Expresso de Hogwarts [encerrado]

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Re: Expresso de Hogwarts [encerrado]

Mensagem por Charles Baudelaire em Qua Ago 08, 2012 1:50 pm

Resumo e considerações em OFF:
Spoiler:
Depois que Charles e Roxanna encontram uma cabine, Kayra Leigh e Isadore Baudelaire aparecem, juntando-se a eles. Ficam conversando sobre nada até que também chegam Michael Alleborn, Anna Blanche e Eilonwy Dolben, esta última com uma terrível verruga na cara.

OFF: Jux, eu mudei um pouco a abordagem do Charles, pra combinar mais com ele. Não mudou muito o que tínhamos combinado, a Suh concordou, e apesar da lata ter sido estourada e não pisada, ela ainda cai no chão propositalmente (mantendo a culpa em nós). O que os outros falam vai vir no post de cada um, não botei no meu pra não ficar grande :/

Todas as falas foram combinadas.




galinhas, verrugas e mais bullying



Dito e feito, assim que Roxanna dissera que Kayra provavelmente a procurava, a sonserina apareceu na porta da cabine. E como Charles suspeitava, estava (mal) acompanhada de Isadore. Não bastasse que ela já estivesse presente em pelo menos doze horas de seu dia, ser de sua família e ter vindo com ele até a estação, ela também precisava ser melhor amiga da melhor amiga de Roxanna.

Inevitavelmente, Charles revirou os olhos ao perceber que seria obrigado a estar no meio das meninas – na verdade, foi até um pouco desconfortável perceber que era o único rapaz ali – mais especificamente próximo de sua prima, todavia tamanha foi sua surpresa quando Isadore fez questão de sentar-se ao seu lado, quase sobre um lugar que provavelmente teria deixado Charles tão vermelho quanto um pimentão.

Sentia-se entediado com todo aquele papo de saudades, Hogwarts e amizade feminina, então tratou de se ocupar com seus fios de cabelo, ajeitando-os para trás para que não caíssem sobre seus olhos. O que, claro, não conseguiu entretê-lo por muito tempo, então logo se viu prestando atenção na conversa xexelenta das garotas.

Quando Roxanna alegou que Charles e ela também estavam procurando a dupla, o corvino não pode deixar de franzir o cenho – já que não era bom com piadas, nem para fazê-las, nem para compreendê-las. Pelo contrário, ele queria era se ver livre de Isadore, mas a garota mais parecia um imã.

- Iupee. – Ironizou Charles baixinho, de cara amarrada, quando Rox falou sobre estarem juntos em Hogwarts novamente. Mas ninguém pareceu lhe dar muita atenção.

- Minhas férias foram péssimas! Quem tá a fim de animar as coisas por aqui? – Alegou Kayra depois de um tempinho, sentando-se no banco da frente.

- Por que vocês mulheres sentem a vã necessidade de estar em atividade? – Indagou, sem real interesse. – Por que não se reúnem em silêncio e lêem um livro?

Naquele exato momento, porém, passava um grupo de garotos, provavelmente terceiranistas, conversando tão alto que mais pareciam estar aos prantos, sobre o assunto mais comum entre os bruxos: quadribol. Claro que Isadore não deixou passar e comentou um irônico “nós mulheres”, mas as palavras de Roxanna foram muito mais incisivas.

- Porque clube do livro é coisa de corvinerd, queridinho. - e sorriu angelicalmente - Sem ofensas, Charles. - mas seu tom indicava o oposto - E nós somos slythericious! Mesmo Kayra estando pra ser selecionada eu não costumo me enganar, somos todas filhas de Salazar.

- A vida vai muito além das páginas de um livro, querido! E aposto que você já leu isso em algum desses depósitos de traça que você carrega. - disse, apontando o indicador para os pertences de Charles.

- A vida não vai até muito longe quando se é burro e ignorante. – Retrucou, calmo. – Se pertencer à Corvinal significa não parecer uma galinha desesperada pra cacarejar quando encontra o resto da granja, então estou satisfeito em ser “corvinerd”. – Terminou, tirando um livro de bolso de dentro... do bolso.

- Realista de sua parte. – Isadore virou-se para “encará-lo”, fazendo Charles perceber que novamente tinha tocado involuntariamente num assunto incômodo para a prima antes – Às vezes o segundo lugar é o melhor que vai conseguir.

- Então você está na casa errada, prima. – Ele nem se deu ao trabalho de olhá-la de volta, continuando a fingir ler seu pequeno livro. – Não estaria a Grifinória no último lugar?

- Tecnicamente, eu considero a Lufa-lufa. – Ela começou – E, bom, sorte a minha que não sou da Grifinória, senão provavelmente você estaria morrendo pra ser meu amigo.

Ele franziu o cenho, fingindo confusão. Ainda que ela não pudesse ver, claro.

- Não sabia que você era ciumenta, Isadore. – “E nem se estivesse banhada em ouro eu correria para ser seu amigo”, completou dois segundos depois em sua cabeça.

Ela estava prestes a retrucar, chegou até a abrir a boca, quando Kayra interveio finalmente:

- Casas à parte, porque a vida sem radmantas me parece um mar de rosas, eu prefiro as aventuras da vida real do que ficar meditando sobre a vida de um personagem fictício. Mas se você é suficientemente covarde pra se tornar personagem principal da sua própria história, vá em frente! Continue aí, amarelando com as páginas do seu livro. – Kayra falava novamente.

“Personagem fictício?”, pensou ao erguer os olhos pra ela. “Ela acha que eu leio histórias”, concluiu o óbvio. Soltou um longo suspiro, exausto pela própria intolerância à estupidez alheia. Charles não lia livros fictícios, portanto não havia nenhum “personagem principal”. Tudo o que lia era sobre a realidade, sobre feitiços, aritmancia – e vários outros tipos de ‘mancias’ – química, engenharia, história bruxa, medibruxaria, psicologia e mais uma infinidade de assuntos. Ele gostava de sentir que sabia tudo, e cada vez queria saber mais. Pensou em dizer tudo isso à Kayra, apenas para não deixar seu orgulho ser ferido, mas percebeu que era tão inútil debater com elas quanto seria se o fizesse com uma rocha.

Esboçou um sorriso fechado de escárnio, então, em resposta, e disse:

- É o que farei.

Só que seus planos foram arruinados quando, após o que pareceu ser um minuto, mais gente chegava à porta da cabine. Dessa vez, porém, quando Charles interrompeu sua leitura para descobrir quem eram os visitantes, ficou aliviado ao ver Michael Alleborn, muito provavelmente o único rapaz que sabia dialogar na mesma língua que Baudelaire. Roxanna também conseguia, na maior parte do tempo, mas quando se juntava com as outras galinhas, era um “pó pó pó” sem fim.

O sonserino não parecia altivo e sério como era de sua natureza. Na verdade, sua expressão era de nítido esforço, e Charles logo percebeu que ele estava tentando não rir à medida que entrava com Anna Blanche e a admiradora de Charles, Eilonwy Dolben. Esta última estava com uma coisa horrenda no rosto, e aparentemente era este o motivo da cara de Michael.

- Realmente, pode acontecer com qualquer pessoa. – Falava Anna atrás do sonserino enquanto ele entrava, tirando a varinha do bolso para tentar resolver o que quer que havia com a cara de Dolben.

- Não riam. É sério. – Ele disse, sentando-se.

E provavelmente era mesmo, devido a expressão aflita de Eilonwy quando Anna pousou a varinha em seu rosto e disse que ia doer um pouco – o que Charles sabia ser mentira. Deixou que o trio resolvesse aquele problema nojento sem prestar atenção. Queria muito terminar pelo menos de ler UM capítulo sobre a fórmula e o preparo de uma leve poção do sono.

Entretanto, mal tinha virado duas páginas quando a porta da cabine voltou a se abrir. Charles era paciente e quando lia dificilmente conseguia ser distraído, mas com tantas pessoas ali dentro conversando e mais gente chegando, seria impossível prosseguir com a leitura. Guardou o pequeno livro de poções no bolso e fulminou o visitante com um olhar cheio de sangue.

O garoto na porta ainda tinha que ser Chester Lewis, para piorar o humor de Charles. O garoto era de sua casa – algo que ele JAMAIS compreenderia – mas tinha o sangue ruim e todos sabiam que era pobre. Esses dois defeitos à porta de uma cabine composta quase totalmente por sonserinos podiam ser um convite para sofrer um bullying violento. E foi exatamente o que aconteceu.

- Vai uma bebida trouxa gaseificada? – Dissera Chester, carregado de latinhas vermelhas.

Isadore foi a primeira a se manifestar.

- Finalmente descobri como você consegue pagar a mensalidade. – Disse ela com desprezo. – Aqui meu bem. Pode ficar com o troco. – E ofereceu um galeão para Chester. Ele estendeu a mão para entregar um lata pra ela, que estava do lado da porta e nem precisou se levantar, mas quando ia segurar o refrigerante, Isadore deixou-o cair no chão. Para pessoas inocentes, teria sido um ato inofensivo, fruto da deficiência da sonserina, mas todos ali eram espertos o suficiente para saberem que ela o fizera de propósito. E ao cair, a lata ainda estourou e derramou seu conteúdo marrom pelo chão da cabine.

- Olha o que você fez, sr. Lewis. – Disse Charles, que mantinha os pés afastados do líquido. – Limpe, antes que isso nos suje. – E o garoto estava se abaixando para limpar quando Charles concluiu: - Com a boca, Lewis. Por favor.

Bom, não podiam negar que Charles Baudelaire era educado.



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Re: Expresso de Hogwarts [encerrado]

Mensagem por Isadore Baudelaire em Qua Ago 08, 2012 6:53 pm

On with the action now, I'll strip your pride
I'll spread your blood around, I'll see you ride


Quase pulou de alegria quando ouviu a voz de Kayra. Estava com uma saudade enorme da grega, que acabava de sair de Durmstrang, o que Isadore achava - apesar de não ter dito - que era uma tremenda evolução. Hogwarts era muito mais charmosa e provavelmente contava com mais pobres-coitados, que eram seus alvos preferidos.

Podem dizer que os Comensais da Morte detestavam os trouxas, mas a verdade é só uma: não teriam sequer se unido se não fosse por essas criaturas desprezíveis. Deveriam agradecê-los... no máximo dando alguns segundos para que corressem, é claro, mas deveriam.

A grega estava mandando Takamiya ser útil e, o que Isadore adivinhou, carregar sua bagagem, sem danificar nada.

- Encare como um treinamento, Taky - Isadore tentou, mas nem tanto, consolar o japa, deduzindo que ele estava sob uma pilha de produtos de beleza e vestes de marca. Depois Kay perguntou sobre o paradeiro de Charles, mas Isadore, em um gesto de amizade e consideração, poupou os ouvidos da amiga. Até porque externar suas suspeitas de que ele estava correndo atrás de um rabo de saia grifinório seria uma vergonha não só para ele ou para ela, mas a toda sua linhagem. Escolheu, ao invés disso, apenas rolar os olhos nas órbitas.

Em seguida, a grega sugeriu que fossem procurar por Rox, o que era uma ideia excelente. Estariam as três juntas na mesma escola pela primeira vez, e o fato da Coordenação de Hogwarts não ter se oposto a isso mostrava que ela era muito pouco prudente. Não teve mais notícias de Takamiya depois disso, já que agora estava sendo guiada por Kayra, enquanto conversavam, até que a grega parou. Isadore deduziu corretamente que ela o fez por ter finalmente encontrado Roxanna, mas antes mesmo que a loira abrisse a porta da cabine, sabia que Charles estava lá dentro. O que só descobriu depois foi que ambos estavam sozinhos.

Sem pensar direito no que fazia, sentou-se ao lado do primo - quase em seu colo, na verdade, porque calculara um pouco mal - esquecendo por completo que estava planejando a sua morte há pouco menos de trinta minutos. Isadore percebeu que ele tinha bufado, mas fez questão de ignorá-lo. Além do mais, gostava tanto de Roxanna e estava tão satisfeita por estarem todos juntos de novo, indo para Hogwarts, que todo seu ciúme ficou em segundo plano, principalmente porque sabia que Roxanna estava prometida para se casar com o seu primo detestável, Lestat. Ele deveria ser a pessoa mais abominável que conhecia, então não conseguia censurá-la se ela estivesse tentando trocar de “marido”...ainda que pudesse pensar em pelo menos 6 bilhões de melhores opções que Charles.

- Rox! - seu tom de voz era entusiasmado, o que era equivalente a um abraço no mundo lufano. - Estávamos procurando por você - e sorriu. Agora poderiam acrescentar alguns gritinhos ao abraço.

Roxanna disse que também estavaM procurando por elas, o que Isadore sabia que era mentira. Se ela tivesse dito que tentou encontrá-las sozinha, com certeza não teria encontrado nenhum problema para acreditar, mas Charles não moveria um fio de cabelo para se aproximar dela. Ainda bem. Depois continuaram conversando sobre amenidades - com o implicante do primo atrapalhando, o que fazia Isadore se perguntar o que ele ainda estava fazendo ali, se estava achando tudo tão terrível - até que dois outros sonserinos entraram na cabine (Alleborn e Dolben), junto de uma corvina (Blanche), o que era até bom. Normalmente desprezava lugares cheios, que era como sua cabine estava ficando, mas era fácil perceber que estava entre a nata do castelo. Ainda assim, retraída como geralmente era, não disse mais nada.

Permaneceu escutando a conversa dos colegas, enquanto girava um galeão entre os dedos, quando de repente mais uma pessoa resolveu entrar na cabine, e esta anunciava a seguinte frase:

-Vai uma bebida trouxa gaseificada?

Isadore ficou tão surpresa que quase derrubou o galeão. Era muito boa para reconhecer vozes, portanto logo soube que se tratava do corvino Chester Lewis, mas nem mesmo sabendo de seus precedentes conseguia acreditar que ele conseguia ser tão estúpido. Quem, em sã consciência, se proporia a vender uma bebida TROUXA num expresso bruxo, ainda mais numa cabine repleta de gente com bom senso suficiente para desprezar tudo que pudesse vir deste submundo. Por tudo isso, o máximo que conseguiu pensar foi: “really? REALLY? R E A L L Y?”, mas logo se recuperou e disse:

- Finalmente descobri como você consegue pagar a mensalidade - e, em seguida, jogou o galeão que já estava entre os dedos na direção do rapaz, antes de completar, com amabilidade - Aqui, meu bem, pode ficar com o troco - e estendeu a mão para pegar a latinha. Seus dedos estavam propositadamente frouxos, contudo, o que fez a mesma se espatifar no chão, derrubando refrigerante por toda a cabine.

Riu, sem fazer questão nenhuma de disfarçar o que havia feito. Logo em seguida, ouviu a voz macia de Charles ordenando que ele limpasse o chão, acrescentando que queria que ele o fizesse com a boca. A garota cega riu ainda mais. Seria um dia difícil para o pobre - em todos os sentidos - Chester Lewis.


OFF: Tudo autorizado.
A música do título é Am I Evil? - Metallica (ok, meio exagerada pra situação, mas me deixem ù_u)
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Re: Expresso de Hogwarts [encerrado]

Mensagem por Gerhard Takamiya em Qui Ago 09, 2012 12:58 pm

Na casa pequena logo aos fundos da mansão dos Baudelaire, Takamiya guardava seus últimos pertences em seu malão surrado, o qual havia sido cedido pelo senhor Baudelaire, assim como boa parte do que carregava dentro do mesmo.

Gerhard já chegava ao quarto ano e Hogwarts não era nem de perto tudo aquilo que esperava, porque sua passagem pela escola de bruxaria era um verdadeiro calvário, mas estava disposto a continuar, inocentemente enchendo-se de esperanças a cada início de ano letivo.

Enquanto organizava os livros do novo ano letivo, parte deles novos em folha e outros nem tanto, Gerhard se deixava levar pelos seus pensamentos, hipóteses de um ano bom em Hogwarts e de como tudo teria sido se não tivesse escolhido o escraficío...

#início do flashba
ck#

O salão principal de Hogwarts era o lugar mais magnífico que havia visto na vida, os olhos de Gerhard brilhavam como duas enormes jabuticabas polidas e seu braço, o qual amparava Isadore com destreza, não parava de tremer.

-Por que está tremendo tanto seu maricas? – Dizia uma Isadore ainda apenas uma pré-adolescente, mas já cheia de atitude.

_Este lugar é magnifico! – Foi o que respondeu Gerhard antes de iniciar uma narração fiel de tudo que o cercava e acontecia no ambiente. O sorriso de Gerhard era um dos mais abertos de toda a fila de primeiranistas,não conseguia disfarçar toda sua felicidade como pedia Isadore.

Gerhard levou Isadore até o chapéu seletor e assistiu a menina ser selecionada para a sonserina a aplaudindo e aumentando ainda mais sua felicidade, afinal, era o que ela queria. Logo após Isidore Gerhard de preparava para seu momento de seleção. Foi ate Isadore e a levou até a mesa de sua casa.

- Vou guardar este lugar ao meu lado para você! – Disse Isadore sentando-se a mesa.

Os passos de Gerhard até o chapéu seletor já não eram mais tão confiantes. O garoto que nunca havia alimentado pretensões de um dia estudar em Hogwarts nunca havia parado para pensar para qual casa desejaria ir, nem mesmo quando Isadore falava horas sobre cada um das casas explicando por que a sonserina era a única casa digna de Hogwarts. O coração do pequeno Takamiya disparou, não podia conter a ansiedade naquele momento.

Mesmo nunca havendo parado para escolher uma casa, sabia que a sonserina não seria onde melhor de enquadraria, mas só agora se dava conta de que era aquilo que deveria fazer. Tinha a obrigação de cair na casa das cobras, devia aquilo a Isadore, precisava ir para a Sonserina, mesmo que em qualquer outra casa poderia estar melhor colocado.

_Estou aqui pela Isadore... Preciso ficar perto dela! – Dizia para si mesmo quando se sentou no banco frente a todos os alunos de Hogwarts – Preciso ir para a sonserina, preciso ficar com a Isadore... Devo isso a ela!

“Sonserina... Sonserina... Sonserina... Sonserina... Por favor, sonserina... Por favor, por favor, por favor...”

Gerhard não prestou atenção do discurso do bendito chapéu, estava entretido em seu mantra pessoal aclamando por cair na casa verde de Hogwarts. Por alguns segundos, durante um considerável silêncio do chapéu antes do anuncio Gerhard fechou os olhos como quem assistia a um filme de terror e não queria ver uma cena violenta.

_SONSERINA! – Disse o chapéu com menos entusiasmos do que havia dito nas outras vezes...”

#fim do flashback#

Gerhard balançou a cabeça como quem espanta um pensamento quando sua mãe entrou em seu quarto aos berros o pedindo para que terminasse de arrumar as coisas para que pudesse ajudar Isidore com as malas.

_Isadore, você está vestida? – Perguntou Gerhard atrás da porta pronto para entrar como sempre fazia.

_Não! – Respondeu ela.

_Posso entrar? – A pergunta foi só para constar, afinal, já estava acostumado com a mania de Isadore de sempre fazer hora com a sua cara.

_Tô entrando! – Entrou sem esperar resposta para a pergunta anterior, apesar dele ter vindo quando já passava pela porta.

O jovem foi avanaçando pelo quarto ate ser surpreendido pela voz da Sra. Baudelaire o questionando o que queria. Um pouco envergonhado Gerhard parou a alguma distância rindo sem graça quando Isadore completou dizendo que o motivo pelo qual ele estava ali seria para vê-la nua.

Isadore levantou-se e saiu do quarto com seu malão. Gerhard se preparava para deixar o quarto girando nos calcanhares quando parou o movimento para ouvir a Sra Baudelaire.

_Takamiya! – Gerhard odiava que o chamassem pelo sobrenome: era como chamavam seu pai. Para ele, chamá-lo pelo sobrenome era o modo dos Baudelaire deixarem claro que por ser filho de um funcionário isso também o fazia um funcionário – Isadore parece estar ainda mais bem disposta este ano. Parece que a filha dos Leigh está indo para Hogwarts! – a Sra Baudelaire aproximou-se de Gerhard enquanto te encaminhava para a porta de saída – Sabe que contamos com você pra que Isadore tenha a melhor estadia possível em Hogwarts, certo?!

Gerhard apenas sinalizou afirmativo com a cabeça e colocou um pequeno sorriso no rosto antes de passar a frente da Sra Baudelaire e deixar o quarto direto para as escadas. Foi rapidamente até sua casa, apanhou seu malão o trazendo flutuando atrás de si em direção a frente da casa para ver o carro que os levaria até a estação acelerar assim que o viu passar pela porta mesmo após seu grito para que o aguardassem.

Gerhard sabia que seria em vão tentar entrar em contato com a Sra Baudelaire, pois provavelmente ela não resolveria seu problema mesmo. Então resolveu pegar uma das bicicletas utilizadas pelos funcionários da casa, a qual havia uma espécie de reboque trazeiro ideal para seu malão, e ir com ela para a Estação que não era muito distante.

Infelizmente aquela era Londres, e uma garoa fina em algum canto da cidade podia molhar bastante em uma pedalava de uns 20 minutos. Gerhard chegou completamente ensopado à estação. A já conhecida estação passou por Gerhard como um raio indo em direção à passagem para o Espresso de Hogwarts. Pelo visto aquela não era um novo não letivo que começava bem.

Vasculhando o local a procura de Isadore ainda do lado trouxa da estação Gerhard logo a avistou e para seu espanto parecia conversar com um mendigo da estação.

“Não, definitivamente ela não está tendo um papo agradável com o mendigo da estação!”

_Hey, Isadore, um amigo seu? – Intrometeu-se na conversa com um tom de voz um pouco mais áspero que o de costume. Gerhard olhou direto para o homem como quem perguntasse o que ele ainda estava fazendo ali, mas logo ele se afastou.

_Sabe como foi difícil para eu chegar aqui? – completou olhando para uma Isadore que mirava a direção oposta.

Mais uma vez Isadore vinha com suas piadas sobre japonês e a eficiência deles, a qual Isadore julgava que faltava em Gerhard.

_Pela MILÉSIMA vez! Não sou Japonês, muito menos asiático! – Disse Gerhard afrouxando a mão de Isadore no seu braço – Por acaso nasci exatamente no mesmo lugar que você, no mesmo prédio! Isso deve fazer de você uma japa também, estou certo?

Gerhard já se dirigia junto com Isadore à passagem, quando sem saber ao certo de onde aquela criatura loira que odiava ter o desprazer de colocar os olhos surgiu entre ele e Isadore a tomando de seu braço.

_Pois é, Kamikaze, como a Isa disse. Você tem obrigação de saber fazer tudo. Então, vamos começar com algo simples.

Nunca havia gostado de Kayra nas vezes com que havia encontrado com a menina, geralmente durante os verões quando visitava os Baudelaire ou ao contrário e Garhard acompanhava Isadore nas viagens. A menina jogou sua malas sobre os braços de Gerhard que, por um primeiro instinto, cogitou deixar que tudo passasse direto por seus braços e se espatifasse no chão, mas não o fazendo.

_Melhor que tudo esteja inteiro quando entrarmos. Cadê o Charles? – Completou a menina deixando Gerhard sozinho com as malas dos três. Olhou por alguns instantes as duas meninas se afastarem e aos poucos foi colocando no chão uma mala por vez.

Propositalmente deixou que eles fizessem a travessia na frente, afinal, precisava de um tempo para respirar fundo e cair a ficha de que mais um ano letivo começava e com ele começava toda aquela sequencia de humilhação a qual era rotineira.

Olhou o movimento da estação por alguns minutos até alcançar novamente algumas malas, não todas, as que pertenciam Kayra permaneceram exatamente onde ele havia deixado e ali ficariam. Carregando suas malas e as malas de Isadore, o sino-francês alcançou a plataforma de embarque do expresso de Hogwarts. Gastou algum tempo cumprimentando alguns alunos, a maioria lufanos e grifinórios, apesar de vestir o uniforme completo da sonserina.

Não demorou muito e Gerhard já avançava pelos corredores e revia todos aqueles rostos conhecidos, outros nem tanto. Cabine por cabine, Gerhard esticava a cabeça no vidro da porta para ver onde estavam Isadore e seus amigos para que pudesse se juntar a eles e só após a partida do expresso dar as boas novas a Kayra.

O sonserino demorou um pouco para achar a cabine, mas quando finalmente achou não adentrou logo que alcançou, ficou por alguns segundos parado na porta assistindo a cena que se passava dentro.

Sabia que Isadore era cruel quando queria, mas também conhecia um outro lado da garota, quando estavam sozinhos ou quando ela estava triste. Vê-la esnobar de Chester, o corvinal por quem nutria alguma simpatia, talvez por achar que era um dos pouco no castelo que poderia entender o que ele sentia, fez Gerhard focar seus olhos em Isadore, e por alguns segundos se esforçar para engolir sua raiva.

Por mais que tivesse tentando, Gerhard não conseguiu segurar por muito tempo. Logo adentrou a cabine já superlotada.

_ Olá Isadore! – disse Gerhard um uma voz mais áspera que o normal. Gerard olhou a sua volta para os rostos conhecidos na cabine, então continuou – Vejo que está se divertindo! Sabe Chester, não se preocupe, limpe, não tem problema! Limpar a sujeira de gente como Isadore deve ser levado como honra... Você estará fazendo um favor... Essa cabine já está suja demais!

Nem mesmo Gerhard podia acreditar no que dizia. Nunca havia estourado assim antes, não já frente de Isadore, talvez por que suas esperanças de um bom ano letivo já tinham ido por água abaixo antes mesmo de chegar a Hogwarts.

_Suas malas estão aqui Isi! – o sonserino apoiou as malas de Isadore em um dos cantos vagos da cabine e se virou para sair, mas antes virou-se para completar – Quanto as suas Leigh! O departamento de achados e perdidos da estação funciona muito bem... Espero que fique mais atenta a sua bagagem no próximo ano! – Gerhard respirou fundo e tirou o sorriso falso do rosto demonstrando que falaria sério a partir daquele momento – Enquanto a senhorita a sua família não forem responsáveis pelo sustento da minha família não te devo favor algum... Não tenho vocação para elfo doméstico!

Gerhard abaixou-se para ajudar Chester a pegar do chão a lata de Coca-Cola afastando suas malas e as malas de Isadore do líquido que se espalhava pelo chão.
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Re: Expresso de Hogwarts [encerrado]

Mensagem por Chloe Hertsgaard em Qui Ago 09, 2012 1:43 pm

Quem diria que antes ainda de por os pés em Hogwarts Chloe já estaria metida em alguma confusão, desastre, loucura, porque coisa boa aquilo certamente não era. Muitos poderiam não entender como aquela coisinha tão pequena ruiva e com cara, SÓ A CARA, de anjinho poderia ser aquela bomba relógio prestes a explodir. A sonserina ali presente conhecia a reputação de Fae, uma pestezinha que sempre estava metida em problemas. Só não sabia como ela exatamente fora parar no meio daquele furdunço¹. Num momento estava vendo revistas e tendo uma conversa civilizada, e no outro corria na chuva tentando manter o controle sobre Docinho e sua bagagem.

Descobriu que estava correndo para que não perdesse uma aposta que nem era sua. E que se ajudasse a ruiva a vencer, ganharia uma cerveja amanteigada. Grande coisa... Se fosse algo de inestimável valor, alguma relíquia de família, um objeto com poderes mágicos, agora uma simples cerveja amanteigada... Não! Chloe não seria comprada assim tão facil. Ainda assim continuou correndo junto com as duas para não pensarem que era lerda e não conseguia acompanhá-las. O que aconteceu depois disso só Merlin e a imaginação fértil de Chloe sabem.

Katrina jogou os cabelos que cegou meio mundo, a chuva caía molhando a tudo e a todos, Fae corria que nem uma louca que fugiu do hospício, e o irmão dela que em um primeiro momento estava conversando distraído com uma garota e seu clone, deu uma de surfista em uma chapa de metal. E Chloe? Só parou e ficou olhando para a cena, como se fosse um filme. No final os dois irmãos estavam caídos ao chão. Então quando tudo parecia calmo, a sonserina resolveu se aproximar daquele grupo peculiar. Tentava acalmar Docinho que parecia mais nervoso do que o normal, enquanto andava devagar puxando o carrinho com sua bagagem. Chegou quando uma garota de cabelos negros dizia sobre irem para o Expresso de Hogwarts civilizadamente. Como se fosse possível.

Então deixou que o grupo seguisse a frente e foi a última a entrar pela passagem bruxa. Deixou a bagagem com um homem que estava encarregado daquilo, e seguiu andando sozinha com Docinho nos braços pela plataforma. O gato não era do tipo que ia junto com outros animais no lugar destinado a eles. Não. Ele gostava de escolher a cabine que iriam durante a viagem e também tinha que ter seu espaço dentro dela em alguma poltrona. E se o aborrecessem... Era melhor nem imaginar.

Andando distraidamente pelo local e esperando que se secasse logo, Chloe não imaginara que estaria metida em outro problema tão cedo. Havia acabado de sair de uma confusão poucos minutos antes... Merlin estaria de graça com sua cara? O fato é que alguém que a garota não conhecia até então, - mas faria questão de não se esquecer do rosto da menina -, enjoou de um rapaz que lhe acompanhava e resolveu jogá-lo no lixo, literalmente. Se não bastasse aquilo, o lixo e o homem foram parar em cima de Chloe, que passava por ali na hora e local errado. Caiu no chão em câmera lenta enquanto Docinho era arremessado para o alto. Quando teve coragem abriu os olhos para o mundo. Tudo rodava. Tudo fedia. Sua perna estava em cima de uma lata caída, o braço estava dormente, para não contar a cabeça que girava.

Ficou ali como uma estátua. Até porque não conseguia se mexer, já que metade do corpo do rapaz estava sobre a garota. Ele se levantou murmurando algumas coisas que Chloe preferiu não tentar entender, e estendeu a mão. A garota a segurou e deu um impulso para ficar de pé. O rapaz lhe pedia desculpas pelo incidente e dizia se chamar Lestat. Mas para a sonserina ele era simplesmente o louco que se jogara em cima dela junto com um monte de lixo. Mas não deu tempo dela jogar isso na cara dele, ou pedir algum tipo de indenização, já que ele havia desaparecido dali. E junto com ele Docinho também. Certamente deve ter fugido de susto, ou de nojo, vai saber. A sonserina deveria encontrá-lo se limpando em alguma cabine depois.

Falando em se limpar, quem precisava daquilo urgentemente era ela. Se não bastasse o fato de estar um pouco molhada ainda, agora exalava um leve odor de lixo. Era só o que faltava. Um ótimo começo de ano. Entrou no expresso de Hogwarts em busca do banheiro feminino. Logo o achou. Para sua sorte estava vazio, não queria ninguém lhe perturbando ou fazendo perguntas indevidas. Abriu a torneira e lavou as mãos com bastante sabonete liquido. Depois lavou o rosto e onde conseguiu alcançar. Estava tentando tirar um pouco da sujeira da roupa com um pano, água, e sabão. Mas sinceramente não estava dando certo e ainda exalava um mau cheiro.

Foi então que alguém como um furacão entrou no banheiro, sem bater, sem pedir licença, simples assim. Ainda bem que Chloe a reconheceu. Era uma sonserina e amiga, Lony era seu apelido, já que o nome era muito difícil de lembrar e pronunciar. A garota olhava no espelho e se lamentava terrivelmente.

- NÃO! NÃO!!! Meu rosto! Tem uma bolha enorme no meu rosto!!! - empurrou a porta e encostou-se nela. Logo já estava sentada no chão. – Ahh, cara-de-bolha! – começou a choramingar.

Chloe não entendeu o porquê até o momento em que olhou bem para o que tinha no rosto da garota. Era um monstro de verruga que cobria toda a bochecha dela. Aquilo era macumba, maldição, só podia ser, e das bravas. Levou as mãos no coração de susto. Não era todos os dias que se via alguma coisa como aquela. Imaginava o que a garota poderia ter feito para ter ganhado aquilo.

- LUCY?!? POR MERLIN! Você beijou um sapo e ganhou isso no rosto? - apontou. Ser discreta não era muito seu forte. – Mas não chore, o efeito deve passar logo... Se não for algum tipo de maldição, digo. – fez uma cara de pavor.

- É Lony, Chloe, já falei mil vezes! ¬¬ E antes eu tivesse beijado um sapo, pelo menos ele viraria um príncipe! – a garota passava a mão no rosto. – Foi aquela Alleborn! Aquela criatura nefasta que fez isso! - ela bufava ainda sentada. – Calma ae, você falou maldição? Acha que isso vai ficar pra sempre na minha cara?!

- Não acredito que aquela loira aguada fez isso... - dizia espantada. – Bom, não sei. Pode diminuir, ou crescer. Acho que depende. - fazia uma feição de quem pensava longe, e ela pensava mesmo. – Mas do jeito que ela é, não duvido que seja alguma maldição ou praga mesmo... Pessoas do tipo dela são imprevisíveis. - deu de ombros.

- Ahhhhh não. – Lony continuava a choramingar. Era fato que Chloe era horrível para acalmar as pessoas, pelo contrário, mesmo que sem querer só deixava as coisas piores. – Aquele troll horrível me paga, eu vou arrancar todos os cabelos dela por isso e então o Anthony vai ver que tirando aqueles cabelos loiros e brilhantes ela não tem nada demais e... – ela parava. Deu uma cheirada no ar enquanto olhava para a roupa da loira. – Chloe, por que sua roupa está..? Ah já sei, você também não arrumou o seu malão durante as férias.

- Ai, você não foi a única que o mundo resolveu rir da cara. Você acredita que alguém me jogou um rapaz e um monte de lixo junto? - fez uma feição triste. – Não existem mais pessoas educadas por aí. Sem contar o fato de que estou molhada da chuva e que me envolvi numa corrida de uma aposta que nem era minha... - girou os olhos. – Mas tô muito ruim? O cheiro tá estranho?

Não que a pergunta precisasse de resposta. Mas uma opinião amiga seria útil e bem vinda. Apesar da diferença de ano, - Chloe era do terceiro, e Lony do quarto -, isso não impedia das duas sonserinas serem amigas. E nem estou falando em amizade falsa, ou só por benefício. Conheceram-se no primeiro ano de Hertsgaard, em um episódio peculiar, e desde então se tornaram boas amigas, além do mais, se parecem e muito. Mas falaremos sobre esse dia em outro momento. Por hora é só.

Le resumo: Chloe se separa do grupo em que estava metida para andar sem rumo pela plataforma, quando foi vítima de um acidente. Roxana, que ela não conhece até então, jogou um rapaz em cima da garota que não tinha culpa de nada, com ele veio um monte de lixo. Docinho fugiu da confusão, assim como o rapaz, que só a ajudou a levantar. Daí Chloe resolveu procurar um banheiro dentro do Expresso. Enquanto tentava se limpar, Lony apareceu ali com uma verruga enorme na bochecha, e assim as amigas ficaram se lamentando da vida.

Spoiler:
Tudo combinado XD. Continua no post da Lony.
Furdunço¹ - pra quem não sabe é sinônimo de bagunça, confusão, e etc.
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expresso de hogwarts gone wild

Mensagem por Lara Rosenberg em Qui Ago 09, 2012 4:27 pm

OFF
Música pra ouvir enquanto lê:

Spoiler:
Lara e Lena jogam snap explosivo em sua cabine. Quando as duas ficam com fome, saem a procura do carrinho de comida, passando em frente da cabine onde o Chester tá sofrendo bullying. Depois de comprarem doces encontram com Elliot, e Lara deixa escapar que o amigo pode estar se metendo em confusão. Elliot vai em direção à dita confusão. Lara e Lena também, momentos depois.

_____________________________________________________

ON

Expresso de Hogwarts

Lara estava mais calma. Depois de ver tantos rostos familiares, inclusive o de sua amiga Lena, tinha conseguido tirar um pouco a mente de onde menos queria que ela fosse no dia de hoje. A gata ronronava em sua pernas, também mais calma. O clima de Hogwarts, em geral, era muito bom. Mal poderia esperar pra ver o castelo, com suas paredes grossas, seu salão principal magnífico (nunca parava de ficar maravilhada com as de velas suspensas), o elegante salão comunal sonserino (verde estava na moda... ou não, ela não sabia, de fato.) e, mais que tudo, seu dormitório aconchegante, com os lençóis sempre quentinhos e a possibilidade de simplesmente virar-se e ir conversar com Lena na cama dela, quando estivesse tendo um sonho particularmente ruim.

Teria sido melhor se seu irmão estivesse no castelo, arrumando confusão com alguém, tentando botar fogo no rabo de sua gata...

Não. Não ia pensar mais nisso.

Concentrou-se no jogo de snap. Lena estava perdendo feio, e a qualquer momento as cartas explodiriam em suas mãos. Sabia que a amiga odiava perder, nem que fosse em um simples jogo de snap, mas não podia fazer nada se ela estava tão distraída a ponto de fazer vários movimentos errados.

POW!

Não disse? Mas eu não disse?

O expresso de Hogwarts estava cheio de explosões hoje. Louise lançou um olhar de desprezo pras duas.

- RÁ! Ganhei! - Disse, enquanto espalhava a fumaça da mini-explosão no jogo de snap. Balança suas cartas no ar e dá um sorrisinho pra amiga.

Imediatamente percebeu que tinha sido a reação errada.

- MAS QUE MERDA... - Gritou, e empurrou o jogo pro chão, fechando a cara. Lara levantou as sobrancelhas, assustada.

- Wow, calmaí. O que foi que houve? É só um jogo de snap, Lena. - Disse, e botou a mão no braço da amiga.

- Me desculpa. - ela olhou pras cartas no chão. - Eu só tô num péssimo dia hoje. Ontem eu perdi na final de um campeonato aí, e você sabe como eu sou péssima perdedora.

Ohh, ela sabia. No segundo ano Lena tinha perdido no quadribol e arrumara briga com uma pobre garota que estava olhando-a estranho. Lena pensara que a menina estava encarando-a com malícia, e partiu pro ataque sem nem mesmo considerar que uma primeiranista lufana não tinha culpa nenhuma dela ter derrubado a goles nos últimos minutos de jogo. Além do mais, a menina tinha um tique no rosto. Coitada.

- Aquele campeonato trouxa que você tava participando? De... ahh... chinelos? Não, era um nome de sapato, né?

Sua ignorância sobre assuntos trouxas está aparecendo, Rosenberg.

- Tênis. Um campeonato estúpido de tênis...- ela revirava os olhos e colocava a mão na cabeça. - Eu sabia que devia ter me focado em treinar boxe nessas férias...

- Hm... Box é um tipo de luta, né? - E deu um risinho nervoso. - Você tem certeza de que é sábio... bem, aprender a bater em lufanos com maior técnica e precisão?

- Bem, não era com esse propósito que eu pretendia aprimorar minha luta - ela respondia rindo - Mas com certeza esse é um bônus. Enfim... só tô tendo um dia ruim, ainda digerindo a derrota. - Ela se ajeitou no assento e olhou para amiga. Sua expressão de repente mudou, parecendo mais suave - Hoje também não é exatamente um bom dia para você, não é?

Lara engoliu em seco e sentiu um repuxão no pé do estômago. Nãonãonãonãonão. Não queria falar sobre isso.

- Já tive dias melhores. Anos melhores. Você sabe. - E desviou o olhar, enquanto coçava distraída as orelhas da gata.

- Eu sei. - ela olhava com carinho para amiga - E também sei que não é a mesma coisa, mas eu tô aqui, caso você precise. - ela esboçava um sorriso gentil e doce para amiga.

- Eu sei, eu sei. Brigada. - disse, sorrindo também.

Vamos sair desse assunto, por favor!

- Você está com fome? Eu acabei de perceber que não comi nada desde o almoço de ontem...

Melhor. Troca. De Assunto. DE TODAS. E muitíssimo bem lembrado. Ela tinha comido bem no café da manhã, mas quem consegue recusar as besteiras vendidas no carrinho de comida?

- você não aprendeu, lena? Eu estou SEMPRE com fome! - E, deixando a gata de lado, levantou-se pra ir atrás de alguns feijõezinhos de todos os sabores. Quem sabe tivesse mais sorte dessa vez? Da última vez tinha pego um de cera de ouvido e...

- Com a boca, Lewis. Por favor. - Ouviu a voz de um menino mais velho comandar. Parou por um segundo, olhando pra dentro da cabine abarrotada. A porta estava aberta e um aluno estava parado na frente dela, e dava pra ouvir claramente o que falavam lá dentro. Alguém havia derramado a bebida trouxa no chão, e toda a situação parecia esquisita. A julgar pela cara de Lewis, ele também estava achando.

- Esse não era o menino que tava vendendo bebida trouxa? O que diabos ele tá fazendo num vagão cheio de sonserinos?! Ele não tem noção do perigo não? - Comentou baixinho do lado de fora da cabine, demorando para começar a andar.

- É ele sim. Ele sempre foi maluco... Nunca entendi direito como foi parar na Corvinal. - ela olhava pela porta da cabine, mas não dando muita atenção.

Lara apertou as sobrancelhas e olhou por mais alguns segundos. A sonserina que era do seu ano parecia estar se divertindo bastante com a situação. Coçou o braço e continuou andando porque, afinal, a comida não ia levitar até elas.

Compraram muitas guloseimas, inclusive alguns sapos de chocolate, porque Lara queria mais cartas pra completar a sua coleção. Lena comprou mais coisas saudáveis, eterna atleta que era, mas Lara deu de ombros e pediu seus usuais feijõezinhos de todos os sabores.

Quando estavam voltando encontrou Elliot, um garoto do seu ano com quem tinham dividido algumas detenções. Todas extremamente injustas, é claro. Um maldito professor queria afogá-los de tarefas em plena véspera das festas de fim de ano, e se ofendeu quando ela falou alto o quanto aquilo era ridículo. Os dois se engalfinharam por alguns minutos antes que ele pudesse tirar a carta de "professor" e mandá-la pra detenção no último dia de aula.

- Oi, Elliot! Feijãozinho de todos os sabores? - Diz, oferecendo uma caixa pro amigo.

- Feijãozinho? Ah, não, obrigado. Eu estava tentando chegar ao lugar do combate das meninas, mas acho que pelo silêncio já terminou.

Oh, wow. O expresso de Hogwarts estava REALMENTE maluco hoje.

- Que combate? Eu ouvi uma confusão mais pro fundo do trem. Um menino tentou vender bebida trouxa pra um bando de sonserinos, veja só. Pensei que Corvinais fossem espertos! - Comentou de passagem. Era surpreendente, aliás, que Elliot não estivesse metido em alguma confusão. Era algum tipo de recorde pra ele?

- Cala boca, Lara... - Elena dizia entre os dentes esboçando um sorriso forçado, cutucando a amiga com o cotovelo. - Nem parecia que estava tendo confusão nenhuma... - ela dizia voltando seu olhar para Elliot.

- Ai! - Exclamou, quando a amiga a cutucou. - Como não?! Tinha bebida derramada pelo vagão todo e... ahm... - Deixou a frase morrer ao ver o olhar fulminante de Lena, e enfiou três feijõezinhos na boca. Péssima ideia. Brócolis, cereja e... cera de ouvido DE NOVO?!

- O combate entre a... Corvinal? Bebida trouxa? Sonserinos? Great Scott! Chester... - Elliot olhou na direção que as garotas vinham e fez os cálculos. Ouvindo as palavras de Elena, ele falou. - Certamente que não estaria havendo confusão nenhuma, srta. Holdfeny... Mas sacomé, né? Contei cinco professores no trem e conhecendo meu amigo, quase certeza que ele vai se meter em confusão. Ainda mais porque nem todos os sonserinos são sociais como vocês, sempre têm aqueles que têm complexo de Malfoy, achando que ambição é bancar a bitch mal amada ou o rebelde sem causa... E pior coisa do mundo é começar o ano letivo com placar negativo, né? - ele começava a passar entre elas, gesticulando. - Iniciando o ano com cinquenta pontos negativos... Desse jeito nem ganhando o campeonato de quadribol... Por isso vou lá dar uma verificada.

E com isso ele sai correndo.

Ah, droga.

- Nossa, Lara, tinha que abrir a boca pra fazer fofoca? - Lena revirava os olhos e colocava as mãos na cintura. - E sobre gente da nossa própria casa? - seu tom parecia chateado.

Era só o que lhe faltava. Ser chamada de traidora de casa. Seus pais ficariam realmente decepcionados.

- Foi mal. - Tentou dizer, mas a sua boca estava cheia de feijõezinhos. - Não acho muito justo, só isso. - Forçou.

- Eu também não acho exatamente justo, mas enfim, não era da nossa conta... - Insistiu Lena.

Esse argumento conseguia entender. Afinal, não era mesmo da conta delas. Mas não tinha falado pra arrumar confusão com ninguém, poxa. Nem lembrava que o grifinório era amigo desse tal menino.

- O que o Elliot vai fazer, afinal? - Disse a garota, falando direito agora que já tinha engolido o doce. Lena olhava pro lado em que Elliot tinha ido.

Por quê ainda precisava perguntar?

- Mas esse garoto é um ímã pra problema, então com certeza agora vai ter alguma confusão lá.

- Eu não me importaria nenhum pouco de dar uma olhadinha nessa confusão, e você? - E, novamente sem esperar resposta, puxou Lena pro mesmo lado que Elliot tinha ido. Alguns feijõezinhos caíram no chão atrás das duas.

_____________________________________________________

OFF

Editado porque eu não tinha percebido que a porta da cabine estava aberta quando as duas passavam. Desculpa! xD
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Re: Expresso de Hogwarts [encerrado]

Mensagem por Roxanna Miloslaviniacova em Qui Ago 09, 2012 6:24 pm


------------------------------------CARMINA BURANA

Sors salutis
et virtutis
michi nunc contraria,
est affectus
et defectus
semper in angaria.
Hac in hora
sine mora
corde pulsum tangite;
quod per sortem
sternit fortem,
mecum omnes plangite!


Ew! Sério? Charles ficava praticamente outro quando próximo à Isadore. E fazia questão de despejar em todas nós o seu humor de mantícore como se fôssemos obrigadas. Essa história de “vou casar com o primo” já era tão last season que estava me irritando profundamente o fato dele simplesmente virar um nerd entupido só porque Isadore estava ali.

Ok. Eu mais do que ninguém entendia perfeitamente pelo que eles estavam passando até porque estava noiva de Lestat havia 5 anos e convenhamos era de Lestat que estávamos falando... Tudo o que ele tinha de bonito tinha também de porco traidor. E claro, uma coisa sou EU reclamando da minha sorte aos sete ventos e outra, muito diferente é ter que ficar ouvindo as chorumelas dos outros. Por mais que eu gostasse de conversar com Baudelaire, ele estava me irritando com seu comportamento apático.

Pior do que isso foi só o fato de Isadore ter praticamente pulado no colo dele. Tá que ela é cega e tecnicamente não teria visto o que estava fazendo, mas, benhê, na escola das vadias eu sou doutorada e PHD. Se estivéssemos em tempos primitivos ela estaria fazendo xixi em mim. Eu entendi bem que ela estava marcando território, afinal, se acabássemos trocando de noivos ela é que ia ficar com o trambolho desagradável do Lestat e não eu. E a perda era toda dela.

Ri por dentro com a ideia de me ver casada com Charles. Seria um triunfo que Lestat jamais superaria, até porque ele nunca tinha ido muito com a cara de Baudelaire. Mas dois segundos depois a ideia me pareceu ridícula. Era certo que estávamos os três amarrados a compromissos que não queríamos e permaneceríamos assim, infelizes para sempre. Então ignorei Isadore e seu ataque de pelancas momentâneo e como manda a boa etiqueta francesa, contei uma mentirinha inocente.

- Nós também estávamos! - se bem que não era bem uma mentira eu tinha pensado em procurá-las - Mas escolher uma cabine decente pareceu mais urgente do que estarmos todos juntos e sentados no bagageiro. – eu queria dizer mais importante, só que urgente pareceu mais educado. Ri dando um beijo na bochecha de Isadore e outro na de Kayra, conforme mamá instruíra que a etiqueta francesa mandava.

Estávamos procurando uma ova! Eu estava me escondendo do Lestat e o Charles se escondendo dela. Mas é claro que isso eu não ia falar até porque tinha decidido que esse assunto matrimonial estava enterrado agora que eu estava livre do calau por mais de seis meses. E no fim eu ia acabar sendo o padrinho de casamento do Charles e Kayra a madrinha de Isadore e seríamos a sensação inebriante da festa alimentando qualquer fantasia lesbiana dos convidados. Isso pra mim bastava. Ao menos por enquanto.

- Então, dá para acreditar nisso? Nós todos juntos em Hogwarts pela primeira vez? - meu tom era muito mais animado agora só para irritar Baudelaire que já estava irritado.

Continuamos conversando trivialidades quando a cabine se abriu mais uma vez. Diga-se de passagem que por mais que eu não seja adepta a lugares lotados (isso é muito coisa de lufano do tipo “somos igual coração de mãe, sempre cabe mais um”), não fazia oposição alguma ao grupo que tinha entrado. Reconheci os traços do último rapaz que entrara, e o tempo só fez bem pra ele. Anthony Blanche. Ah, se eu não estivesse platonicamente apaixonada por Lestat no meu primeiro ano, com certeza teria me apaixonado platonicamente por aquele ali. E se aquele era Anthony eu apostava dez galeões que o outro só podia ser seu grande amigo Michael Alleborn.

Pois é! Eu fiquei dois anos fora da escola, mas fedelhas são assim mesmo, umas xeretas lunáticas. Sério, durante dois meses eu namorei com Michael só que só eu sabia do relacionamento super secreto. O decoro teria me permitido corar só com a lembrança vaga daquelas infantilidades tolas de uma época não muito distante quando eu ainda acreditava em felizes para sempre. Como agora, porém, eu não tinha mais ética e nem nada de valores a prezar e ninguém sabia da minha paixonite, sorri sem mostrar os dentes e deixei que o calor da convivência aquecesse o recinto.

Não pude, porém, deixar de reparar na garota que estava com eles. Quer dizer, tinha duas garotas com eles. A primeira devia ser a irmã de Anthony, sério havia muita semelhança ali. E a outra eu conhecia, sabia que sim, mas não sabia de onde. Também pudera, com AQUELA coisa na cara não era tão fácil reconhecer alguém. E o fato de Michael ter pedido para não rir só fazia mais alarde. Mas eu não tinha a menor vontade de rir dela. Quer dizer, a gente pode fazer o que quiser com os outros: humilhar, torturar, bullyinar, matar, mas no rostinho de boneca NINGUÉM TOCA!

- O que foi que aconteceu com você? – simples e direta. Kayra me olhou com aquela cara de “você está se intrometendo na vida de estranhos de novo” mas eu nem liguei. Vai dizer que não estavam todos curiosos pra saber? E claro, se aquilo fosse contagioso era bom todo mundo sair dali ligeiro e tomar alguma poção.

- Uhn... meio óbvio que foi aquela maldita Alleborn. – ela devia estar se referindo à irmã grifa de Michael - E quem é você?

- Alguém que não faz a menor ideia do que você está falando... – respondi sem muita frescura – Sou Roxanna Katherine Vermont Miloslaviniacova, fiz o primeiro ano em Hogwarts e dois anos de intercâmbio em Durmstrang. Agora vocês todos vão ter que me aguentar de novo. Acho que me lembro de você, mas não tenho muita certeza porque bom, você está meio camuflada, não é?

- Eu... eu... não estou camuflada! Nem dá pra notar essa... oras, se você não sabia não deveria ter perguntado, -aquilo não fazia o menor sentido, mas dava para notar que ela estava muito irritada - e além do mais, Gabriella é o pior ser da face da Terra! É bom você nem querer conhecê-la. -e ela cruzou os braços emburrada. Óbvio que ela não conhecia Lestat. - Pff... garota sem escrúpulos, aquela.– murmurou.

- Mas se eu soubesse seria redundante perguntar... – comecei, mas fui bruscamente interrompida.

A cabine se abriu de novo e agora sim eu já estava começando a cogitar a ideia de jogar um bombarda na parede de frente e fretar uma cabine estendida. Assim ninguém precisava ficar respirando o acúmulo mistureba de perfumes caros que cada um exalava. Mas qual não foi a minha surpresa quando vi um menino com uma espécie de carrinho vermelho - SÓ PODE QUE É OBRA DO TINHOSO – oferecendo bebida trouxa. TROUXA! T-R-O-U-X-A!

AUDÁCIA PUUUURA!

Eu não sabia que os alunos de Hogwarts tinham ficado tão bundões ao ponto de aceitarem muambeiros vendendo suas porcarias. Qual o próximo passo para a decadência? Churrasquinho de amasso? Que nojooooo! Eu preferia comer uma lesma inteira a colocar algo tão asqueroso em minha boca. Fiquei em choque. Olhei aflita para todos os lados em busca de amparo. Eu não podia acreditar que alguém fosse comprar aquela porcaria. Caridade nunca foi o meu forte, muito menos com gentinha daquela laia.

Isadore foi quem agiu primeiro e quem fez minha sanidade voltar ao nível máximo da compostura. Ao jogar um galeão para o menino, ela acarretou o verdadeiro efeito dominó. As latinhas nojentas explodiram aquele líquido preto e borbulhante. CÉUS! Era piche engarrafado. Charles incitou o garoto a limpar a bagunça, mas é claro, tinha que ser com a boca. Senti minhas entranhas se contorcendo de prazer quando o tal Lewis, acuado, se sujeitou a fazer mesmo o que Charles tinha mandado.

Ah a submissão. Eu não odiava tanto aquele menino agora, afinal, ele ao menos tinha ciência de que ele era inferior. Mas não faria mal algum lembrá-lo disso. Levantei de meu lugar silenciosamente, apreciando vagarosamente a delícia que era vê-lo lambendo o chão. E num rápido movimento de pernas, enfiei meu sapato bem na cara dele. Pisei em sua bochecha deixando meu salto alto bem rente ao seu nariz, pressionando-o de leve. Se eu quisesse podia esmagar a cara dele feito uma barata, mas não valia a pena.

- Veja o lugar que você ocupa na cadeia alimentar do mundo bruxo, queridinho. – soltei minha super RISADA escandalosa - E sabe por que é que eu não amasso de vez essa sua cara imunda? Porque não vale a pena manchar meu par de sapatos com o seu sangue ruim. Pode pegar as suas muambas e dar o fora daqui!

Antes, porém, que ele juntasse as esmolas e a humilhação, a cabine se abriu de novo, claro, porque isso tinha de acontecer e quem entrou foi o elfo doméstico da Isadore, o tal garoto que era filho dos criados dos Baudelaire. Achei, porém, que ele estivesse ali só para entregar coisas, mas não, ele tinha que abrir a boca de proletariado e descarregar em nós a sua diarreia verbal. Típico.

Mirei Charles olhando com cara de poucos amigos para o garoto insolente simplesmente desprezando-o. Mas eu sabia que era do feitio de Baudelaire obrigar o empregado a lamber o chão junto com ele.

- Ew! – encarei o sonserino que eu conhecia de eras na casa de Isadore - A cabine dos rejeitados é no fim do trem, perto do banheiro, Tanaka. Se eu fosse os Baudelaire, contratava um elfo doméstico e despedia esses imigrantes Made in China, porque até mesmo um elfo é melhor do que a escória de um traidor do próprio sangue. - passei por cima de Chester e sai pela porta da cabine. – E me desculpem mas é que eu não me misturo com a gentalha. Volto quando a cabine não estiver infestada de vermes assalariados.

Glamour. Ou você tem ou você não tem. Simples assim.


Spoiler:
Resumo: Roxanna se sente provocada por Isadore mas ignora o fato rapidamente. Relembrou seus anos de primeiranista iludida que namorava Michael Alleborn, mas não comentou com ninguém. Intrometeu-se nos assuntos de Lony Dolben, pisou na cara de Chester Lewis e humilhou Takamyia antes de deixar a cabine porque não podia suportar ficar no mesmo recinto que um filho de trouxas e um traidor do próprio sangue.

Esse post é melhor lido ao som de Carmina Burana - Apocalyptica;
Roxanna veste isso aqui.
Risada diabólica da Rox, AQUI


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Re: Expresso de Hogwarts [encerrado]

Mensagem por Natalie Flower em Qui Ago 09, 2012 7:18 pm

— Obrigado, Natalie Flower.

Falou a velha, olhando para a garota nos olhos, após a jovem lhe dar um refrigerante. A menina sorriu, dessa vez verdadeiramente. Uma coisa que seu pai sempre lhe ensinara é que cortesia com cortesia é paga e um bruxo educado vale mais que cinco erumpentes reunidos em fila indiana dançando hula-hula e jogando dinheiro pra cima, e a menina, com toda sua devoção à seu pai, resolveu sempre aplicar a idéia do pai à sua vida. E sim, isso inclui ser simpática com uma velha esquisita, segurando um porco, em uma cabine de um trem bruxo com destino a hogwarts depois de ser abandonada por uma sonserina.

– Agradeço e me desculpo por isto - disse apontando para os preciosos doces da garota, agora restos de comida de porco - Fortuna tem um apetite considerável. Tenho que observá-la com freqüência para evitar episódios desta sorte. Distrai-me, e peço desculpas. Para lhe conceder uma reparação, vou permitir que toque em Fortuna.

Dito isso a velha desembrulhou a porca de seus trapos, aproximando-a das mãos da quartanista. A garota não pode evitar uma careta; Veja bem, a garota realmente achava legal ganhar uma recompensa por ter sido agradável e por ter perdido seus doces do semestre para uma porca, mas ela nunca iria imaginar que botar a mão numa porca seria uma reparação/recompensa. Afinal de contas porcos não estavam na lista dela de animais favoritos; na verdade na lista dela conjucturavam em primeiro lugar gatinhos, em segundo cachorrinhos, em terceiro mini pufosos, em quarto corujas e, finalmente, em quinto, esquilos. Definitivamente porcas não estavam na sua lista de bichinhos fofinhos.

"Ai.Que.Nojo."

Lentamente a lufana moveu a mão em direção à porca, tocando a mesma com a ponta dos dedos, tentando evitar muito contato com o bicho. Tinha que lembrar de lavar as mãos assim que possivel. Ou seja, assim que a velha se aquietasse novamente ela pediria licença para o banheiro. Natalie nunca fora uma garota muito afetada, mas, por Merlin, só ele sabia onde aquele bicho andara. Ela podia imaginar que em algum local não muito limpo, a julgar pelos trapos. Aliás, a julgar pelos trapos ela podia dizer muita coisa sobre a velha também, mas a garota era boazinha demais pra se permitir pensar mais que cinco minutos de maldade por dia por pessoa. E depois brigar consigo mesma por conta de seu pensamento.

Porém, a verdade era que a garota lufana estava mesmo era com medo de levar uma mordida da porca. Ela não tinha muita noção de doenças, então não tinha uma certeza absoluta do fato se porcas transmitiam raiva. E, espera, o famoso vírus bruxo H1N1 não viera de porcos?

-Porquinho bonitinho, bonitinho... - se pegou a lufana sussurrando, enquanto o tocava com os dedos. Porcos entendiam o que humanos dizem? Resolveu tentar a sorte - Não me morde por favor...

Sussurrou, tendo a absoluta certeza que a velha ouvira o que ela falava. Será que ficaria muito zangada? Ela não conseguia entender o que sentia mais naquele momento, se nojo ou medo.

— Bem, então...

Começou a velha a falar, porém não concluiu; Alguém batera na porta da cabine. E não era qualquer alguém: O dono dos sonhos e desejos secretos de Natalie Flower, o lufano de cabelos dourados, de ar energético, amante inconstitucional de jujubas. O recém nomeado capitão da lufa-lufa, um dos melhores jogadores de quadribol que a lufa já tivera a honra de possuir: Johnathan Fullside, o próprio e único.

A garota abriu um sorriso e, assim que o mesmo adentrou a cabine, a garota pulou em cima dele, abraçando-o com força, de tal modo emocionada que nem ao menos deu atenção ao barulho de uma confusão e gritos de "briga" que vinham de fora do trem. Depois de notar o que fizera sentiu o rosto esquentar; Não pretendia demonstrar com tanta efusividade que sentira tanta falta assim do lufano durante as férias. Ainda mais na frente de uma velha que ela nem ao menos sabia o nome e de um porco. Porém, apesar da vergonha não soltou-o; Tinha medo que quando ela o soltasse o mesmo se mostraria um sonho apenas. Queria ter a certeza que a sensação boa de segurá-lo nos braços era real. O perfume familiar do garoto atingiu-a. Isso fê-la lembrar de quando visitara a geminialidades Weasley francesa e...

Spoiler:
Fazia um dia de temperatura amena de sol e tudo na Paris bruxa gritava verão: crianças correndo com sorvetes pinta língua na mão, bruxos com grandes vestidos leves e capas cor amarelo sol, meninos da idade da garota lufana brincando de quadribol nos campos de quadribol de extenção limitada localizados nos camping clubes...O fato é que aproveitando aquele clima, a lufana e suas duas primas mais proximas, Candace e Julie, resolveram sair para passear em tal rua e aproveitar para fazer umas compras.

Natalie simplesmente achava fantástico que a rua de lojas bruxas da capital francesa era cerca de cinco vezes maior que a versão britânica e na mesma proporção de luxuosa e diversificada; Lojas de roupas de moda bruxas se alternavam com lojas de caldeirão e livrarias, dentre outras.

Uma das coisas que mais chamara a atenção da lufana eram os camping de esportes localizados em área fechada, no qual, se por fora pareciam simples casas com um letreiro em frente, por dentro possuíam mini campus de quadribol, campos para jogos de bexigas e outras variedades de esportes bruxos. A menina mal podia esperar para mandar uma carta a Nathan comentando quão fantásticos eram esses lugares. Na ultima carta que a menina recebera do garoto, este contava que havia sido nomeado capitão do time de quadribol. A garota não poderia ter ficado mais orgulhosa do amigo; ele era o melhor jogador de quadribol da lufa-lufa e quem sabe até de hogwarts, ao menos em sua opinião.

As três garotas haviam acabado de comprar um picolé de abóbora com mel e especiarias e iam comendo felizes enquanto olhavam vitrines quando chegaram até a sede francesa do "Geminialidades Weasley". A menina Flower sempre amara a loja, então, antes que notasse, adentrara a loja, indo direto para a área dos doces, claro. Suas primas lhe seguiram, porém se posicionando atrás dos mini pufs vendidos na loja e das poções de amor. E era exatamente nessas ultimas que as duas estavam quando Natalie juntou-se a elas, já com vários tipos de doces numa cesta, enquanto pensava seriamente em se deveria comprar um mini pufoso, algo que ela sempre sonhara fazer, porém nunca conseguira pois a mãe era alérgica.

-Dizem que essas poções são realmente eficientes! E é realmente curioso como eles se inspiraram no cheiro daquele perfume realmente bom bruxo que não estou conseguindo lembrar o nome agora...

Sua outra prima, aproximou-se então, posicionando-se para cheirar a poção também. Natalie preferiu ficar na retaguarda. Lera em algum livro de poções que uma das características de uma poção do amor era a capacidade de ter um cheiro diferente para cada pessoa relacionado à pessoa ao qual esta era apaixonada. A verdade é que no fundo ela torcia que a poção lhe fosse sem cheiro, mas por algum motivo já até podia imaginar o que ia sentir...

-Nah, impressão sua – murmurou sua outra prima, Candace – tem cheiro de cerveja amanteigada, não é Natty?

Falando isso a garota praticamente jogou a poção sobre o nariz da garota, que, então, sentiu o leve odor de grama fresca, jujubas e um perfume característico que só podia ser de...

- Não sinto cheiro de nada, desculpe!

Murmurou a lufana, saindo rápido da loja sem comprar mais nada. Aquilo não podia ser verdade.

Sentindo o rosto queimar com a lembrança das férias, a garota finalmente resolveu afastar-se do lufano, sentindo o olhar curioso da velha sobre os dois. Atencioso e educado, um completo exemplo de gentleman, Nathan apresentou-se sem dificuldades e com simpatia à velha, que pareceu apreciar o ar jovial do mesmo. Simplesmente não havia como desgostar do lufano. Porém, o que prendeu mesmo a atenção da lufana foi o enigmático discurso da velha sobre aura. Hm, interessante. Se ela era professora e falava de aura, a garota lufana podia apostar que ela era professora de...

— Eu sou Vicky Etros-Jagger, da mesma família Etros que administrou Stonehenge deste tempos imemoriais. Este ano serei sua mestra em Adivinhação. Um assunto vasto e fantástico. Será uma aula adorável Talvez nem para todos. Nem todos tem uma clarividência tão desenvolvida.

A garota assentiu, finalmente confirmando suas recém descobertas desconfianças. Isso ao menos explicava as roupas; uma coisa que a lufana notara é que professores de adivinhação tinham a mania comum de não se vestirei exatamente de modo comum. “Ainda bem que fui agradável a ela então....”pensou a garota, não deixando de lembrar da resposta mal criada que Elena dera à velha. Ela podia apostar que com um olhar daqueles, Vicky não estava disposta a esquecer tão fácil a resposta ultrajante da sonserina.

Finalmente a lufana viu a velha dar um sorriso fácil e a garota não pode deixar de sorrir junto à ela, enquanto esta abria a bebida trouxa e levava à boca. Infelizmente a calmaria não permaneceu por muito tempo: Aparentemente a bebida provocara efeitos não agradáveis na velha senhora, que então começou a gritar em como o corvinal Chester estava tentando envenená-la e....

Puf. O som suave de algo pesado e a sensação de peso em suas pernas levou Natalie a tomar consciência de que algo acabara que cair em suas pernas. Uma sensação de pavor tomou-lhe a razão, finalmente notando o que poderia ter-lhe caído nas pernas. Baixando devagar o olhar, enquanto jogava a lata fechada de bebida trouxa do seu lado, a menina vislumbrou nada mais, nada menos que a porquinha Fortuna em suas pernas. Uma sensação de nojo/medo/pavor tomou conta da lufana. O pânico a fez levantar-se, levando involuntariamente a porca junto a si, nos braços.

-NATHAN! SOCORRO!

Gritou a lufana em pânico, sem saber o que fazer com a porca que se aninhara perfeitamente em seus braços, parecendo já familiarizada com a lufana. Foi aí que ela notou que a professora lívida a encarava, com a varinha em punho. A lufana pensou um palavrão bem feio, que só não foi dito em voz alta porque a boa educação lhe impedia, até mesmo nas horas críticas. Ela tinha a sensação que estava BEM ENCRENCADA.

”AH MEU BOM MERLIN, ONDE FUI ESTACIONAR MINHA VASSOURA?”

-DESCULPA, DESCULPA, EU NÃO QUIS ...ELA PULOU NO MEU COLO...AI MEU MERLIN NÃO ME MATA, EU SOU MUITO JOVEM EU NEM BEIJEI O NAT... DIGO, NINGUÉM AINDA! NATHAN FALA PRA ELA! AIMEUDEUS EU SOU UMA BOA MENINA EU JURO EU JURO!

Gritou a garota, seu pânico palpável enquanto encarava a varinha da velha e todos os momentos legais e ilegais de sua vida passavam pela sua mente e quase deixando escapar sua queda obvia pelo melhor amigo. Ela realmente esperava que ele não houvesse notado o deslize. O fato era, de duas uma: ou ela acabaria enfeitiçada ou no mínimo tinha conseguido descolar sua primeira detenção do ano. E tudo isso sem nem ao menos querer arranjar confusão. E sem dizer que a gritaria que ela estava promovendo no minimo ia trazer mais atenção à aquela cabine em especial....Belo inicio de hogwarts.


Spoiler:
resumão: Natalie recebe a maravilhosa oportunidade de tocar em fortuna, a porca, o que faz com nojo. Logo em seguida a esse fato Johnathan Fullside entra na cabine, fazendo-a esquecer de tudo mais que ocorria no lugar. A garota abraçou-lhe com força e em seguida o lufano se apresenta e vicky também. Finalmente a velha senhora toma a bebida trouxa vendida pelo corvinal Chester e a velha saca a varinha, enquanto natalie percebia que fortuna caira em seu colo. Aí a garota faz um escândalo, o que só aumenta assim que a mesma vê-se encarada pela velha - com a varinha.

off: mal o post fraquinho, to sem inspiração t.t mas enfim, torçam pela vida da natalie o/ e pela de vcs ;D

-

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Re: Expresso de Hogwarts [encerrado]

Mensagem por Chester Lewis em Qui Ago 09, 2012 8:03 pm

IV - VOU ARREBENTAR TUA CARA! Ò.Ó


O medo estava corroendo sua espinha, com uma mão apoiada no carrinho e a outra no bolso da mochila onde estava a varinha olhava para os sonserinos exalando desespero. Todos da cabine o olhavam sérios, aquilo era desconcertante, mas ele precisava passar por aquilo se quisesse comprar seu livro de feitiços avançados. Uma sonserina da tradicional família Baudelaire foi a primeira a manifestar-se - Finalmente descobri como você consegue pagar a mensalidade - aquele comentário sufocou o garoto, mas não era nenhum mentira, praticamente toda Hogwarts sabia que o exímio aluno em duelos era de família humilde, contudo ela não parou por aí - Aqui meu bem. Pode ficar com o troco - Chester agarrou a moeda no ar, era um galeão, pensou consigo "Fui ofendido, mas to no lucro" e guardando a moeda no bolso traseiro, pegou uma bebida e levou até a mão da garota.

BOOMP!

A lata escorregara entre os dedos de Isadore, como a garota era deficiente visual Chester logo presumiu que foi um erro da parte dele, mas manteu-se imóvel por alguns segundos até a voz de Charles iniciar uma afronta - Olha o que você fez, sr. Lewis - naquele momento se sentira culpado, tinha errado com uma cega, não podia culpá-la - Limpe, antes que isso nos suje - a voz de Charles foi ouvida novamente, Chester começou a abaixar-se para limpar a sujeira, era de seu feitio se responsabilizar pelos seus erros - Com a boca, Lewis. Por favor - completou Baudelaire, pausa aqui, turbilhão de sensações invadiam o menino Lewis nesse momento, sua vontade era de dizer umas boas para os presentes, contudo ainda abaixado olhou a todos na cabine e pensou "Eles são muitos, se eu explodir provavelmente não chego vivo em Hogwarts, que seja!", olhando para o chão fechou os olhos e começou a sulgar a coca-cola com a boca.


"O que ele queria ter feito"


"O que ele fez"

O gosto do refrigerante se misturava ao carpete, era um gosto doce e felpudo como se o garoto estivesse mastigando o pêlo de um gato com caramelo. O sentimento de humilhação invadia seu coração, uma lágrima desceu pelo canto do seu olho que rapidamente se misturou ao líquido marrom espalhado no chão. Lewis fazia a limpeza com nojo, até sentir um pé no seu rosto, era de Roxanna, uma outra sonserina do quarto ano - Veja o lugar que você ocupa na cadeia alimentar do mundo bruxo, queridinho - os sentidos do garoto o enganaram naquele momento, sentiu vontade de fazer tanta coisa, mas foi cortado por uma risada maléfica da sonserina que continuou -E sabe por que é que eu não amasso de vez essa sua cara imunda? Porque não vale a pena manchar meu par de sapatos com o seu sangue ruim. Pode pegar as suas muambas e dar o fora daqui! - o lado sombrio da força começou a consumir o coração do garoto, refletiu "Dane-se tudo, eu morro e levo alguém comigo hoje", levou uma das mãos até o bolso da mochila e já ia sacar a varinha.

Olá Isadore! Vejo que está se divertindo! Sabe Chester, não se preocupe, limpe, não tem problema! Limpar a sujeira de gente como Isadore deve ser levado como honra... Você estará fazendo um favor... Essa cabine já está suja demais! - era Gerhard, um dos poucos sonserinos que conversava com Lewis, aquelas palavras acalmaram um pouco a fera dentro de Lewis, mas sua varinha começava a tremer no bolso da mochila, ela era bastante temperamental e coisas desagradáveis aconteciam quando ela estava assim. Percebeu que Gerhard entregava alguma coisa aos membros da cabine e era também humilhado por Roxanna que passando por cima de Lewis deixou o ambiente superlotado.

Um anjinho e um diabinho brigavam em seu ombro questionando sobre qual passo seria o certo a tomar. O anjo insistia que o certo a fazer era simplesmente levantar-se e dar o fora dali o mais rápido possível, o diabinho puxava o braço de Lewis e tentava levá-lo até a varinha para que ele mostrasse o porquê de ser um dos melhores duelistas de Hogwarts, mas Michael cortou toda aquela reflexão dizendo - Levanta logo daí - Chester levantou contando de um até dez para manter a calma, quando já estava em pé sentiu um pesado saco de moedas bater em seu peito e a voz do Alleborn finalizar - Taí, pelos serviços prestados, agora dá o fora - olhou para Alleborn com neutralidade, levou a mão até a varinha, apontou para o chão e proferiu - Targeo.

Toda a coca-cola espalhada no carpete e chão começou a ser absorvida pela varinha rapidamente, era um feitiço simples mas qualquer um conseguiria perceber a excelência da execução. Lewis guardou o saco de moedas na mochila, virou para Takamyia e disse - Obrigado Gerhard, é sempre um prazer vê-lo - após isso, voltou-se para Isadore - Desculpe pelo incidente, não acontecerá novamente - e virando as costas, deixava a cabine sussurrando - Riquinhos idiotas... - quando sentiu a mão de Baudelaire no seu ombro o puxando de volta - Disse alguma coisa? - Chester já abandonando toda a razão virou-se para Charles explodindo - Disse que vocês são riquinhos idiotas, agora me solta- Charles com desdém perguntou - Ou você vai fazer o quê? - toda a ira de Lewis anteriormente explodida agora tomava sua aparência, sua fisionomia assemelhava-se ao de um demônio, deixando de lado todo o medo proferiu - Ou, eu vou arrebentar tua cara agora mesmo- Charles ainda com desdém falou calmamente - Tô esperando - Lewis como uma medida de desespero soltou sem dar tempo de Charles reagir - Estupefaça


"Ou, eu vou ter que arrebentar sua cara agora mesmo

Viu os olhos de Charles fecharem após sua cabeça sofrer o impacto de uma luz azul, após isso o corpo encostou-se no ombro da pessoa que estava sentada ao lado de Charles(Quem?). "Oh my god, funcionou, eu consegui", pensava feliz o menino Lewis até dar uma olhada por todo o recinto. Alguns pareciam assustados, outros furiosos, mas com certeza todos estavam surpresos. Depois de ter liberado toda a fúria de sua varinha, Chester voltava à sua normalidade, junto com isso seu instinto de sobrevivência apontava dizendo perigo, virou as costas e saiu correndo pelo corredor do expresso tentando fugir dos sonserinos remanescentes.

Spoiler:
Após derrubar uma lata no chão Chester se vê obrigado a limpar ela, entretanto sofre humilhações como ter que fazer isso com a língua e tem o seu rosto pisado por Roxanna. Após se desculpar pelo ocorrido à Isadore, sussurra uma provocação que Charles ouve e tenta tirar satisfação com ele, em um gesto impulsivo de raiva estupora Charles e vendo o que fizera sai correndo pelo corredor do expresso para não apanhar de quem ficou acordado.
OFF¹: Charles permitiu ser apagado por estupefaça sem precisar rolar defesa
OFF²: Estupefaça é uma magia do quarto ano que Chester ainda não aprendeu, entretanto por ser talentoso é capaz de conjurá-la, claro com um efeito mais fraco que o normal. Charles vai acordar depois de uns 5 minutos
OFF³: Qualquer erro, me mandem PM para eu corrigir. =*


Última edição por Chester Lewis em Sex Ago 10, 2012 6:55 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Expresso de Hogwarts [encerrado]

Mensagem por Leslie Astor em Qui Ago 09, 2012 8:58 pm

1º Post

Antecipação

Leslie não dormira naquela noite. Estava por demais ansioso pelo regresso, que significaria acesso a uma biblioteca irrestrita, tutores para lhe tirar as dúvidas e uma fonte riquíssima de estudo por perto chamada Floresta Proibida. Resolveu então passar a noite lendo um livro sobre poções rápidas, que sua mãe ocasionalmente deixava aberto sobre o balcão da cozinha, e que ele achara melhor levar ao quintal para ler pela última vez sob aquele céu.

Enquanto estava completamente absorvido em sua leitura sobre a parca luz da vela que trouxe, Rory se levantava de sua cama enrolado em lençóis finos, arrastando-os pela casa por onde passava. Abriu a porta com cuidado para não acordar os pais, deu a volta na pequena construção até chegar à horta. Do outro lado dela, Leslie lia sentado na cadeira que usavam para semeá-la. Ele não o havia notado. Com raiva, o pequeno pegou uma pedrinha de jardim que encontrou aos seus pés e arremessou em direção ao primogênito.

Leslie ergueu a cabeça de supetão, derrubando o livro no processo. O susto que tomara quase o fez saltar da cadeira – quem faria aquilo àquela hora? – quando finalmente seus olhos encontraram os do irmão, grandes, encarando-o, azuis refletindo a lua. Estava ali, pequeno, enrolado, esperando que o notassem. O bruxo então apoiou o livro sobre a almofada do assento e se dirigiu a ele, com cuidado para não pisar na horta.

- O que você está fazendo aqui? – perguntou, no seu tom mais pacífico.

- Você vai embora amanhã.

- Mas eu volto para o natal! Você nem vai reparar que eu fui, Rory...

Sentiu então um impacto atingir-lhe a barriga, para depois perceber que levara o mais forte soco do irmão, que saíra correndo da cena do crime. Deixou-o ir, sem saber que, em minutos, ele teria a sua primeira manifestação de que a magia corre em suas veias. Apanhou o livro e abraçou-o, desistindo de ler e apenas observando a lua dançar pelo céu, até que ficasse fora da vista e o céu ficasse lilás, rosa, laranja...

Era hora de ir. Levantou-se e foi à cozinha, preparou um café forte no bule velho e comeu com uma fatia de pão coberta de geléia de framboesa caseira. Não estava com fome, mas precisava de algo que tampasse o vazio em seu estômago, senão este o engoliria. Pegou as malas, já arrumadas no dia anterior, e escreveu um bilhete de despedida, que deixou dobrado no mural encantado de sua mãe, que armazenava os papéis e os deixava a mostra quando um novo leitor passasse por perto.

O Embarque

Meteu a mão livre no pote de vidro, cheio até a metade de pó de flu. Conferiu mentalmente tudo que precisava levar, e se não estava se esquecendo de nada. Fechou os olhos e viajou. Durante a curta viagem, lembrou de que a rede era clandestina, e torceu para que nada de mal acontecesse e que chegasse em segurança ao lugar que já lhe era conhecido de muito tempo. Ao abrir, estava na loja de uma conhecida de família, a sra. Lilygarden, que mantinha uma modesta floricultura trouxa próxima à estação de trem. Cumprimentou-a com alívio e comprou um ramo de lilases, o qual pagou com um galeão e recebeu o troco em dinheiro trouxa, para que pudesse pegar um táxi. Pôs o ramo de lilases enroscado na alça das malas, e foi.

Entrou na plataforma 9¾ sem mais problemas. Carregava um pesado carrinho com três grandes malas, e a dificuldade que sentiu ao empurrar o fez indagar como ele havia conseguido se transportar sozinho com tudo aquilo, para começo de conversa. Chegou ao local de despache, e resolveu tirar um livro da mala antes de perdê-la de vista. Prometeu a si mesmo que não leria, mas a pequena traição de si pareceu menor ao pegar um romance e não um livro técnico. Jogou seus pertences e dirigiu-se à entrada do trem, com o volume debaixo do braço esquerdo e a sacola com as vestes presa no punho direito.

Sua ansiedade para regressar não superou seu arrependimento de ter chegado cedo demais. O trem estava agitado com o movimento das pessoas entrando e saindo da cabine, e ele sentia que alguma confusão estava prestes a começar. Subitamente ficou feliz de ter abandonado a idéia de interagir e agradeceu estar com um livro grosso o suficiente para durar a viagem inteira. Olhando para baixo, de modo a evitar contato visual, foi desviando das pessoas e suas bagagens de mão até as últimas cabines.

A cabine estava vazia, e era próxima ao depósito das malas, pois conseguia ver algumas ao longe. Sentou-se confortavelmente, as pernas estendidas e as costas contra a parede da janela, ficando de frente para a porta. Deixou a sacola cair logo abaixo de seu assento, e abriu o livro. Parecia interessante, a história de um eterno jovem desafiando a moral vitoriana; no entanto, não teve chance de prosseguir sua leitura, pois um curioso felino aterrissou em seu colo, encarando depressa o chão da cabine para então voltar seus fugazes olhos para Leslie. Cumprimentou-o afagando-lhe a cabeça atrás da orelha, e a resposta foi o gato deitando sobre seu estimado livro. Parecia reconhecê-lo de algum lugar, talvez o tenha visto perto das masmorras do castelo durante alguma aula de poções. Ficou em silêncio, redescobrindo que nem só com gente se cultiva a amizade, e percebeu que trazer o livro talvez tenha sido, de fato, um erro.

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Re: Expresso de Hogwarts [encerrado]

Mensagem por Henri Le Blanc em Qui Ago 09, 2012 8:59 pm

O cabelo de Katrina bailava a mais bela das danças ao redor dos olhos azuis da garota. Apenas por um momento perdeu-se olhando para o rosto dela recordando o passado e quando percebeu já tinha perdido o que Aileen falara. Moveu o rosto para ficar de frente à gêmea, mas os olhos ainda estavam fixos na meio-veela com bochechas perfeitamente vermelhas, como as dele naquele momento de falas improvisadas.

- O que? – falou para Aileen, mesmo que fosse difícil perceber para quem se dirigia.

Napoleão teve de acordar seu dono mais uma vez do mundo – perfeito – onde só existia ele e Katrina e mais nada, apenas ruídos ao longe que lembravam uma sociedade agitada com crianças se preparando para o primeiro dia em uma escola nova, a chuva pingando nos trilhos e numa parte da lataria do Expresso, ele podia ouvir. Deu um passo na direção de Katrina e pegou o cartão de suas mãos.

Aquilo não era o suficiente. Depois de tanto tempo longe dela, ele queria muito mais do que uma simples troca de cartão postal. Pegou a mão da loira e a puxou levemente, dando mais um passo para quebrar a distância que era tanta e por tanto tempo de uma vez, soltou a mão de Katrina e estendeu os braços em torno de seu pescoço em um abraço apertado, sentindo o perfume indescritível da garota. Atrás de sua cabeleira dançante estava o cartão com um beagle olhando a famosa ponte de Londres.

- Obrigado Katrina! Cachorro é meu animal não-bruxo favorito e adoro beagles. – ele realmente gostava, mas tratando-se de um presente vindo de Katrina, qualquer coisa o agradaria. Virou o cartão para ver o que estava escrito, ainda no abraço, e viu o vazio. – Acho que você esqueceu-se de escrever... Mas não tem problema, teremos muito tempo para conversarmos.

Desfez o abraço e depositou o cartão postal em cima do malão ao lado da gaiola de Napoleão que logo pulou para a parte mais baixa e olhou a imagem por breves segundos, voltando o olhar para Henri logo em seguida como quem diz que não se deve mentir para a pessoa que ama. Apesar da forte ligação que o rapaz tinha com seu animal de estimação, ignorou o conselho da coruja e voltou para perto de Katrina em seguida.

- Pois é, mas esse ano não irei para Beauxbatons. – deu de ombros, desinteressado. – Busca por novos ares, novos colegas e coisa do tipo, daí vim para Hogwarts. Meu pai aprovou. – acrescentou sabendo que Katrina entenderia que ter a aprovação de Emmanuel num assunto como aquele era o mesmo que a Igreja aceitar que preservativo não era coisa do demônio pecaminoso. – Como está a família? Andei conversando bastante com Mabelle durante o último ano, inclusive ela me disse que você tinha mudado para Hogwarts... Sem avisar os amigos, hein?

Resumo escreveu: O garoto estava desligado em seu mundo com Katrina que não prestou atenção no que Aileen falara. Recebe o cartão postal de Katrina e continua a conversa sobre mudança de escola.

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Re: Expresso de Hogwarts [encerrado]

Mensagem por Eilonwy K. Dolben em Qui Ago 09, 2012 9:55 pm

Spoiler:
OFF1: bom, eu lerdei pra fazer este post e já fizeram um monte de ações, mas, whatever! XD ahsuahsuauhsu faz de conta que é um flashback =}~~
<< LAST CHAPTER

O caminho pelos corredores do Expresso de Hogwarts até o banheiro levou uma eternidade para Lony percorrer, mesmo que fisicamente o comprimento não fosse tão extenso, mas considerando a teoria espaço-tempo, foi como andar em câmera lenta, com todos aqueles olhares voltados para aquela bochecha enorme. Ela percorria mentalmente por uma linha tênue que a ligava com todas as motivações de um futuro distante, e que, provavelmente, seguindo naquele compasso, ela não conseguia visualizar a si mesma sendo feliz novamente enquanto estudasse naquele castelo, com aquela a fama de “a-garota-da-pereba”.

Lony amaldiçoou Gabriella tantas vezes em seus pensamentos, que se elas estivessem em um desenho animado, choveria bigornas na garota da Grifinória todos os dias. Correndo para o banheiro e desesperada, torcendo para ninguém aparecer por lá, ela abriu a porta, quase chutando-a, transferindo aquela ansiedade toda para bloquear a passagem e que ninguém mais a perturbasse enquanto estivesse viva por lá.



A garota morena encostou as costas na porta de madeira, com os olhos fechados, e escorregou para o chão choramingando. Só então, quando estava em contato com o piso gelado, ela abriu os olhos e viu uma garota loira parada bem a sua frente com os olhos um pouco arregalados. Para a alegria dela e para a nooooossa alegria era apenas Chloe, uma garota que ela ficou muito feliz em ver por três motivos: primeiro, ela era da sonserina. Segundo, ela não tinha visto nada daquela cena cabulosa na Plataforma, e terceiro, as duas sempre foram amigas e companheiras de casa, e Chloe era alguém que Lony gostava e não brigava muito.

Pra variar, Chloe trocou o nome de Lony, e a garota teria dado uma bronca na amiga, mas perdoou-a porque estava zangada com outra coisa e por Chloe não ter praticado o nome da garota por dois meses por causa das longas férias, Lony decidiu dar um desconto desta vez.

As duas conversaram por um bom tempo, o suficiente para Lony explicar a ela o que havia acontecido. Ela contou o drama todo, um pouco envergonhada, com medo de Chloe julgá-la fraca ou achar aquilo indigno de uma sonserina, mas ela fora solidária. O bom de sonserinos é que, por mais que eles sejam rudes, metidos e individualistas, eles mantêm uma amizade depois de conquistada e não a trocam por pouca porcaria, além do mais, sabem dar apoio, pois unidos são mais fortes, e eles sabem disso.

Quando Lony desviou sua atenção para o cheiro estranho no ar, Chloe explicou para a amiga o incidente.

-Ai, você não foi a única que o mundo resolveu rir da cara. Você acredita que alguém me jogou um rapaz e um monte de lixo junto? -fez uma feição triste -Não existem mais pessoas educadas por aí. – de fato, educação é sempre relacionada a segundas intenções, foi o que Lony pensou -Sem contar o fato de que estou molhada da chuva e que me envolvi numa corrida de uma aposta que nem era minha... - girou os olhos. -Mas tô muito ruim? O cheiro tá estranho?

-Nossa, erm... não, não está... -Lony falou com uma vozinha fina, mas pela expressão de Chloe a garota não pareceu acreditar - ah, é mentira. Desculpe, mas está parecendo que... que... jogaram lixo em você mesmo. -ela não podia ter outra descrição melhor para isso. -Quem era a pessoa? Você também tem uma inimiga agora?

-NÃO! Droga. Você por acaso não tem nada aí que tire mau cheiro? - fez uma feição de desespero. -Já tentei dar uma limpadinha, pelo visto não funcionou... Não sei quem era, mas quando eu descobrir... HAHA. - parou. - Ainda não sei o que vou fazer mas... Vai ser algo ruim. – completou e Lony ergueu uma sobrancelha.

Para a sorte da garota loira, Lony era uma das melhores alunas em feitiços. Na verdade, o Dr. Cooper diria que era o tal do Lewis, mas Lony tinha certeza de que era ela e ponto final. Por isso, não demorou muito para a garota dar uma folheada no seu intelecto e achar a solução.

-Hmmm, Chloe, acho que dá pra fazer algo, tem um feitiço que... vejamos... -ela pegou a varinha que estava caída no chão ao lado dela e executou o Feitiço da Limpeza na amiga, deixando a aparência dela bem mais agradável e sem aquele cheio de casca de banana.

-Ah bem melhor! - ergueu os braços como sinal de vitória. -Obrigada Lucy lucy! –os olhos da garota brilhavam enquanto os de Lony reviravam, mas mesmo assim a morena abriu os braços para receber um abraço de volta –Ah, só não te dou um abraço agora, porque né, se for contagioso. - fez uma cara de pavor e Lony largou os braços no colo com cara de mangá irritado. -Mas espero que você resolva logo, e...

-Tá, tá... vão resolver, em nome de todos os sonserinos cruéis. –e a garota realizou uma expressão que deixaria o lindo lorde Voldemort orgulhoso. E Chloe, por sua vez, ergueu as duas sobrancelhas, sabendo que isso não era um assunto muito, hum, honroso para os sonserinos ressuscitarem.

Uma batida oca na porta fez Lony arregalar os olhos, tudo que ela menos queria era que mais alguém a visse daquele jeito ou sequer falasse com ela. Ela indicou com a cabeça para Chloe responder por ela, e a loira entendeu.

-Quem é? –Chloe perguntou.

-É a Anna. –e Lony, reconhecendo o sotaque por trás da porta, proferiu com os lábios uma frase muda, como se dissesse “Como assim?” para Chloe, que deu de ombros. –A Dolben tá ai?

-Sim, estou, uhnnn... pode... erm –Lony respondeu por Chloe, mesmo achando tudo aquilo muito estranho, ela não tinha certeza se era uma boa ideia deixar Anna entrar, mas Lony se lembrou de uma frase peculiar, que é “como dizem os britânicos, a Guerra dos Cem Anos pode esperar se você estiver com uma pereba na cara.” Mentira, foi ela que inventou essa frase.

Chloe convenceu Lony a deixá-la entrar, afinal, a garota não poderia ficar ali a viagem toda. A porta abriu lentamente, e surge primeiro os cabelos castanhos de Anna, e receosamente, a garota vai surgindo, localizando uma Lony de braços cruzados virando o rosto para o lado oposto, na tentativa de disfarçar a pereba. Anna entra rapidamente pela fresta e fecha a porta atrás de si, e só então as duas garotas perceberam o chapéu bonito, de abas largas e negro que a garota da Corvinal carregava.

-Ah! -ela olha pra bochecha de Lony, faz uma cara inteligivel, e pigarreia -É, eu achei que realmente não tivesse visto demais enquanto você passou correndo... - estende o chapéu pra a garota - Eilonwy, acho melhor você ir logo para o trem, aqui qualquer aluno pode aparecer; e lá eu consigo consertar... - faz uma careta - Esse... Problema facial temporário.

Lony imaginou que o chapéu poderia estar cheio de pó de mico mágico ou coisa pior para deixá-la ainda mais constrangida, e receou para aceitar o objeto, mas Chloe deu uma cotovelada nela, indicando que, suspeito ou não, aquele acessório era a única coisa que ajudaria a disfarçar aquela meleca, e além do mais, o chapéu era lindo.

OFF2: Bom depois deste post eu vou dar uma sumida até segunda ou domingo, provavelmente, porque vou viajar a trabalho, e quando eu voltar estarei perdida aqui no forum, certeza xD mas dou meu jeito de acompanhar tudo depois, bye o/

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~~Assinatura provisória enquanto apanho do photoshop e gifs Like a Star @ heaven

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Re: Expresso de Hogwarts [encerrado]

Mensagem por Elliot B. Pointer em Qui Ago 09, 2012 10:33 pm

No episódio anterior...:
. Capítulo IV .

Procurando fugir dos feixes de feitiços que estavam ricocheteando e sendo lançados na plataforma, Elliot entrou no vagão do trem, quase esbarrando em uma garota que estava passando pelo corredor naquele momento. Ela soltou um grito de susto que quase o ensurdeceu, mas ele não podia deter-se. Depois voltaria e procuraria por ela para pedir desculpas – ou não, ela deveria estar grata que, estando ele envolvido, tudo que ela tivera fora um susto... Pessoas se acotovelavam nas janelas, dificultando a visão de alguma coisa do lado de fora, mas conseguia ouvir os clamores de briga. E pela descrição de uma loura, grifinória, quintanista, que ele coletara enquanto se espremia pra passar pelos alunos no corredor, ele tinha certeza que uma amiga sua estava envolvida naquilo.

Conseguira chegar ao final do vagão, faltando mais três, quando a multidão saiu da janela, voltando a transitar pelos corredores, com seus malões, procurando uma cabine vazia... A situação fora aparentemente resolvida. Dando um suspiro, ele balançou a cabeça e prosseguiu pelo caminho. Não importava o quanto estivesse resolvida a situação, ele precisava ver se a veterana estava bem. Afinal, Gabriella Alleborn era a irmã mais velha que ele não tinha. A única quintanista com quem ele se relacionara bem, quebrando a tradição de manter veteranos em patamares intangíveis que ele tinha. Prosseguiu passando pela correnteza de alunos que vinham em direção contrária, quando viu duas sonserinas do quarto ano no corredor. Lara Rosenberg, que ele conhecera em detenções, e Elena Holdfeny, a atleta. A garota em quem ele derramara uma poção no cabelo dela no primeiro ano deixando o cabelo dela roxo por uma semana... Se ela o odiava por isso, ela não demonstrava. Mas ele ainda sentia-se mal – principalmente porque todas as vezes que tentou reparar o erro, piorava a situação, como quando a deixou cheia de fuligem ou quando ela acabou com a roupa melada de graxa... Mas ela estava com Lara e era início de ano letivo... Quem sabe nesse, desse tudo certo. Mas pra não arriscar, ele não iria tentar reparar algum dos “fails” do passado, limitando-se a agir como se nada nunca tivesse acontecido.

Oi, Elliot! Feijãozinho de todos os sabores? — disse Lara oferecendo uma caixinha em sua direção.

Feijãozinho? Ah, não, obrigado. Eu estava tentando chegar ao lugar do combate das meninas, mas acho que pelo silêncio já terminou. — será que ela sabiam quem era a outra envolvida? Talvez fosse uma oportunidade de perguntar.

Que combate? Eu ouvi uma confusão mais pro fundo do trem. Um menino tentou vender bebida trouxa pra um bando de sonserinos, veja só. Pensei que Corvinais fossem espertos! — comentou a amiga, descontraidamente.

Cala boca, Lara... — a senhorita Holdfeny se manifestara, um pouco naquele tom de cordialidade costumeiro dela. — Nem parecia que estava tendo confusão nenhuma... — ela tentou reparar a informação concedida.

Ai! Como não?! Tinha bebida derramada pelo vagão todo e... ahm... — Elliot não percebera o olhar de Elena para Lara, sua mente começara a mexer as engrenagens...

O combate entre a... — respondeu automaticamente, afinal, ele não podia negar uma informação. Mas sua mente forneceu um insight que o desviou da ideia original. — Corvinal? Bebida trouxa? Sonserinos? — combinação explosiva e ele só conhecia alguém capaz de criar um tabuleiro daqueles... — Great Scott! Chester... — Elliot olhou na direção que as garotas vinham e fez os cálculos. Ouvindo as palavras de Elena, ele prosseguiu, tinha que justificar-se racionalmente e tomar cuidado com o que diria... Começar o ano sem explodir algo da Holdfeny era lucro. — Certamente que não estaria havendo confusão nenhuma, srta. Holdfeny... Mas sacomé, né? Contei cinco professores no trem e conhecendo meu amigo, quase certeza que ele vai se meter em confusão. Ainda mais porque nem todos os sonserinos são sociais como vocês, sempre têm aqueles que têm complexo de Malfoy, achando que ambição é bancar a bitch mal amada ou o rebelde sem causa... E pior coisa do mundo é começar o ano letivo com placar negativo, né? — ele começava a passar entre elas, gesticulando. — Iniciando o ano com cinquenta pontos negativos... Desse jeito nem ganhando o campeonato de quadribol... Por isso vou lá dar uma verificada.

Ele achara que tinha usado as palavras certas. Ela era a capitã de quadribol da Sonserina, então, ele acreditava que nestes termos ela o entenderia, apesar de suas razões serem obviamente outras, mas essas talvez só os lufanos o entendessem sem precisar de palavras. Passando por elas, vendo que a senhorita Holdfeny estava sã e salva e nem estava com raiva dele, ele começou a correr na direção que elas vieram. Agora com maior urgência, ele corria passando pelos alunos, esbarrando, derrubando malões, saltando, repetindo o mantra “Licença.Tôpassando.Desculpe.FoiMal.Ops.BeloGato,Moça.OndeConseguiuEssaCoca,Garoto?Valeu!”. Chester era ótimo em duelos, mas ele tendia a deixar que suas emoções dominassem a mente e acabava agindo de forma equivocada. Ele não se esquecera da vez que o amigo entregara Gabi só pra tentar se salvar da detenção do “Yellow-eyes”...

Passando para o próximo vagão, ele viu a térmica estranha, provavelmente feita pelo Chester, de Coca-Cola... Como assim derramaram Coca-Cola? Controlando o impulso emocional, ele ouviu a discussão e ouviu quando Chester agiu emocionalmente – mas no caminho completamente oposto... Ele levantara a voz pra alguém e soltara um Estupefaça! Isso era sinônimo de encrenca da grossa! Colocando rapidamente cinco latas de Coca na mochila, ele segurou o carrinho de Coca-Cola que estava no corredor, vendo Mimi se aproximando correndo do outro lado. Ele acenou para o carrinho e fez um gesto com as mãos de uma explosão, uma segunda mímica de puxando algo e movimento do braço pra correr loucamente como se não houvesse amanhã pro próximo vagão, apontando pra porta. Ela acenou assertivamente e ele começou a contar com os dedos, preparados pra agir no três. Fez o sinal de um com o dedo indicador, quando ouviu:

— Sectusempra!

Arregalando os olhos, ele fez um gesto de três rapidamente com a mão, enquanto via os feixes do feitiço chicotearem a parede da cabine próximo à porta. Surgindo na frente da cabine, colocou as duas mãos pra dentro e segurou o amigo, puxando-o mais forte que podia. Chutando o carrinho, ele derrubou as 19 Coca-Colas no chão, enquanto Mimi soltava um Avis e pulava por cima das cocas, na direção deles. Com o coração apertado, a boca seca e um pesar maior do que tudo que ele já sentira, ele estendeu a varinha girando-a enquanto dizia:

— Bom-BAR-da!

Aquilo fora suficiente pra que as latas explodissem com a pressão, impedindo perseguição, enquanto Mimi abria a porta do vagão e ele passava com um Chester que sangrava. Por fim, vindo de trás dele, viu um clarão luminoso intenso. Mimi usara “Lumus Solen”, cegando qualquer pessoa que tivesse colocado a cabeça para fora da cabine e os três dispararam pelo corredor, como se não houvesse amanhã. Percebendo que Chester precisava de atendimento urgente, ele estava procurando uma cabine onde poderia se colocar até quase se chocar com a senhorita Perkins, que estava com uma muda de roupa nas mãos. Sem saber o que fazer, ignorando uma música animada, ele abriu a porta da cabine do lado e jogou-se com o amigo, mas não sem antes puxar Aubrey com ele – não queria que ela fosse pega por algum dos feitiços, ainda mais de Arte das Trevas. Se isso acontecesse, ele nunca se perdoaria. Quando Mimi passou, ele fechou a Cabine, lançando um colorportus e empurrando Chester pra colar na porta, deitado no chão, encostado no assento da poltrona. Se alguém olhasse de supetão pela janela, não o veria. Respirando fundo, ele viu Mimi lançar um Ferula, colocando ataduras pra conter o sangramento e só então notou a jovem garota com uma gaita de foles nas mãos e um esquilo vermelho... Um pouco sem graça, tirando os tênis e subindo no estofamento, ficando colado na parede do lado da porta – e não visível pra quem olhasse pela porta – ele disse:

— Er... Oi. Sou o Elliot. Você deve ser nova, não é? — ele deduziu pela gaita. — Poderia continuar sua música? Não iremos incomodar em nada. Só estamos tentando passar despercebidos, probleminhas com colegas de escola... O de sempre. — e abriu um sorriso largo. Olhando para Aubrey, disse. — Desculpe-me, senhorita Perkins. Eu não podia deixá-la no corredor com Arte das Trevas sendo lançada a esmo assim... Eu não me perdoaria. Finja normalidade se olharem pela janelinha, por favor. É questão de vida ou morte...


Spoiler:
Correndo para tentar saber um pouco mais sobre a confusão do lado de fora, Elliot esbarra em Elena Holdfeny e em Lara Rosenberg que falam dos apuros que seu amigo Chester se envolveu. Sem pensar duas vezes, o garoto correu para tentar resgatar o amigo, através de um plano que exigiu o sacrifício de 19 corajosas latinhas de Coca-Cola que serão eternamente lembradas pelo garoto. Na fuga, acaba se jogando com o amigo na cabine onde se encontra a escocesa Molly Doly, não sem enfiar, novamente, Aubrey Perkins em confusão...


Capítulo V



-
"Se o Destino for mesmo um Moinho...
Nós somos a razão que o faz se mover."



"Avançamos acreditando na sua infalibilidade,
Para além de onde as forças se encontram."



"Você encontra a Aventura
Ou a Aventura encontra Você".
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Re: Expresso de Hogwarts [encerrado]

Mensagem por Elena Holdfeny em Qui Ago 09, 2012 10:55 pm

Quando você pensa que nada mais vai te surpreender...

Uma senhora velha, feia, suja, mal vestida e com uma carranca horrível entrava na cabine que Elena dividia com a Natalie. Ela parou por um segundo e fechou os olhos. Respirou fundo, como sempre fazia para tentar manter sua concentração e calma. Mas cometera um erro terrível fazendo aquilo. Sentiu um cheiro um tanto desagradável. Encarou a velha novamente com uma sobrancelha arqueada. Naquele momento notou que a velha não tinha entrado sozinha na cabine. “Desgraça pouca é bobagem”. A velha carregava consigo um porquinho.

- Desculpa, mas acho que a senhora pegou o trem errado. Esse aqui vai pra Hogwarts e não para um asilo. – ela dizia para a velha, sem pensar e com muita certeza. Olhou-a mais uma vez -Nem para um hospício. – completava se divertindo.

E de repente sentiu o olhar da velha nela. E era intenso. Sentiu um leve calafrio por dentro. Não o deixou transparecer. A velha continuou encarando por um tempo e ela displicentemente respondia ao olhar. Sua expressão era tranquila. Esperava que se tornasse claro para a velha que deixá-la desconfortável era algo muito difícil. No entanto, a velha logo desviou o olhar pois a porca que carregava começou a se debater. Ela olhava toda a situação e só conseguia pensar que ela simplesmente não estava disposta a lidar com uma situação tão ridícula. Uma situação que envolvia uma velha esquisita e uma lufana medrosa. Ela não merecia começar o dia daquele jeito. Apenas piadas começavam daquele jeito...

- Um porco?

Uma voz amiga soava junto do surgimento de uma figura amiga. Lara aparecia na porta de sua cabine. E antes que pudesse pensar qualquer coisa, a gata que estava no colo da amiga emitiu um som assustado e fugia do colo da dona. Provavelmente a gata tinha se assustado com a cara da velha. Qualquer um provavelmente se assustaria com aquela carranca feia. Ela não sabia como ela não tinha se assustado com aquela carranca feia. Todavia, ela não era muito de se assustar.

- Oi, Lena! - dizia Lara olhando para ela como se ninguém mais estivesse presente. - Quer me ajudar a procurar a Louise? Ela provavelmente está traumatizada em algum canto do trem.

E sem sequer dar tempo de Elena responder, Lara a pegou pelo braço e a puxou para fora da cabine. Elena cogitou por um segundo em reclamar daquele movimento brusco, mas desistiu. Reclamar de quê? De ter sido logo tirada daquela cabine? Nunca. Não sabia mais por quanto tempo aguentaria sentir o cheirinho da velha sem passar mal ou fazer algum outro comentário sincero.

- Por quê ela estava olhando com tanta raiva pra você?

- Ela estava com cara de raiva? Achei que era a expressão normal dela. – ela não podia dizer que tinha se esforçado para compreender o que a carranca da velha expressava, já que todo tempo que a encarou só conseguia reparar mesma era na feiura. - Definitivamente uma das 5 figuras mais esquisita que já vi nesse trem, Lara.- ela dizia num tom de lamentação irônico - Hogwarts está caindo de nível... Enfim, obrigada por me tirar de lá, Larinha.- dizia abrindo um sorriso pra amiga.

- Ela tinha um porco! Isso é permitido? Porcos não fedem?- a amiga dizia indignada, gesticulando para dar ênfase. - E é claro que eu ia te tirar de lá! Quem é aquela mulher? Nova professora, eu aposto.

Bem, ela não tinha realmente parado pra pensar nisso. A simples hipótese daquela mulher sendo professora de qualquer coisa a deixava curiosa. Contudo, achava que aquele não devia ser o caso. Como pode Hogwarts – a melhor escola de magia do mundo – contratar alguém como aquela velha? Mas decidiu que se aquele fosse mesmo o caso, era bom que a velha fosse nova professora de matéria optativa, para ela não precisar cursar as aulas. Afinal, aquele tinha sido um péssimo começo e não ia correr o risco de se dar mal porque a professora provavelmente não iria com a cara dela. Ela gostava muito de manter boas notas.

- Não sei se todos fedem, mas aquele fedia demais. A velha também não estava lá muito cheirosa.- dizia rindo num tom meio maldoso. - Mas não sei quem era. Talvez a avó caduca de algum aluno, sei lá, não me dei ao trabalho de perguntar...- seu tom mudou de repente.

E ali lhe ocorreu que talvez ela tivesse sido um pouco mais malvada do que ela geralmente se permitia ser. E se a velha na verdade não fosse simplesmente uma louca ou uma mendiga qualquer? E se ela fosse de verdade a avó caduca de alguém? E se ela só estivesse procurando ajuda e Elena sem motivo nenhum agiu com um pouco mais de sinceridade do que o respeito permite? Por um momento se sentiu péssima. Tinha simplesmente julgado muito mal a velha pela aparência. Podia ser sua avó ali no lugar...

- Talvez eu devesse né? Vai que era realmente a vó caduca de alguém perdida, coitada.

E então seu segundo de questionamentos acabou. Porque ela percebeu o óbvio: Aquela ali nunca seria sua avó. Primeiro porque sua avó nunca se permitiria chegar a tal estado de decadência; e segundo porque ela nunca deixaria sua avó chegar àquele estado de decadência. E qual problema dela ter julgado a velha pela aparência? Com um aspecto daqueles ela parecia pedir que as pessoas a julgassem superficialmente.

- Mas se ela parecia me olhar com raiva mesmo, talvez seja melhor deixar pra lá. A lufana que se vire com ela... - a simples idéia da lufana, que tinha se mostrado ser uma pessoa muito facilmente assustada, com a velha esquisita era muito interessante. E um pouco divertida.

- Lufanos são tão pacientes e diplomáticos, não é mesmo? Tenho certeza de que vai dar tudo certo lá dentro.

Seguiu com a amiga a procura da gata perdida. Andaram praticamente até o final do trem. E lá encontraram a bichana. Escondida, ainda um pouco assustada, a gatinha de Lara parecia não querer sair da onde estava. Elena não tinha muita paciência para bichos. Em especial para aquela gata. A bichana tinha um temperamento muito forte e era teimosa demais para a paciência de Elena. Decidiu dar espaço para amiga e a gata, voltando sua atenção para aquela cabine e parte do trem. Não lembrava de ter ido nunca tão para o fundo do trem. Contemplava os arredores sem muito ânimo quando de repente ouviu um barulho enorme vindo – aparentemente – de lugar nenhum.

Odiava admitir que tinha se assustado, mas ela tinha. Olhou ao redor, preocupada, buscando a origem do barulho. Não demorou muito para concluir que tinha vindo do banheiro. Olhou para a amiga, que agora já tinha a gata em seus braços e viu nela uma expressão de espanto. E então um menino - Chester alguma coisa – saía do banheiro e com tinha com ele um carrinho de coca-cola. Elena começou a se perguntar se estava na verdade não estava sonhando. Aquele dia ficava cada vez mais esquisito.

O menino então tentou vender a bebida trouxa para as duas. Apesar dele ter sido até simpático, ela não conseguia ignorar o fato de que ele tinha acabado de sair do banheiro com aquelas bebidas. Dentro de um banheiro. Um banheiro público.

"PÚBLICO."

Ok, talvez não tão público quanto a maioria dos banheiros públicos, já que apenas os alunos de Hogwarts e alguns professores podiam utilizar aquele trem como meio de transporte e apenas em algumas épocas específicas do ano. Mas isso não diminuía o problema todo da situação. Ele ainda insistiu na venda, mas ela não iria nunca aceitar. Ela sabia o que era coca-cola e já tinha até provado a bebida. Era deliciosa, odiava admitir, já que era uma bebida trouxa. Mas isso não importava muito para ela. Sua dieta era balanceada e ela raramente se permitia escapar e consumir algumas poucas calorias a mais. As 137 calorias daquela latinha eram calorias a mais demais.

O menino seguiu seu caminho. “Talvez ele dê um bom vendedor ambulante”. E elas também não se demoraram mais no final do trem. Foram logo atrás de uma nova cabine. Porque de jeito nenhum Elena voltaria para sua antiga. Depois de procurarem por um tempinho, acharam uma com algumas primeiranistas. Estava decidida a não procurar mais. Então deu seu jeito de esvaziar a cabine, da forma mais gentil que conseguia imaginar: contou para as garotas que uns sonserinos tinham roubado o carrinho de doce e estavam distribuindo de graça para todos. As meninas ficaram animadinhas com a idéia da confusão e mais ainda com a idéia dos doce de graça. "E acho que temos aí mais três futuras gordinhas. Não duas só, aquela loira é gorda já". As meninas logo saíram e largaram a cabine vazia ali. Vazia para Elena e Lara ocuparem.

Já melhor instaladas, Elena enfim relaxou um pouco. Conversou com a amiga por um bom tempo e depois Lara a convenceu em fim a jogar uma partida de Snap Explosivo. A última coisa que a sonserina queria naquele minuto era jogar uma partida do que quer que fosse, mas após um pouco de insistência da amiga, decidiu ceder. Não custava nada. E se ela ganhasse, sabia que se sentiria melhor. Mesmo sendo apenas uma partida boba.

O problema foi que ela perdeu.

- RÁ! Ganhei! - a fumaça de uma mini-explosão no jogo de snap surgia no ar.

- MAS QUE MERDA... – falava praticamente gritando enquanto empurrava o jogo no chão.

Lara levantou as sobrancelhas, assustada. -Wow, calmaí. O que foi que houve? É só um jogo de snap, Lena. - dizia, botando a mão no braço de Elena.

Sentiu-se um pouco envergonhada pela sua reação, mas ela era assim mesmo. Não conseguia evitar e já até tinha tentado mudar. Mas era assim e pronto. "E nunca deu nada errado em agir e reagir como eu faço". Ela gostava de dizer isso pra si mesma. Talvez ela acreditasse nessa mentira um dia, se continuasse tentando se convencer. Começou a se explicar para amiga e foi então que lembrou. Ela não era a única com motivos para ter algumas reações inesperadas aquele dia...

- Hoje também não é exatamente um bom dia para você, não é?

Ela pode perceber Lara engolindo em seco. Fazia um ano que o irmão da amiga tinha desaparecido. Ninguém sabia ao certo se ele mesmo tinha fugido ou se tinha acontecido algo pior. Devia ser horrível viver aquela situação. Ela era filha única, mas a ideia de qualquer um de seus familiares sumindo assim de repente lhe dava arrepios.

- Já tive dias melhores. Anos melhores. Você sabe. - E desviou o olhar, enquanto coçava distraída as orelhas da gata.

- Eu sei. - ela olhava com carinho para amiga - E também sei que não é a mesma coisa, mas eu tô aqui, caso você precise. - ela esboçava um sorriso gentil e doce para amiga.

A amiga parecia agradecida, mas também bem ansiosa para fugir do assunto. Naquele momento, Elena sentiu seu estômago roncar. Se dando conta de que não fazia nenhuma refeição desde antes da partida no dia anterior, ficou preocupada. Ela não devia passar tanto tempo sem comer. Não era bom para seu metabolismo e era pior ainda para sua saúde. Sugeriu então irem fazer uma boquinha. E como já esperava, Lara pareceu animada de novo. Ela não entendia como alguém podia comer tanto, sem preocupação e permanecer tão magra. Aliás, ela entendia. Ela apenas continuava constantemente se surpreendendo com esse fato. Era um luxo que ela não se permitia dar. Ajeitaram a bagunça que Elena tinha feito na cabine e saíram. Deixando a gatinha na cabine, na esperança de guardarem seu lugar. E foram em busca do carrinho de guloseimas.

Andavam no corredor e conversavam tranquilamente, até que uma cena em uma cabine chamou a atenção de Lara. Naquele mesmo momento, Elena sentia seu estômago se contorcendo. Torcia para que a amiga não tivesse ouvido o barulho que o mesmo faz. Sua fome parecia crescer mais a cada segundo. Por mais curiosa que fosse a cena do vendedor ambulante da corvinal dentro de uma cabine praticamente só com sonserinos, ela simplesmente não estava interessada em saber nada sobre o assunto naquela hora. Elas seguiram seu caminho e, por sorte, acharam logo o carrinho de guloseimas. Elena comprou tudo que pode de mais natural e light dali. Não eram muitas coisas, mas aquilo serviria pro momento. Foi beslicando uma coisinha ou outra quando cruzaram com um menino. Um menino que ela particularmente não gostava muito de cruzar...

- Oi, Elliot! Feijãozinho de todos os sabores? - dizia Lara para o garoto, fazendo a simpática.

Ela olhou para o menino rapidamente. Ah, Elliot. Ela nem queria começar a pensar naquele garoto. Praticamente nada de bom vinha a sua mente quando pensava nos contatos que tivera com ele. Distraída partindo um pedacinho da barrinha de cereal que tinha na mão, ela ignorava aquela conversinha boba do menino com Lara. Ela sinceramente não se esforçava o mínimo pra prestar atenção, porém terminara de engolir o último pedaço de uma barrinha de ceral, ouviu Lara falando:

- … um menino tentou vender bebida trouxa pra um bando de sonserinos, veja só. Pensei que Corvinais fossem espertos!

- Cala boca, Lara... - Elena dizia entre os dentes esboçando um sorriso forçado, cutucando a amiga com o cotovelo.

Lara não devia se preocupar com Corvinais serem inteligentes ou não, porque se ela decidisse que estava tudo bem em explanar algumas ações dos colegas de casa, logo ela provavelmente se encontraria numa situação pior do que a de Chester. Ela era sonserina, logo seus amigos de casa também. E se ela não era exatamente a sonserina mais malvada que existia, Elena sabia que não podia dizer isso de algumas outras pessoas. Mas a amiga parecia esquecer daquilo.

- Nem parecia que estava tendo confusão nenhuma... - ela dizia voltando seu olhar para Elliot, tentando soar convincente.

Mas a amiga parecia não ter entendido o recado de cara. Para a sorte dela, o olhar que Elena lançou em sua direção foi compreendido, e logo Lara se calou de novo. O menino Elliot respondeu-as enfim, com um discurso gigante do qual ela não sabia se tinha prestado atenção direito ou não. Pois parecia que ele achava que tinha chances de ajudar o amigo. E parecia também que ele tinha alguma expectativa de que a grifinória ganharia o campeonato de quadribol. “Como se eles tivessem alguma chance...”. O garoto então saiu correndo em direção a confusão. Elena revirou os olhos e bufou.

- Nossa, Lara, tinha que abrir a boca pra fazer fofoca? – dizia colocando as mãos na cintura. - E sobre gente da nossa própria casa?

Todo mundo sabe que x9 morre cedo. Não é segredo isso. A amiga se desculpou e se explicou, mas não adiantava mais muita coisa. Ela já tinha aberto a boca e o menino já tinha saído correndo. Se antes naquela cabine parecia rolar uma baguncinha, agora com certeza ia ter uma confusão das boas. Elena não conhecia muito bem o grifinório, mas com o pouco que conhecia, sabia que onde o menino pisava, uma confusão se armava.

- O que o Elliot vai fazer, afinal? - perguntava a amiga.

Lena olhava pro lado em que Elliot tinha ido. - Esse garoto é um ímã pra problema, então com certeza agora vai ter alguma confusão lá.

- Eu não me importaria nenhum pouco de dar uma olhadinha nessa confusão, e você? - E sem esperar resposta, novamente Elena se viu puxada pro mesmo lado que Elliot tinha ido.

Aquela menina só podia ser suicida. Ela só tinha amigo doido, só podia ser.

No entanto, pensou que, talvez, assistir um pouco de desgraça alheia não faria mal. Estava menos irritada pelos acontecimentos do dia anterior, mas qualquer ajuda para esquecer daquilo era benvinda. Afinal, não custava nada dar uma conferida. Aceleraram o passo, indo na mesma direção que Elliot tinha ido. Não demoraram muito para notar onde era a confusão. O caos reinava ali. Não precisaram andar muito mais para ver Elliot novamente e dessa vez com um grupinho. Todos se jogavam dentro de uma cabine, num gesto meio desesperado e estranho. E junto deles, ela pode ver Chester. E o menino parecia sangrar.

- Ok, talvez isso esteja um pouco mais sério do que eu tinha imaginado... - ela falava baixinho para amiga, mas parecia estar falando mais consigo mesma.

Spoiler:
Tudo devidamente autorizado. Qualquer sugestão de interação com a minha personagem, mandem MP que a gente conversa e vê se rola. E me desculpem o tamanho do post, mas enfim... É isso aí!
ps: Editado para adaptar o final após o post do Elliot - que me pegou de surpresa, rs.


Última edição por Elena Holdfeny em Sex Ago 10, 2012 9:46 am, editado 2 vez(es)

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Re: Expresso de Hogwarts [encerrado]

Mensagem por Isadore Baudelaire em Qui Ago 09, 2012 11:01 pm

OFF: Ações autorizadas inclusive por Chester Lewis. Por isso que vou postar que, por mais que o feitiço seja difícil, ela tenha conseguido fazê-lo. A música do título é Down With the Sickness, do Disturbed


Madness is the gift that has been given to me

Não conseguia acreditar que o corvino realmente estava limpando o chão com a boca, como os sons que ele produzia a levaram a deduzir. Quero dizer, sim, ele estava em menor número, mas que tipo de criatura patética se sujeitaria a isso? Sem dúvidas, Chester Lewis merecia o tratamento VIP e carinhoso que estava recebendo. Roxanna claramente concordava com isso, terminando de extinguir qualquer resquício de dignidade e amor-próprio que aquele ser vivo pudesse ter reunido na sua vida inteira - o que não tinha como ser muito, é claro, já que era um trouxa.

Sua amiga estava pisando no rosto de Lewis, o que Isadore descobriu pela fala que ela proferira, sobre como só não o amassava para não sujar os sapatos. A francesa franziu o cenho de nojo, só de imaginar. No entanto, foram interrompidos pela entrada de mais alguém na cabine: Gerhard Takamiya. Seu guia disparou vários impropérios para todos eles, e Isadore sentiu-se um pouco envergonhada, como se estivessem todos diante de um cachorro seu que ela havia educado mal.

Mesmo assim, o sorriso que emoldurava o rosto da garota não diminuiu em um centímetro sequer durante todo o discurso do japonês, que, em resumo, os acusava de serem todos sujos e malvados. Isso porque a garota não só concordava plenamente com ele como considerava ambos adjetivos muito lisonjeiros, e não o agradeceu unicamente porque não fazia esse tipo de coisa.

No entanto, ficou bastante incomodada com a resposta que Roxanna deu ao Takamiya em seguida. Continuava rindo, porque toda a situação era mesmo engraçada, mas sabia que Gerhard era honrado demais para aguentar as verdades que a sonserina dizia, até porque havia um público considerável escutando tudo.

Isadore estava sinceramente com pena de Takamiya e, tentando adverti-lo de que era melhor não fazer nada nem respondê-la, apenas sussurrou, agora séria:

- Taky...

Não disse mais nada, contudo, porque Lewis resolveu falar com ela, desculpando-se pelo incidente. Esse rapaz poderia ter todos os vários defeitos que eram bastante evidentes, mas pelo menos conseguia surpreendê-la. Era uma coisinha divertida esse Chester. Logo, porém, ele resolveu murmurar alguma coisa sobre os “riquinhos” que Charles não gostou de ouvir e deu a entender que queria que ele repetisse.

Isadore achou bastante inusitada a reação de seu primo e chegou a erguer uma sobrancelha, mas logo o clima leve da cabine tornou-se escuro e gélido para a francesa. Percebia pelo tom de voz do corvino mais jovem que ele tinha reais intenções de atacar Charles. Sabia que este teria facilidade em defender-se daquele, mas ambos estavam próximos demais e o nanico tinha a vantagem da iniciativa, então não demorou nada para ela mesma apontar a própria varinha na direção de Lewis.

Naquele exato momento, confirmando as previsões da garota, ouviu um “estupefaça” se deslizar para fora daquela fossa séptica que Chester chamava de boca. Isadore poderia sentir o sangue subir aos ouvidos e o rosto arder. O corvino poderia ter ofendido sua mãe, cuspido na sua cara ou qualquer outra provocação que nada poderia ter sido pior que acertar Charles. Seu Charles. Sentia tanto ódio que trincou sem querer a janela da cabine em que estavam.

Com a varinha bastante apertada entre os dedos, levantou-se. Poderia ouvir os passos apressados daquela ignóbil criatura pelo corredor, que tomada pelo que parecia ser seu primeiro rompante de bom senso na vida, tentava fugir de sua ira. Mas foi em vão.

-Lewis. Olha pra mim! Eu quero ser a última coisa que você vai ver antes de morrer- urrou, fazendo sua garganta ficar dormente. Claro, sabia que ele não iria obedecer desta vez, mas o fato de que ele estava de costas para ela jamais significaria um empecilho. - SECTUMSEMPRA.

Provavelmente teria acertado em cheio se Takamiya não tivesse deixado a bagagem ali na porta, fazendo-a se desequilibrar. Ficou ainda mais possessa com a ironia de ter sido vítima da sua própria limitação física.

- Sangue-ruim - foi o primeiro de muitos palavrões que saíram da boca de Isadore, aos quais não compensaria reproduzir. Só quando começava a ficar sem voz - quase um minuto depois - encostou-se na primeira superfície rígida que conseguiu encontrar, tremendo muito e com as mãos geladas. Percebeu que estava doente de preocupação com Charles, porque corria o risco de aquele desastre em forma de corvino ter feito o feitiço errado e gerado qualquer tipo de dano mais severo ao primo. Aí sim, poderia morrer tentando, mas mataria Lewis pessoalmente.

Só alguns segundos depois, um pouco mais calma, permitiu-se entrar novamente na cabine. Com o cenho impassível, dirigiu-se ao banco em que supôs que Charles tivesse caído, esticando lentamente a mão para conferir sua teoria. Conseguiu, então, sentir os cabelos dele se emaranharem nos seus dedos, acolhendo-os, mas sentia um cheiro feminino muito próximo a ele que a fez ficar alerta. Ele, claramente, tinha sido aparado por alguém.

Sob circunstâncias normais, Isadore teria ignorado a pontada de ciúmes que contorceu seu estômago, mas ela ainda estava bastante alterada. Portanto, ríspida, ordenou:

- Saia - e arqueou uma sobrancelha, em desafio. E ela que se contentasse por não ter levado um tapa no rosto. Uma vez tendo tomado o lugar da outra, passou um dos braços sobre o peito de Charles, em uma postura claramente protetora e possessiva, enquanto afagava os cabelos dele com a mão livre. Algumas pessoas se dispuseram a tentar reanimá-lo com o “enervate”, mas Isadore não conseguia confiar em ninguém para fazê-lo, nem mesmo em si mesma.


OFF²: Eu não postei porque a Isadore é cega rssss, então ela não sabe que o feitiço dela acertou apenas de raspão no braço do Chester, produzindo um ferimento muito semelhante a este: CLIQUE
OFF³: Quem quiser ser a guria que leva a patada da Isadore no final, pode ficar a vontade rs

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Re: Expresso de Hogwarts [encerrado]

Mensagem por Vicky Etros-Jagger em Sex Ago 10, 2012 12:30 am

Para quem interessar possa e estiver sem tempo para ler agora, vai um resumo do que está abaixo:

Spoiler:
Vicky perde Fortuna e seu azar retorna, assim como o urubu (imaginário?) empoleirado em seu ombro esquerdo. Azarada, uma vez que Fortuna está com Flower e Nathan, tropeça bisonhamente na lata de refrigerante vendida por Lweis e apaga, apartentemente machucando-se. Fortuna ainda estão no braços de Flower – que não sabe, mas estará extremamente sortuda até perder a posse da porca.

O lábio superior de Vicky sofria contrações involuntárias enquanto um peso podia ser sentido em seu ombro esquerdo. Seus olhos estavam grudados em Flower. Fortuna. Fortuna. FORTUNA! – gritou uma voz em seu íntimo.

— Oi, tudo bem? Sentiu minha falta?– disse uma voz folgada, vindo de lugar algum, mas direcionado aos ouvidos de Vicky.

Algumas pessoas tem certos objetivos de vida que podem ganhar representação material. Exemplificando: uma vida feliz, para alguns, pode ser constatada numa família onde seus membros vendem saúde e estão em harmonia. Uma boa situação financeira pode ser materializada em vassouras de qualidade, mesa farta, caldeirões novos, etc. Riqueza e status podem ser materializados em uma grande mansão, incontáveis criados, um cofre recheado no Gringotes.

A sina de Vicky era um azar enorme, uma nhaca indescritível, um urucubaca sem precedentes – e era materializado em um urubu que se empoleirava em seu ombro esquerdo que gosta de fumo romeno, chá verde, de discutir lances de Copas de Quadribol de séculos passado e que atendia por Horacio.

— Talvez você fique feliz em saber que eu senti a sua.– disse o urubu, secamente, visto que Vicky não se manifestava.

E ela não se manifestaria. Faria de conta que Horacio não estava ali. Sabia que, se respondesse o infeliz, teria fama de louca novamente – episodio da vida que ocorreu ainda no seio familiar, onde todos tinham uma ave negra no ombro esquerdo, praguejando e maldizendo sua sorte. Todos falavam com suas aves mas, ao conversar com estranhos, Vicky logo percebeu que ninguém mais via a bendita ave alem dela mesma. Mesmo seus familiares viam cada um sua própria ave. Muita vezes ela se perguntou se sofriam de delírio coletivo, mas sempre que punha a mão em um amuleto de sorte, a nhaca sumia e Horácio desaparecia. Mas seus azar era tão grande que consumia o poder mágicos dos amuletos, e voltava o bendito urubu querando a opinião dela sobre Bjorn-sei-la-o-que, apanhador do time da Noruega que foi famoso em 1508/1522.

— Se alguém quiser saber minha opinião – disse Horacio, usando as penas quais dedos e enchendo o cachimbo de fumo – acredito que Paco Porlan deveria ter atuado como batedor e jamais como atacante na excursão do time espanhol à Grã-Bretanha em 1725. – acendendo o cachimbo, emendou – Jamais deveria ter mudado de posição, para inicio de conversa.

Vicky fechou os olhos por um segundo. "Está tudo na sua cabeça..." – ela repetia para si, qual um poderoso mantra. Não! Qual uma taboa de salvação, à qual se agarra o náufrago.

Não podia ser vencida por aquela maldita ilusão, delírio, azaração, maldição, espírito agourento ou seja lá o que fosse. Tinha que vencê-lo e garantir sua sanidade.

Horacio continuo falando, mas agora Vicky conseguia ignorá-lo. Percebeu que estava na mesma posição, varinha na posição fatal, com Flower mantendo Fortuna em seu colo e Jhonny Fullside a seu lado.

— O que?!– disse Vicky, de repente, voltando sua atenção para um ponto indefinido, como se procurasse algo distante. Era sua clarividência trabalhando. – O que foi isso ?

— O trem vai descarrilar.– disse Horacio, entre uma baforada e outra – Parece que nossas andanças terminam por aqui, Vicky, minha velha amiga. Foi bom estarmos juntos.

Vicky ficou furiosa com a sugestão do ser agourento à sem ombro. Cerrou os dentes me pura fúria, apertando mais e mais a varinha. Já havia tentado de tudo – não havia feitiço que conhecesse que fosse capaz de destruir a ave agourenta. Precisava de Fortuna. Precisava urgentemente de Fortuna.

Voltou-se para Flower.

— DESCULPA, DESCULPA, EU NÃO QUIS ...ELA PULOU NO MEU COLO...AI MEU MERLIN NÃO ME MATA, EU SOU MUITO JOVEM EU NEM BEIJEI O NAT... DIGO, NINGUÉM AINDA! NATHAN FALA PRA ELA! AIMEUDEUS EU SOU UMA BOA MENINA EU JURO EU JURO!

"Menina tola", pensou Vicky. "Não me evite. Se me desejar algo negativo,a sorte de Fortuna vai...."

— Ai! – gritou Vicky.

Isto porque sem explicação aparente (talvez movendo lentamente pela trepidação do trem, ou magnetizado pelo azar da bruxa) uma valise de mão, de propriedade de Flower, deslocou-se lentamente do suporte superior de bagagem, vindo atingir em cheio a cabeça de Vicky, derrubando-lhe o chapeu.

— Maldição...– disse Viky, com a mão na nuca e rangendo os olhos, enquanto se agachava para pegar o chapéu.

— Opa. Erm... Desculpa...de novo. AI meu Merlin, não tá doendo ta?– disse Flower. A garota se aproxima da velha, tentando olhar se a mesma tivera algum machucado, ao mesmo tempo em que toma cuidado de aninhar mais a porca nos braços. Não sabia se era o pânico, mas ela simplesmente acabara se apegando à porca. Ao menos enquanto estava distraída para notar que a segurava como se tivesse posse.

Aquilo irritava profundamente Vicky. Flower ainda emedou:

— Nathan, eu to meio ocupada aqui... Pega o chapéu dela por favor!– falava isso olhando para Fullside.

— EU NÃO PRECISO DE AJUDA!– berrou Vicky, pondo-se de pé e colocando o chapéu, com exagerada energia.

— Ela não vai lhe devolver Fortuna.– disse Horacio, sem entonação, como se estivesse sentenciando sua crença na fatalidade. Aquele ser sabia como tocar no calcanhar de Aquiles da velha bruxa. Sabia como provocá-la. E não pensava duas vezes antes de lançar mão deste expediente.

O ódio que se viu nos olhos de Vicky seriam capazes de fazer congelar, ainda nas veias, o sangue do mais corajoso dos homens.

— Você não sabe de nada – disse ela, com olhos estreitos. Falava para Horacio, mas olhava para Flower , o que provavelmente faria a menina pensar que falava com ela. – Eu sou uma das guardiãs dos segredos ritualísticos de Stonehange. Sou um feiticeira cujo nome é temido em dois continentes.– e, levando a varinha acima da cabeça, de onde surgiram luzes de cores indecifráveis, enquanto um vento místico fazia ondular sus cabeças e vestes, gritou, em pura fúria, olhando para seu ombro esquerdo – EU SOU VICKY ETROS-JAGGER! DESAPAREÇA!

Nisto, preparou seu feitiço que fez o próprio animal imaginário arrregalar os olhos de medo. Mas ele estava ali.

Numa passada, Vicky enganchou o pé na lata de beberagem mágica, tropeçando grotescamente. Num movimento desengonçado, escorregou para trás, batendo violentamente a nuca na porta aberta da cabina. Sua varinha, ainda incandescente de magia, voou para o alto e fincou-se no chão do trem, ali fundindo-se como a espada da lenda, excalibur, na rocha. Vicky caiu sentada, e sentada ficou.

A boca estava aberta e um filete de sangue fugia de sua nuca.

Fortuna ficou alvoroçada nos braços de Flower, como se quisesse pular para os braços da inconsciente Vicky,

Para esta última, tudo ficou escuro.

Spoiler:
amanhã (10/08) ainda acesso o forum durante o dia. Mas vou sair da cidade na tarde de sexta só volto ao RJ no domingo. Até lá, a veia vai ficar desacordada. Mas totalmente aberta a interações (???????). Nat, cuide bem da porca. OO Ela vale um bom bonus de sorte, necessário para a vida normal da personagem, como se viu neste post. xD
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Re: Expresso de Hogwarts [encerrado]

Mensagem por Aubrey Perkins em Sex Ago 10, 2012 12:37 am

Era uma vêz, eu, entrando em confusão alheia novamente.


Resumo da Missa:
Eu molhada - por culpa de um certo Sr. -, na tentativa de ir me trocar, acabo entrando em confusão (vulgo: 3ª-guerra-mundial-dentro-do-trem-entre pessoas-que-desconheço-por-motivo-que-não-me-importo) - por culpa novamente de um certo Sr.

O dia estava mais agitado que o previsto, e eu só queria ir para a escola, ter paz e tranquilidade. É pedir muito? Bem, aparentemente sim. Apesar de toda a baderna na limousine, um papinho sobre quadribol e apostas... “Será que a Leen tá fazendo apostas mesmo? Tenho que tomar uma providêcia depois....” Assim que chegamos à estação, eu já estava um pouco molhada da chuva, mas aquilo não era nada com o que estava por acontecer.

Assim que desembarcamos a chuva ainda continuava, então tentei me dirigir para a parte coberta o mais rápido possível. Elliot como sempre, usando do cavalheirismo que lhe compete esticou a mão para que pegasse.

“Não é educado uma mão ficar esperando” – disse o meu lado educado para o meu lado que insistia em gritar - “CORRE”. Por fim, aceitei. Eu quase sempre ouço o meu lado educado.

Saímos todos do carro por fim, já com a bagagem toda na calçada. Com um adeus rápido me despedi do nosso motorista e pus-me a seguir para estação, já que ainda chovia. O que eu não previa foi o que Elliot fez a seguir.

Devido a uma aposta boba com a irmã, ele sai correndo – ou melhor, deslizando – sobre uma lata velha dele, no que, TCHA-RÃ, espirra água em cima de mim toda. “Merlim, Morgana e Agripa, porque em mim? É o karma?” – pensava de olhos fechados, paralisada, temendo ver a situação que havia ficado.

Ainda de olhos fechados, ouvi apenas um “...descupa ai.... é nóis”, percebendo que era Fae, abri os olhos em forma de clamência, mas acho que ela nem chegou a reparar no estado que eu havia ficado.

O que me restava era pegar minha varinha, que se encontrava dentro de minha bolsa, bem protegida em sua caixinha de viagem, para tentar me secar. E sejamos francos: eu sou péssima em feitiços! Mas ao menos meu cabelo eu consegui secar, que devido à situação – apesar de liso – estava levemente armado.

“Posso chorar?”“Não menina, que coisa mais feia!” – brigava com minha consciência.

— Srta. Perkins... – ouviu ao longe, mas estava um pouco chateada com o descaso do grifinório. Aliás, nós havíamos dado carona a ele! E é assim que nos retribui?!

Ao fim da tentativa de secar, reparo que Leen está a conversar com um garoto loiro – que desconheço. Não querendo atrapalhar, resolvo seguir para o trem, trocar-me. Ao menos eu já havia tomado meu remédio de enjoo. Sim, eu enjoo em viagens, infelizmente, o que já causou maus bocados para meu pais.

Para grande minha surpresa, a passagem pelo 93/4 e minha ida até o trem fora sem grandes tribulações – no máximo a minha roupa encomodando, molhada e o par de malas pesadas que eu puxava. Evitei ficar de conversinha com qualquer que fosse. “Preciso tirar essa roupa, preciso tirar essa roupa”- repetia para mim mesma como um mantra, para focar a minha ida à um vagão e por fim, uma cabine isolada. “As pessoas vão acha-la mal educada...” – dizia minha consciência. Mas eu pouco me importei, meu desconforto com as roupas e o cabelo eram maiores.

Ao terceiro vagão, encontrei uma cabine livre, e então percebi que Leen havia me seguido. Apenas soltei aquele olhar de impaciência que já compartilhávamos por vezes e ela logo entendeu o que significava – “por favor, não pergunte”.
Apesar de ser difícil ter uma clone seu (ou você ser o clone de alguém), ter uma gêmea tinha lá suas recompensas. Como por exemplo, nossa forte ligação, que sem precisar de palavras, já entendíamos tudo. Ou nossos códigos secretos. Ou... bem, não vou falar todos os nosso segredos.
Na cabine, eu procurava emburrada por um par de vestes limpas. Por fim algo estava dando certo: encontrei minhas vestes favoritas.

Detalhes da roupa:

- tiara
- camisa branca
- colete cinza
- blazer cinza com abotoadura da Lufa e detalhes na manga e na gola em amarelo e emblema da lufa
- saia cinza com a barra em cetim amarelo
- meia branca, até abaixo do joelho
Nesse meio tempo, Holly havia encontrado Leen e estavam numa conversa bastante enfática. O máximo que fiz foi dar um sorriso e uma acenada para ela. Fechei a mala e segui para o banheiro – a fim de deixá-las conversar e ter um pouco de privacidade para me arrumar. Ia cantarolando uma música que estava em minha cabeça...


...quando fui surpreendida por uma mão forte me puxando para uma cabine.

“MERLIM! Sequestro no trem para Hogwarts agora?!?!” – pensei antes de iniciar um grito, que nunca acontecera. Reconheci meu karma e Chester, o menino de família trouxa. Bem, talvez eu devesse mesmo ter gritado, se tratando do Karma. “Acho que vou começar a chamá-lo assim, bem a cara dele... ou pelo menos, em pensamento. Vai que ele se ofende, né?”

Aliás, esse Karma anda bem abusado. Além de sequestrar moças inocentes que querem apenas se arrumar, vai tirando o tênis – “Eca” – e subindo nos bancos – “Eca²” – da cabine alheia.

O que estava acontecendo a final? E todo aquele barulho vindo de fora? Nossa, e eu estava tão na minha que nem havia percebido tal baderna.

— Desculpe-me, senhorita Perkins. – ouvi-o dizer e então o encarei séria. – Eu não podia deixá-la no corredor com Arte das Trevas sendo lançada a esmo assim... Eu não me perdoaria. Finja normalidade se olharem pela janelinha, por favor. É questão de vida ou morte...

Ele podia ter dado essa desculpa, mas estava acumulando estrelas vermelhas – o que pra mim é o contrário das douradas, é claro – na minha listinha. Resolvi fazer o que pedia ao ver a situação de Chester e de Mimi.

- Por Morgana! Ele está bem? – perguntei enquanto me recriminava por não saber nenhum feitiço que pudesse ajudar.

- Hei, e você Mimi? O que aconteceu?! – disse nervosa (Sim! Eu, nervosa!), reparando no jeito sujo e rasgado que apresentava a garota. Não que ela fosse um modelo de arrumação, mas aquilo não se parecia muito com o estilo pessoal dela.
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Re: Expresso de Hogwarts [encerrado]

Mensagem por Charles Baudelaire em Sex Ago 10, 2012 3:14 am

RESUMO e umas (muitas) OBS:
Spoiler:
Depois de humilhar Chester Lewis, Chester é estuporado e cai inconsciente. Depois de poucos minutos desacordado, levanta-se e decide tomar uma providência. Sem dizer nada propriamente dito, convida os outros da cabine a acompanhá-lo, mas também não espera por eles. Isadore então é a única que está definitivamente em seu encalço. Depois de procurar Chester e quem quer que o tenha ajudado no primeiro vagão, tem uma ideia e a testa no próximo: toca fogo no teto do trem, para atrair as pessoas para fora da cabine (e do vagão, por consequência), acreditando que elas ou fugiriam ou tentariam apagar o fogo e isso pudesse revelar alguém conhecido que pudesse lhe dizer o paradeiro de Chester, ou até o próprio Chester em si.

OBS IMPORTANTE: Primeiro ponto de ressalva: só para "visualizar" melhor o tempo, enquanto Elliot e Mimi faziam a bagunça no corredor e corriam pra abrigar o Chester, Charles estava desacordado. Quando ele acorda, isso tudo já passou e o Chester já tá lá bem seguro onde quer que esteja. Segundo ponto: num post só, o do Leish, Mimi realizou dois feitiços e Elliot um (tirando o Colloportus), então pensei que, no que dissesse respeito a uma "tática", os direitos seriam iguais, mas ainda assim Isadore realizou um e Charles um. Terceira ressalva: Como havia muita gente na nossa cabine, ia ficar massivo e cansativo combinar falas e ações com todos, portanto eu basicamente tomei as rédeas sozinha (com a Suh), deixando aberto para os outros; ou seja, a ação de Charles é dependente somente da Isadore, e não dos outros. Qualquer ação ou fala que não seja do Charles foi autorizada. Quarta: só para frisar: Charles não sabe que Chester está naquele vagão, ainda que pelo post do Leish tenha parecido que eles se enfiaram numa cabine mais próxima, então não foram longe. A ação foi uma tática para tentar achá-lo, fazendo as pessoas saírem das cabines (e do vagão, consequentemente); ou seja, se não estiver ali, ele vai repeti-la no próximo vagão até alguém o pare ou Chester apareça. Quinta ressalva: pelo que eu vi, a maioria dos personagens estão dentro das cabines, então é pouco provável que eles tenham visto o autor do fogo, ainda mais com o Lumus Solem. Sexto ponto: não esqueci dos professores, mas como é pouco convencional que mais do que um ou dois estejam a bordo - de um trem tão grande - Charles ignorou a possibilidade de que algum deles tenham-no visto. Além disso, tem o Lumus Solem. Sétimo: vale frisar que a intenção não foi incendiar o trem inteiro ou matar alguém - por isso o fogo no teto, não no chão. Entretanto, é quantidade de chama suficiente para soltar muita fumaça e pra precisar mais de uma pessoa para apagar tudo. Além do mais, ele estava de olhos fechados e, apesar de ter noção de altura, PODE SER que tenha ACIDENTALMENTE acertado o topo da cabeça de qualquer desavisado... Oitavo e último ponto: no fim do meu post, Charles está ainda na porta do vagão (ia ser muito forçado que ele fizesse tudo e depois saísse correndo e tudo lindo), até porque ele precisa ver quem está saindo das cabines para fugir ou tentar apagar o fogo. Se alguém que estava com ele (Michael, Anna, Anthony, Dolben, Kayra e Gerhard) quiser qualquer tipo de interação pra combinar qualquer tipo de coisa ou se quiserem aumentar o fogo, só mandar mp.




FOGO NO EXPRESSO DE HOGWARTS


( pode começar a ler desde a primeira fala azul, se quiser )





O plano de Charles era só colocar o garoto no seu lugar, nada demais. Não queria agredi-lo fisicamente ou xingá-lo. Muito provavelmente os outros na cabime achavam imperdoável a mera existência do garoto, principalmente quando ele estava existindo ali, tão próximo a pessoas que definitivamente não suportavam sua laia e eram, no geral, racistas, mas para Charles ele era um pobre coitado e nada além disso.

Entretanto, o corvino - mais velho - estava de mau humor desde quando chegara na estação. Começou com Isadore, havia parado em Isadore, e agora toda a irritação que reprimira estava sendo descarregada em Chester, que nada tinha a ver com as perturbações psicológicas enrustidas de Baudelaire. E, ameaçado por [um número que não tô afim de contar] sonserinos, incluindo um único que não era daquela casa, o americano foi obrigado a obedecer, colocando-se ao chão e sorvendo o líquido gaseificado.

A prova de que Charles não é um rapaz cruel se dá pelo fato de que ele não sentiu prazer algum em ver Chester naquela situação, mesmo quando foi pisado por Roxanna. Também não sentiu remorso e tampouco se apiedou. Estava satisfeito por simplesmente ter sido obedecido, e isso bastava.

Um ponto para seu mau humor, que diminuiu em 50 - de um total de 354567, numa escala de 0 a 10.

Depois que Roxanna saiu, foi a vez de Gerhard, o cão-guia, surgir do chão como um vegetal e começar a tomar as dores do bullyinado Chester Lewis, que aparentemente não tinha pedido ajuda, mas que ainda assim foi solidário com toda a coragem do asiático - que só tinha cara de asiático, mas era made in Paraguay. Charles poderia sentado e dormido diante todo aquele falatório, que tinha um som muito parecido com o cacarejar das meninas minutos antes, todavia ao invés disso ficou atento a Chester. Ele, por algum motivo, parecia pouco feliz.

Bom, Kayra com certeza cuidaria de Gerhard. A loira jamais permitiria que seus preciosíssimos pertences fossem deixados ao relento em King’s Cross, portando Charles ignorou o empregado por completo. E o fez bem a tempo de notar Chester murmurar alguma coisa. Algo que não fora completamente inteligível, definitivamente, já que não é do feitio de Baudelaire prestar atenção nos murmúrios de pessoas que nada significam para ele - ou seja, no mínimo quase todos os passageiros - mas que, devido ao péssimo humor do corvino, foi o suficiente para fazê-lo se manifestar novamente. Dessa vez mais para relembrar Chester onde era seu lugar do que propriamente para irritá-lo.

Vejam bem, Charles tem uma concepção que lhe é intríseca a tudo que faz ou pensa: ele está sempre certo, e nunca faz mal a ninguém. Portanto, mandar o garoto se ajoelhar e lamber o chão era apenas uma tentativa de corrigi-lo, e não de humilhá-lo; assim como pegar em seu ombro - contato do qual Charles rapidamente se arrependeu, já que não era de encostar em ninguém - e obrigá-lo a se virar para que se encarassem de frente era apenas Charles fazendo o mesmo que antes. Fim. Ele simplesmente não era capaz (e se era, não dava a mínima) de enxergar a maldade em suas atitudes. Pra ele, as pessoas eram só burras demais.

Só que era fato inegável e bem conhecido que Chester Lewis era um bom duelista. E pela expressão em sua face, estava mesmo prestes a cumprir a ameaça que fazia e arrebentar a cara de Charles. O mais velho ficou imóvel, e nem houve tempo suficiente para qualquer outra pessoa na cabine apaziguar a situação. O Estupefaça veio em cheio no peito de Charles Baudelaire, fazendo-o ser jogado para trás.

Bom, depois disso, damos uma pausa para um breu de aproximadamente cinco minutos.

(...)

O mundo aos poucos tornou-se claro à medida que abria lentamente as pálpebras. Piscou uma, duas, três vezes, até que recobrou totalmente o senso e a consciência, dando-se conta de que estava nos braços de Isadore. Por uma fração de segundo, pensou em agitar-se e sair correndo, mas em outra fração, percebeu que estavam explodindo o corredor e este estava sendo inundado por líquido-cor-de-café-gaseificado-trouxa. De seu ângulo era difícil ver qualquer coisa que não fossem os lindos olhos azuis de sua prima, e seus lindos cabelos castanhos, e seus lindos traços, e tudo lindo, mas ele era astuto o suficiente para perceber que Chester tinha fugido e deixado um rastro.

Ligeiramente atordoado, Charles ignorou o acontecido, até porque Michael teve a elegante e inteligente ideia de fechar a porta da cabine. Depois disso, um clarão quase deixou o corvino tão cego quanto a prima e, naquela altura do campeonato, Charles Baudelaire tinha atingido um nível de mau humor que soltava fumaça pelas ventas e sangue pelas glândulas lacrimais.

Só que seu jeito de ficar de mau humor era diferente de todas as outras. Ao contrário do que uma pessoa normal faria, Charles não se levantou e saiu correndo para acertar as fuças de Chester, e nem começou a xingar aos quatro ventos. Apesar de estar extremamente irritado, conseguiu conter suas emoções.

- O que você estava esperando pra me acordar? - Foi a primeira pergunta que fez, dirigindo-a a Isadore. Era difícil decifrar alguma coisa em seu tom de voz, de tal modo que ele parecia simplesmente estar fazendo um questionamento qualquer.

- Fiquei torcendo pra que isso não acontecesse, na verdade...

Charles bufou e foi até a porta, tirando a varinha de dentro do suporte-bracelete que sempre usava por baixo das blusas de mangas compridas, como era o caso. Virou-se e deu uma olhadela rápida para Michael, como se perguntasse “você vem?”. Não era preciso verbalizar seu pedido de assistência - ah, aquela bagunça no corredor indicava claramente que Chester não estava mais sozinho - e aquilo deveria ser o suficiente para que Michael compreendesse que iam à caça aos sangues-ruins(?). Depois passou o olho em Anna Blanche, Dolben, Anthony - que também havia chegado, Kayra e Gerhard. Todos menos Isadore. Charles deixou claro no olhar que estava indo se vingar, e que se quisessem ir, podiam acompanhá-lo, caso contrário, ele pouco se importaria e iria sozinho do mesmo jeito. Não pensou numa estratégia, como teria feito normalmente, e tratou de abrir logo a porta da cabine.

Sabia que àquela altura todos do vagão já se perguntavam o que diabos estava acontecendo, e também que Chester já estaria são e salvo sabe-se lá aonde e com quem. Ainda assim, via-se sujando o sapato no refrigerante espalhado pelo chão, enquanto desviava das latas que poderiam fazê-lo tropeçar e cair e seguia em frente pelo corredor, para a ponta onde estava mais seco e, portanto, de onde provavelmente tinham jogado todas as latas para depois explodi-las - o que estava nítido devido aos estilhaços no chão.

Charles ignorou as aves irritantes que voavam pelo teto e procurava pelas cabines. Naquele vagão, a pesquisa não tinha demorado quase nada, afinal, todo mundo saía para verificar o que tinha acontecido, e Charles sabia que os “criminosos”, depois de fugirem, não iam ficar assim vulneráveis. Eles sabiam que viriam por eles.

Portanto, o vagão terminou. Sem nem prestar atenção em quem o estava seguindo - contudo, sentia a presença irrevogável de Isadore - o corvino prosseguiu para o próximo, onde também havia pessoas nos corredores, mas menos do que no anterior, já que neste não tinha acontecido a algazarra propriamente dita.

Farto e definitivamente nem um pouco motivado a passar o resto da viagem procurando por um nascido-trouxa e seu bando, Charles Baudelaire parou à porta do vagão de repente, antes de entrar por definitivo, tendo um insight meio perverso.

Foi quando Isadore esbarrou em suas costas.

- Avisa, idiota. - Ela reclamou, mas ele não lhe deu ouvidos.

- Lumus Solem, Isadore. - Falou baixo - Quando ouvir a porta abrir. - Ele segurava a maçaneta do vão, para que ninguém do outro lado tentasse abri-la.

Quem quer que tivesse feito o feitiço, provaria do próprio remédio. Charles empurrou a porta para abri-la e o ranger do metal foi o anúncio para Isadore, que lançou o feitiço de prontidão no mesmo instante que Charles fechava os olhos. Ele então deu um passo a frente, ainda à frente de sua prima - num intuito inconsciente de protegê-la - e ainda de olhos fechados, ergueu a varinha para o alto, num ângulo um pouco inclinado, e no último instante abriu-os e disse:

- Incendio!

E a outra mão ele pôs sobre a de Isadore, num reflexo.



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Re: Expresso de Hogwarts [encerrado]

Mensagem por Molly MacDowell em Sex Ago 10, 2012 11:43 am

Molly MacDowell estava lentamente se acalmando.
Tocava uma música animada na gaita de foles e estava até mesmo dançando, batendo um pé de forma empolgada no chão de madeira. Até Morag dançava e sacudia a cauda no ritmo da música.

Então, sem aviso prévio, um rapaz se jogou para dentro cabine, arrastando um outro jovem um tanto ensanguentado com ele e puxando uma menina loira também para dentro, logo em seguida. Uma moça de cabelos longos e negros entrou depois deles, enfeitiçando a porta, de forma que não pudesse ser aberta. Ela começou a cuidar dos ferimentos do rapaz coberto de sangue, enquanto o que primeiro entrara na cabine (Intruso Nº 1) observava.

Molly estava com os olhos anormalmente arregalados e encolhida contra a parede da janela, o mais distante possível dos invasores, quando Intruso Nº1 percebeu sua presença. Ele retirou os sapatos mais estranhos que Molly já vira tão de perto e subiu no estofamento. A escocesa percebeu então que os quatro invasores usavam roupas estranhíssimas, parecidas com as dos trouxas.

— Er... Oi. Sou o Elliot. Você deve ser nova, não é? Poderia continuar sua música? Não iremos incomodar em nada. Só estamos tentando passar despercebidos, probleminhas com colegas de escola... O de sempre. — disse Intruso Nº1, e abriu um grande sorriso. Em seguida, dirigiu-se à menina loira – Desculpe-me, senhorita Perkins. Eu não podia deixá-la no corredor com Arte das Trevas sendo lançada a esmo assim... Eu não me perdoaria. Finja normalidade se olharem pela janelinha, por favor. É questão de vida ou morte...

A irritação de Molly por ter tido sua privacidade violada tão rudemente por QUATRO pessoas bem estranhas que ela nunca vira antes era grande, mas o fato de ter um garoto ensanguentando todo o ambiente era muito mais preocupante (pelo garoto, claro, não pelo ambiente), e o sotaque familiar de Elliot também a reconfortou um pouco. Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, porém, a garota loira começou a fazer perguntas, visivelmente nervosa.

- Por Morgana! Ele está bem? Hei, e você Mimi? O que aconteceu?!

- Essas são excelentes perguntas – Acrescentou Molly. Ela respirou fundo e parecia bem mais calma e controlada. Virou-se então para Elliot, e continuou a falar – E eu também tenho algumas, como, por exemplo, “QUEM SÃO VOCÊS?” e “VOCÊ É MESMO ESCOCÊS?”, e algumas declarações, como “ÓBVIO QUE NÃO VOU CONTINUAR TOCANDO DEPOIS DE VOCÊS TEREM BAGUNÇADO TODA A MINHA CONCENTRAÇÃO!” e “GOSTARIA DE TE INFORMAR QUE MORAG ESTÁ ROENDO A SUA FITA.”

De fato, o esquilo havia escalado as costas do rapaz enquanto as atenções estavam voltadas para o garoto ferido e agora mordiscava a gravata de Elliot, acessório ao qual Molly se referira ao usar a palavra “fita”. Apesar de já ter visto algumas poucas gravatas em fotos (nunca as vira pessoalmente), jamais soubera como se chamavam. Em termos de vestuário, como já pudemos perceber, seu vocabulário era bastante limitado.

– Desculpe, acho que estou gritando. Ando meio estressada, desde que cheguei na estação. Por sinal, meu nome é Molly MacDowell e, sim, acabei de ser transferida para cá – a menina fez uma pausa e lançou um olhar para o ferido que jazia no chão – Ahn... Posso ajudar com alguma coisa?

Antes que qualquer um tivesse tempo de responder, a escocesa ouviu batidinhas ritmadas no vidro da janela. Virou-se e se deparou com outra menina ruiva, do lado de fora do trem. A menina apontou para determinada direção e, seguindo seu dedo, Molly se deparou com uma caixinha vermelha acoplada à janela, com um pequeno aviso que dizia:

“Em caso de emergência, quebre e puxe”

Como a menina estava aparentemente flutuando do lado de fora de sua janela, e ainda por cima dando instruções para Molly, a pequena MacDowell deduziu que provavelmente se tratava de um espírito. E, pela sua experiência de vida, quando um espírito dá instruções explícitas, é melhor obedecê-las. Ela soltou um longo suspiro e colocou sua gaita de foles no assento.

Então, Molly quebrou e puxou.



Spoiler:
A cabine de Molly MacDowell é subitamente invadida por quatro pessoas que ela nunca viu na vida. A menina se acalma e procura estabelecer um diálogo, mas é interrompida por um espírito ruivo (que, na verdade, é Fae Pointer) que lhe instrui a usar a saída de emergência.

-


“Lean gu dluth ri cliu do shinnsre”
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Re: Expresso de Hogwarts [encerrado]

Mensagem por Michael Alleborn em Sex Ago 10, 2012 12:50 pm

”INFORMES”:
Estou morrendo aqui, gente. Olhos ardendo, dor de cabeça. Quando voltar a vida ajusto esse post, então perdão os erros grotescos. É só que Michael não quer ir fazer visitas ao Charles em Azkaban.

Michael ainda hoje se perguntava se deveria agradecer aos 15 anos de convivência com sua irmã mais nova, por sua inabalável postura, sempre que alguma coisa absurda surgia diante de seus olhos. Dos eventos improváveis da plataforma (em que Michael basicamente despedira-se dos avós, e depois fora esperar Anna e Dolben saírem do banheiro, enquanto cuidava da bagagem dos três, o que não era uma tarefa fácil por culpa de Anna) até a fatídica cena da cabine, protagonizada pelo corvinal da bebida trouxa (que de tão imbecil, vivia sendo absolutamente humilhado até por Gabriella), um Charles Baudelaire acertado em cheio, e uma Isadore sem medo de matar alguém, Michael só agradecia por uma coisa: ainda bem que Anna havia saído.

Ela jamais teria ficado parada diante da cena que se passara (a qual ele tentara amenizar, jogando ao menino ume generosa quantia que deveria compensar a humilhação.) e recentemente havia sido indicada como monitora: conhecendo-a como conhecia, certamente estariam todos prometidos a detenção aquela hora. Sem contar que, com o gênio que seus amigos tinham, dificilmente ficariam calados se Anna tentasse impedir a situação e ele nunca permitiria que sequer levantassem a voz contra ela. Então, dos males o menor, sério.

Michael, ainda de pé, por ter tido a adorável ideia de fechar a porta, fitou a cabine, ignorando o barulho lá fora (mas sempre pronto para puxar a varinha). Isadore estava absolutamente enrascada. Charles, quando acordasse, iria parecer uma quimera descompensada, o que era bastante chato. Michael odiava ter que posar de racional, mas como não fora atingido até então, sua tranquilidade se mantinha.

Anthony, ao seu lado, parecia até bastante confortável com tudo. Não estava nem um pouco preocupado com o corte que havia ficado no braço de Lewis... Na verdade não estava nem um pouco preocupado com nada. Mas ambos trocaram olhares significativos que diziam tudo: “Estamos ferrados”.

O sextanista cruzara os braços e escorara-se na porta. Não demorara até Charles acordar. Não conseguira evitar o olhar de “Ia ficar dormindo o dia todo?” para Charles, porém, quando este lhe lançara um olhar de óbvio pedido de auxílio, Michael apenas acenou com a cabeça, confirmando. Eles podiam tentar calar a boca das pestes, talvez fosse o melhor plano.

Michael ia atrás de Isadore, ignorando quem vinha atrás porque sua atenção estava voltada para as cabines, procurando qualquer sinal de vida inútil e hostil. Àquela hora os pirralhos já deveriam estar longe, ainda mais com o trem parado. E haviam deixado um rastro de sujeira inegável. Coca-Cola (que ele só conhecia o nome porque sua irmã era viciada) se misturava com os desejos de pássaros que passavam raspando por suas cabeças. Michael respirara fundo quando um bosta especialmente grande e nojenta acertou certeira o centro da sua cabeleira morena. Ouviu uma risadinha sarcástica conhecia atrás de si.

Com um rápido gesto de varinha limpara aquilo. Lewis era da turminha infernal de sua irmã. O próximo que encontrasse ia pagar caro (exceto se fosse a pivetinha ruiva que vivia infernizando-o. Ele não batia em crianças), era o que seus olhos cinzas, característica de todos os Alleborn, diziam. Mas sequer dera tempo acumular algum ódio. Isadore e Charles haviam se engajado numa campanha para anular para sempre as chances deles se formarem.

Incêndio! Charles Baudelaire estava provocando um incêndio no teto da cabine do final do vagão! Que droga era aquela? O psicopata era ele, Michael Alleborn! E normalmente ele não colocava mais de mil cabeças em perigo por isso.

- AQUA ERUCTO! – Gritara Michael, apontando a varinha, já em mãos há tempos, para o teto da cabine, empurrando Isadore para o lado de forma nada elegante, e pulando na frente de Charles. – Você ‘tá louco?! – Virou-se, indignado para o corvinal, enquanto um enorme jato de água saia da ponta da varinha, bravamente tentando conter as chamas. – Vai incendiar o trem? Minha namorada está dentro dessa joça!

E colocara a cabeça dentro da cabine para ver o tamanho do estrago. Se não saíssem dali iriam ter que inventar uma boa desculpa para não pegarem detenção para suas próximas cinco gerações.

- Sem corpos. – Anunciou, ignorando a revolta de Charles por ele ter interrompido seus planos. – Nem me olha assim, temos que sair daqui! Há essa hora algum professor já deve ter visto a fumaça. Vi o Berg pela estação e aquele elfo horrendo do diretor.

-

If I don't wield the sword, I can't protect you.
If I keep wielding the sword, I can't embrace you.

( Kubo Tite )


WARNING
SENSUAL SEDUCTION
SUNDAY, BLOODY SUNDAY
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Re: Expresso de Hogwarts [encerrado]

Mensagem por Mimi D. Wolfsbane em Sex Ago 10, 2012 2:23 pm


Impossível .III

”Sozinha novamente.” Pensava caminhando no meio do alvoroço da plataforma. Não soube recordar em que momento tinha voltado a se tornar uma solitária viajante, pelo menos não tinha que se preocupar com bagagem. As mãos estavam dentro dos bolsos do casaco, mas ainda assim tremiam os dedos de frio. A roupa molhada grudava em sua pele incomodando quando deveria ser uma vestimenta confortável. “Belo Sábado, desse jeito nem vou precisar de banho.” Balançava as mãos tentando fazer o sangue voltar a circular. No meio das pessoas a jovem era quase imperceptível, porém desta vez tinha um fator agravante que gritava ‘MOLHADA, SUJA E RASGADA’. Bom, nunca ligava para o que os outros pensavam, pelo menos tentava, e desta vez é que não iria se importar mesmo.

Ficou parada por algum tempo no meio da plataforma olhando o voo de uma mosca feliz. Ela sorria e então tremia os lábios, sorria novamente e voltava a tremer os lábios. “E agora?” Sua primeira ideia era basicamente contatar seus pais, porém ainda estava dentro de um território onde eles poderiam aparecer do nada para lhe dar um puxão de orelha, resolveu que o melhor era esperar chegar a Hogwarts até porque onde iria arrumar uma coruja? Muitas famílias se despediam felizes e, ao mesmo tempo, tristes pelas crianças que estariam indo para Hogwarts. “Chorando? Daqui algumas horas vão é estar curtindo. Aposto que meus pais vão viajar depois que eu vou embora.”

Balançou o bolso direito para saber quanto tinha de dinheiro trouxa e depois o esquerdo para saber do dinheiro bruxo. Ficou feliz pelo barulho alto das moedas que sobressaiam ao falatório na estação. Olhou para todos os lados procurando alguns rostos conhecidos e até os viu, mas falar com conhecidos naquele estado estava fora de cogitação. Entrou no Expresso e procurou uma cabine vazia onde poderia torcer o que sobrou de suas roupas. O lugar estava bem mais quente que ao relento, tirou os sapatos, as meias, o casaco e as torceu formando uma poça de água no chão. Voltou a vestir as peças que agora estavam além de tudo totalmente amassadas. “Resolvido!” Estava satisfeita, apesar de gelada, com o resultado, pois um peso tinha saído de seus ombros, literalmente. Sentou-se no cantinho baforando no vidro e desenhando uma casinha torta, um sol sorridente e algumas colinas. Ficou entediada brincando de levitar sua varinha apenas com as mãos e depois até ameaçou cochilar.

Tudo estava bem até que...Era sempre assim, tédio e então confusão. Nada iria acabar bem e quando Mimi se levantou do banco para se aproximar da porta ai que teve certeza que o esquadrão de retirada teria que entrar em cena. Ela não conseguiu ouvir exatamente o que estava acontecendo, mas ao abrir de leve a porta e ajoelhar-se para não ser vista, observou Chester iniciando uma corrida. Foi meio que em câmera lenta “Eu já vi uma cena dessas hoje”, lembrou-se de Elliot, e seus olhos repousaram em Elliot, quem diria, um pouco mais a frente. Finalmente podia diferenciar o que era dito no meio da confusão dos gritos de desespero de Chester. (Se não era ele gritando, era alguém lá fora, certeza.)

Percebendo que Elliot já havia formulado um plano ela consentiu com a cabeça, já o conhecia tempo o suficiente para entendê-lo assim fácil, e esperou ele marcar o tempo certo, porém a confusão estava praticamente em cima deles. Mimi meio que se afobou ao ver as latinhas rolando pelo chão, ela pulou para o corredor e sobre as latinhas mandando um Avis na direção contrária que corria. Saiu da frente de Elliot dando espaço para que ele explodisse as latas. Foi bem rápido chegar à próxima porta, Elliot na frente puxando Chester com toda a força de vida, onde a grifinória parou para olhar para trás. Eles não podiam segui-los ou estariam condenados, não os sonserinos, mas eles, então em um último golpe bradou antes de passar e fechar a porta do outro vagão. - Lumus Solen! – Na verdade foi mais um ato automático do que pensado, pois seus pensamentos em feitiços simplesmente aconteciam.

Os dois amigos já se distanciavam na frente e ela ia atrás a todo o embalo permitido por suas pernas. Viu Elliot pular para dentro de uma cabine puxando Lewis e uma cabeleira loira, passou direto sem conseguir frear e teve que fazer uma curva perigosa para voltar e se jogar na entrada correta de cabine. A porta estava fechada, ela ofegante e agora em um princípio de desmaio, pois só a existência de sangue no mesmo ambiente que ela era um perigo. Tratou de lançar logo um ‘ferula’ meio de rabo de olho para não fitar as manchas vermelhas que começavam a escorrer. Enquanto Elliot se desculpava cheio de pompa ela fazia a dançinha da vitória.



Após expressar sua adrenalina de uma forma menos exagerada – pois podia ser um ataque de asma – finalmente pode observar as outras integrantes da cabine. - Meninas!!! – Abriu um largo sorriso parando no lugar. Ao seu lado Elliot já tirava os sapatos e se escondia no canto, Mimi fez o mesmo do outro lado da porta. - Meu nome é Mimi Wolfsbane, mas pode me chamar de Mimis, o que é estranho, pois meu apelido é basicamente meu nome, só que mais longo. – falou para a menina da gaita. - Aubrey eu cai em um buraco, fui assaltada, fiquei na chuva e estou fugindo de sonserinos malucos, mas eu estou legal, se bem que estou precisando de algumas roupas. – Olha para a muda de roupas na mão da lufana.

- Bem, acho que realmente não nos conhecemos de uma forma apropriada e também peço desculpas pela minha falta de pompa. – Olha para si mesma parecendo que saiu de um lixão. - Mas serei eternamente grata se puder continuar com a música e nos ajudar. Não estamos nos metendo em confusão, apenas estamos tentando nos salvar e salvar o nosso amigo. – Olhou para Chester no chão. - Sonserinos não costumam ser legais com a gente, mas não é generalizando, apenas um grupo em particular. – revirou os olhos. Escutou uma confusão no corredor se aproximando. Alguém estava gritando, provavelmente resquícios da outra confusão. - Preparem as varinhas! – Disse para Elliot e Chester, não esperava que as meninas fossem se envolver, mas se entrassem ali com ferro e fogo estariam todos encrencados. - Foi muito bom compartilhar os últimos anos com vocês!!! – Melodrama mode on. Ela ria ao invés de chorar. Segurando com uma mão no teto, a mesma que segurava a varinha, usou a outra para tapar a boca e abafar seu riso nervoso conforme escutava aproximações.

A novata disse alguma coisa, mas Mimi não prestou atenção sentido um calafrio ao perceber que alguém batia no vidro. “Vamos morrer!”, mas para sua surpresa a novata tinha direcionado sua atenção para a saída de emergência. Sentiu quase que um alívio ao ver sua melhor amiga meio de relance do lado de fora do vidro. - Levanta Chester, traz a Fae para dentro. – começou a enxotar o menino machucado, mas ainda se equilibrando no canto do pequeno cômodo.

Resumo:
Mimi vaga solitária por ai e depois acaba se envolvendo no salvamente de Chester. Tenta se explicar para a menina nova e pede ajuda, se preparando psicologicamente para o pior.

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Re: Expresso de Hogwarts [encerrado]

Mensagem por Chester Lewis em Sex Ago 10, 2012 2:38 pm

V - EU MORRI ?!? =O


O vulto negro corria gritando pelos corredores do expresso deixando tudo para trás exceto sua mochila e a varinha empunhada na mão direita. Enquanto desatinava em correr, Lewis ouviu o grito frenético de Isadore -Lewis. Olha pra mim! Eu quero ser a última coisa que você vai ver antes de morrer- "Morrer?", a pergunta reinava o inconsciente do garoto, as coisas começavam a tomar proporções pela qual ele não esperava, seu ato foi de puro impulso mas incrivelmente trouxera consequências horrendas, mesmo que Isadore não fosse tão habilidosa em feitiços, eles estavam em maioria, voltar sozinho era suicídio, seria espancado, logo Lewis continuou correndo até ouvir nitidamente - SECTUMSEMPRA.


"O que ia acontecer se ele voltasse sozinho"

Whoosh!

Um corte abriu no braço esquerdo do garoto, um pouco abaixo do ombro. Suas roupas rasgadas deixavam um leve filete de sangue vazar, contudo incrivelmente "apenas" isso. Chester não era muito conhecido de artes das trevas, mas basicamente após a era potteriana, toda pessoa sabia que Sectumsempra era um feitiço terminantemente proibido e de altíssimo nível, colocando a mão no braço e continuando correndo refletiu "Provavelmente ela não sabia a magia, conjurou errado e ainda teve um empecilho, esse corte é muito superficial, mas que ta doendo ta. Seus pensamentos foram interrompidos com a visão de Elliot e Mimi, muito rapidamente viu ele fazer um gesto de três, deu um sorriso de leve e continuou correndo, enquanto isso barulhos de pássaros ocupavam o recinto. Sentiu alguém puxando ele, enquanto isso vários estouros se espalharam batendo pelo expresso, reconhecendo aquele barulho de impacto e efervescência percebera que suas coca-colas haviam explodido. "Lá se vai meus livros de feitiços avançados, pera, to com o saco de moedas do Michael, Ufa".

Chester agora do lado de Elliot buscava um local para se abrigar e tratar aquele ferimento, após toparem com Perkins, Pointer disse algo que ele não ouviu, mas em poucos segundos os três estavam dentro de uma cabine. Chester encostado sentado na porta colocava a mão direita ainda segurando a varinha encima do braço, tentando estancar o sangramento. Mimi tirando a mão do garoto do braço lançou um Ferula, não mais que depressa o sangramento agora estava coberto por ataduras, Chester fez um sinal positivo com a cabeça e disse - Isso vai dar um jeito, valeu - Só então olhou para o resto da cabine onde havia uma garota aparentemente escocesa e com uma gaita de fole, pensou em pedir para ela tocar, mas Elliot fez isso antes dele e este logo após se desculpou com a senhorita Perkins, ela por sua vez começava a berrar sobre a possível situação de Chester, ele levando o dedo à boca em sinal de silêncio disse - Eu to bem, agora fala baixo que a coisa ta feia lá fora - após isso olhou novamente para o braço e percebeu que Ferula não tinha tido o efeito necessário, o corte havia aumentado de tamanho, ocupava agora a área de um polegar e continuava aumentando gradativamente. "Meu Deus, eu to sangrando", sua visão começou a escurecer e seus olhos fecharam.

SONHO:
Chester agora estava em uma enorme mansão, começou a subir uma escadaria com sua mão escorregando pelo corrimão feito de ouro puro, quando estava no meio da escada viu uma linda mulher negra sorrindo para ele. *FLASH*. Lewis agora estava em um cenário completamente diferente, estava chovendo e a única coisa que ele conseguia ver era o rosto da mulher derramando lágrimas que se misturavam à chuva sobre ele. *FLASH*. Tudo agora era uma enorme planície verde, ao longe montanhas enormes quebravam a continuidade, Lewis começou a andar em direção às montanhas quando um enorme dragão pousou na sua frente, em desespero buscou a varinha nas roupas, mas ela não estava lá, ouviu então uma voz dentro da sua mente:

- Acalme-se moleque, sou eu.

- Eu quem? - perguntou Chester ainda sem entender nada daquilo tudo

- O núcleo da sua varinha é uma corda do meu coração - Chester acabava de vislumbrar pela primeira vez o Focinho-Curto Sueco que ocupava sua varinha, ainda espatando não sabia o que dizer, o dragão continuou - Acorde garoto, eu consigo sentir a magia negra se espalhar pelo seu corpo ainda.

- O que eu poderia fazer em relação a isso? - disse o garoto se entregando, sabia que era questão de tempo até a necrose aumentar e consumir todo o seu ombro, não demoraria mais de duas horas para isso.

- Busque no fundo da sua alma e encontrará a resposta, você tem que sobreviver, você encontrará um poder que jamais imaginou ter, então sobreviva até esse dia chegar - disse o dragão soltando um fogo azul que foi na direção de Chester.


"Dragão que falava com Chester no sonho

- Levanta Chester, traz a Fae para dentro - Mimi cutucava ele, todos pareciam aflitos, não só com ele, mas também com um espírito ruivo que voava na janela. Chester logo percebeu se tratar de Fae, então questionou - Eu morri e meu anjo veio me buscar? - logo percebeu que ainda estava vivo e como nunca, mas ainda havia um problema, sua necrose agora ocupava a área de dois dedos. Não lembrava de nada que sonhara naquele curto período de tempo que passou desacordado, mas pegando a varinha recordou-se de um dos livros de artes das trevas que havia lido escondido na ala proibida da biblioteca, recordando o nome do feitiço que curava o Sectumsempra colocou a varinha sobre o ferimento e pensou "Agora ou nunca!" - Vulnera Sanentur - percebeu que uma pequena parte da necrose começava a diminuir lentamente, respirando fundo mais uma vez fechou os olhos, viu dois grandes olhos azuis, abriu os olhos dizendo - Vulnera Sanentur - E enfim o corte parou de crescer e agora diminuía, pouco a pouco, provavelmente em no máximo 10 minutos ele estaria completamente fechado. (Vou pedir 10 no teste de Vulnera Sanentur, a necrose vai parar de crescer e diminuir "lentamente" agora)

Levantou do chão com a ferida ainda cicatrizando, mas incomodando menos, foi até a janela e estendeu a mão esquerda para Fae, puxando ela para dentro da cabine – Que bom te ver – disse ele com um sorriso bobo, mas Mimi deu um cascudo nele e disse – Cala a boca e vem logo, você que começou isso – Chester virou-se para a porta, movimentou o pescoço em sinal de preparo e com a varinha apontada para a porta disse – Se a coisa ficar feia, vão embora e me deixem, a confusão é minha.


Spoiler:
Correndo pelo expresso Chester tenta fugir dos sonserinos que estavam com Charles, entretanto foi acertado de raspão por um Sectumsempra mal conjurado por Isadore. Com uma necrose crescendo pouco a pouco em seu braço, ele é resgatado por Mimi e Elliot, mas dentro da cabine fica inconsciente durante um breve período, sonha com algumas coisas estranhas e ao acordar é capaz de impedir o crescimento da necrose e fazê-la reduzir lentamente, enquanto isso Molly abre a janela para que Chester puxe Fae para dentro.
OFF: Como é um RP eu poderia ter feito ele curar a pequena necrose tranquilamente, mas assim fica mais emocionante. xD

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Re: Expresso de Hogwarts [encerrado]

Mensagem por Viktoria A. Sjöström em Sex Ago 10, 2012 5:07 pm

O REFORMATÓRIO
trinta e um de agosto
Fumou um último cigarro, observando o quartinho impregnado pelo cheiro de mofo que lhe fora designado no reformatório. Muito embora não se importasse, tinha de reconhecer que merecia algo melhor. Por anos, ouviu funcionários se gabarem... Por anos, foi refém deles. Ah... A ironia cruel e natural do destino. Diante de seus olhos, havia apenas a desforra. Uma risada surda, cálida e, ao mesmo tempo, gélida. Uma risada que jamais sairia de seus lábios, mas que rondaria sua mente por toda eternidade. Tolos, eram todos tolos. Que queimassem no inferno, aqueles que lhe fizeram mal. Que tivessem uma vida dura e insípida, como a dela, até o final de seus dias. Que sofressem mais do que sofrera.

Agora, só buscava pelo futuro. Um futuro incerto, há de se dizer, mas muito mais leve do que o passado. E tudo se tornara possível graças à magia. Quem diria que a pequena órfã de uma suposta prostituta seria, na verdade, uma bruxa? Quem diria que, esta mesma garota completamente perturbada, fosse capaz de quase ferir um menino de seu orfanato sem nem mesmo tocá-lo? Eram poderes inexplicáveis, fatos que nem mesmo ela conseguiria entender. Desde então, viu-se naquele reformatório de quinta categoria. Um local muito aquém de uma instituição de primeiro mundo, como, curiosamente, não só era, como é, o seu país: a Suécia.

Pegou a mochila de lona, na qual carregava poucos pertences além da varinha, livros e algumas trocas de roupa. Conferiu os materiais enviados pelos donos de lojas do Beco. Passando as mãos pelos cabelos negros, perguntou-se como estaria a sua aparência. Era até esquisito pensar nisso, já que há algum tempo evitava o espelho. Não que tivesse receio de seu visual, mas nunca achara que fosse de uma beleza atraente. Magra demais, branca demais, alta demais. Os piercings, os alargadores, o corte de cabelo e as sobrancelhas exoticamente descoloridas, ainda contribuíam para que sua figura não fosse das mais aprazíveis de se ver. Tinha consciência disso e, a bem da verdade, chegara ao ponto de não dar muita importância para a opinião alheia... Mas, agora, o pouco de vaidade que lhe restava falava mais alto.

Andando livremente pelos corredores, parou diante de uma porta. Analisou o nome que nela havia: “Professor Peter Eriksson”. Se um dia conhecera a palavra afeto, fora ele quem dera significado. Enxergava, naquele homem, o sentimento mais puro e próximo ao de pai e filha. Via-se diante de reclamações, frustrações, medos e alegrias que sequer fora capaz de compartilhar mesmo com ele. Enxergava, naquela placa, o único homem pelo qual sentira respeito e carinho. Ele fora uma das poucas pessoas a querer conhecê-la além dos piercings e das roupas com dizeres anarquistas. Imperceptivelmente, perpassou os dedos pelo nome do homem. Não havia sorriso ou lágrimas. Havia apenas Vik, um alguém de expressões vazias e sentimentos cuidadosamente reprimidos.

O coturno bateu contra o chão até alcançar o grande átrio. Portões se abriram num farfalhar gigantesco. A sensação era a de estar saindo de uma prisão. Já estava acostumada, naquela altura do campeonato. Deu um passo adiante, sem olhar para trás. Com o passaporte em mãos, ainda naquele dia viajou rumo à Londres. Por sorte, tinha bons advogados e um diretor de reformatório tolerante. Por sorte, tivera um comportamento exemplar nos últimos anos. Por sorte, poderia retornar à Hogwarts e, se tudo desse certo, por sorte, aquela seria a última vez que pisara na Suécia.


O EMBARQUE

primeiro de setembro
Cansaço. Sete letras, e um peso enorme nas costas. As olheiras não negavam uma noite mal dormida. Do aeroporto, fora direto para a estação de trem mais próxima. Dormia levemente, quando o trem chegara a seu destino. Levantou-se, arrumando a mochila. Saindo dali, encaminhou-se para uma velha parede feita de tijolos. Talvez estivesse vendo coisas, mas jurava nunca ter presenciado tanta gente indo à Hogwarts ao mesmo tempo. Não que o fato fizesse qualquer diferença, aliás, longe disto - de modo simples, nem mesmo lá Vik tinha amigos. Sentindo-se desconfortável com toda a bagagem, atravessou a parede rumo à Plataforma 9 3/4.

Olhares de pais focaram-se nela, que mirava o chão - uma vez consciente de ser motivo de comentários conservadores. Ignorava-os, os comentários e os pais. Notou rostos conhecidos, mas nenhum que merecesse sequer um “olá”. Assim que as portas do penúltimo vagão se escancararam, ela entrou. Preferiu ficar na cabine mais erma de todas, a fim de não ser perturbada. Abriu a mochila. Lá havia maços de cigarro e um bolso repleto de moedas com as quais pretendia comprar junkie food do carrinho que passaria daqui a pouco. Acendeu um cigarro calmamente, olhando para o lado de fora do trem. Pais acenavam para seus filhos. Observava-os um a um com olhar clínico e, como sempre, inexpressivo.

Após guardar a enorme mochila, deitou-se na poltrona. Com os pés apoiados na janela do trem, lia o jornal daquele dia. Percorreu os olhos pelas manchetes e suspirou. Quantas notícias banais! Quanta utopia! Talvez fosse mais paranóica do que as outras pessoas, mas não conseguia engolir metade do conteúdo do jornal. Cansada, atirou-o para a outra poltrona e fechou os olhos. Adormeceu como um anjo, e sonhou com coisas macabras. A morte... Sempre a morte. Suas pálpebras se abriram subitamente e foi quando viu um rosto tremeluzindo no embaçado vidro.


Spoiler:
RESUMO:
Viktoria deixa o reformatório sueco, no qual fica durante as férias, e, com o desejo de retornar para seu penúltimo ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, viaja para Londres. Querendo ficar sozinha quando chega a King's Cross, enfia-se numa cabine vazia, onde lê um jornal e posteriormente adormece. Tem um pesadelo. Ao acordar, vê-se diante do reflexo de um rosto que não é o seu.


Última edição por Viktoria A. Sjöström em Sex Ago 10, 2012 6:39 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Expresso de Hogwarts [encerrado]

Mensagem por Kayra Leigh em Sex Ago 10, 2012 6:05 pm

Spoiler:
Resumo: Kayra tenta estrangular Tamikamiya, mas acaba coberta de refrigerante, o que a leva a unir-se a Charles na busca por vingança e explodir a porta da primeira cabine que encontra fechada e tocar fumaça no vagão. Mas Isadore, com sua audição aguçada, diz acreditar que alguém está se aproximando, levando o grupo a fugir de volta para a cabine.

OFF: Não disse que ela acertou a cabine em que o Elliot e Chester estão escondidos, mas que explodiu a porta de uma cabine, tendo em vista que ela não viu onde eles se esconderam. Suh, se precisar, eu edito a sua fala, mas precisei correr

Os olhos sempre observadores de Kayra não perderam nem um detalhe sequer da estação King Cross até o trem. A quantidade de trouxas que encontrava pelo caminho era muito maior do que ela jamais vira antes. Sempre negou-se terminantemente a participar das festas familiares que incluíam toda a sorte de seres humanos, pessoas das quais ela não precisava nem saber o nome, mas com quem era forçosamente induzida a conversar. Quando visitava os tios, na corte holandesa, ao menos os trouxas exibiam títulos que indicavam certo status social naquela sociedade mestiça. Mas nada comparado àquela enxurrada de gente sem um pingo de magia – literal ou metaforicamente falando – no sangue.

Atravessar a passagem até a plataforma 9 ¾ fora, de longe, a coisa mais nojenta que já fizera. Não havia nada de glamouroso em cruzar uma parede, ainda que se tratasse de um efeito de magia. Uma parede é sempre uma parede. A estação de trem, então, era uma imundície só! Apinhada de pessoas de diferentes regiões do mundo, que traziam consigo costumes questionáveis e, em certos pontos, inadmissíveis para pessoas com um mínimo de civilidade, ela traduzia aquilo que considerava ser Hogwarts: decadência.

O próprio Baudelaire, uma vez perto de Isadore, mostrava ser o resultado de um império em queda. Enfiado até o pescoço em seus livrinhos, muito provavelmente para refletir o clichê corvinal de carregar um peso de porta para onde quer que fosse, desdenhava não apenas dela, mas também da prima e de Roxanna. Ora, que ficasse com seus heróis de cera! Inquieta como estava, pensando seriamente no quão revoltada estava com o início de sua nova vida, tudo em que ela pensava era em quem descontar sua raiva.

Inicialmente, Charles parecia a vítima perfeita. Sempre diminuindo Isadore, com aquela necessidade patética de mostrar superioridade. “Isso o fofolete não vai aprender em livros. Gente superior já nasce superior”, pensou a grega, preparando-se para transformar o livro do garoto em confete, quando Rox mudou abruptamente de assunto, mencionando o fato de que finalmente estavam todos juntos em Hogwarts.

Kayra bufou e revirou os olhos. Aqueles eram bons companheiros, mas companheiros de férias. Hogwarts não era o seu lugar, e a probabilidade de que nunca se adaptasse parecia-lhe uma certeza, embora, por trás da máscara, mostrasse ao mundo que acreditava se tratar de um lugar incrível, a fim simplesmente de não alimentar suspeitas familiares que implicassem em trancá-la numa torre com um tutor de ancas frouxas, pelancas faciais e mãos libidinosas. O mundo estava repleto de velhacos do gênero, tal qual o noivo obrigatório de Emma, sua prima, e a grega não pretendia tornar-se a pequena dama da alcova de um deles.

Pouco a pouco, a cabine ia ficando mais cheia, com os conhecidos de Rox, Charles e Isadore. Kayra meramente fez-lhes um aceno de cabeça, estudando-os de cima a baixo. Se estavam ali, só poderiam ter algum tipo de mérito, embora, para Kayra, levasse um certo tempo para deixar de desconfiar de qualquer pessoa, portanto, ela não fez parte da conversa, atendo-se a preocupar-se com a brega cor nude em suas unhas. Suas preocupações, porém, foram interrompidas pelo menino com vestes de quinta dando uma de vendedor ambulante. Ele trazia uma série de bebidas trouxas, para as quais Kayra fez cara de nojo. Aquela coisa causava arrotos estrondosos, fazendo com que a grega se assemelhasse a um germânico gordo e beberrão, daqueles que ao primeiro sinal de embriaguês já estão pagando cofrinho por aí.

– É esse o tipo de gente com quem vocês convivem? – perguntou a grega, mas o assunto já havia tomado outros caminhos e o grupo concentrava-se em perturbar o rapaz.

A criação de Kayra não incluiu em sua lista o ódio a nascidos trouxas. Ela não gostava muito de seus costumes, mas, para ela, “berço” tinha outro significado e estava ligado à influência que algumas pessoas tinham em sua sociedade. Contudo, pelo visto aquele menino não tinha nada: nem sangue mágico, nem origens nobres. Portanto, poderia ser classificado como escória. E deveria ser tratado como tal, por isso, deleitou-se com o modo como Isadora e Charles o colocaram em seu lugar. A base da pirâmide precisava entender o seu lugar: uns nascem para servir, outros para serem servidos. Apenas isso.

Para a surpresa da grega, aquele ali entendia que não havia diferença entre ele e um elfo doméstico. Tão logo Charles o mandou limpar com a boca, seu sentido de subserviência aflorou.

– Maravilha, Charles! Agora meus Christian Louboutin vão ficar cheio de DNA de pobre! – comentou, no momento em que o guia de Isadore adentrou a cabine.

Kamikaze tinha aquela pinta de superprotetor, mas, para Kayra, era só a fachada pra se manter no emprego e com os olhos em partes específicas do corpo de Isadore. E em meio a toda a merda que ele despejou na cabine, a grega entendera apenas uma coisa: ele deixara suas preciosíssimas malas para trás.

Foi um impulso, apenas. Em milésimos de segundos Kayra pulou de onde estava e voou no pescoço do oriental. Seu objetivo não poderia ser mais óbvio: estrangulá-lo até seus olhos saltarem das órbitas. – Você sabe quanto custa um Jimmy Choo? Você sabe quanto custa um Jimmy Choo? – ela berrava,enlouquecida. Então, luzes começaram a voar em todas as direções. A seguir o crime:

– AAAAAAAAAAAAAAARGH!

Ela estava completamente coberta por aquela bebida trouxa malcheirosa e grudenta. Largou Kamikaze imediatamente e olhou ao redor. De um lado, Charles caído – o responsável por isso mereceria aplausos, não fossem os fatos seguintes –, do outro, o tal Chester fugindo com um moleque de cabelos lambidos. A diversão que Kayra procurava acabara de se tornar coisa séria, induzindo-a a um de seus surtos psicóticos.

A primeira e a segunda tentativas de se limpar falharam. Que se danasse Charles, que começava a se levantar mediante o efeito do feitiço. Que se danasse o Kamikaze, que era um criminosinho de quinta, pois as malas de Kayra possuíam um feitiço antiladrão bastante forte e logo seriam recuperadas – ao menos era nisso que ela acreditava. O pior eram cabelos embaraçados e grudentos sem chance imediata de limpeza.

– Eu quero ver sangue – a grega berrou, saindo atrás de Charles, Isadore e os demais que decidiram acompanhar.

Furiosos, eles seguiram de varinha em punho pelos corredores do trem – tão irritados que nem sequer se importaram com o fato de que poderiam ser vistos. Ao menos Kayra não teria respeito por superiores naquele momento e certamente mandaria uma azaração pro primeiro que tentasse impedi-la de se vingar do maltrapilho que levara aquela porcaria para sua cabine – mesmo que isso culminasse em dez meses de castigo. Dez meses de salário do professor não pagariam o modelo que ela vestia.

Por outro lado, Charles, parecia não estar com sorte, uma vez que o grupo alcançou o fim do vagão e não encontrou aqueles que cometeram um crime contra a higiene alheia. Kayra, no entanto, era pavio curto e objetiva. Se tivesse que arrebentar as cabines, uma por uma, era isso o que ela faria – a começar por aquela que estava com a porta (a única que vira naquele vagão, já que muitos estudantes correram para a porta a fim de entender o que acontecia).

– Bom-BAR-da MÁ-xi-ma!

Às suas costas, fumaça começava a tomar conta do vagão. Mas ela não tinha tempo de olhar para trás e descobrir que balburdia estavam fazendo. Mas aquilo não lhe bastava. Iria, portanto, ajudar com a brincadeira de pique-esconde. Então emendou:

– Nêv-mma-kááp-tss!

A fumaça se dissipava rapidamente de sua varinha, o que a levou a dar dois passos para trás, trombando, assim, com Isadore.

– Silêncio! – ela pediu – Estou ouvindo passos... passos pesados nesta direção.

Se Isadore disse, estava dito.

– Bater em retirada! – disse a grega, que, em meio à fumaça, procurava os rumos da cabine que o grupo ocupara minutos antes.

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Kayra Leigh
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Re: Expresso de Hogwarts [encerrado]

Mensagem por Leslie Astor em Sex Ago 10, 2012 7:26 pm

2º Post

Em Alerta

Leslie não pôde passar muito tempo tranqüilo com a gata. Embora não sentisse o trem balançando, deixou olhos fecharem e imaginou o movimento sobre os trilhos lhe embalando numa calmaria sem tamanho, enquanto seus dedos se mexiam no automático atrás da orelha da gata. Ela estava igualmente no seu ritmo, o rabo sendo a única parte em movimento de todo o seu corpo, atingindo os pés do corvino hora ou outra. Era raro sentir-se nessa paz sem estar lendo um livro pesado e absorvente. Seu estado de tranqüilidade não lhe permitiu ouvir os barulhos que denunciavam seu fim.

A gata não teve a mesma sorte. Após uma explosão inignorável, Leslie abriu os olhos e encontrou a leve cabeça felina olhando em direção à porta. Não demorou muito, ouviram passos em conjunto, quase marchando, e sentiu as unhas do animal cravarem nas suas roupas, enquanto as patas se flexionavam, se preparando para uma fuga. O corvino reconheceu aquela postura – era medo, proteção, sobrevivência. Em suma, era um mau presságio. O trem voltou a ser silencioso por um momento, quando enfim a gata saltou dois metros em direção à saída.

Como um reflexo, o quartanista puxou a varinha e sussurrou “Immobilus”. A gata parou no ar, quando daria a sua segunda investida, caindo com as patas flácidas e escorregando até esbarrar vagarosamente na parede da cabine da frente. Nesse momento, Leslie já estava a postos para colocá-la no braço, cheirar-lhe o pescoço como um pedido de desculpas e sentir o efeito do feitiço evanescer. O prosseguimento óbvio dos acontecimentos se deu com um número considerável de arranhões da gata em sua direção, rasgando pedaços de sua camiseta, até que ele a afastasse do seu corpo. Ela guinchou de raiva.

Mas ele entendia. Bastava uma olhadela em direção ao vagão seguinte e o amontoado de pessoas no corredor para saber que não estava acontecendo coisa boa e, se a gata estava tão afetada, seu dono devia estar envolvido. Assim, virou a cara para ela, e tinha uma expressão severa, as narinas infladas, bufando, e as mãos firmes em seu tórax. Dizia para ela que a protegeria, e então a gata se acalmou um pouco. Ainda queria fugir, mas isso foi útil, pois agora saberia para onde levá-la. Acomodou-a no seu colo e obedeceu ao seu comando, e conforme se aproximava, mais sentia que não queria estar ali.

En Garde

Deu alguns passos e começou a ouvir vozes exaltadas e ver flashes de feitiços. Quem seria idiota o suficiente para começar um duelo em pleno trem escolar?, indagou. Alguns nomes vieram à mente, mas preferiu ignorá-los. Tinha medo do que poderia acontecer – de como isso poderia atrapalhar a volta às aulas – e observava, nervoso, a gata em seus braços, que mexia apenas as orelhas conforme os sons, os olhos fixos na porta para o vagão seguinte.

Quando entrou no vagão da frente, encontrou um pequeno aglomerado na porta que levava ao próximo. Amaldiçoou mentalmente os professores, que não estavam agindo rápido o suficiente, mas sabia que a maioria talvez nem usasse o trem. O felino começou a se agitar mais, e o garoto tratou de apressar o passo, quando ouviu uma explosão. Suas têmporas latejavam com o desprezo que fazia sua mandíbula pressionar o maxilar. Já estava correndo, perdendo o controle da gata, que agora estava presa apenas pelo seu braço esquerdo, o direito preparado, com a varinha, em caso de emergências. Pensou em vários feitiços que conseguisse fazer rapidamente, e chegou à conclusão de que talvez precisasse usar ferula para imobilizar, impedimenta, ou o velho expelliarmus. Não era bom em duelos, nunca fora, e agora não mudaria isso. Sua vantagem teria que ser o primeiro feitiço, de uma forma que não fosse esperado, talvez até atingindo-os por trás...

Mas toda a tensão de seu corpo esvaziou quando viu que os que pareciam ser os responsáveis estavam saindo do vagão em meio a uma cortina de fumaça. Não os encarou, mas tinha o desgosto estampado na boca ao ver um corvino entre eles. Andou de cabeça baixa, o passo firme, a gata irrequieta, até passar a porta, se esgueirando para não esbarrar em ninguém. Tossiu com a fumaça. Apontou para cima e falou baixo ”Aguamenti”, sentindo as gotas que conjurara caírem em si e na gata, que miava raivosamente. A fumaça assentou, e encontrou a porta da primeira cabine em poucos pedaços. A gata pulou, não sem antes bater-lhe com o rabo na cara e dar-lhe dois bons arranhões no braço, um no rosto e diversas feridas menores espalhadas pelas roupas e pelo corpo. Encontrou, do lado de dentro, a que parecia ser a dona do bichano, visto que esta não parava de lambê-la, e uma garota loira ao seu lado. Eram os três do mesmo ano, e achava que ambas eram sonserinas, mas não sabia ao certo.

Encarou-as de cara feia, por acharem que estavam envolvidas no que, até agora, foram para ele duas explosões, provavelmente algumas maldições simples e algum tipo de fogo, já que viu algumas peças chamuscadas no caminho. Abaixou-se ao lado da dona do gato, que considerou como sendo mais ferida, com alguns arranhões adornados com filetes de sangue, e começou o seu trabalho.

- Episkey! – disse, a única palavra que pretendia falar durante o processo inteiro (embora talvez precisasse dizer ferula também). Vestia uma carranca no rosto, e não desviou os olhos dos ferimentos, pois o mínimo que contato que tivesse com aquele tipo de gente, melhor.

Resumo:
Leslie sai de sua cabine, guiado pela gata, e encontra Lara e Elena no vagão explodido. No caminho, passa pelos alunos que fizeram a confusão, mas ignora-os completamente

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Leslie Astor
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Re: Expresso de Hogwarts [encerrado]

Mensagem por Gastón Saunière em Sex Ago 10, 2012 8:13 pm

Primeiro Post

Virou a página do livro e empurrou os óculos para cima do nariz, sempre tão mergulhado em sua leitura que seus pés haviam muito tempo aprendido a andar sozinhos no modo automático. A possibilidade de esbarrar em algo ou alguém não levantava em nada sua atenção. Gastón sempre fora um grande leitor, amante de ficções, suspenses e aventuras, apesar de ele próprio não ser exatamente um Indiana Jones, raramente era visto em público usando óculos, na verdade os óculos nada mais eram do que um adereço adotado somente para dar-lhe um ar mais cultural, mas inteligente; ele sempre acreditou que um par de óculos e uma boa leitura poderiam lhe render alguns anos de avanço sobre aqueles que não apreciavam a leitura.

Empurrava um carrinho cheio de malas e mochilas, além da pequena gaiola de Farell, seu gato cinza peludo. Em um ombro estava a alça da mochila velha, ainda aquela que usara em sua primeira viagem para Hogwarts (sempre tão tradicionalista). A mochila, logicamente, cheia de livros, o garoto nunca lia um único livro por vez, possuía a mania absurda de estar com pelo menos quatro livros ao mesmo tempo, sempre na sede por novidades literárias. Sua mesinha de cabeceira no dormitório era sempre uma vela, um pergaminho, um tinteiro e uma pequena montanha livros.

Passou para a próxima página no momento em que transpassava a parede que levava a Plataforma 9 3/4 , só então percebeu onde estava. Dobrou a ponta da página cento e cinqüenta e sete, fechou o livro e o jogou em cima do malão sobre o carrinho que empurrava. A plataforma de embarque estava lotada, talvez mais do que nunca, a fumaça vinda do primeiro vagão já começava a encher os ares, pessoas mais distantes ganhavam formas estranhas naquele nevoeiro. A magia era quase palpável, corujas piavam em gaiolas, gatos piavam desesperados por uma fuga e um rato ou um pequeno camundongo, sapos coaxavam, crianças gritavam, berravam, choravam, pais conversavam, alguns brigavam (ainda via-se facilmente uma rixa de famílias), papeis em formato de aviões, passados e dragões voavam magicamente por sobre as cabeças e em um canto um grupo de estudantes do que aparentava ser o terceiro ou quarto ano conversavam em um pequeno círculo fechado, dividindo entre eles algum tipo de cigarro ou droga. Vik.

A visão daqueles garotos levou Gastón a lembrar-se da sueca estranha com quem, por algum motivo desconhecido, fizera... não seria exatamente uma amizade tendo em vista que essa palavra não existia no vocabulário da garota, talvez estivesse mais para “aproximação cautelosa”.

Passara as férias de verão em casa, na França visitando os avós, o que explicava sua chegada solitária ao Expresso. Normalmente Saunière estaria com alguma turma de amigos corvinos, discutindo alguma medida tomada pelo Primeiro-Ministro, talvez ele pudesse estar ressaltando sua opinião sobre as verbas governamentais, ou discutindo abertamente com Charles sobre algum assunto banal, mas naquele ano não. Estava sozinho, com toda a sua bagagem enfiada no pequeno carrinho de mão. A viagem de volta para Londres fora rápida mas cansativa, sua família sempre fora muito tradicionalista e... “old times” seria o termo usado por algumas pessoas. Os Saunière gostavam de manter os costumes antigos como passeios a carruagem pelas ruas de Paris, ou, como no caso, uma viagem de trem de Paris à Londres. Poderiam simplesmente aparatar com a bagagem na frente da bonita casa que habitavam em Londres, ou usar algum outro meio mágico, mas os Saunière eram adeptos de viagens mais seguras e tradicionais, por tanto os trens. O Expresso de Hogwarts era, por tanto, a melhor forma de expressar essa opinião familiar.

A visão do grupo de garotos do terceiro ano lhe trouxe a ideia de que Viktoria poderia estar em alguma daquelas cabines – não que ela fosse escolher uma cabine em um vagão no início ou no meio do trem, onde se concentrava a grande massa. Procurou pelo vagão mais vazio possível, ou alguma cabine ocupada e escura, por algum motivo aquilo lhe dava a certeza de que Viktoria estaria por perto. Encontrou-a no penúltimo vagão, recostada sobre a poltrona, dormindo.

De fato a aproximação do corvino com a sueca era até hoje um problema. Os amigos de Saunière nitidamente não aprovavam aquela “aproximação perigosa”, como ele mesmo gostava de chamar, mas ele gostava de pensar que aquilo nada mais era do que seu Indiana Jones surgindo, procurando aventuras e problemas, porque era óbvio que Viktoria Sjöström lhe traria algum problema, uma hora ou outra. Gastón não era preconceituoso, apesar de ser tradicionalista e vir de uma família enraizada em antigas tradições, possuía um pouco da visão atual em sua mente. Os piercings e alargadores que a garota insistia tanto em usar eram realmente exagerados em sua opinião, mas algo mais na garota o chamava atenção (óbvio, dããã!).

Com os malões devidamente guardados – um trabalho silenciosamente difícil de se fazer, acordar a sueca com certeza acarretaria em contusões, machucados e um olho roxo – sentou-se na poltrona oposta e retirou um novo livro da mochila. A viagem teria se resumido a roncos, solavancos e viradas de página por algum tempo, até Viktoria acordar.

- Não se preocupe em tentar interagir comigo. Pode ficar em seu espaço restrito, tenho meus livros e isso me basta até o final da viagem. – deu uma leve palmadinha sobre a mochila ao seu lado na poltrona – Volte a dormir se quiser, ninguém entrará na cabine ou irá lhe perturbar. Você fica com seu sonhado descanso e eu fico com meu desejado silêncio e leitura. Acordarei você quando chegarmos.

Aqueles longos anos de “aproximação perigosa” com a sonserina lhe dera experiência suficiente para entendê-la o suficiente que fosse. Gastón pretendia terminar aquele livro sobre um aventureiro francês durante a revolução francesa até o final de sua viagem e Viktoria estava nitidamente precisando de um descanso. Pelo o pouco que sabia da garota podia ter uma idéia da viagem que fizera até chegar aquela cabine escura no penúltimo vagão do trem, sem dúvida estaria precisando de algum descanso para recarregar sua tradicional antipatia. Afinal, Gastón Saunière adorava o tradicionalismo.

Spoiler:
Resumo: Gastón embarca no Expresso de Hogwarts logo após voltar da tradicional visita aos avós em sua terra natal, Paris/França. Opta por acompanhar sua estranha amizade que criou com Viktoria A. Sjöström, reclusa em uma cabina no penúltimo vagão. A garota sueca estava dormindo, mas após algum tempo de viagem acorda, o que não quer dizer necessariamente que iriamos ter algum tipo de interação entre o corvino e a sonserina.

Spoiler:
Depois de quase um ano longe do mundo rpgísticos, sem postar nem um parágrafo que seja, cá estou eu testando minhas habilidades de escritor e pensando se manterei o típico terceira pessoa ou viajarei na facilidade do texto em primeira pessoa. @_@' AH! E o avatar logo saíra, a Fê promete! XD~ ahsuhauas


Última edição por Gastón Saunière em Sab Ago 11, 2012 8:23 pm, editado 4 vez(es)

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