Chá de boas-vindas

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Chá de boas-vindas

Mensagem por Odlavinou Saedrae em Sab Set 01, 2012 10:48 pm

Para quem interessar possa e estiver sem tempo para ler agora, vai um resumo do que está abaixo:

Spoiler:
  • Saedrae e Rico tomam café da manha sob os primeiros raios de Sol do dia 1º de Setembro, e Rico vai para Londres acompanhar, ocultamente, o embarque de Hermy Maynard e Anna Blanche.
  • Faltando apenas meia hora para o banquete de inicio de ano letivo, reúne os professores na Sala dos Professores para uma rápida interação antes do banquete.

Para situar a RP, Odlavinou Saedrae escreveu: Status: RP Aberta
Data: 01 de Setembro – Meia hora antes do Banquete de Inicio de Ano
Local: Sala dos Professores
Participantes: Professores (presentes à mesa) Funcionários (à sala, se assim desejarem) e alunos (boa fundamentação em ON será necessária)

06:15 da manhã.
— Eis aí um belo dia.– refletiu de si para si, Saedrae ao se levantar naquela manhã.

Era um 1º de Setembro, um dia mágico em Hogwarts – como se todo o resto não fosse extremamente mágico. Enquanto tomava café naquela manhã, acompanhado de perto por Rico, resolveu lançar uma ou duas mancias para ver como seria o dia.

— O filhotes de bruxo vão precisar de ajuda? – perguntou Rico, após a refeição mantinal.

Rico, bem que se diga oportunamente, é um elfo livre que jamais cogitou sair da companhia de seu velho mestre e atual amigo. Excelente em suas magias élficas, sempre foi de vital auxilio para Saedrae, principalmente na infância, quando sua magia élfica de alto nível o livrou de muitas enrascadas.

— Rico, poderia ir à Londres? – perguntou Saedrae, para o elfo. E emendou: - Gostaria que você procurasse Hermy Maynard e Anna Blanche. Verifique como elas estão. – e, depois de um momento de silêncio, disse – Auxilie a Sra. Jagger com seu amuleto, se necessário.– e, depois de mais um momento, finalizou – E veja o que acontecerá de estranho no trem, se necessário.

Estavam, de momento, tomando a primeira refeição do dia, acompanhando o sol nascente, em mesa posta em área externa ao castelo, na então paz e solidão que aquele período permitia. Um súbito estalo de chicote e Rico desapareceu.

Entre um gole e outro em sua xícara, Saedrae refletia sobre a ambigüidade da arte divinatória. Suas tentativas de ler a sorte resultaram em “alguma coisa errada” no trem, que poderia ser um problema sério onde se faria necessária a urgente intervenção de adultos, ou um aluno pisando no pé de outro e gerando uma pequena confusão, onde um adulto seria necessário para arbitrar a questão.

— Quem viver, verá.– afirmou o adivinho e diretor da casa, olhos cerrados, sorvendo o ultimo gole de sua bebida quente.

.......... :::::::::: ||||||||||:::::::::: ..........

O dia transcorreu com os preparativos de estilo.

Os trestálios foram alimentados três vezes, para evitar problemas, como de costume. Os estoques das despensas foram fartamente renovados. O gramado foi aparado, as estufas estavam limpas, a costumeira reunião de inicio de ano com os sereianos havia sido um sucesso, como de costume, a Floresta Negra estava parcialmente segura...

Hogwarts estava pronta para receber os seus conivas.

Os seus alunos.

.......... :::::::::: ||||||||||:::::::::: ..........
40min antes do Banquete de Abertura do ano letivo.
— Muito bem.– disse Saedrae, de si para si.

Sorria. Estava na sala dos professores, sozinho.

Raro era vê-lo sem Rico. Contudo, em virtude dos seus problemas com o duelo mágico que arbitrou e acabou lhe vitimando com um Obliviate, ficava difícil reconhecer algumas pessoas, e este era o principal motivo daquela reunião.

Ele percebeu, ao conversar com Azazel, confirmando suas suspeitas, que bastava iniciar uma conversa e as lembranças de quem era aquela pessoa voltavam para si. Ora, tinha urgente necessidade de conversar com tantos quanto possível e recobrar suas lembrança.

— Aqui estamos.– sorriu ele, à entrada dos primeiros docentes na sala, tomando assento em volta da grande mesa de carvalho.

Era uma excelente equipe. Não apenas o melhor de Hogwarts, mas o melhor de Hogwarts em muitos tempos.

Lhe parecia, e a impressão era vívida, que a longa historia da instituição foi revivida e, escolhendo-se com criterioso dedo o melhor de cada época – e os melhores frutos de cada época – um seleto e aberto grupo havia sido montado.

E não eram meramente uns poucos. Eram os melhores.

Hogwarts parecia infestada de excelência naquele ano, de uma forma que jamais havia sido relatada antes. Teriam um ano mágico.

— Incialmente senhores, senhoras....– e, olhando para Vicky, fez um gesto de cabeça, sorridente, e disse – E porca, naturalmente.– E, voltando a fitar em volta, procurando abranger todos com seu comentário, expôs: - ...eu gostaria de dar boas vindas a todos à este novo ano em Hogwarts. Temos metas a cumprir, alguns objetivos claro, academicamente falando, e não vejo dificuldade alguma em cumpri-los.

Após uma breve pausa, emendou:

— Aos que não me conhecem formalmente, ou que tiveram pouco contato comigo, sou Odlavinou Saedrae, Ordem de Merlin, Terceira Classe, Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, membro da Confederação Internacional dos Bruxos, Primeira Autoridade Divinatória da Grã Bretanha.– e, numa reflexão, expõe – E, se meus préstimos na efetiva metodologia na Cristalomancia forem considerados como válidos, quem sabe uma Ordem de Merlin, Segunda Classe.

E, após limpar a garganta, continuou:

— Meu maior feito será fazer deste meu nono ano à frente desta renomada instituição um ano memorável para todos os que aqui estão.– e emendou, finalizando – Agora, por favor, tenham a bondade de se apresentar formalmente. Sei que não estamos todos os docentes aqui e agora, mas adiantemo-nos, pois o tempo é curto.

E, de fato, era.

Dentro de meia hora o banquete deveria ser iniciado.


Última edição por Odlavinou Saedrae em Dom Set 02, 2012 1:02 am, editado 1 vez(es)
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Re: Chá de boas-vindas

Mensagem por Vicky Etros-Jagger em Sab Set 01, 2012 10:52 pm

Para quem interessar possa e estiver sem tempo para ler agora, vai um resumo do que está abaixo:

Spoiler:
Vicky chega em Hogwarts e participa do chá de boas vindas do diretor. Se apresenta e mata sua fome, enfim.

Vicky, agarrando firmemente Fortuna, entrara em Hogwarts.

Não acreditava, lá consigo mesma, que estava tendo esta grande chance. E não ia desperdiçá-la.

Imediatamente chegando, foi convidada a se dirigir à sala dos professores, para uma reunião formal antes mesmo do banquete de inicio de ano letivo. Uma vez lá viu pela primeira vez o diretor.

Apenas um adivinho levaria a sério um outro, quando este faz uma seleção para um emprego sem encontrar o candidato tete-a-tete.

Um chá e algumas torradas foram servidas, e Vicky não se fez de rogada, sevindo-se. O diretor diz algumas palavras, se apresentando. Vicky sente-se compelida a dizer algumas palavras, e o faz.

— Coisas estranhas aconteceram no trem. Tentaram roubar Fortuna, e ouvi falar de incêndio e outras coisas. Não fosse por Karl Van der Berg, eu...– e, depois de engolir o resto de torrada que sambava em sua boca enquanto falava, Vicky se apresentou – Sou Vicky Etros-Jagger, da família dos antigos guardiões de Stonehenge. Lecionarei Adivinhação este ano.– e deu mais uma dentada na torrada, para continuar – Eu gostaria de informar, antes que comentários paralelos aconteçam, que eu tenho um azaração forte sobre mim, de família, mas tenho um paleativo que anula a dita azaração. Por favor, não me peçam mais detalhes.– e, voltando-se para Van der Berg, falou: - A propósito, obrigado por salvar minha vida. Saiba que os Etros-Jagger não esquecem suas dívidas.

E pôs-se a devorar torradas.

Não há necessidade de me estender mais aqui. Vicky fala pouco de si, e não tem interesse de revelar nada a estranhos.
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"Boas" Vindas

Mensagem por Apollion Azazel em Ter Set 04, 2012 3:13 am

Resumo:
O Azazel, depois de o trem chegar e ele lidar com os monitores e os desordeiros, sobe com os professores que vieram no trem até o Castelo, some por alguns instantes, e aparece na sala dos professores e se apresenta.



Suspirou, satisfeito, quase sorridente. Quase. Não havia uma alma viva — ou morta — que tivesse visto um sorriso de verdade brotar no rosto daquele homem. Alguns até especulavam que ele havia sido amaldiçoado com a incapacidade de sorrir. O fato é que nada dava mais prazer para ele em Hogwarts do que aplicar um número impensável de detenções e punições para um primeiro dia, como ele acabara de ter feito. Que maravilha que seria aquele ano!

Enquanto os novatos atravessavam o lago nos botes e os veteranos seguiam nas carruagens puxadas por testrálios, Apollion já havia se adiantado de volta para o Castelo, acompanhado pelos dois professores novos, e também três antigos, incluindo o "antigo" Van der Berg, que inclusive estava "antigo" demais para continuar dando aula pro seu gosto. Quase ofereceu uma bengala... mas isso podia dar a ideia errada de que ele se importava. Falando em velhos, viu também que a velha que o Saedrae resolveu contratar para Adivinhação era realmente velha, que ótimo. "Isso é um... porco?" Cooper, Etros-Jagger, Van der Berg... será se eles pensavam que Hogwarts era um bloody asilo?
Não trocou nenhuma palavra com os professores desde a breve recepção¹ logo que o trem havia chegado.

— A maior e melhor carruagem, e os testrálios mais rápidos. Agora. — Proferiu com imperatividade exagerada, bem mais do que o necessário para um serviçal atender um pedido. Era como se quisesse se exibir para os outros professores.

— O trem chega simplesmente com quase três horas de atraso (adorava exagerar dramaticamente) e você nos faz ficar esperando ainda mais tempo por uma maldita carruagem? Você não quer deixar dois anciões esperando. — Ralhou com o rapaz de Hogsmead que ajudava o guarda-caças com as carretas, como se ele tivesse alguma coisa a ver com isso.

"Além de mestiço, ainda é incompetente." Realmente precisavam chegar logo no castelo, pois o diretor insistia que os professores novos recebessem da "cordialidade Hogwartiana", mesmo que muito provavelmente não iam se dar bem e viver em clima de competição. Pelo menos era assim que ele se dava e vivia, e apartir do seu ponto de vista amargo, todas as pessoas eram assim como ele.

E calado e sem olhar diretamente pra nenhum dos outros professores, seguiu na carruagem com os cinco. Ele chicoteava o testrálio tão forte com a varinha para ele ir mais rápido que o bicho chegou a levantar voo algumas vezes. Sim, ele conseguia vê-los. Não só tinha visto a morte, como cometido uma pequena coleção de assassinatos ele mesmo. Todos necessários, de acordo com o seu ponto de vista. Ele não tinha sido um auror que mandava os bruxos das trevas para Azkaban, ele era um mercenário caçador que mandava os demônios de volta pro inferno!

Depois da pequena — e cheia de solavancos — viagem, eles chegaram a Hogwarts antes de qualquer outra carruagem, mas por pouco, já que a primeira já estava a caminho logo atrás. Antes que alguém reclamasse de dor no traseiro causado pela velocidade da viagem, Apollion despachou-os:
— Imagino que todos saibam onde fica a Sala dos Professores. — E sem esperar respostas, ou dar satisfações a alguém sobre o porquê de ele não acompanhá-los até lá, ele partiu em passos largos pela Ponte Coberta. Tinha coisas² pra fazer.

: : :

Agora mancava, olhando ao redor para ver se não estava sendo seguido. No corredor para a Sala dos Professores teve o desprazer de dividir a caminhada com Lilith Haishá, claro que não é preciso nem dizer que sequer se cumprimentaram. Ele sentia que aquela bruxa tinha uma halo que exalava Artes das Trevas, e ainda por cima era judia, e o seu nome continuava aparecendo nas suas investigações do passado, quando caçava demônios e bruxos das trevas. Não importava quantas vezes Apollion alertasse da sua desconfiança com aquela mulher para o Diretor, este nunca o ouvia, e dizia para Apollion confiar na intuição dele. Enfim, ele era o adivinho, afinal. Mas a mão de Apollion ainda se apertava involuntariamente na varinha quando ela estava perto.

Ele fez questão de apressar o passo para ficar o mais distante o possível dela, e entrou na sala quando a maioria já estava em pé, comendo torradas e biscoitos de chá e com algumas xícaras e taças na mão. A maioria socializava, ria, comentava das férias, faziam comentários uns sobre os outros. Linderman até chegou perto para cumprimenta-lo, mas ele deu meia volta repentinamente, ignorando o que quer que ela tenha dito.

— Agora, por favor, tenham a bondade de se apresentar formalmente. — Apollion ia se levantando, abriu a boca para falar e, quando a voz estava prestes a sair da sua garganta, a velha do porco começou a falar. Mas que velha inconveniente! Será se ela achou realmente que uma mera novata se apresentar antes dele, o vice-diretor? Deveria ter ficado calada, esperando quietinha, fazendo carinho naquela coisa dela, tricotando, segurando os dentes na boca, o que seja, até que alguém lhe fizesse uma pergunta direta. Apollion suspirou fundo e se sentou novamente, enquanto ela, sem perceber a enorme gafe que cometera, continuou falando sobre a sua pessoa, extremamente desinteressante, agradecendo ao velho Van der Berg, por tê-la salvado, ao algo assim. Que lindo — vomita — agora temos um herói idoso que salvou a sua princesa mais velha ainda.

— ...saiba que os Etros-Jagger não esquecem as suas dívid...
Essa bruxa ainda está falando? — (Pigarro alto) — Apollion se levantou bruscamente, olhando superiormente para todos os presentes, tentando intimidá-los a não interrompê-lo dessa vez. Encarou a velha abusada, que não devolveu o olhar, estava agora entretida com torradas. Patético. Encheu o peito. Suspirou, insolente: — Professor Azazel. — Nem se deu o trabalho de saudar alguém ou sequer citar o seu primeiro nome, prevenindo que alguém tomasse liberdades no futuro. — Eu-sou-o-vice-diretor. — Disse com a mesma soberba que costumava sair anunciando "Eu-sou-o-monitor-chefe" quando ainda habitava Hogwarts como aluno. Sua voz tinha um soar devagar, muito polido e claro, e os seus olhos brilhavam de amarelo com a luz dos archotes. — E Mestre da disciplina de Defesa Contra as Artes das Trevas. — Ele via os presentes a fitá-lo, porém sem olhar para eles. — Leciono essa matéria em Hogwarts há onze anos, e não, não sou o chefe de nenhuma casa, — continuou — por opção, pois não tenho tempo nem vocação, ou a paciência para cuidar de um monte de filhos dos outros. — Olhou com desdém para Coen, Linderman, Lawrence e Van der Berg, os chefes das quatro casas. — Adianto que todos os problemas relevantes de natureza pedagógica devem ser direcionados a mim, que os filtrarei aos ouvidos do nosso ocupado Diretor. — Olhou dessa vez para Haishá, e os outros que nos últimos anos ousavam desafiá-lo e tratar diretamente com o diretor assuntos que "claramente" deveriam ter sido dirigidos à ele. — E demando que as ladies e gentlemen aqui presentes — cara de desgosto, olhando de relance às figuras caricatas que ele havia acabado se se referir como 'ladies' e 'gentlemen' — se comportem com o mais profundo profissionalismo, fazendo jus à nossa escolha de tê-los lecionando na maior escola de magia do mundo. Obrigado. — Disse o obrigado por hábito, sem nenhum resquício de gentileza na face.
Sentou-se da mesma forma que havia se levantado, e, sem dar atenção ao próximo falante, ou às reações do seu discurso, tomou para si uma xícara de chá montanhês, e despejou um pouco de uísque dentro.


P.S.: O post for narrado segundo o ponto de vista psicológico do próprio personagem. Eu não me responsabilizo por nenhuma ofensa, hein, hahahah!
¹ Estas ações serão apresentadas num post na RP de recepção ao trem, na abertura oficial do RPG.
² Vou deixar o misteriozinho aqui, que vai ser desenvolvido num post atemporal mais pra frente.
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Re: Chá de boas-vindas

Mensagem por Sir Kenneth Arundell em Ter Set 04, 2012 4:56 pm

.01

Os maias é que estavam certos – e os hindus e todas as culturas que enxergavam a história como um ciclo, e não uma linha reta; porque, sinceramente, podia haver algo mais cíclico do que o ano escolar? Sempre as mesmas coisas, o trem e a cerimônia de abertura e as reuniões e aulas e provas e aulas e provas, tudo sempre seguindo praticamente um roteiro canonizado por todos os papas da academia. Exceto pelos pequenos desvios de rota, as únicas marcas a diferenciar um ciclo do outro.

O principal desvio de rota de 2012 estava sentado bem diante de Arundell, um ar quase permanente de enfado no rosto. Quase permanente, pois de quando em vez o olhar dele encontrava o do professor de História da Magia e uma luz de crueldade parecia se acender no fundo das órbitas. Talvez fosse só a paranoia falando, mas fosse o que fosse, Arundell continuava girando a colherzinha de prata dentro da xícara, seu earl grey esfriando sem que ele fizesse qualquer menção de bebê-lo.

— ... Bom, depois dessa recepção calorosa do Apollion, acho que cabe a mim deixar o clima mais ameno aqui, hm? — Com um riso fraco, dirigiu a atenção ao restante da mesa, cumprimentando um a um com um breve aceno de cabeça. — Já conheço quase todos, não? Fui apresentado a alguns dos novatos na última reunião... Apresento-me, em todo o caso, à Sra. Etros-Jagger, que não estava presente naquela ocasião, e àqueles que porventura não tenham memória de historiador. Sou Kenneth Arundell, titular da cadeira de História da Magia desde o ano 2000 – com uma única interrupção em 2003, quando o caro colega — fez um gesto de cabeça apontando para Llywelyn — assumiu gentilmente o posto por um ano. A quem interessar possa, sou também especialista em relações internacionais e inter-raciais, e – não que eu seja de me gabar – sou Membro do Império Britânico e Cavaleiro de Sua Majestade, Elizabeth II. Estou cheio de brochinhos do último Jubileu, se alguém quiser.

Levou a xícara à boca e fez que tomou um gole (mas na verdade evitou até mesmo molhar os lábios). — Enfim, alguém viu o jogo ontem? Estávamos comentando no caminho pra cá, 27 horas, é sério isso? Acompanhei pelo rádio as primeiras quatro, acho, depois desisti. Foi-se o tempo em que valia a pena assistir a uma partida inteira de quadribol. Na nossa época as coisas eram muito melhores, hm, Coen?

Esperou um instante até que tivesse a total atenção do outro e a de mais alguns professores na mesa. Não pretendia começar nenhum interrogatório; não ali, não assim, não sem antes pensar e estudar aquele desvio de rota até o máximo de seus conhecimentos. Mas também não queria perder a oportunidade de observar as reações do outro ao ter os holofotes virados em sua direção. Anos de experiência travando acordos com gente de todo tipo haviam desenvolvido nele esse tique, esse vício de analisar o que era dito com e sem palavras.

— Aliás, acho que não mencionamos isso, hm? Eu e Samaraia já conhecemos de longa data nosso novo colega aqui; fomos do mesmo ano em Hogwarts, ela lufana, nós dois sonserinos. Inclusive estávamos, eu e ele, em campo naquela fatídica vitória contra a Grifinória valendo o campeonato de 1979 – o Apollion não deve lembrar, que ele não gosta de diversão. Mas você lembra, não, Sam? — Debruçou-se um pouco sobre a mesa para falar com a colega de Estudo dos Trouxas, depois voltou suas atenções ao novo chefe da Sonserina. — Devo confessar que minha própria memória do evento não é das melhores – um choque, eu sei, mas eu tinha sido desviado de função para substituir nosso goleiro e lá pelas tantas estávamos perdendo de 138 a 40, vocês podem imaginar que minha cabeça não estava funcionando muito bem. Mas acho que essa história devia ser contada por você, Coen. Você foi o herói daquela noite, afinal.


Spoiler:
Sir Kenneth Arundell se apresenta e aponta a mira levanta a bola para que Maor Coen narre a grande final do campeonato de quadribol de 1979.
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Re: Chá de boas-vindas

Mensagem por Maor Coen em Ter Set 04, 2012 6:34 pm

Mr. Crowley, what went down in your head?
Oh, Mr. Crowley, did you talk to the dead?

- Mr. Crowley (Blizzard of Ozz)


Antes mesmo de efetivamente chegar a Hogwarts, ele já tinha uma certeza: o maior desafio oferecido por aquele lugar e seus digníssimos colegas seria o de não deixar que seu cérebro atrofiasse até um estado irreversível de retardo mental. Era bem verdade que o cansaço e toda aquela papagaiada de King’s Cross não estavam exatamente fazendo bem ao seu humor, mas nem mesmo todo o otimismo do mundo faria muita diferença na conclusão tomada conforme atravessava os portões do castelo – apenas uma confirmação das primeiras impressões que tivera desde as rápidas visitas para acertar os pormenores de sua contratação e a reunião anterior do corpo docente.

Mais se arrastou do que andou rumo ao tal chá de boas-vindas aos professores; iniciativa que ele até julgaria louvável, desde que evitasse lembrar que, depois desse breve encontro, ainda teria que encarar toda a cerimônia de abertura. Mas se ele mesmo se dispusera a caminhar entre as ovelhas como se fosse parte do rebanho, que mais poderia fazer?

(Não pode deixar de se perguntar onde ela estaria agora; com certeza compareceria ao chá, infinitamente mais indisposta do que ele. Bom prevenir-se desde já para não rir.)

Com um suspiro entediado, tomou lugar à mesa, deliberadamente escolhendo uma cadeira bem diante da de Sir Kenneth Arundell. Bem sabia que havia qualquer coisa incomodando o velho diabo desde que se encontraram – não, reencontraram – pela primeira vez, algumas semanas antes. Era de se esperar que o cavaleiro da rainha – ou o mexeriqueiro oficial de Hogwarts – cismasse com qualquer coisa fora de lugar naquela história; e o tédio era grande demais para resistir à tentação de dar ainda mais corda para que ele se enforcasse. Ao mesmo tempo, era melhor se distrair com alguma coisa, evitando assim correr o risco de cruzar o olhar com Llywelyn ou Lilith. Em ambos os casos, era uma simples questão de segurança, ainda que por motivos absolutamente diversos.

Saedrae tomou a palavra, porém, interrompendo ao menos por alguns instantes o jogo silencioso entre os dois. Não se podia negar que o homem tinha presença, mesmo que os parecessem afáveis demais; em tempos de gente louca e histérica, era fácil entender como um sujeito com ar tão pacato tivesse sido alçado ao cargo de diretor, méritos à parte. A normalidade que aparentava era mesmo surpreendente, considerando o perfil comum dos adivinhos – ponto para ele.

As duas figuras que se pronunciaram em seguida, contudo, pareciam dispostas a confirmar o contraste entre o Diretor e seus comandados: primeiro Vicky Etros-Jagger, a velha adivinha que parecia ter mais excentricidades que rugas na cara. (Nota mental: não tocar naquelas torradas, não depois que a dona do leitão pôs-se a devorá-las.) E logo em seguida, Apollion Azazel fez questão de brindar a todos com o máximo de sua graciosidade. Haviam frequentado Hogwarts na mesma época – inclusive, o atual professor de Defesa Contra Artes das Trevas fora calouro de Coen, Arundell e Linderman. O mesmo jeito histriônico desde sempre.

Esticando as pernas por baixo da mesa para se espreguiçar, o professor de Poções bocejou.

Foi quando o bom e velho Kenneth – opa, Sir Kenneth – decidiu se pronunciar; sempre infalível quando a questão era fazer uma média ou colocar panos quentes em uma situação.

– Na nossa época as coisas eram muito melhores, hm, Coen?

E pelo rumo que a conversa parecia prestes a tomar, infalível também em garantir um pouco de diversão a um evento tão enfadonho quanto um típico chá inglês.

Não conseguiu evitar de se empertigar um pouco na cadeira, os olhos azuis sem expressão indo de Arundell a Linderman assim que a mulher foi citada. Não, ele não havia esquecido dela; mais uma em quem precisaria prestar atenção, ainda que não oferecesse qualquer risco se comparada ao homem com a palavra agora ou mesmo à bomba atômica legilimente sentada alguns lugares à esquerda dela. No momento, porém, seu foco estava absolutamente voltado para o professor de História da Magia, que aparentemente havia decidido colocar as primeiras cartas na mesa. Um sorriso algo predatório formou-se no canto de sua boca; os caros colegas decerto compreenderiam aquilo como uma ponta de orgulho devido às glórias passadas trazidas à tona, mas a mensagem verdadeira seria entendida por quem devia entender.

– Mas acho que essa história devia ser contada por você, Coen. Você foi o herói daquela noite, afinal.

Talvez tivesse mesmo que providenciar a morte daquele desgraçado. O que seria uma pena, porque ele prometia ser uma das poucas coisas divertidas em Hogwarts.

– Herói, eu? Bem, talvez um pouco. – Soltou um riso fraco pelo nariz, revirando os olhos. – Ah, pra que falsa modéstia? Não fosse por mim, aquele campeonato teria sido da Grifinória. Uma Finta de Wronski e pronto, lá se ia o apanhador dos leões... Como é que ele se chamava? A enciclopédia aqui é você, Arundell. Eu nunca me dei ao trabalho de guardar nomes de perdedores...

Respirou fundo, soltando o ar pesadamente.

– Mas enfim. A gente ainda vai ter muito tempo pra conversar sobre essa história. A reunião dessa noite é para apresentações, certo? Pois bem... – Recostou-se um pouco mais no espaldar da cadeira. – Para quem ainda não me conhece, sou Maor Coen e, apesar dos méritos como apanhador já citados pelo meu velho amigo, estou de volta a Hogwarts para assumir as aulas de Poções e a chefia da Sonserina. “O bom filho à casa torna”, talvez. – Após um breve menear de cabeça, prosseguiu. – Responsabilidade e tanto para um recém-chegado que nunca lecionou, mas eu entendo do que faço. Caso alguém aqui precise de alguma colaboração, é só falar. Agora, quanto à exigência do nosso colega... Ah, Azazel. Vocês deviam ter especificado isso em alguma cláusula do contrato. Sinto muito, não faço acordos verbais.

Piscou displicentemente para o professor de Defesa Contra Artes das Trevas, um sorriso debochado no rosto.

– Brincadeira, garotão. Sossega. Minha santa mãezinha me deu uma boa educação. – E por ideia de algo melhor para fazer, colocou os cotovelos na mesa, cabeça apoiada no punho fechado, o olhar novamente pousando na professora de Estudo dos Trouxas. – Boa coisa, ver tantos conhecidos das antigas por aqui... Não é mesmo, Samaraia?

Resumo:
Ainda que indisposto, Maor Coen se junta aos colegas do corpo docente no chá de boas-vindas, onde aproveita a deixa dada por Sir Kenneth para falar um pouco de quadribol e velhos conhecidos. Ao fim, passa a palavra a Samaraia Linderman.

-

So we rewrite our lives, but it's not what we think
in the chaos we dance as we stand on the brink...
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Re: Chá de boas-vindas

Mensagem por Samaraia Linderman em Ter Set 04, 2012 10:52 pm

Offs & Resumo & trilha sonora:
TPM é ótimo pra postar a Sam, já digo. UHAHUAHUAAHUAHAHU
Bem, Sam acorda energizada para o novo dia, faz seus exercícios matinais, toma café/banho, ajeita a lufa, e da retoques em todo o castelo. Hiperativa não deixa nada para depois, e no chá, acaba se atrapalhando um pouco quando o assunto ‘passado’ foi posto na mesa.
trilha sonora.

Estudos dos trouxas. Assim como a matéria que leciona, a própria professora é subestimada. Mas depois de um ano seguindo a cartilha vinda de fora, ela revolucionou o curso, e agora até nascidos trouxas comparecem as aulas. Isso deixa Sam tão feliz e empolgada! Fora que depois de três anos(após um acidente infeliz), foi nomeada chefe da Lufa-lufa, cargo que estima e cuida com zelo inesperado.

Tudo bem que ama seus lufanos até não poder mais, só que lá no fundo, o sentimento de cuidar de corvinais fica tão forte que ela as vezes conversa com a chefe da casa azul/bronze sobre algumas coisas relacionadas a conduta e como poderiam fazer atividades extraclasse em conjunto. (Animais trouxas-bruxos)

Alias, não podia existir um professor que ela se desse bem, que já abusava do coitado. Samaraia não é la a melhor em feitiços, mas sempre está disposta a ajudar, e este ano precisava de uma nova viti... digo, um amigo para ajuda-la com chaves do portal assim que quisesse. Tinha aprovação do ministério, de qualquer jeito.

E naquele dia. Ahhh, o dia primeiro de setembro! Nada poderia ser mais magnifico. O sangue corria rapidamente em suas veias (levemente entupidas com colesterol alto) só de imaginar seus pequenos voltando para casa. Mesmo a chuva a deixou feliz. Acordou cedo, correu na chuva, tomou banho e se voltou aos últimos retoques na própria casa. Convidou gentilmente alguns elfos e deu instruções de como queria tudo.

Quando soube do atraso ficou preocupada. Já estava pronta (estava usando um vestido amarelo ovo, cheio de bordados amarelo queimado, com leves toques de lantejoulas e paetês. Um sapato tradicional bruxo, para combinar com aquele elegante vestido do Trapo Bela Moda Magica. E uma capa preta, que conforme caminhava, parecia em chamas em tons amarelos e vermelho.) e seus cabelos da nuca se erriçaram. Quis ir ajudar Coen (Um novato! Como podem mandar um novato?) na bagunça, mas se encontrava na lufa naquele momento.

Maldito perfeccionismo.

Deixando de lado a angustia, ajeitou a mesa dos professores no salão Principal, e pediu gentilmente aos elfos para capricharem na decoração daquele ano. Talvez o ultimo. Tinha que estar perfeito!

Ao toque de sempre, um elfo puxou seu vestido bruxo.

- O chá, senhora!
- OH, obrigada Stin! Continue os retoques, pois eu não esquecerei seus serviços! Alcaçuz ou azedinha?

A elfa sorriu de forma estranha, as orelhinhas se ergueram e ela olhou para os lados a fim de ter certeza de que ninguém a ouviria.

- Cerveja... amanteigada... senhora... – Sam sorriu e acenou. Se ela queria se divertir um final de semana, quem era Samaraia para dizer não? Todos gostam de um agradinho as vezes! E aquela elfa, Stintizy, era um problema quando Sam começou. Veja só que animalzinho simpático ela não se tornou? Todos tem um preço, afinal.

Chegou na sala dos professores a tempo de ver uma vaguinha perto das toradas! Ahh, adorava as toradas! Um dos problemas da professora de Estudo dos Trouxas era ansiedade. O que causava extrema fome ou vontade de mascar alguma coisa. E naquele momento suas balinhas acabaram. Foi direto para o bule e se serviu de chá quentinho. Ia toma-lo sem açúcar (por que ela já tinha açúcar demais. Entendam como quiser.) até notar um certo ex-colega de sala entrar e se permitiu exagerar no açúcar aquele dia. Três colheres devem bastar. Não importa a dor de cabeça que teria antes de dormir, ou a arritmia causada pela adrenalina. AQUELA companhia merecia um acalento a alma.

Tentou ignorar a companhia dos ex-sonserinos. (Hogwarts cheio de ex-sonserinos... Quem diria? Pra quem sempre se vangloria de serem os melhores, tendo que ensinar filhos de caras que zoaram no colégio. Seria irônico se não fosse tão engraçado) Preferiu dar atenção as palavras sabias do diretor! Ah que homem! Sempre teve como referencia suas palavras e ações, tanto ele quando o chefe da grifinoria, passam tanta sabedoria e humildade que Sam tem vontade de se esconder num cantinho e apenas ouvir! Sorver tudo que puder e transmitir o que aprendeu. Por isso se tornou professora, moldar jovens mentes era um prazer indescritível! Sempre se emociona ao pensar em todos os anos que Everaldo, digo, Odlavinou Saedrae toca aquela escola tão bem! Só esperava que aquele probleminha não o atrapalhasse neste ano. Comovida, pôs a mão direita no peito e suspirou. Pobrezinho. Perdeu a memoria!

Mas assim que ele deu inicio aos falantes, a nova professora de trato das criaturas... digo, adivinhação, aquela jovem alma num corpo usado e cansada. Ficou chocada com suas palavras e seu coraçãozinho bondoso diminuiu de angustia.

- Ohhh pobrezinha! – Disse se aproximando para dar consolo a velha, tapinhas calorosas no ombro e um olhar de compaixão, mas quando ouviu sobre o azarão, preferiu dar apenas o olhar de compaixão e se afastou deliberadamente sentando-se ao lado de Sir Kenneth. – Oh... pobrezinha! – Repetiu, dando leves três tapinhas na madeira, só de imaginar o quão perigoso é ter azar sobre pessoas perto de você. Então estar com alguém que foi ordenado cavaleiro pela própria rainha (OIQ, que foi posta no poder pelo papa. SUPER beatificado e cheio de sorte, aquele era Sir Kenneth Arundell.) era o máximo de sorte que ela poderia conseguir no momento.

Quando Apopo pigarreou, ela ficou apreensiva. “Oh deus. Sei que você me ouve. Demora para me dar motivos, mas ouve. Então por favor, me ousa agora. Faça Apopo não dizer coisas arrogantes. Tire a língua dele, por favor. Coen está aqui, isso não vai prestar. Por favor.” ela pediu em silencio, rezando pelo colega de função. Sim, Sam era dessas. Ela rezava pelo bem alheio. Todas as noites.

Senhor, por favor!:
Pena que não funcionava.

Apopo foi desprezível. Quando ele apenas se apresentou como Azazel ela meneou com um sorrisinho tímido. – Ah, Apopo. – Baixíssimo. O único que ouviu, foi o Sir (que se dignou a não demonstrar nenhuma reação além do leve arquear imperceptível de sobrancelha) e Coen,(que riu nasaladamente quase como um ‘pff’. ) As bochechas de Sam esquentaram e ela rezou novamente.

Quando ele terminou (odiou-o por um momento, era desnecessário dar aquele olhar a ela. Recriminar pelo seu cargo. Ela sabia que ele desprezava-a, mas, poxavida, somos todos adultos aqui, se quiser brincar de ‘eusoumonitorchefe’ volte para as saias da mamãe, talvez com ela funcione o assedio moral empregado nas falas. Mas Sam era tola. Tinha essa mania feia de adotar todo mundo, e não ficava brava com Apopo por muito tempo. Logo suspirou e toda dor do olhar se fora, era sempre assim.) As bochechas queimavam ainda, levou a xicara com liquido pelando aos lábios e os queimou. Sorveu o liquido quente mesmo assim e abaixou a xicara ofegando.

Delicia.

Ok, pronta para a próxima apresentação, olhou em volta e o clima deixado pelo professor de artes das trevas era péssimo. Quando seus olhinhos escuros e cheios de esperança se voltaram ao Sir, ele começou a falar. O alivio que aquele homem lhe rendeu era inexplicável. Tinha medo de soltar alguma piadinha boba referente ao homem respeitável que tinha acabado de falar. ALIAS, ele estava mancando a alguns minutos atrás? Oh Apopo, o que você aprontou? Segurou-se para não manda-lo até a enfermaria, de todo modo. Sossega o coração, Samaraia.

Levantou-se e se aproximou das torradinhas babadas pela professora Vicky e por fortuna e sorriu, pegando uma fatia bem das ultimas, já que o fato de um ROINC eventual ser soltado pela porquinha, aquelas duas presenças meio que criaram um campo-de-força em volta das torradas que era pouco ultrapassado. Sam passou, e pegou as torradas.

Só que quando estava voltando para o seu lugarzinho fofo...

oh fu...:

Aliás, acho que não mencionamos isso, hm? Eu e Samaraia – Ela deixou as toradas cair, ao tentar ajudar, esbarrou o bumbum avantajado na xicara de alguém (que se partiu no chão em mil pedacinhos) e logo pediu desculpas, enquanto ela tentava se desculpar e limpar(horrível em feitiços, e nervosa a coisa piorava, preferiu não usava a varinha e só se abaixar e ajuntar as fatias partidas das torradas enquanto a vergonha lhe acometia. - já conhecemos de longa data nosso novo colega aqui; fomos do mesmo ano em Hogwarts, ela lufana, nós dois sonserinos. – Ah, memorias horríveis. Por que, Sir? Por que comentar isso, justo este ano? Justo com Coen presente? Levantou-se sorrindo, não podia se deixar levar. “Adulta, Sam. Pare de ser estupida e levante a cabeça. Garotos e homens, saiba dividir isso!” e assim pensando, levou as torradas para a mesa e sentou-se cansada. Encolhendo os ombros pelos olhares que se mantinham no narrador dessa incrível historia. - Inclusive estávamos, eu e ele, em campo naquela fatídica vitória contra a Grifinória valendo o campeonato de 1979 – o Apollion não deve lembrar, que ele não gosta de diversão. Mas você lembra, não, Sam? — Com ele se apoiando na mesa ela prendeu a respiração, seu sorriso estava fixo e só as madeixas em dreads locks se moviam em confirmação. Sorriso amarelo. Sim, essa é a definição. Tentou evitar o olhar de todos, como se a pintura de ex-diretor a observando era mil vezes mais interessante.

Devo confessar que minha própria memória do evento não é das melhores – um choque, eu sei, mas eu tinha sido desviado de função para substituir nosso goleiro e lá pelas tantas estávamos perdendo de 138 a 40, vocês podem imaginar que minha cabeça não estava funcionando muito bem. Mas acho que essa história devia ser contada por você, Coen. Você foi o herói daquela noite, afinal.

Aquela noite. Oh Deus.

Fechou os olhos e viu, perfeitamente. Seu coração parecia querer explodir e um aperto se acometeu. Lembrou-se que não respirava e puxou o ar com tanta vontade que parecia estar debaixo d’água. Tossiu, fingindo-se engasgar. Levou a xicara de chá aos lábios novamente, sorvendo o conteúdo. Preferiu olhar a sujeira na mesa, com suas toradas caídas e pires levemente molhado de chá desperdiçado, do que ouvir a explicação humilde de Coen e sua finta.

- Como é que ele se chamava? A enciclopédia aqui é você, Arundell. Eu nunca me dei ao trabalho de guardar nomes de perdedores...

- Thomas Willians. – Murmurou. Não queria, mas sabia. E ela se odiava muito por dar nomes aos bois. ‘Nomes aos perdedores’. Cada palavra machucava. Ignorou o resto e ainda não acreditava que ele iria frequentar o mesmo espaço com ela. De novo. Ergueu os olhos ao homem feito. Lembrando-se de cada detalhe de quando eles tinham 15 anos. Não mudara muito, fisicamente. Mas tinha um leve diferencial, talvez os anos tenham feito bem a ele, afinal das contas. Ninguém mais ira chamar Sam de “bolha cheia de piolho de macaco” de novo, embora ela tenha suas duvidas.

- ... Ah, Azazel. Vocês deviam ter especificado isso em alguma cláusula do contrato. Sinto muito, não faço acordos verbais. – Estava tomando chá nesta hora, e ficou tao chocada que quase cuspiu o chá fora. Mas o ataque de tosse fez Sir Kenneth dar leves tapinhas nas costas da mulher ofegante. GENTE, EU DISSE QUE IA DAR MERDA. POR QUE NÃO ME OUVIU, DEUS? POR QUE? ARRUME ISSO! ARRUME JÁ! Olhe aquele sorriso do Coen! Apopo vai fazer alguma merda.

Brincadeira, garotão. Sossega. Minha santa mãezinha me deu uma boa educação. – Voltando ao normal lentamente, aparentemente o ataque de pânico de Sam fez algumas atenções serem voltadas a ela, e olha só que gentil. Coen passou totalmente a bola pra ela com essa frase. – Boa coisa, ver tantos conhecidos das antigas por aqui... Não é mesmo, Samaraia?

Mas o quê?:

Não conseguiu segurar, a surpresa foi tamanha que seus dedos fraquejaram e a xicara que estava na mão esquerda escorregou e plaft. Se continuar assim, Hogwarts vai precisar de um novo jogo de chá. Conseguiu porem piscar os olhos surpresos, um pigarreio ajudou, devo dizer. Obrigada.

- Ah... hehe. Esses Dedos gordinhos. – Ela disse e já começou a se embananar. Com ‘dedos gordinhos’ veio junto o abre e fecha dos mesmos, o que mostra que ela tem uma boa desculpa para agir daquele jeito. Só que não.

- Obrigada, caro colega de... profissão... Coen. He...He... De fato nos conhecemos de outros carnavais, e que carnavais. – Ela revira os olhos e volta a ser a atriz, ótima em publico, levando o assunto longe do pessoal. – Mas não vamos deixar o pessoal inseguro com nossos laços, os tempos mudam, não é verdade? Ironia do destino ou não, jamais pensei que encontraria tais fuças por aqui de novo. – E sorri simpática, mostrando que era brincadeira. (Ou não, reflitam.)– Mas veja bem, como Odlavinou nos disse, mesmo que nas entrelinhas, precisamos nos manter sempre unidos e abertos ao que nos faça engrandecer como pessoas. Fora que como a Vicky mencionou, creio que vamos ter problemas esse ano. Ah... aqueles pestinhas! – Ela ri da própria piada, eles tem problemas TODOS os anos. Fez um ‘deixa pra lá’ com a mão direita e continuou. – Espero que a detenção deles não seja tão complicada... não sou adivinha mas prevejo problemas piores ao decorrer do ano. Deixem espaço e criatividade para mais tarde.

Outro pigarro. Ok Sr-eu-pigarreio-demais-e-você-fala-demais. Estou concluindo.

- Mas nós vamos novamente, me empolguei, desculpem... Sou Samaraia Linderman, Chefe Lufana e me orgulho muito disso. Considero como um cargo de responsabilidades e agradeço muito a chance de mostrar meu amor aquelas cabecinhas ocas. Estou na profissão por gosto, já que só aqui consegui algo que não existe em qualquer outro lugar. Não, o plano de saúde do ministério era melhor. Estou dizendo das crianças. Ah... as crianças! Elas são... – Outro pigarro. E ela se deu por vencida.

- Certo, só isso mesmo. Obrigada pela atenção. E ah! Só mais uma coisinha... Vou precisar de ajuda com chaves de portais, pago com balas estrangeiras. Pronto, obrigada pela atenção! – Ela se sentou em seu lugar novamente e notou um sorrisinho (que ela interpretou como Deboche) vindo de Coen, e sentiu as orelhas queimando junto com as bochechas.

Oh deus.
De volta aos dezessete anos.

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Re: Chá de boas-vindas

Mensagem por L'Druide em Ter Set 04, 2012 11:43 pm

Spoiler:
Resumo: L’Druide recebe um ultimato para recuperar a espada de Gryffindor de volta para os duendes e resolve beber para espairecer. Encontra Burl Pridehare no Cabeça de Javali e eles perdem o decoro porque o trem se atrasou e eles não perceberam. Fugiram trôpegos temendo ser pegos por Azazel quando a locomotiva apitou na Estação e após tomarem um tônico revigorante foram para a sala dos professores onde o duende distribuiu exemplares de seu mais novo livro para os colegas, fez um merchan do lançamento em Hogsmeade e jogou seu amigo Burl na roda para que contasse o que era viver o Quadribol de verdade, tendo em vista que ele era jogador profissional.


- Desce mais uma, Tom! – a voz rouca do anão ressoava pela estalagem enquanto entornavam canecos gigantes de cerveja da Bavária batizada com whisky de fogo, hidromel e vinho dos elfos. Costumavam chamar aquilo de “Derruba Gigante” e dois homens controversos de Hogwarts estavam disputando quem caía primeiro.

Tudo começou há três horas atrás, quando Gastón Planchon III, vulgo, L’druide, resolveu tomar um teque no Cabeça de Javali só para aliviar a tensão. Tinha recebido na noite anterior a visita de um emissário dos duendes e sabia que seu tempo para recuperar a espada de Gryffindor para o seu povo estava acabando. Um ano tinha sido pouco para tanto trabalho a ser feito. Ainda mais que ele, como relis mortal que era, se deixava levar facilmente pelas tentações da vida. Tanto que estava bebendo em dia letivo.

- Ora! Mas também é um sábado, quem não bebe no sábado? Se até elfos tem sindicato, professores também merecem!

- Me veja mais duas doses de Derruba Gigante, Tom. – Pridehare tinha se sentado ao seu lado – Nosso amigo duende está muito falastrão.

E claro, que L’Druide e Burl pretendiam voltar para o Castelo assim que o trem chegasse. Mas infelizmente, o Expresso teve um atraso de três horas e eles acabaram cantarolando abraçados pelo bar até que o apito da locomotiva soou, o mestre de Aritimancia olhou o relógio do bar e viu o quanto estavam atrasados e efusivos dada a quantidade de bebida ingerida.

- Pelas barbas de Dumbledore! É bom você melhorar essa cara de tonto Pridehare, ou Azazel nos demite antes mesmo do ano letivo começar.

E assim, uma cena cômica e já muito vista em Hogsmeade no ano anterior, se sucedeu: os mestres de Aritimancia e Voo correndo aos tropeços pela estradinha de terra, fugindo do vice-diretor.

Dez minutos mais tarde saiam com sorrisos bobos da Ala Hospitalar onde tinham tomado uma poção revigorante para tirar a cara de pingões. Gastón trazia atrás de si, uma pilha de livros enquanto Pridehare trazia sua cara bonita e nada mais. Chegaram junto com os colegas, por mais que ostentassem bochechas coradas e ar fanfarrão. L’Druide, inclusive, levou uma bundada de Samaraia Linderman e viu sua chávena se partindo em mil pedacinhos.

- Isso é que é poder! – cochichou para Burl rindo baixinho do fato, enquanto a professora se desculpava. Não quis ser desrespeitoso por isso conteve o riso.

E quando finalmente, Linderman tinha terminado de se apresentar, o homenzinho se pôs de pé, coisa que por incrível que pareça, ao invés de fazê-lo menor, o fez mais chamativo. Levitou sua pilha de livros entregando um exemplar para cada docente, como se fosse um político em época de eleições. Todo mundo que era um literato já tinha ouvido falar no excêntrico homem que atendia pela alcunha de “O duende”. Se fosse francês/irlandês então conhecia de perto a lenda que corria sobre ele.

- Boa noite, nobres colegas, – rodeava a mesa – para os que não me conhecem, sou Gastón Benjamine François Planchon III, mais conhecido como L’Druide. Fui diretor de Beauxbatons por onze anos e agora, em missão espiritual e pessoal, me recolhi ao cargo de docente. Sou Mestre de Aritimancia e leciono em Hogwarts faz um ano. Longe de expor meu longo currículo, esse, é um presente meu de boas vindas a todos, o meu mais novo livro de Aritimancia: "O Cubo" que será lançado na primeira visita à Hogsmeade. Espero contar com a presença de todos no evento, afinal, conhecimento é a ferramenta de todo professor. – e piscou satisfeito pela introdução que fizera, afinal, oratória nunca fora um problema para ele – E falando em conhecimento e em Quadribol, não tirando o mérito dos tempos áureos de vocês no colégio, mas nada melhor do que o verdadeiro astro pra nos brindar com as sutilezas dos gramados, não é mesmo, Pridehare?

Oh sim. L’Druide era um grande amigo e estava dando a deixa para que seu quiçá, único amigo pudesse descortinar daquilo que lhe fizera tão especial, o Quadribol, porque como Burl mesmo vivia dizendo, futebol é para fracos!

E o meio-duende tinha certeza que o amigo não seria capaz de se vangloriar sozinho em um ambiente onde todos eram bem mais velhos do que ele e aparentemente, se conheciam de longa data. E veja bem que para L’Druide, se gabar é sempre algo positivo pois se você faz algo bem feito e tem um diferencial, então tem mais é que se orgulhar.


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Re: Chá de boas-vindas

Mensagem por Jon Leicester em Qui Set 06, 2012 4:31 pm



Jon veste ISSO.

ALGUNS MINUTOS ANTES DA REUNIÃO:



A noite já começava a cair, significando a despedida de Jon a Adele. Como o professor tinha chegado um dia antes em Hogwarts, tivera tempo de sobra para visitar a amiga e, depois de passar a noite na casa dela em Hogsmeade, finalmente juntava suas roupas e sua seriedade e saía da casa para retornar ao castelo, onde tinha sido convidado, junto com o resto do corpo docente, a comparecer ao chá de boas vindas.

Não que estivesse ansioso para encontrar os colegas de trabalho, já que Jon não nutria real afeto por nenhum deles, mas também não era inimigo de ninguém e, além disso, via aquela breve reunião como uma oportunidade de esquecer as últimas horas e poder entrar no clima do professorado enfim. Gostava de saber que estaria na companhia de pessoas inteligentes, ao contrário do que acontecia na maior parte do tempo em Hogwarts, e isso servia como motivação para que não se atrasasse nem um minuto sequer. Claro, isso e uma provável ameaça de Apollion sobre professores que perdem os horários das reuniões.

Caminhava sem pressa pelas ruas de Hogsmeade, sabendo que ainda tinha alguns minutos sobrando até o horário marcado para o chá de boas-vindas, e ia observando as luzes do vilarejo; homens saindo e entrando do Cabeça de Javali, uns um tanto sóbrios, outros completamente bêbados; viu crianças correndo até onde seria a Dedosdemel e também para a loja dos Weasley; avistou, em meio a tudo isso, a silhueta de uma mulher alta, esguia e loira, e imediatamente reconheceu o andar despreocupado de Helena. Não sabia para onde ela estava indo ou de onde poderia estar voltando, mas isso não fazia muita diferença. Estava com saudade dela, portanto mudou de direção e seguiu-a até quando seus olhares se encontraram de longe.

- Boa noite, moça. - Cumprimentou-a ao se aproximar, com um sorriso discreto - Vai a algum lugar?

- Depende... - Ela começou, lançando-lhe um olhar travesso. - Pra onde você está indo?

Jon riu e deu um passo a frente para abraçá-la e beijar delicadamente sua testa. Não tinha qualquer interesse em Helena que não fosse o da pura amizade, e de certa forma conseguia até se orgulhar disso, já que poucas foram as mulheres com quem trocara mais de duas palavras e não levara para cama mais tarde. O fato de que ela era uma mulher bela e independente era inegável, claro, mas misteriosamente aquilo depois de um tempo parara de ser um atrativo para Jon, que a partir de então passou a enxergá-la como uma irmã.

- Para o castelo. - Afastou-se e enfiou as mãos nos bolsos dianteiros da calça. - Tomar um chá e ouvir formalidades. Quer me acompanhar?

- Formalidades? - Ela o fitou, descrente - Consigo pensar em pelo menos uma coisa melhor para fazermos hoje. Tem certeza que vai? - E riu baixinho em seguida.

Jon acompanhou-a no riso.

- Adoraria ficar. - Logo, olhou seu relógio de pulso e percebeu que, naqueles breves instantes com Helena, perdera os poucos minutos que tinha de sobra para chegar à reunião. - Mas, infelizmente, preciso mesmo ir. Nos vemos... depois. - Inclinou-se, visto que com seu 1,93m Jon precisava abaixar a cabeça para poder olhar direito as pessoas, e deu mais um beijo em sua testa, virando-se em seguida para poder seguir seu rumo até o castelo.


Por sorte, chegara bem em tempo. Entrou na sala logo atrás d'O Duende, e era inclusive muito estranho estar próximo a um homem tão baixo quando se tem quase dois metros de altura. Jon tinha a impressão que se quisesse chutá-lo teria facilidade em fazê-lo, mas simpatizava com Gastón, a seu modo. Por outro lado, era indiferente a quase todos os outros professores, à exceção do diretor, por quem nutria um grande respeito.

A primeira peculiaridade que notou ao se sentar foi o suíno que a nova professora de Adivinhação carregava, e com isso se perguntou quais tipos de animais eram agora permitidos em Hogwarts. Afora, claro, o estranho fato de que o porco não parecia feder. Vicky, como a velha se apresentara, falou muito pouco, e em seguida fora Azazel que tomara a frente do discurso. Jon nem ousou rolar os olhos de preguiça quando o vice-diretor começou a falar, porque apesar de não aprovar a postura sempre ofensiva do professor e seu jeito esnobe de esfregar na cara de todos a sua posição, sabia que ele poderia mover alguns palitos para demiti-lo, e Jon gostava de seu emprego.

Não teve vontade alguma de prestar atenção nas apresentações dos professores que já conhecia, portanto só não se absteve quando foi a vez de Maor Coen falar. Logo, pousou sua xícara de chá sobre o pires após tomar-lhe um gole e dirigiu o olhar para o novo professor de poções e chefe da Sonserina. Não lembrava de seu rosto da época em que fora aluno, como aparentemente outros faziam, por isso Maor lhe era apenas um novato estranho. Não que Jon fosse tão vetereno assim, pois só tinha dois anos que estava em Hogwarts.

Quando lhe foi distribuído o novo livro de L'Druide, pegou-o, analisou-o pela capa e depois abriu-o de maneira descompromissada enquanto pegava sua xícara novamente para bebericar um pouco do chá de menta do qual se servira instantes antes. Teria dito ao colega que estaria no evento de lançamento do livro, mas a deixa do duende para o professor de vôo o interrompeu e com isso Jon teve que esperar, não sem paciência, sua vez de falar.

- Ficarei grato em poder te ajudar com as chaves de portais, Samaraia. - Anunciou por fim, terminando seu chá. Depois, ainda sentado, começou a falar olhando todos à mesa: - A maioria aqui já me conhece, visto que leciono em Hogwarts há dois anos, mas para aqueles que ainda me são estranhos... Meu nome é Jonathan Leicester e sou o professor de Teoria da Magia. Acredito que essas são as únicas informações possivelmente relevantes para os senhores.


Resumo: Jon chega em Hogwarts um dia antes do primeiro dia letivo e passa a noite em Hogsmead com Adele. No outro dia, é comunicado do chá de boas-vindas para os professores e comparece bem em tempo, depois de encontrar-se com uma velha amiga.





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Re: Chá de boas-vindas

Mensagem por Burl Pridehare em Sex Set 07, 2012 6:37 pm

- HAHAHA – ria alto o professor de Voo no Cabeça de Javali – não é qualquer sábado, Gastón, é véspera de recebermos os “pimpolhos”. Ou bebemos ou deixarei o chicote preparado! – disse apontando para Tom: seu melhor amigo naquelas últimas horas – Eles tentaram explodir o Expresso, Tom. Eu era louco na minha época, mas temos vencedores! Me veja mais duas doses de Derruba Gigante, Tom.

Assim que a bebida chegava à mesa L’Druide teve a péssima ideia de olhar ao relógio e lembrá-los de que deveriam estar na reunião de Hogwarts pré-jantar de abertura do ano letivo. Um ano atrás ele participava do mesmo chá, mais sensato e sóbrio, era a única oportunidade de trabalho que aparecera depois do trágico acidente. Dessa vez festejava com seu “amigo” anão pois, como ele mesmo dissera, era um sábado e sábados eram dia de bebemorar. Sentia saudades das glórias dos jogos de Quadribol, do gosto das vitórias e agora tudo o que tinha eram alguns alunos que pensavam saber o que era o esporte: mal aguentavam o peso do balaço, era a verdade.

Saíram correndo, tortos e bêbados, pela estrada que levava de volta ao castelo buscando fugir de um possível vice-diretor furioso. Com cara de menos zero de amigos, Azazel conseguia aterrorizar qualquer um. Talvez fosse uma estratégia muito bem pensada uma vez que Saedrae, o diretor, era completamente o oposto e conseguia impor respeito sem precisar de ameaças ou olhares amarelados.

Passaram antes na ala hospitalar pedindo a Eric um bom revigorante a fim de eliminar o hálito de álcool, os olhos murchos e pequenos, a voz embargada e sua presença no próximo sábado.

- Eric, está convocado a estar no Cabeça de Javali para uma tarde de sábado revigorante. – comentava Burl escorado na cadeira ao lado da maca em que estava sentado – Aposto que podemos fazer uma bela competição com os caras da estação. Gastón entorna uma caneca tão rápido quanto pudemos correr para cá e participar do chá. HAHAHA. Talvez chegássemos mais rápido se aquela árvore não passasse na nossa frente. HAHAHA.

Eric não demonstrara interesse ou pelo menos foi o que Burl pensou ter entendido.

Dez minutos depois chegaram, finalmente quase totalmente sóbrios, até a reunião dos docentes. O colega levava exemplares de seu novo livro, havia falado sobre esse lançamento por diversas vezes e agora era hora de fazer a parte de Marketing. Burl inclusive sabia que havia na escola o músico “metido a empresário” da tal banda juvenil Brotherhood. Não havia dado aula ao rapaz, mas poderia sugerir ao amigo que procurasse o jovem pois talvez tivesse um efeito mais positivo a divulgação.

Assim que estavam todos reunidos na sala e o burburinho já ia alto Odlavinou deu as boas-vindas à quem regressava e aos novatos, que incluía uma professora bem idosa que trazia à tiracolo um suíno muito gordo. Burl não entendia qual o propósito daquilo mas confiava nas decisões do diretor que respeitava profundamente aquela instituição. Alguns professores mais se apresentaram e como já conhecia a maioria deles dedicou-se a comer muitas bolachas e torradas a fim de tentar dar cabo àquela sensação de ressaca que sentia. Parecia uma reunião de alunos de ouro da época de Hogwarts, a sensação de saudosismo era pesada. Lilith, inclusive, havia sido sua veterana em sua época de escola e agora trabalhavam juntos.

A parte mais interessante da conversa era que finalmente poderia conhecer o sonserino responsável pela famosa Finta de Wronsky em Hogwarts. Ouvira muitos comentários enquanto jogador de Quadribol da Grifinória e agora sabia que era Maor Coen quem inspirara diversas vezes seus jogos enquanto mais jovem sempre buscando a Taça do Torneio. Embora fosse grifinório, e ele sonserino, precisava reconhecer que fora um bom jogador em sua época.

Enquanto L’Druide fazia sua apresentação, apresentava seu livro e detalhes de sua carreira, empolgou-se e deixou a deixa para que Burl pudesse se apresentar: uma deixa à sua altura, ressaltou em pensamento.

– E falando em conhecimento e em Quadribol, não tirando o mérito dos tempos áureos de vocês no colégio, mas nada melhor do que o verdadeiro astro pra nos brindar com as sutilezas dos gramados, não é mesmo, Pridehare?

- Bom... gostaria de poder dizer o contrário, caro amigo, mas duas Taças da Copa Mundial não me deixariam mentir, hã? – disse com um de seus melhores sorrisos e não percebeu que o comentário foi muito além do oportuno – Como todos devem saber – claro que sabiam! – sou Burl Pridehare melhor artilheiro da Copa Mundial em 2006 e 2008 – sabia que fazia tempo mas não era vergonhoso expor a verdade – e capa três vezes da Revista “Bruxos”. Sofri um grave acidente anos atrás que me impossibilitou de continuar fazendo o que faço de melhor... Porém, devo admitir, que Odlavinou soube reconhecer uma oportunidade sugerindo a cadeira de Voo para mim. Pelo segundo ano ensinarei a essas crianças a fantástica arte de voar e, embora alguns tenham aptidão nula, tentarei mostrar-lhes a responsabilidade em um campo de Quadribol. – aproveitou o momento ainda para reforçar um dos maiores eventos da escola – Aproveito também para compartilhar com todos os professores a importância para integração inter-casas que traz o Torneio de Quadribol. Conto com a colaboração e apoio de todos, principalmente dos chefes de casa, selecionando os atletas mais preparados para os postos. Não queremos crianças chorando desoladas após os jogos, não? – deu uma risadinha lembrando no ano passado quando um aluno quebrou o braço defendendo o gol e precisou deixar o campo pois não conseguia conter o choro – Estou à disposição sempre que precisarem de algo e creio que sabem onde me encontrar.

Diria que o momento para as fotos e autógrafos seria depois mas lembrou que agora era somente um professor de Hogwarts. Pagaria depois a Gastón uma caneca de bebida por fazê-lo sentir-se menos deslocado entre tantas pessoas com muita experiência de vida e "preparadas" para lecionar.


Resumo: Antes do chá Burl está com L'Driude bebendo todas no Cabeça de Javali. Cambaleando tomam uma poção revigorante na Enfermaria da escola e seguem para a reunião. Burl comenta um pouco sobre si e lembra a todos sobre o Torneio de Quadribol.

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Re: Chá de boas-vindas

Mensagem por Adele Bernard em Dom Set 09, 2012 8:09 pm

Resumo:
"Anteriormente...": Adele é guiada por Jon pelo castelo até o escritório do professor Azazel, onde teriam uma reunião particular.

Adele chega atrasada para a reunião na sala dos professores e mal entra no aposento é rapidamente apresentada e despachada por Azazel em busca dos Monitores Chefes. Em sua busca, encontra um rapaz qualquer (Charles Baudelaire) e o pede para avisar aos Monitores Chefes que estão sendo requisitados imediatamente na reunião.
Anteriormente...:
Suspirou, esboçando um sorrisinho zombeteiro no canto esquerdo da boca, escondido, quase imperceptível. Já estava acostumada a receber aquele tipo de tratamento vip, assim como já estava acostumada a receber outros tipos de tratamentos especiais, principalmente devido a sua posição social pública. É sabido que, apesar de ser a profissão mais antiga do mundo, não são todas as pessoas que tomam uma mulher da vida como uma boa companhia, exceto talvez para as noites frias. Levando isso em conta e todos esses anos de experiência direta com todo tipo de gente, podemos dizer que Adele estava sim, preparada para o que viria em seguida.

Seus passos ecoavam pelos corredores, os saltos altos agora sujos de lama deixando um rastro pelo castelo. Gostava da denominação “clarks”, era assim que as meninas de Bordeaux chamavam umas às outras, devido ao som que os saltos faziam nas ruas de paralelepípedos da cidade. O adjetivo acabou tornando-se público e mulheres que trabalhavam arduamente para saciar o desejo dos homens, em Bordeaux, passaram a ser chamadas de clarks. Ao seu lado não poderia estar outra pessoa senão Jon Leicester que servia de guia do castelo naquela noite. Adele já havia entrado em Hogwarts, uma vez há muitos anos, em uma época em que Jon havia sido mais receptivo e galanteador. Sem dúvida que os novos ares de professor vinham mudando seu estilo há muito tempo. Contudo, não seria Jon que receberia sua visita hoje, seria alguém maior, muito maior do que o professor.

- Sei que não vai me dizer a razão de sua reunião com meu prezado vice-diretor, portanto só me resta perguntar... como está, Adele?

- Como estou? - Parou no meio do corredor para encarar o companheiro melhor, rindo da situação. - Sinceramente, depois de todo esse tempo, de tudo que passamos, você realmente se importa se eu estou bem ou não? Não seja patético, Jon.

- Existe uma grande diferença entre ser patético e educado. - Comentou, tranquilo – Nem todo mundo merece cortesia, mas não faço discriminações.

Uma coruja piou em algum lugar lá fora. Adele olhou pela janela aberta ao seu lado, encarou as estrelas por uma fração de segundos e se lembrou do real motivo de estar ali hoje. Voltou a seguir pelo corredor, passos firmes e fortes. Clarks, clarks, clarks. Jon seguindo ao seu lado.

- Muito engraçadinho. Cherry, acho que esse seu novo estirro de vida tem lhe transformado. Ser una professorra não lhe fez bem – Uma de suas manias era agir como se fosse uma francesinha perdida, com um péssimo sotaque, arranhando demais os erris e um biquinho triste de ofendida nos lábios. Sabia que essa dramatização era adorada por seus clientes, mas Jon não era um simples cliente. – Diga-me mon amour, por que insiste em ser quem sabemos que você não é em situações como essa? Veja bem, não estamos entre quatro paredes e em cima de uma cama, exatamente, mas estamos sozinhos, não estamos? – Uma piscadela e um movimento de cabeça para arrumar o cabelo que caia-lhe sobre os olhos. - Acho que já podemos pular a parte do “como vai você” e ir para o ponto principal. – Chegaram ao final do corredor, Adele parou e fez sinal para Jon ir a frente mais uma vez, guiando-a – Acho que terei um tempo vago após minha pequena reuniãozinha com o senhor Azazel, se é isso que quer saber.

- Ótimo. - Deu um sorriso cínico. – Apollion deve estar na sua próxima porta à direita. Nos vemos depois desse seu... encontro. - Deu as costas para abandoná-la, mas depois de alguns passos, virou-se e disse: - Seu sotaque francês é deplorável.

- Idiot... – xingou baixinho em francês.

O corredor estava vazio e silencioso, havia algumas janelas abertas, o vento frio da noite entrava em jorradas leves, mas cortantes. Adele vestia um típico conjunto de trajes formais de uma empresária muggle. Era óbvio que bruxos costumavam não aderir à moda muggle, mas a loira havia passado muitos anos entre eles e acabara criando algumas peculiaridades não mágicas; a forma de se vestir era uma delas, em certas ocasiões. Em um ombro pendia uma pequena bolsa com estampa de zebra. Caminhou até a porta indicada por Jon, arrumou rapidamente os cabelos e espanou qualquer vestígio de sujeira de cima do terninho cinza e bateu três vezes na porta.


[ Adele veste… ]

Clarks, clarks, clarks.

Os corredores ainda estavam vazios, mas a movimentação já era perceptível. Os quadros pendurados nas paredes de todo o castelo conversavam entre si trocando informações, provavelmente sobre os últimos acontecimentos em Londres, durante a viagem do expresso e o desembarque na estação de Hogsmead. De onde estava as janelas abertas dos corredores deixava-se ouvir a chegada dos alunos, sempre tão barulhentos. Mentalmente ela fizera um contraste entre o tamanho do barulho feito pela chegada dos alunos e outros tipos de... sons! Soltou um risinho enquanto passava por um conjunto de quadros sobre alguma batalha ou guerra, com muitas pessoas gritando e correndo nos quadros.

Clarks, clarks, clarks.

A reunião já havia começado sem ela, o chá e as torradas já estavam servidos e alguém que ela desconhecia estava se apresentando, talvez um professor. Sem dúvida alguma haviam alguns novatos entre o corpo docente, mas provavelmente nenhum tão novo quanto ela própria, recém admitida na noite anterior pelo próprio vice-diretor. O homem estava exatamente da mesma maneira que estivera na noite anterior, quando tiveram o primeiro encontro particular, com todo aquele ar de superioridade. Tysha gostava disso, mas ali ela não seria Tysha Deville, teria de assumir uma identidade verídica para não levantar suspeitas. Passara parte da noite – enquanto Jon dormia e dava-lhe uma trégua – pensando se deveria ou não mudar algo em sua aparência, talvez o tamanho no nariz, um pouco a tonalidade da pele, do cabelo, com certeza, mas ao fim, relutantemente, decidira que deveria ser inteiramente ela mesma, sem novas identidades, sem novas aparências. Só Adele. Em Hogwarts ela seria somente Adele Bernard.

Entrara na sala de forma muito calma e silenciosa, fazendo o máximo possível de esforço para não ser notada. Teria facilmente conseguido se não estivesse em Hogwarts e Azazel não estivesse naquela sala. Seus olhares se encontraram e o que via por parte de seu superior não era nada bom. Para o primeiro dia de trabalho um atraso sem dúvida não passaria despercebido, ainda mais quando falamos do professor Azazel.

- Finalmente! O que será que houve hoje que todo mundo resolveu se atrasar?

- Ah, professor, peço desculpas, mas... – Tentou se explicar, em vão.

- Esta é a Mlle. Pernard – algo lhe dizia que Azazel fazia questão de pronunciar seu nome erroneamente, talvez uma forma de castigo por seu atraso. – minha secretária particular nos assuntos pedagógicos da escola... Tenha a bondade de procurar os Monitores Chefes e traga-os aqui, por gentileza. A Srta. já está atrasada mesmo... não vai fazer diferença alguns minutos a mais. Pode ir.

Levantou o dedo indicador em tentativa de revidar, mas era inútil.

- É Adele Bernard, senhor. E sim, trarei os... os Monitores, sim, claro.

A porta ainda estava aberta e da mesma forma que entrara saíra novamente. Vestia-se de forma simples, mas confortável. Uma calça marrom, um moletom branco e um cachecol enrolado ao pescoço. Sobre um ombro havia uma bolsa de couro marrom e em mãos uma prancheta com vários papéis. Ao sair da sala e fechar a porta atrás de si desejou ter um mapa do castelo entre todos aqueles memorandos, avisos, anúncios e cartas ministeriais, sem falar nas cartas de pais de estudantes que, nem bem faziam trinta minutos da chegada dos alunos já enchiam o escritório do professor Azazel. Adele não sabia o que exatamente acontecera no Expresso, simplesmente só recebera a ordem de estar na sala dos professores naquele horário e ainda não havia se encontrado com o professor Azazel até alguns instantes atrás.

Decidiu que o melhor seria seguir o fluxo. Na dúvida, sempre siga o fluxo. As vozes agora vinham do grande hall, sem dúvida esses tais Monitores Chefes deveriam estar entre os outros alunos. A ideia fora varrida de sua mente quando visualizou o mar de alunos seguindo para o Salão Principal. Puxara um aluno qualquer, muito bonitinho por sinal.

- Bonjour cherrie. Farás um favorzinho para moi. Oui? O professor Azazel envia ordens expressas e urgentes de que os Monitores Chefes devem comparecer imediatamente na sala dos professores. – Ela não conhecia o garoto, não sabia nem ao certo se ele falava a sua língua, teria de ser o mais clara possível. Azazel estava a sua espera. – Vou repetir... Monitores Chefes na sala dos professores, IMEDIATAMENTE. Ordens do professor Azazel. Merci!

Sem esperar alguma resposta subiu as escadas novamente, a prancheta pressionada contra o peito para os papeis não voarem. Voltara para a sala dos professores e mais uma vez tentara entrar o mais silenciosamente possível. Dessa vez não tentou se sentar e esconder-se no fundo da sala, ficara ao lado da porta, a espera dos monitores. Sempre que alguém virava o rosto para encará-la sorria timidamente e abaixava os olhos para as papeladas na prancheta novamente.
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Re: Chá de boas-vindas

Mensagem por Nicholle Laurence em Qua Set 12, 2012 8:30 pm



- Você já está atrasada, senhorita Nicholle.

Demétrius, sempre calmo e paciente, avisava a mulher loira. Como sempre, ele cuidava de seus horários e compromissos, já que ela era quase sempre incapaz de se lembrar das coisas.

- Atrasada para o que, criatura? – Perguntou enquanto passava as mãos entre o cabelo, verificando a existência de alguns fios duplos.

Nicholle estava em seus aposentos, já vestida para o que aquela noite pedia; Primeiro de setembro, volta dos alunos para a escola. Muitos novos corvinais estavam por vir, e a chefe azul faria o possível para acolher maternalmente a cada um deles.

- Oras, o chá com os professores antes do jantar oficial.

- Demétrius, você está ficando velho.

- A senhorita também.

Poucos se davam o trabalho de tentar entender a conversa entre Nicholle e seu elfo, Demétrius. Ele fora criado na casa dos Laurence, ainda quando estavam na França. A garota loirinha sempre o teve como amigo, embora ele lhe servisse com bastante devoção. Os anos tornaram a relação dos dois tão natural que qualquer frase entre eles era entendida, mas qualquer pessoa de fora não saberia compreender onde os dois pretendiam chegar.

---


Entrou na sala onde já estavam alguns docentes e chefes de casa, sentou-se comportadamente e distribuiu sorrisos para cada um ali – até mesmo os mais fechados ou arrogantes, Nick não ligava para isso, seria sempre amigável.

- Olá, queridos! Como foram as férias?!

Passou os olhos pelos colegas enquanto cada um falava um pouco sobre si e sobre suas funções em Hogwarts. Ela, em particular, já estava na casa há três anos e conhecia praticamente todos, se não pessoalmente pelo menos pelo “currículo” de cada um. O grupo formado por Saedrae era bastante seleto e contava com grandes nomes e egos. A loira divertia-se a cada piada lançada na conversa e fingia nem ter ouvido quando as palavras se tornavam mais ríspidas. Manteve-se assim até que tivesse vontade de tomar a vez para si.

- Boa noite. – Um sorriso luminoso se abriu em seus lábios. – Acredito que conheço quase todos, especialmente o Burl, com quem estudei em tempos passados. Boas vindas aos que estão chegando agora. – Olhou para cima rapidamente com a sensação de que alguma criaturinha rondava seu cabelo e então largou as formalidades de lado. – Como sabem, sou chefe da Corvinal, trabalhei alguns anos na divisão de criaturas mágicas no Ministério e lecionei por um ano em Beauxbatons, quando achei que voltaria a morar na França.... E tenho outros títulos legais como os de vocês, mas na verdade não acho que eles importem muito. – Fez um bico, sem ter a real intenção de desdenhar dos títulos alheios. – Por agora, acho que o importante mesmo é que vocês saibam que podem me procurar quando precisarem, ou quando só quiserem tomar um chá de cascas de amoreira. Tanto faz, vou estar sempre disponível.

Voltou a sorrir e piscou marotamente para todos. Deixaria os assuntos sérios para depois, afinal, a noite era de comemoração.

- Agora... Onde estão os bolinhos de nozes com chocolate?

Vasculhou a mesa e deixou que os outros continuassem a contar o que pretendiam. Conversa vai, conversa vem, Nicholle descobriria detalhes que muitos pensariam que deixou passar batido.

Resumo: Momentos antes do chá, Nicholle é lembrada do evento por seu elfo. Chegando em cima da hora, vez que outros já estavam no local, a chefe da Corvinal espera até ter sua vez nas apresentações.
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Re: Chá de boas-vindas

Mensagem por Harriet J. Smith em Ter Set 18, 2012 2:03 pm

Spoiler:
Harriet compra uma Raiz importante para a aula do sexto ano no Beco Diagonal, e, deopis de pegar suas coisas em seu apartamento em Londres, vai à Hogwarts, aparatando em Hogsmeade. Chega na hora para o chá, escuta as apresentações e se apresenta também.

[off]Se houverem erros de digitação, me desculpem, minha tecla "t" resolveu dar problema, aí eu me confundo escrevendo.[/off]


- O QUÊ? Você quer três galeões, doze sicles e nove nuques por ISSO? – disse uma indignada Harriet Smith segurando pra cima uma raíz borbulhante. – Nem no Nepal, que, por sinal, eu já estive, isso custa esse absurdo! Eu te dou um galeão, e fique feliz por eu não te denunciar para a Seção de Comércio Herbológico Internacional. Na realidade, eu tenho uma amiga muito querida, Lidiana Troller, que ficaria bem feliz em saber que... quinze sicles? Ah, o senhor é muito bondoso!

Agarrando a raíz, enfiou-a em uma bolsa de couro de dragão e deu um adeus singelo ao velho. Bufando, ele acenou com a varinha e recolheu suas coisas. Afinal, sabe Merlin se Harriet não o denunciaria de qualquer jeito. Montar uma tenda perto da Travessa do Tranco talvez não atraísse tanta gente chata.

E Harriet estava feliz. Não só conseguira uma Raiz de Ênula-Campana por metade do preço do mercado, como ainda conseguira barganhar pela primeira vez. Não que chantagear uma pessoa fosse realmente uma barganha, mas era alguma coisa. E agora tinha algo pra mostrar aos sextanistas na primeira semana. Andou por mais algumas lojas, comprando itens que faltava no seu estoque particular de poções e um belo espartilho na Trapobelo, antes de decidir voltar para casa. Ainda tinha que pegar umas coisas no seu apartamento em Londres antes de ir para Hogwarts definitivamente.


BAQUE! Aparatara, no meio de Hogsmeade. Um vento gelado entrou por baixo do vestido, e Harriet sentiu sua espinha congelar. Não importava a época, Hogsmeade insistia em encanar um ar gelado, de algum jeito. Seus malões flutuavam penosamente atrás dela. Eram cinco malões tamanho normal, dois tamanho gigante, três médios e circulares para os chapéus, e uma bolsa de mão puída. O feitiço aplicado para flutuarem estava quase caducando, e ele cansava absurdamente a professora.

- Finalmente! – disse. As luzes fracas de Hogsmeade começavam a acender, e a rua pouco apinhada de consumidores ia diminuindo até uma trilha que ia para um castelo longínquo. Hogwarts. Era bom estar de volta, embora não fosse necessário que ela viajasse todas as férias. Subiu na vassoura de viagem, amarrando os malões no encalço, não antes sem dar uma passada esperta no Três Vassouras e comprar um engradado de seis Cervejas Amanteigadas. Just in case.

Acelerou a vassoura ao som de “e lá vamos nós” e cinco minutos depois estava no grande portão de Javalis Alados, comprovando suas credenciais de professora. Claro que, não sendo falsificadas, entrou sem problemas. Chegou ao castelo em si pouco depois, e instalou seus pertences no primeiro andar, próximo às estufas.

O Chá de Boas Vindas, como de costume, começava meia hora antes da criançada chegar no castelo. Como Harriet sabia, o banquete estava levemente atrasado esse ano por causa de alguns piromaníacos no trem, mas pelo menos ele estava quase chegando. Ela só esperava que pessoas como Blanche ou Walcnevar não estivessem envolvidos, ou pior, machucados. Nem LeGuin, ou Weisman, ou Gupta, ou Reid. Na realidade, ninguém poderia... poderia? Meneando a cabeça, entrou na sala dos professores.

Alguns minutos foram necessários. Apresentações foram feitas, entre elas o caro Diretor, Saedrae, bem como uma velha não tão simpática que segurava uma porca (sim, o animal suíno), que agradeceu por Karl, o mestre de Transfiguração, salvar sua vida. Quando terminava se falar, o pigarro forte do homem ao seu lado. Virou-se para ver quem era, pois estava em uma conversa calorosa com Linderman sobre o uso do penico, e viu o irritante professor de Defesa Contra as Artes das Trevas. O Sr. Azazel tinha o dom perfeito de lhe deixar desconfortável só em falar, mas dessa vez, porém, ele não fora tão inconveniente.

Logo depois, o adorável professor de História da Magia (para compensar a aula chata que dava) amenizou as coisas, se apresentando aos novatos, bem como oferecendo broches de jubileu de Elizabeth II. Harriet levantou a mão graciosamente, querendo um. Era uma adoradora do império britânico, afinal, e colecionava coisas sobre isso. Tinha um jogo de pratos adorável com o casamento de Kate Middleton e o príncipe William. Logo depois, o homem continuou o papo com o absurdo jogo de Quadribol de ontem.

Embora ela estivesse atenta a todo o momento, não se lembra de algumas oito horas de jogo. Quando dormiu, a partida estava de um jeito, e acordou de outro totalmente diferente. Infelizmente, perdera a aposta com a bruxa de um olho só do Caldeirão Furado. Ouviu o mestre de História da Magia elogiar as atuações do novo professor de Poções que ela já sabia de chamar Coen. Aparentemente, todos tinham estudado no mesmo ano. Como Harriet era pouco mais nova, ela lembrava vagamente deles se formando quando ela estava no segundo ano.

Distraíra-se com os bolos de geléia, muito bons, por sinal, e não ouviu a tensão formada entre Linderman e as grosserias dos outros dois, somente ouvindo uma xícara espatifar no chão. Visivelmente afetada, a amiga de Smith apresentou-se, lembrando dos fatos do trem, bem como pedindo alguma ajuda com Chaves de Portal, coisa que Harriet NÃO se arriscaria a oferecer, por correr o risco de mandar os alunos para o Chile ao invés de Londres.

Logo após foi o fofinho do L’Druide, que fez um merchandising básico de seu novo livro, entregando um para Harriet, que abriu-o despreocupadamente. Como nunca excelente aluna em Aritmancia, não entendera direito metade do que vira, mas sorriu bondosamente e o guardou na bolsa. Depois de comentar sobre Quadribol mais uma vez, mas dessa vez com o incrivelmente bonito Sr. Pridehare, o ex-Artilheiro de Ouro. Sorriu bobamente enquanto ele falava, parecendo uma patética adolescente, e só voltou a si quando Johnny, usando um terno mui bem cortado, se apresentou.

Harriet conhecia todo mundo, então na metade do tempo ela ficou conversando com a enfermeira da escola sobre os novos usos das plantas que floresceriam naquele outono. Pelo jeito, precisariam de muitas poções regenerativas com o agitado início do ano letivo. Acenou quando Nick a cumprimentou, e a ouviu se apresentar, pensava em que tipo de títulos ela tinha que valiam a pena mencionar. Certamente ser Chefe do Clube de Bexigas não era um deles. Talvez aquela menção honrosa sobre a Poção de Crescimento Instantâneo. Embora os efeitos colaterais fossem horríveis, ela ainda ajudava crianças que tinham perdido todos os ossos do corpo.

- Agora... Onde estão os bolinhos de nozes com chocolate? – perguntou, finalmente.

- Aqui, querida! Guardei alguns pra depois, mas o banquete vai dar conta disso! – disse Smith, sorrindo e estendendo uma cesta com os bolinhos. Sorveu um pouco de seu chá, antes de falar. – Aproveitando, acho que já me apresento – ela levantou, baendo no vestido para derrubar as migalhas que ficaram. - Acho que daqui só não conheço a Sra. Etros-Jagger, e Maor Coen. Não pessoalmente, ao menos. Harriet Smith, professora de Herbologia, e infelizmente não tenho nenhum desses títulos pomposos. Muito menos fui jogadora... então me sobra só experiência mesmo. De qualquer forma, tudo que quiserem saber sobre plantas, ervas e relacionados, podem falar comigo! Leciono em Hogwarts há sete anos, mais ou menos, e amo meu trabalho...
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Harriet J. Smith
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Re: Chá de boas-vindas

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