The Rights of Suspects (a.k.a Você Não Soube Me Amar /entendedoresentenderão)

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The Rights of Suspects (a.k.a Você Não Soube Me Amar /entendedoresentenderão)

Mensagem por Hector Espinoza em Qui Ago 23, 2012 11:53 pm

Status: RP Fechada
Data: 01 de Setembro – Manhã
Local: Estação King’s Cross
Participantes: Hector Espinoza, Insye T. Cousland, Olivia Cross, Ewan Loewy.


Obs.: A princípio, os eventos desta RP ocorrerão antes da partida do trem.



Resumo:
Recém-chegado da Argentina para um intercâmbio em Hogwarts, Hector embarca no Expresso muito a contragosto e vê no incêndio uma oportunidade de fugir da escola sem nunca ter pisado nela. Sua tentativa é frustrada por um vigia da estação, que o leva para uma parte afastada da plataforma, presumivelmente para dar uma dura no garoto.


Acordou com o som das bicadas de uma coruja na janela. Piscou, preguiçoso, adaptando a vista e os pensamentos ao ambiente – o quarto de pernoite no segundo andar do Caldeirão Furado, ele se lembrava agora, conformando-se aos poucos com a dura realidade de que teria de sair da cama, ou o pássaro louco do lado de fora acabaria quebrando a vidraça e o bico. Conferiu o relógio de pulso sobre o criado-mudo: 8 horas da manhã.

Por deus, Hector odiava os ingleses.

Demorando-se no banho sem o menor pudor, tomou o café aguado e requentado que havia sido deixado na porta do quarto numa bandeja (mas recusou-se a comer os ovos pochê), vestiu-se o mais lentamente que podia e desceu ao primeiro piso, levitando as bagagens atrás de si. A assistente social responsável por seu embarque, uma mulher na casa dos 30 com a cara de cavalo tipicamente bretã, já o aguardava no balcão do bar-estalagem e encarou-o com reprovação.

— Estamos atrasados — resmungou ela, estendendo a varinha para se encarregar de alguns dos pacotes.

Solo son las nueve y media, mujer, el tren sale a las once disse Hector meio para ela, meio entre os dentes.

Pontualmente às onze, e ainda há o trânsito, o despacho das bagagens e os eventuais imprevistos — justificou a cara de cavalo com uma pronúncia empolada de tal maneira que ela só podia estar fazendo de propósito. — E é bom saber que não vai muito longe em Hogwarts se continuar insistindo em falar espanhol. As aulas são todas em inglês e você não vai ter um tradutor.

Ele revirou os olhos. — Eu sei, e é por isso que prefiro falar com você em espanhol. Quanto menos tiver que violentar minha boca com essas aberrações consonantais de vocês, melhor. — O que não chegava a ser de todo verdade, já que ele pretendia treinar todos os impropérios da língua inglesa que aprendera ao longo dos anos de estudo forçado. Se possível, até inventar alguns novos.

Depois de uma curta caminhada sob a garoa gelada do verão londrino, chegaram à entrada de London Below, onde pegaram um metrô lotado de bruxos das mais diversas etnias, àquela hora indo para o início do expediente; era um dos inconvenientes de o Hogwarts Express sair num sábado, e não no domingo como era costumeiro. A maioria dos passageiros saltou na parada do Ministério da Magia, restando no vagão refrigerado apenas famílias com crianças e adolescentes carregados de malas – seus futuros vizinhos, Hector concluiu com uma pitada de desdém.

Chegaram afinal a King’s Cross no instante em que os guardas da plataforma anunciavam que o embarque estava liberado. Reatrasados, de verdad resmungou Hector, saboreando seus últimos minutos de castelhano. A assistente apenas revirou os olhos e indicou o vagão de cargas.

Embarcaram as bagagens, e o rapaz logo tratou de subir ao vagão mais próximo, ainda vazio. Foi até a última cabine e largou o corpo no assento mais próximo à janela. Do lado de fora, a acompanhante se despediu dele alertando para que tomasse cuidado, ao que ele respondeu com um desaforado “en serio, chacha, o trem sai em menos de uma hora, não vai acontecer nada, pode ir”.

Sozinho, enfim, afundou um pouco mais no assento, entregando-se a divagações mal-humoradas. Sua vontade de ir para aquela que era a escola de magia mais renomada no mundo continuava nula, mas por ora era o que havia de ser feito. Com alguma sorte, o tempo passaria rápido e ele não teria que sofrer muito.

Ao menos não era como se ele fosse um cordeiro indefeso lançado aos leões.

Na posição em que estava, com as pernas longas afastadas e esparramadas no espaço da cabine, sentiu o tornozelo incomodar. Endireitou-se no assento, trazendo as pernas mais para junto do corpo, e inclinou-se para ajeitar o cano do coturno de couro gasto pelo uso. Afrouxou os cadarços e refez o laço, acomodando melhor a herança do bisabuelo italiano junto à parte interna da perna. Então ouviu batidas na entrada da cabine e ergueu a cabeça num sobressalto; metade dos cabelos longos se recusou a ir para trás com o movimento e ele teve que afastá-los com uma das mãos.

Um homem de meia-idade, meio calvo e meio gordo olhava para ele com ar questionador. — Não me lembro de você.

Ele tinha uma piada sobre Alzheimer na ponta da língua, mas preferiu arquivar para outra ocasião. — Intercambista — respondeu, ressabiado.

— Hm — O Sr. Mais-ou-menos coçou o queixo, estudando Hector de cima a baixo e deixando-o terrivelmente desconfortável. — Pela cara, sexto ou sétimo ano. Italiano, talvez – com certeza latino, pelo sotaque. Como não vi nenhum aluno de intercâmbio da Itália na lista, chutaria que você é o sextanista da Punta Negra. — Estalou os dedos e apontou para ele, esperando uma confirmação. Tudo que Hector conseguiu fazer foi erguer as sobrancelhas e assentir com um movimento nervoso de cabeça. (Sentiu-se tentado a negar tudo, mas corria o risco de o tiozão metido a Sherlock resolver entrar de vez na cabine e forçar uma conversa.) — Hah! Touché. Você está na minha turma. Professor Arundell, História da Magia. Você é? Ainda não decorei seu nome, me dê uma semana.

— Ahn. Hector. — Pelo menos o coroa continuava parado na porta. Talvez se ele cooperasse um pouco o homem se desse por satisfeito e fosse embora.

— Ah, Hector! Como Hector Boece, o escocês. Historia Gentis Scotorum. Pra vocês do sul não deve fazer a menor diferença. Enfim — Ele tomou fôlego, aparentemente satisfeito consigo mesmo pela associação de ideias. — Nos vemos por aí, Hector. Vamos tentar não tocar na questão das Malvinas, que isso levaria uma aula inteira e nem está no currículo. — E assim como chegou, o professor de História da Magia foi-se embora, indo papear com um grupo de garotas numa cabine mais adiante.

No fim das contas, não ir para Hogwarts parecia uma possibilidade atraente.

Como se o próprio trem corroborasse sua opinião, dali a alguns minutos uma comoção tomou conta da plataforma. Esticando a cabeça para fora da janela, Hector viu o motivo: havia fumaça saindo de um dos vagões mais à frente – pouca, a princípio, mas quando viu que alguém de dentro do trem tentava passar uma criança pela janela, o argentino decidiu que era hora de sair dali. E por “dali” ele já pensava mais longe do que o Expresso.

Misturou-se aos alunos que saíam assustados daquele vagão, orientados pelo tiozão de antes e um outro adulto. Enquanto todos se dirigiam para o meio da plataforma em busca de pais e amigos, porém, Hector tomou o rumo do último vagão do trem. O plano era se aproveitar da distração dos carregadores, pegar suas malas e sair da estação no meio da confusão toda. Não era como se alguém ali o conhecesse para dar pela sua falta quando os alunos finalmente fossem levados para Hogwarts; pelo que observara, não havia um controle rígido das pessoas a bordo. Com alguma sorte, só dariam pela sua falta na segunda-feira. Era tempo mais do que suficiente para que ele sumisse dos radares.

Invadir o vagão de carga foi mais fácil do que ele esperava. Com o incêndio, os homens responsáveis pelas malas abandonaram o posto e foram ajudar a apagar o fogo, ou simplesmente entraram em pânico. Estava sozinho, e cacete, ele bem podia escolher a mala que parecesse mais valiosa e dar no pé. Riu sozinho, balançando a cabeça. Era possível que os bruxos ingleses fossem idiotas a tal ponto?

— Ei, você aí! Saia do vagão com as mãos para cima! — Ou talvez não. Revirando os olhos e praguejando por entre os dentes, Hector fez o que lhe ordenaram o mais vagarosamente possível, quase se arrastando. Quem havia gritado com ele era um tipo gorducho e irritadiço, de bochechas vermelhas e tentando desesperadamente fazer parecer que detinha muita autoridade. Estava fardado, mas não usava o famoso uniforme dos aurores britânicos. Provavelmente era só algum vigia da estação, adiantando o trabalho dos oficiais na esperança de que isso lhe valesse um aumento ou um tapinha nas costas. Ainda assim, ele estava apontando a varinha para Hector, e o rapaz sabia que sair correndo não era a opção mais inteligente. Se alcançasse sua própria varinha estaria seguro, mas para isso precisava distrair o homem primeiro.

— Oi, olha só, eu sou aluno, eu só—

— E estava invadindo o compartimento de carga pra quê? Não quero saber de explicações, você vem comigo, meliante! — Sem abaixar a varinha, o gordinho indicou com a outra mão para que ele seguisse em frente acompanhando a beira dos trilhos, até uma extensão da plataforma mais adiante onde havia uma divisória de metal e uma placa de “Somente Pessoal Autorizado”.

Hector revirou os olhos de novo. Seu segundo dia naquele país e a polícia já queria pôr as mãos nele. Mas tudo bem. Não ia se deixar abater por causa das aspirações de crescimento profissional do Gordocop ali. Só precisava pensar num plano.
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Re: The Rights of Suspects (a.k.a Você Não Soube Me Amar /entendedoresentenderão)

Mensagem por Olivia Cross em Sab Ago 25, 2012 9:57 pm

# I’m just a soul whose intentions are good,
Oh Lord, please,
Don’t let me be misunderstood!

Voltar para Hogwarts sempre doía. Cartas semanais para a mãe não eram suficientes para aplacar a saudade e a preocupação de Olívia. Dona Lorna dizia não ter problema, sempre com um sorriso no rosto para animar a filha, mas Ollie sabia que no fundo também doía na mãe ficar sozinha. Fora um verão atarefado, enquanto os demais alunos traziam na bagagem historias divertidas de viagens de férias, Olivia trazia consigo bolhas cicatrizando nos pés e a velha tendinite no punho direito angariadas no trabalho temporário como garçonete num café trouxa,trabalho bom e honesto que lhe garantira os uniformes novos – ainda que de segunda mão, embora sua mãe tivesse cometido a extravagância de lhe comprar um exemplar novinho em folha de Poções do 6º ano pois, segundo ela mesma, sua Olivia merecia (bom ressaltar, era sempre um alívio poder contar com os livros de Ludwig.).

A vida de Olivia e Lorna Cross não era das mais fáceis, mas ela não estava ali para chorar as pitangas. Sonhava ser medibruxa e cada um de seus esforços era voltado a esse fim. Por isso, embalara suas coisas, recheara uma bolsa magicamente aumentada por dentro por sua mãe – ali dentro, produtos essenciais para sua sobrevivência, pelo menos, durante a viagem -, deu um beijo choroso na mãe e embarcou na Maria Fumaça vermelha para mais um ano, o penúltimo.

Na balbúrdia típica do embarque, ainda não encontrara nenhum dos seus amigos. Nem Annie, nem Gerry e Aidan, nem Kian, nem Sam – que ela suspeitava estar em algum canto de chamegos com Adela Burton, o que deixava Olivia levemente enciumada. Sim, porque até ali os rapazes eram os quatro cavaleiros da Ollie, como ela mesma gostava de dizer. Agora que Sanjaya havia descoberto as delícias do amor adolescente, eles estavam mais para os três cavaleiros de Ollie e o cavaleiro particular de Burton. Adela Burton, a Yoko Ono da patota de Olivia – sim, porque gostava de reinar ali, ser a única garota. Mas pelo bem do indiano ela havia de se acostumar com o sorriso político de Adela. Nem Lud com os prometidos livros estava no trem ainda. Ninguém. Não muito boa em se misturar a multidão, Cross sentia-se sem os braços e pernas. Agarrava-se a sua bolsa junto ao corpo e tentava não esbarrar em ninguém enquanto pescoçava dentro das cabines em busca das orelhas vistosas de Vakarian, os cabelos sedosos de Sheppard ou os cor de fogo de Annie e ainda evitava qualquer contato visual com qualquer um que não tivesse essas características.

Já estava quase no vagão quatorze em sua busca quando a correria e os gritos começaram. Olivia não conseguia mais avançar, recebendo inúmeros e violentos esbarrões no meio do corredor, à sua direita e sua esquerda, sendo empurrada e desequilibrada sem que pudesse se defender, sem sequer poder usar a varinha apertada na mão direita. Pensou que seria algo drástico, talvez um ataque de dementadores ou um dragão que surgiu do inferno... mas logo sentiu o forte cheiro de fumaça lhe queimando as vias aéreas e lhe tirandoágua dos olhos. Um incêndio no vagão quatorze.

Depois do acesso de tosse foi que percebeu que já estava sozinha no vagão, os esbarrões dos cavalos alunos havia cessado e nada, nada mais podia ver graças a fumaça densa. Ia morrer ali sozinha, asfixiada, e ninguém saberia. Encontrariam seu corpo talvez dias depois, se encontrassem... Esperava, ao menos, que um dos quatro sentisse a sua falta. Ou Annie certamente sentiria. Girou nos calcanhares a fim de tentar sair dali, mas não fora muito longe. Esbarrou em algo muito alto, só para perceber depois que era um homem de vestes negras, rosto austero e varinha apontada para o meio dos olhos de Olivia.

- Está fazendo o que aqui, garota?

Engasgou, um novo acesso de tosse, nem percebera que sua varinha estava apontada para as partes baixas do tal homem. Uma gafe considerável.

- Tentando sair...? – não sabia se aquela era a resposta certa, provavelmente não, visto a cara do sujeito.

- Vai sair sim, comigo. Agora abaixa essa varinha e me deixe ver sua bolsa.

Era um assalto?

Era isso! Era um assalto e os assaltantes se usaram do fogo e da fumaça para render suas vítimas. Olívia não teve dúvidas. Agarrou-se mais ainda a sua bolsa – teria o maior prejuízo se fosse roubada!

- Não, moço! Sou pobre, é sério. Tem gente aqui mais endinheirada que eu, vi até gente com uns artefatos trouxas, sabe? iPhone, Tablet, essas coisas. Vai atrás deles, eu não tenho nada aqui.

O tom da menina já era choroso e o rosto do homem se torceu numa careta de desagrado – que antes já não estava mesmo muito diferente disso.

- Você está debochando de mim, senhorita...

- Cr-- Cross. Olivia Cross. E não estou debochando não, por favor, me deixa ir embora. – engoliu em seco, os olhos lacrimejando pela fumaça ou pelo choro.

- Muito bem, senhorita Cross. Não sou um ladrão, não quero iPhones e muito menos qualquer bobagem que você tenha aí, mas eu preciso saber o que você tem aí. – pausou-se, respirando fundo, e levando a mão imensa ao ombro da garota, apertando-a e fazendo-a gemer baixinho de dor. – Eu sou um auror e você vai comigo para investigações.

Um auror. Investigações. Ela era suspeita de alguma coisa, e pensara que estava sendo assaltada. Onde estava sua veia corvinalense quando precisava dela?



Off: Não revisei. Meu tempo é curto demais pra revisar posts. XD
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Re: The Rights of Suspects (a.k.a Você Não Soube Me Amar /entendedoresentenderão)

Mensagem por Insye T. Cousland em Qua Set 05, 2012 6:49 pm


Cousland estava certa de uma só coisa naquele dia, devia te seguido as recomendações (acertadas) de Evan e permanecido em casa. Ou na casa dele, isso não era realmente o detalhe mais importante. Mas ela sabia que tinha que ir para Hogwarts, tinha de cumprir a palavra dada e uma Cousland não volta atrás jamais no que promete. E do que tinha adiantado isso realmente, não era mesmo? Toda a sua família tinha sucumbido junto com sua casa, e ela só não tinha tido o mesmo destino de todos eles porque acordara assustada no meio da noite ao ouvir aqueles barulhos estranhos e, então...

Não.

Era melhor não pensar em nada disso, não agora, não quando precisava ser forte e seguir e cumprir sua promessa e finalmente se ver livre para reconstruir do pó o que sobrou de suas raízes. Além disso, agora ela tinha um problema muito maior em suas mãos e se perder em reminiscências não ia realmente ajudar muito.

Evan e ela estavam ainda parados na plataforma, nenhum deles tinha decidido embarcar. Ela, receosa do que poderia aguardá-la em Hogwarts, mais receosa ainda do que a esperaria se ficasse perambulando sozinha por aí. Ele, por sua vez, além da empatia que só os grandes amigos tem, não poderia embarcar enquanto ela não se decidisse. E isso porque Evan Loewy tinha emprestado seu bolso à garota Cousland. Sim. O bolso. O lugar escuro, aveludado e protegido onde um pequeno camundongo se escondia, nem sequer ousando espiar para além de seu esconderijo.

Eles não tiveram mais tempo de decidir, porém, se ele devia soltá-la no chão da plataforma e deixar que corresse embora, para bem longe, para qualquer lugar que não fosse no meio de um monte de bruxos ou se ela devia continuar com o plano e seguir enfrente. Não, porque alguns alunos resolveram que era um bom dia para bagunçar as coisas. A primeira coisa que a menina sentiu foi o cheiro da fumaça, escalando o bolso do garoto para colocar a pequena cabeça para fora e enxergar o que estava acontecendo. Era tão parecido com a sensação daquela noite, algo escuro e denso que a tinha acordado, que Insye sentiu vontade de correr e abandonar tudo ali, mas só pode ficar congelada em seu posto, observando enquanto as chamas lambiam o teto de uns dos vagões.

Eles estavam ali. Era tudo o que podia pensar.

E foi tudo o que pensou, assustada, quando o portal na parede se abriu para deixar passar um bando de pessoas vestidas em negro, tão parecida com os outros daquela noite que ela teve certeza de que tinham vindo buscá-la. Uma certeza ridícula que a afogava cada vez mais, enquanto entoava prece a todos os deuses, a qualquer um, que a ouvisse e a tirasse dali, que não permitisse que a vissem e a levassem embora.

A partir desse momento, as coisas passaram rápido demais, ela mal tivera tempo de formular um plano ou de fugir ou qualquer coisa, ainda que fosse rezar para sumir, nada, antes que uma daquelas figuras parasse bem à frente de Evan, olhando diretamente para o bolso do casaco onde ela estava, murmurando um “garota animaga”. Foi tudo rápido demais, a pessoa apanhando-a com uma mão, o minúsculo sinal que ela deu com uma pata para que o amigo fingisse que não sabia de nada "OH MEU DEUS, ESSE RATO É UMA MENINA, FUI LESADO". Ela não sabia se tinham acreditado nele ou não (provavelmente não, provavelmente eles tinham truques que os alunos desconheciam, afinal), mas talvez pensassem que, com ela capturada, ele seria de pouca serventia, já que o deixaram onde estavam enquanto a arrastavam para longe.

Não, não ia se deixar ser pega sem ao menos tentar alguma coisa, mesmo que o pânico paralisasse todas as suas ideias, não ia se deixar levar assim. Antes que chegassem ao seu destino, fosse ele qual fosse, ela resolveu que parecer um rato quanto já sabiam quem ela era não era uma grande ideia, voltando à sua forma habitual, uns sessenta quilos a mais que só não derrubaram a nova pessoa porque ela a colocou no chão como se percebesse o que ia acontecer. E talvez percebesse mesmo...

- Eu não sei pra que tudo isso... – ela conseguiu dizer com uma voz minimamente afetada, após respirar e engolir saliva, enquanto a pessoa voltava a conduzi-la, dessa vez com uma mão firme, embora suave, segurando seu pulso. - O que eu fiz? Tenho meus registros, só queria economizar espaço na viagem de trem!

- Uhum. – foi tudo o que ela ouviu de resposta ao mesmo tempo em que a proteção da cabeça era retirada e um cabelo muito dourado, preso por um laço alaranjado, dançou diante de seus olhos.

Deus. Estava perdida. Mulheres eram bem pior que os homens, desde o começo dos tempos. Foi tudo o que pensou, ao mesmo tempo em que avistava outras duas pessoas sendo conduzidas para o mesmo canto que ela, e um passarinho (que diabos?), vinha pousar em seu ombro.

- Esse bicho não é meu. – fez questão de apontar com a mão livre para o cardeal, era melhor que estabelecessem os crimes pelos quais seria acusada antes de mais nada.

Resumo:
Tentando viajar incógnita para Hogwarts, no bolso de seu amigo Evan Loewy, Insye, porém, é surpreendia tanto pelos acontecimentos do trem quanto por ser descoberta muito rapidamente pelas novas figuras escuras que chegaram à plataforma. Tenta escapar voltando à forma humilde que merece humana, também não conseguindo o seu objetivo, avistando Olivia Cross e Hector Espinoza, sem contudo reconhecer nenhum deles da distância onde estava, para logo em seguida um cardeal fazer seu ombro de ninho.

-

I start to search all the dark places that I have found
All the deep creases in my nightmare are to live somehow



Close my eyes, I go to sleep,
He's always there, I start to weep
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Re: The Rights of Suspects (a.k.a Você Não Soube Me Amar /entendedoresentenderão)

Mensagem por Hector Espinoza em Qui Set 06, 2012 11:08 pm

Resumo:
Com a chegada de dois aurores e mais duas suspeitas, Hector vê seus planos de fuga indo por água abaixo, e acaba tendo sua adaga confiscada.


Hector já tinha experiência suficiente com duras para saber que a primeira atitude do guarda da estação seria desarmá-lo. O plano, então, era extremamente simples: nocautear o homem antes que ele pudesse fazer isso, lançar um Accio bagagens e desaparatar dali. Havia três possíveis variações. 1) O guarda tentaria se aproximar de Hector para tirar sua varinha do casaco com as próprias mãos – a melhor alternativa, já que o argentino se garantia em combate corpo-a-corpo e podia se livrar dele com uma boa cabeçada; 2) O guarda ordenaria que ele colocasse a varinha no chão – e nesse caso teria que contar com a rapidez de seu Estupefaça, mas tinha boas chances já que o outro parecia bem mais lento que ele; 3) O guarda teria a presença de espírito de usar Accio para chamar a varinha de Hector para si, e então a vida do garoto estaria um pouco mais complicada, mas ainda podia tentar distraí-lo.

Claro que nenhum desses cenários contava com a chegada de mais gente naquele canto isolado da estação.

— Varinha no chão. Devagar, e mantenha as mãos de forma que eu possa vê-las. — O rapaz quase podia sentir a energia correndo por seu braço esquerdo, a palavra mágica se formando no fundo da garganta, quando viu pelo canto do olho quatro figuras cruzando o portão de metal: um casal de adultos e duas garotas. Os dois adultos tinham as vestes pretas dos famosos aurores do Reino Unido, e a mulher trazia uma corrente dourada presa à cintura. Hector podia dar conta de um vigia de estação, mas agora estava em inferioridade. E como não sabia se aquelas meninas estariam do seu lado, ou sequer se eram rápidas o bastante, não podia contar com a chance de elas fornecerem uma distração. Em resumo, estava jodido e mal pago. — Anda, garoto, tá esperando o quê?

— Você disse devagar argumentou, sem desgrudar os olhos da auror loira. Parecia ser bem nova, mas se as histórias que diziam a respeito da categoria estavam certas, ele não teria chance com ela, ainda mais se ela tinha cobertura. Em todo caso, foi baixando os braços muito devagarzinho, abrindo o casaco e puxando a varinha do bolso interno, ainda nutrindo uma vã esperança de que todo mundo ali se distraísse.

— O que temos aí?

— O indivíduo estava no vagão de carga com atitude suspeita, Tenente. — Como o argentino previa, o guardinha praticamente se esqueceu dele enquanto falava com a superior, mas ela mantinha um olho grudado no garoto, outro na menina que trazia pelo braço (alta, magra, pele clara, cara assustada, cabelos escuros compridos escondendo um par de orelhas que Deus a perdoe). Hector se resignou a colocar a varinha no chão diante de seus próprios pés. — Estava a ponto de começar a revista, mas se os senhores preferirem...

— Documentos, rapaz. Os seus também — disse a loira fardada, dirigindo-se à sua detenta enquanto seu colega de preto já tratava de revistar os bens da outra menina (também pálida, mas mais baixa que a outra, com uma pinta que mais parecia um besouro pousado na bochecha esquerda e cabelos castanhos que – as mechas dela estavam mudando de cor ou o quê?). — Pode revistá-lo.

Hector entregou de má vontade o passaporte argentino, a carta de confirmação do programa de intercâmbio e o bilhete do Expresso. Os papéis mal tinham saído de suas mãos e o gordinho já abusava de sua autoridade, empurrando o garoto pelo ombro de forma que ele ficasse virado para a parede da estação. — Mão na parede, pernas afastadas.

— Ah, fala sério... isso é realmente necessário? — Virou-se para as garotas, olhando-as de cima a baixo à guisa de cumprimento enquanto o vigiazinho de mierda recolhia sua varinha do chão e dava procedimento à revista. (Orelhas ou não, besouro ou não, ele traçava as duas – cavalo dado não se olha os dentes, ainda mais que os ingleses tinham fama de ter dentes ruins.) — É sempre assim o começo das aulas de vocês? Porque olha, lá de onde eu—ow, olha a mão boba aí, parceiro! — Virou de volta para o guarda fazendo um gesto de “qual é?”.

— Tudo certo com a documentação dele. — Era a loira, que devolveu na mesma hora o bilhete do trem, mas ficou com a carta da escola e o passaporte de Hector – certamente para tomar nota dos dados pessoais dele. Jodido y nada contento. — Certeza que ele pegou alguma coisa no vagão? Não quero problemas com os ministérios sul-americanos... você lembra daquele caso do brasileiro no metrô trouxa, não lembra?

Hector espanou poeira do casaco e bufou, dirigindo sua atenção para a mulher. — Ah, mas pode apostar que eu vou mencionar isso pro Ministério do meu país! Eles já se dão superbem com vocês, vão adorar saber que um cidadão bruxo argentino foi acusado sem provas e constrangido por um policial truculento a...

O guarda apontou para as botas do garoto. — Tire os sapatos.

— Hein? Por quê? — Hector soltou um riso nervoso pelo nariz. — Fala sério, nem no aeroporto trouxa eles me obrigaram a tirar a roupa, por que eu teria que fazer isso aqui? Vocês não têm métodos mais evoluídos do que isso?

— Vou ter que tirar pra você? — O guarda, os dois aurores e as meninas estavam olhando para ele, agora. Cercado e sem varinha, não tinha muita escolha; sua melhor chance seria ter a adaga em mãos, mas era pouco provável que conseguisse atacar o vigia com ela, desviar dos feitiços dos outros dois e recuperar sua varinha, pra não mencionar que teria que aparatar longe da estação apenas com a roupa do corpo; e mais, a auror loira estava com a carta de Hogwarts e o passaporte com seus dados trouxas, o que o tornava mais facilmente rastreável no mundo lá fora.

Agachou-se devagar até sentar no chão, as mãos para cima sendo baixadas com calma para desfazer o laço dos cadarços. Tirou primeiro a bota do pé esquerdo, interrompendo-se por um instante para provocar o vigia mais um pouco com um “quer que eu tire as meias, também?”. Depois, tentando fazer parecer que não havia nada demais naquilo, descalçou o pé direito da bota, tirou de dentro dela a adaga italiana (notou pelo canto do olho uma das garotas retesando o corpo e prendendo a respiração) e levantou-se pausadamente, voltando a erguer os braços, a arma contida em sua mão direita.

— Hah! — O gordinho parecia extasiado pelo palpite certo. — Não disse que o meliante tinha afanado alguma coisa? Passa isso pra cá, ladrãozinho!

— Não afanei nada, babaca, isso é meu — Hector estreitou os olhos, instintivamente desencaixando a lâmina da bainha com um movimento de polegar. A auror era atenta o bastante para notar aquele ínfimo gesto e apontou a varinha para ele, pronta para estuporá-lo até o dia seguinte se ele sequer respirasse errado.

— Pode ser, mas também não tem autorização especial para andar no trem com isso. Entregue a arma.

O argentino estalou a língua e estendeu à frente o braço direito, deixando a adaga sobre a mão espalmada. Só tirou os olhos da mulher para encarar o vigia da estação quando este tomou a arma dele. Y métela em la concha de tu gran putisima madre, cabrón rosnou por entre os dentes, mesmo sabendo que o xingamento não seria entendido.

Ele devia ter limpado a bunda com o Santo Sudário para estar naquela situação de merda naquele país de merda.

-


llevo el Sur
como un destino del corazón
soy del Sur
como los aires del bandoneón


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Re: The Rights of Suspects (a.k.a Você Não Soube Me Amar /entendedoresentenderão)

Mensagem por Olivia Cross em Ter Set 11, 2012 8:01 am

#That's me in the corner
That's me in the spot light!



Ainda não havia entendido o que estava acontecendo ali.

Poucos minutos atrás, Olivia estava dando um beijo na mãe para logo em seguida se enfiar na balbúrdia de alunos pescoçando cabines em busca dos seus amigos. Agora estava ali, num canto mais reservado da estação junto com mais dois suspeitos - mas suspeitos de que, por Merlin?! - prestes a ser revistada como se fosse uma criminosa. Muito quieta e tentando ignorar o desagradável ardume no nariz, sinal de lágrimas vindouras, Ollie olhou para seus companheiros de infortúnio buscando um pouco de cumplicidade. A outra garota era Cousland, estudava no mesmo ano que a corvinalense e, por mais que elas não fossem próximas, Olivia viu nos olhos azuis assustados de Insye que ela estava tão confusa quanto ela. Já o rapaz... Olivia nunca vira mais marrento - e bonito, Jesus! -, e esse tinha mesmo cara de quem tinha culpa no cartório, mas talvez fosse mesmo só uma figurinha difícil (e, se ela estava procurando olhares cumplices da parte dos outros suspeitos, com certeza não seria do rapaz).

- Muito bem, Srtª Cross. Acho bom me passar seus documentos e essa sua bolsa. - O mesmo auror que a abordara no trem era quem chamava sua atenção agora, fazendo-a sobressaltar-se. - Sua varinha também.

- Eu... é... - tentou argumentar, mas diferentemente do outro que tinha a língua solta num sotaque portenho, achou por bem obedecer. - Claro. - entregou-lhe sua varinha, tirou da bolsa menor os documentos e o bilhete do Expresso, e, com muita dor no coração, entregou-lhe sua outra bolsa. - Olha senhor, só lhe peço uma coisa, não confisque essa bolsa não, eu vou precisar dela e do que tem aí dentro no trem, é sério, é importante.

- Isso vai depender do que eu vou encontrar aqui dentro. - ele respondeu secamente, já abrindo o zíper da bolsa.

Mas o que ele achava que ela teria lá dentro? Uma bomba? Uma arma de fogo? Os filhos de Osama Bin Laden? Sentia tanta vergonha naquele momento que nem percebera que estava prestes a chamar mais ainda a atenção para si.

- Vamos, encoste na parede. - Dessa vez fora a mulher quem dissera. Se seria revistada assim, tão intimamente, era bom mesmo que não fosse um auror de quase dois metros de altura. Tentou novamente olhar para os lados em busca dos outros dois, engolindo em seco, enquanto as mãos nada gentis da outra lhe apalpavam as pernas e bolsos. Então era assim que um criminosos se sentia? Não era legal. - Metamorfomaga, ahn? - ouviu a auror dizer num tom desconfiado.

- O que? Oi?

- Você, Cross. Metamorfomaga. Pretendia esconder essa informação até quando?

Se havia ocorrido alguma mudança - se estava com o nariz do falecido Você-Sabe-Quem ou com os lábios da Angelina Jolie, não percebera.

- Eu não estava escondendo nada. - passou as mãos no rosto em busca de algo que a denunciasse, até que a auror resolvera ajudá-la, segurando uma mecha dos cabelos da menina sobre seus olhos. Olivia gemeu em desânimo. Odiava aquela situação. - Ah, isso. - e pelo canto do olho viu que os outros dois lhe lançaram rápidos olhares. - É, eu sou. Mas não sei controlar isso direito. É sério, eu... eu... ando estudando pra aprender a me controlar. Não é como se eu gostasse de ficar mudando, assim.

- Metamorfomagia é um excelente dom para quem quer causar um estrago dentro de um veículo público.

- OI? - ela sobressaltara-se. Estava perdida e mal paga, agora. - NÃO, POR FAVOR! Eu só estava perdida lá dentro procurando os meus amigos que embarcaram antes de mim. Podem puxar minha ficha, podem perguntar pra quem vocês quiserem, pro Professor de Transfiguração que me orienta sobre o dom, eu não fico usando isso a toa e nem tenho má índole, por favor! - aquela altura, não só as pontas, mas todo o cabelo de Olivia estava de um vermelho brilhante, estava mais ruiva que Annie. Ah, como queria Annie ali agora.

- E isso aqui, Cross? - olhou para o auror que segurava sua bolsa, na outra mão ele segurava um embrulho em papel celofane verde.

- Eu tenho autorização pra vender isso aí! Falem com a Professora Linderman, ela quem me autorizou. É chocolate! - pausou-se e respirou fundo, seu nervosismo só ia piorar a sua situação. E não estava mesmo fazendo nada errado. - Toda a escola sabe que eu vendo doces, até anuncio n'O Profeta Estudantil. Se os senhores quiserem, posso comer um agorinha mesmo, pra mostrar que não há nada demais neles.

O homem e a mulher se entreolharam, ela meneou a cabeça como se dissesse a ele que aquilo era perda de tempo.

Com certeza, trufas eram menos perigosas que a adaga do portenho bonito.

-

Dreamed of paradise,
Everytime she closed her eyes.


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Re: The Rights of Suspects (a.k.a Você Não Soube Me Amar /entendedoresentenderão)

Mensagem por Evan Loewy em Sab Set 15, 2012 6:32 pm

Algo estava errado.

Evan Bryan Loewy. O grifinório é o tipo de pessoa que adora estar com a família. Ama seus pais e não tem vergonha deles. Todos os anos até aqui, sem exceção, fazia questão que seus pais o acompanhassem até a estação King’s Cross para o embarque dos alunos à Hogwarts. O moreno é inglês e morou em Londres toda sua vida, podendo dizer que é capaz de ir até à estação, sozinho, sem dificuldade. Contudo, acredita que a presença da família é algo fundamental. Assim também como na presença e apoio dos amigos nos momentos difíceis. Desta forma, abdicou pela primeira vez depois de cinco anos, da companhia de seus pais até a hora de subir no expresso, para dar suporte a sua amiga Insye.

E este algo errado era o que havia acontecido com a família da grifinória.

Evan estava parado no meio da multidão, braços cruzados e com um olhar bastante calmo. Quem o olhasse com certeza se perguntaria o que ele estava fazendo ali, como se estivesse apenas observando o trem e não tivesse que embarcar nele. Logo, logo a locomotiva partiria e ele parecia realmente não se importar com aquilo. E era verdade. Aguardava uma decisão da menina que estava em seu bolso, da garota animago, capaz de se alterar e sair de seu tamanho humano até algo bem reduzido, em um rato.

Evan ama Insye. Amor de amigos e, se a vida permitir, companheiros que estarão um ao lado do outro, no que for necessário, até a cor de seus cabelos forem cobertos pelo branco da idade. E por isso, ela sabia que ele continuaria ali parado, esperando por sua decisão.

Uma decisão que não veio.

Não veio por uma sequência de fatos surpreendentes. Primeiro deles foi fumaça saindo de um vagão. Evan sentiu Insye se mexer no bolso, olhou para baixo e pode ver a cabeça transfigurada para o lado de fora do esconderijo. Alguns alunos se mexeram e Loewy pode ver rostos conhecidos, pessoas que conheceu através de Kian Weisman, junto a um professor. Olhou para mais distante e encontrou o lufano acompanhado de várias bagagens e com uma criança no colo. Certamente seu irmão.

O segundo acontecimento foi o aparecimento de um portal por onde bruxos de vestes negras passaram, avançando em direção do trem e se espalhando pela plataforma. E o último e terceiro, querendo ou não bastante divertido, a aproximação de um daqueles bruxos, um auror, recolhendo em seu bolso a pobre Insye.

- Meu Deus um rato no meu casaco, não sei como este animal veio parar nas minhas vestes! - falou o grifinório, tentando ser o mais convincente possível.

Contudo não houve sucesso. O bruxo que raptara sua amiga continuou seguindo seu caminho, sem nem mesmo olhar para trás e dizer que não acreditava no moreno. Ficou observando até ver que ele se reunia a mais um grupo de aurores, que também acompanhava mais alguns alunos, conhecidos, pessoas que Evan já havia trocado algumas palavras. O inglês continuou a observar de onde estava. E quando Insye tomou a volta que a lhe pertence, ele começou a andar aonde eles estavam. Quando estava próximo o bastante para escutar o que eles falavam, um deles dizia:

- Seus documentos.

- Claro, meus documentos, está todos aqui. - Disse a grifinória retirando de suas coisas alguns pergaminhos timbrados com a marca do ministério da magia inglês. Orgulhosa, entrou-os ao homem. Foi quando percebeu a presença de Evan ali perto e, tentando ser discreta, fez sinal com a mão para que o garoto se afastasse.

- Ei, você! - falou outro auror, chamando Evan, após observar Insye mandando o garoto se afastar.

- Eu? - Evan perguntou. Olhou para os lados pra certificar que estava falando com ele mesmo. Respirou fundo e deu passos para chegar mais próximo e já se adiantou na defesa. - Eu não sei de nada. Ela tava no meu bolso. - Olhou para a inglesa - brincando de esconde-esconde, né?

- Passa teus documentos - mostrou a mão aberta, esperando para que Evan entrega-se os necessários para aquele tipo de situação. O auror olhou para outro bruxo e apontando para o grifinório com o queixo, disse - Revista ele também. Vai que também tem algo escondido no tênis.

Àquela altura, Loewy não tinha muito que fazer a não ser cooperar. Não abriu mais a boca. Entregou os documentos e foi logo tirando o tênis, receoso se daria tempo de seu chulé subir. Suspirou aliviado que rapidamente já estava calçado novamente. Não tinha passado vergonha na frente de sua amiga e dos outros dois alunos ali, então, estava tudo bem. Quando finalmente convencidos que eram crianças normais, foram liberados. Evan e Insye partindo juntos, sem perceber, para dentro do expresso, contendo o riso e liberando-os assim que entraram no primeiro vagão que apareceu aberto para eles.

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