Floresta Proibida

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Floresta Proibida

Mensagem por Construtores em Seg Ago 20, 2012 3:32 am




    Habitat das mais variadas criaturas estranhas. Muitas lendas são contadas sobre as pequenas populações que ali habitam, mas verdade é que são poucas as confirmadas. A Floresta Proibida é quase como um pequeno país com governo próprio, lugar regido por suas próprias leis, as da sobrevivência. O lugar como o próprio nome diz é proibido a qualquer estudante desacompanhando. Aterradora a propriedade da floresta é território de centauros, unicórnios, testrálios entre outras criaturas noturnas. Lugar perigoso com suas árvores antigas e retorcidas, marcadas de história e magia. Os troncos musgosos com todo tipo de espessura (largos e delgados).

    As copas das árvores criam uma eterna sombra bloqueando a luz do dia por suas folhagens densas. O som de passos, movimento nunca cessa, além do farfalhar das folhas sussurrando um diálogo indecifrável. A sensação dentro deste lugar é de observação continua como se nunca estivesse só, talvez o som de um riacho ou o roçar de galhos. Quando o silêncio impera é sinal de perigo e emboscada. Território hostil com muitas bifurcações, sendo de difícil acesso até pelo mais espertos desbravadores e conhecedores daquele lugar.

    As corujas estão sempre atentas dando aquele piar ao menor sinal. Nunca se sabe onde o perigo se esconde ali, sendo todo e qualquer lugar uma armadilha mortal. Se este é proibido há seus motivos, mais para evitar que um estudante vire a caça de um caçador ainda mais mordaz que o próprio o homem.

    E cuidado, é particularmente muito fácil de se perder ali... as árvores e até montes de terra mudam de lugar à vontade.







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Re: Floresta Proibida

Mensagem por Crow, O Estranho em Qua Set 12, 2012 9:21 pm

Resumo escreveu:Crow está em uma caçada de fim de tarde. Está em busca de cervos para o jantar, mas acaba encontrando um grande javali macho e ferido, descansando em um pequeno córrego na floresta.

O silêncio era doloroso. Um silêncio tão profundo e tão penetrante que era possível ouvi-lo e senti-lo. Um morcego que passava em um voo rasante com seu intenso deslocamento de ar era como um tiro seco em uma sala vazia. A brisa fria que balançava levemente a folhagem da floresta cortava o silêncio profundo vez ou outra. E havia o crepúsculo. O sol já anunciava seu descanso e o céu minguava entre uma tonalidade de azul real, vermelho e o negrume da noite fechada mais ao fundo. Era difícil distinguir essas cores com perfeição, havia muitas nuvens pesadas e o clima inclinava-se para uma noite chuvosa, mas em um dia claro e comum, seria esta a visão por cima das copas das árvores.

Por entre as árvores caminhava com o máximo de cautela e calma. Não era o melhor horário para uma boa caçada, a movimentação do castelo logo espantaria os animais para as profundezas da floresta, onde sem dúvida haveria maior competição por comida. Uma luta com acromântulas, lobisomens ou até mesmo uma tribo inimiga de centauros não era exatamente o que eu estava procurando.

Com um pouco de sorte encontraria um pequeno conglomerado de cervos que haviam passado o dia pastando na grama fresca das montanhas mais ao norte e que agora retornavam para a segurança da floresta. Com um pouco de sorte estariam mais lentos do que o normal, bem alimentados e pesados; seria uma caçada fácil e rápida. Não havia dúvida de que haveria uma necessidade de corrida, cervos são sempre muito ágeis, mas dessa vez eu decidira que seria melhor optar pelo arco e flecha. Isso me proporcionaria um perímetro de caça um pouco maior.

Se eu estivesse realmente com um pouco de sorte encontraria um jovem javali, saudável e viril. Um filhote talvez não mostrasse tanta dificuldade na captura, sempre tão ruidosos e desesperados, mas isso acarretaria em, provavelmente, uma mãe furiosa e protetora. A última senhora-javali não fora muito receptiva quando minha adaga transpassou o crânio do pequenino – esfregou levemente a coxa da perna esquerda, com uma enorme cicatriz.

Diria que até encontrar aquele grande javali macho, de aproximadamente trinta quilos, porém não muito gordo, foram mais ou menos duas horas. O sol já havia se posto, a visibilidade estava muito baixa, mas os rastros eram nítidos mesmo na penumbra da noite. E havia o cheiro, forte e vivo. Molhado. Ele estava ferido. Isso poderia ser algo bom, me daria uma vantagem sobre o animal, mas poderia ser igualmente ruim, quem ou o que lhe causara a ferida ainda poderia estar lhe seguindo. Contudo, lá estava ele, há aproximadamente dez metros de distância, repondo suas energias em um pequeno córrego que se escondia entre a vegetação e as raízes das grandes árvores. Uma pessoa que não tivesse conhecimento de selva com certeza não encontraria aquele córrego. Uma questão de visão e ouvidos apurados poderia ser a diferença entre a vida e a morte. Aquele javali talvez não estivesse assim tão bem com esses sentidos.

Procurei um ângulo por entre os arbustos, mantendo uma distância razoavelmente boa para caso errasse a mira e o animal desatasse a fugir. Não queria fazer uso das lâminas, mas se necessário não hesitaria. Retirei três flechas da aljava às costas e as finquei no chão de terra com a ponta virada para baixo. Com muito cuidado retirei mais uma da aljava, encaixei no arco e lenta e silenciosamente puxei a corda, tentando focar a mira no dorso direito do animal. Demorei uma eternidade para conseguir o foco perfeito e o momento certo, talvez dez ou quinze segundos. A diferença entre um gole de água do córrego e uma respiração presa.

Respirei fundo. Esperei. Esperei. Esperei.

TCHUM!

A flecha estava no ar.

Rolagem de Dados:
Rolagem de dados para tentativa de acertar a flecha no javali ferido.

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Re: Floresta Proibida

Mensagem por RPG Enervate em Qua Set 12, 2012 9:21 pm

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Re: Floresta Proibida

Mensagem por Salathiel Blackburn em Qui Out 18, 2012 4:25 pm


Data: 14 de setembro de 2012
Hora: 23:30h
Temperatura: 4ºC
Tempo: Chuvoso

A temperatura, tempo e fase lunar foram retirados do calendário do fórum, bem como a citação da melodia vinda da floresta.

Minutos antes...:


As gotas espessas de chuva que caíam no vidro da janela de Dorothy não pareciam ser suficientes para acordá-la. Naquela noite, porém, a grifinória não estava sendo observada apelas pelas nuvens negras e pesadas e a lua nova; parado no parapeito da janela havia um corvo muito negro de penas molhadas, aparentemente ali por algum motivo. Seus pequenos olhos cor de vinho fitavam a única parte exposta de Dorothy através do vidro: a cabeça que repousava tranquila sobre o travesseiro, retratando toda a fragilidade da garota em sua aparência angelical e serena. Fora realmente uma enorme sorte encontrar as cortinas abertas.

Então, ouviu-se um “toc toc toc” leve na madeira fina que dava suporte à janela. O bico do corvo, da mesma cor ônix que sua penugem, martelava o objeto, numa tentativa ansiosa de chamar a atenção da bela adormecida no interior do dormitório femininl. Toc, toc, toc, toc. Quanto tempo ia demorar para que Dorothy acordasse? Impaciente, o pássaro chegou a crocitar, mas não muito alto, pois caso as outras meninas despertassem seus planos poderiam ser falhos. Além disso, o barulho forte da chuva poderia camuflar seu chamado.

Mas a garota finalmente abriu os olhos e olhou para a janela. O corvo emperdigou-se, como se esperasse que ela o convidasse para entrar, e foi exatamente o que aconteceu. Dorothy pôs-se sentada e abriu um pouco a janela, o suficiente para dar espaço ao animal, enquanto coçava os olhos preguiçosamente. Sua voz sonolenta preencheu o ar:

- Tadinho do passarinho, ficou na chuva... - Em seguida ofereceu o braço para o corvo sentar-se e ainda convidou: - Vem pro quentinho, vem...

Contudo, assim que o pássaro esgueirou-se para dentro do aposento, parou por sobre a beirada da cama de Dorothy e imediatamente transfigurou-se em um rapaz magro, branco e muito, muito ruivo. Salathiel estava ensopado de chuva e tremendo de frio - afinal, não era imune ao ambiente, mesmo que fosse às pessoas - mas sua expressão era a mesma de sempre. Não demorou nem um segundo para estender a mão molhada a fim de tampar a boca de Dorothy para que ela não exclamasse qualquer coisa, e quando viu que ela não diria nada, libertou-a.

- Boa noite. - Cumprimentou com um leve tom cortês, como se não estivesse invadindo o local. Tirou a varinha de dentro do sobretudo negro encharcado e com ela se secou enquanto deixava a grifinória perguntar-se o que estava acontecendo. Passados esses segundos, virou-se para Dorothy e disse com calma: - Realmente, é bem quente aqui.

Ela se enrolou no edredom, claramente preocupada com a visita do colega. - O que aconteceu? - Sussurrou - Tudo bem?

Salathiel chegou pro lado na beirada da cama, para ficar sentado mais perto de onde ela estava. E continuou: - Você não ouviu cantarem à noite? Tinha uma melodia... Vindo da floresta...

- Na verdade não... - Ela respondeu meio confusa - Precisamos sair daqui. Você sabe que não pode ficar... e então você me conta qual é o problema. Pode ser?

Mas Salathiel tinha planos melhores. Com a expressão fechada dessa vez, murmurou uma última frase antes de virar corvo novamente:

- Preciso que me encontre na orla da floresta. Pegue um guarda-chuva. - E foi-se pela janela, mergulhando na escuridão chuvosa de Hogwarts.





Quando era corvo, Salathiel não tinha nenhum problema em ver à noite. Tudo parecia ser claro como o dia, portanto, não demorou a encontrar o caminho que planejara traçar. Sobrevoou a cabana do guarda-caças, o gramado verde dos terrenos que, à medida que ia se aproximando da floresta proibida, parecia ganhar uma cor nova mais escura. A floresta era proibida por vários motivos que o sonserino já sabia, mas a cantoria doce que ouvira horas antes realmente despertara sua atenção. Só ele havia escutado? Será que tinha sido um sonho e estava arriscando a própria pele e a de Dorothy à toa?

Não. Salathiel pode ter comportamentos duvidosos e que beiram a loucura, mas nunca imaginara coisas. Tinha, sim, ouvido a melodia. Não demorara, então, a assumir sua forma animaga para sair pela janela de seu dormitório e ir acordar Dorothy. A intenção não era conseguir, exatamente, a companhia dela, mas sim levá-la consigo para que ela pudesse ver o que quer que Salathiel achasse, como uma criança que mostra à mãe seu primeiro desenho.

Mesmo que a chuva pesasse suas penas e diminuísse a visibilidade, o sonserino conseguiu chegar ao ponto da orla que queria, o que era um pouco para trás da cabana do guarda-caças. Uma vez ali, empoleirou-se numa pedra pontiaguda e decidiu que só voltaria à sua forma normal quando avistasse Dorothy. Assim que isso aconteceu, ou seja, quando a grifinória apareceu protegida da chuva com a ferramenta que Salathiel lhe pedira para levar, visivelmente perdida já que não via o colega em lugar nenhum, ele transformou-se em rapaz de novo, vestido de sua calça jeans escura, uma bota de couro negro e um sobretudo grosso por sobre várias blusas, todas pretas.

Ele não pôde deixar de notar o vermelho do guarda-chuva que Dorothy tinha escolhido levar. Poderia ter ficado incrédulo, mas franziu o cenho, confuso. Ela estava tentando ser discreta?

- Então... O que você quer fazer? - Ela sorria, toda ansiosa.

Salathiel inclinou a cabeça, a água escorrendo de seus cabelos para seu rosto.

- Não está com medo?

É claro que não estava, ele era capaz de ver isso. Contudo, por que não?

- Deveria estar? - Ela estreitou os olhos.

- Nós vamos entrar na floresta. - Ele disse, respondendo à pergunta.

- Hm, certo.

Então Dorothy tirou de dentro de seu próprio sobretudo uma varinha de alcaçuz cuja ponta mordeu despreocupadamente. Salathiel esboçou um sorriso de pura diversão. Será que ela sabia das criaturas que viviam na floresta? Era fácil não ter medo quando não fora ela quem ouvira a canção misteriosa... Não que ele estivesse amedrontado. Salathiel era um amante do terror e a vida lhe provara que só a expectativa do macabro lhe fazia sorrir.

Deu três passos até unir-se à Dorothy debaixo do guarda-chuva. Ele era mais alto, por isso, sem pedir, tirou o objeto das mãos dela e ele mesmo foi levando-o até que finalmente adentraram por entre as primeiras árvores negras e altas da Floresta Proibida.





Resumo: Salathiel ouve uma melodia vinda da floresta proibida durante a noite e resolve ir investigar. Antes disso, passa pela janela do dormitório de Dorothy em sua forma animaga para convidá-la.

OFF: Falas e ações combinadas.

#1 dado pra furtividade quando Salathiel está fora do castelo

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Re: Floresta Proibida

Mensagem por Salathiel Blackburn em Qui Out 18, 2012 4:28 pm

Esquecer o dado. Quem nunca?

EDIT:

Na boa, foi esse maldito guarda-chuva vermelho -.-


Última edição por Salathiel Blackburn em Qui Out 18, 2012 4:29 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Floresta Proibida

Mensagem por RPG Enervate em Qui Out 18, 2012 4:28 pm

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Re: Floresta Proibida

Mensagem por Dorothy Taylor em Qui Out 18, 2012 8:22 pm

E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha cor de um demônio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão há mais e mais,

Libertar-se-á... nunca mais!


Os olhos de Dorothy se abriram devagar e se fixaram na forma escura que se debatia através da janela. Percebeu que era um pássaro negro, investindo com o bico, querendo entrar, e não ficou surpresa: a noite estava particularmente fria e assustadora, com as pesadas nuvens escuras preenchendo o céu de Hogwarts. De pronto, levantou-se, envolta de um robe branco de lã e abriu a janela, ainda coçando preguiçosamente os olhos com os nós dos dedos. Gostava de buscar o carinho do que não era evidentemente cândido, e um corvo parecia preencher esse requisito. O amor agressivo e torto sempre lhe pareceu mais sincero.

Carinhosamente, resgatou a ave da chuva, tentando acalmá-la com um tom de voz ameno. Lembrou-se então de Salathiel, já que ele havia mencionado ter um corvo de estimação. Será que era justamente dele, aquele pássaro? Deixou que ele pousasse na beirada da cama, enquanto procurava ao redor de si mesma por qualquer coisa que ele pudesse comer. Lembrou-se que tinha um pacote fechado de doces no malão, além de uma tortinha de amoras que furtara do jantar, mas não achava que ele estivesse interessado em nenhuma das opções, quando de repente a ave transfigurou-se em Salathiel.

Dorothy teria acordado a grifinória inteira se o rapaz não tivesse coberto a sua boca. Geralmente, não assustava-se com facilidade. Pisciana, com ascendente em áries, não só abraçava o diferente como pouco surpreendia-se com ele. No entanto, a aparição do ruivo no seu quarto foi realmente inesperada. Ainda estava um pouco trêmula quando ele afastou-se, mas recuperou-se depressa, pensando que ele sim poderia gostar da tortinha de amora.

- O que aconteceu? - perguntou, cochichando para não acordar as colegas, enquanto se enrolava no edredom, sentada na cama. Estava ainda assustada e ansiosa com a presença do rapaz no seu dormitório, mas estava ainda mais preocupada - Tudo bem?

Ele não respondeu. Apenas mencionou uma música oriunda da floresta, então ela concluiu que ele não estava em apuros. Com isso, sentiu-se mais a vontade para propôr que se encontrassem fora do dormitório da grifinória, ainda lembrando da confusão que havia sido quando acordou na sonserina. Ele pareceu acatar, pedindo para que se encontrasse com ele na orla da floresta proibida. Dorothy acenou com a cabeça, embora o rapaz já estivesse na sua forma de corvo, sendo engolido pela noite até desaparecer, com suas asas escuras.

A garota permaneceu observando o céu, pensativa, com o vento fazendo uma mexa de seu cabelo cobrir parcialmente seu rosto. Sentia-se inquieta e sobressaltada. Finalmente, deu um longo suspiro e, por cima do pijama, que já era quentinho, colocou apenas um sobretudo preto. Em seguida, pegou um guarda-chuva vermelho do malão e rumou na direção sugerida pelo sonserino.

Seus pés afundavam na lama em direção à floresta, mas Dorothy não se importava, porque seu all star era preto e não encardia de qualquer forma. Rodava o guarda chuva para ver a força centrífuga expulsando as gotinhas em formato de flor ao redor de si e, distraída, sequer percebeu o tempo passando. Quando deu por si, já em frente a um recém-transformado rapaz ruivo. Dory tinha um carinho estranho por cachinhos, porque eles faziam com que se lembrasse de Gant, então sentiu uma vontade especial de enrolar o indicador em uma mexa dos cabelos molhados de Salathiel, mas ao invés disso sorriu para ele e caminhou a seu encontro.

Conversaram brevemente, e Dory estava relaxada, mantendo sua boca ocupada com uma varinha de alcaçuz. Na verdade, desde criança amava eventos que fugiam ao cotidiano. Quando era criança e caiu da vassoura, teve que acordar no meio da noite para tomar um remédio que regeneraria suas costelas, e então seu pai e ela dividiram bolo de abóbora para disfarçar o gosto ruim da poção. Essa era uma de suas melhores memórias, simplesmente porque foi uma situação muito atípica. Desta feita, estar ali na floresta, quase à meia noite, com um psicopata em potencial e uma chuva monstruosa desabando, era alegria demais para um coração só.

Resumo:
Dory é acordada por Salathiel, em seguida topa encontrar-se com ele na orla da floresta proibida

Dado pra furtividade apesar do guarda-chuva rs

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Re: Floresta Proibida

Mensagem por RPG Enervate em Qui Out 18, 2012 8:22 pm

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Re: Floresta Proibida

Mensagem por Dohko Shevchenko em Qui Out 18, 2012 11:00 pm


O tempo era chuvoso e frio. O toque de recolher há muito já havia sido dado. Dohko, porém, fazia suas próprias regras. Vivia a maior parte de seus dias isolado. Não raras eram as vezes que ficava três ou quatro dias seguidos sem trocar uma única palavra. Sem ouvir o tom da própria voz. Ele não ligava. Apreciava a solidão muito mais do que a companhia de seus colegas. O fato era que ele simplesmente não se ajustava e pronto. E preferia ir contra o sistema tendo o seu próprio sistema a ser obrigado a perder a própria identidade.

Preferia levar uma detenção bem dada e tomar um banho de chuva do que ficar mofando no dormitório da Sonserina cheirando o fedor de cueca molhada do banheiro do dormitório. Não precisava ter muito o que fazer ou com quem fazer, ele só queria curtir a adrenalina do momento. Assim, o checo apanhou sua vassoura roubada e nas surdinas, saiu do dormitório. Entrou pelas cozinhas, ignorando os elfos que insistiam em jogar uma partida de pôquer.

Os elfos eram seus grandes companheiros. Dohko estorquia cada galeão que eles recebiam como pagamento nas jogatinas de madrugadas a dentro. Teria até aceitado a oferta de seus companheiros, se não estivesse chovendo, pois com o clima chuvoso, o rapaz tinha que ganhar a liberdade. Seu corpo pedia por aquilo.

Abriu uma janela de caixilhos baixa e grande o suficiente para ficar de pé e alçou voo ganhando a escuridão da noite. Seu rosto contorceu-se num sorriso discreto de prazer enquanto ele planava sobre o Campo de Quadribol sentindo o vento gelado e os pingos frios de água cortarem sua pele. Ele gostava daquela sensação, era como se veneno corresse em suas veias.

Esticou o pescoço para trás, estralando cada músculo ali. Tirou um cigarro do jeans surrado e começou a soltar anéis de fumaça, despreocupado, enquanto pilotava sem as mãos. Já tinha contornado o Círculo de Pedras com sua camiseta branca puída encharcada e grudada no oblíquo de seu abdômen definido. Ah, liberdade, sua linda, ainda que tardia, ele a queria toda só para ele.

Jogou a butuca do cigarro na grama e viu a água lavar as cinzas da ponta que se apagou. Passava então pela Orla da Floresta quando seus olhos de falcão avistaram um vulto andando despreocupadamente pelo gramado entrando na Floresta. Trazia um guarda-chuva vermelho nada discreto, e rodava o objeto ridiculamente como se estivesse dando um passeio. Ah, aquilo era um presente dos céus!

Dohko sempre foi praticante de bullying. Maior do que a maioria dos garotos de sua idade e mais forte, chegaram a cogitar que ele tinha sangue de meio-gigante. E para se defender de tais preconceitos, o rapaz passou a perseguir e a trollar quem quer que cruzasse seu caminho. E ali, tinha um ser desconhecido andando pacatamente pela chuva como se estivesse tudo bem dar um passeio da meia-noite na Floresta Proibida.

Se ele atacasse a pessoa, seria fácil agredi-la, afinal, já estando errada, quem quer que fosse não ia querer alardear o resto do Castelo. E mais, ele ainda tinha o bônus de fazer sua maldade do dia e jogar a culpa em qualquer bicho idiota da Floresta. Mergulhou silenciosamente do alto dos céus na direção da copa das árvores, e estacionou numa alta-bétula para ver o melhor momento de se aproximar.

Qual não foi sua surpresa quando viu que na verdade, ele pretendia quebrar a cara de Dorothy Taylor. “MAS ESSA MENINA, DE NOVO?” O que diabos sua Florzinha-inha estava fazendo ali? Viu a menina sorrir candidamente ou ele pensou que sorriu e não foi preciso ser gênio para perceber que aquele topete de Pica-Pau só podia ser de Blackburn.

Raiva. Seu corpo seria capaz de dar uma poderosa descara elétrica e fritar a ambos bem ali. Que eles fossem para o raio que os partisse. Ele tinha se fodido todo por conta de uma promessa estúpida que fez para ela, e agora ela vinha brincar de Chapeuzinho Vermelho e Lobo Mau na Floresta Proibida com o cara que ele mesmo tinha avisado para que ela ficasse longe. Quanta estupidez!

Deixa. Sua vingança seria assistir a tudo calado e esfregar na cara dela que sabia muito bem que ela era como qualquer mulher vadia que ele já tivesse conhecido. Pois obviamente, a única razão que ele via para aquele encontro eram favores sexuais. E ele ia rir da desgraça da menina quando tudo terminasse. Da próxima vez, não ia prometer ajudá-la bêbada, ia simplesmente mijar nela e deixá-la numa vala qualquer das Masmorras. Ingrata.

Resumo:
Dohko sai para voar na noite no meio da chuva porque é um gosto que ele tem. Acaba percebendo um vulto de guarda-chuva indo para a Floresta e o segue pensando em atacá-lo por diversão. Acaba reconhecendo Dorothy junto de Salathiel e fica escondido a fim de flagrar os dois em alguma orgia e jogar isso na cara de Dorothy depois, pois ele a avisou para ficar longe de Blackburn e ela simplesmente não deu ouvidos. Tão preocupado estava em odiar os dois nem deu atenção à música.

[off]Rolando um dado para permanecer escondido através de furtividade na copa da árvore na alta-bétula. Como a Fer deixou jogar o Dohko logo na roda e a Dory foi vista até pelo Satélite do Google rsrs pus que ele viu os dois.[/off]

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Re: Floresta Proibida

Mensagem por RPG Enervate em Qui Out 18, 2012 11:00 pm

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Re: Floresta Proibida

Mensagem por Salathiel Blackburn em Sex Out 19, 2012 3:54 pm


Data: 14 de setembro de 2012
Hora: 23:57h
Temperatura: 4ºC
Tempo: Chuvoso



Tudo que Salathiel podia ouvir naquele momento e nos momentos que viriam segundos depois era o barulho da água batendo no guarda-chuva vermelho-gritante de Dorothy. O som era acalentador, muito melhor que o ruído que a lama fazia quando a bota do sonserino penetrava a terra molhada, mas fora ele havia apenas o silêncio, conduzindo-os Floresta adentro.

Salathiel não era dado a conversas, portanto passou longos segundos completamente mudo, deixando sua mente trabalhar para o que viria a seguir. Não tinha um rumo certo, mas ao mesmo tempo sabia para onde estava indo, mesmo que não houvesse para onde ir. Sua atenção só foi desviada mesmo quando ouviu um barulho acima de sua cabeça, algo característico de folhas batendo. Parou abruptamente e antes que a pergunta clássica saísse da boca de Dorothy ("O que foi?"), Salathiel apenas disse um breve:

- Hm. - Que significava o óbvio: não era nada que merecia a atenção dos dois. Deveriam continuar andando. Talvez a grifinória não tivesse entendido a mensagem implícita na onomatopeia do colega, mas quando Salathiel continuou a andar tudo ficou claro. Até que, por fim, ele parou de novo, olhando ao redor. - Aqui está bom.

Ela ficou claramente desconfiada, já que tudo que viam eram árvores e breu, além de uma neblina que começava a se formar. - Salathiel, o que você está planejando fazer?

O sonserino saiu da proteção do guarda-chuva e ficou a caminhar em círculos por uns instantes, na frente de Dorothy, deixando-se molhar. Parecia pensativo, contudo ao invés de olhar para baixo como as pessoas geralmente faz ao pensarem e andarem ao mesmo tempo, queixo estava ereto e ele estava quase olhando pro alto, com as mãos para trás do corpo. Pensou, pensou, pensou, e depois do que pareceu ser um minuto, tirou a varinha do bolso sem qualquer pressa e apontou para a garota, dizendo em seguida:

- Incarcerous.

As correntes de ferro envolveram o corpo de Dorothy com uma certa violência e prenderam-na contra o tronco da árvore mais próximo, enquanto Salathiel voltava a caminhar em círculos. Ouviu a voz dela dizer alguma coisa, mas não estava escutando com atenção. Identificou, claro, o tom de decepção nas palavras que lhe chegaram, mas ele pouco se importava. Tanto que o feitiço que lançou a seguir foi sem nem olhar para ela: - Impervius. - Não queria que suas roupas ficassem para sempre molhadas e ela pegasse um resfriado.

Até que enfim parou de andar em círculos e foi até Dorothy. Ainda chovia e suas roupas ainda estavam todas encharcadas, por isso ele pegou o guarda-chuva do chão, já que ela perdera no ataque, e colocou acima dos dois. Ficou ali, a centímetros da grifinória, olhando-a nos olhos, ela acorrentada e ele livre. Finalmente, disse:

- A música dizia que deveríamos ficar aqui. - Falou, certo de suas próprias palavras. - As correntes machucam? - E dessa vez, seu tom de preocupação era claro. Ela, entretanto, não parecia assustada. Na verdade, Dorothy franzia o cenho, aparentemente confusa. Até que disse:

- Eu não vou a lugar algum, Salathiel. Não preciso das correntes. - Ela sorriu, mas Salathiel gargalhou, e sua risada ecoou pelo vazio da floresta proibida.

- Não são para te prender aqui! - Falou, parando de rir tão rápido quanto começara. - Eu só queria te ver assim.

Ao que ela pareceu novamente confusa, mas sua voz foi firme quando respondeu:

- Olha, honestamente, não gostei - Depois abaixou a voz e prosseguiu - Mas por que queria me ver acorrentada?

Era uma boa pergunta. Não havia uma razão, somente a vontade de Salathiel. Por isso, ele disse a verdade, voltando a se afastar da garota.

- Não sei. - E deu mais um passo para trás, com o guarda-chuva em uma mão e a varinha em outra. - Você não está com medo? - Repetiu a pergunta que fizera a ela antes de entrarem na floresta, por pura curiosidade.

- Você quer que eu fique.... - Ela disse meio vagamente. - Por que eu?

"Não sei", respondeu mentalmente. Odiava não saber as coisas, então tratou de procurar a resposta mais plausível.

- Você me tira do ócio. - Falou, calmo, ajeitando o cabelo molhado para trás. - Não quero que tenha medo de mim. Não há motivos para isso. - Claro que não havia. - Quero ver a sua reação diante do terror do mundo. A música falava sobre "seguir as sombras"... Você é sempre tão cheia de luz. De otimismo. - Quando deu por si, estava andando de um lado para o outro e o guarda-chuva estava no chão. - E quando a luz se apaga? Se alguém te acorrenta sem motivos no meio da floresta proibida e você não fica amedrontada, então o que te faz fraquejar? E se eu fosse um assassino? - Poderia ser. - Coragem muitas vezes pode ser confundida com estupidez. Eu não gosto de gente estúpida. - E apontou a varinha para ela novamente. - Pavidus Inaudax.





Resumo: Divagando sobre a música que escutou outrora, Salathiel acorrenta Dorothy a uma árvore e depois tortura-a com a Hex do Terror.

OFF: Falas e ações combinadas, por isso não ouve nenhum dado a não ser o que foi pra tentar notar o Dohko.


Última edição por Salathiel Blackburn em Sex Out 19, 2012 5:20 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Floresta Proibida

Mensagem por RPG Enervate em Sex Out 19, 2012 3:54 pm

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Re: Floresta Proibida

Mensagem por Dorothy Taylor em Sex Out 19, 2012 6:54 pm

Aparentemente, tornava-se um consenso em Hogwarts que Dorothy era estúpida. A garota pensou sarcasticamente que logo seu nome passaria a ser citado para exemplificar o cretinismo, quando ouviu Salathiel pronunciar um feitiço, cujos efeitos ela ainda desconhecia. A grifinória permaneceu séria, olhando para ele, e nada aconteceu por alguns segundos, o que a fez pensar se ele tinha sido bem sucedido.

De repente, contudo, a chuva pareceu ter cessado, e no mais absoluto silêncio da floresta, uma única pétala rubra, de um brilho sobrenatural, caiu lentamente diante de seus olhos, enquanto um perfume de rosas e sangue preencheu suas narinas.

- Sentiu minha falta, criança? - era a voz dela, macia, envolvente, ecoando em sua mente exatamente como há três anos.

- Arya - Dorothy sussurrou, já chorando. Tentou se libertar das correntes que a prendiam contra a árvore, se debatendo com toda a sua força, o que começava a ferir a sua pele, enquanto respirava rápido. - Você não achou que eu te deixaria, achou? - a voz tornou a perguntar, bem humorada.

- Socorro - a garota pronunciou olhando para Salathiel, em um fio de voz. Então várias outras pétalas começaram a cair das árvores, formando um tapete vermelho sobre o chão úmido da floresta. Dorothy sabia que a ingestão de apenas uma delas bastaria para que morresse, mas não era isso que mais a preocupava no momento.

- Você estava no inferno - falou, quase como uma súplica, com a voz embargada e lágrimas que já caíam de seu queixo.

- Não, Dorothy, eu estive com você o tempo inteiro - e o perfume se intensificou de tal forma que a garota já o conseguia sentir na sua língua. Foi quando, de entre as árvores, apareceu uma figura feminina, vestida com um tecido de cetim vermelho. Seus cabelos eram muito escuros e longos, caídos ao redor dos ombros esquálidos, e seus olhos não eram humanos; pareciam dois buracos negros, completamente sem vida. Dorothy sempre imaginou que Arya tivesse uma forma original, humanóide, já que era uma demonesa, mas não esperava ter que deparar-se com ela, nem mesmo em seus piores pesadelos.

A grifinória agora estava petrificada, tremendo tanto que parecia estar acometida por espasmos, com os dois olhos muito abertos ainda vertendo lágrimas, incessantemente. A mulher aproximou-se, pairando sobre o chão como um fantasma, e em seguida mostrou a palma de sua mão, onde trazia uma rosa de um vermelho intenso. Não havia em seu rosto expressão alguma e ela não precisou falar para que Dory ouvisse a sua voz, na sua mente:

- Vim buscar o que é meu, minha menina - e então a aparição acariciou a pele de seu rosto com as pétalas macias da rosa. Suando frio, Dorothy tentou afastar-se, comprimindo as costas contra a árvore, sabendo que o que as rosas queriam era sangue, o seu sangue. A demonesa finalmente entreabriu os lábios e aproximou-os da pele de seu pescoço, mas Dory desmaiou antes mesmo que pudesse senti-los.

Resumo:
Dorothy é acometida pelo feitiço de Salathiel, que faz com que ela tenha alucinações com Arya (a demonesa que tem a forma de uma rosa letal que costumava manipulá-la quando tinha doze anos). Com isso, a garota desmaia

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Re: Floresta Proibida

Mensagem por Dohko Shevchenko em Seg Out 22, 2012 8:11 am

Dohko não sabia muito bem explicar o que sentia. Sabia que nutria uma raiva imensa de Dorothy por ter ignorado seus avisos. Ou teria sido desobedecido suas ordens?

Ele não era o tipo de sonserino que odiava as outras casas só por achar que Salazar estava acima da carne seca. Em sua visão minimalista, endeusar um cara, não importa quem seja, era coisa de torcedor de Harpia de Hollyhead. E ele nunca pagava pau para ninguém, pois babar o ovo de homem era pouco digno de sua condição como homem e babar ovo por uma mulher era pouco digno de sua condição machista.

A bem da verdade, ele acreditava que tinha sido feito de tolo pela grifinória. E a detestava naquele momento com todas as suas forças. Tinha feito um compromisso consigo mesmo que iria ajudá-la a não ser mais tão pura e inocente. A vida nunca era boa para pessoas boas de coração nobre. Ele bem sabia, fazia essas pessoas sofrerem. Seu pai adotivo era uma dessas pessoas e ele fez Kazuyoshi sofrer ao fugir de casa. E ele faria Dorothy sofrer antes que outro fizesse, porque ele faria isso com boa intenção. Qualquer outro tentaria tirar vantagem dela.

E ele não sabia como e nem por quê, só sabia que não desejava que a menina Taylor tivesse seus sonhos arrancados de dentro dela. Ele bem sabia como era isso. Seu maior sonho e futuro era ser um jogador profissional de Quadribol. Desde o quarto ano vinha sendo sondado por olheiros de diversos times da Europa, sem contudo, ter recebido uma proposta decente. Dohko era muito intransigente e um adolescente instável. Seria difícil domar um cavalo xucro como ele.

No entanto, suas habilidades como batedor só aumentaram. Sua força era enorme e foi inclusive, capaz de quebrar o recorde de balaço mais rápido da Liga das Nações no torneio júnior onde jogou pelos ferozes Pegas de Montrose. E foi graças ao desempenho incrível que ele foi convidado para integrar o time no semestre seguinte.

Infelizmente, Shevchenko tinha que ter “confundido” a cabeça do artilheiro da Grifinória com o balaço e sentado o bastão no cara, quebrando a face do rapaz. O Pegas não ligava muito para a violência de seus jogadores, no entanto, a restrição judicial de Dohko impedindo-o de segurar um bastão por quatro anos, jogou sua promissora carreira por água abaixo.

Com notas abaixo de Trasgo na maioria massiva de seus N.O.M.S., o checo não via nenhuma expectativa de carreira promissora ou planos futuros. E não desejava que a menina Taylor passasse pelo mesmo tipo de coisa.

Salathiel, aos olhos dele, era um garoto muito enrustido, até então não representava nenhum perigo, mas ninguém em sã consciência livraria a culpa de uma mantícore só porque ela ria quando ia dar o bote. E só de ver que Dorothy sentia-se confortável em relação à ele, fazia com que o checo tivesse mais vontade ainda de pegá-la pelos cabelos e arrastá-la para longe dali.

Estava, porém, disposto a humilhá-la e a deixá-la ter seus sonhos arrancados pelo Sandman de cabelos vermelhos, esperando por qualquer defloração no meio da Floresta. Entretanto, para sua surpresa ou o colega era mais sado-masô que ele, ou pretendia um sacrifício de virgens à meia-noite, pois sem pestanejar, amarrou Dorothy à uma árvore e lhe atacou com a maldição do terror.

Dohko ficou estático observando na alta-bétula enquanto a menina se debatia vivenciando ao que parecia, um pesadelo vivo em sua mente. Até que por fim, desmaiou. DROGA! Será que teria de levá-la de novo para a Sonserina? Era tudo o que conseguia pensar, enquanto montava na vassoura e planava silenciosamente até o chão.

Cara a cara com Salathiel, estralou as juntas dos dedos como se estivesse pronto para meter-lhe um soco.

- Mas que merda é essa que você pensa que tá fazendo, cara? – esticou a mão na direção da menina, sem despregar os olhos do colega de casa – Enervate! – e ao constatar que a garota recobrava os sentidos, cruzou os braços na altura do peito – Acordar na cama de um sonserino é o menor dos seus problemas, não é, Florzinha-inha?

E despreocupadamente, tirou um cigarro e começou a fumar, contendo a raiva que sentira outrora, como se fosse uma quimera sendo domesticada. No fundo, sentia-se aliviado, pois estava claro que Dorothy não tinha ido até ali a fim de prestar favores sexuais a ninguém e muito provavelmente tinha sido ludibriada.

Resumo:
Dohko se sente aliviado mesmo sem admitir, quando percebe que Dorothy estava na Floresta sem intenção alguma de oferecer favores sexuais à Salathiel. Deixa o psicopata torturá-la para que ela aprenda a não confiar no ruivo e resolve acabar com aquela loucura antes que Salathiel resolvesse fazer algo pior do que a maldição do terror.

[off]Sorry a demora, gurls, fds corrido... Enfim, não rolei o dado pro Enervate porque neh, acho que é só figurativo, caso queiram ou seja importante para o que têm em mente, basta me dizer que eu rolo. Ademais, vou rolar um dado para intimidação que pode ser figurativo ou não, a depender da Fer, até porque o Dohko nem tentou assustar o Salathiel, ele só estralou os dedos como sempre faz, quando tá com raiva e.e[/off]

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Re: Floresta Proibida

Mensagem por RPG Enervate em Seg Out 22, 2012 8:11 am

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Mensagem por Destino em Sab Out 27, 2012 5:01 am

Floresta Proibida.
14 de setembro de 2012. 0h15min.

Através do som da chuva, parando-se cerca de um ou dois minutos para prestar atenção, podia-se ouvir na floresta uma música, uma melodia de flauta que ecoa no meio da noite, como se viesse de algum lugar distante.



Perdendo a consciência, os sentidos da garota puderam aguçar-se um pouco mais ao que os ouvidos captavam e em sua mente ela ouviu a canção, bem como algumas vozes em conjunto, acompanhando a música. Abrindo os olhos, retornando a consciência, ela tinha certeza que a música era mais forte no tronco da árvore, mas ainda assim era como se fosse um eco, um eco de algum lugar distante, onde lá sim estaria ocorrendo a cantoria da qual ouvia apenas um sussurro:



Ele podia vê-los, mesmo na escuridão. Seus olhos adequaram-se a isso e apesar dos outros habitarem mais o interior da floresta, ele não via mal em passear por perto da borda à noite. E naquela noite bizarra, com aquela cantoria, ele sentia-se privilegiado, enquanto deslizava lenta e silenciosamente entre as folhagens, utilizando-se do som da chuva e da cantoria como camuflagem para os ouvidos. Certamente os filhotes de homens não conseguiam enxergar na escuridão, o que o faria ter uma ótima refeição. Só torcia, em sua mente primitiva que aquele foco de luz vermelho na boca de um deles não chamasse a atenção de outros. Odiaria ter que brigar novamente com aquele tiranossauro maníaco por um pedaço de carne...




Olá. Vamos lá: Noite chuvosa, todo mundo com penalidade de -4 em tudo que se refere a prestar atenção ao redor (som da chuva e escuridão) e até mesmo de locomoção (você não consegue se locomover direito se não vê onde pisa, porque vai escorregar em folhas molhadas, gramas ou cositas más...). Ligando um lumus na varinha, vocês diminuem a penalidade pra -2, mas também causam uma penalidade de -4 em tudo que envolva disfarçar-se ou ocultar-se (e concede bônus pra percepção de quem está no escuro). Uma luz no meio da escuridão é como um farol no meio do mar, apenas avisando. Lembrem-se que a temperatura está a 5° e está chovendo, o que faz o frio ser bem considerável. Enquanto estiverem protegidos da chuva com um guarda-chuva, tão de boa, quando o largarem, aí passarei a pedir a cada meia hora um teste de Tolerância para não começarem a sofrer os rigores climáticos e não pegarem uma gripe (penalidade de -1 em todos os testes por 1d20/4 dias). Basicamente a melodia é a primeira música, essa todos podem ouvir se pararem por algum minuto, ela não pára, ela continua a tocar infinitamente. Encostando em um tronco de árvore pode-se ouvir alguém cantando, o que seria as palavras da segunda música, mas na melodia da primeira. Smile Os dados foram pro encontro randômico, afinal estão na floresta proibida à noite. A cada 30 minutos vocês se arriscam de encontrar com uma criatura que vou rolar aleatoriamente no livro dos monstros - dica, quanto maior o número no dado, mais perigoso é o monstro. Smile Rolei a Percepção dele também e a Furtividade. Let’s Play! Bonanças.




Última edição por Destino em Sab Out 27, 2012 5:30 am, editado 1 vez(es) (Razão : Olá. Inserir o resultado. Bonanças.)
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Re: Floresta Proibida

Mensagem por RPG Enervate em Sab Out 27, 2012 5:01 am

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Re: Floresta Proibida

Mensagem por Dorothy Taylor em Ter Out 30, 2012 9:09 pm

Resumo:
Dorothy negligencia o que ouve das árvores porque está muito indignada com Salathiel. Depois de brigar com este, abraça Dohko e agradece a sua ajuda

Dorothy ainda sentia-se fraca, dolorida e trêmula quando abriu os olhos. Sua pele ardia onde as correntes tocavam, principalmente nos braços, mas nada era mais incômodo que o terror que dominava seus pensamentos. Isso porque, não bastasse ter visualizado a concretização do seu medo patológico, ainda tinha a impressão de ouvir uma canção fantasmagórica emanando do tronco da árvore a que estava presa. Algo dentro de si sabia que deveria lidar com esse fenômeno, mas não estava em condições de ser racional.

Demorou alguns segundos para reconhecer a figura de Dohko na penumbra, mas assim que o fez, foi tomada por uma sensação tão intensa de alívio que voltou a chorar. Tinha errado ao confiar em Salathiel, mas o checo, por outro lado, arriscara-se para salvá-la, então deveria realmente ser de confiança. Desviou o olhar para o ruivo. Em seus olhos, geralmente gentis, tudo que poderia ser percebido naquele momento eram a decepção e o desgosto que nutria por ele. Só agora conseguia notar que alimentara expectativas altas demais em relação ao inglês, o ouvinte paciente e sedutor do trem, que a envolveu e disse exatamente o que ela queria ouvir. Fantasiara a seu respeito, acreditando que ele teria a resposta para o enorme abismo sentimental que Gant deixara em si, mas os intentos de Salathiel realmente deram certo: ele queria que Dorothy fosse mais cética, e era justamente assim que a garota sentia-se a seu respeito. Destilando todo o seu rancor, ordenou:

- Me solte imediatamente, seu canalha.

A resposta que Salathiel deu, então, a deixou com ainda mais raiva:

- Pede de novo.

O que ele queria? Que ela se humilhasse? Havia poucas coisas na vida que Dorothy detestava mais que valentões, e, a seu ver, ele estava se comportando como um. Não precisou, contudo, que ela expressasse a sua indignação ou que disesse que não obedeceria, porque nesse instante Dohko reagiu no seu lugar. O rapaz pegou Salathiel pelo colarinho, aproximando bem seu rosto do dele antes de dizer, ameaçador:

- Você não vai brincar de tarado com a Florzinha-inha. Solta ela agora! - Dorothy realmente achava que as intenções de Salathiel não tinham o menor cunho sexual, mas não disse nada, porque tinha sentimentos conflitantes diante da reação de Dohko. Sentia-se grata por sua atitude, e prestigiada por notar que ele se preocupava, mas não queria que os dois sonserinos brigassem. Por algum motivo, finalmente o ruivo resignou-se e resolveu soltá-la, para em seguida aproximar-se dela com o guarda-chuva em punho. Desconfiada, Dorothy estreitou os olhos e recuou, mantendo intacta a distância que os separava.

- O que você fez foi imperdoável - comentou, agora com mais mágoa que ódio em sua voz.

- Eu não pedi perdão - disse, com um tom ameno e calmo, ainda caminhando para mais perto de Dorothy. - O impervius não impede sua pele de ficar molhada. Quero te proteger da chuva.

Ele explicava com paciência e a raiva da grifinória quase fraquejou, mas Salathiel havia realmente ultrapassado os limites.

- Não finja que se importa - retorquiu, arisca, tornando a recuar.

- Não demonstrei o contrário. Mas entendo seu rancor - apesar disso, o rapaz parou de tentar se aproximar, olhando fixamente em sua direção. Dorothy desviou o olhar para o chão.

Conversar com Salathiel a deixava sempre muito confusa, e naquele momento não tinha a menor condição emocional para passar por isso. Por isso, escolheu ignorar a presença do ruivo e fazer o que queria ter feito desde o momento que reconheceu Dohko: de súbito, aninhou-se nos braços do checo e permaneceu imóvel por alguns segundos, até que a imagem de Arya fosse varrida de sua cabeça. Sentindo-se mais segura, enfim falou:

- Obrigada - depois de um longo suspiro, admitiu: - Você tinha razão, Dohko.



OFF: Dado 1 para Tolerância e dado 2 pro caso de eu estar esquecendo de rolar pra alguma coisa...

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Re: Floresta Proibida

Mensagem por RPG Enervate em Ter Out 30, 2012 9:09 pm

O membro 'Dorothy Taylor' realizou a seguinte ação: Rolar Dados

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Re: Floresta Proibida

Mensagem por Salathiel Blackburn em Qua Out 31, 2012 10:12 am



Vestes de Salathiel


O sadismo de Salathiel finalmente fora saciado quando Dorothy começou a chorar diante uma visão que apenas ela conseguia ter. Naquele instante, enquanto a grifinória se debulhava em lágrimas, o sonserino invadiu sua mente e pôde vislumbrar o terror que tanto apavorava a garota. Para ele, nada da cena fazia sentido - por que uma rosa seria ofensiva? - mas ficou agradado com o mistério elegante que eram as flores e o tanto que elas amedrontavam Dorothy. No entanto, quando ela desmaiou, o espetáculo se encerrara para Salathiel e, para finalizá-lo com chave de ouro, Dohko Shevchenko surgiu dos ares para salvar sua pedra preciosa como um verdadeiro anjo da guarda.

Blackburn assistiu tudo que se seguiu com paciência e cálculo, observando o instinto protetor de Dohko (que para qualquer desavisado poderia muito bem ser confundido com amor) inexpressivamente, mas sentindo uma leve pontada de curiosidade dentro de si, já que não havia motivos para o checo tê-los seguido até ali. Não foi difícil, contudo, ler a mente de Dohko para ver suas desconfianças que, por sua vez, a Salathiel não significavam nada. O ruivo nunca tivera a mínima intenção de abusar sexualmente de Dorothy.

Enquanto a grifinória acordava de seu pesadelo e Dohko fazia sua cena, Salathiel esperou. Sabia que em breve teria que soltá-la da árvore, ainda que não se sentisse ameaçado pelo checo, por isso aproveitou cada segundo da visão, observando o medo se dissipar do rosto da garota e ser substituído pelo ódio, que mergulhou em seu olhar e foi na direção de Salathiel. Ela mandou que o sonserino a libertasse, mas, aproveitando os hormônios à flor da pele dela, provocou-a, apenas para ver como ela reagiria. Em vão, porque Dohko fez-se presente de novo.

Seu colega de dormitório era mais alto, mais forte e muito provavelmente mais rápido, portanto um soco de Dohko poderia realmente desacordar Salathiel, e ele queria se manter acordado. Não tinha medo de apanhar, na verdade desconfiava que iria apreciar a dor, mas não tinha a menor intenção de desmaiar no meio da floresta proibida, debaixo da chuva, ficando à mercê de duas pessoas que, no momento, queriam vê-lo longe (ou morto). Assim, como os braços estavam livres na hora em que Dohko quase ergueu-o do chão ao pegá-lo pelo colarinho, brandiu a varinha lentamente e, num gesto, soltou as correntes de Dorothy.

Com a mesma calma, desvencilhou-se do brutamontes, pegou o guarda-chuva que havia caído no chão e começou a caminhar em direção à grifinória, que prontamente afastou-se. Não queria ficar perto de Salathiel e ele não precisava ler seus pensamentos rancorosos para saber disso. Pelo contrário, correu para os braços de Dohko e lá ficou. O ruivo olhou para os dois do mesmo jeito que olharia para a árvore à sua frente, indiferente às palavras de Dorothy e à sua descrença em relação ao julgamento que ela havia feito dele, mas ao invés disso começou a virar a cabeça para lá e para cá, procurando pela origem da música que novamente começava a tocar.

- A música. - Falou vagamente. Depois voltou a olhar o casal, indo em direção aos dois e parando quando estava perto o suficiente. Apontou a varinha para o centro do círculo que os três formavam e disse: - Protego Maxima.



Resumo: Salathiel assiste ao drama de Dorothy, ignora Dohko e depois ignora os dois juntos, pois atenta-se à música que "voltara" a tocar.

Off: Não pretendia rolar dados para o feitiço por razões de coerência, mas vou rolar por precaução. Portanto, a ordem dos dados é:

#1 Teste de Percepção (mesmo com penalidade de -4 e contra um 19 do mestre rs)
#2 Feitiço (apenas caso seja necessário)

OBS: Salathiel é o único que está debaixo do guarda-chuva até então, então não rolei nada pra Tolerância. Alguns turnos atrás, ele lançou um Impervius nas roupas de Dorothy e portanto elas não se molham (só pra avisar xD).

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Re: Floresta Proibida

Mensagem por RPG Enervate em Qua Out 31, 2012 10:12 am

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Re: Floresta Proibida

Mensagem por Dohko Shevchenko em Qui Nov 01, 2012 11:57 am

A concepção limitada de Dohko e sua mente deturpada e cheia de testosterona negavam-se veementemente a acreditar em qualquer encontro inocente que implicasse o binômio: meia-noite/na-Floresta. Ele não se importava se Dorothy estava ou não uma aventura com Salathiel. Não nutria esse tipo de ciúmes bobos, afinal, eles mal se conheciam. Ao menos era o que ele acreditava pia e religiosamente.

No entanto, seu ego masculino e machista não parava de gritar que ele foi quem a levou para o dormitório da Sonserina, levou a fama e se quer deitou na cama. E agora ali estava ela por própria escolha no meio do mato com Blackburn. A vida era mesmo irônica, não é mesmo?

O checo não sabia explicar por que, só sabia que aquela era uma daquelas coisas do destino que se diz coincidência. Talvez os deuses, fossem eles quem fossem, achassem divertido pregar aquele tipo de peça e usá-lo feito marionete. Talvez fosse isso mesmo. Ou talvez simplesmente ele estivesse sendo punido por ser um mau garoto. Ou quem sabe, não tivesse sido amaldiçoado? O fato é que de todas as cabines que ele poderia ter escolhido depois que abandonou o vagão cargueiro, ele escolheu justamente aquele que tinha aquela menina de cabelos escuros.

Escolheu justamente por ela estar ali, pois queria expulsá-la e ficar com a cabine só para ele. Não contava, porém, que a partir daquele encontro sua vida ia mudar e de agressor da grifinória tornar-se-ia seu salvador?

Sim. Ele também acreditava que Salathiel era um bruxo obscuro do tipo que nasceu com gene Voldemort na divisão celular e isso nunca significava boa coisa, muito menos quando coisinhas puras e delicadas como Dorothy ficavam perto demais.

Encontrá-los na Floresta tinha sido um mero acaso. Dado ao seu grau sujo de pensamento, não ia interferir até porque não tinha nada a ver com os assuntos sexuais alheios. Todavia, quando seu intelecto de trasgo finalmente compreendeu que ali não tinha lasciva nenhuma a não ser a dele, Dohko resolveu que já era hora de dar um basta naquela palhaçada.

Dorothy acordara com o seu Enervate o suficiente para mostrar suas garras. Ela não era de todo uma inútil, afinal, mas ainda tinha muito o que aprender. Curioso e sem querer parecer protecionista, Shevchenko esperou que Salathiel a soltasse como ela ordenara. Pacientemente. O que para ele significava dois segundos antes que ele mesmo arrancasse as correntes com as próprias mãos e enchesse a cara dos dois de bolachas.

Ante a resposta negativa do ruivo, Dohko sentiu de novo aquele pensamento sacana jurando que de alguma forma, a dor causava prazer em Blackburn e ele gostava de torturas. Ele mesmo tinha sua quota de masoquismo mas aquilo ali estava beirando o esquisitíssimo, assim, perdeu fácil a paciência que nunca foi lá muita e agarrou o colega pelo colarinho. Simplista até demais, não teve pudores em expressar o que estava pensando. Ele não se importava a mínima com o que tinha na cabeça e com o que saía de sua boca.

- Você não vai brincar de tarado com a Florzinha-inha. Solta ela agora! – e em seguida ele ignorou qualquer outra coisa que estivesse acontecendo pois além de ter seu pedido atendido, uma música esquisita tocava e mesmo sem saber nada a respeito daquilo, o sonserino acreditava que aquilo era parte de um ritual macabro de Blackburn. Talvez sua intenção fosse desde o início sacrificar uma virgem o que explicaria muita coisa, aliás, explicaria tudo sobre Dorothy e sobre Salathiel.

Tentou apurar os ouvidos a fim de perceber algo. Sempre fora excelente em escutar o zunido do balaço se aproximando e mandá-lo com toda a força na direção do oponente. Entretanto, se sua posição dependesse de capturar o pomo, sua atenção pouco dedicada faria com que ele nunca tivesse sido Capitão da Sonserina ou chamado para jogar quadribol com os profissionais.

Quando viu Salathiel fazendo o feitiço de proteção em torno deles, segurando o maldito guarda-chuva vermelho teve vontade de pegar o sombreiro e enfiar goela abaixo do ruivo. Mas ainda tentava capturar algum sinal do que quer que estivesse acontecendo.

Nesse momento, porém, baixando toda a sua guarda, de forma inesperada, sua Florzinha-inha se aninhou em seus braços procurando por abrigo, quem sabe proteção. E como King Kong sendo domado pela loira no alto do Empire State, Dohko fez o que seu instinto de monstro mandou fazer: cerrou os braços ao redor dela e a abraçou encostando-a em seu tronco de forma a quase fazê-la desaparecer ali.

- Você tinha razão, Dohko. – isso era uma raridade na vida dele. Talvez fosse a primeira vez que lhe dissessem que ele estava certo.

- E você mereceu a lição que aprendeu por ter sido uma ingrata. – seu tom era seco, mas ele ainda não a soltara. – Agora alguém pode falar o que tá pegando? Tá brincando de quê, cara? Que p*RR@ de música de torcedor de Harpia é essa que você tá tocando? Isso aqui não é uma orgia na Floresta, não neh? Se for, eu to fora e quebro a sua cara..

E lá vamos nós de novo...

Resumo:
Dohko se irrita com as excentricidades de Salathiel, ampara Dorothy mas acaba jogando na cara dela que ela foi uma ingrata ao não lhe dar ouvidos. E por fim, volta a pensar que Salathiel está ali com fins sexuais e faz ameaças inúteis enquanto tenta perceber o que está acontecendo ao seu redor pois acredita que a canção que está ouvindo é obra de Blackburn até que s eprove o contrário.

[OFF] Apesar da player ser esperta pra fazer um Impervious e evitar o teste de tolerância, o personagem não é e temos que nos ater aos papéis rsrs. Então lá vai:

Um dado para percepção e um dado pra tolerância. Mesmo contra todas as penalidades e atenuantes e dados ruins rsrs.

Ps: se eu tirar outro 1 é uma puta falta de sacanagem.
Ps2: Leish, não mata meu filho rsrs

PS3: edit: tô muito de mal com Nimb e toda a Igreja do Bouchard! adik[/OFF]


Última edição por Dohko Shevchenko em Qui Nov 01, 2012 12:03 pm, editado 1 vez(es) (Razão : só para mostrar meu inconformismo com os dados!)

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Re: Floresta Proibida

Mensagem por RPG Enervate em Qui Nov 01, 2012 11:57 am

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