

Status: RP aberta
Data e Hora: Dia 02 de setembro, se passa às 16:41h, logo após o início dos fogos na festa;
Local: Corredores
Participantes: Benjamin Jernigan (se fazendo de Phillip Jernigan) e Roxanna Miloslaviniacova



Eu podia ser todo auto-confiante e cheio de mim (?) na maior parte do tempo, mas confesso que estava tremendo na base. Uma coisa era você mentalizar como a situação vai ser, outra é você estar na situação. Eu estava nervoso, a qualquer momento poderia me denunciar com um gesto ou alguma gíria muito gay. Além do mais, por mais que soubesse ser capaz de imitar meu irmão, era inegável que meu QI era mais alto que o dele e por isso eu poderia parecer menos burro do que deveria.

Ainda assim, mantive a compostura, com toda aquela pinta de macho crianção, e lancei um sorriso tímido em direção à Roxanna. Antes de falar, pensei três mil vezes em como Phillip responderia àquilo, mas acabou que se eu demorasse demais ela começaria a achar que além de tapado meu irmão era também mongol. "Vou sozinho? Deixo ela aqui? Saio correndo? Ai senhor.", eu pensava rápido.

Além disso, tinha toda aquela cena caótica de fogos de artifício com alguns dizeres aleatórios que me assustou um pouco, devido à minha ansiedade. Respirei fundo e voltei a olhar pra sonserina, dizendo uma frase com a pior escolha de palavras EVAH:

- Você quer ir pra outro lugar? - Sugeri no lugar de ir pegar as bebidas. E depois, percebendo o quanto aquilo poderia soar erótico e pervertido, dei um risinho encabulado e completei: - Ali fora no corredor, que seja. Estou um pouco cansado do show e todo esse barulho - MAKE ME WANNA KILL ALL THOSE BITCHES - me deixa meio perdido. - Dei uma olhada de esguelha nas piranhas que estavam nos olhando. Mais ocupadas em apreciar a circunferência das minhas nádegas que com as pombas de festim que caíam sobre suas cabeças. - E também não acho que aquelas senhoritas vão parar de nos olhar.

Eu esperava com todas as forças do meu ser que ela pelo menos tivesse desconfiado que Phillip não é do tipo que sai assim convidando as garotas para um sexo selvagem. Por isso, segurei na mão de deus e esperei que ela dissesse alguma coisa. Pelo menos a resposta foi positiva.

- Vamos, vamos sim. De qualquer forma não sou muito de baladas...

E eu, mentalmente:



Estendi o braço para que Roxanna me acompanhasse e juntos fomos caminhando para fora da festa. O que eu não tinha pensado antes era o que íamos fazer ali fora. Por isso, uma vez no corredor, percebi que eu não sabia como proceder. Todos os meus encontros até então haviam sido com homens, e eu era a passiva, então né, quem tomava a iniciativa era sempre o outro. No caso, porém, eu não podia esperar nadica de nada da sonserina. Na verdade, estava bem claro que era Phillip, ou seja, eu, quem deveria tomar as rédeas. Céus... Não nasci para lidar com mulheres.

Então resolvi caminhar com ela, ainda de braços dados. Seria melhor me manter em movimento do que parado, só olhando. Andar me distraía. Mas do que diabos falaríamos? Do tempo?

- Você disse que não é muito de baladas... E o que gosta de fazer? Além de jogar quadribol, claro. - Sorri, sabido de que ela era titular de sua casa. Pelo menos dessa informação eu podia tirar proveito.

Nesse momento, foi como se eu tivesse apertado algum botão em Roxanna, porque ela começou a falar:

- Essa pergunta é muito difícil. Quer dizer, eu gosto de fazer muitas coisas. Eu gosto de festas, de ter vida social, mas prefiro ambientes como a Trasgo nas Masmorras foi: um show, dança e bebida e comida. Algo que a etiqueta e o decoro aprovem. A partir do momento em que o som mecânico foi ligado, confesso que perdi o interesse. Quadribol é só um hobbie que me faz parecer como a maioria das meninas, aliás, dos estudantes, praticamente todo mundo gosta do jogo. Apesar de ser extremamente competitiva, prefiro me dedicar a outras atividades como o Coral da Escola e o Profeta Estudante. - E me olhou, desafiadora - É, eu sei cantar. Não sou boa o bastante para ter minha própria banda ou tentar carreira solo, mas, me viro com o que posso.

QUAAAAAAASE franzi o cenho, curioso com aquele último fato, mas me segurei no último minuto, ciente de que Rox poderia se ofender. Ela definitivamente não tinha cara de quem cantava. Na verdade, parecia mais aquele estereótipo de cheerleader a la Mean Girls ou Bring It On. Aliás, só de pensar nisso, mentalizei Roxanna pulando igual uma perereca pra lá e pra cá tipo líder de torcida e uma música tocou na minha cabeça:


Passado esse momento nonsense no meu cérebro, larguei delicadamente o braço dela, apenas para dar mais alguns passos e poder ficar à sua frente, virando-me para encará-la. Peguei em suas duas mãos com as minhas - que eram bem maiores, só pra constar - e sorri mais uma vez. Em seguida, falei exatamente o que pensei que Pips diria:

- Você cantaria pra mim?


RESUMO: Fazendo a usurpadora, Benjamin continua o encontro com Roxanna, convidando-a para sair da festa.

OFF: Tudo combinado e autorizado.
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Re: A Usurpadora

Mensagem por Roxanna Miloslaviniacova em Ter Set 18, 2012 2:14 pm


PAPA DON’T PREACH! I’M IN TROUBLE DEEP!




Esse post é melhor apreciado ao som de Papa Don’t Preach - Madonna.

Roxanna veste ISSO!

Guardei no bolso interno de meu casaco o tal vale-beijo que aparentemente o irmão de Phillip me enviara. Mais tarde eu tiraria aquela história a limpo. Naquele momento, eu só desejava sair por cima daquelas tietes ridículas. Será que elas não tinham aprendido nada com as Marias-Quadriboleiras da vida? Você não pode estar interessada no sucesso, meu bem, nunca.

Por mais que a fama de qualquer Brotherhood não me fosse nada tentadora, eu confesso que era bom sim ser a escolha de um cara famoso. Fazia bem para o ego e o meu ego precisava de doses cavalares daquela massagem que estava recebendo haja vista o tanto que eu tinha sido pisada em Hogwarts desde que pisara na Plataforma 9 ¾ . Pra começar, fui julgada bandidamente só por ter dado um pisãozinho de nada na cara de Chester Lewis. Eu só quis mostrar um ponto de vista, oras! Era tão difícil de entender isso?

No mais, era um favor que eu estava fazendo. Ajudei o corvino a enxergar o seu lugar na sociedade, ou seja, o lugar de um impuro é abaixo da sujeira dos sapatos dos puros. Nada mais natural. Fui empurrada pelas massas ululantes e desesperadas do expresso. Amassada em todas as formas. Levei uma portada na cara do professor Coen que me tratou com o maior desdém. Fui abraçada por um Auror tarado que me deixou uma marca tatuada no ombro e me levou para as trevas. Fui esnobada por Lara Rosenberg e Leslie Astor, até que finalmente demonstrei minha superioridade com o meu patrono magnânimo, salvando o dia.

Fui tocada por Logan Vileneuve, única pessoa decente que eu tinha conhecido até então. Fui cutucada pela coisinha loira que eu tinha jogado Lestat em cima na Plataforma. Quase levei uma cervejada na cara. Organizei uma festa de um dia para o outro e aceitei um encontro com um famoso. ME JULGUEM! O que importava se o sangue dele era meio-impuro? Bom, ele era meio-puro também, não é?

E no mais, não queria dizer que nós fôssemos namorar, noivar, casar e ter uma família linda de bastardinhos impuros tipo a família Dó-Ré-Mi! Não! Até porque eu já tinha me convencido e resignado de que meu destino fora traçado na maternidade e ele era francês e só tinha um nome: Lestat, meu noivo e algoz.

Assim, quando Phillip sugeriu que saíssemos dali, de pronto aceitei sem nem cogitar qualquer maledicência de sua parte. A ideia veio muito bem a calhar quando de repente alguém explodiu uma bomba de fogos de artifícios. Revirei os olhos ante a tentativa fracassada de estragar a festa e aceitei o braço de Jernigan para fora dali. Para mim, a festa já tinha dado tudo o que tinha que dar.

Arrisquei uma última olhadela para dentro da Masmorra do Pirraça e vi que a turma que lá estava, tinha caído na dança. Não pude evitar de sorrir satisfeita. Entrementes, no corredor, conversávamos, mesmo que aos poucos aquela sensação de que a situação está sendo um pouco forçada não passasse de jeito nenhum. E eu me perguntava intimamente se era assim que um encontro deveria ser, afinal, nunca estivera em um encontro antes.

Phillip passou à minha frente, deixando o meu braço que estava entrelaçado ao dele de lado. O que eu não gostei nada, nada. Quero dizer, eu detesto que as pessoas me toquem, mas o fato de não ter sido EU, a repudiar o contato, de fato me intrigava. Ele ficou de frente para mim e me fez uma pergunta tão evasiva quanto: o que você quer de bom da vida? Qual o seu maior sonho? Tipo, isso não existe. São várias hipóteses, depende da vertente em que se quer focar. O que eu gosto de fazer? ORAS! Tantas coisas!

Tentei florear um pouco a resposta para dar aquele ar de mistério que Isadore sempre dava às suas conversas, mas eu não era tão boa quanto ela pra esse tipo de coisa e acabei meu discurso em um tom desafiador, como de alguém que se gaba. Porque sim, eu estava me gabando de ser versátil. E foi quando ele fez aquela perguntinha capciosa.

- Você cantaria pra mim?

Ah sim! Eu já tinha ouvido aquilo antes, quando tinha doze anos, seis meses antes do fatídico dia que mudou para sempre a minha vida. E tinha sido a última vez que eu cantara para alguém: no aniversário de Lestat. Bom, se eu queria tirar aquilo de mim, superar o trauma de vez, eu poderia muito bem me testar agora. Mas não ali, escancarado para todo mundo. Andei enigmática com um sorriso nos lábios como se estivesse considerando a ideia e entrei em uma Masmorra que tinha uma porta, parecia uma sala de aula.

- Você vem? – perguntei olhando de canto de olhos para ele, que entrou na sala e fechou a porta. Com algumas palavras bem despachadas e movimento de varinhas, fiz com que o ambiente perdesse um pouco da escuridão completa em que estava, deixando apenas uma penumbra.

Sentei-me comportada em cima da mesa do professor com as pernas cruzadas e sorri como se estivesse com vergonha de começar. O que de fato, eu estava, mas nunca admitiria nem hoje e nem nunca. Fechei os olhos buscando a dita inspiração e comecei a entoar “Acapella” uma canção que mamá cantava para me ninar: Papa Don’t Preach, era de uma cantora trouxa, mas ela escondia isso para que meu pai não a proibisse de cantá-la.


E aos poucos fui me deixando levar pela canção. Quando dei por mim, estava em pé, sobre a mesa dançando no ritmo da balada e rodopiando. E quando finalizei, abri os olhos e o encarei.

- Considere-se sortudo, pois eu não costumo fazer shows. – sentei discretamente de novo na mesa e sustentei o meu olhar.




Spoiler:
Resumo: Roxanna continua acreditando que Benjamin é Phillip. Apesar de notar alguma diferença, acredita que seja a adrenalina do show e não um problema do lufano. Aceita o desafio e leva “Phill/Ben” para uma sala de aula nas Masmorras onde canta para ele, depois de mais de quatro anos sem cantar para ninguém

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Re: A Usurpadora

Mensagem por Benjamin Jernigan em Ter Set 18, 2012 4:13 pm




Então, eu tava esperando que ela fosse dizer um "claro, por que não?" e só desse uma breve demonstração ali mesmo, mas ao invés disso Roxanna fez a misteriosa e entrou numa porta que tinha ali perto, convidando-me. Assim que ela virou as costas, estreitei tanto os olhos que quase os fechei por completo. ESSA PIRANHA QUER MEU CORPO NU, foi a primeira coisa que pensei. Mas tinha chegado até ali, não podia dar para trás agora - no sentido figurado ok.

Por fim, também entrei na sala e fechei a porta. Pronto, tinha entrado no covil. Enquanto Roxanna ia se sentar na mesa dos professores - o que me fazia suspeitar de que aquilo era ou já fora uma sala de aula - eu procurei uma cadeira, afinal, seria a platéia. Só esperava que o show valesse a pena e, vejam bem, minhas expectativas foram até excedidas.

Eu tinha que reconhecer a bela voz da sonserina, e ela se movia com graça e elegância também. Que classe! Que glamour! Que deeva! Que tudo! Quase bati palminhas no maior tipo estilista no fim do SP fashion week, mas me controlei e as palmas sairam normais mesmo. Em seguida, com um sorriso de pura diversão no rosto (e eu estava mesmo me divertindo. "Tá no poço, abraça a Samara", já dizia Caio Fernando Abreu), ergui-me e fui até ela, que ainda estava em pé em cima da mesa.

- Você tem muita presença de palco e soube escolher muito bem a música. - Elogiei, sincero (Madonna né, bitches). Subi na mesa também, ficando de frente pra ela. - Olha, eu não sei cantar... Mas...

Tirei minha varinha do bolso e, agitando-a no ar, abri a porta. Aguardei em silêncio por uns três ou quatro segundos até que o pequeno rádio que eu sempre carregava nas minhas coisas entrou voando pela sala e foi até a minha mão. Eu o havia deixado no camarim, o que inclusive me fez lembrar de meu irmão. Será que já tinha melhorado? Bem, se sim ou se não, eu ainda tinha que terminar o encontro, e pelo menos planejava tirar proveito dele. Botei o rádio no cantinho da mesa e liguei em uma das minhas músicas favoritas - já que ele era encantado para tocar só o que eu queria, anyway.


Dei um passo em sua direção, para deixar claro que a estava convidando para dançar - não que ia me aproveitar do seu corpo ou algo assim. Rolling Stones definia a minha vida, e já que era para desenterrar clássicos, eu também tinha o direito de fazê-lo, só que ao invés de usar minhas cordas vocais lindas, teria que mostrar todo o dirty dancing que eu sabia fazer. E como dançar era algo que eu fazia sem recriminações, não importava que Roxanna fosse uma garota. Watch me move, bitch.

É claro que eu precisava me policiar, porque quem já tinha me visto na pixta sabia que eu podia ser tanto uma bee louca quanto um macho alfa sensual, e qualquer sinal de bichice me denunciaria para ela, o que provavelmente me renderia um tapa e também uma decepção por parte de Phillip, então canalizei toda minha testosterona para meus braços, pernas e gingado, e comecei.

Peguei em sua cintura e virei seu corpo devagarzinho, enquanto Mick Jagger ainda não tinha cantado, e a fiz ficar de costas pra mim, iniciando a dança mais devagar. Quando o vocal começou, ficamos frente a frente de novo e, well, IT'S BENJAMIN, BITCH.



RESUMO: Ben se diverte e adora a performance de Roxanna. Depois, querendo mostrar alguma habilidade também, sobe na mesa, convoca um radinho e a chama para dançar.

OFF: Tudo autorizado!
OFF²: Ai gente, sei narrar dança não. Ouçam a música e deixem a imaginação rolar rs.
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Re: A Usurpadora

Mensagem por Roxanna Miloslaviniacova em Qua Set 19, 2012 10:25 am


PLEASE TO MEET YOU!




Esse post é melhor apreciado ao som de Sympathy fo the Devil - Rolling Stones.

Roxanna veste ISSO!

Da última vez em que eu cantara, assim que eu terminei junto ao piano, Lestat abrira um sorriso lindo e veio ao meu encontro, levantando-me em seus braços e me fazendo rodopiar por toda a sala de música. Sustentara-me no alto de sua cabeça, privilegiando-me com a visão de seu rosto perfeito e me beijou na testa, em forma de agradecimento.

“Você é perfeita, Borboletinha. Foi o melhor presente de aniversário que eu recebi”.

E quando meus pés tocaram o chão, eu sentia que seria capaz de flutuar. Foi um dos últimos momentos que tivemos de bonito juntos, depois desse dia eu não me lembro mais de como era gostar dele. Só me lembro como é odiá-lo. Sentada naquela mesa, pude sentir os olhos de Phillip em mim. E dessa vez não me senti envergonhada, ou tímida, ou nada. Eu tinha me sentido eu mesma, confiante, ciente de minhas capacidades e habilidades.

Ele me aplaudira de pé e comentou minha performance. Sorri em agradecimento não porque estivesse encabulada, mas porque ali, ele era o especialista em musicalidade, teatralidade, palco e essas coisas. E qualquer coisa que eu acrescentasse pareceria júri artístico demais ante a opinião do técnico. Quando ele ficou de pé na mesa, foi uma completa surpresa. Dei meio passo para trás. E agora, o que viria a seguir? A contar pela minha parca experiência com garotos de Hogwarts, se os anônimos pareciam prontos para executar a dança do acasalamento, não me surpreenderia nada que um famoso resolvesse fazer um streap.

Isso não vai rolar.

Phillip agitou a varinha e abriu a porta – para o meu alívio - algum tempo depois, um rádio entrou voando, enquanto ele escolhia uma canção. Ele ia fazer o quê? Streap! Streap! Streap! Streap! Por Circe que eu não tirava essa droga de palavra da cabeça. Foi quando pensei que minha atitude de levar um cara que eu tinha acabado de conhecer para uma sala fechada e escura e ter interpretado a Madonna pra ele não tinha sido a atitude mais pura que eu poderia ter tido.

Não fiz nada premeditado mas se alguém me contasse a história, eu com certeza apontaria o dedo na cara da menina protagonista, no caso, eu, e diria: Vadjea! Você tava toda se querendo. Arregalei os olhos apavorada por dentro, mas por fora, eu era uma muralha. Já que eu tinha dado azo para qualquer coisa que pudesse ter passado na cabeça de Jernigan, eu tinha me decidido, à primeira menção de tirar a camisa ou desabotoar a calça eu pularia da mesa e sairia correndo.

E ele começou a dançar de uma forma sensual e envolvente ao som daquela música pecaminosa. Sim, só podia ser coisa do Diabo eu estar me deixando conduzir pelos passos de dança de Phillip e estar dançando com ele. Eu podia não saber passos de dança específicos, mas tinha meu requebrado que modéstia à parte era muito bom. Se eu fizesse aulas, provavelmente seria uma prima bailarina russa.

Phillip me pegou pela cintura e eu segui seus movimentos elevando o braço até sua nuca. Então ele me virou de frente e tombou meu corpo para trás, debruçando-se sobre mim. Segurou na lateral do meu quadril e desceu até o chão e subiu no ritmo da batida. Quando a música acelerou, ele rodou e começou a dançar sozinho olhando para mim e eu acabei dançando pra ele.


Porque eu sempre quis reproduzir a dança de Laura e Marcos de Celebridade rsrs

Voltávamos, nos separávamos e nos envolvíamos naquele som, Phillip dançava melhor do que eu, que só estava acompanhando a sua batida. Nossos quadris se encontravam e giravam, braços se cruzavam e as pernas trançavam. Eu nunca tinha feito nada parecido. E quando ele me girou e puxou meu corpo para junto ao dele, mesmo sendo mais baixa do que ele, pude sentir sua respiração com cheiro de menta ou hortelã, eu não sei a diferença. Meu peito ofegante subia e descia pelo que eu acreditava ter sido culpa da dança demoníaca.

Ele me olhava dentro dos olhos e era como se eu pudesse ver a sua alma. Mas eu só conseguia olhar para sua boca bem hidratada. Se eu me esticasse um centímetro ela poderia ser minha. PARA TUDOOOO! Eu queria beijá-lo? Eu tive mesmo essa vontade? Eu não sei. Eu estava super confusa, nunca tinha tido a vontade de beijar ninguém antes. E eu ainda estava em seus braços, congelada, sentindo o sangue bombar em minhas veias e o coração dele tão acelerado quanto o meu.

O que eu, não entendia era por que ele não fazia alguma coisa. Quer dizer, ele era um cara não é? O jeito que ele me olhara no Expresso, durante o show, na entrada da festa, tudo indicava certa atração. Então por que ele não fazia algo? Não que eu quisesse que ele fizesse, mas seria natural, não? E se eu testasse? E se eu fosse meio centímetro pra frente e esperasse que ele fizesse o resto? Seria aquele o meu primeiro beijo?

E enquanto eu travava essa difícil batalha mental, entre me aproximar ou não me aproximar, beijar ou não beijar, a única coisa que me vinha à mente era a voz de Charles: “não sabia que saia com lufanos”, naquele tom de “vamos tesouro, não se misture com essa gentalha”. Ele tinha o sangue mestiço, Isadore me assegurou disso. E ai, ficamos estagnados naquele clima de Mr. Darcy querendo beijar Elizabeth Bennet depois que levou um fora. Tipo isso em 3:37.

Tudo isso durou uns sete segundos, mas pra mim era como se tivesse durado uma hora. Por fim, nos afastamos e eu não sei quem foi que se afastou ou se afastou primeiro. Para quebrar o clima estranho, sentei de novo na mesa e desci para o chão.

- Você dança muito bem. – tirei a jaqueta porque estava com calor e a joguei por cima do ombro esquerdo – Você deve fazer um enorme sucesso pelas festas... – sim eu tentei quebrar o gelo porque tinha ficado muito esquisito – Onde você aprendeu a dançar?


Spoiler:
Resumo: Roxanna continua achando que Benjamin é Phillip e teme que ele vá fazer um streap. Quando o lufano começa a dançar, ela se deixa levar e fica toda confusa pela atração física que sentiu por ele, questionando-se se queria ou não beijá-lo. E se seria capaz de tanto. Acaba por se afastar e tentar quebrar o gelo daquele clima estranho que ficou após o momento: beijo ou compro uma bicileta?

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Re: A Usurpadora

Mensagem por Benjamin Jernigan em Qua Set 19, 2012 10:10 pm




Dançamos, dançamos e dançamos e eu tive que admitir que Roxanna estava indo muito bem. Não tanto quanto eu, claro, mas eu era uma estrela, então ela tinha um desconto. E foi fácil dançar com ela. A gente não precisava ser parceiro de forró pra acertar os passos e sincronizar o ritmo, o que tornava a dança mais envolvente a cada minuto. Meu irmão tinha mesmo sabido escolher bem, mas eu realmente passei a me perguntar se o jeito tão doce e cavalheiro de meu irmão combinava com Roxanna. Podia não conhecê-la bem, mas nem precisava. Eu podia ver tudo em seu olhar.

Quando a música acabou, só nos restou o silêncio, eu e ela, sozinhos, suando, pertinho. AVE MARIA. Naqueles sete segundos, minha mente trabalhava fervorosamente para encontrar uma saída daquilo sem que ela ficasse #chatiada, brava, ou pior, sem que isso afetasse o relacionamento dela com meu irmão. O que eu ia fazer?! Roxanna era linda, sabia dançar e cantar, mas era uma mulher, e isso ia contra a minha natureza, ainda que a minha natureza fosse contra a minha natureza natural (?).

Acabou que só fiquei lá parado que nem uma songa-monga, sentindo um pânico crescer a cada segundo, temendo que ela fosse me beijar, imóvel. O pior de tudo é que eu não estava só conflitando com meus instintos, havia também o conflito dos meus instintos contra os meus outros instintos. Vou esclarecer: meus hormônios masculinos, misturados com a adrenalina e o calor (literal) da emoção, gritavam para que eu tomasse uma providência, mas meu lado rosa ficava tipo "EW, PARA COM ISSO, SAI DAE". E esse meu lado pink tinha sido predominante desde sempre, portanto, fiquei muito satisfeito quando Roxanna me poupou de todo aquele sofrimento mental e se afastou, sentando na mesa.

- Ah, você só está sendo gentil. - Falei com falsa modéstia. Eu era bom mesmo, mas como eu ia dizer que aprendi o gingado cazamiga? - Eu acho que é questão de prática... E de gosto, também. - Então sentei-me ao seu lado, ainda ofegante. - Mas você também sabe dançar. E cantar.

Dei uma piscadela marota.

- Ei, tá com fome?

- Nossa! Com a correria da festa e com o show eu acabei esquecendo de comer. - E riu - Estou com fome sim. Vamos até as cozinhas, acho que o jantar ainda não foi servido no Salão Principal...

Desci da mesa e, num gesto cavalheiresco, estendi as mãos para ajudá-la a fazer o mesmo - não que fosse uma mesa alta assim, mas supus que seria isso que meu irmão teria feito. Já no chão, ao invés de estender o braço para que fôssemos juntos, peguei gentilmente em sua mão, para mim mais um gesto amigável do que propriamente romântico - o que para ela, provavelmente, não dava no mesmo. Com a outra mão livre peguei meu radinho e então seguimos sala afora em direção às cozinhas.

(...)

Chegando lá, antes de entrarmos pelo quadro - não que a cozinha fosse mais secreta quanto era antigamente - pedi que ela aguardasse alguns segundos ali do lado de fora e entrei. Se é pra fazer, vamos fazer direito né. Voltei menos de um minuto depois, com um pequeno prato branco cujo conteúdo era um único bolinho. Ou cupcake, como chamam, mas isso faz parecer o bolo mais gay, e aquele não era um bolo gay.

- Você precisa provar isso antes de entrarmos. Espero que goste de chocolate. - I mean, que mulher não gosta de chocolate?!



RESUMO: Depois daquele estranho momento beija-não-beija, ambos percebem que estão com fome e decidem ir até a cozinha, onde Ben escolhe por dar um pequeno presente à Roxanna.
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Re: A Usurpadora

Mensagem por Leslie Astor em Sex Set 21, 2012 6:39 pm

A Usurpadora - Post I

Armadilha de Urso

Dor. Seu equilíbrio girava junto do amontoado de corpos, completamente ensadecidos, e dos fogos Weasley que dançavam sobre todas aquelas cabeças, ameaçando chamuscar os cabelos mais rebeldes e agitados. As vibrações da música martelavam os tímpanos de Leslie, que tentava se concentrar ao tampar os ouvidos com as mãos. Massageava as têmporas, sentindo a raiva que sentia por Lara apertar sua mandíbula contra seu maxilar e tensionar seu pescoço.

Lembrava-se, no começo daquele domingo, pesquisando com ela na biblioteca, do momento em que ela perguntara se ele iria a festa. E do momento em que ela o convenceu a ir, dizendo-lhe que seria tranquilo, que levasse um casaco, pois as masmorras são frias, e que, diabos, levasse um livro também. E ele levou, apenas para que esbarrassem nele, e o livro caísse, e o pisoteassem até que já não fosse mais legível o seu conteúdo. E o corvino assistiu aquilo como uma mãe assiste a um filho ser convidado a uma festa, apenas para sofrer bullying até que todas as suas páginas tivessem sido arrancadas e a criança nunca mais pudesse ser lida. Não, pera...

O fato é que chegou ao local de bom humor, estranhando o grande contingente de pessoas, quando sentiu Lara atirar para ele uma touca branca, que ele deveria doar como entrada. Ele, na verdade, passara o horário de almoço se preparando para a festa, o que incluía um cadarço que ele transformara em um fio de lã e encantara com Muffliato, enrolado em um novelo, e uma camiseta sua que ele transformara em um modelo feminino. Afinal, roupas femininas tinham babados e laços, certo? Aquela certamente tinha. Mas resolveu que quanto mais, melhor, de modo que entregou as duas quando passou pela entrada.

Lara havia agora indicado a posição de seu objeto de estudo - Roxanna. Os dois observaram-na, vendo o momento que ela deu um tapa na cara de um aluno da corvinal. Leslie ergueu as sobrancelhas, enquanto segurava seu corpo de suco de abóbora, e sentiu sua boca adquirir a forma de um “O” em surpresa. Parecia estar se divertindo com a cena. Bebeu um pouco de seu suco, começando a se acostumar com o ambiente - mesmo que estivesse inóspito demais para o mais concentrado dos leitores.

Foi quando o caos começou.

A banda parecia ter começado a tocar, e uma gritaria se deu conforme as pessoas se concentraram na área próxima ao palco. O corvino sentiu o tsunami de pessoas arrastando-o, e foi nesse momento que seu livro caiu, e ele perdeu-se de Lara, e a única coisa que manteve - parcamente - foi seu olhar sobre Roxanna, ou ao menos sobre seus cabelos loiros movendo-se conforme a música. Achou Lara, e logo viu-a sendo puxada para dançar, ficando completamente sozinho. Sentiu-se afogar, pessoas esbarrarem nele aos pulos, mãos tocarem em partes suas que necessitavam de permissão e alguns drinques para serem tocadas. E não conseguia, nem podia, sair; era como se tivesse pisado em uma armadilha de urso, e agora estivesse fadado a ficar preso, perdido em dor.

O show acabou. As pessoas se dispersaram, mas continuaram dançando a um som mecânico. Algumas estavam agarradas, outras tentavam aproximações; havia espaço para caminhar. O corvino procurou um lugar mais aberto, aonde pudesse observar a loira. Estava à beira de lágrimas de desespero. Encontrou a capa do livro em algum lugar no chão; apanhou-a, guardando dentro do casaco, que estava ensopado de suor. Pegou a varinha e enxugou-se, encontrando um copo de ponche no caminho. Ao encontrar seu lugar, deu um gole na bebida, apenas para cuspir de volta o sabor amargo e alcóolico que encontrou. Estava com tanta raiva que colocou o copo de volta aonde estava, em vez de jogá-lo no lixo.

Sentia que não aguentaria muito mais tempo e, para sua felicidade, viu a loira ir de encontro a um dos rapazes da banda, que saía do camarim. Era o mesmo com quem falara antes de dar um tapa no Baudelaire. Talvez eles estivessem em um daqueles encontros; pareciam se dirigir para fora do local. Finalmente, avistou Lara fazendo sinal para que a seguisse. Suspirou aliviado, e foi.

Sherleslie e Larwatson

Foi difícil continuar a observação sem que eles fossem descobertos bisbilhotando. Um corredor não é exatamente o lugar mais fácil de se esconder, mas eles estavam se saindo bem. O fio de Muffliato que criara estava ajudando-os a abafar os sons: cada um amarrou uma das pontas eu seu dedo mindinho da mão direita, e deram a volta com o fio entre si. Estavam presos um ao outro, e os passos eram atrapalhados. Lara, com seu talento em feitiços e sua experiência em malcriação, conseguiu camuflá-los com um feitiço de desilusão, de modo que bastava serem discretos e não entregariam o disfarce.

Leslie não observara nada de anormal no comportamento da menina, mas ele não era exatamente um perito em relações humanas. Conferia a expressão de Lara constantemente para se assegurar de que estava tudo indo conforme o esperado - o que era difícil, porque ela estava tão bronzeada quanto as paredes da escola. Literalmente. Continuaram a espreita até que o rapaz pediu para que ela cantasse, e ela achou que seria uma boa idéia fazer isso dentro de uma sala de aula fechada. Como iriam observá-la?
Soltaram-se do fio, ao que o rapaz guardou-o no bolso novamente, e voltaram a ficar visíveis. Escutaram, os ouvidos colados na pesada porta de madeira, a menina cantar para o músico uma canção um tanto provocativa para o momento. Se Leslie fosse um garoto trouxa perto de seus vinte anos que já gostou há tempos de uma série adolescente de TV, se sentiria como se ele e Lara fossem duas líderes de torcida espiando uma paquera musical privada. Como não era o caso, ele simplesmente aproveitou a música, e se distraiu.

A porta se abriu. A morena, mais atenta que ele, puxou-o pela nuca da gola e os dois caíram próximos a uma viga, a pouco mais de um metro da abertura para a sala. Como estavam tentando não fazer barulho, a queda se deu quase em câmera lenta, membro por membro, amortecendo-a como se tivessem caído sobre um colchão. Com sorte, contudo, não foram vistos ou ouvidos; em vez disso, um pequeno rádio flutuante entrou no local, e começou a tocar um rock’n’roll clássico. Eles dançaram por um momento, enquanto os dois bisbilhoteiros se recompunham. Concordaram que era melhor continuarem camuflados, e Lara refez o feitiço de desilusão, enquanto se enrolaram no fio de Muffliato novamente. Era isso, eles precisavam ser profissionais. Perseguidores profissionais. Seria isso legal?

Logo quando terminaram de se preparar, o casal saiu da sala em direção a cozinha. Leslie não era muito de comer, mas admitia que sentia fome depois do caos que enfrentou na festa, da qual só aproveitou um suco de abóbora pela metade. Lara, que era um moinho de comida, deveria estar simplesmente morta e à beira da loucura. Que enlouquecesse, pensou.

Chegaram no quadro que dava à entrada. Opa, eles não conseguiriam passar dali. Lara e Leslie se entreolharam, embora não vissem muita coisa, como que perguntando qual seria seu próximo passo. Resolveram se aproximar um pouco, na esperança de ouvirem a palavra-passe, mas ficaram aliviados ao ver que Roxanna não iria entrar, não agora. Ao invés disso, seu acompanhante voltou com um bolinho de chocolate em um prato, entregando para ela de presente. Ouviu a barriga de Lara roncar ao vislumbre da iguaria, e a acotovelou para que parasse. Era sua pequena vingança. Qual não foi a sua surpresa quando a sua própria barriga a imitou, e o cotovelo da menina também imitou o seu. Deve ser isso que chamam de carma.

RESUMO:
Lara convence Leslie a ir a festa, para que possam observar Roxanna devido a sua marca, e ele vai de casaco e livro na mão, pois tinha sido convencido de que seria frio e tranquilo. Perdeu o livro e quase morre na multidão, ficando possesso. Quando Roxanna sai da festa com o gêmeo Usurpador, eles os seguem, camuflados com feitiços de desilusão e protegidos com um fio de lã encantado com Muffliato, para que não fizessem barulho. Acompanharam de perto a saga do casal, tentando pensar em uma forma de atravessar o quadro se necessário, e invejando o presente de Roxanna.

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Re: A Usurpadora

Mensagem por Roxanna Miloslaviniacova em Sab Set 22, 2012 3:39 pm


IN D’A KITCHING!




Roxanna veste ISSO!

Encontros nunca tinham sido o meu forte. Aliás, eu nunca tinha estado em um, mesmo já tendo recusado vários convites. Mas no máximo o que poderia acontecer era ser um fiasco e cada um se dirigir meia hora mais cedo para o seu próprio salão comunal. Tinha tentado, inclusive, a meu modo, ser agradável, o que era um esforço tremendo, já que eu não queria ter mais um trauma adolescente/infantil no meu histórico amoroso cujo tinha proporções catastróficas.

No entanto, por mais que Phillip Jernigan fosse lufano e mestiço, duas coisas que eu não via com bons olhos, eu tinha de admitir que era fácil até para mim ficar em sua companhia e deixar o assunto fluir. Talvez aquilo fizesse parte do charme sedutor de integrante de boy band, eu não saberia dizer.

Acompanhei o garoto até as cozinhas – que diga-se de passagem, estavam mais acessíveis do que há cinco anos atrás, quando estive em Hogwarts no primeiro ano. Provei do bolinho de chocolate que ele me dera na entrada, temendo que pudesse ter alguma mistura de boa noite Cinderela com sossega Leão e feitiço Jactonomai Expresso, mas o sabor era tão viciante que eu tive de comer absolutamente tudo e se quer tive a cortesia de oferecer um pedaço à ele.

Ora! Mas quem é que dá comida esperando que ofereçam parte em troca? E eu não era lá muito boa em dividir as minhas coisas, o que é meu, é meu e fim de papo. Escutei aquilo que parecia ser o roncado de uma barriga e me virei para trás. Não. Não tinha sido eu e aparentemente não tinha sido Jernigan. E nem ninguém, já que eu não prestei muita atenção no corredor, mas podia jurar, estava vazio.


Phillip, por sua vez, olhava com certa desconfiança para os lados e me disse algo como “tenho um pressentimento”. Pressentimentos... O que isso queria dizer? Que ele era um tipo de bruxo exotérico? Por mais bruxa que eu fosse, sempre fui muito cética com grande parte do ramo da bruxaria, isso queria dizer que eu não acreditava em pressentimentos e presságios, visões ou buscava o significado das coisas...

- Como? – disse de forma baixa mas revelando todo o impacto de meu espanto – Olha eu não sei que tipo de brincadeira você pretende, mas eu não acredito em pressentimentos... Acredito que se é possível ver e tocar então é real. O resto é balela bruxa para incluir os trouxas...

Mas ele me calou serenamente e me puxou pela entrada das cozinhas. O lugar estava um caos com tantos elfos remunerados – NOJO – andando pra lá e pra cá preparando o jantar. Phillip nos dirigiu para detrás da porta e fez sinal para que eu permanecesse quieta.

Foi quando no vuco-vuco daquelas mini criaturas eu vi a porta se abrir e aparentemente ninguém entrar. Phillip, pelo visto conseguia ver além do que eu estava vendo e após uns dois minutos pareceu ter finalmente certeza de que tinha alguém ali. Eu só pude perceber direito, quando quatro elfos passaram e como um divisor de águas, o contorno semi transparente de duas silhuetas se desenharam e desapareceram. Por puro reflexo, saquei a varinha e já ia lançar um Petrificus, quando Phillip saiu detrás da porta também de varinha em punho e em um gesto audacioso e ligeiro perguntou:

- Quem são vocês e por que estão nos seguindo?

Spoiler:
Resumo: Roxanna e Ben – fingindo ser Phillip - vão para as cozinhas quando o lufano começa a sentir presságios de que tem alguma coisa acontecendo. Se escondem atrás da porta e o lufano surpreende uma dupla muito bem escondida que Rox não teria percebido se estivesse sozinha.

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seemed like a good idea at the time

Mensagem por Lara Rosenberg em Sab Set 22, 2012 9:43 pm

previously...



Erros de julgamento. A menina tinha cometido vários deles hoje. O primeiro tinha sido, claro, achar que conseguiria arranjar tempo para se divertir naquela festa, sem se desviar de seu objetivo principal. Havia dançado com Bo por alguns minutos, mas, tirando isso, não tinha sequer tomado o seu suco de abóbora em paz. E era um fato: Lara adorava a comida e a bebida de Hogwarts. Adorava comida e bebida, de uma maneira geral, mas a de Hogwarts era feita para ser saboreada, apreciada, respeitada. E não derrubada por um grupo de primeiranistas que passara correndo quando a menina tentou sair da festa. O trote dos calouros desse ano ia ser particularmente desagradável.

O segundo e, com certeza, o maior erro da noite, tinha sido convidar Leslie. Ele simplesmente não era bom nesse negócio de perseguição. Ela já tinha experiência em camuflar-se, principalmente nos corredores, e passar despercebida quando assim desejasse. Tivera que aprender e reaprender, se quisesse se livrar de detenções ou coisa pior. Ele, no entanto, era o completo oposto. Ela poderia apostar quantos galeões quisessem que o seu livro favorito era o de regras da escola. Ele provavelmente devia dormir com o livro debaixo do travesseiro. De manhã o garoto quase tivera um enfarto ao vê-la comendo torradas na biblioteca. Santo Merlin, eram só torradas!

- Será que eu posso lançar um SILENCIO nas solas dos seus sapatos? Isso é possível? Porque eu gostaria que o castelo todo não ouvisse a gente! – Ralhou baixinho para o menino. Ele abriu a boca, provavelmente para dizer exatamente se era possível silenciar seus sapatos com o feitiço, mas ela fez um “SHIU!” e ele calou-se. Foi com o Muffliato que eles tiveram que se virar. Não era exatamente o feitiço ideal, porque ele lançava um zumbido no ouvido de quem quer que estivesse por perto, e não produzia, assim, silêncio total. Poderia parecer suspeito, mas que opção ela tinha? Fez também com que os dois ficassem da cor da parede as suas costas.

Ao chegar nas cozinhas, no entanto, a coisa ficou mais difícil. Entrar lá poderia denunciar a posição dos dois, mas se não entrassem era melhor ir embora, pois não estavam conseguindo ouvir nada dos que os dois diziam. Depois de alguns minutos de debate e mútuas cotoveladas, o que finalmente a fez decidir entrar foi o cheiro irresistível de comida vindo lá de dentro. Roxanna tinha comido um bolinho de chocolate que ele lhe dera, e Lara arregalou os olhos e sentiu sua boca salivar. É de surpreender que o bolinho não tivesse caído no chão. Ela estava com tanta fome que podia comer um erumpente assado na brasa.

Cutucou a pêra da pintura na entrada das cozinhas delicadamente, e Leslie, que nunca tinha entrado clandestinamente lá antes, arregalou os olhos. Ele não esperava que ela tivesse sobrevivido só da comida servida no salão principal por todos esses anos, não é? Visitava as cozinhas com seu irmão o tempo todo, e às vezes até convencia Lena a vir aqui pedir alguma coisa. Era amiga dos elfos, que sempre a enchiam de bolos de caldeirão e torradas antes que ela pudesse pedir qualquer coisa.

Mas quando abriu a porta, viu que aquela tinha sido, enfim, a sua terceira má decisão da noite. Mas é claro que eles estranharam a porta se abrindo e “ninguém” entrando, e ela nem pensou em olhar para a trás quando ouviu a voz de Jernigan:

- Quem são vocês e por quê estão nos seguindo?

Ele apontava a varinha para o meio dos dois. Diabos. Só havia uma coisa a fazer.

Enfiou a varinha de Leslie rapidamente dentro das vestes do garoto, segurou sua mão com força e retirou todos os feitiços. Os dois puderam vê-los com clareza, agora. Ela deixou o rosto impassível, e só esperava que Leslie estivesse conseguindo fazer o mesmo. Pareça inocente. Pensava. Você não está fazendo nada demais.

- Seguindo vocês? – E entrelaçou ainda mais seus dedos nos de Astor. – Nós só queríamos um pouco de privacidade. E algo para comer.

Deu uma risadinha boba, tentando parecer uma daquelas adolescentes idiotas e apaixonadas que sempre pareciam estar brotando de cada canto escondido do castelo durante as festas (ou mesmo em noites comuns). Não era uma mentira totalmente descabida: o castelo estava mesmo cheio de casais aventurando-se por salas vazias.

- Você está bem, Jernigan? Ouvi falar pela festa que você estava vomitando lesmas! – Levantou as sobrancelhas e enrolou um fio de cabelo no dedo, dando um leve sorriso. – Eu pensava que demorava um tempo até isso passar.

E encostou a cabeça no ombro de Leslie, o rosto despreocupado apesar de seu coração estar batendo a mil por hora e as palmas de suas mãos estarem molhadas.

Spoiler:
Lara arrepende-se de ter trazido Leslie, pois ele não sabe se camuflar muito bem e faz muito barulho com os pés. Quando seguem os dois até as cozinhas, resolvem entrar, só para serem surpreendidos por eles com a varinha em punho. A menina desfaz os feitiços e finge que ela e Leslie eram recém-namorados, procurando apenas por um pouco de privacidade. Depois pergunta Jernigan sobre seu estado de saúde, já que tinha ouvido falar que ele estava vomitando lesmas dentro do camarim.

OFF: tentei acertar a cor do Benjamin mas não sei se consegui! botaí no perfil, fê! ehiueheiuh

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Re: A Usurpadora

Mensagem por Benjamin Jernigan em Dom Set 23, 2012 12:54 pm




Tenho que confessar que me arrependi redondamente de não ter pego um bolinho pra mim, porque Roxanna comeu aquele com tanto afinco que me deu até água na boca. E é, eu também estava com fome. E adoro chocolate. E cupcakes. E aquele era um cupcake de chocolate. Mas enfim. Passado o momento de arrependimento, fiquei satisfeito em vê-la apreciar tanto o doce e, depois disso, reparei tanto quanto ela no ronco que tinha vindo out of nowhere. Olhei de um lado par ao outro cheio de desconfiança e depois externei meus pressentimentos, carregando Roxanna para dentro da cozinha.

Amigos, minha intuição é batata. Foi só entrarmos que depois a porta do quadro se abriu e fechou e também e, olha, deixa eu te contar, a não ser que a pêra do retrato de frutas tivesse se sentido meio fatigada e resolvera fazer um alongamento, não havia razão para que a passagem se abrisse e o vento passasse. Tinha caroço naquele angu e eu ia catá-lo. Quando mexiam com a minha privacidade, eu podia encarnar Sherlock Holmes e ninguém ia me segurar.

Apontei a varinha para a direção de onde eu apenas suspeitei que a alma penada estivesse e aguardei, usando meu mais ameaçador tom de voz para exigir que quem quer que estivesse ali bancando o espião aparecesse.

E não é que realmente apareceram? E pior: eram dois. Agora, a pergunta que não queria calar, a que valia o milhão: por que estavam nos seguindo? Ok, existia a possibilidade de serem dois fãs loucos, mas isso seria mais viável se fossem duas garotas, e como era um casal, não pude deixar de realmente cogitar a possibilidade da menina estar falando a verdade. Mas ao mesmo tempo, o que não fazia sentido era aquele furinho na história: ou você quer comer ou você quer privacidade. Não dá pra ter os dois numa cozinha cheia de elfos. Ficar invisível soa muito trabalhoso pra quem apenas quer ficar sozinho. Para isso, bastava pedirem uma comida e depois saírem à procura de um lugar mais reservado. A invisibilidade era desnecessária e isso já bastava para me deixar incrédulo. BITCH, YOU THINK I'M A FOOL?

O que me pegou de surpresa, porém, foi aquela pergunta cabeluda que a garota fizera. Pelo visto, alguém tinha aberto a matraca sobre Phillip ter sido atacado com um feitiço de vomitar lesmas, mas eis a questão: era a palavra de uma fã maluca que faria e diria qualquer coisa por seu ídolo contra... bem... a minha. Famoso, bonito, rico e glamuroso. Assim, olhei pra ela com a maior cara egípcia EVAH e ainda falei com classe:

- Eu honestamente não sei do que você está falando. Pareço ter vomitado lesmas? - E revirei os olhos. "Querida", comecei mentalmente, mas só falei o resto: - Não acredite em tudo que dizem. Mas sim... Me lembro de uma fã alucinada que entrou no camarim querendo mais do que um autógrafo. Ela não deve ter ficado muito feliz com a minha recusa. Enfim, estou ótimo, obrigado por perguntar. - E em nenhum momento minha varinha esteve abaixada. - Mas se vocês queriam privacidade e comida, podiam ter pego algum aperitivo da festa e ido para um lugar mais silencioso. Ou podiam ter pego qualquer coisa aqui e ido para outro lugar. Pra quê o feitiço de camuflagem? Ou vocês acham que os elfos estão preocupados com o romance de vocês? Oh, e eu ouvi o zumbido também. Então vocês podem parar logo o teatro e contar a verdade.



RESUMO: Ben não acredita em Lara (ele ainda não sabe seu nome) e lhe faz questionamentos, pedindo a verdade. Antes disso, desmente a história de que estaria vomitando lesmas.

OFF: Como não rolaram dados pra enganação, eu considerei que podia acreditar ou não, e é claro que ele não vai acreditar rs. E Lara, a cor do Ben é #D505E8, mas você pode só digitar "cor ben" (tudo junto) Wink

Ficou pequeno porque não tinha muito o que fazer mesmo :T
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Re: A Usurpadora

Mensagem por Roxanna Miloslaviniacova em Ter Set 25, 2012 12:45 pm


STALKERS




Roxanna veste ISSO!

Eu nunca teria reparado, na verdade, na presença de estranhos por mais que o zumbido chato que nos perseguia insistisse em permanecer. Não teria reparado mesmo. Não porque eu fosse uma desatenta e relapsa, muito ao contrário, eu era uma exímia analista, tanto é que capturava o pomo de ouro com certa facilidade – se considerarmos os termos de dificuldade de um apanhador.

No entanto, eu tendia a dar importância aquilo que me interessava e no caso em espeque, se tinha alguém me seguindo ou não, eu não dava a mínima. Não pretendia ter momentos de privacidade com Phillip e não ia desbancar nenhuma fã louca que por ventura viesse a nos seguir. Eu não estava acostumada com papparazzi mas acreditava que era um preço mínimo a se pagar por um encontro com alguém famoso.

Aparentemente, meu “date” não concordava muito com a minha perspectiva pois numa habilidade impressionante, Phillip desmascarou o casal que nos seguia. À primeira vista, como eu estava atrás, não reconheci quem eram, mas quando finalmente saí detrás da porta e bati os olhos nos dois, minha primeira reação foi exclamar:

- Lara? Leslie? – em um tom que mesclava dúvida e espanto. Minha pequena aventura no Vagão 11 em companhia dos dois veio até minha mente num rompante e meu instinto me fez tentar puxar a manga de meu vestido para cobrir a marca que eu ganhara. Fora inútil minha tentativa, já que a manga do vestido era curta e eu tinha tirado a jaqueta depois de dançar com Jernigan.

E por mais estranho que parecesse eu não podia deixar de acreditar que Lara me olhara com certo brilho no olhar, como se eu fosse um objeto de valor inestimável. Ou um experimento científico. Ou bem, poderia ser fruto da minha imaginação, apenas. O fato é que Phillip não parecia disposto a engolir a ideia de que Leslie e Lara eram um casal, o que eu também não acreditava. Mas o que eu sabia?

Eu os conhecera no Expresso, no dia anterior, eles estavam em um vagão escuro sozinhos, podiam muito bem estar tentando dar uns amassos sem que ninguém os interrompesse o que explicaria muito a reação azeda de Lara ao ver uma possível empata-love e quiçá rival de atenções entrando em cena. Sim, eles poderiam sim ser um casal.

Ouuu...

Poderiam ser uma dupla de espiões russos contratados por Lestat só para vigiar cada passo que eu dava e reportar à ele. Fechei a cara e cruzei os braços ante tal perspectiva apenas ouvindo o desenrolar da conversa, até que Rosenberg mencionou um fato peculiar algo como Phillip estar vomitando lesmas. EWW! Meu reflexo foi imediato, fiz uma careta de nojo e dei um passo para lado. Então era por isso que ele não tinha me beijado? Por medo de que tivesse sobrado uma lesma no meio do caminho? QUE HORROR! Lufanos são realmente muito esquisitos.

Obviamente, o Brotherhood desmentiu o boato, o que poderia mesmo ser um boato, já que gente famosa não era isenta de mentiras e fofocas das línguas de trapo que circundavam por aí. Mas podia ser verdade e se fosse, bom, eu começava a me arrepender amargamente de ter desejado um beijo seu...

Mas o fato em questão não era nada disso. Era Leslie e Lara ali, perdidos, buscando um cantinho para um encontro privativo no meio dos elfos, a menos que eles fossem adeptos a zoofilia, eu tinha de concordar com as argumentações de Phillip sobre o quão suspeito os dois pareciam.

- Não sabia que vocês eram namorados... Ou algo assim... – comentei com um certo tom cético na voz – Aliás, é até um alívio vê-los em Hogwarts, se eu não encontrasse vocês novamente teria dado queixa às autoridades. Se bem que com um Ministério que confia em lunáticos como aquele Alucard eu não saberia bem a quem recorrer... – e assim, como mandava a etiqueta, aproveitei para encaixar meu acompanhante ou corria o risco de parecer grosseira – Phillip, esses são Lara e Leslie. Foram meus acompanhantes na viagem do Expresso. E esse é Phillip Jernigan, da banda Brotherhood. – e voltei-me para ambos em um tom impetuoso – Mas creio que meu acompanhante fez perguntas pertinentes e espera por respostas. Então digam logo, qual a verdade nessa história?


Spoiler:
Resumo: Roxanna relembra a viagem de trem em companhia de Lara e Leslie. Fica em dúvida se acredita que eles sejam namorados, apesar de achar plausível. Apresenta os dois à Phillip e exige respostas do casal aos questionamentos do lufano.

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Re: A Usurpadora

Mensagem por Leslie Astor em Ter Set 25, 2012 3:11 pm

A Usurpadora - Post II

Culatra

Então as coisas não saíram bem como planejado.

Depois da tortura que foi assistir à loira devorar o bolinho, Leslie definitivamente ficara consciente de sua fome. Não lembrava da última vez que comera, já que havia pulado o almoço. Deveria ter bebido em um só gole o copo inteiro de suco de abóbora, e ignorado a amargura do ponche e ter feito o mesmo. Mas não lhe ocorreu de que ficaria tão próximo da cozinha, e que demoraria tanto até a próxima refeição.

Quando Lara cutucou a pêra e eles entraram na cozinha, já mal se concentrava em ser discreto. Continuava dentro do círculo de Muffliato e estavam camuflados, mas havia tanta movimentação, e o cheiro era tão bom, que ficaram observando os elfos carregarem bandejas de comida, e as panelas no fogão, e as deliciosas tortas do jantar em cima do balcão a esfriar. Quando o lufano apontou para eles a sua varinha, Leslie estava tão inebriado e tão anestesiado, que fora preciso o agarrão que a companheira deu em seu pulso para que acordasse.

Foi necessário um segundo ou dois para que o corvino acompanhasse a discussão que veio a seguir. Ok, eles eram um casal, e precisariam agir como tal. Leslie então segurou a mão de Lara, como ele já lera enamorados fazendo em seus livros. E então ela falou algo sobre vomitar lesmas. Mas o quê? Sim, ele já lera sobre esse feitiço, mas lembrava muito bem que não era possível que ele estivesse bem tão rápido. Afinal, eles tinham se encontrado na festa antes do show, embora ela estivesse sozinha durante a performance.

Que, aliás, foi exatamente como ele contestou o fato. Acusou fãs loucas - o que indicaria que ele era da banda, de fato, já que ninguém parecia estranhar aquela afirmação, e, assim, confirmaria sua presença no evento ao passo de que explicava sua ausência - de espalharem boatos. E deu seu contra-ataque: se nós queríamos privacidade, para que ir na cozinha? Porque não pedir comida, ou pegar algo da festa, ou qualquer outra coisa? Aparentemente, todo o trabalho que tiveram em serem discretos para não levantar suspeitas se voltou contra eles, e ao invés de disfarçar, acusaram-nos. E assim surge o ditado do feitiço e do feiticeiro.

300,000,000 metros por segundo

Roxanna, por outro lado, parecia ter sido mais compreensiva. Afinal, ela não aparentava nem ter suspeitado que eles estavam apenas fingindo ser um casal! Leslie quase suspirou quando ela comentou “Não sabia que vocês eram namorados... Ou algo assim...”, pois seus disfarces estariam menos comprometidos do que ele pensara, mas ainda assim segurou o ar nos pulmões pois o alívio seria suspeito. Comentou sobre sua preocupação com eles devido ao incidente no trem, que quase o fez sorrir à ironia de que ela devia estar tão preocupada com eles como eles estavam com ela. Passou a sentir simpatia pela garota.

Prosseguiu acenando um cumprimento para o músico, após serem apresentados. E então a sonserina, apesar de todo o alívio que Leslie já sentira, corroborou os questionamentos de seu paquera. E justo quando o corvino achou que estavam livres deles! Sua mente então passou a trabalhar numa incrível velocidade, tentando arrumar explicações adequadas - o que, tendo em vista que era péssimo em relações interpessoais, era algo muito difícil de se fazer. Não sabia o que seria ou não adequado de falar, mas sentindo a culpa de ter produzido um plano falho que os levou aquele cenário, era a sua obrigação resolvê-lo.

Talvez pudesse convencê-los de que eles estavam apaixonados e loucos de amor, mas ele era tão convincente em mentiras quanto um pai ausente que troca o tempo que teria cuidando do filho com as secretárias em seu escritório de advocacia após seu aniversário. Poderia fingir estar tão confuso quanto eles, ou que apenas queriam um autógrafo, ou qualquer coisa que o valha, mas sua habilidade em atuação era tão grande quanto a de uma atriz num filme adolescente de triângulos amorosos sobrenaturais. Sentia-se frustrado por não poder recorrer a subterfúgios, amaldiçoando o dia em que preferiu a companhia de um livro à de uma pessoa. Haveria de esperar até que Lara o salvasse de novo, como o fez quando a porta se abriu? Ele estava dando trabalho e preocupação demais à morena, e começava a se sentir um peso por estar mais atrapalhando do que--

Ora, mas era isso! O dia em que escolhera a companhia de um livro! Leslie já havia lido muito mais do que os alunos de sua idade, e tinha um vasto conhecimento teórico sobre magia. Ou pelo menos vasto para alguém de sua idade. Ele não poderia mentir, mas talvez nem ao menos precisassem. E se fosse o caso, poderia deixar essa parte para sua companheira, que lhe parecia uma adolescente perfeitamente normal e capaz de fazer isso. Ele não, ele era uma traça de livros, um nerd. E com orgulho, e tiraria proveito disso.

Sua mente então percorreu os livros de feitiços, nos quais leu a teoria básica da maior parte deles. Angariou fatos sobre os que utilizara até ali, e apertara a mão de Lara, para não perder a chance de continuar o teatro de casal que estavam fazendo, e começou a falar, num ritmo impressionante:

- Bem, na verdade a gente estava escondido de uma forma bem complexa. Vê, o feitiço de camuflagem apenas nos torna, digamos, translúcidos, de modo que as nossas cores estão misturadas com a do ambiente, e em várias pesquisas foi comprovado que isso é o suficiente para enganar trouxas e muitos bruxos, de modo que sua percepção não é afetada pela presença do bruxo em questão - sua boca parecia a pena automática de jornalistas, espirrando palavras mais rápido do que os olhos podem acompanhar. Se estivesse usando óculos, seria nesse momento que os arrumaria, num gesto de concentração. - Em relação ao zumbido que vocês provavelmente ouviram, se deve ao encantamento de nome Muffliato, usado basicamente quando se quer impedir que outros escutem o que você está fazendo. Acontece que, ao passo de que normalmente são lugares que são encantados com o feitiço, eu encantei esse fio de lá, transfigurado à partir de um cadarço de tênis comum - e mostrou o fio - o que na verdade é algo que eu faço pela primeira vez - encantar objetos - e não tinha certeza se daria certo. Eu não saberia lhes dizer se ele estava ou não funcionando, além de que há muito pouca teorização disponível a alunos sobre o modo de funcionamento da magia de objetos encantados ou da dos, por exemplo, elfos. Assim, eu pensei em virmos à cozinha para testar como seria a nossa presença em relação a percepção deles, isto é, se eles conseguem ver através da desilusão de bruxos comum, e se o nosso Muffliato funcionaria, ou se eles poderiam ver através de nosso disfarce. Porque honestamente somos muito novos para realizar esses feitiços de uma maneira satisfatória o suficiente, mas eu estive ganhando autoconfiança o bastante para ao menos tentar qualquer coisa desse tipo. E estamos com fome.

E embora sua voz estivesse começando a tremer no final de sua fala, a última frase era uma verdade tão incontestável que seu tom era firme como uma rocha.

Resumo:
Leslie se sente mal por ter seu disfarce arruinado, e atribui isso a sua incompetência em elaborar o plano. Culpado, procura uma maneira de justificar sua resposta sem ter que inventar uma mentira ou atuar conforme um papel, e escolhe usar seus conhecimentos sobre os feitiços para falar mais do que eles conseguiriam acompanhar.
Dados:
Lançarei um dado pra avaliar o sucesso do Leslie. Creio que os modificadores são Inteligência (4), Conhecimento: Bruxaria (5), e metade do nível (2), totalizando 11.


Última edição por Leslie Astor em Ter Set 25, 2012 3:26 pm, editado 1 vez(es)

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Re: A Usurpadora

Mensagem por RPG Enervate em Ter Set 25, 2012 3:11 pm

O membro 'Leslie Astor' realizou a seguinte ação: Rolar Dados

'd20' :

Resultado : 12
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Re: A Usurpadora

Mensagem por Lara Rosenberg em Qua Set 26, 2012 10:52 pm

Previously

Tentava respirar devagar, deixando o ar sair lentamente de seus pulmões para depois inspirar. 1...2...3... E assim até dez. Tinha que se manter perfeitamente calma naquela situação, pois sabia que deixar-se sentir muitas coisas, excitar a mente com zilhões de pensamentos e contagiar-se pela ansiedade só iria piorar tudo. Era como se estivesse se vendo de fora, como se fosse uma mera expectadora da situação e não tivesse que se preocupar com possíveis consequências. Só assim ela conseguia ser 100% analítica, fria, impessoal, e pensar na melhor saída para os problemas a sua frente.

E os problemas a sua frente não acreditaram nas suas mentiras. Se tornaram, assim, ainda mais cabeludos, pois, por mais que não acreditasse que Phillip ou Roxanna fossem fazer alguma coisa com os dois caso descobrissem que estavam sendo perseguidos, também não era a melhor situação do mundo para ser encontrado. No mínimo, passariam vergonha. No máximo, talvez fossem delatados para algum professor e receberiam um aviso. Considerou por alguns segundos usar um Confundus, mas pensou melhor. Não era tão boa em azarações quanto era em feitiços normais, e tanto Phillip quanto Roxanna pareciam ser mais velhos. Roxanna vinha de dois anos estudando na Durmstrang, ou seja: Artes das Trevas. Ela até conseguira fazer um patrono razoável no trem!

Não, não sairiam dali com feitiços. Precisariam apenas inventar uma mentira mais convincente do que “somos namorados bobos”, ou então simplesmente explicarem melhor a que vieram. Jernigan parecia bem mais desconfiado do que Roxanna, e Lara pensou imediatamente na hipótese de ele ser leitor de mentes. Mas se fosse isso, bem, eles já estariam descobertos, não é? Não, ele só estava sentindo cheiro de fumaça. Não é como se Lara e Leslie quisessem fazer mal a qualquer um dos dois. Seus objetivos eram nobres! A Sonserina não ligava para o aspecto “nobre” tanto quanto para o aspecto enigmático da coisa, mas, estritamente falando, estavam fazendo isso por Roxanna e Leslie, que haviam sido marcados como gado e podiam cair mortos a qualquer momento!

Ao reconhecê-los, Roxanna puxou o vestido discretamente como para esconder a marca em seu ombro, e Lara estreitou os olhos, buscando um sinal, uma anomalia, um indicativo de que havia algo errado, sim, e os dois só tinham ignorado. Não conseguiu, no entanto, perceber nada além de um leve desconforto da loira.

Lena havia dito que era melhor simplesmente procurarem um professor para contar a história toda, e Lara tinha passado um tempo remoendo essa ideia. Se os dois morressem ela seria a única a conhecer a verdade. Mas sabia, SABIA que se procurasse um professor ele tomaria uma posição “nos fale tudo que sabe e depois saia do nosso caminho”, e ela odiava essa condescendência que parecia estar presente em todos os adultos que lhe rodeavam. Sempre subestimando, sempre com um arzinho superior. Não. Resolveria aquilo sozinha até quando não pudesse mais.

Foi quando Roxanna disse que teria dado queixa caso não tivesse visto-os novamente (pois isso significaria que Alucard e Swain haviam sumido com dois alunos de Hogwarts), que a menina viu sua deixa. Abriu sua boca para perguntar a Roxanna se ela estava bem, talvez questioná-la discretamente sobre a marca, enquanto convenientemente ignorava os questionamentos pertinentes de Jernigan, mas essa foi a hora que Leslie escolheu para começar a falar.

E falou a frase mais longa e confusa que a menina ouvira na vida. Seu corpo todo se tremeu para impedir que explodisse em risadas ali mesmo. O garoto parecia suado, nervoso, e falava pelos cotovelos. Tinha certeza que se ele inserisse um xingamento ou uma azaração no meio de suas frases confusas os outros dois nem a registrariam, e anotou mentalmente quão boa era a tática do corvino, que, obviamente, a usava porque não sabia mentir.

Quando ele acabou, com a voz firme e sincera, Lara deixou escapar um sorriso dos lábios, e passou a mão pelo seu braço, voltando a sua atenção ao outro casal.

- Homens! – E revirou os olhos caricaturalmente, dando um suspiro falso. – Só queria que jantássemos aqui para passarmos um tempo juntos, mas quem disse que consigo tirar sua mente dos feitiços? Isso satisfaz a curiosidade de vocês?

Abriu novamente aquele sorriso bobo, e fingiu desinteresse ao dirigir-se à Roxanna:

- Como você está se sentindo depois daquela confusão do trem, Roxanna? Espero que, uh, o presente de Alucard não tenha te dado trabalho!

Spoiler:
Resumo Lara considera confundir Roxanna e Phillip, mas desiste por eles serem mais velhos. Escuta o que Leslie diz com curiosidade, fingindo ser uma namorada submissa. Logo depois, pergunta a Roxanna como ela se sente em relação ao “presente” de Alucard.

OFFGAME post feito com um pouco de pressa, se tiver algum erro me avisem! ah, e rolando os dados pra ver se colaborando com o leslie essa mentira cola XD


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Re: A Usurpadora

Mensagem por RPG Enervate em Qua Set 26, 2012 10:52 pm

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Re: A Usurpadora

Mensagem por Benjamin Jernigan em Sex Set 28, 2012 1:00 pm



Olha, pra ser bem sincero com vocês, eu até tava acreditando no começo de toda aquela explicação do tal menino chamado Leslie, mas depois eu fiquei com tanta preguiça de acompanhar seu raciocínio - ele só podia ser da Corvinal, logo soube - que minha mente foi bloqueando as palavras e expressões muito difíceis e acabou que só fiquei com as partes simples: eles foram testar um feitiço com elfos. Tá bom, amor, e eu sou Lord Voldemort dançando ragatanga. Até que a Lara da vida lá conseguiu soar mais convincente, mas pensei que se o nerd tivesse gastado menos saliva e mais neurônio em inventar uma história mais verossímil, os dois teriam me enganado perfeitamente.

Só que travesti não é bagunça, queridos, e eu tenho um faro canino para lorotas. Até porque, convenhamos, enganar um mentiroso (não que eu seja um, mas dou meus pulos algumas vezes) é praticamente atirar pela culatra. Por isso, tudo que fiz foi olhar para os dois com o cenho franzido, com a maior vontade de rir do mundo, mas isso não seria muito a cara de Phillip. Na verdade, nada daquilo era do feitio dele. Conhecendo meu gêmeo, ele teria acreditado naquilo tudo e ainda teria, sei lá, oferecido um pirulito.

Ainda assim, ao notar a tentativa falha de Roxanna de esconder uma espécie de marca na pele - que eu nem tinha reparado até então - e ver que os dois garotos estavam especialmente interessado na sonserina, não pude evitar perceber que, fosse qual fosse o motivo pelo qual tinham nos seguido, não se tratava de mim ou da minha fama e sim de Roxanna. Ok, eu não gostava muito da ideia de não receber atenção, ainda que isso conflitasse com o fato de eu também não gostar de ser seguido, mas pelo menos me tranquilizei mais, sabendo que não precisaria estuporá-los ou algo do tipo. Então abaixei a varinha para falar:

- Olha, você nadou, nadou e morreu na praia. - Disse à Leslie. - Já entendi que não querem nos contar a verdade, mas gostaria que da próxima vez que resolvessem nos seguir fossem pelo menos mais discretos. E tivessem uma história melhor. - Né, amigos, um elefante numa loja de cristal teria sido mais furtivo. Depois olhei pra Roxanna e aproximei-me mais dela, perguntando em particular, baixinho: - O que aconteceu no Expresso? - Falei num tom muito mais atencioso e gentil do que o que eu tinha usado com os dois stalkers. Claro, porque eles não mereciam meu amor, muack :*



Resumo: Benjamin não acredita na história dos dois, mas fica curioso pra saber o que tinha acontecido no Expresso com Roxanna.

OFF: Gente, peço desculpas porque tinha confundido o atributo do Ben. A SAB dele é 4 e não 6 (acabei olhando a ficha de outro personagem xD), porém, como a Lara também rolou os dados, ainda que Ben empate com Leslie, o 16<23 da Lara vai servir para fazer com que ele saiba que estão mentindo. De qualquer forma, acaba não fazendo muita diferença xD


Benjamin (Intuição, pra perceber a mentira)
Atributo-chave + 1d20 + modificadores, então: Sabedoria + 11 + Intuição + metade do ano = 4 + 11 + 5 + 3 = 23.

Leslie (eu acho que o atributo correto seria Enganação ao invés do Conhecimento, mas vou fazer o cálculo com os dois)
Atributo-chave + 1d20 + modificadores. Usando Conhecimento, ficaria: Inteligência + 12 + Conhecimento: Bruxaria + metade do ano = 4 + 12 + 5 + 2 = 23
Usando Enganação, ficaria: Carisma + 12 + Enganação + metade do ano = 1 + 12 + 0 + 2 = 15

Lara (só Enganação, acredito)
Mesma coisa dos outros dois. Vai ficar: Carisma + 11 + Enganação + metade do ano = 3 + 11 + 0 + 2 = 16


Última edição por Benjamin Jernigan em Sex Set 28, 2012 4:41 pm, editado 3 vez(es)
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Re: A Usurpadora

Mensagem por RPG Enervate em Sex Set 28, 2012 1:00 pm

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Re: A Usurpadora

Mensagem por Roxanna Miloslaviniacova em Seg Out 01, 2012 12:16 am


FORGET THE TRAIN!




Roxanna veste ISSO!

Confesso que a presença de Lara e Leslie fez com que meu humor obviamente instável ficasse oscilando no termômetro entre uma onda de raiva e rancor. Raiva por ter sido interrompida, porque eu odiava qualquer tipo de interrupção. Raiva por ter sido vista com um lufano por gente quepodia muito bem ser intrometida e até então, eu tinha aparências a manter. Afinal, querendo ou não, tinha sido uma ousadia aceitar um convite de outro rapaz para sair. Eu era noiva e se algo do tipo chegasse aos ouvidos de meu pai, provavelmente ele mandaria um empregado da família se mudar para o Castelo só pra me vigiar. No mínimo.

E sentia rancor por me recordar do quanto minhas aventuras pelo Expresso de Hogwarts tinham sido horríveis. E toda vez que eu olhava para Leslie eu só lembrava dele ter rido do meu patrono e depois ter que engolir com toda a sua nerdice o esplendor de minha magia claramente superior.

Phillip, ao contrário do que Isadore dissera, não parecia nada tapado. Na verdade, ele tinha sido mais perspicaz do que eu ao tentar confrontar o suposto casal. Inclusive, eu mesma não dei tanta importância para o fato deles estarem ou não mentindo. Quando Leslie começou sua falação eu me perdi completamente porque eu não tinha vontade alguma de saber sobre a complexidade do Abaffiato, Mulfiatto, estelionato, talento nato ou qualquer outro ato por aí.

- Bem, na verdade a gente estava escondido de uma forma bem complexa. Vê, o feitiço de camuflagem apenas nos torna, digamos, translúcidos...

Claro que a boa educação não me permitia ser grossa e mandar que ele ficasse quieto, por isso, fiz minha cara de paisagem e enquanto ele dava uma palestra sobre um monte de coisas que eu jamais entenderia e não queria entender, eu só ouvia isso:


Lara, no entanto, parecia outra. Na verdade, me tratou com muito mais apreço do que no trem. Só que a vingança é uma vadia e eu não costumo esquecer nada do que fazem ou falam pra mim. Por menor que seja. Eu nunca esqueço. Assim, dei um sorriso falso mudando a jaqueta jogada no ombro para o ombro da tatuagem de forma a escondê-la por completo.

- Se é que se pode chamar aquilo de presente, não é mesmo? – e continuei – Nem estava me lembrando disso, acredita? – claro que ela não acreditaria porque eu mesma não disse nada em tom convincente. Falei só para aguçar a curiosidade deles e me fazer de importante e me dirigi para Phillip – Não aconteceu nada no trem, não é mesmo, Lara? – dessa vez eu usei meu tom de falsete tentando convence-lo, afinal, eu não queria que a escola inteira ficasse sabendo que fui marcada feito gado por um auror plebeu – Só um auror que cismou comigo. Felizmente, Lara e Leslie estavam lá para testemunhar tudo e não passou disso.



Spoiler:
Resumo: Roxanna continua acreditando que Benjamin é Phillip. Viaja mentalmente enquanto Leslie faz sua explicação nerd e não quer saber se eles estão falando a verdade ou não, só quer que Lara pare de falar sobre o incidente. Assim, tenta intimidar a garota para mudarem de assunto e tenta convencer Benjamin de que não tem nada de errado.

#dado 1 – intimidar Lara para parar de falar sobre o trem.
#dado 2 – enganar Benjamin para não levantar suspeitas sobre o trem.

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Re: A Usurpadora

Mensagem por RPG Enervate em Seg Out 01, 2012 12:16 am

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Re: A Usurpadora

Mensagem por Lara Rosenberg em Qui Out 04, 2012 9:59 pm

Ok. Era isso. Não gostava de Phillip Jernigan. Bo que lhe desculpasse, mas o garoto era simplesmente uma pedra no seu sapato. Como ele não tinha caído em seus maravilhosos poderes de enganação? Ela até tinha se obrigado a ter um contato físico mais provocante com Leslie, pelo amor de Merlin! Sacrifícios! Tinha imitado direitinho todas as meninas bobinhas que via diariamente pelo castelo, e ele além de não acreditar ainda estava metendo as fuças onde não era chamado.

A hipocrisia disso era óbvia, claro, já que ela mesma estava seguindo alguém, mas ela ignorou esse pensamento são. Seu assunto era com Roxanna, e não queria saber de mais nada. Não tinha acreditado? Pois bem. Não precisava da aprovação do lufano. E ela não estava inteiramente convencida de que ele não fosse legilimente ou coisa parecida. Tava mais pro coisa parecida, é claro, e a menina sabia que existiam pessoas mais sensíveis em relação aos sentimentos ao seu redor, mas esses eram tão raros que ela não considerou a possibilidade por muito tempo.

Parou completamente de fingir que era namorada de Leslie, soltando seu braço e tirando o sorriso estúpido do rosto. Apertou as sobrancelhas e se manteve em silêncio enquanto ele virava sua atenção para a loira, perguntando-a sobre a marca. É, Roxanna. Estamos todos curiosos.

A menina, previsivelmente, apenas se esquivou do assunto. Era interessante, no entanto, que ela estivesse evitando falar disso mesmo com Phillip, que, aparentemente, era seu par. Ela confiava nele o bastante para deixar levá-la ao show, mas estava desconfortável em discutir sua marca com qualquer um, ele incluso. Então você não vai contar que provavelmente foi amaldiçoada, querida? Esperto da sua parte.

Ela ainda tentou intimidar Lara, dando olhares significantes para que parasse imediatamente de falar sobre aquilo. Oh, as IF! Não desistia fácil assim de seus objetivos, principalmente quando estava tão focada. Nem que para isso fosse preciso ser... mais sincera, digamos. Talvez fosse melhor se abrisse o jogo e simplesmente perguntasse diretamente à outra o que ela estava sentindo. Como era claro que não queria que ninguém soubesse, teriam que ter um pouco mais de privacidade para que isso acontecesse.

Deu um longo olhar para Leslie, sem poder falar, desesperada para que ele entendesse o que ela queria. Indicou Jernigan com as sobrancelhas o mais discretamente possível, e foi em direção à Roxanna.

- Eu queria conversar com você. Sobre o que aconteceu no trem. Posso falar aqui mesmo ou você prefere ir pra um lugar mais privado?- E, num só fôlego, continuou. – Alucard fez a mesma coisa com Leslie. Nós estamos só procurando por respostas.

Resumo: Lara sente muita raiva de Benjamin não ter acreditado em sua farsa, e pára imediatamente de fingir que é namorada de Leslie, resolvendo ignorar o lufano. Segue até Roxanna e pergunta se pode conversar com ela num lugar mais privado, explicando que Leslie também foi marcado.

Cálculos: Rox usa Carisma + Dados + 1/2 do nível + Intimidação (perícia treinada) para tentar fazer a Lara parar de falar sobre o trem, ou seja: 1 + 15 + 2 + 6 = 24
Lara usa Sabedoria + Dados + 1/2 do nível + Perseverança (perícia treinada) para continuar perguntando coisas pra ela, ou seja: 1 + 16 + 2 + 6 = 25

Falei com a Cella por MP e ela corrigiu um pedaço que faltava das contas, mas no final dava o mesmo. Lara não foi intimidada pela Roxanna.


Última edição por Lara Rosenberg em Qui Out 04, 2012 11:26 pm, editado 3 vez(es) (Razão : Um pra jogar os dados, dois para fazer as contas (errei um pedaço), e um para postar.)

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Re: A Usurpadora

Mensagem por RPG Enervate em Qui Out 04, 2012 9:59 pm

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Re: A Usurpadora

Mensagem por Leslie Astor em Qui Out 04, 2012 11:34 pm

A Usurpadora - Post II

Dividir

Leslie falhara. Gastara boa parte de suas cordas vocais, que não estavam lá muito acostumadas a manter conversas por muito tempo, numa inútil tentativa de falar mais do que dizia e, assim, confundir o casal à sua frente. Talvez por não ter conseguido acompanhar o raciocínio, por só escutar o que o interessava - no caso a parte dos elfos - ou por uma intuição extremamente aguçada, o lufano conseguira ler através da fala do corvino. No final, ele nem se incomodou tanto ao falhar. Ao contrário, considerou um aprendizado, e fez uma anotação mental para que, da próxima vez, contasse uma história igualmente confusa, mas com um assunto que interessasse o interlocutor, de modo que ele ficasse realmente frustrado por não entender o que ele estaria falando.

Ok, então eles não precisariam mais fingir que estavam juntos. Leslie assentiu quando a sonserina largou o seu braço, como se concordasse silenciosamente com sua atitude. Nenhum dos dois havia acreditado neles, mesmo; embora a loira parecesse menos desconfiada, menos arisca, mesmo que igualmente na defensiva. Bem, ela tinha um motivo para ficar defensiva, tanto é que - Leslie notou - ela tentou forçar a barra para que Lara não falasse mais nada sobre o trem. Pelo que vira mais cedo na biblioteca, no entanto, a morena não era do tipo que desistia com facilidade das suas pesquisas, e aquilo não seria o bastante para afastá-la de sua inquisição. Assim, ela afastou-se de Leslie indicando o músico com seu olhar e suas sobrancelhas, e se dirigiu à Roxanna. Ele entendera o que aquilo significava, já havia lido muitos livros de mistério e aventura para saber que, durante os interrogatórios, distrações eram necessárias.

Ele respirou fundo, sem saber exatamente o que fazer. Teria que distraí-lo, mas como? Não era muito bom em conversação, não sabia do que ele gostava e nem achava que os dois tinham gostos em comum. Se ao menos ele o tivesse visto tocando alguma coisa, talvez pudesse elogiá-lo. Será que ele era membro da banda que fizera o show? Amaldiçoou-se por não ter prestado mais atenção. Nunca se sabe quando essas observações podem ser úteis, não é mesmo? Ele não estava muito acostumado nessas investigações complexas, mas estava adorando aprender um pouco mais sobre esse mundo. Um chapéu de caça e estaria se sentindo no mundo de Sherlock Holmes. Finalmente, resolveu apelar para uma abordagem amigável.

e Conquistar

- Então, eu acho que a gente não falou ainda, mas... Desculpa por interromper a noite de vocês, tá? Não foi a nossa intenção, e eu sinto muito que isso tenha acontecido- o corvino levou à nuca a mão, olhando um pouco para longe enquanto se balançava de um lado para o outro. Estava inseguro, e transparecia. Franziu a boca e olhou para cima, pensando em algo para falar, e voltou sua atenção ao lufano. Olhou-o dos pés a cabeça, sem aperceber-se, buscando algo que pudesse levar a conversar sobre algum assunto específico. Para um espectador, no entanto, parecia que ele estava “conferindo” o lufano; mas ele não conseguia se assistir, de modo que não tinha ideia de como estava sendo o seu desempenho sociável. Haveria quem disesse, no entanto, que ele estava sendo extremamente... fofo. O exato tipo de nerd que estava em alta na cultura pop trouxa, que as menininhas idolatravam ao colocar óculos de grau de armação grossa. E Leslie [translation=Feito: Atraente]era bonito[/translation], sim. Nunca se preocupou muito com isso, de modo que tem várias cicatrizes pequenas pelo corpo de quando explorava o bosque despreocupadamente. Mas a genética havia sido generosa com ele, mesmo que ele não soubesse disso. Fixou seu olhar nos olhos de Benjamin, erguendo um pouco as sobrancelhas, demonstrando seu nervosismo e inexperiência em relações sociais. Mas bem que isso poderia parecer outro tipo de interesse.

- Então, você é músico, não é? - tinha o tom despreocupado, despretensioso e inocente. Ele realmente só suspeitava dessa parte, pois sempre fora muito desatento. O que ele não sabia era que, para muitos famosos, encontrar alguém que não os conheça pode ser uma mudança na rotina bastante interessante. - Preciso confessar, eu não entendo muito de música, hahaha... É meio triste, eu queria conhecer mais - ele estava... melancólico? Quem diria que ele conseguia se expressar quando era sincero? - mas acho que nunca tive ninguém para me apresentar esse tipo de coisa - sorriu amigavelmente. Só agora havia lembrado, segundos atrás, que pensara em tentar envolver-se no mundo das pessoas com quem interagia - naquele momento para enganá-las - quando percebeu que estava, de fato, fazendo isso. E para se relacionar com elas! - Como você começou nesse ramo?

Quem diria.


RESUMO:
Leslie desiste da mentira junto de Lara. Observa a amiga indo até Roxanna, e deixando-o encarregando de Benjamin. Assim, tenta puxar assunto com ele, mas acaba agindo de uma forma sedutora (aos olhos certos), ou um tanto distrativa para quem tem o interesse. E ele nem fez idéia de que está fazendo isso. No entanto, no final, percebe que está ativamente se interessando pelo mundo do outro enquanto interage com ele - o que não é algo comum para o corvino socialmente inapto.

OBSERVAÇÃO E DADOS:
Leslie tem o feito “Atraente”, e foi a partir disso que o post foi produzido. O dado é justamente para a “sedução acidental” que o Leslie tá fazendo.

O texto está repleto de links para gifs do Dylan, para ilustrar mais o efeito do menino.

Peço desculpas à Lara por ter tirado um número tão baixo. Se, no dado, saísse um 20, o Leslie ia ter que acabar tirando a camisa acidentalmente, e eu sei que isso a deixaria muito feliz.


Última edição por Leslie Astor em Sex Out 05, 2012 11:07 am, editado 2 vez(es)

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Re: A Usurpadora

Mensagem por RPG Enervate em Qui Out 04, 2012 11:34 pm

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Re: A Usurpadora

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