Uma Aposta Inusitada! A Corrida para King's Cross!

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Uma Aposta Inusitada! A Corrida para King's Cross!

Mensagem por Elliot B. Pointer em Sab Ago 04, 2012 9:38 pm

Status: RP Aberta.
Data: 01 de Setembro – 9h45min.
Local: Marylebone, próxima à Estação King’s Cross.
Participantes: RP Aberta. Desde que seja antes da chegada na Estação, onde a gente vai pular pro tópico fixo. ;D

. Capítulo I .

Era incrível como as coisas aconteciam com ele... Passara as férias todas em estado de tédio, apenas lendo e aproveitando o tempo livre para se aprofundar nas suas pesquisas. Tudo bem, descansara. Tudo bem, colocara suas séries de televisão em dia. Tudo bem, estava pronto para mais um ano tendo que encarar o “yellow-eyes”, que provavelmente voltaria com um certo rancor pelo desempenho dos Pointers em DCAT – as aulas extras com a Alleborn e o Doutor estavam tendo resultado. Tudo bem, pudera descobrir mais detalhes sobre a quebra da molécula do oricalcum e sua emanação de energia mágica – o que deixara sua mente em polvorosa. Mas a carta do JD chegara justamente no último dia de férias, dando ideias que eles estavam testando na França, nos laboratórios da Bouchard & Constantin, e isso o deixara cheio de teorias que estava querendo testar! Mas como? Estava indo pra Hogwarts e não tinha equipamentos eletrônicos lá... Se ele tivesse recebido isso antes do final das férias, teria sido “só alegria”, mas no final era extremamente complicado. Só havia uma alternativa... Traficar objetos eletrônicos para Hogwarts. Mas como ele conseguiria isso sem seus pais vetarem?

Essa foi a questão problemática que resultou em todo um plano de conspiração mundial. O primeiro passo foi convencer seus pais a deixá-los irem só. Sem a supervisão dos pais, poderia desviar do caminho e conseguir o equipamento necessário para seus experimentos. Mais de 12 horas foram necessárias para essa ação, mas com as palavras certas e os estímulos certos, o resultado foi de sucesso total. Elliot, Fae e Mimi, que estava de pirangueira na casa dos dois, iriam pra estação King’s Cross sozinhos. Segundo passo era conseguir uma forma de se livrar de Mimi e da Fae, o que não era tão difícil. Tendo o primeiro passo sendo executado, em uma conversa discreta com a irmã, resolveu fazer uma aposta: chegando na Estação de Flu de Londres, eles iriam sozinhos, cada um por seu caminho. E quem chegasse primeiro pagaria uma rodada de cerveja amanteigada por uma semana pro outro. Ambos não contaram a Mimi. Elliot acreditava que Mimi não sabendo, não poderia fazer nada e acompanharia Fae, não deixando-a ir sozinha. Terceiro passo era simples pra ele: memorizar todos os mapas da Londres “Above” e Londres “Below”, marcando os atalhos mais rápidos pra chegar na King’s Cross – afinal, ele não queria perder aquela aposta, estava disposto a não cobrar da irmã, mas pagar a aposta seria tenso... E por fim, marcou os pontos vitais: Agência de Entrega de Encomendas, Ferro-Velho e Estação de Flu.

E naquela manhã de 1º de setembro, seu plano foi executado, apesar que havia variáveis que ele não tinha mensurado. Ao chegarem na Central de Flu em Londres, Mimi não acompanhou a Fae, o que deixou o garoto meio alarmado, mas não podia mais voltar atrás – mas por via das dúvidas, deixou um feitiço de localização em um dos ornamentos da roupa da irmã. Seguindo seu caminho, mas não sem trollar Mimi antes, ele prosseguiu até a agência na Londres “Below” de Entrega de Encomendas, pagando a entrega que deveria ser realizada numa caixa postal na Estação King’s Cross antes das 11h. Chegando ao Ferro Velho, ele procurou algumas sucatas de materiais eletrônicos antigos, como vídeo-cassetes e aparelhos de som, além, claro, de objetos mais modernos, entre eles um PS3 – se desse certo seu experimento, ele ia querer que fosse em um PS3, isso resultaria algumas horas de diversão. Por fim, correu pra Central de Flu, para se deparar com filas enormes... Devido à plataforma 9 ¾ da Estação King’s Cross estar fechada pro Expresso de Hogwarts, muitos bruxos tiveram de optar pela Rede de Flu e pelo metrô, o que causava filas enormes. Ainda dava pra pegar o metrô, mas aquela quantidade de ferro-velho poderia se perder no meio da multidão entrando nos vagões... Ele não estava disposto a arriscar, então, simplesmente correu para Londres “Above”, saindo por uma entrada do metrô londrino. Ele só não tinha ideia de como chegaria antes das 10h30 na Estação correndo toda aquela distância... Mas tinha que tentar. Ajeitando a gola do sobretudo, endireitou a gravata e erguendo todo o entulho, respirou fundo e gritou:

— Allonz-Y! — iniciando sua corrida pelas ruas molhadas.

Esperando chegar na Euston Road, onde bastava só seguir reto que chegaria na King’s Cross, ele atravessou todo o Regent’s Park, até chegar à Marylebone. Completamente ensopado e ofegante ele já estava alternando entre caminhadas e corridas, chegando a um congestionamento. Pelo menos, devido ao exercício, não estava sentindo frio, mas certamente ia se entupir de vitamina C ao chegar em Hogwarts pra evitar cair de cama. Aparentemente aquela chuva fina, mas constante, acabara causando algum tipo de transtorno na Euston, o que inviabilizaria pegar um táxi – algo que ele só pensara naquele minuto, fazendo-o ter uma discussão mental consigo mesmo sobre o quanto o cérebro era seu amigo. Estava pensando em uma rota alternativa, onde aí sim, poderia pegar um táxi, quando ouviu seu nome ser pronunciado por alguém que acenava freneticamente, quase pulando para fora da janela de uma limosine. Era Aileen – sim, porque a senhorita Perkins não teria um comportamento daqueles ao vê-lo, geralmente ela corria no sentido contrário, devido às pequenas confusões que sempre acontecem quando ela está com ele. Como se isso fosse culpa dele... Ele não tinha culpa se o universo conspirava pra que ele atraísse confusões como o fogo atrai as mariposas. Era sua maldição. Abrindo um sorriso largo, o garoto adiantou-se até a janela do carro, perguntando:

— Yo! Estão indo pra King’s Cross? — antes que atentasse pro quão óbvia era aquela questão, seu cérebro já o fez emendar outra pergunta, visto que mostrar-se um mistério, pelo menos pra ele. — Mas por que estão indo por aí?


Próximo Capítulo:




Última edição por Elliot B. Pointer em Seg Ago 06, 2012 9:30 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Uma Aposta Inusitada! A Corrida para King's Cross!

Mensagem por Aubrey Perkins em Sab Ago 04, 2012 10:47 pm

Spoiler:
Após arrumar-me e minha irmã com a impaciência de sempre ficar fazendo pouco caso de mim *draminha* seguimos para King's Kross e por disventura do destino, encontramos o Sr. Pointer no caminho para molhar meu vestido e trazer o lixão todo junto com ele.

O dia nascia preguiçosamente no dia de sábado, com uma chuva fraca que batia à minha janela. Ninguém havia vindo me chamar ainda, mas por algum motivo - possivelmente a ansiedade - acordara por vontade própria. Após aproveitar o conforto da cama o máximo que minha consciência permitia, levantei-me e comece a me arrumar. As malas já estavam prontas ao pé da escada desde a noite anterior, então a única pressa que teria seria em me aprontar. Após 3 viagens para Hogwarts, já tinha noção de quão cansativo era todo o percuso, optando assim pelo conforto à beleza - ou ao menos para o meu critério de arrumação.

- Eu bem que poderia ter separado o sapato preto ontem à noite - dizia a mim mesma enquanto terminava de ajustar a meia-calça em meu pé e procurava o par de sapatos baixos favorito. Já estava praticamente pronta... faltava apenas os sapatos, pois já havia tido todo o trabalho de passar uma maquiagem básica - menos é mais! - e arrumar meus cabelos em um rabo de cavalo.

- Anda logo, garota! Você não vai ficar mais bonita se demorar mais pra se arrumar - eu não fazia ideia de que horas eram, mas como sempre, a Leen estava pronta antes que eu e sempre apressada. Eu havia acordado cedo, seria impossível estarmos atrasadas.

- Ok, ok, 'tô indo... - disse enquanto descia a escada tentando colocar um dos sapatos que ainda estava fora do pé - Ai, esqueci de passar o batom! - ia fazendo menção a subir os degrais novamente quando me detive na expressão de impaciência de Aileen. - Tenho um batom aqui na bolsa. Posso passá-lo no carro. - terminando os degrais e seguindo-a para fora da casa.

- Trouxe seu batom cor de abóbora estragada? - disse Aileen rindo para mim (ou seria de mim?). Eu não havia realmente prestado atenção pois tentava passar o batom sem borrar, enquanto o carro já se movimentava pelas ruas de Nothing Hill.

- Que? não existe essa cor! - disse distraida, ainda tentando acertar o batom - E batons alaranjados nem ficam bem no nosso tom de pele, sabia? - "na verdade não fica bem em ninguém" penso e termino olhando para ela, e vi que realmente era um deboche, pois ela realmente não dava a mínima para cores de batom. - Você deveria ter conferido isso antes sabia... - reparando que ela ainda olhava para a listinha de materiais.

- Eu não ia usar mesmo. Só queria saber se não estava esquecendo nada importante - disse ela ainda concentrada na listinha. Acho que ela quis incinuar algo, mas não sabia exatamente o que. Dando-me por vencida, pus-me a olhar para as pessoas na rua e locais como mais um adeus de casa. Era uma pena mamãe e papai não estar em casa, mesmo tendo enviado uma carta um dia antes dizendo que a segunda lua de mel deles estava ótima e que sentiam saudades.

A viagem ia bem tranquilamente até que chegamos a uma rua que estava congestionada. Bem, não sabia realmente o nome da rua, já que sou péssima em localização espacial, mas parecia que era uma via de saída da cidade. O que fazia todo sentido, já que ao fim das férias, todos procuravam seguir para seus destinos - sendo ele escola ou trabalho.

Ainda olhando para fora, na tentativa de me lembrar do nome da rua, vi um rosto familiar à calçada próxima. Não tinha cem por cento de certeza, já que o vidro havia embaçado no lado de fora devido ao ar-condiconado ligado.

- Hei, hei Leen, não é aquele seu amigo? - disse puxando ela pela manga de forma mais brusca que pretendia, ainda mirando a pessoa fora do carro. Antes que obtivesse uma resposta, sinto Aileen praticamente subindo em cima de mim para chegar à janela a qual eu estava.

- Siim, é o Elliot! - e sem mais nem menos começa a baixar o vidro do carro, fazendo uma pouco de água caísse tanto nela como em mim - Vou oferecer uma carona para ele! - disse quando terminava de baixar o vidro e se projetava para fora do mesmo.

- O que? Chamar ele? 'Pera Leen! - disse tentando puxar minha irmã para dentro, mas infelizmente a danada tem mais força que eu - Mas ele tá cheio de tranqueira... - tentando persuadi-la em vão.

- Hey, ooo Elliot!... Aqui! - e enquanto acenava, se mexia ainda no meu colo e a água de fora continuava a cair em nós - Vem cá... - Ela havia se posicionado de tal maneira que me impedia até de ir para o local o qual ela ocupava antes.

— Yo! Estão indo pra King’s Cross? — disse uma voz que imaginei ser de Elliot, já que eu não conseguia ver muita coisa com Aileen tentando quebrar aquela lei de Newton sobre corpos no mesmo espaço. — Mas por que estão indo por aí?

- Ué, esse é o caminho! - disse ela. Será que ela não percebia que estavamos ficando molhadas e eu, além disso, dolorida?

- Ai, Leen, sai de cima de mim - disse após ela deslocar o joelho dela em cima da minha coxa e pressionar um músculo meu contra a porta – 'Tá me machucando... e...amassando a minha saia!! - e eu começando a agir de forma histérica.

— Ah, mas a Euston Road tá com congestionamento. Parece que abriu um buraco por causa dessa chuva. Se vocês derem a volta pelo... — ele se punha a explicar o caminho, mas eu não estava realmente interessada. Meu interesse mesmo era deixar de ser almofada de irmã.

- Ai, já que vamos dar carona, entra logo Elliot! - disse impaciente e de forma grosseira demais pro meu gosto. Mas já havia dito mesmo, não poderia voltar atrás.

— Ho! Vão me dar carona? Nossa, muito obrigado! Eu estava preocupado que pudesse molhar muito minhas coisas nessa chuva. Clima louco esse de Londres, não havia nenhuma frente fria na região e do nada, dez graus! — aproveitei que ele abrira a porta por si próprio e Aileen se moveu para dar passagem e fui rapidamente para o banco oposto ao que estávamos — Precisavam ver as centrais de flu! Todas lotadas por causa da 9 3/4 fechada hoje. Os metrôes estão lotados! Parece dia de campeonato de quadribol! Mas foi até bom porque assim eu posso mostrar o caminho pra vocês. Tive que memorizar o mapa de Londres já que a gente ia sem nossos pais, hoje. Eu e minha irmã. Aliás, tomara que ela já não tenha chegado, não quero pagar cerveja amanteigada por uma semana pra ela... — nossa, mas como ele falava. E ainda estava molhando todo o carpete do carro devido à porta aberta. E ainda tinha aquelas bugigangas com ele!
— Nossa, agora que reparei. Aqui tem mais espaço que meu cômodo na Grifinoria... Licencinha. — disse ele finalmente entrando no carro.
- Você pode colocar suas coisas... – ia dizendo, eu, quando sem esperar eu terminar a frase, ele foi jogando tudo que tinha no chão do carro e algumas coisas ao meu lado no banco - É... ok então - disse revirando os olhos.

- Não seja bobo, Elliot! Fique a vontade! - disse Aileen tentando ajudar Elliot com aquela quiquilharia. Vendo quão molhada fiquei, comecei a procurar por uma toalinha em minha bolsa a fim de me secar.

— Obrigado, Aileen! Então você e a senhorita Perkins vão sem seus pais hoje? Tão legal isso, né? Essa independência por estarmos mais velhos.

- Tudo bem Eliott, pode me chamar de Aubrey. A não ser que você queira que eu te chame de Pointer... – abrir um sorriso a pesar de estar levemente irritada com a situação. Acho que aquela chuva estava me deixando meio encomodada.

— Tudo bem, senhorita Perkins! Quero dizer, Aubrey. Está melhor assim, senhorita Perkins? — disse ele sorrindo. Ele estava debochando de mim? Ora essa! Já não bastava a Aileen, agora ele. E ainda estavamos lhe oferecendo carona! — Mas e aí, Aileen? Como foram as tuas férias e as da senhorita Perkins? Se divertiram muito? — depois dessa preferir voltar a olhar para a janela tentando me afastar ao máximo daquelas coisas molhadas ao meu lado no banco. O que seria aquele lixo todo?


Última edição por Aubrey Perkins em Sab Ago 04, 2012 11:25 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Uma Aposta Inusitada! A Corrida para King's Cross!

Mensagem por Aileen Perkins em Sab Ago 04, 2012 11:11 pm

Finalmente agosto chegava ao fim, dando lugar ao início das aulas em Hogwarts e, consequentemente, ao reencontro de seus alunos. Aileen já estava agoniada há dias, quando seus livros planejados do semestre acabaram, precisava voltar para as aulas e para seus amigos. Aliás, sentia muita falta de suas melhores amigas e mal podia esperar para saber de suas férias. E com toda essa ansiedade, Perkins terminou de arrumar sua mala na noite anterior. Todos os seus livros, anotações, objetos pessoais de real importância... Tudo estava pronto. E para se certificar, em sua agenda – a qual carregava para todos os lugares por questão de planejamento – estava um check list que conferiria no dia seguinte.

A manhã estava chuvosa e um pouco desanimadora pelo menos para a gêmea corvinal que não era lá muito fã de chuva atrapalhando sua mobilidade, mas não se importou muito. Tomou café da manhã, se arrumou simples, apenas uma calça jeans, seus tênis favoritos e uma blusa caída nos ombros florida já foi o suficiente. Nada de maquiagem a não ser seu brilho labial de morango que não abria mão por ser algo mágico (cheiro de morango e sabor, mesmo que bem artificial, da fruta era como estar no paraíso). Desceu as escadas apressada, procurando por sua irmã que ainda devia estar começando as malas.

- Anda logo, garota! Você não vai ficar mais bonita se demorar mais para se arrumar! – Gritou a irmã que respondeu no mesmo tom. Mas no meio do caminho esqueceu seu batom, fato que fez com que a outra revirasse os olhos de impaciência. Seguiu para o carro na companhia da irmã e lá começou a fazer seu check list enquanto implicava com a lufana nos intervalos.

- Trouxe seu batom cor de abóbora estragada? – Implicou. Aubrey, entretanto, respondeu como se fosse sério, explicando a irmã que aquela cor não existia e nem sequer combinaria com o tom de pele das duas. Muito interessante. Quer dizer, se Aileen estivesse realmente interessada. – Eu não ia usar mesmo. Só queria saber se não estava esquecendo nada... Importante. – Voltou sua atenção então para a lista, confirmando mais alguns itens como sua varinha, caderneta de apostas e livros de criaturas mágicas. Sua irmã pareceu não ligar para o que tinha sido dito, afinal, viviam naquela rotina desde pequenas e apesar de suas implicâncias, não havia amor maior do que o entre irmãos.

Sentadas em sua limusine, as gêmeas este ano não contavam com a presença de seus pais, que estavam furtivamente aproveitando uma segunda lua de mel. Não se importavam também, já era o quarto ano que faziam aquele caminho, não precisavam mais de vistoria; só o motorista já era o suficiente. No caminho se depararam com certo impedimento, o trânsito não estava muito tranquilo, mas também não era nada demais, provavelmente algo sobre as pessoas desaprenderem a dirigir quando chove. Em meio ao trajeto, Aubrey visualizou um amigo em comum das duas – na verdade, muito mais de Aileen, já que o garoto vivia se colocando em situações nas quais ele e Aubrey não se davam muito bem.

- Hei, Leen, não é aquele seu amigo? – Disse, puxando a outra bruscamente pela manga de sua blusa. Aileen custou a enxergar por causa do vidro que ficara embaçado por conta do ar condicionado dentro do veículo, mas quando finalmente avistou, abriu um largo sorriso.

- Sim! É o Elliot! – Confirmou. Em seguida abriu o vidro do carro sem se importar com os pingos que caíam para dentro e molhavam lentamente sua irmã. – Vou oferecer uma carona para ele! – Projetou seu próprio corpo para fora da janela, molhando seus cabelos e não se importando nem um pouco com isso. Aubrey tentou impedi-la, comentando que o garoto estava cheio de tranqueira, mas a outra pareceu nem sequer ouvir. – Hey! Oooo Elliot! Vem cá! – Dizia enquanto acenava freneticamente para o amigo sem se dar conta de estar ainda em cima de sua irmã.

O garoto finalmente ouviu o chamado e se aproximou perguntando se estavam indo para King’s Cross. Aileen confirmou que sim e então ele perguntou por que estavam indo por aquele caminho. Sem entender muito bem a garota franziu o cenho. – Ué... Este é o caminho! – Tentou explicar. Mas então ele começou a falar nomes de ruas e coisas que pareciam atalhos; A corvinal não tinha a habilidade necessária para compreender tudo, mas deixou que ele prosseguisse com a informação. Impaciente, Aubrey pediu que ele entrasse logo, já que iam dar carona a ele.

- Opa, vão me dar carona? Nossa, obrigadão! – O garoto então entrou e começou a explicar sobre como estavam as centrais de flu e logo passou a falar sobre sua irmã e como esperava que ela ainda não estivesse na plataforma. Aileen apenas sorriu, sem entender muito bem, e esperou que ele entrasse no carro; coisa que assim que fez não conseguiu segurar o comentário de que ali tinha mais espaço do que em seu dormitório na grifinória. Outro sorriso da corvinal, desta vez acompanhado com um risinho baixo. Aileen achava engraçado o modo que ele falava como se aquele fosse o maior carro do mundo.

- Não seja bobo, Elliot! Fique a vontade! – Disse. Esperou que ele se acomodasse e acompanhou sua irmã tentar fazê-lo chamá-la de “Aubrey”, quando na verdade ele não conseguia chamá-la de nada alem de “senhorita Perkins”. Era hilário ver o esforço do garoto que não resultava em absolutamente nenhum progresso.

— Mas e aí, Aileen? Como foram as tuas férias e as da senhorita Perkins? Se divertiram muito?

- Não tanto quanto gostaria. Meus livros acabaram antes do tempo e, bem, demorou bastante para voltarmos. – Disse, tentando se explicar. – Mas no geral, foi muito proveitosa. Você nem imagina o caderno de apostas que montei! – Disse por fim, abrindo um largo sorriso enquanto imaginava sua futura rotina quando os jogos de quadribol começassem e os duelos ilegais fossem também iniciados.


Resumo escreveu:Aileen e Aubrey Perkins se arrumam e, entre uma implicância e outra, pegam o caminho para King's Cross. Encontram um grande amigo no caminho, Elliot Pointer, e lhe oferecessem uma carona - mesmo que isso seja um pouco incômodo para a gêmea lufana.
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Re: Uma Aposta Inusitada! A Corrida para King's Cross!

Mensagem por Mimi D. Wolfsbane em Dom Ago 05, 2012 1:18 pm


Caminhos .I

Se toda família tem uma ovelha negra é justo dizer que uma geração possui seu curinga. Algumas vezes esta pessoa especial é agraciada com um dom, mas nem sempre podemos considerar tal habilidade como uma benção. - Mas ele era uma aberração, tenho arrepios só de imaginar encontrar uma coisa daquelas! – Afirmava com convicção seu ponto de vista sobre a história contada por Fae. Era cedo ainda e as duas meninas já estavam com tudo pronto conversando e tomando o café da manhã, os cabelos arrumadinhos e a roupa engomada como se fossem boas meninas comportadas do interior. Vez ou outra uma risada percorria todo o andar da casa, era sempre divertido o café da manhã, principalmente preparado pela Sra. Mãe Pointer. Bom, Mimi não era bem uma pessoa de jeito refinado, mas respeitava os mais velhos com a convicção de que esta era sua função. Na casa dos irmãos confusão ela se sentia familiarizada com tudo, pois desde que se entendia por gente conhecia a família, apesar de não saber exatamente em que momento da história passou a nutrir uma amizade verdadeira pelos mesmos.

Antes da hora prevista de saída ela estava sentada na sala olhando uma pequena bolinha de vidro onde estava escrito “Lembrança de Coney Island” quando ouviu um *MIMIMI* em seu ouvido derrubando a bolinha que se despedaçou no chão. - Olha só Elliot! – se ajoelhou pegando os restos mortais do objeto quando a mãe do menino entrou na sala. - Me desculpe, eu juro que não queria quebrar. – abaixou a cabeça profanando Elliot em russo de forma que apenas ele conseguia ouvir pela proximidade. A senhora – mãe de família e não idosa – se ateve apenas a um sorriso sincero e mandou que todos se apreçassem. - Como assim nós vamos sozinhos? – ela perguntou a Elliot quando soube que os três iriam sozinhos até Londres. Conhecendo bem as figuras ela sabia que aquilo não acabaria bem, mas como estava na chuva não tinha problemas em se molhar. (E só para deixar claro Mimi não é nenhuma pirangueira ¬¬)

Já na central de Flu fingindo toda normalidade possível os irmãos Pointer resolveram que aquela viagem era mais que um “Caminho a detenção anual” tornando um passeio agradável em uma aposta de velocidade. Quem iria chegar primeiro da Central na estação de trem? Bom, Mimi não gostaria de começar o ano letivo em apuros, pois seu pai prometeu que se a Polícia Trouxa ligasse para eles mais uma vez ela passaria as próximas férias limpando os estábulos, então resolveu que pelo menos desta vez não iria se meter naquela aventura preferindo seguir seu caminho sem pressa e sem aposta. Não pode deixar de notar um olhar de estimulação em Fae e um de satisfação em Elliot, o que deixava bem claro que a aposta era só uma desculpinha esfarrapada para fazer alguma outra coisa. - Certo, nos vemos na plataforma. Que vença o melhor entre vocês dois! – Continuou fingindo que aquilo era super normal e não teve tempo de dizer muito mais - Tchau, irmão! Vou fazer companhia pros teus amigos enquanto vc não chega. - pois Fae arrancara na frente, não sem antes mandar uma direta em Elliot, correndo com sua mala de rodinhas, porém Mimi se permitiu finalizar com um - Que belo irmão deixa a irmã mais nova solta em Londres! – despedindo-se de Elliot ela seguiu seu caminho. - Pelo menos não sou uma franguinha C.O.V.A.R.D.E – Ele correu para o lado contrário da irmã cacarejando, bem típico.

Como ela sentia raiva quando ele fazia aquilo, o sangue subindo e esquentando enquanto tinha pensamentos psicopatas, mas ela respirou fundo, havia acabado de completar 14 anos e não podia mais se deixar ser ‘trollada’. Respirou por um segundo, mas começou a pular no mesmo lugar balançando as mãos de raiva e dando uma pequena rosnada enquanto rangia os dentes. Depois de se expressar pegou sua mala com certa dificuldade e observou o lugar frio e conforme chegava até a rua uma neblina peculiar se revelava. Começou a andar olhando para cima. Havia chego a Londres, mas agora como chegar à estação King’s Cross? Ainda com os olhos nas telhas ela não percebeu quando um enorme buraco cruzou seu caminho e caiu na cratera como uma banana madura. - @#$#@$@# – palavras fortes mesmo que ditas em Russo. Ninguém pareceu se importar com a menina de enormes óculos e vestes do interior, pois foi sozinha que voltou do submundo. Teve maior dificuldade ainda para conseguir recuperar suas coisas que se espalharam, mas no fim tudo estava como antes, exceto por suas roupas completamente sujas.

Depois de se recompor ela comprou uma pipoca doce e um mapa na rua, ficou parada debaixo de um toldo verde berrante tentando identificar sua localização. Apesar de na maioria das vezes ser imperceptível, já que não era do tipo atrativo nem nada, neste dia ela parecia um luminoso piscando “Mendiga” teve até um trouxa que jogou uma moeda para ela. Tentou virar o mapa em todas as direções possíveis, mas não conseguia se encontra pela falta de um “Você está aqui”. Assustou-se a escutar uma voz familiar. - Você parece uma indigente! – Estava tão distraída que nem viu quando um homem bem vestido já abria a porta do meio de transporte trouxa, era o motorista.

- Baudelaire... Não sabe como fico feliz em lhe ver! – Abriu um sorriso que ia de canto a canto. Deu alguns passos em direção ao veículo sentindo leves gotas de chuva em seus cabelos e mãos. Infelizmente não queria concordar com o menino, mas era impossível dado ao seu estado lastimável. Esperou que o homem abrisse a porta e quando estava já a entrar no carro percebeu a presença de outra pessoa. Era a prima de Baudelaire, a dita cuja. – Não quero atrapalhar, nem sujar seu carro, pode deixar que eu dou um jeito. – Deu uma piscadinha para ele e sorriu, sabia que era uma boa oportunidade para os dois primos estarem sós. Seu sotaque russo ficava bastante perceptível misturado ao inglês britânico. - Um jeito de se sujar mais, você quer dizer. Ande, ou mandarei que Gabe te dê pontapés. - Espantou-se com Isadore, sempre acontecia isso. - Por favor, Wolfsbane. O Charles faz questão. – Sinceramente ela preferia que a Isadore fosse mais arrogante do que educada. Sempre acreditou que os sentimentos oprimidos eram pior que insultos. Charles ficava impaciente a cada segundo revirando os olhos, ainda não podia entendê-lo como já fazia com os Pointer.

A menina coçou a cabeça meio receosa, não sabia quanto valor tinha sua vida para aceitar aquela carona. Tinha uma noção sobre território e aquele tinha outra fêmea ‘alpha’. Não gostaria de ser um incomodo aos dois, não gostava de ser um incomodo para ninguém, mas tinha que concordar com Charles sobre sua situação, além do que não fazia a mínima ideia de para onde ir. Viu que o garoto não parecia muito feliz e não duvidava da promessa dos pontapés. Ela saltitou puxando a mala e entrou no carro. Sua pele estava fria como mármore, diferente da de Charles quando lhe encostou. Disse baixinho meio que achando que Isadore não iria ouvir, mas a menina é cega e não surda. - Pegando fogo o clima, hein! – Ela deu uma risadinha brincalhona, certamente qualquer um repararia que não havia menor malícia em seu comentário.

Isadore, claro, ouviu cada palavra dita, mas permaneceu calada. ”Provavelmente é muito mais qualificada como uma dama do que eu.” Charles exalava inquietação, mas Mimi apenas se divertia, não era muito de entender as situações de relação humana. - Você é muito observadora. – A ironia ela conseguia entender perfeitamente. - Existe alguma explicação inteligente para o seu estado? – Mimi classificava o ocorrido com a cratera um evento comum em sua vida, portanto não dava tanta atenção. A grifinória inclinou seu corpo para frente olhando de um dos dois primos para o outro pensando sobre eles. Aquilo, assim que podia descrever o clima, provavelmente acabaria em casamento e era tão fofo.

Voltou a se encostar-se ao banco sentindo uma pressão no ouvido ao fechar a porta. A chuva começava a apertar fazendo um barulho forte contra a lataria do carro. Ignorando completamente a pergunta de Charles ela se inclinou para frente novamente observando uma caixinha preta no painel do automóvel. - Fantástico! Você tem um GPS Weasley. Ouvi dizer coisas superinteressantes sobre eles. É uma espécie de adaptação de um algoritmo trouxa para usar com grafos! – Ela parecia verdadeiramente fascinada. Matemática, cálculos lhe atraiam (convívio com o Professor Cooper), pois acreditava que o mundo ainda seria resumido a uma única expressão matemática. Não era exatamente a tecnologia que lhe atraia como no caso de Elliot, mas sim números de um jeito mais louco. Gostava de detalhes numéricos já que estes sempre combinaram com suas manias (TOC). - Você sempre querendo falar sobre inteligência Charles. - Ela voltou ao estado normal ainda observando o casal. - Minha explicação inteligente é de que eu não sou muito inteligente para olhar por onde eu ando. - Deu de ombros como se não se importasse. - A família de vocês não vai se despedir? - perguntou curiosa.

- Não há necessidade. - Na verdade ela podia entender todo o rancor da sonserina, mas se fosse da família dela também não iria se despedir com aquele humor negro. Afastou seus pensamentos arregalando os olhos ao perceber que Isadore parecia lhe fitar no fundo da alma. Sua atenção foi trocada quando escutou o trocadilho mal intencionado de Charles. - Bom, pelo menos foi só um tropeço. Se isso acontece quando está de olhos abertos, imagine se fosse cega? – Mimi fez uma careta malcriada.

Primeiro começou a falar em russo, mas percebendo que nem um dos dois entendia de fato. - Mas você é um sem educação. Você sabe que não teve graça nenhuma e foi desnecessário seu comentário? Perdeu uma ótima oportunidade de ficar com esse seu bico marrento enorme fechado. - Começou a discursar como se estivesse falando com uma criança e mostrando uma verdadeira raiva pelo comentário do corvino. - Não se preocupe, Wolfsbane, ele estava brincando. – Mas ela não convencia. - Ops. Desculpe. – Não reparou no que tinha acontecido. - Além de cega é ignorante. Eu não faço piadas. – Ele soltava fumaçinhas pelo nariz e orelhas. - De qualquer forma, não foi intencional. E não encoste em mim de novo. - Sentia um leve calafrio toda vez que Isadore pronunciava seu nome, era quase uma profecia macabra, mas ela realmente gostava da menina e achava que era recíproco. - Charlessssssssss. - Ela disse em resposta a forma como ele continuava tratando a prometida.

Para A surpresa da grifinória o carro freou bruscamente fazendo Mimi ‘beijar’ o banco da frente com toda a força e escutar um. - Ops, esqueci de avisar sobre o que os trouxas chamam de cinto! - Se controlou para não acabar estuporando Charles ali mesmo. Estava ficando com a paciência cheia dos ‘trolladores’ por um dia só, isso porque o ano letivo nem tinha começado oficialmente. Fez questão de se despedir rapidamente. - Mais uma vez obrigada pela carona, mas daqui eu sigo sozinha. - Não queria esperar, já estava na entrada da estação King's Cross. Pegou sua mala e foi embora meio que dando um até logo ao casal e agradecendo por ter chego pelo menos viva ao seu destino.

Passou a mão na testa satisfeita por ter chego, acreditava ter sido a primeira mesmo não estando participando daquela aposta e agora se arrependia disso. Foi até uma lojinha, ainda do lado de fora, onde comprou alguns doces e começou a caminhar pela calçada procurando algum conhecido. De repente sentiu uma pressão nas costas. - Ei garotinha, isto é um assalto, passa a mala! – Ela ia abrir a boca para fazer um escândalo quando. - Sem um ‘piu’ ou você vai comer doces em um lugar além deste. – Como assim o mundo estava tão violento? Mimi soltou os doces no chão e levantou as mãos. - Conte até 20 e não olhe para trás. – Os olhos arregalados e fixos na parede próxima. Percebeu que o meliante havia corrido já com sua mala, mas não teve coragem para se virar. Contou até 1000 até poder fazer alguma coisa novamente.

Começou a correr procurando alguém para lhe ajudar, encontrou um guarda, mas estava tendo uma crise de asma e só conseguia falar em russo. Ele achou estranho e saiu andando já que o dia estava meio maluco mesmo, então a única coisa que restava ela fazer era sentar e esperar. Caiu estatelada no primeiro banco que viu que dava visão para a Biblioteca Pública, ainda tinha seu dinheiro bruxo e trouxa nos bolsos, a varinha no cabelo como um palito, seu bilhete para Hogwarts, mas estava oficialmente sem livros e despida de guarda roupa. Ainda respirava com dificuldade olhando o horizonte que era bem próximo por causa da neblina até que finalmente uma luz no fim do túnel, era Elliot com um rosto de quem tinha ganho na loteria. ”Uns com tanto e outros com tão pouco.”

Resumo:
Mimi está indo para Londres com os irmãos Pointer e se recusa a participar da aposta da corrida. Procura uma forma solitária de chegar até a Estação King’s Cross, mas com sua falta de sorte acaba caindo em um buraco. Encontra com os Baudelaire que lhe dão uma carona e chegando na estação procura uma lojinha onde poderia comprar algo para comer do lado de fora, mas nesta brincadeira é assaltada e levam sua mala. Mimi está do lado de fora da estação, desesperada, com um ataque de asma e sem esperança. Fica sentada em um banco tentando recuperar o fôlego quando vê Elliot que está chegando nas proximidades da estação.

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Última edição por Mimi D. Wolfsbane em Dom Ago 05, 2012 2:28 pm, editado 3 vez(es)

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Re: Uma Aposta Inusitada! A Corrida para King's Cross!

Mensagem por Katrina Collin em Dom Ago 05, 2012 1:19 pm

Katrina se olhou no espelho e ficou contente com o resultado. Um suéter tão comprido de tricô vermelho com coraçõezinhos brancos feito pela sua madrinha que descia até a o final da sua coxa e deixava um dos seus ombros a mostra, uma calça jeans skinny simples e uma bota preta por cima. Para esconder os cabelos esvoaçantes uma boina também vermelha. Parecia uma menina comum e por isso ficou ainda mais feliz, gostava de ser como todos os outros justamente porque era diferente. Os vizinhos do subúrbio londrino achavam que a filha dos Collin possuía algum problema de saúde, sempre arredia, sempre de chapéu, lenços e outras coisas que cobrissem a cabeça, diziam que era careca e que ao invés de ir para o internato passava a maior parte do ano se tratando em algum hospital fora do país.

Esse tipo de coisa mexia com a vizinhança, não, eles não possuíam compaixão pela família, eles possuíam era um desejo louco de saber o que se passava na vida alheia. Até a Sra Peppers, uma simpática senhora de quase 80 anos, não perdia a oportunidade de aparecer sem ser convidada para tomar chá com Isabelle e mesmo assim nunca surpreendeu Katty sem o seu disfarce devido ao sistema de alerta mágico colocado em todas as entradas da casa. Ás vezes era divertido observar a cara de falsa piedade da velhinha, a meio veela se atrevia até a fingir tosse ou alguma dor nas juntas, brincadeira que era reprovada por sua mãe que muitas vezes não conseguia disfarçar o riso. O fato é que a pobre Sra Peppers, sempre deixava a casa dos Collin com uma impressão esquisita sobre a menina, balançando a cabeça negativamente.

Agora, Katty se preparava para deixar tudo para trás mais uma vez, e com frio na barriga guardou a varinha dentro da bota. Este ano seus pais não a levariam até a estação. Já era uma mocinha e por isso poderia pegar um táxi sozinha com suas malas. Havia se despedido do seu pai antes que ele saísse para trabalhar, nada muito dramático, pois agora poderiam se ver muito mais durante o ano. Logo o carro de aluguel estava buzinando e a Sra Collin apareceu no umbral da porta do quarto da filha com os olhos marejados. – Querida, o motorista está esperando.

-Já?Mãe por favor, não faça essa cara, logo, logo vamos nos encontrar em Hogsmeade, este ano com certeza as visitas ao vilarejo serão liberadas e poderemos nos encontrar bastante, o papai disse que dessa vez vai até vai tirar folga para ficarmos juntos o dia inteiro. – Colocou uma grande mochila nas costas que fazia às vezes de bagagem de mão. – Vai dar tudo certo! – Sorriu tentando disfarçar a saudade que já estava começando a apertar o seu peito.- Te amo muito!

-Também te amo, mas agora você precisa ir, ele já deve ter carregado as suas malas querida! – Despedidas a parte, Katty olhou ao seu redor, ficaria longe dos seus bichos de pelúcia, da sua cama cor de rosa e fofinha, aproveitou para abraçar sua mãe bem forte e inalar o cheirinho de lavanda característico de Isabelle. Acenou bastante, até o carro dobrar a esquina e deixar sua casa para trás por alguns meses. Virou para frente e ligou seu Iphone para ouvir música durante todo o trajeto, cada canção despertava uma lembrança e começou a viajar no tempo. Lembrou dos bons momentos com sua família, de Beaux, de Mabelle, Cerise e finalmente o ritmo da música ficou mais lento, saudoso e a imagem de Henri surgiu em sua mente. O menino mais legal, mas gentil e bonito do castelo francês. Não conseguiu guardar um suspiro que foi observado pelo motorista através do espelho retrovisor, acreditava que ele não podia ler mentes, mas pelo sim, pelo não corou somente com a ideia de alguém descobrir o seu segredo.

O percurso demorou um pouco devido ao trânsito, a cidade estava em polvorosa, aconteciam os jogos olímpicos trouxas, por isso mesmo a estação estava muito movimentada, além dos nativos, havia turistas engrossando o volume de pessoas e atrapalhando ainda mais a locomoção dos jovens bruxos que precisavam chegar à plataforma. O motorista com cara de poucos amigos ajudou a menina a colocar suas bagagens no carrinho enquanto Katty ajustava a mochila e o case do inseparável violão. Olhou para o grande relógio da estação e ainda estava cedo, provavelmente não haveria ninguém conhecido na plataforma já que a meio veela não era uma figura assim tão popular, então, tratou de despachar rapidinho a bagagem maior pela passagem bruxa e depois voltou a circular pela Londres trouxa com sua mochila nas costas.

Sabia que por ali havia lugares interessantes como a livraria dentro da biblioteca, poderia tomar uma bebida quente e comprar uns cartões para seus amigos de Beaux. Contente com sua independência, mesmo com aquele tempo ruim resolveu arriscar.Correu até o prédio e adentrou a loja com curiosidade, de vez em quando corria os dedos pelos lançamentos, lia uma ou outra orelha, se surpreendeu ao encontrou uma versão de bolso dos seus sonetos favoritos e pegou um exemplar e depois foi procurar alguns cartões para enviar quando chegasse em Hoggy, este ano Mabelle, Cerise e Henri receberiam notícias com imagens tipicamente britânicas. Para as duas primeiras já sabia o que escrever, coisas corriqueiras, conversas de menina, para o garoto, bem... Talvez um “Boas aulas?” Seria seco demais? Talvez “Boas aulas, saudades”? Muito atirado? E qual cartão mandar? Aquele com um casal e o Big Bang ao fundo? Ou o outro com um beagle observando a ponte de Londres ?
Ainda estava indecisa quando ouviu alguém chamá-la. - Se não for comprar nada da loja, é melhor se retirar. Tá atrapalhando o fluxo de clientes aqui.

-Chloe! - Abriu um sorriso. - Espero que suas férias tenham sido boas, como está? Bem, estou escolhendo alguns cartões para enviar aos meus amigos de Beaux, aqueles que te falei, a Mabelle, Cerise e para o Henri... - Quando pronunciou o último nome ficou vermelha novamente.

- Oi Kitty! Estou ótima e você? Bom, tudo depende da definição... Mas sim, foram razoáveis. - deu de ombros sem muita emoção. - Ah tah, seus amiguinhos. E você, que andou aprontando nas férias? Tá mais branca parece. Não tomou nenhum sol, menina? - fez cara de desaprovação.

-Mais branca? Não é difícil, não sai muito, a cidade está cheia por causa dos jogos e não quis levantar suspeitas, sabe como é, essa coisa de meio veela pode causar alguns incidentes quando as pessoas estão despreparadas. O que acha desse cartão? Gostaria de receber um desses?


- Ah isso explica essa palidez... Se não tiver doente, digo. - deu uma olhada no cartão antes de dizer. - Acho que sim, bonitinho até. Não sou muito dada a sentimentalismo, sabe como é.

-Eu acho que sei...- Respondeu sem realmente saber.- Bem, acho que vou levar esses e mais um livro de bolso para ler na viagem. Este aqui - Mostrou um livro pequeno com sonetos românticos. - É meu favorito, tenho em casa, mas não desse tamanho e com essa capa bonita. Vamos?

As duas conversaram mais um pouco, Chloe não era de todo ruim apesar do diálogo acima, Katty já estava se acostumando com o seumau humor e com sua displicência pelos nomes. Pagaram as compras e resolveram circular mais um pouco para conversar num lugar pouco ideal, ou seja, na biblioteca. Katrina queria ler os jornais do dia para acompanhar a delegação do Reino Unido e Chloe bem, parecia estar mais interessada nas revistas de moda e fofoca da área dos periódicos.

Enquanto as duas procuravam a seção, Katty observava distraidamente a prateleira que destacava os livros mais retirados. Foi seguindo o fluxo acompanhando os títulos até encontrar algo que lhe chamasse a atenção, pegou um volume da série literária Luxury e continuou andando e folheando ao mesmo tempo, parecia ser um daqueles livros que sua mãe não permitia, daqueles bem inapropriados, era sua única chance de saber o motivo e por isso não conseguia desgrudar os olhos sem nem saber onde estava quando sentiu um encontrão. Desconcertada, pela sua falta de atenção, pela posse do livro impróprio para sua idade, começou a balbuciar uma espécie de desculpa quando percebeu que havia trombado com uma cabecinha de fogo que apresentava uma cara de espanto. Sabe “aquela” cara de quando alguém é pego fazendo algo impróprio? Então era bem essa.

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I Nerd escocesa em Londres

Mensagem por Fae B. Pointer em Dom Ago 05, 2012 3:20 pm

I
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Dream a little dream of me escreveu:
“Havia brumas e ela não conseguia sentir o chão sob seus pés. Ainda assim percebia outros perto dela. Muitos outros. Todos de pé. A bruma engolindo metade de seus corpinhos infantis. Então viu aquele homem entre as crianças. E não precisou mais de uma olhadela para saber quem era. Seus olhos amendoados e tristes a miravam fixamente. Ele também sabia.

- Volte, menina! – A etérea mulher loira, tão altiva como uma elfa de "O senhor dos anéis" , ajoelhou ao seu lado. E através daqueles olhos azuis viu a si mesma, tão diferente do que realmente era. Viu os cabelos negros e os olhos rasgados de uma oriental. – Esse não é o seu tempo!


Então sentiu cocegas.


A mão cadavérica coçava o pescoço da caçula Pointer, enroscando-se com a corrente de prata e o pingente em forma de cruz que ela sempre usava. Longos dedos de plástico manchados de sangue falso. Fae acordou sobressaltada pensando que aquele era o sonho mais estranho de todos os tempos e que nunca iria contar a Elliot o que viu nos olhos daquele homem. Ao lado dela, aconchegado no travesseiro, o sapinho Turdi nem se abalou e continuou seu sonhinho. Fae jogou longe a mãozinha-despertador e saiu catando suas as coisas para se vestir na bagunça que chamava de quarto. Achou a camiseta dos Ramones debaixo de uns gibis de Walking Dead e seus amados coturnos em cima da televisão de 14 polegadas onde gostava de assistir as reprises de “Além da imaginação”. Então procurou a calça jeans e percebeu que não estava onde ela havia deixado: no armário de bugigangas ao lado do livro da Mary Shelley.

- Manhêêêêêêêê! Cadê meus jeans? – o grito ecoou pela casa azul de campo dos Blake Pointer e o respeitável senhor Angus, o patriarca daquela pequena toca, levantou uma das grossas sobrancelhas e pensou que aquela era apenas mais uma manhã agradável em família.

E voltou a ler seu livro sobre o comportamento dos lobisomens no Canadá.

***

O dia não começou bem para Fae. Mães deviam ser proibidas de mandar lavar calças dos filhos em dias de viagem. Resultado: só de birra a menina pegou a saia mais curta do guarda-roupa, que combinou com uma meia calça escura e seus sujos amados coturnos. O capuz do moletom preto cobria os cabelos vermelhos, mas não o bico de zanga que a caçula Pointer fazia. “Tudo bem”, pensava ela, “o dia não está totalmente perdido! Ainda tenho que colocar a Operação Castiel em ação”. O lance todo se resumia ao seguinte: Elliot não era o único que queria resolver coisas sozinho em Londres Below. Ela também queria traficar itens que seus pais não deixariam levar para Hogwarts. Tinha uma lista dessas coisas e todas eram ligadas aos seus estudos e pesquisas sobre criaturas sobrenaturais. A ideia da aposta com Elliot veio bem a calhar e para que Mimi não a acompanhasse (e voltasse a repetir seu monologo sobre como a agua benta não fazia efeito no Azazel-zôio-amarelo) disse à amiga que precisava ir sozinha para não ter dúvidas sobre quem ganhou a aposta.

Então na hora certa ela colocou o capuz do moletom preto cobrindo os cabelos e correu puxando sua mala de rodinhas com um enorme desenho do Gizmo, indo na direção contraria a de Elliot. Turdi, o sapinho, ia confortável no bolso do moletom, torcendo para que o balança-balança proporcionado por aquele corre-corre acabasse logo. Fae escolheu usar os atalhos de London Below, conforme o mapa que tinha desenhado em casa, para chegar aos lugares mais rapidamente e evitar a chuva. Primeiro passou na igreja mais próxima e, como quem não quer nada, encheu duas garrafas de água benta da pia batismal. Depois foi encontrar-se com um cara estranho que morava em um telhado e que, tinham informado a ela, possuía um “Diário de Caçador”, com um apanhado de criaturas sobrenaturais e dicas para lutar contra elas. Encontrou o homem e conseguiu o Diário após uma longa negociação, na qual ficou estabelecido que ela desse em troca uma penca de bananas, o sanduíche de atum que a mãe havia feito pela manhã, uma garrafa de água benta e seus livros usados de História da Magia.

Ficou triste pela perda de uma das garrafas, o que não estava em seus planos, mas foi por um bom motivo e de quebra ainda ganhou um vidrinho de pó-de-mico e outro de óleo de cozinha, que poderiam ser bastante úteis. Fae guardou o “Diário do Caçador” na mala entre suas roupas de baixo, bem escondidinho, já que agora aquele era seu bem mais precioso depois de Fantasma, sua varinha. Guardou os vidrinhos no bolso do moletom e aconchegou o sapinho Turdi o melhor que pode. Agora era hora de seguir pelos atalhos de Londres Below rumo a King’s Cross e ganhar a aposta.

***
E não é que a menina chegou cedo? Olhou o relógio assim e pensou que era impossível Elliot ter sido tão rápido e feito as coisas que queria fazer. Abriu aquele sorriso de orelha a orelha e quando ia entrar na Estação percebeu que a British Library era ali do lado. E que lá vendiam também livros. Eque os muggles não tinham restrições de vender livros de ocultismo que caso fossem parar em Hogwarts provavelmente seriam proibidos. Claro que ela não resistiu a ideia de ver se havia algo de macabro para atiçar sua cabecinha vermelha. Uns minutinhos não iriam fazer diferença. Entrou na biblioteca procurando a parte onde podia comprar livros. Havia um compendio interessante sobre a série muggle Supernatural que Fae desejou muito possuir. Tinha dinheiro suficiente, mas seria tão fácil esconder dentro do moletom e sair. Ao mesmo tempo lembrava-se do pai contando que não gostaria de ver sua filhinha com aqueles maus hábitos. Sabe quando um diabinho e um anjinho se sentam cada um em um ombro e sussurram coisas dispares? Fae quase os podia ver, tão ruivinhos, cada um tentando convence-la a roubar ou a não roubar o livro.

Estava naquela indecisão quando recebeu um esbarrão. Já ia se virar pra gritar uns palavrões em latim que Mimis havia ensinado, mas quando ia abrir a boca percebeu que se tratava de Katrina Collins. E próximo dela estava Clotilde, uma das sonserinas.

- Er... Colins...Clotilde – e fez aquela cara de cachorro que lasca o chinelo do dono e é descoberto com sola na boca. – Vocês por aqui!? E que leitura é essa, Collins O_O??? – perguntou sem disfarçar o espanto ao ler o titulo do livro nas mãos de Collins

A interrupção na discussão entre o anjinho e o diabinho contou pontos a favor do primeiro e Fae foi para a fila, seguida pelas duas meninas, para pagar o livro. Só ai olhou novamente o relógio e:

- ESTÁ TARDE!!! – quase gritou horrorizada com a ideia de Elliot ganhar a aposta e puxando a mala do Gizmo, arrastou as duas meninas para fora da biblioteca rumo a King’s Cross. Bastava atravessar a rua e Rá, PERDEU ELLIOT!!!
O que aconteceu??? escreveu:
Após um sonho estranho, Fae dá seguimento as aventuras dos Pointer na Londres Below. Colocando em prática a "Operação Castiel", ela vai reunindo uma série de itens para usar no ano letivo durante suas aventuras. Após uma troca com um pitoresco morador de London Below, ela consegue um "Diário do Caçador". Conhecemos também o sapinho Turdi e a varinha Fantasma.

Por fim, Fae encontra Katrina Collin e Chloe Hertsgaard e arrasta as duas meninas para King's cross afim de ganhar a corrida.

PS. Post muito longo, mas é só um aquecimento. Próximo será tamanho padrão.


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Re: Uma Aposta Inusitada! A Corrida para King's Cross!

Mensagem por Chloe Hertsgaard em Seg Ago 06, 2012 2:13 pm

Ah sim! Aquele era um dia iluminado. Dia da volta às aulas em Hogwarts. Chloe até havia acordado mais cedo naquela manhã de sábado. Seu sorriso era tão grande que podia cegar quem olhasse diretamente. Tudo aquilo porque finalmente iria se livrar da companhia de Gurtie e da monotonia que era aquela casa. Pelo menos um ano letivo inteiro. Já que nas festividades nunca voltava para casa, não tinha aquelas tradições que muitos alunos possuíam. Abriu as janelas do quarto já dizendo:

- Que lindo dia! – a chuva caía, o céu estava cinza e um trovão se fez ouvir. Ainda assim estava perfeito.

Os malões já estavam prontos e Docinho dormia em cima da cama da garota. Em um ato impensado Chloe se arriscou em pegar o bichano e apertá-lo. Durou apenas dois segundos antes do gato arranhar seus braços e a garota o jogar para longe. Apesar do gênio maligno e estressado ele era um bom gato, fiel como deveria ser. Saia às vezes pela noite para fazer coisas de sua natureza animal, mas sempre voltava com sua carinha brava. Dado o horário certo, com os malões em mãos e Docinho em sua casinha, Chloe se dirigiu para o táxi que esperava para levá-la até a Estação King Cross. Sua liberdade estava próxima. Se virou para olhar Gurtie e dizer:

- Adeus Gurtie. Divirta-se sem mim, e aproveite para dar um trato nessa juba e nesse visual ho-rro-ro-so durante o ano. Vão começar a te confundir com um zumbi. Isso se não atirarem primeiro e perguntarem depois... – deu de ombros e entortou ligeiramente a cabeça enquanto a encarava.

- Já vai tarde querida Chloe Mary-Emily... – a velha era realmente desprezível. – e blábláblá... – isso foi o que a inglesa escutou depois do terceiro nome.

O caminho até a Estação King Cross não poderia ter sido pior. Chuva, ruas interditadas, congestionamentos, buracos, e todas essas coisas caóticas. Quando finalmente depois de várias emoções chegaram ao local, devido a uma freada brusca, Docinho pulou no homem e não queria largar mais. Foi um custo Chloe conseguir tirar as garras do felino do rosto do mesmo, principalmente porque não conseguia parar de rir histericamente da cena. Devido ao incidente o motorista achou melhor nem cobrar, talvez pelo charme da sonserina. Na verdade foi por isso: ‘- Ou você não me cobra nada, e veja como um favor, ou esse gato vai pular em você de novo.’

Chloe acenou para o veículo que saía em disparada dali. Acariciou o gato e pegou seus pertences, próximo passo seria a Estação 9¾. O caminho já era conhecido, mas algo lhe chamou a atenção. Foi em uma revistaria que tinha ali perto que viu Katrina olhando alguns postais. Iria dar um sustinho na lufana para depois seguir para a Estação. Entrou na loja e se aproximou da garota pelas costas.

- Se não for comprar nada da loja, é melhor se retirar. Tá atrapalhando o fluxo de clientes aqui. – no mínimo a garota tinha gelado de medo.

- Chloe! – sorria. – Espero que suas férias tenham sido boas, como está? Bem, estou escolhendo alguns cartões para enviar aos meus amigos de Beaux, aqueles que te falei, a Mabelle, Cerise e para o Henri... – a lufana ficou vermelha em dizer o último nome que Chloe já nem lembrava mais, depois iria investigar aquilo.

- Oi Kitty! Estou ótima e você? Bom, tudo depende da definição... Mas sim, foram razoáveis. – para não dizer que foram totalmente desperdiçadas. – Ah tah, seus amiguinhos. E você, que andou aprontando nas férias? Tá mais branca parece. Não tomou nenhum sol, menina? – a inglesa não tinha tomado sol, mas Kitty estava realmente mais branca do que a sonserina se lembrava.

Katrina murmurava sobre a cidade estar cheia e ela não ter saído, por isso não tinha tomado muito sol, certamente. Também dizia sobre o fato de ser meio veela e não querer levantar suspeitas e comentários pelos trouxas. Por fim mostrava um cartão a Chloe e perguntava o que a sonserina achava do mesmo, e se gostaria de receber um. A inglesa respondeu o mais sutil que conseguiu. Conteve-se para não soltar um: ‘AI QUANTA BREGUICE, KITTY. MANDA ALGO QUE SEJA MAIS ÚTIL E USÁVEL. AGORA UM CARTÃO...’

Daí Collin também dizia que ia levar um livro todo romanticozinho e etc. Chloe ligou o tico no teco e descobriu, pasmem, sem a ajuda de ninguém que Kitty estava apaixonadinha pelo tal garoto que ela queria mandar um cartão e ficava vermelha só de falar seu nome. A sonserina não se lembrava do nome, nem nada que ela tenha falado dele, se ela tiver falado. Mas enfim, tudo bobagem na opinião da inglesa. Dava até ânsia só de pensar nos dois juntos de mãos dadas, dizendo que se amavam e essas coisas de pessoas apaixonadas. Eww.

Distraída olhando revistas só se deu conta de que havia outra pessoa entre elas quando ouviu um ‘Clotilde’. O que fazer numa hora dessas? Ignorar, manter a classe, ou partir pra cima da ruiva para uma briga de garotas no piso da livraria? Não deu tempo de se decidir porque a grifinória, que era conhecida por Fanny pela sonserina, já gritava um ‘ESTÁ TARDE!!!’, bem escandalosamente. Chloe teve que segurar firme Docinho para ele não fugir de susto. E também porque estava sendo arrastada para sabe-se-lá-onde. Na verdade era para a Estação. Suspirou aliviada por não estar sendo vítima de um seqüestro. Nunca se sabe qual é a verdadeira identidade das pessoas. Mas tentava de algum jeito correr com a bagagem e com Docinho nas mãos ao mesmo tempo. A qualquer hora poderia tropeçar e cair no chão molhado. Ou então sofrer arranhões, mas era um risco a se correr. Ela só ainda não sabia porque exatamente.

Le resumo: Chloe esta feliz por se livrar de Gurtie por um ano inteiro. Pega um táxi para a Estação e quando chegam ao destino Docinho arranha a cara do motorista, que não cobra nada da sonserina. Daí Chloe avista Kitty (Katrina), numa livraria próxima e vai lá falar com a garota. Depois se vê arrastada por Kitty e Fanny para a Estação

Spoiler:
Se tiver algum erro, sorry. @@ e qualquer coisa edito. XD

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II - O Gizmo se remexe muito

Mensagem por Fae B. Pointer em Seg Ago 06, 2012 7:56 pm


II
O Gizmo se remexe muito.



A cara assustada de Gizmo balançava conforme as rodinhas encontravam buracos ou elevações. Quem visse a cena de longe de certo acharia engraçadas aquelas três garotas, cada uma tão diferente da outra, correndo juntas sabe-se lá de quem, sabe-se lá para onde. Pararam na frente da faixa para pedestres, aguardando o sinal abrir para elas. Fae continuava pulando para manter o ritmo da corrida. Gizmo, na mala, subia e descia, ia para um lado e para o outro no mesmo ritmo da caçula Pointer.

- Meu irmão e eu convencemos nosso pai que já estamos crescidos o suficiente para andar sozinhos em Londres e quando o pai foi embora apostamos para ver quem conseguia cumprir um itinerário e chegar a King Cross primeiro. Eu fiz o caminho pela London Below, peguei uns atalhos, mas perdi muito tempo na British Library!

Aproveitou a parada para contar as meninas, entre pausas para respirar e muitos pulinhos, o porquê de toda aquela correria. Foi então que ela estreitou o olhar para a calçada da entrada da estação e viu Mimis sentada em um banco, com cara de cachorro que caiu da mudança. Sentiu peninha da amiga e jurou que quando a aposta estivesse decidida (com a vitória dela, claro) iria depenar a criatura das trevas que havia feito mal a sua amiguinha. Mas tal resolução quase não foi mentalmente completa porque bem próximo a Mimis, caminhando na mesma calçada vinha Elliot e sua malinha.

-FÚÚÚÚÚÚÚ!!! É o meu irmão! – Ela deu um gritinho interrompendo qualquer coisa que Clotilde e Katty estivessem dizendo. Virou para as duas meninas com aquele olhar insano que fazia Mimi se esconder debaixo da cama prevendo uma tragédia. – Pago uma cerveja amanteigada para as duas SE vocês me ajudarem a entrar na estação antes dele!

Foi o tempo de o sinal ficar verde para elas e láááááááááááááaáááá vai o Gizmo pululando mais que o sapinho Turdi escondido dentro do bolso do moletom. O que? Verdade, até agora não ouvimos nem um leve coaxar desse leal companheiro de Fae nas últimas linhas, mas não é necessário recear, ele esta bem adormecido na verdade e promete aparecer assim que a Pointer danadinha se acalmar um bocado. Enquanto isso apenas dorme e continua alheio aquela estranha corrida.

A caçula Pointer Apressou seus passos como se fossem os segundos finais dos 400 metros na Olimpíada. Passou como uma flecha por uma Mimi macambuzia e sem tempo para parar apenas disse:

- Deixa de mimimi, levanta a bunda desse banco e me ajuda a chegar antes do Elliot òó !!!

Os olhos faiscantes da ruivinha caíram sobre seu alvo, o irmão que estava de costas para ela e socializava com as gêmeas Perkin. Fae sorriu diabólica. Elliot era meio babão com certas garotas e a Perkin mais bonequinha tinha aquele dom de deixá-lo agindo como um bobão. Melhor para ela. Correu que nem louca, imaginando se estavam realmente tocando Charriots of fire ao fundo e quando chegou perto o suficiente gritou:

- ADIOOOOS, SWEETIES!!!

A educação passou longe, mas depois se desculparia com as Perkins. Deu um esbarrão em Elliot e seguiu para a entrada da King's cross. Faltavam apenas poucos passos para pisar na estação e vencer a perrenga ò.ó / .

O que aconteceu??? escreveu:Enquanto espera o sinal abrir para atravessar a rua, Fae conta a Katty e Chloe sobre a aposta com Elliot. Pouco depois ela avista Elliot, as Perkins e Mimi do outro lado da rua e fica desesperada para ver se ainda consegue chegar primeiro. Então ela pede a lufana, a sonserina e a grifinória que a ajudem a chegar antes dele.


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Re: Uma Aposta Inusitada! A Corrida para King's Cross!

Mensagem por Katrina Collin em Seg Ago 06, 2012 8:38 pm

Foi tudo muito rápido! Katrina ainda estava tentando balbuciar alguma desculpa e conseguiu gaguejar apenas: - Éeeeee não deveriam deixar essas coisas assim, ao alcance de qualquer pessoa, realmente não é algo apropriado para todas as idades, imagina se alguma senhora desavisada como eu, quer dizer não sou senhora, sabe e ... – Porém, ela tinha certeza que ninguém ouviu e se ouvisse não iria engolir, mas, isso não importava, jogou o livro em qualquer lugar e prometeu para si que um dia voltaria para pedir desculpas pela bagunça. Era realmente indelicado sair arremessando livro nos outros, mas ela não sabia muito bem o que fazer.

Fae havia agarrado a manga do seu suéter e iniciado uma corrida de obstáculos pela região da estação, será que a menina estava fazendo algo errado? Fugindo de bruxos das trevas escondidos pelos becos da cidade? Não. Era uma simples aposta, poderia ficar brava, mas por algum motivo se deixou levar pela brincadeira, apesar dos encontrões não se divertia dessa forma há muito tempo. Com a mão solta tentava segurar a boina para não deixar seus cabelos flutuantes à mostra e a sua mochila grande e pesada batia contra suas costas bagunçando tudo o que estava lá dentro.

A meio veela era arrastada sem qualquer critério, trombado nos transeuntes e quase tropeçando nos próprios pés. – Ai desculpa, foi sem querer... – Quando errubou a sacola de uma mulher. – Moço perdão! – Separou um casal que andava de mãos dadas. – Foi sem querer! – Gritou olhando para trás, mas ainda no ritmo da grifinória. Enquanto Katty se desculpava com metade dos habitantes do Reino Unido, Mimi havia se juntado ao “bonde” de Hogwarts no maior tche tche re tche tche dos últimos tempos.

Quando já haviam avançado uns bons metros na estação, Fae pareceu alcançar o seu triunfo, viu o seu irmão conversando com as meninas Perkins, Katrina as conhecia apenas de vista, enquanto a garota Pointer foi a primeira pessoa com quem socializou na nova escola, se podia fazer alguma coisa para ajudá-la deveria ao menos tentar, depois negociaria lei do silêncio sobre a leitura na biblioteca. A lufana conseguiu se desvencilhar daquela verdadeira quiçaça formada por Chloe, Fae e Mimi tentando interceptar o primogênito Pointer com um golpe muito baixo, puxou a boina para deixar seus cabelos platinados dançarem ao vento e disse em voz alta: - Hey Elliot preciso de você! – Será que o encanto veela faria efeito?


Spoiler:
Na tentativa de ajudar a amiga, Katrina tentar o poder de persuasão das veelas, como ainda ninguém tem ficha postada, vai no calor do momento!

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Capítulo II

Mensagem por Elliot B. Pointer em Seg Ago 06, 2012 9:29 pm

No episódio anterior...:
. Capítulo II .

- Ué, esse é o caminho!

Essa foi a resposta que ouvira da amiga Aileen, após sua indagação da razão de terem pego aquele caminho... Arqueando a sobrancelha e olhando rapidamente pra frente, no congestionamento, ele acabou não percebendo a manifestação de Aubrey sobre a posição de sua irmã por cima dela. Olhando pra Aileen, escolhendo as palavras, ele disse:

— Ah, mas a Euston Road tá com congestionamento. Parece que abriu um buraco por causa dessa chuva. Se vocês derem a volta pelo Regent’s Park talvez... Não, ali, ó. Acho que dá pra chegar na Cardington e de lá até a Evershlto. Depois da Eversholt, pega a Phoenix e é só engatar na Pancras que, voilá, King’s Cross! — Elliot estava feliz por ter conseguido se lembrar tão bem do que memorizara, ainda mais podendo ajudar uma amiga. Agora ele só precisava achar um táxi pra poder não chegar atrasado também...

- Ai, já que vamos dar carona, entra logo Elliot! — Aubrey manifestou-se, ao lado de Aileen. Embora em um tom ríspido, o que fez Elliot arquear a sobrancelha.

— Ho! Vão me dar carona? Nossa, muito obrigado! Eu estava preocupado que pudesse molhar muito minhas coisas nessa chuva. Clima louco esse de Londres, não havia nenhuma frente fria na região e do nada, dez graus! — nada mais inglês que falar do tempo, definitivamente. Ele equilibrou os pertences em um único braço enquanto que com o outro fazia o movimento rápido de abrir a porta. Aubrey saltou pra o lado oposto ao do banco traseiro, onde, pra surpresa dele havia outro banco. Sem muita cerimônia, já que era o carro de outra pessoa, ele colocou os pertences no chão. Deveria ser rápido ao fechar a porta. Assim a chuva não entraria mais e a senhorita Perkins não brigaria com ele. O tom ríspido ao falar da carona o alertara que provavelmente ela estava em um dia de mau humor. Devia ser o frio. Procurando descontrair, ele continuou puxando assunto enquanto afastava as coisas pra poder entrar. — Precisavam ver as centrais de flu! Todas lotadas por causa da 9 3/4 fechada hoje. Os metrôs estão lotados! Parece dia de campeonato de quadribol! Mas foi até bom porque assim eu posso mostrar o caminho pra vocês. Tive que memorizar o mapa de Londres já que a gente ia sem nossos pais, hoje. Eu e minha irmã. Aliás, tomara que ela já não tenha chegado, não quero pagar cerveja amanteigada por uma semana pra ela... — com um leve olhar pra janela, ele permitiu-se pensar na irmã, mas até o momento nada de alarme no mecanismo que deixara nela. Respirando fundo, ele permitiu-se contemplar o carro. Precisava de um assunto que não fosse tecnologia ou sua própria vida pra que a senhorita Perkins não o odiasse tanto. Fechando a porta, deixando o frio e a chuva lá fora, prosseguiu. — Nossa, agora que reparei. Aqui tem mais espaço que meu cômodo na Grifinoria... Licencinha.

Realmente era espaçoso e se ele soubesse que a sorte iria sorrir pra ele naquele dia de chuva, ele teria adquirido aquela geladeira – mesmo que nesse pensamento ele esquecesse do quanto atravessara o Regent’s Park a pé, o que seria impossível, carregando uma geladeira. Com toda a educação de uma dama, a senhorita Perkins o recepcionou.

- Você pode colocar suas coisas... – como não queria incomodá-la ou deixá-la mais mau humorada, ele colocou as coisas no chão e umas no banco à frente. Assim ela não acharia que ele estava sendo descortês com a oferta educada dela. — É... ok então.

- Não seja bobo, Elliot! Fique a vontade! — disse Aileen, ajudando o garoto a ajeitar as coisas. A amiga se divertia com aquilo, definitivamente. Talvez fosse por isso que eles se dessem tão bem. Simplicidade.

— Obrigado, Aileen! Então você e a senhorita Perkins vão sem seus pais hoje? Tão legal isso, né? Essa independência por estarmos mais velhos.

Dando uma nova mostra da grande educação dela, Aubrey manifestou-se, o que fez o garoto arquear a sobrancelha, tentando ser atencioso. Não podia ser mau educado, sua mãe o mataria e ele não se perdoaria, afinal, era a irmã de Aileen, uma de suas melhores amigas.

- Tudo bem Eliott, pode me chamar de Aubrey. A não ser que você queira que eu te chame de Pointer...

Surpreso pelas palavras da garota, ele sorriu. Realmente aquela formalidade excessiva poderia causar impessoalidade e pelo que ela demonstrara, não havia espaço para isso entre amigos. E ela era uma amiga. Era justo, então.

— Tudo bem, senhorita Perkins! Quero dizer, Aubrey. Está melhor assim, senhorita Perkins? — Elliot sorriu, enquanto sua mente apagava a informação dada segundos antes. Aparentemente essa memória ocuparia o último dígito do resultado da constante de Bolltzman, então, ela optou por deixar aquela memória temporária, não se firmando. — Mas e aí, Aileen? Como foram as tuas férias e as da senhorita Perkins? Se divertiram muito?

- Não tanto quanto gostaria. Meus livros acabaram antes do tempo e, bem, demorou bastante para voltarmos. – Mas no geral, foi muito proveitosa. Você nem imagina o caderno de apostas que montei!

Elliot abriu um sorriso, acompanhando a amiga. Apesar de não entender nada de esportes, ele auxiliava a amiga nesse hobby aqui e ali, quando ela solicitava. Olhando para o motorista que estava atrás de Aubrey, ele adiantou-se, afastando alguns dos equipamentos e ajoelhando-se no banco ao lado da jovem lufana, disse:

— Pronto, agora é só pegar a direita ali e seguir em frente. Essa aqui é a Pancras. Olha ali a King’s Cross!

O carro estacionou ao lado da King’s Cross. Elliot cerrou o olhar, pois sabia que sua irmã faria questão de estar ali e mostrar que ganhara. O que não acontecera... Ela provavelmente estava aprontando algo, então. Sabia que a pestinha não iria se perder, afinal, ela era uma Pointer, uma perdigueira – raça canina conhecida por seu faro e sua capacidade de seguir rastros. Abrindo a porta, ele descarregou alguns dos pertences que adquirira e estendera a mão para ajudar uma das gêmeas a sair do carro, quando ouviu toda uma barulheira, som de apitos de automóveis e algo como um vagão de mina correndo desenfreadamente por algum túnel abandonado com um arqueólogo dentro tentando manter seu chapéu... Nesse exato momento ele viu uma cabeça vermelha correndo na sua direção e algo atrás dela iluminou-se, como um sol rompendo as nuvens cinzas que cobriam a cidade e espantando o frio daquele dia. Só que nesse devaneio, ele esquecera o que estava por trás dele e, pisando numa chapa de metal, acabou deslizando pela calçada molhada em direção ao King’s Cross como um surfista de enchente, o que fez com que uma grande quantidade de água respingasse sobre uma das gêmeas. Chocando-se contra um degrau, o garoto voou, enquanto, simultaneamente, largando o malão, sua irmã corria desenfreadamente na direção da entrada. Vendo que o irmão ia ganhar a dianteira por causa desse evento, ela se jogou pra frente. E os dois caíram lado a lado na entrada da King’s Cross, com uma chapa de metal tamborilando mais à frente até parar. Olhando pra irmã, olhando para a chapa, ele disse:

— Acho que a chapa ganhou...


Resumo e Próximo Capítulo:
Com a sorte soprando ao seu favor depois de tantos imprevistos, Elliot conseguiu uma carona com as gêmeas Perkins, após indicar um caminho alternativo que as tiraria do congestionamento. Chegando em frente à estação King’s Cross, ele se depara com um pelotão correndo com sua irmã na direção da entrada. Como cartada triunfal, Katrina Collins usa de sua beleza radiante, que ofuscando o garoto o faz pisar numa chapa de metal que desliza pela calçada molhada em direção à entrada. Os irmãos chegam juntos ao mesmo tempo e quem vence a aposta é a chapa, que caíra mais à frente.


Próximo Episódio: Capítulo III


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Re: Uma Aposta Inusitada! A Corrida para King's Cross!

Mensagem por Mimi D. Wolfsbane em Ter Ago 07, 2012 12:45 am


Eu Pago .II

Tudo acontecia tão rápido que já tinha perdido a noção temporal. Todo o tempo que passava com os Pointer era assim, uma hora e de repente parecia que tinham passado dias. Era tudo mais intenso e divertido. Quando viu o cabelo ruivo de Fae correndo do outro lado, atrás de Elliot, Mimi esqueceu de tudo que tinha acontecido consigo. Aquela coisa inusitada que os irmãos tinham fazia a menina se sentir confortável, em casa e não em uma situação desagradável como a que estava. Encontrava-se completamente molhada pelo tempo que passou sentada meio catatônica e sem reação. Precisou de tempo para recuperar o fôlego e da visão de amigos para esquecer os males. Não esperava de verdade que eles notassem seu estado ou o fato de estar sem nada, mas não ligava, pois ela iria rir e bastava.

Quando teve uma noção espacial de todos, ela começou a rir. Primeiro pensou em qual dos dois irmãos ela ajudaria, depois pensou no que o perdedor iria fazer com ela. (Caso fosse Fae a perdedora ela já podia se imaginar acordando com um sorvete no ouvido e se fosse Elliot, bem se fosse ele não mudaria muito, pois ele sempre conseguia tirar a jovem do sério.) Bom, por sorte do destino não teve que fazer nada entre o ‘levanta a bunda daí’ e a tsunami que atravessou a rua. Seus olhos apenas acompanharam tudo com aquele espanto admirável de quem gostaria de repetir a estripulia de surfar em uma super poça ou saltar de peixinho no chão. - Wowwwww... – Ela viu toda a cena em câmera lenta. Quando tudo parou no tempo ela se levantou com toda a elegância que o resto das suas vestes permitia e foi na direção dos Pointer.

Ela se aproximou deles devagar, as gotas da chuva fina escorriam pelo seu cabelo, rosto, ombros, chegavam a machucar conforme a intensidade variava. Ajoelhou olhando os dois irmãos e abriu um sorriso. - Você caiu que nem uma Ba-ba-ba, ba-ba-na-na. Ba-ba-ba.. – Começou a rir, mesmo sabendo que o momento era inapropriado. Teve que segurar o estomago com os dois braços apoiados e só depois de uns oito segundos e meio de diversão ela se recompôs, apesar da dificuldade dada seu estado, e estendeu as mãos para ajudar os dois irmãos. - Foi um grand finale digno de super produção. – Esperou que os dois aceitassem a ajuda. A chapa parou de fazer barulho e as pessoas que observavam a cena começaram a se dispersar. - Depois dessa eu pago as rodadas de cerveja amanteigada para vocês dois, valeu o preço dos ingressos para essa exibição. – Alguns trouxas não compreendiam toda a agitação e se aglomeravam para em seguida dispersar com a frustração de que eram só crianças fazendo estripulias, mas mal sabiam eles.

Depois de ajudar os dois ela foi até a chapa caída mais à frente e recolheu o objeto para então devolve-lo para Elliot, mas não sem antes soltar um alto. - Essa foi muito boa Collin, você acabou de ganhar meu respeito. – Não ouviu o que aconteceu lá trás, mas só de ver a cena e perceber a óbvia aparência de Katrina se aproximando ela pode tirar suas próprias conclusões. Acenou para as outras meninas que se juntavam ao grupo e deu largos sorrisos. - Acho que agora todos nos podemos seguir civilizadamente para o Expresso!!! – Saiu andando na frente cantando baixinho e dançando. - Yo plano hu, la pa no no tu, ma banana like a nupi talamu Banana ba-ba... – Aquele seria um grande ano, um grande ano letivo.

Resumo:
Mimi fica em dúvida sobre quem ajudar, mas no final com o empate ela resolve ser ela quem vai pagar a aposta da qual nem participava. Sai cantando feliz depois de um dia difícil.

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Só termina quando acaba já dizia seu Madruga

Mensagem por Fae B. Pointer em Ter Ago 07, 2012 8:44 am


III
Só termina quando acaba já dizia seu Madruga



E nos segundos finais ela correu mais que se tivesse visto uma hexenbiest na entrada da King Cross. O que? Se você visse uma hexenbiest a frente correria na direção contrária? Bom, como parece que nossa caçula pointer não possui todos os parafusos bem apertadinhos debaixo daquela cabeleira vermelha, então sim, ela correria saltitante para cima da hexenbiest. Mas aquele não era o caso. O caso era que aparentemente a sorte havia decidido que seu irmão ganharia, mas Fae Blake Pointer era do tipo que arranja confusão até com o destino. Não iria deixar a coisa fácil assim e como momentos desesperados exigem ações desesperadas. A ruivinha largou a mala do Gizmo e enfiou a mão no bolso para tirar Turdi da linha de perigo. Esticou o braço e então se jogou no chão. Cena épica para quem passava na frente da estação: um guri surfando uma chapa de metal e uma guria escorregando de peixinho com um sapo na palma da mão?! Coisas normais na casa dos Pointer.

— Acho que a chapa ganhou... – disse Elliot e a menina abriu os olhos para ver que eles estavam deitados lado a lado no chão e mais a frente a chapa de metal. Turdi pulou da mão de Fae para o rosto de Elliot, coaxando alegremente por ainda estar vivinho. A menina bateu algumas vezes a cabeça contra o chão enquanto Mimis cantarolava.

- Pelo amor do blutbad, por que eu >.< ??? – perguntava a si mesma. Então levantou e deu dois pulos até entrar na estação e em seguida gritar – SEGUUUUUUNDA a chegar!!! Primeira humana Pointer a por os pés na estação. RÁ! – chamando atenção de um casal de meia-idade que adentrava a King Cross naquele exato momento – Que foi? Tão olhando o que ò_ó?

E então se lembrou da sua malinha e correu para resgata-la naquela confusão. Gizmo era o guardião de suas preciosidades e ninguém era besta de se meter com um Gremlin e uma Pointer insana. Aproveitou e pegou as coisas de Elliot também dando um “Yo, Perkins, desculpa ai a confusão! É nózis!” quando passou pelas gêmeas. Turdi pulava seguindo a menina, até que ela finalmente o pegou de volta e aconchegou-o no ombro, meio escondido entre os cabelos vermelhos. Voltou para perto dos amigos a tempo de ouvir Mimis elogiando Katrina e propondo que “todos seguissem civilizadamente para o para o Expresso” Civilizadamente e Pointer na mesma frase? Devem ter dado alguma bebida estranha para a russa. Sim ou com certeza?

- Essa foi a piada do dia? – perguntou puxando a sua malinha e as tralhas de Elliot. Gizmo agora ia mais tranquilo, dançando uma polca. – ELLIOOOOT, você não sabe... – a menina deu um gritinho louca de vontade de contar suas aventuras na Londres Below, mas lembrando-se que não estavam sozinhos, engoliu as palavras e deixou a estória sobre o “Diário do caçador” para mais tarde. -... o Turdi fez xixi nas suas tralhas =D

-Katty valeu a sex seduction! Então, vumbora entrar? - perguntou e entrou mesmo sem esperar a resposta

O que aconteceu??? escreveu:Apesar do empate técnico entre os irmão, Fae dá seu jeito de dizer que ganhou de “alguma forma”. Ela aproveita o tempo e recuperar sua mala e as bugigangas do irmão.

Fechando ações para ir cutucar o Tio karl djá djá \o/


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Capítulo III

Mensagem por Elliot B. Pointer em Qua Ago 08, 2012 11:09 pm

No episódio anterior...:
. Capítulo III .

Elliot ignorou as manifestações de sua irmã sobre humanos e placas metálicas que pudessem ter chegado em primeiro ou em segundo lugar. Ainda tentava entender tudo que acontecera naquela fração de minuto, levando as mãos à cabeça, quando percebeu Katrina Collins aproximando-se com a outra amiga sonserina de Fae. Agora tudo se encaixara, ele tinha sido alvo do encanto de uma meio-veela e como tudo tinha acontecido muito rápido, ele não tivera tempo de resistir aplicando a razão em suas atividades cognitivas. Mas, tudo bem, fora uma ótima jogada. E aquela era uma informação valiosa, que poderia ser utilizada posteriormente. Enquanto sua cabeça reprocessava tudo, Fae recolheu o maquinário que ele arranjara e o entregara tudo. O maquinário... A limosine... As irmãs Perkins... Um jato de água subindo enquanto ele surfava numa placa de metal voltou à mente, bem como a visão de Aubrey molhada enquanto secava-se com um simples feitiço evitando educadamente olhar pro grifinório.

— Srta. Perkins... — sussurrou, sem saber o que dizer.

O garoto pensou em ir ajudá-la, mas deteve-se. Ele sabia o que aconteceria: Assim que ela o desculpasse, algo novo iria acontecer e a deixaria duplamente com raiva dele ou constrangida. Sempre fora assim... Ele tinha essa habilidade de fazer algo e quando ele não o fazia, a vida fazia por ele utilizando-se de alguma situação paralela que poderia ocorrer em qualquer momento, mas escolheria o momento em que ele fizesse algo certo nesse sentido. Resignado, ele prosseguiu com a caravana. A King’s Cross estava cheia pra um dia de sábado, o que seria curioso se não fosse o último final de semana de férias de verão. Todos estavam aproveitando pra voltar pras suas casas, após uma temporada de férias em Londres acompanhando as Olimpíadas...

— É, não importa o quanto você faça bem algo... Sempre haverá uma criança asiática que o fará melhor... — murmurou, vendo um garotinho chinês com um pequeno sobretudo e uma chave de fenda sônica em sua mão. Ele talvez nem soubesse falar direito, mas não parava de repetir “Allonz-y!”.

Parando de olhar para o mini-cosplay do 10º Dr, ele atravessou o portal para a plataforma. O fog estava forte na plataforma, dificultando a localização de pessoas conhecidas. Fae e Mimi prosseguiram cada uma por um lado e ao olhar pra onde deveriam estar as gêmeas, o lugar estava vazio. Certamente a senhorita Perkins puxara Aileen pra procurar um vagão bem longe dele. E ele não a recriminava por isso... As amigas de Fae também tinham desaparecido e não demorou pra que outra pessoa saísse empurrando malões do portal, quase o derrubando.

— Bem, de volta à programação. — ele levantou o olhar, procurando o relógio da estação, contemplando que faltava meia hora para o trem partir. Daria tempo.

Sem pensar duas vezes, começou a correr pela plataforma, carregando aquelas sucatas de equipamentos eletrônicos. Saltando por malas menores, esquivando-se de pessoas que saíam do fog com centímetros de distância, esbarrando levemente em alguns, o que o fazia girar sobre si mesmo para que o equilíbrio das sucatas fosse mantido e elas não caíssem, ele avançou até o final da plataforma. Parando em frente a uma grande loja, ele entrou nela. A loja era pequena, tendo uma recepção com um vaso de planta, três cadeiras, uma mesinha de centro com revistas e logo em seguida, um balcão. Colocando as sucatas no chão, ele procurou no bolso interno do sobretudo um cartão e o entregou à atendente, que acenou assertivamente e passou pela cortina por trás do balcão. E só agora, ali parado, ele percebera o quanto estava ensopado da chuva. Precisaria se secar, mas depois veria isso.

— Aqui estão, senhor. Obrigada por utilizar o Serviço de Entrega Montgomery.

— Prazer todo meu, senhora. Obrigado. — respondeu cortesmente, sem perceber que a atendente, que deveria ter seus 19 anos, lançara-lhe um olhar mortal pelo “senhora”.

Abrindo um de seus malões, ainda dentro da loja, ele colocou toda a sucata. Tudo feito meticulosamente, ele comprara uma quantidade de sucata que caberia dentro do malão sem problema ou deformações. Por isso, em vez de apenas uma mala simples, como costumava usar, ele viera com duas, sendo um de tamanho maior. Abrindo um sorriso, o garoto respirou fundo. Faltava ainda vinte minutos pra partida, o que daria tempo dele continuar com o planejado. Lacrando os malões, ele saiu da loja, não sem agradecer novamente à moça, apesar de chamá-la de senhora. Aproveitando o fog, ele caminhou discretamente até o vagão de carga, colocando o malão de sucata lá dentro e o seu próprio malão, retirando de dentro deste uma mochila com sua chave de fenda sônica, uma toalha, roupas secas, pacotes de mento’s e ferramentas. Assim não chamaria a atenção por estar embarcando sem entregar malões aos carregadores. Antes do desembarque, bastava só ir até o vagão de carga e recuperar os malões e “voilá”. Prendeu os malões junto com as outras cargas e estava saindo, quando ouviu um som.

O garoto escondeu-se rapidamente por trás de alguns caixotes estranhos. O fog que entrava pelo portão do vagão de cargas auxiliava em sua ocultação. Eram apenas quatro carregadores trazendo pra dentro do vagão um sarcófago, o que fez Elliot imaginar quem iria querer encomendar um sarcófago pra Hogwarts. Mas como o trem levava encomendas também pra Hogsmeade, ele preferiu conter sua curiosidade. Pelo menos até os carregadores saírem. Quando eles saíram, ele foi até o sarcófago e estava sem remetente. Dando um muxoxo, ele ouviu a porta começar a se fechar, o que o alarmou. Se não conseguisse sair dali, ficaria preso boa parte da viagem, já que a porta que leva aos outros vagões tem a tranca do lado de fora. Estava pra se revelar, quando os carregadores saíram gritando algo sobre “briga!”, deixando a porta aberta.

Saltando para fora do vagão de cargas, Elliot se esquivou de um feixe azul que ricocheteou no chão e seguiu fog adentro. Outros feixes pareciam sair direto do fog na direção dele, o que o fazia agir rapidamente, esquivando-se.

— Allonz-y! Daleks na estação?!

Esquivando-se de outro dos feixes, ele viu uma mala pegando fogo mais adiante e uma garota, que ele poderia alegar que era a Gabi gritando alto. Como mais à frente estavam os carregadores e iam estranhar o garoto vindo daquela direção, ele subiu, entrando em um dos vagões. Tentaria entender tudo descendo mais à frente. Esquecendo que estava ensopado, novamente, ele prosseguiu correndo pelo corredor dos vagões.


Spoiler:
Elliot dirige-se até a loja de Serviço de Entrega Montgomery para recuperar seus malões, abrindo um deles que está vazio justamente para que pudesse colocar as sucatas. Se esgueirando até o vagão de cargas, colocou os malões lá e saiu, sendo alvo de feixes disparados por uma furiosa Alleborn em outra RP que acabou incendiando o malão de um outro aluno em outra RP. Pra não chamar tanto a atenção, o garoto entrou em um vagão e correu na direção da confusão pelo corredor, tentando entender o que estava acontecendo.

Encerrando ação nessa RP e autorizando o trancamento. Smile


Capítulo IV: Em breve...


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Re: Uma Aposta Inusitada! A Corrida para King's Cross!

Mensagem por Destino em Seg Ago 13, 2012 6:33 am

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Re: Uma Aposta Inusitada! A Corrida para King's Cross!

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